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  • há 16 horas
Casos recentes de agressões têm tem gerado discussões

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Transcrição
00:00Para para pensar, olha a proporção que essa história tomou.
00:04E aí a gente pensa, né?
00:06Pegando esse caso aí como exemplo, a gente se pergunta como que nós devemos nos comportar
00:13quando os nossos filhos, sejam eles crianças, adolescentes, quando eles se envolvem em uma confusão.
00:19Uma coisa é certa, que a gente é exemplo é, não é verdade?
00:23Vamos bater um papo sobre esse assunto?
00:25Participa com a gente aqui no nosso Facebook, aqui no nosso estúdio eu recebo o psicólogo Juliano Coimbra.
00:30Obrigada, Ju, pela sua presença. Boa tarde.
00:32E também Elizabeth Eliseta, que é influenciadora, mãe de dois filhos, não é isso?
00:38Como que o seu instinto materno age nessas horas, Elizabeth? Boa tarde.
00:45Boa tarde, Roberta.
00:46Bom, nesse ponto que aconteceu aí, nunca aconteceu comigo em relação aos meus filhos, não.
00:51O que já aconteceu mais, assim, de brigas foi com a Lara.
00:56Que a Lara, ela é mais impossível, ela é mais nervosa, ela é mais, como se diz?
01:03Mas tem um temperamento mais forte?
01:05Muito forte, a Lara é.
01:08Então, toda vez que alguma pessoa falava que ia bater nela, alguma coisa assim, eu intervia.
01:14Ou quando ela estivesse discutindo, alguma coisa, eu também intervia, eu entrava no meio.
01:19Não para agredir a outra pessoa que realmente queria agredir a minha filha, não.
01:26Minha filha é minha filha.
01:28Se for para acontecer alguma coisa, deu ou corrigir?
01:31Quem vai corrigir sou eu.
01:33Eu nunca que dei liberdade para ninguém chegar e encostar na minha filha.
01:39Nunca.
01:40Porque a mãe sou eu.
01:43Ela foi gerada dentro do meu ventre.
01:46Então, a partir do momento que você coloca isso dentro de você, não, eu tenho que proteger minha filha.
01:54Eu tenho que amar minha filha.
01:57Eu não tenho que dar liberdade para fulano, mesmo que ela esteja errada.
02:03Não encosta.
02:04E aí, Juliano, intervir ou não?
02:08E até que ponto, hein?
02:10Boa tarde.
02:11Boa tarde.
02:12A linha é muito tênue dessa intervenção, né?
02:14Nós precisamos ter cuidado.
02:15Precisamos pensar qual que é o papel do pai antes dessa intervenção.
02:19Porque o papel do pai é educar, né?
02:21Propriamente dito.
02:22Então, como que nós vamos realizar essa educação?
02:24Qual é o exemplo que eu vou deixar para essas crianças, para esses adolescentes, né?
02:28Nós vamos, sim, tirar essas crianças de cena.
02:32Nós precisamos agir com maturidade.
02:34Nós não vamos deixar ninguém se agredir.
02:36Nós vamos tirar essas crianças de cena e vamos levar para casa para a gente conversar.
02:41Posteriormente, nós, pais que estão dentro da nossa casa, cabeça fria,
02:44vamos chamar os pais dessas crianças para a gente poder conversar sobre esses conflitos.
02:48E cada pai vai, de fato, conversar com seus filhos dentro da sua casa.
02:52É importante, na atual conjuntura, na sociedade, da maneira que nós estamos,
02:56ninguém intervir, ninguém fazer nada, ninguém ir conversar com o filho de outro pai.
03:00Porque pode ser que esse pai também não esteja em um bom dia e aí vai entrar em conflito, sim.
03:06Então, é importante você tirar o seu filho de cena para não ser agredido,
03:08para não passar por uma situação constrangedora
03:11e depois chamar esses pais, esperar passar para chamar para a gente conversar,
03:15para que esse pai faça a educação do seu próprio filho.
03:18Até porque é comum, Juliana, é normal, as crianças, os adolescentes,
03:23e até mesmo quando a gente vê um caso ou outro, jovens entrarem em conflito,
03:27a gente tem que entender isso como algo, até que ponto normal, proporcional a cada idade.
03:35Então, Roberto, a gente precisa pensar que a criança, ela se desenvolve a partir da relação com o outro.
