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  • há 2 dias
Com as mudanças dos nossos hábitos alimentares ao longo dos anos, os casos de alergia a alimentos tem aumentando. A doutora Milena Pandolfi e Caroline Gomes - mãe do Lorenzo que tem alergia a amendoim falam sobre como descobriram as alergias e os alertas para não ter complicações nesses casos.

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Transcrição
00:00Que loucura, hein? Esse é o nosso assunto do quadro E aí, doutor?
00:05Com as mudanças nos nossos hábitos alimentares ao longo dos anos, os casos de alergia a alimentos têm aumentado.
00:14Esse é o nosso assunto aqui no nosso estúdio.
00:17Eu recebo a doutora Milena Pandolfi e a Caroline Gomes, que é mãe do Lourenço, que coincidentemente, né, Carol, também
00:26tem alergia a amendoim.
00:27É, boa tarde. Então, meu filho tem alergia a amendoim, uma coisa que eu sou apaixonada.
00:34Não, eu também. Vamos fazer uma pausa aqui, porque é o seguinte, se eu fosse alérgico a amendoim, tava perdido,
00:41viu?
00:41Falava, senhor, me leva, porque sem paçoca, pavê de amendoim, pé de moleque, eu não ia sobreviver, Carol.
00:48Então, eu sou apaixonada por amendoim e eu fico até me perguntando, gente, como é que esse menino tem alergia
00:53a amendoim?
00:53Que coisa! E aí, como é que vocês fazem em casa? Imagino, você ama amendoim e o seu filho não
00:59pode nem chegar perto.
01:01Como é que vocês fazem?
01:02É, quando a gente descobriu assim, eu fiquei meio assim, gente, será que é amendoim mesmo?
01:06E aí, quando realmente eu descobri, eu tava conversando com a doutora Milena, eu ainda não fiz o exame pra
01:11realmente saber se, né, qual é a quantidade da alergia dele ao amendoim.
01:17Mas, das duas vezes que ele comeu, é coceira, ficou empolando, né, dei o antialérgico e aí parou.
01:24Então, assim, como eu sou a viciada no amendoim, eu já falei pra ele que ele tem alergia e que
01:29faz dodói nele.
01:30Então, ele próprio já fala assim, mamãe, não gosto, não posso comer amendoim.
01:35Então, eu como e ele nem pede.
01:38Gente, que coisa, né? Porque, assim, ele tem quantos anos?
01:42Quatro aninhos.
01:43Quatro aninhos. Criancinha realmente é mais fácil, né, doutora?
01:47Porque, por exemplo, eu tenho um afiliado que ele já foi, tinha problema com intolerância à lactose.
01:53E aí, na Páscoa, ele pegava o ovo de Páscoa, ficava com o brinquedo e o chocolate quem comia.
02:01Lógico, eu, né?
02:02Porque ele não tava nem aí pro chocolate, ele queria o brinquedo, porque sabia que aquilo faz mal.
02:07Agora, pro adulto, doutora, que já tá habituado a comer determinado tipo de alimento e ter que parar é muito
02:13difícil, né?
02:13Boa tarde.
02:14Boa tarde, Lucas. Boa tarde, Carol.
02:16Então, a alergia alimentar tem aumentado realmente e a gente tem falado mais sobre isso.
02:21E existem muitas minúcias que precisam ser entendidas, investigadas, porque não é só deixar de comer.
02:29Existe todo mundo por trás da alergia alimentar, desde entender qual é o risco, até onde ele pode comer ou
02:35não,
02:36até a vida social, que acaba limitando as crianças e o paciente de ir pra uma festinha, de ir pra
02:42casa, às vezes, de familiares,
02:44exatamente por conta do risco da reação alérgica.
02:46Existem tipos de alergias, aquelas que podem evoluir, por exemplo, com uma dermatite,
02:51e aquelas reações que podem evoluir até pra uma anaflaxia, que é potencialmente fatal.
02:56Ou seja, existem níveis de intolerância a determinado tipo de alimento?
