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  • há 29 minutos
Dra. Alice Sarcinelli conversa sobre a prevenção do abuso sexual infantil com a psicóloga Renata Bedran e a psicopedagoga Juna Cunha. Você conhece quais os sinais mais comuns de uma criança que foi abusada? Confira isso e muito mais neste episódio.

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Transcrição
00:00Olá, sejam bem-vindos ao Check-Up Saúde. Eu sou a Alice Sarsinelli e essa é a sua conexão com
00:06os maiores especialistas em saúde do Espírito Santo.
00:09Quero hoje falar com a família inteira, com o pai, com a mãe, pode chamar as crianças também, porque a
00:15gente vai tratar de prevenção de abuso sexual.
00:18Um assunto sério, mas que precisa ser encarado de frente e aqui o nosso compromisso é com você.
00:24Você pode também mandar sugestões aqui para o programa. Aqui no QR Code você me acessa nas minhas redes pessoais,
00:32aqui ó, nesse QR Code.
00:33Ou também pode ter acesso às colunas no Vida Saudável dentro do jornal Folha Vitória.
00:39Manda sua dúvida, manda sua participação que você pode estar aqui no Check-Up Saúde da próxima semana.
00:54A gente quer falar um pouquinho sobre prevenção de abuso sexual, um tema sério.
00:59A gente ouve muito falar de pedofilia.
01:02Roberta, a gente tem muita notícia, né? O dia inteiro na mídia, notícias tristes, mas pouco se fala sobre prevenção.
01:09Então, a gente tem o objetivo aqui de conversar em termos de saúde pública, trazer informação para você.
01:16Às vezes você tem dúvida como abordar o assunto de sexualidade com seu filho.
01:20Será que pode tomar banho com a criança e diversas outras dúvidas.
01:24Vamos entrar nesse assunto, vamos deixar novamente a doutora Josana, pediatra, introduzir o tema para a gente.
01:30O abuso sexual infantil ocorre com uma frequência muito maior do que vocês imaginam.
01:35E, infelizmente, é um tema pouquíssimo abordado, muitas vezes por tabu ou até mesmo por medo dos abusadores.
01:42Por isso, é de extrema importância a gente abordar esse assunto e explicar também as principais maneiras de prevenção.
01:50A começar pelo perfil dos abusadores.
01:53A maioria das vezes, os abusadores são pessoas que a criança tem convivência, que a criança tem carinho e confia.
02:00Muitas vezes estão envolvidas no contexto familiar ou próximo a eles.
02:04Por isso, converse sempre com seu filho.
02:07Explique para eles quais são as partes íntimas, quem pode tocar nas partes íntimas e também os limites do toque
02:15no corpo.
02:16É importante também observar todo o contexto social dessa criança e como ela se apresenta diante das pessoas.
02:25Muitas vezes o comportamento da criança muda diante de algum familiar ou algum conhecido e isso já serve de alerta.
02:33E, acima de tudo, seja amigo do seu filho.
02:36Pergunte para ele como foi o seu dia.
02:38Deixe a abertura dele falar como foi o seu dia e de abordar com liberdade esse tema com vocês.
02:45Porque assim fica mais fácil para a gente descobrir, desconfiar e conversar com o pediatra também sobre esse assunto
02:52para que o pediatra faça o exame físico e avalie de verdade se tem alguma relação com o abuso sexual.
03:01É importante, né, doutora Flávia? Às vezes é o próprio profissional de saúde que vai detectar que a criança está
03:06sendo abusada?
03:07Sim, a gente tem algumas lesões específicas, né, do abuso sexual.
03:11A gente tem manifestações orais de algumas doenças sexualmente transmissíveis.
03:15Então, assim, na menor desconfiança, eu sei que é um assunto muito delicado, mas com muito jeitinho,
03:20a gente tem que tentar investigar junto com a família, né?
03:23Então, o profissional de saúde percebeu que alguma lesão está diferente.
03:27Tem lesões na boca que a gente percebe, né, Alice? A gente sabe disso.
03:30A sífilis, por exemplo, ela tem uma manifestação oral bem característica.
03:33Então, o mais importante é a gente tentar investigar de uma maneira delicada, mas não deixar passar, né?