03:40Essa criança, ela é criada dentro de um espaço educada por pais,
03:43que foram criados de maneira diferente, que vai se relacionar em um mundo, em uma sociedade.
03:48E aí, nesse espaço, essa criança, ela vai trazer os conflitos a partir da sua própria história.
03:53A visão de homem de mundo dela se constitui dentro do seu próprio lar.
03:56E aí, ela vai para uma relação que é exposta lá fora.
03:59E aí, nem sempre as pessoas vão concordar umas com as outras.
04:03Então, os conflitos vão se estabelecer, o conflito estabelece o tempo todo.
04:06Só que nós vamos utilizar da nossa maturidade para a gente resolver.
04:10A criança, ela ainda não desenvolveu a maturidade, né?
04:13Às vezes, o adolescente, ele ainda está em processo de desenvolvimento.
04:16Então, cabe aos pais educar, conversar com essas crianças para criar melhor forma de resolutividade desses problemas.
04:24Aí, a gente se pergunta, né, tá?
04:25Mas como que eu converso para, ao mesmo tempo, o meu filho ter autonomia?
04:29Para que ele consiga resolver aquele conflito naquele momento.
04:34Ah, desceu para brincar, está ali com as crianças.
04:35Que ele não apanhe, mas, ao mesmo tempo, que ele não bata, mas que ele saiba resolver.
04:41Daqui a pouquinho, o Juliano vai explicar para a gente.
04:43Mas antes, Elisabeth, já aconteceu de você entrar até mesmo num momento conflituoso com algum outro pai ou mãe,
04:52por conta desse momento, dessa situação?
04:54Já.
04:56Como é que foi?
04:56Só para agredir, né?
04:58Não também ofensas tão pesadas como foi essa desses dois casos.
05:06É de eu encarar, porque eu sou muito de encarar, né?
05:10Eu não sou de abaixar a cabeça, eu sou muito de encarar.
05:13Olhar dentro do olho da pessoa e falar bem assim, não.
05:23Entendeu, Roberto?
05:25Meu filho, meu filho, ele tem 16 anos.
05:29Já aconteceu jogando bola na escola.
05:32O rapaz deu um tapa no rosto do meu filho.
05:35Só que não me contaram.
05:37O meu filho ficou com medo de me contar em relação ao rapaz querer fazer alguma coisa com ele.
05:43Só que, como eu sou muito conhecida, foram e me contaram onde eu fui parar na escola.
05:49Quem eu fui atrás?
05:50Do menino.
05:52Entendeu?
05:53Mas aí eu achei o menino, conversei com ele, não agredi ele em momento nenhum,
05:57porque a gente perde a nossa razão.
05:59Se você chegar já metendo o tapa na criança, você perde a sua razão.
06:04Não, isso é crime.
06:05Daqui a pouquinho a Camila, advogada, vai explicar para a gente.
06:08Está muito cuidado com essa atitude.
06:09A gente precisa ter o controle da situação.
06:13E aí, qual foi o desfecho dessa situação?
06:14Eu chamei ele, ele me pediu desculpa, o rapaz, que foi realmente, eles estavam brincando naquele momento.
06:23E na hora de chutar a bola, a mão dele encostou no rosto do filho dele, no meu filho.
06:29Não foi porque ele queria agredir meu filho.
06:31Foi naquele momento, na brincadeira, que atingiu ele.
06:35E se eu não chegasse no ponto de conversar com o menino?
06:39Já querer, já agredir, fazer uma outra forma que não é legal.
06:43E aí, nessa história aí, o pai desse rapaz também apareceu em cena?
06:47Não, na verdade, o que me chamou muita atenção, Roberta, entre meus filhos, é que nunca os pais vieram conversar
06:57comigo.
06:57Pelo contrário, eu que vou, entendeu?
07:01Eu que ia, né?
07:02Porque agora eles não...
07:03Cada um tem uma vida, não estão me dando tanto problema agora.
07:09Mas eu que ia.
07:11Eu que ia até o agressor, eu que ia até os pais.
07:14Ó, não quero que aconteça mais, são os meus filhos.
07:17Se acontecer, eu vou estar indo para um outro meio, que tipo, delegacia, né?
07:23Mas nunca aconteceu de ir na delegacia.
07:25Não, foi tudo resolvido ali, naquele momento.
07:29Agora, vamos convidar mais uma mãe para esse nosso bate-papo.
