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  • há 3 semanas
Saiba como evitar ser vítima

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Transcrição
00:00Muito triste, né? Como você disse, não são casos isolados, a gente já vem mostrando isso aqui com frequência.
00:06E se a gente parar para pensar, Suelen, quantos anos que não aconteciam sequestros, né?
00:12Essa palavra estava até adormecida, mas infelizmente com o Pix, que a gente sabe que é uma ferramenta que veio
00:19para facilitar a nossa vida,
00:20os bandidos não perdem a oportunidade. Tudo se transforma em oportunidade, um prato cheio para eles.
00:26E a gente vai debater esse assunto agora aqui no nosso estúdio. Obrigada pelas suas informações, viu?
00:31E aí, será que tem dicas que a gente pode fazer para a gente prevenir? O que eu posso fazer
00:36no meu celular, nos meus aplicativos?
00:38Então a gente vai falar sobre isso agora. Vem cá, participa com a gente.
00:41Aqui no nosso estúdio, eu recebo Eduardo Pinheiro, ele é especialista em crimes cibernéticos.
00:47Também recebo Larissa Lobo, ela é psicóloga, vai ensinar para a gente como que nós podemos tentar manter também o
00:53nosso controle emocional.
00:55Ele vai falar dos traumas. E também recebo, gente, o Micael de Souza. É Micael mesmo, né?
01:00O Micael, gente, a esposa dele e o filho foram sequestrados no mês passado, né?
01:07E esses traumas continuam presentes na vida dos dois. Micael, obrigada pela sua participação. Boa tarde.
01:13Boa tarde, é um prazer estar aqui.
01:14E aí, infelizmente, demora muito tempo para a gente conseguir resolver, falando primeiro da coisa mais básica, que é a
01:21burocracia, depois disso tudo.
01:23E o trauma emocional, que demora muito mais ainda, né?
01:26Assim, eu não consigo nem ter noção do tempo que vai precisar para isso se curar, né?
01:34Para a minha esposa conseguir sair tranquila de casa, conseguir voltar para uma rotina normal, né?
01:40E ela, Yoke, ela é uma pessoa muito forte, muito guerreira, protegeu e salvou o nosso filho da situação.
01:46Mas mesmo assim, de vez em quando, ela se abala também, quando lembra do que aconteceu e tem momentos de
01:54terror em casa.
01:55De que forma que ela demonstra esses abalos, esse trauma que esse episódio deixou na vida dela?
02:01Ela fica com medo de sair, por exemplo?
02:03Isso. Assim, ela foi conseguir voltar a dirigir, mesmo assim, nos trajetos ali próximos de casa agora, assim, depois, né?
02:09De um tempo bom. E ela sempre foi muito proativa, sempre saiu para resolver tudo, sempre foi muito independente.
02:18E aí, assim, tem esse período todo, foi de dependência por conta do medo de sair sozinha, de voltar a
02:23dirigir, enfim.
02:24Então, isso é um primeiro indício.
02:27Segundo, é dificuldade de dormir bem, ela acorda de madrugada, tem pesadelos, né?
02:35É taquicardia, às vezes. Então, isso também, sem gatilhos mesmo, assim, do nada, ela passa por isso de vez em
02:44quando.
02:44Larissa, boa tarde. Obrigada também pela sua participação.
02:47É normal, né? Infelizmente, a gente tem que falar, usar essa palavra, mas é normal que a pessoa tenha esses
02:54traumas depois de passar por isso?
02:57Completamente normal, tá, Betta?
02:59Na realidade, é uma resposta do organismo diante dessa situação de estresse gigantesca.
03:05É uma situação de estresse que o nosso organismo, neurologicamente falando, psicologicamente falando, nós não estamos esperando receber.
03:13Nós não somos programados, nós não evoluímos para receber essa quantidade de estresse.
03:17Então, diante dessa situação muito atípica, é natural que o organismo, a mente da pessoa vá desencadeando essa série de
03:25sintomas posteriores, né?
03:27De essa dependência muito grande, a pessoa acaba aumentando muito isolamento social, alteração do sono, alteração do apetite.
