- há 2 semanas
Um dos maiores desafios de quem descobre o câncer é evitar que pensamentos negativos atrapalhem o tratamento. No nosso programa, a dentista Renata Pimentel, que teve câncer em 2017, a Nina que está em tratamento e a psicóloga Julia Sueth conversam sobre essas desafios durante o processo de tratamento.
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NotíciasTranscrição
00:00Ontem foi o dia mundial de combate ao câncer e famosos como Celso Portioli e a cantora Simoni
00:06participaram de uma campanha que mostra várias formas de vencer a doença.
00:12Olha aí.
00:13Existem muitas formas de vencer o câncer.
00:16Formas diferentes para cada um de nós.
00:19Para uns, significa cura.
00:22Para outros, melhora a mentalidade de vida.
00:25Para outros, é prevenção, evitar o câncer.
00:28Para outros, remissão.
00:30Para uns, controle.
00:32E para outros, aceitação.
00:35Para todos e cada um deles.
00:37Nós estamos aqui.
00:43Isso aí, um dos maiores desafios de quem descobre o câncer é evitar que pensamentos negativos atrapalhem o tratamento.
00:52Não é fácil, mas é preciso.
00:54E nesse processo, família, amigos e médicos são fundamentais.
01:01Bora bater um papo sobre esse assunto.
01:03A gente recebe aqui no estúdio a Renata Pimentel, que é dentista oncológica.
01:08Ela teve câncer em 2017.
01:10A Nina, que está em tratamento.
01:12E a psicóloga Júlia Suete.
01:15Nina, eu queria começar com você.
01:17Você me disse que 2024 é o ano da cura.
01:21Na verdade, boa tarde a todos.
01:25Na verdade, 2024 é o ano da alegria e da ressignificação da minha vida.
01:31Eu descobri o câncer em 2022, em janeiro.
01:35Fiz o tratamento todo de quimio, quimio e rádio.
01:38Em 2023, eu passei por uma cirurgia, fiquei ostomizada, fiz a reversão, tive uma complicação, mas saí do hospital com
01:47vida.
01:49E saí em julho, né?
01:51E nesse segundo semestre eu fui organizando a minha vida, me situando em qual lugar eu estava no mundo, o
01:57que tinha acontecido.
01:58Todo aquele processo.
02:01E 2024 eu entrei com o pé direito, assim, pronta para ressignificar e para fazer acontecer a minha vida.
02:07Uma nova perspectiva de vida.
02:09Porque eu falo que o câncer, ele trouxe uma nova Nina e trouxe a minha vida de volta.
02:15Nina, eu vejo você falando sobre o seu caso hoje com sorriso, com alegria, com ressignificação.
02:23Mas também, não estou aqui para romantizar essa questão do câncer que é muito séria.
02:29Como é que foi quando você descobriu isso?
02:33Você fez aqueles questionamentos que a gente imagina, por que eu, o que eu fiz, por que meu Deus?
02:39Então, eu tenho muita fé.
02:42Mas, assim que eu descobri, foi exatamente numa colonoscopia simples, que eu fui fazer saindo da colonoscopia.
02:50A médica falou, você está com uma ferida e você precisa tirar com cirurgia, procurando cirurgião oncológico.
02:56Então, a gente sabe, né, do que se trata.
02:59E no momento que eu entrei de cabeça nisso, eu falei, primeiro eu preciso tratar.
03:04Eu tenho que tratar para ver o que está acontecendo.
03:08Não foi fácil.
03:10Eu descobri o medo de não viver.
03:13Eu nunca tive medo de morrer, depois que eu perdi minha mãe.
03:17Eu perdi o medo de morrer.
03:19Mas eu tenho uma filha, né, e eu passei a ter medo de não viver.
03:22Então, é isso que o câncer me trouxe, uma vida.
03:25Passei por momentos muito difíceis, principalmente nesse último ano, 2023.
03:30Eu fiquei um mês no hospital, sem meu intestino funcionar.
03:33Teve uma fístula e tive que abrir minha barriga duas vezes.
03:38Nossa.
03:38É, foi complicado.