07:31Você aí de casa também pode participar com a gente pelo Facebook, tá bom?
07:34Mas agora a gente conversa com a Juliane.
07:38O filho dela já brigou muitas vezes na escola.
07:40E ela vai contar o que que ele fazia, o que que ela, perdão, o que que ela fazia quando
07:45isso acontecia, quando chegava essa notícia.
07:47Boa tarde, Juliane.
07:49Oi, Roberta, boa tarde.
07:51Diz aí, como que essas histórias chegavam até você?
07:54Qual era a sua reação?
07:59Então, é...
08:00Agora tem que fazer, dizer, quando ele tinha 12, 13...
08:04O áudio da Juliane está picotando.
08:07Daqui a pouquinho a gente vai tentar restabelecer melhor esse contato com ela.
08:10Mas olha só que interessante uma fala da Elisabeth, né?
08:13Ela disse que procurava sempre a outra parte para tirar uma certa satisfação.
08:19E aí, Juliane, a gente se pergunta se dessa forma a gente está, ao mesmo tempo, passando uma certa proteção
08:27para os nossos filhos
08:28ou a gente está até atrapalhando que ele desenvolva essa autonomia de resolver os próprios conflitos?
08:36Eu acredito que nós precisamos ensinar os nossos filhos a resolver os próprios problemas.
08:41Esse é o nosso papel enquanto pais, enquanto educadores, de fato.
08:45Às vezes, essa criança ou esse adolescente não tem tanta maturidade, nós podemos acompanhá-los, né?
08:51Para passar uma certa segurança.
08:53Porque talvez o agressor, outra criança que está ali brincando, não entenda, não respeite.
08:57Mas o que eu posso mediar?
09:00Eu posso ser um mediador dessa comunicação, né?
09:03Mas eu preciso ensinar o meu filho a fazer essa comunicação, né?
09:07Uma coisa importante que eu acho que é importante trazer aqui é sobre o lugar que essas crianças também aprendem
09:12a brigar.
09:13Talvez essas crianças já chegam ali porque dentro dos nossos próprios lares as brigas já se estabelecem, né?
09:20Então, assim, cuidado, pais, por estar conflitos não estabelecendo os relacionamentos, mas cuidado para estar brigando dentro dos lares,
09:28porque nós estamos ensinando os nossos filhos a irem também resolver seus conflitos nas ruas, também brigando.
09:34E talvez nessas ruas não tenha o afeto que nós temos dentro dos nossos lares, talvez não tenha compreensão.
09:41E lá nós estamos expondo os nossos filhos a conflitos muito maiores que podem colocar a vida deles em risco,
09:46porque dentro dos nossos próprios lares serviu-se de reflexo, né?
09:50Então isso é muito importante a gente pensar.
09:52E outra coisa, não ir tirar a satisfação com os filhos dos outros, chamarem os pais, porque nós, adultos, sabemos
10:00comunicar.
10:01Talvez ir lá, o pai ver, nós vamos gerar um outro conflito que vai ser muito maior.
10:05Então, com a cabeça mais fria, chamar os pais para conversar, para que os pais eduquem, porque essa é a
10:11função desse pai.
10:12Se o pai não resolve, aí sim, nós vamos procurar outras formas de soluções que sejam mais cabíveis,
10:20sem colocar em conflito a outra criança e o seu filho.
10:23Olha só, o comentário aqui, olha, da Eudes Martins, ela diz que não aceita ninguém chamar a atenção da filha
10:29dela.
10:30Se acontecer alguma coisa, fale com ela, fale com a mãe, que ela diz, eu que sou a mãe, eu
10:35que chamo a atenção dela ou o pai.
10:38Teve também um comentário aqui do Renato Gomes, participação masculina, é claro que a gente vai abrir espaço para a
10:43gente ler.
10:44O Renato diz, mexeu comigo, com minha esposa ou com minhas irmãs.
10:49Ah, tá, ele tá falando, mexe comigo, com a minha esposa ou com a minha irmã, mas com os meus
10:54filhos, não.
10:55Porque isso mexe muito com o nosso instinto materno, paterno e fica difícil controlar também.
11:02Não é verdade, Elisabeth?
11:04Fica, fica.
11:05É, igual ele falou bem assim, que tem que, nossos filhos têm que resolverem.
11:11Mas se os nossos filhos não têm aquelas condições, aquele momento, aquela, mentalmente de estar resolvendo aquele problema.