03:35Então, infelizmente, é natural que a pessoa, após uma situação de risco, de uma ameaça muito grande à integridade física
03:43ou de quase morte,
03:44que ela apresente esses e vários outros sintomas.
03:48Daqui a pouquinho, eu quero que você conte para a gente até quando isso é normal, né?
03:52Até quando é o limite para a pessoa procurar uma ajuda psicológica para superar esse medo, esse trauma,
03:57que a gente sabe que, infelizmente, pode até paralisar, porque pode se tornar um pânico, né?
04:00A pessoa pode desenvolver o pânico, uma síndrome, enfim, você é a melhor pessoa para falar para a gente sobre
04:06isso.
04:07Mas antes, também, deixa eu dar uma boa tarde aqui.
04:09Eduardo, obrigada pela sua participação.
04:11Queria que você contasse, né?
04:13Que, infelizmente, o PIX, que é uma ferramenta para facilitar a nossa vida,
04:18e se tornou um prato cheio para os bandidos.
04:21Explica para a gente por que, né?
04:23O que está faltando para a gente se proteger e para que isso também, né?
04:27Da onde está faltando nesse sistema proteção para os usuários?
04:31Sim.
04:32Boa tarde, bom estar aqui novamente, Roberta.
04:36Essas facilidades tecnológicas, elas devem vir acompanhadas de dicas de segurança,
04:41de alguns aspectos de segurança.
04:43Nós precisamos lembrar que, hoje em dia, o celular, ele é um caixa eletrônico portátil, de mão.
04:49Você tem ali, ali você pode fazer as transações, as movimentações bancárias,
04:53e os criminosos estão se aproveitando dessa oportunidade.
04:56Então, para a gente pensar em segurança, nós precisamos criar várias camadas de proteção.
05:02A primeira camada é a própria segurança física.
05:05Você tem que buscar se vigiar, se monitorar local que você frequenta.
05:09Hoje mesmo, eu encontrei uma amiga que estava manuseando o celular,
05:13trocando mensagem de WhatsApp, andando no centro de Vitória.
05:16Então, eu até brinquei com ela, chamei a atenção dela, você está vulnerável, né?
05:20Então, quer dizer, as pessoas não têm muito essa preocupação da segurança física,
05:24do local que você manuseia um celular.
05:26Então, você tendo essa segurança física já é uma camada de proteção.
05:29Depois, a gente chega até o aparelho.
05:30O aparelho é bom ter sempre, né?
05:31Uma senha de bloqueio.
05:33E também, os aplicativos, nós devemos utilizar todos os recursos de segurança
05:38que os bancos, que as instituições bancárias disponibilizam.
05:41E também é muito importante nós fazermos mão de utilizar sempre um aplicativo
05:49de ocultar aplicativos de bancos.
05:51Existem duas formas de fazer isso.
05:52Primeiro, é baixando um aplicativo, que ele tem essa missão de ocultar outros aplicativos.
05:58E também as próprias plataformas, os sistemas operacionais,
06:02tanto o iOS do iPhone quanto o Android do Google, né?
06:07Dos demais aparelhos, possuem esse recurso de você estar ocultando aplicativos.
06:13Isso aí pode ser, pode ter um caráter inibidor para o criminoso,
06:16porque nesse caso, ele vai ter que levar você, no caso do sequestro relâmpago,
06:20vai ter que levar você até uma agência.
06:22E isso inibe, porque geralmente as agências são monitoradas.
06:25Agora, uma pergunta que a gente se faz é, os aplicativos evoluem,
06:29os bandidos evoluem também no modo de atuar,
06:34e a gente se pergunta, e a segurança, né?
06:37Porque depois que a gente tem todos esses prejuízos, né?
06:41Claro que dos males o menor, mas infelizmente a gente tem aí prejuízos,
06:46onde, de que forma, que a gente também pode,
06:49o que está faltando, Eduardo, para proteger também o consumidor?
06:53Por exemplo, dá para a gente reaver esse dinheiro,
06:56esse prejuízo, depois que a transferência foi feita?
06:58Boa pergunta.
06:59A primeira pergunta é em relação ao que a gente pode estar fazendo, né?