03:01É, a gente precisa, a gente tem que diferenciar a intolerância de alergia.
03:05Ah, ok, perfeito.
03:06Isso, intolerância alimentar é uma dificuldade de digestão e alergia é uma reação exagerada, imunológica a um alérgeno.
03:14Elas podem coexistir, mas são diferentes.
03:17E isso é muito importante porque a intolerância não leva ao risco de vida.
03:21A alergia alimentar leva.
03:23E, às vezes, a criança não sabe, às vezes, falar que se ela tem intolerância, aí vai falar assim,
03:27ah, só um pouquinho não faz mal.
03:29Um pouquinho pro paciente alérgico pode fazer mal, sim.
03:32E é importante demais entender isso porque a maioria das reações fatais são de pacientes que já sabem ser alérgicos.
03:40Dificilmente vai acontecer uma reação fatal pra um paciente que ele não sabe ser alérgico.
03:44Olha, já temos algumas participações bacanas aqui nas redes sociais e uma delas é até da minha mãe que tá
03:51acompanhando.
03:52E ela falou que realmente minha irmã, ela tem alergia a kiwi.
03:56E aí, quando ela come kiwi, fica com a garganta fechada, não consegue respirar, fica toda vermelha.
04:03É verdade.
04:04Luana fica preocupada se tem kiwi, por exemplo, numa bebida ou numa salada de frutas.
04:08Temos mais participações.
04:10A Valéria Ribeiro disse que ama canela, mas chegou um ponto que ela teve uma crise alérgica, descobriu que tem
04:18alergia a canela e agora não pode mais.
04:21A Nelly Charely disse que foi criada na roça comendo ovo caipira e depois, de velha, depois de adulta, descobriu
04:30que tem alergia a ovo.
04:32Doutora, como pode uma pessoa que a vida toda, durante a infância ou adolescência, comia determinado tipo de alimento e,
04:40a partir de certa idade, desenvolve a alergia ou descobre a alergia?
04:45Então, a alergia na criança e a alergia no adulto, ela se desenvolve de formas diferentes e os alimentos têm
04:50prevalências diferentes também.
04:52Eu sempre falo com meus pacientes que o nosso corpo não tem alergia a nada que ele não conhece, ele
04:57precisa conhecer.
04:58Então, você pode ter alergia num segundo momento e você pode demorar 30 anos usando, tendo contato com aquele alérgico
05:05ou com aquele alimento e se desenvolver alérgico, se tornar alérgico.
05:10Então, por exemplo, camarão, frutos do mar, é muito mais comum no adulto, no adolescente, no adulto, do que na
05:15criança.
05:16Leite, ovo, trigo, é muito mais comum na criança do que no adulto.
05:20E o fato da criança ser alérgica, entre aspas, é um pouco melhor porque a criança pode se tornar tolerante,
05:28deixar de ser alérgico com o tempo.
05:30O adulto, essa taxa de tolerância é muito menor.
05:33Então, um adulto alérgico, a chance dele ser alérgico pro resto da vida é muito maior do que uma criança.
05:38Que coisa! E os sintomas mais graves também são em adultos ou não?
05:44A maioria das reações fatais de alérgia alimentar são em adolescentes adultos, né?
05:49Mas não são lá. Os sintomas são os mesmos, não muda a diferença de uma para a outra.
05:54Eu acredito que o que mais muda realmente é o cuidado.
05:58A mãe costuma cuidar mais, ter mais cuidado do que um adulto.
06:01É assim, Carol?
06:02É, é assim, né? Porque como eu já sei sobre isso, então jamais dou uma paradinha.
06:08Às vezes o adulto, né? Ah, né? Vamos fazer e tal, não vai dar nada.
06:12Eu não, eu já dou uma segurada.
06:13Isso, depois a gente vê o que dá.
06:16Olha só, alergia a alimentos é uma coisa muito séria.
06:20Um caso ficou muito conhecido no Brasil, foi o da Thaís Medeiros.