03:40Mas a fé e a rede de apoio que eu tive, assim, da minha irmã, da minha família, das minhas
03:47amigas.
03:48Nossa Senhora.
03:49E a fé.
03:50Eu falo que, se eu estou aqui hoje, é porque Deus escutou as orações de todo mundo que rezou por
03:57mim nos três dias que eu desisti de mim no hospital.
03:59Olha, outra pessoa que ressignificou essa doença, né, como passar por ela, foi a Renata, que, depois da doença, Renata,
04:09você virou especialista e dentista oncológica.
04:13É isso? Boa tarde.
04:14Boa tarde.
04:15Isso mesmo.
04:17É o que a Nina falou, né, a gente ressignifica a nossa vida.
04:21Eu nunca questionei Deus por quê, sempre pra quê.
04:25E o pra quê tá aí, né.
04:27Eu, hoje, sou dentista oncológica pra tratar, né, o outro que tá, que eu já tive naquele lugar.
04:36E sei tudo que ele tá sentindo.
04:38Então, pra mim, isso é muito gratificante.
04:41Às vezes eu falo, assim, as pessoas até não acreditam.
04:45Eu me apaixonei literalmente pelo câncer.
04:49Explica essa frase, me apaixonei pelo câncer.
04:55Posso falar isso, assim, eu me tornei, primeiro, eu me tornei voluntária na FEC, que é o Hospital Santa Rita,
05:01né, na parte do SUS, que a gente só trata pacientes oncológicos.
05:05E, a partir daí, fui vendo o que eu podia fazer com a minha profissão pra ajudar o outro, em
05:12um lugar que eu já tive.
05:13Então, assim, eu comecei a estudar, a ver, e eu sinto tudo o que o que tá do outro lado
05:21tá sentindo.
05:22E isso faz, consigo entender.
05:24E numa conversa com o paciente que eu recebo, eu sei literalmente o que ele tá sentindo.
05:31E como eles falam pra mim, isso, doutora, faz total diferença.
05:35Porque você sabe que dói, que não é frescura, que eu não consigo engolir, que eu não consigo comer.
05:41Aí você vai, faz um laser, aí no outro dia, dois, três dias depois, nossa, você ouvi de um paciente
05:48assim, eu não sentia gosto de nada.
05:50Mas tô sentindo o gosto do bolo e o recheio do doce de leite.
05:55Isso é gratificante demais.
05:57Então, essa é a paixão que eu tive.
05:59E como o Nina falou, tive apoio familiar, que é muito importante também.
06:05Nós vamos falar da rede de apoio já, já.
06:08Mas, Júlia, quando uma pessoa recebe um diagnóstico de câncer, passa tudo pela cabeça.
06:17E a morte é uma delas, não tem como não ser, né?
06:21No início é sempre bastante complicado.
06:24Qual que é a importância de ter essa rede de apoio que elas tiveram pra passar por isso?
06:29Boa tarde, Lucas. Boa tarde, meninas.
06:32Então, a rede de apoio, ela vai ser primordial pro tratamento de câncer.
06:36Porque, como você falou e como a gente já viu com as meninas, né?
06:40São muitos sentimentos.
06:42Então, tem o sentimento de dúvida, tem a angústia, tem a culpa também de...
06:47O que eu poderia fazer pra não ter chegado a esse diagnóstico?
06:50Será que tinha como eu fazer alguma coisa?
06:52Então, assim, são muitas dúvidas e muitas angústias que na rede de apoio a gente encontra amparo, né?
06:59A gente encontra empatia, como foi o caso dela, né?
07:02Que hoje é dentista de pacientes oncológicos.
07:04Querendo ou não, ela já é uma rede de apoio pras pessoas que ela recebe.
07:08Então, assim, isso é primordial pra pessoa aceitar a realidade
07:12e lidar com o tratamento de câncer da melhor maneira possível.
07:16Olha, e o câncer, minha gente, não é o fim da vida, não.
07:21Então, vocês estão vendo aqui exemplos práticos.
07:25Pela internet, eu vou conversar agora com a doutora Camila, que é oncologista e atende pacientes com câncer, obviamente, né?