07:03Para evitar esses golpes, todos esses golpes que envolvem tecnologia,
07:08a principal forma de evitar é informação.
07:10Por isso que esse momento aqui é muito importante para a população capixaba.
07:13A informação evita aí 90% dos golpes.
07:16Então, as pessoas sabendo como eles são praticados,
07:18a gente consegue se prevenir e evitar não ficar vulnerável.
07:22Isso é muito importante, buscar informação.
07:24Em relação à segunda pergunta,
07:26se a gente conseguiria reaver esses valores que são extorquidos, né?
07:33Transferidos indevidamente das nossas contas bancárias,
07:36por meio de, como o caso aqui, um sequestro relâmpago,
07:39o Banco Central criou um mecanismo chamado
07:41mecanismo de devolução de valores, de PIX, tá?
07:44Que o que a vítima tem que fazer?
07:46Assim que ela for vítima aí de uma transferência indevida,
07:49utilizando o PIX, ela deve, primeira coisa, fazer um boletim de ocorrência,
07:53urgente, procurar a sua agência bancária,
07:56porque na sua agência bancária de posse do boletim de ocorrência,
08:00o gerente vai entrar em contato com a agência,
08:03o gerente da agência do beneficiário, do criminoso,
08:05e vai bloquear esses valores por 72 horas
08:08para averiguar as condições,
08:09para ver se aquilo ali, de fato, trata-se de uma fraude,
08:12para poder ver aí a devolução dos valores.
08:15Então, isso é muito importante, fazer o boletim de ocorrência
08:17e rapidamente buscar o seu gerente numa agência.
08:20O problema é que muitas vezes eles procuram esses alvos nessas vítimas
08:23em horário, final de semana, à noite,
08:26então aí a pessoa fica realmente vulnerável,
08:28então tem que redobrar a segurança nesses horários,
08:30quando as agências bancárias não estão abertas.
08:32Daqui a pouquinho o Mikael vai falar para a gente
08:34se ele conseguiu resgatar parte desse dinheiro, como é que foi,
08:37mas antes eu vou interromper rapidinho esse assunto, gente,
08:40vamos direto agora para o Balanço Geral de São Paulo,
08:42que, infelizmente, o Brasil acaba de se despedir de um grande cantor
08:46e compositor, o Erasmo Carlos, que morreu aos 81 anos.
08:50Vamos ver.
08:51O Horizonte Minas Gerais vai trazer informações
08:53sobre a prisão aqui no Brasil da influenciadora
08:57suspeita de manter mulheres em situação de trabalho escravo
09:00nos Estados Unidos, escravo nos Estados Unidos,
09:02é o caso da Cate Torre, Cate Torre, ou Cate Torre.
09:04Vamos fazer o seguinte, daqui a pouquinho a gente volta com essas informações
09:06ao vivo para você, continue acompanhando aqui a nossa programação.
09:10Mikael, você conseguiu resgatar parte do prejuízo que você teve?
09:16No caso do que aconteceu com a minha família,
09:19eles sequestraram a minha esposa quando ela tinha acabado
09:22de deixar as meninas na escola e estava indo levar o Caleb na creche,
09:26só que o nosso carro tinha bloqueador, rastreador, o celular dela também.
09:30Então, quando ela não chegou no horário que eu estava habituado a guardá-la,
09:35eu já comecei a rastrear o carro e o celular.
09:38Então, nisso, os bandidos perceberam que o carro estava sendo rastreado,
09:43porque ele avisa, a Chevrolet até liga para o veículo,
09:46se for um caso de risco, enfim.
09:49Quando eles perceberam, eles levaram ela para uma área de mata,
09:53na Audifas Barcelos, para justamente pedir umas senhas de celular,
09:58senhas de banco e etc.
10:00e mandou, um dos bandidos ficou com ela e o bebê,
10:03enquanto o outro foi levar o carro para longe.
10:05Só que nisso que ele foi levar o carro para longe, ele bateu com o carro.
10:09Então, voltou para avisar o outro e eles fugiram.
10:11Então, não deu tempo dele fazer as movimentações.