03:40Renata, e quais são os tipos de abuso sexual?
03:43Porque a gente está falando de abuso sexual, mas muita gente tem dúvida.
03:46O que é abuso sexual?
03:48Então, o abuso sexual pode ter contato físico ou sem contato físico, né?
03:54Sem contato físico é o abusador pedir para ver a criança pelada, mostrar fotos obscenas.
04:04Pedir para a criança fazer posições sexuais e ele fotografar.
04:09E já o abuso sexual com contato físico, né?
04:13É realmente a penetração, é mexer nas genitálias ou pedir para a criança ou adolescente mexer nas genitálias do adulto.
04:22É isso.
04:23Mas a gente tem muita dúvida sobre como abordar esse tema com as crianças, né?
04:27A gente não quer sexualizar as crianças, mas a gente ouve falar que a educação sexual é muito importante.
04:34Como, de uma maneira prática, a gente pode abordar isso com nossos filhos?
04:38Então, a educação sexual, ela tem que ser abordada sempre com muita naturalidade e leveza, né?
04:46Porque são partes do nosso corpo.
04:48Isso não tem que ser um tabu.
04:50Porque senão a criança acaba indo perguntar para outra pessoa, em outro lugar, futuca a internet.
04:55Então, quando ela pergunta para a gente, é até melhor porque mostra que ela confia na gente, né?
05:02E não quer dizer quando você vai educar sexualmente o seu filho, não quer dizer que você vai falar para
05:08ele o que é sexo ou vai ensinar para ele a transar, né?
05:12Você vai falar das partes do corpo, quais são as partes íntimas, qual a diferença da genitália masculina e da
05:20genitália feminina, dar o nome certo, né?
05:25Porque a gente tem mania de botar apelido, né?
05:27Não pode, né? Colocar apelido, né? Não é ideal.
05:29Pode, mas você tem que falar o nome certo também, porque às vezes o abusador, ele só usa o nome
05:34técnico ou...
05:36E aí a criança, ah não, mas então na vagina pode.
05:40Mamãe falou que não pode ir na pepeca, entendeu?
05:43Então é sempre...
05:45Mas é um tabu falar e a gente também tem parte das pessoas que acham que isso, por exemplo, não
05:51é assunto de escola, né?
05:52Que deveria ser tratado em casa, que é difícil falar de assédio sexual com criança.
05:58Qual que é o limite do papel da escola nisso, Juna?
06:01A escola não só precisa trabalhar a educação sexual e a equipe precisa estar preparada para poder, por meio de
06:08livro, quando são menores, né?
06:10Quando vai ficando mais velho, a gente consegue outros meios para poder conversar sobre.
06:15Sempre junto à família.
06:17Então existem famílias e famílias, existem religiões que pedem um pouco mais de cuidado e a gente precisa respeitar isso,
06:24mas precisa ser trabalhado.
06:25E a escola é muito importante para poder notar quando alguma coisa está errada, algo está acontecendo, a escola é
06:32parceira da família.
06:33Tanto de um lado como de outro.
06:35É o olhar atento do profissional.
06:38Isso.
06:38Porque às vezes a criança não expressa em casa, mas expressa na escola, né?
06:41É, porque confia.
06:42O ambiente que ela mais confia, fora o familiar, é a escola.
06:47Então os adultos que ela tem contato, fora os adultos da família, são os adultos da escola.
06:52Então é importante, às vezes vai contar para um professor, às vezes numa roda de conversa, fazendo uma leitura, vai
06:59contar situações.
07:00Ah, pediu para eu ficar em tal posição.
07:02Ah, pediu para ver.
07:04Começa, por exemplo, as músicas, né?
07:06Você faz com desenho, né?
07:07A Joana tem que fazer isso, né?
07:08Então faz brincadeiras com posições sexuais.
07:10Chama o amiguinho.
07:12Ah, porque eu vi minha mamãe assim, aí o titio pediu para eu ficar assim também.
07:16E isso a gente consegue perceber.
07:18Então não só as professoras regentes, como também as auxiliares, as cuidadoras.
07:22Tem que estar atentas.