07:33Muitos pacientes, inclusive, doutora, chegam até a senhora sentindo culpado, se perguntando,
07:41Ah, o que que eu fiz pra merecer isso?
07:44Tem muito esses casos?
07:46Muito boa tarde pra você.
07:48Boa tarde, Lucas.
07:49Boa tarde a todas.
07:51Então, Lucas, realmente é bastante comum essa queixa.
07:56Quando o paciente chega com a gente, ele já chega um paciente realmente fragilizado.
08:00Eu acho que cada um tem a sua forma, né?
08:02De lidar ali com aquela fragilidade.
08:05Alguns pacientes sentem a raiva, o medo e também alguns pacientes sentem culpa.
08:11Especialmente aqueles pacientes, por exemplo, que tem algum tipo de câncer que o estilo de vida,
08:17a modificação do estilo de vida poderia ter mudado a história daquele paciente.
08:21Por exemplo, um paciente com câncer de pulmão, que já é tabagista há muito tempo,
08:26ou um paciente com câncer de cabeça e pescoço, que também fazia, aí utilizava tabaco,
08:32ou fazia uso de bebida alcoólica.
08:34Realmente são pacientes que a gente percebe que tem aí um pouco mais dessa sensação da culpa.
08:40E uma coisa que eu sempre converso com os pacientes é de hoje pra frente.
08:45O de hoje pra trás a gente não consegue mudar, mas o de hoje pra frente sim.
08:49Doutora Camila, e sempre os médicos destacam a importância de se diagnosticar
08:55todos os tipos de câncer o mais precoce possível, e por isso são necessários aqueles exames rotineiros, não é mesmo?
09:04Queria que você falasse um pouco sobre o quão a chance de cura de um câncer descoberto precocemente é muito
09:11maior.
09:13Então, a chance de cura quando descoberto precoce é altíssima.
09:16Por exemplo, pacientes de câncer de mama, que a gente descobre antes, tem mais aí de 96% de chance
09:23de cura.
09:24Então, é por isso que a gente bate tanto na tecla do precisa fazer exame, precisa fazer acompanhamento.
09:31E ainda falando um pouquinho da culpa, às vezes os próprios pacientes ficam,
09:36nossa, mas aquele ano que eu deixei de fazer foi quando apareceu alguma coisa.
09:40E aí também invade essa sensação de eu poderia ter feito mais.
09:44Será que eu deixei de fazer alguma coisa?
09:47Mas assim, a gente sempre fica exatamente nesse alerta.
09:50Todos os meses nós temos ações, né?
09:53O agosto branco, o outubro rosa, novembro azul, justamente para a gente relembrar.
09:59A gente sabe que a vida de todo mundo é muito corrida,
10:02então nem sempre a gente está disposto a parar tudo para se cuidar,
10:05mas é importante também olhar para si.
10:07Porque se a gente não para para buscar a nossa saúde, a doença acaba parando a gente.
10:11Com certeza, doutora.
10:13Já volto a falar com você, porque, Nina, eu queria que você me contasse o que você mudou na sua
10:19vida após o diagnóstico.
10:23Olha, se eu te contar...
10:25Conta tudo.
10:26Nossa senhora!
10:29Eu saí do hospital com medo de ir para a rua.
10:35Eu tive um colo retal, então eu tirei o meu reto e parte do meu intestino.
10:40Quando eu falo em ressignificar, é você não ter medo da sua nova condição.
10:45Eu hoje tenho que trabalhar muito na minha alimentação, tenho acompanhamento com uma nutróloga, tudo muito certinho.
10:50Porque se eu bobear na minha alimentação, não tem freio, não.
10:56E aí, onde eu trabalho, da minha mesa até o banheiro, são 87 passos.
11:01Muitas vezes, no meio do caminho, vazou.
11:05E vaza é cocô, gente.
11:07É cocô e fede.
11:08Muita gente pode ficar constrangida.
11:09O que é que eu faço?
11:11Desço.
11:12Lá onde eu trabalho, tem um chuveiro para ciclistas, né?