10:15Porque assim que ela foi, a polícia me avisou que eles foram encontrados,
10:19eu também já liguei para os bancos todos que a gente tinha conta e pedi para bloquear.
10:25Você conseguiu agir até preventivamente, então?
10:27Sim, sim.
10:28Eu consegui prevenir que essas transferências acontecessem.
10:32Então, o nosso prejuízo foi o carro, foi o celular dela, os cartões todos, a aliança de ouro, enfim,
10:38o que eles conseguiram levar.
10:39Mas, nesse caso em específico, eles não conseguiram fazer as transferências.
10:43Eu lembro até que você participou com a gente por ligação de vídeo, muito emocionado, né?
10:49Logo, momentos depois de tudo isso que aconteceu, e aí tinha falado até a soma disso tudo, né?
10:55Estava aproximando ali na faixa de 16 mil reais, foi isso?
10:58Isso, essa média.
10:59Então, assim, porque foi um celular, um iPhone dela, a aliança de ouro dela,
11:04os prejuízos com o carro, que na época eu nem sabia que ia dar perda total,
11:08então eu estava contando só com o valor da franquia, mas aí o carro deu perda total.
11:13Então, todo o investimento, assim, de emplacamento, todos os acessórios do veículo seguro não paga, né?
11:21Então, também ficou um prejuízo nessa faixa aí.
11:25Agora, o seu filho, na época estava com dois anos, hoje ele está prestes a completar três, né?
11:29Isso, essa semana ele completa três. Sexta-feira ele faz três anos.
11:32Olha aí, felicidade para o Caleb, né? Uma benção.
11:36Obrigado.
11:37Ele, você percebe que ficou algum trauma nele?
11:40Então, a minha esposa, ela foi uma guerreira, assim, porque ela conseguiu proteger,
11:45mesmo eles ameaçando ela, batendo nela, ela o tempo todo protegeu o bebê
11:51e tentou evitar ao máximo que ele percebesse o absurdo que estava acontecendo ali.
11:58Ele percebeu do jeitinho dele, né?
11:59A primeira coisa que ele me disse foi quando eu, foi quando meu coração doeu mais, assim,
12:04quando ele me abraçou no UPA, quando a polícia levou eles para lá, a primeira coisa que ele me disse
12:09foi
12:09do jeitinho dele, pai, titinhos bravos, titinhos bravos, e imitou alguém bravo, assim, quer dizer,
12:15ele entendeu, mas numa magnitude diferente do que a Shirley, que o tempo todo ficou com medo de ser morta
12:22ali
12:22numa área de mata, sozinha com os bandidos.
12:27Então, ele não teve esse nível de trauma, o mesmo nível de trauma que ela.
12:32A pergunta que a gente se faz, Larissa, é se criança também absorve esse trauma, ainda mais essa idade,
12:38dois para três anos.
12:39Sim, totalmente.
12:42Nós vamos nos guiando, na realidade, todo mundo, criança, bebê, adulto, a gente se guia pelo emocional ao redor,
12:48pelo ambiente ao redor, especialmente se são nossas figuras de referência, se são os pais.
12:54Então, se a criança percebe que os pais estão tensos, estão com medo,
12:59automaticamente ela sente aquilo também.
13:02Ela não vai ter a percepção cognitiva de, nossa, está havendo um sequestro,
13:07mas ela vai perceber, sim, que tem alguma situação de risco ali da maneira dela, do jeitinho dela,
13:12mas sim percebe e absorve.
13:13E olha só, teve mais um caso, mais um caso em Jardim da Penha.
13:18O terceiro, só nos últimos dois meses.
13:21Gente, atenção para Jardim da Penha, hein?
13:23Vamos chamar a atenção das nossas autoridades de policiamento na região.
13:27A gente está falando do terceiro caso de sequestro relâmpago em Jardim da Penha no último mês.
13:32Uma motorista de 47 anos foi surpreendida por um homem armado
13:35quando estacionava o carro próximo a um shopping ali da região.
13:39Esse shopping é super conhecido.
13:41O suspeito rendeu a vítima pelo parabrisa.