11:18E outra coisa, eu tô falando, eu conheço meus filhos, eu conheço a minha filha.
11:23Eu ia com ela e ela batia de frente, ela batia de frente mesmo, ela queria ter razão.
11:28Então, se eu conheço os meus filhos, se eu podia resolver da melhor forma, então eu iria e resolvia.
11:38Onde eu moro, tem muitos casos de meninas se atacando na rua e não tem apoio dos pais.
11:45Pelo menos os meus filhos, eles têm apoio não só de mim, mas eles têm apoio das minhas irmãs, da
11:55minha mãe, do meu irmão.
11:58Então, não é tipo assim, ó, vai lá e resolve.
12:01Eles não vão saber resolver.
12:04E aí, tem muitos pais que educam, como antigamente, naquela história, ó, você apanhou na rua, resolve lá.
12:09Senão, em casa, você vai apanhar dobrado.
12:11Teve até um comentário aqui, olha, Lenir Bonifácio, ela falou que antigamente ela apanhava na escola, toda machucada, também apanhava
12:19em casa.
12:19Aconteceu com ela, aconteceu com as irmãs dela.
12:22Também teve outro comentário aqui, da Lenir Bonifácio, mais uma vez, ela diz que os filhos dela sempre foram muito
12:29agredidos na escola e na rua.
12:32Duas adolescentes bateram na minha filha na frente da escola e também longe.
12:36O que eu fiz?
12:37Levei ela machucada até o Juizado Especial, porque as mães já não tinham mais autoridade sobre as filhas.
12:44Houve até ameaças.
12:45Então, deixei a Justiça chamar os pais.
12:49Tem outro caso, gente, olha só, que ficou muito conhecido, que foi de uma briga em uma quadra, em um
12:55condomínio em Brasília,
12:56que terminou com todo mundo na delegacia.
13:00Três crianças jogavam futebol quando uma delas escorregou e caiu.
13:04Coisa normal de jogo.
13:06Olha aí, tá vendo aí nas imagens?
13:07O menino caiu, pronto.
13:08Só que o pai desse menino não entendeu assim, não.
13:12Ele foi até a quadra, segurou o outro garoto e mandou o filho dele bater nele e dar até um
13:19soco no rosto.
13:20Se não bastasse, a mãe também entra no meio e empurra o menino.
13:24Esse caso, como eu já disse, aconteceu em Brasília.
13:27Na época, esse casal foi indiciado por lesão corporal.
13:31Inclusive, sobre esse assunto, sobre esses pais que se metem e agridem outras crianças,
13:39olha só o que a gente vai ouvir agora.
13:41A Camila, a advogada Camila Dias, mandou um vídeo pra gente falando que isso é um crime.
13:48Vamos ver.
13:51O tipo de agressão é permitido, imagina então, agressão contra crianças e adolescentes.
13:57Seja verbal, seja físico.
13:59É um ato, um crime que deve ser remediado.
14:02E se a gente souber, ouvir ou acompanhar, estiver próximo a alguém que esteja cometendo esse tipo de crime,
14:09necessário ligar pra polícia.
14:10Além de intervir, lógico, ao perceber uma criança ou adolescente em situação de risco.
14:15O artigo 5º do ECA, ele é bem claro, quando fala que nenhuma criança ou adolescente será submetida a esse
14:21tipo de atitude.
14:22Então, é preciso ficar vigilantes, pois todos nós somos um pouco responsáveis
14:27quando percebemos que uma criança ou um adolescente possa estar sofrendo esse tipo de crime.
14:32E ele, além de tudo, é inaceitável.
14:37...participação mais uma vez com a gente.
14:39Juliano, além de ser um crime, vamos pensar também de que forma, o que os pais estão ensinando para os
14:45próprios filhos
14:46quando eles intervêm naquela cena e agem dessa forma que a gente viu agora?
14:52O recado que os pais passam para essas crianças é
14:57Fica de boa, porque eu vou resolver com você.
14:59Nós criamos filhos, nós educamos os nossos filhos para a gente ensiná-los a viver em sociedade.
15:05Quando eu paro para resolver o problema dos meus filhos, automaticamente, eu estou dizendo para ele que não precisa aprender.
15:12Vai ter sempre alguém que vai te proteger.
15:14E quando esse alguém não te protege, o que acontece?