06:25Olha só, em fevereiro do ano passado, a Thaís cheirou um vidro com pimenta.
06:30Cheirou, gente! Não comeu, não.
06:32A Thaís começou a passar mal imediatamente.
06:35Sentiu a garganta coçar, apresentou manchas vermelhas pelo corpo.
06:40Imediatamente foi levada ao hospital e internada, já em estado grave.
06:46Nesse um ano, ela teve várias infecções, parada cardiorrespiratória.
06:50E hoje não anda, não fala, não enxerga.
06:53Meu Deus, a vida da família dela hoje é de idas e vindas ao hospital.
06:59Doutora Milena, que situação, apenas por chegar perto, por cheirar.
07:07É difícil a gente medir isso, mas tem pacientes que têm limiar olfatório.
07:11Você está cozinhando um camarão e a pessoa já tem sintomas porque pequenas partículas daquele alimento
07:16podem ir para o ar, evaporar, e aí o paciente tem sintomas com uma pequena quantidade.
07:22Então, tem sim alimentos que podem ter pelo fato de você inalar partículas no ar.
07:28E aí, para ajudar, essa menina ainda tinha asma.
07:31O paciente que tem asma, que já tem alergias prévias, como rinite, asma, dermatite atópica,
07:36ele é potencialmente mais grave nessas reações de anaflaxia.
07:42Temos várias participações aqui também, viu, pelas redes sociais.
07:47A Maria Reis diz que gosta muito de chocolate, mas descobriu que é alérgica e ela tem que tomar adrenalina.
07:56A Isaldina Ribeiro diz que o neto dela tem alergia à banana, só come banana da terra frita.
08:02A Cláudia Araújo diz que o filho dela tem alergia a dipirona e vários remédios.
08:07A Núbia Santos, minha filha tem alergia a ovo, porém só a clara.
08:10Eu dou a gema cozida e ela não tem reação nenhuma.
08:14Mas se tiver contato com a clara de ovo, ela empola.
08:17Isso é normal, doutora?
08:19Ter alergia a só uma parte do ovo?
08:22Na questão do ovo, a maioria das proteínas que dão alergia são da clara.
08:26Mas é muito difícil a gente separar a clara da gema, exatamente porque pequenas partículas ali podem acabar passando.
08:33Você não consegue separar 100%.
08:34O que fala em relação a esse quadro é que ela dá a gema cozida.
08:40Em alguns casos, os pacientes conseguem tolerar o alimento assado,
08:44porque quando o alimento vai para o forno, ele perde o poder de dar alergia.
08:49Então, ele pode tolerar alguns alimentos assados.
08:52E no ovo, isso pode acontecer.
08:54Olha, o Deide Rodrigues diz, ó, a minha filha não pode comer ketchup.
08:58Meu pai é alérgico a camarão e não pode nem chegar perto.
09:03A Inês Marques diz que não pode andar no sol.
09:06Ela tem sofrido muito.
09:08Será que existe?
09:10Alergia a sol, doutora?
09:12Existe.
09:12Me tira.
09:14Existe um tipo de urticária que se chama urticária solar, mas existem doenças que pioram por conta do sol, né?
09:21Então, pessoas que têm, por exemplo, urticária crônica, eles podem ter piora em contato com o sol.
09:25Pacientes que têm dermatite atópica pioram por conta do suor, do sol.
09:29E existem inúmeros tipos de alergias que parecem estranhas.
09:33Quando a gente vai estudar a fundo, a gente tem um embasamento para poder explicar isso para o paciente.
09:37Que loucura!
09:38Tem alergia também a água, já que tem a sol?
09:41Existe.
09:42Urticária aquagênica.
09:44É muito raro.
09:45A gente precisa investigar muito quando o paciente chega falando da história de ter alergia à água, mas existe.
09:51É raro, existem casos selecionados no mundo, mas existe.
09:54Existe um nome para isso.
09:56Deixa eu ampliar a nossa conversa agora pela internet.