13:44Um outro comparsa também entrou no carro
13:47e aí eles ainda passaram em uma outra rua para buscar um terceiro criminoso.
13:53Imagina a sensação de pânico que essa vítima sentiu.
13:56A vítima foi colocada no banco de trás e passou duas horas em poder dos bandidos.
14:01Durante esse tempo foi ameaçada e obrigada a passar todas as senhas dos aplicativos do banco.
14:08Vários piques foram feitos e a vítima foi deixada na serra próximo à UPA de Carapina.
14:16Pela internet eu vou conversar agora com a Lorena,
14:18que ela também já foi vítima de um sequestro relâmpago,
14:21também em Jardim da Penha, só que a gente está falando do caso dela.
14:24Foi em junho, gente.
14:26Boa tarde, Lorena.
14:27Conta pra gente.
14:28Relembra aí como é que foi.
14:32A gente está sem o áudio da Lorena?
14:36Opa, agora foi.
14:37Foi?
14:38Foi.
14:40No meu caso, foi um vacilo que todo mundo faz,
14:45que é entrar no carro e mexer no WhatsApp.
14:50O certo é você ligar o carro e sair.
14:53No meu caso, eu estava mexendo no WhatsApp,
14:55o bandido lá na outra esquina viu,
14:57deu a volta no carro, apontou a arma e entrou dentro do meu carro.
15:02E aí foram duas horas de desespero.
15:07Me conta, depois de tudo isso que aconteceu, dessas duas horas de desespero,
15:13o que você passou a ter de atitude preventiva?
15:18Não, eu entro dentro do carro, vou botando o cinto, vou ligando.
15:24Estou sempre agora, quando eu vou chegando perto do carro, eu estou olhando em volta.
15:29Se tiver carro, alguém estranho, eu não entro no carro, eu espero.
15:34Eu não fico mexendo mais em telefone, distraindo.
15:38A gente cria o que estava falando, a gente cria um pouco de pânico.
15:42A gente entra no carro e não só.
15:45Agora, antes eu andava muito com os vidros abaixados,
15:48agora é sempre com o vidro levantado.
15:51Meu filho, quando eu vou buscar na escola,
15:54eu já faço o sinal, ele já entra e eu saio.
15:59Antes eu ficava com o carro esperando ele, conversando.
16:02É vários detalhes que a gente muda completamente.
16:07Continua com a gente, daqui a pouquinho eu volto a falar com você, Lorena,
16:10porque você trouxe pontos importantes que o Eduardo Pinheiro,
16:12que é especialista nessa área de crimes cibernéticos,
16:15tudo que envolve o nosso celular, qualquer tipo de crime que envolve aqui,
16:18o mundo digital também.
16:20Eduardo, você bem trouxe, a primeira informação é,
16:24que você encontrou com uma amiga que estava ali na rua,
16:26numa situação mais vulnerável, mexendo no celular.
16:28Isso já se torna um prato cheio, como a gente já falou.
16:31E quem se torna o principal alvo desses criminosos?
16:35A gente está vendo ali o caso da Lorena, que é uma mulher,
16:38o caso da esposa dele, uma mulher.
16:41As mulheres acabam que se tornam, têm mais chances de serem vítimas?
16:45Então, não vejo nem mesmo pelo gênero,
16:47eu vejo mais mesmo em relação à pessoa estar distraída,
16:51está num ambiente público distraída,
16:53e eles estão atentos, eles estão vigilantes,
16:55e a gente sabe que a segurança pública não é onipresente,
16:58às vezes passa um carro da viatura da polícia militar,
17:01e depois que ele passa, que o bandido age.
17:04Então, isso depende muito do fator humano, tá?
17:07Os criminosos sabem disso, eles sabem que as pessoas estão se distraindo,
17:11principalmente com o celular, com o aparelho celular,
17:13ambiente público, ambiente de rua.
17:15Não é lugar para você estar manuseando um aparelho celular,
17:19que você fica vulnerável.
17:21Então, além da segurança pública,
17:22nós também temos que fazer nossa parte em relação a estarmos vigilantes
17:26e não nos tornarmos vulneráveis em áreas públicas,
17:29em ruas, avenidas e outros lugares públicos.