07:23Sim, na troca de fralda, né?
07:25Quando são menores.
07:26Na ida ao banheiro, às vezes também está sentindo ardência, está sentindo dor.
07:31Tanto o menino quanto o menina.
07:33E aí às vezes tem alguém que acompanha no banheiro, por mais que eles sejam maiores.
07:36Tem sempre um inspetor, um coordenador, que esteja por perto.
07:40E aí na família também comentar sobre a escola.
07:44Já adiantando aqui um pouco o assunto.
07:46A família também precisa ter esse feedback.
07:48Porque às vezes, infelizmente, o abusador pode estar...
07:52Está no seio familiar.
07:53Ou no seio da escola.
07:55Da escola.
07:55Então os dois lados precisam trabalhar em parceria.
07:58A gente teve um caso recente no Espírito Santo de um professor, né?
08:01A gente ouve falar sempre, mas infelizmente acho que foi em Cariacica.
08:05Isso.
08:05Um pedófilo dentro da escola.
08:07Então a gente realmente, infelizmente, toda criança, gente, está sujeita a abuso sexual.
08:13Por isso que esse é um assunto para todo mundo.
08:16A gente tem que defender nossas crianças a partir da educação.
08:20Mas criança faz muita pergunta difícil, né, Renata?
08:23É, muita.
08:24A gente tem aí alguns desafios.
08:26A gente que é mãe, que é pai, ouve ali.
08:29De repente a criança pergunta.
08:30De onde que eu vim, mãe?
08:32Como é que eu fui parar dentro da sua barriga?
08:34Como é que a gente responde essa pergunta para a criança?
08:38Então, sempre de forma leve e natural, né?
08:42Nunca...
08:42Às vezes a mãe não se sente à vontade em responder na hora ou quer procurar ali por livrinho ou
08:48pela...
08:49Como falar de uma forma mais lúdica com a criança.
08:52Então ela pode falar para a criança, filha, essa pergunta sua está muito interessante.
08:55A mamãe vai estudar, vai pesquisar.
08:58Porque a gente não tem todas as respostas.
08:59Às vezes a gente é bego de surpresa.
09:01Ai, eu gostei dessa saída.
09:03Vou estudar um pouquinho.
09:05Vou comprar um livrinho para você.
09:07Cuidado que ela vai jogar no Google, hein?
09:09Ela vai jogar no Google, hein?
09:11E eu acho legal sempre devolver.
09:13Mas o que que você sabe desse assunto?
09:17Para a gente também saber o que que...
09:18Porque às vezes a criança sabe.
09:20Já ouviu de uma outra criança também.
09:22Não é só de um abusador, né?
09:24Eles comentam entre eles.
09:25E tem estudos que falam que criança de 9 anos, eles já sabem o que é relação sexual.
09:29Assim, eles estão muito à frente e a gente como mãe evitando.
09:33Ah, não vou esperar ele crescer mais um pouquinho para falar desse assunto.
09:37E isso vai só.
09:38Eu lembro que a mãe tem uma vez, ela era bem pequenininha.
09:40Tipo, jamais imaginava que uma criança de 3, 4 anos fosse fazer uma pergunta dessa.
09:45E eu fiz um teatro para ela na hora.
09:47Falei, era uma vez a mamãe Beto.
09:48Era uma vez o papai Juliano.
09:50Eles namoraram e nasceu a Tetê.
09:53Fiz assim.
09:53Ai, que linda.
09:54E ela ficou satisfeita.
09:55E ela replicava isso.
09:57Era uma vez a mamãe Beto.
09:59Porque ela queria era um lúdico, né?
10:01Eles não têm a intenção sexual.
10:04Eles não têm hormônios sexuais ainda.
10:06Eles não têm essa intenção de saber porque quer fazer o sexo.
10:11Não, é tudo uma curiosidade.
10:13A criança, ela nasce cientista.
10:15Ela nasce curiosa, né?
10:16E a gente, quanto mais ela souber pela gente, melhor do que ela procurar.
10:20E uma dúvida muito comum é sobre a exposição da nudez na frente da criança, no seio familiar.
10:26A gente pode tomar banho pelado com o filho, o pai com a filha, a mãe com o filho homem,
10:32né?