09:58A Fabiana está conosco e ela vai trazer a vivência dela, porque tem diversas alergias.
10:05Fabiana, muito boa tarde.
10:07Como você descobriu que é alérgica a determinados alimentos e quais são eles?
10:13Boa tarde.
10:14É um prazer falar com vocês.
10:16Eu fui um pouco no susto, né?
10:18Eu comi um bobó de camarão e fiz uma maquiagem para um evento, e que era pesada.
10:24Minha primeira impressão é que tinha sido a maquiagem, né?
10:28E eu fui ao alergista a fazer os testes.
10:30E, para mim, a surpresa era tudo.
10:32Era o corante, a maquiagem, o glúten, a lactose, aromas, poeira.
10:41É uma gama muito grande de alergias e intolerâncias.
10:46E camarão e crustáceo.
10:48De tudo, o mais difícil é o camarão, que aí eu não como mesmo.
10:53Eu tirei.
10:54Eu tenho medo, na verdade, né?
10:56Eu costumo brincar porque ele fecha a glote, né?
10:58Então, se arrisca a vida, a gente tem mais dificuldade de comer, né?
11:04Pois é.
11:05Porque se você tem algum alimento que você tem receio, você prefere evitar, não é?
11:13Já volto a falar com você, mas agora eu queria mostrar isso aqui, ó.
11:18Tá vendo?
11:19É uma caneta de adrenalina.
11:22Tá vendo?
11:22Uma caneta de adrenalina que, quando pode, deve ser utilizada, doutora Milena?
11:29Então, a adrenalina ou epinefrina é o único medicamento capaz de fazer diferença num quadro grave.
11:37Então, a gente está acostumado a tomar antialérgico, corticoide, tudo isso é importante, deve ser usado, é claro.
11:42Mas, num quadro grave, o tempo de aplicação da adrenalina é que vai fazer diferença.
11:49Tanto que, nesses casos que foram citados de potencialmente fatais e de fatalidade dessas meninas que foram a óbito,
11:57provavelmente, o tempo de aplicação da adrenalina foi longo.
12:01Então, quando você tem isso disponível para você, você consegue fazer a aplicação e isso pode fazer diferença num caso
12:06de risco de morte.
12:08A adrenalina, ela deve ser usada em uma situação de anaflaxia.
12:12De uma forma fácil para o paciente, para o leigo entender o que é uma anaflaxia.
12:17É uma reação alérgica que, geralmente, tem dois órgãos envolvidos.
12:22Então, não é só ter urticária.
12:24Se você tem urticária na pele, você não tem anaflaxia ainda, mas pode ter.
12:28Então, se você tem, por exemplo, urticária que pegou pele, ou está tendo um sintoma respiratório, uma falta de ar,
12:33ou está tendo uma ânsia de vômito, uma dor na barriga, pensando numa diarreia, você tem dois órgãos envolvidos.
12:40Você já pode estar em anaflaxia.
12:42E aí é onde eu tenho que entrar com a adrenalina.
12:44Então, se você tem uma adrenalina na sua mão, que você pode aplicar o quanto antes, isso pode fazer a
12:49diferença.
12:50É lógico que você vai ter que se deslocar para um hospital.
12:52Mas imagina que tem gente que mora no interior, que mora longe de um pronto-atendimento.
12:57Já noticiamos recentemente, inclusive, há alguns meses, o caso dos moradores no interior do estado,
13:03que morreram por conta de picadas de abelhas, eram alérgicos.
13:07Se tivesse isso aqui, poderia salvar?
13:09Se tivesse, isso poderia salvar.
13:10Você poderia ganhar tempo para ele chegar no hospital e realmente, enfim, ter todo o atendimento que fosse necessário.
13:17Adrenalina a gente faz no hospital.
13:18É uma das primeiras medicações.
13:21Só que a que a gente faz no hospital, a gente não consegue comprar.
13:24Perfeito.