17:32Eu gostei muito do que você disse também no início, né?
17:34São várias camadas de proteção.
17:37E a gente também faz parte dessas camadas, né?
17:41A gente tem que cobrar, assim, das nossas autoridades?
17:43Sim, temos que cobrar policiamento,
17:46a resolução também desses crimes.
17:48Mas a gente também, a gente tem que se policiar.
17:52Até porque ficar andando com o celular na rua,
17:54toda essa distração, a gente coloca até a nossa saúde em risco, né?
17:57A gente pode ser atropelado,
17:59é um buraco que a gente pode tropeçar e cair.
18:01Quantos outros acidentes?
18:02A sua esposa sempre foi muito vigilante em relação a isso
18:06ou era distraída, Mikael?
18:08Então, ela sempre foi muito vigilante,
18:10muito ligada, muito esperta.
18:12O problema é que a situação em que eles aplicaram,
18:17tanto que a gente nunca tinha passado por isso antes
18:19e nunca nem imaginei que isso fosse acontecer um dia.
18:23E, assim, é uma sensação que a gente não deseja para ninguém.
18:25Só que a situação em que ela estava,
18:28ela não teve coragem de reagir, de fazer nada,
18:30porque estava com o nosso bebê no carro também.
18:33Então, assim, ela abriu a porta e ia descer
18:36para deixar eles levarem o carro,
18:38mas quando ela foi tentar tirar o bebê, eles não deixaram.
18:41Então, ela voltou para dentro do carro
18:43para eles não levarem o neném sozinho, né?
18:45Essa reação, que bom que a sua esposa conseguiu manter a calma,
18:51mas nem todo mundo mantém.
18:53Deixa eu ver com a Lorena.
18:54Lorena, você conseguiu manter a calma?
18:57Graças a Deus.
18:59Mantive muito.
19:00Fui conversando.
19:01Teve uma hora que o bandido falou
19:04Estou ficando muito nervoso.
19:06Estava brincando com a esposa, mas falava
19:09Quem tem que estar nervosa?
19:11Sou eu, não é você.
19:13O que você quer?
19:14E eu fui conversando, ele esperando o comparsa dele chegar.
19:20E foi, assim, acho que o ponto principal é manter a calma.
19:23E até dela com a criança, o bandido que estava sequestrando,
19:27Ele falou que o que eles mais pegam é mãe colocando o bebê na cadeirinha,
19:34porque é o ponto mais vulnerável que eles olham.
19:37Eles ficam esperando o mãe que está colocando o neném na cadeirinha,
19:41porque ele fala que o pior sentimento que a mãe tem que ter é de proteção.
19:47O pior não, o melhor, né?
19:48Só que eles abusam desse sentimento de mãe.
19:53Então, eles adoram pegar mãe colocando criança na cadeirinha.
19:58Desculpa que a gente interrompe, Lorena.
20:00Eles te contaram isso, os criminosos?
20:03Eu comecei muito com eles duas horas.
20:06Com eles não, né?
20:08Com um, que o outro chegou e só foi mexendo no meu celular.
20:12E sobre o celular, por eu estar mantendo a calma
20:16e ele usando o meu celular para conversar com o comparsa,
20:18que a gente estava esperando,
20:21em cada vez que ele ia mandando eu ligar, né?
20:24Que toda hora bloqueava,
20:26eu ia rápido e tirava um aplicativo de banco,
20:33eu ia excluindo.
20:34Isso não é todo mundo que tem essa agilidade de fazer.
20:38Mas eu dei muita sorte porque eu fui excluindo, excluindo.
20:41E quando o comparsa dele chegou,
20:43e vale falando de aplicativo oculto,
20:46isso para os bandidos hoje não está acontecendo muito,
20:48porque ele foi lá no Google,
20:50em todas as minhas cenas.
20:52Eles entendem de tudo de celular.
20:55Então, o mais correto é você ter um celular em casa
20:58com uma parte de movimentação bancária.
21:01Isso eu aprendi depois do meu sequestro.