10:32Ver as partes íntimas.
10:34Tem uma idade limite para isso?
10:36O que é considerado saudável?
10:37Então, é uma questão muito particular também.
10:41Cultural.
10:42Cultural.
10:43Assim, na minha casa não tem problema nenhum.
10:45A gente anda pelado, toma banho junto.
10:47Mas tem casas que não.
10:50E isso é normal também, é aceito.
10:53Não quer dizer que os pais, os filhos não verem os pais pelados, que o assunto não possa surgir e
10:59ser falado com naturalidade.
11:00Mas existem profissionais que falam que, a partir dos três anos, o pai não pode mais tomar banho com a
11:08filha e nem a mãe com o filho, só se for do mesmo sexo.
11:13Mas, de novo, é uma questão, assim, muito particular.
11:16Se na sua família isso não é um problema, então segue, trata com naturalidade.
11:22E quando a criança faz aquela pergunta difícil, papai, por que que meu pio, meu pênis está duro?
11:27O que que a gente responde numa saia justa dessa, Renata?
11:30Ai, meu Deus, eu vou passar por essa fase.
11:33Então, a gente tem que entender que a ereção da criança é uma ereção espontânea, né?
11:38Não indica prazer, visualmente viu a mãe e ficou excitada.
11:45Mas a gente explica naturalmente.
11:47Filho, o seu pênis fica ereto porque foi mais sangue para esse lugar.
11:54Depois ele vai ficar mole de novo porque o sangue vai para outras partes do corpo.
11:58Isso quer dizer que seu corpo está funcionando bem.
12:01Aproveitar também e lembrar pra criança, ó, ninguém pode tocar nas suas partes íntimas,
12:07nem você tocar nas partes íntimas dos outros, por isso que elas são tampadas com a calcinha ou com a
12:12cueca.
12:13Aproveitar essas perguntas e frisar pra criança.
12:16Também deixar bem claro, ninguém pode falar pra você guardar um segredo do papai ou da mamãe,
12:23principalmente se for uma coisa ruim.
12:26Nunca, se alguém te falar pra você guardar segredo, é aí que você tem que me contar.
12:31Isso é educação sexual, sabe?
12:34Não é só falar do sexo ou do ato sexual.
12:36E tem criança, né, porque alguns sinais aí, depois eu quero que você esclareça pra gente,
12:40alguns sinais que a criança pode estar passando abuso.
12:43Mas eu já vi que é muito comum a criança ter uma fase infantil de masturbação,
12:49que não seria uma masturbação sexual.
12:51Uma criança de dois, três anos, que tem curiosidade, fica com a mão nas suas partes íntimas,
12:57os pais repreendem.
12:58Como que a gente lida com isso?
13:00Então, a gente fica bem constrangido, né, mas geralmente no desfraude,
13:05a criança tem mais acesso àquela parte do corpo, né, quando ela já tá desfraudada.
13:11Então, ela começa a mexer ali, né, o menino no banho também mexe muito.
13:16E aí não quer dizer também que ela tá erotizada ou que ela tá sentindo alguma coisa.
13:21De novo, ela não tem hormônios sexuais já, né.
13:25Então, ela vai mexer ali e ela vai perceber que tem uma sensação diferente.
13:29Não quer dizer que ela está se masturbando, né.
13:34E a gente quer saber da nossa especialista como desconfiar que uma criança do nosso convívio
13:39está passando por abuso sexual, Renata.
13:41Então, um sinal universal, né, é a mudança de comportamento.
13:46Principalmente se a criança fica muito agressiva.
13:50Além disso, quando ela vai brincar, ela começa a erotizar as brincadeiras
13:54ou fazer posições sexuais ou imitar o sexo oral, o que fizeram com ela, né.
14:03Aí você chega com a criança e pergunta, filha, por que você tá fazendo essas poses, né?
14:10Tentar tirar da criança e sempre acreditar nela, assim.
14:14A nossa primeira reação é repreender, né?
14:16Isso, para de fazer isso, não sei o que.
14:19Quanto mais a gente tirar da criança, né, de onde ela viu isso, como, quem fez, é melhor.