15:17Essa criança, ela fica insegura, ela cresce insegura para a própria vida.
15:23Às vezes a gente pensa, ah, mas é só uma vezinha.
15:25Mas é uma vezinha que a gente deixa um recado que pode ser para o resto da vida dessa criança.
15:29Porque essa criança, ela não aprende a defender.
15:31E nós precisamos ensinar que existem meios legais, né?
15:35Em ninguém nós devemos bater.
15:37Nós também não devemos bater nem nos nossos próprios filhos.
15:39Porque quando nós batemos nos nossos próprios filhos, sabe qual o recado que a gente dá para a criança?
15:42Que essa criança, ela, alguém tem o direito, tem o poder sobre a vida dela e que ela pode apanhar.
15:49Essa criança, e quem é esse alguém?
15:52Esse alguém é alguém que te informou, alguém que te criou, alguém que te ama.
15:55Essa criança, ela cresce, ela vai estabelecer relacionamentos que tem pessoas que inconsciente,
16:00o cérebro dela vai dizer, tem pessoas que te amam e essas pessoas podem te bater.
16:04E elas entram em relacionamentos que elas podem também apanhar.
16:06Esse é um exemplo.
16:07Olha as consequências.
16:08Esse é um exemplo, tá?
16:09São inúmeros exemplos.
16:11Então, assim, nós precisamos pensar como que nós podemos educar.
16:14Eu sei que cada dia mais está difícil educar crianças, mas nós precisamos aprender a conversar.
16:20A comunicação é a base do processo.
16:22Eu sempre falo aqui sobre a importância da comunicação.
16:24Então, sentar com essa criança, né?
16:27Conversar, explicar, olha, meu filho, se você entra lá, se você vai lá revidar, né?
16:31Pode ter impacto na nossa própria família, porque os pais dessa criança vai vir, né?
16:35Mostrar exemplos como esse que a gente está mostrando aqui nas mídias mesmo, né?
16:40Para que essa criança venha entender.
16:42Gente, a criança, ela entende sim.
16:44Só precisamos investir tempo na comunicação dessas crianças.
16:47E outra coisa.
16:48Tem muitos pais que nem querem saber o que de fato aconteceu, nem ouvem, nem conversam.
16:54E às vezes o próprio filho é o causador dessa confusão toda e o pai intervém passando pano para o
17:01filho.
17:02É importante, porque quando eu estava vindo, eu estava justamente pensando isso, eu já estava esquecendo de dar esse recado.
17:06Às vezes nós estamos tão preocupados com o que essa criança traz, ou com os questionamentos, ou com a fala
17:12dessa criança,
17:12que a gente esquece de averiguar o que de fato é.
17:15E nós colocamos a nossa própria criança e às vezes até a nossa própria vida em risco,
17:19porque essa criança vai ver a partir de uma perspectiva, né?
17:22Como o vídeo mostrou claramente aqui, a criança escorregou, os pais já foram lá abatendo outra criança
17:26e as câmeras estavam ali para provar que era completamente ao contrário.
17:29Então, precisamos analisar melhor sobre isso e como nós vamos educar essas crianças.
17:33E é claro, né? Nesse vídeo, a criança, ela escorrega, não aconteceu nenhuma agressão.
17:38E mesmo se acontecesse, não é dessa forma que a gente resolve.
17:41Olha a cena! A criancinha caiu, gente!
17:45Caiu ele brincando, jogando bola.
17:47E aconteceu toda essa confusão em que o pai acabou até mesmo entrando no meio dessa cena aí, desnecessariamente.
17:54Agora, Elisabeth, já aconteceu quando você, nas vezes que você interviu na confusão,
18:01de você parar para ouvir, perguntar para o seu filho e ver, identificar que ele ou ela eram os errados
18:07daquela situação?
18:08E você falar assim, vai lá e pede desculpa?
18:11Claro, não pede não, Roberta.
18:13Ela é difícil!
18:15Pede não.
18:20Tipo assim, a criação da minha filha também foi muito difícil, né?
18:23Não estou justificando também os atos dela na época, né?
18:27Porque agora ela está uma profissional, trabalha.
18:31Mas ela não pedia, não.
18:33Ela se enchia de razão e pronto, acabou.
18:36Mas você, como mãe, já identificou alguma situação que ela era errada?
18:40Sim, várias vezes, na escola, entre amizades, amigos, várias vezes.