21:03E o seu celular para fazer movimentação bancária,
21:06fique em casa.
21:07Use o seu, um banco virtual,
21:10com um pouquinho de dinheiro, mas no celular.
21:12É uma coisa que eu aprendi no desespero.
21:16Daqui a pouquinho eu vou confirmar aqui com o Eduardo
21:19se realmente essa pode ser uma alternativa.
21:22Antes, deixa eu só passar uma outra informação, gente,
21:24que os crimes de extorsão mediante sequestro
21:28dobraram em dois anos aqui no Espírito Santo.
21:30Então, a gente vai ver agora um VT,
21:33como que a gente pode evitar esse tipo de situação.
21:35Vamos ver, olha só.
21:37Este autônomo de 37 anos pede para não ser identificado.
21:41Ele passou por um momento aterrorizante em junho deste ano.
21:44Ele foi vítima de assaltantes
21:46quando o veículo teve uma pane mecânica
21:48na rodovia Leste-Oeste, em Vila Velha.
21:50E chegaram dois rapazes de moto
21:52e eu estava abrindo o capu do meu carro
21:54para eu ver o que tinha acontecido,
21:55porque eles estavam indo ao mecânico.
21:56E nessa brincadeira, os caras mostraram a arma
21:58e mandaram eu ir para o banco de trás do meu carro,
22:01de cabeça baixa,
22:02para eu não identificar quem eram eles.
22:04No primeiro momento, eu nem sabia onde eu estava.
22:06Só quando eu fui liberto,
22:07que eu fui entender onde eu estava.
22:09Que eu fui levado para uma mata fechada,
22:11que é uma mata próxima ao shopping Boulevard.
22:13Os criminosos exigiram que o homem
22:15fizesse transações bancárias
22:17por meio de aplicativos no celular.
22:19A vítima conta que esqueceu uma senha
22:21para acessar informações do telefone
22:23e, por isso, foi agredida.
22:26Os iPhones hoje têm o iCloud
22:28e eu havia esquecido a senha do iCloud.
22:31Então, automaticamente, eles ficaram muito nervosos
22:33porque eu falava que eu não lembrava dessa senha.
22:35Eu realmente não lembrava.
22:37E eles começaram a me dar porrada,
22:38chute, soco,
22:40armava a arma o tempo todo na minha cabeça.
22:42Passa, passa, eu sei se é inteligente.
22:44Passa, passa, a gente já tem seu endereço,
22:46a gente já tem tudo.
22:47Tinha documentos meus dentro do carro, né?
22:48Então, tinha boletos também dentro do carro.
22:50Então, eles ameaçavam o tempo todo,
22:52com porradas.
22:53E, como eu não lembrava,
22:54eu ficava mais nervoso ainda
22:55porque minha vida estava em jogo ali.
22:57Então, trazia um medo.
22:59Acabou que eles ligaram
23:00para uma outra pessoa por fora
23:02que ia conseguir me ensinar
23:03como fazer essa retirada
23:05sem eu colocar realmente a minha senha.
23:07A vítima teve um prejuízo de 14 mil reais.
23:10O autônomo ficou em poder dos assaltantes
23:12por mais de quatro horas.
23:14E pegaram o celular,
23:15pegaram cordão de ouro,
23:16pegaram pulseira de ouro,
23:18pegaram óculos, relógio, aliança, brinco.
23:21E ele estava o tempo todo
23:22tirando o dinheiro dos piques.
23:24Em dois anos,
23:25os casos de extorsão mediante sequestro
23:27dobraram aqui no estado
23:28de acordo com dados
23:29do Observatório da Segurança Cidadã.
23:32No ano de 2020,
23:34foram oito casos registrados.
23:36No ano seguinte,
23:37houve um salto para 14 ocorrências.
23:40Já neste ano,
23:41até setembro,
23:42foram 16 crimes registrados.
23:44Muitos desses casos
23:45apareceram em reportagens
23:47aqui na TV Vitória.
23:48Na semana passada,
23:49uma mulher grávida
23:50foi rendida na porta do prédio
23:52em Jardim da Penha, Vitória.