14:27Mas, assim, mudança de comportamento, né, dormia bem, começa a ter pesadelo, ficou agressiva.
14:34E tem paz, né, que quando a criança fica agressiva, aí começa a repreender, às vezes bater na criança, né,
14:41que não poderia ocorrer nunca.
14:43Aí a criança que não vai contar mesmo, entendeu?
14:46Vai ficar com medo.
14:46Abrir um diálogo, né, como a doutora Josana também falou, estabelecer uma relação de confiança é importante.
14:52Aquela conversinha à noite, eu falo que à noite, a hora que a gente vai colocá-los para dormir,
14:57a hora que eles soltam umas fofoquinhas da escola, a gente aproveitar esse momento,
15:01que às vezes a gente quer tanta independência dos filhos, e esse é um momento de aconchego importante.
15:06Mas desconfiou, quer denunciar, quer procurar ajuda, que a gente tem um compromisso com a saúde pública.
15:12E aí, doutora Renata, o que fazer se desconfiar ou tiver certeza do abuso sexual infantil?
15:17Então, sempre, nunca culpe a criança, porque ela já vai estar se sentindo culpada, né,
15:23afastar a criança desse abusador, acolher, né, com carinho a criança, falar que vai sempre proteger ela,
15:32e muito importante, denunciar.
15:35E acho que curar as dores de quem é um adulto que foi abusado também, né, Renata?
15:39Isso, e também sempre procurar apoio psicológico, se achar que a criança está em muito sofrimento,
15:45e que os pais, né, a família não vai dar conta de tirar isso da criança.
15:51E aí, pode ligar para o DISC-100, pode ir no Ministério Público, mas...
16:00Pode procurar a unidade de saúde, né, do próprio bairro, procurar ajuda de algum profissional de saúde,
16:05e a própria delegacia.
16:06O Conselho Tutelar também é muito importante, também ajuda nesses casos.
16:09A gente recebeu denúncia de parte da família que sabia do abuso, e o abuso estava sendo feito pelos próprios
16:14responsáveis.
16:15Então, a escola acionou o Conselho Tutelar, porque a avó não poderia.
16:19Então, a escola teve também esse papel, por isso, a relação de confiança e de abertura para esse tipo de
16:25conversa.
16:26Perfeito, gente, estamos chegando ao final desse programa, que foi cheio de desafios,
16:31em que a gente se colocou no lugar como pai e mãe, mas também procurou entender as dificuldades
16:36que cada uma de nós aí passou na sua maternidade.
16:38Quero agradecer muito, Roberta, por ter aberto seu coração, ter contado aí um pouquinho da sua família.
16:43Eu que agradeço.
16:43Ó, teve um momento que estava falando que meu olho estava cheio de lágrimas, principalmente...
16:46Mãe, é bicho bobo, mas a gente é assim mesmo.
16:48Passou a foto da minha última amamentação, o último momento amamentando rico e da saudade,
16:54mas, assim, que bom que vocês me acalmaram também, viu?
16:57Obrigada pelas dicas, Gerardo.
16:58Já está querendo encomendar outro, eu estou achando.
16:59Não, não, não, não, não.
17:02Eu quero outro programa sobre como tirar a criança do meio da cama do pai e da mãe, é isso?
17:07É isso aí, aqui é você que pauta.
17:10Se você, como a Roberta, quer sugerir, manda pra gente, acessa lá a minha rede pessoal,
17:15arroba a doutora Alice Sarsinelli, pode mandar o tema que você quiser, que eu trago o especialista aqui pra você.
17:21Obrigada, Renata.
17:22Obrigada, você.
17:24Obrigada, Juna.
17:26Obrigada, doutora Flávia.
17:27Obrigada, Alice, por tratar desses assuntos de maternidade que a gente, às vezes, fica de um lado,
17:31que as pessoas acham que a gente está julgando e quando a gente não julga, a mãe até relaxa, né?
17:36A gente sente muito isso, quando a gente fala, não, eu não condeno a chupeta, a mãe...
17:39Isso aí, vamos julgar menos.
17:42Gente, até o próximo Check-Up Saúde.
17:45Obrigada por sua audiência.
17:47E aí

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