18:47O que é muito importante, né, Juliano?
18:48Para, nesse processo de formação, dessa autonomia que a gente dá para os nossos filhos,
18:53deles saberem resolver os próprios conflitos, a gente também colocar eles no lugar certo, né?
18:59Outro dia eu estava conversando com a criança e ela estava tendo dificuldade com o coleguinha da rua.
19:03Ela gostava muito de brincar com a irmãzinha, mas com o menino não.
19:06Aí eu falei com ela que aquele espaço da rua era um espaço que era público,
19:10que a gente, qualquer pessoa podia transitar naquele espaço.
19:12E quando ela sentisse que o irmão daquela minha estivesse chegando,
19:15ele tinha o direito de estar naquele espaço, de brincar naquele espaço.
19:19Ela não gostava de estar perto dele, então ela se retirava.
19:22Ela entrava dentro de casa e esperava ele sair para que o direito dele fosse validado
19:28e quando ele não estivesse, ela poderia transitar.
19:31Mas é importante que ela tenha compreensão de que esse espaço é público
19:34e ela precisa respeitar o direito que também é do outro.
19:37E assim também se estabelece com as nossas crianças, com os nossos filhos.
19:39Nós precisamos parar para conversar com eles sobre a importância de respeitar.
19:45Assim como eu desejo ser respeitado, eu também tenho que respeitar.
19:48Como ela está trazendo sobre a filha dela.
19:50Ah, a filha dela não consegue falar.
19:52Mas a gente precisa pensar também na história.
19:53Como que essa criança também foi educada?
19:56Ela não dá conta de pedir desculpa porque ela foi educada dessa maneira.
19:59Não que você ensinou ela a não pedir desculpa, tá?
20:02Não é disso que eu estou falando, não.
20:03Quando eu falo da questão da educação, é que o cérebro dela vai entendendo que
20:08quando ela pede desculpa, ela está minimizando, ela está se inferiorizando.
20:14E nem sempre pedir desculpa é uma inferiorização.
20:17Não que ela disse, se não, vou te ensinar que você tem que ser...
20:20Não é disso que eu estou falando.
20:21É a maneira como que ela aprendeu dessa forma.
20:24A questão da inferiorização.
20:26Talvez, como ela trouxe também, no bairro dela tem muitos conflitos.
20:30Então, essa criança, às vezes, ela precisa se sentir maior para que ela não seja humilhada
20:34ou rejeitada nesse espaço.
20:36E ela utiliza disso justamente para se fortalecer.
20:39E nem sempre é dessa forma que a gente fortalece uma criança.
20:41Existem outros meios que a gente vai fortalecer.
20:44Aqui tem também um comentário da Josiane.
20:46Ela diz que morava em um condomínio, um certo dia, um adolescente de 12 anos praticante de judô.
20:52Ele falava para todos os colegas que odiavam o filho da Josiane e que ele tinha mania de perseguição.
20:58Um certo dia, ele falou que iria derrubar o meu filho.
21:01E o pior aconteceu.
21:02Ele empurrou o meu filho, que acabou quebrando o braço com fraturas graves.
21:07O meu filho teve que fazer cirurgia, colocou pinos no braço e ficou com traumas por conta desse vizinho
21:13que os pais não davam educação.
21:16Também tem aqui o comentário, mais um comentário da Leny.
21:19Ela diz, ensinei meus filhos a se defenderem sem agredir.
21:23Deus deixou a lei e vamos cumprir sem medo.
21:25A Thelma também participa com a gente, a Thelma Carvalho.
21:28Ela diz, as crianças ou adolescentes resolvem os problemas sem a ajuda dos pais.
21:32Mas devemos deixá-los crescer.
21:34Caso não consigam, aí sim é importante pedir ajuda.
21:38A gente tem vários outros comentários aqui no nosso Facebook.
21:42Infelizmente, o nosso tempo acabou.
21:44Mas acho que fica um reflexo, né?
21:46Até que ponto que a gente pode ou deve intervir mesmo.
21:49Acho que a gente precisa ensinar os nossos filhos.
21:51A comunicação é a base, né?
21:52É, a comunicação.
21:53Obrigada, Elisabeth.
21:55Feliz aniversário atrasado para você, né?
21:57O mês, né?
21:58Ela falou, você me fez um feliz aniversário.
22:00Beijo maravilhoso.

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