13:25Ó, vou fazer aqui uma demonstração rápida, chegar aqui mais pertinho, gente.
13:29Como é que seria numa situação em que a pessoa estivesse tendo uma crise?
13:34Então, nessa caneta aqui, a pessoa precisa tirar essa tampinha, não é isso, doutora?
13:39Tira a tampinha, aqui vai ter uma agulha, tá certo?
13:43Aqui vai ter uma agulha.
13:45Nessa demonstração não tem.
13:47E aí a pessoa precisa aplicar na perna.
13:50Eu vou aplicar aqui na perna, viu?
13:53Na lateral da perna, não é isso?
13:55Olha só.
13:56Com força, ó.
13:58Aqui, ó.
13:59Tá vendo?
13:59E aí você segura.
14:00E aí segura, lógico.
14:01Então vamos lá, aqui, ó.
14:03Tem que refazer aqui porque é uma bomba só.
14:06Mas é isso, né?
14:07Você segura, a adrenalina é injetada no corpo e a pessoa pode salvar a própria vida, não é?
14:14É, ela já vem na dose certa, da forma certa, sem você ter que ficar medindo dose, calculando a dose
14:20que é, enfim, né?
14:21Ela já vem na dose certinho pra você, não tem risco de outra pessoa se furar porque tá, porque essa
14:28travinha aqui sai exatamente pra proteger a agulha, pra não ter um acidente com um pérfuro cortante.
14:34E ela já vem na dose certa.
14:35Isso pode fazer diferença na vida do paciente que realmente tem risco de anaflaxia.
14:40Pois é, olha, inclusive a gente tinha até um depoimento, não é isso, Adriana, ou não?
14:50Ah, tá, não tinha, mas é porque era uma convidada nossa que ela tinha alergia a mosquito.
14:56Falamos aqui de abelha, também pode acontecer em relação ao mosquito, né, doutora?
15:00Isso, existem as reações, as picadas de insetos de formas diferentes.
15:05É, abelha, marimbondo, eles são de uma classe e mosquito é de outra classe.
15:10Então, é, não, é dificilmente o paciente vai ter uma reação grave à picada de mosquito.
15:15Geralmente as reações graves são por infecção local, porque coce faz infecção.
15:19A picada de abelha e de marimbondo, de vespa, elas podem ser, ter reações graves, anaflaxia, e aí inclui-se
15:27também nesse grupo a formiga.
15:29Às vezes a gente não dá a importância, mas existem pessoas que têm reações graves à picada de formiga.
15:34Olha, muitas participações aqui nas redes sociais, cada uma trazendo o seu relato do que acontece na sua família, né?
15:43A Dayana diz que é alérgica a camarão, ou seja, tem alergia a praticamente tudo.
15:48E Carol, a gente sempre conhece alguém que tem alergia a alguma coisa, né?
15:53É impressionante.
15:54E a gente precisa fazer as adaptações na nossa própria casa para nenhum acidente acontecer, não é isso?
15:59Sim, é igual como a doutora estava falando mesmo, né?
16:03Que a gente tem que fazer esse exame para saber o grau, porque quando está na minha casa, a gente
16:08dá uma segurada ali, está de olho.
16:11Mas às vezes vai para a casa de um parente e a mãe não vai junto.
16:16E aí assim, eu sempre deixo avisado, gente, tem alergia a amendoim.
16:19Escrevo na agenda da escola, tem alergia a amendoim.
16:22Só falta escrever na testa.
16:23É, tem alergia a amendoim, mas assim, tem que tomar muito cuidado, porque senão pode acontecer, né?
16:29O do Lourenço ainda assim, foi uma vez, duas vezes, que a gente só viu o empolamentozinho mesmo, mas existem...
16:35Isso é muito importante, né?
16:37A minha diretora está me lembrando, não ofereça alimento a quem você não conhece,
16:42a uma criança que você não conhece, que você não sabe o histórico,
16:46porque sem querer você pode causar uma crise nessa criança, nesse adulto.

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