11:16Desço, tomo meu banho, já peço para uma amiga minha, desce com o meu kit de sobrevivência,
11:21coloco meu fraldão, coloco, tomo meu banho e continuo meu trabalho tranquilamente.
11:27Muitas vezes, eu posso estar na rua, eu posso estar com o fraldão.
11:30Nossa, Nina, mas como assim?
11:32Sim, uso o fraldão e é super confortável, gente.
11:35Mas é o que me dá a tranquilidade de caminhar, de ser feliz, de curtir, de ter a minha vida
11:42com a minha filha.
11:42Eu tenho uma filha de seis anos, então, vou ficar com esse medo em casa, que eu não posso comer
11:46isso, que eu não posso comer aquilo.
11:48Então, eu tenho que ressignificar a minha vida, a questão da alimentação, tudo isso.
11:53Até porque, um do grande, a relação do sobrepeso com o câncer coloretal está cada vez maior.
12:02Os novos estudos estão dizendo isso, né?
12:04Eu nunca fui magrinha, eu sempre tive um pouquinho de sobrepeso e alimentação, a falta de prática de exercício físico.
12:12Traz isso, não tem caso na minha família.
12:15Então, pode ser uma possibilidade?
12:16Pode ser, mas o que a gente tem que fazer, igual a doutora falou, é daqui para frente.
12:21Então, vamos ressignificar a minha vida, a minha alimentação, a atividade física e viver feliz da vida com fraldão, sem
12:28fraldão.
12:29Tomando um remedinho para parar o intestino, para a gente ir na praia e comemorar as mínimas coisas.
12:35Eu lembro o primeiro dia que eu fui na praia com a minha filha e fui rapidinho.
12:3740 minutos, tomei um banhozinho, dei uns mergulhinhos e voltei para casa com medo de vazar.
12:41Entendeu?
12:41Mas já voltei para casa, assim, de um calçadão, de um sorvete que eu fui tomar com a minha filha
12:46e voltei já toda rapidinho na frente para chegar em casa e tomar o banho.
12:51Nossa, é muito interessante que você conta essa história sem constrangimento, com naturalidade, porque é a realidade mesmo, né?
12:59Nossa.
12:59Agora, agora...
13:01Cheguei arrepiada.
13:02Não é, Renata?
13:04Arrepiada.
13:04Nossa, parabéns.
13:06Renata, e você que atende pacientes que têm câncer, como é que você passa a sua experiência para os seus
13:13pacientes, não é?
13:15Eles se veem em você?
13:17Então, Lucas, se veem muito.
13:21Às vezes chegam lá no consultório, ou até mesmo, como eu sou voluntária no hospital, lá eu recebo os pacientes
13:29também,
13:29mas no consultório chegam e falam assim, nossa, hoje eu fiz uma químio, fiz uma rádio, tô tão ruim, tá
13:36doendo tanto.
13:38Aí eu falei, eu sei o que você tá sentindo.
13:40E às vezes eles ainda não sabem que eu tive câncer.
13:43Aí começa, ai, mas você não sabe.
13:45Aí eu falei assim, sei sim.
13:47Como que você sabe?
13:49Porque eu já tive aí, eu já tive câncer de mama, super agressivo, passei por químio, por rádio.
13:55Você ficou careca?
13:57Fiquei careca.
13:58Aí eu já tenho uma pastinha no meu telefone.
14:01Tem lá as fotos.
14:01Pra mostrar, porque eles querem ver, sabe?
14:03Pra mostrar, porque às vezes, tipo assim, me olha, nossa, ela tá trabalhando, tá aí, tá bonita e tal.
14:10Modéstia é parte, né, Lucas?
14:13Tá maravilhoso, tá ótimo aí.
14:15Tá maravilhoso.
14:16Então, pra ver que é possível, né, igual a doutora falou, é daqui pra frente.
14:22E eu sempre tive, igual ela falou, estilo de vida saudável, sempre comi bem, sempre fiz atividade física.
14:28Não tem o caso da minha família.
14:30Então hoje, por isso que eu falei, me apaixonei, por quê?
14:33Eu fui escolhida por Deus pra estar aqui depois pra cuidar do outro.
14:36Deixa eu voltar a falar com a doutora Camila, rapidinho, porque eu queria entender, doutora,
14:41pelos casos que a senhora atende, o quanto o baixo astral, o pensamento negativo pode interferir no tratamento.
14:50Então, Lucas, eu percebo que isso interfere da seguinte maneira.
14:55Esses pacientes que estão ali na sensação de culpa, na depressão, na ansiedade, alguns deles têm uma baixa adesão ao
15:04tratamento, ou seja,
15:05são pacientes que faltam às consultas, são pacientes que não veem a quimioterapia no dia marcado, que deixam de fazer
15:13os exames,
15:15são aqueles pacientes que realmente dão a sensação que, ai, tô jogando a toalha, eu tenho câncer, isso é um
15:20ultimato,
15:21e eu não quero fazer, eu não quero tratar, meio que desistem, né, desistem de si, desistem do tratamento.
15:28Então, isso é realmente muito impactante, especialmente naqueles pacientes que a gente tá buscando a cura.
15:33Eu sempre costumo falar isso pra eles, mas por ser um paciente curativo, a gente não pode desistir, vamos, a
15:39gente tá junto.
15:40Então, assim, a importância do lado também do paciente de aderir tudo aquilo que a gente fala,
15:47quando ele tá com a saúde mental em dia, faz toda, absoluta, toda a diferença.
15:52Perfeito. Doutora Camila Beatriz, oncologista, muito obrigado pela gentileza de nos atender aqui no Fala Espírito Santo, viu?
16:00Uma excelente tarde pra você.
16:02Eu queria agora falar com a Júlia, como que nós, a pessoa que não tem câncer, mas tem alguém da
16:11família,
16:12algum amigo que tem a doença, deve agir pra manter o astral lá em cima, pra não desmotivar?
16:18Como é que a gente deve agir?
16:19Primeiro que a gente precisa entender os fatos, né, entender que isso é real.
16:25A gente não pode viver naquele famoso mundo da Disney que a gente chama, né?
16:28Então, a gente precisa entender, ok, a pessoa tem o câncer, então a gente vai precisar aprender a lidar com
16:34isso, lidar com os fatos e lidar com a vida como ela é.
16:37E, assim, é bom também que os familiares ao redor não escondam algumas informações do paciente oncológico.
16:45É importante lidar com as informações de fato, como é e como funciona.
16:49E depois é importante que a gente converse, que a gente escute o paciente.
16:55Escute, tem ali uma escuta ativa que a gente chama na psicoterapia, né?
16:59Na terapia individual.
17:00Mas também a gente como familiar, a gente como amigo, como colega de trabalho,
17:04é importante que a gente esteja atento a ouvir, porque são muitas questões que eles têm.
17:08E, às vezes, eles não querem que a gente fique ali dando solução, porque, de fato, tem o tratamento, tem
17:14a medicação, tem a forma de lidar, mas eles querem ser ouvidos apenas.
17:18Não querem ser julgados.
17:19Não, não querem ser julgados, não querem ser ali, ai, mas você tem falta de fé, aquilo e tal.
17:25Não, a pessoa quer ou se sentir acolhida pelo outro.
17:28Então, é importante que a gente aprenda a ouvir a outra pessoa.
17:33Isso é primordial para um tratamento eficaz do paciente.
17:37Tem um depoimento aqui da nossa telespectadora pelas redes sociais, a Luciana Virgínia Ferreira disse,
17:43Boa tarde, Lucas, dia 26 de agosto de 2017, eu descobri um câncer no intestino aos 43 anos.
17:51É devastador, você perde o chão, mas graças a Deus operei e me curei.
17:56Legal, Luciana.
17:57E eu tenho certeza, Nina e Letícia, que os seus depoimentos, Renata, perdão,
18:02com certeza, inspirar, influenciar outras pessoas que estejam passando por uma situação de tristeza,
18:09desanimados, mas olha, astral, alto e vamos correr atrás do tratamento.
18:14Tá aqui, esses exemplos lindos aqui, ó.
18:16Guerreira, né?
18:17Ressignificando a vida.
18:18Obrigado, pessoal.
18:19Obrigado, pessoal.