23:54A vítima ficou meia hora
23:55em poder do assaltante,
23:57quando foi obrigada
23:58a fazer transações bancárias
23:59por meio do piques.
24:00O crime ocorreu
24:01quando ela saía
24:02com o carro da garagem.
24:03No início de outubro,
24:05mãe e filho de dois anos
24:06foram salvos e encontrados
24:08pela polícia
24:08no meio de uma mata
24:09após ficarem horas
24:10sob a mira da arma
24:12de bandidos
24:13na rodovia Aldifas Barcelos,
24:15numa região
24:15onde a estrada
24:16liga Serra Sede
24:17a Jacaraípe,
24:18no município da Serra.
24:19Na ocasião,
24:20a mãe foi obrigada
24:21a passar as senhas
24:23de aplicativos bancários
24:24para os criminosos.
24:26Como a mulher
24:26não tinha muita familiaridade
24:28com a tecnologia,
24:29os bandidos
24:30fizeram ela
24:30telefonar para o marido.
24:32Eles fizeram ela
24:33me ligar
24:33para pedir a senha
24:35do iCloud.
24:36Ela não tem muito hábito
24:37de mexer com tecnologia,
24:38eu que fiz para ela,
24:39nem lembrava.
24:40Como era um iPhone,
24:41eles não iam conseguir usar,
24:42eles fizeram ela
24:43me ligar
24:44para pedir a senha.
24:45Ela ligou desesperada,
24:46eu passei a senha
24:47e eles conseguiram
24:49desativar o rastreador
24:50do celular.
24:51O delegado faz orientações
24:52para evitar ser alvo
24:54de um crime desses.
24:55O criminoso,
24:56ele vai estar sempre
24:58atento
24:58para os bens materiais
25:00que a pessoa esteja
25:01com ela no momento.
25:03Então,
25:03o ideal é que,
25:04se tiver de carro,
25:05estacionar em locais
25:06mais iluminados
25:07ou em estacionamentos
25:08particulares.
25:09Aí você evita
25:10estar com o seu carro
25:11em locais escuros,
25:12que são os preferidos
25:13para que haja
25:14esse tipo de abordagem.
25:16orientações seguidas
25:16hoje em dia
25:17pela vítima
25:18que conversou conosco
25:19no início da reportagem.
25:21Eu não deixo
25:22aplicativos de celular,
25:23de contas bancárias
25:24no celular,
25:25eu passo na rua
25:26olhando para os lados,
25:27observando,
25:28sempre a gente tem que mudar.
25:29Quero nunca mais
25:29passar por isso.
25:30Situação constrangedora.
25:33Meu Deus.
25:34Essa outra dica,
25:35Eduardo,
25:36que a Lorena,
25:37que está participando
25:37com a gente
25:38por ligação de vídeo
25:39que ela deu,
25:39da pessoa às vezes
25:40ter dois aparelhos,
25:41olha só,
25:42como é que a gente
25:42vai cada vez mais
25:43se adaptando à violência.
25:45Acaba que fica para a gente
25:46o prejuízo também
25:46de comprar mais um aparelho.
25:48Isso para quem pode,
25:50infelizmente.
25:50Mas é uma alternativa válida?
25:53É uma orientação também?
25:54Sim,
25:55quanto mais camada
25:55de proteção você colocar,
25:57melhor.
25:57O ideal,
25:58no caso da Lorena,
25:59se ela estava com dois dispositivos,
26:00deixar um em casa.
26:01Porque se você carrega
26:02os dois na rua,
26:03dá no mesmo.
26:03Ele pode te dar uma geral
26:04e achar o outro aparelho.
26:06Então,
26:07ou você oculta
26:08os aplicativos igual
26:09a Lorena teve tempo
26:11de estar deletando,
26:12porque ela ficou duas horas
26:13em poder dos bandidos,
26:14ou então você deixa
26:16instalado esses aplicativos
26:17que você vai fazer
26:17movimentações bancárias
26:18em casa
26:19e usa um outro aparelho
26:20nas ruas.
26:21Que bom, né?
26:21Que ela conseguiu pensar rápido
26:23nessa ideia
26:24que a gente estava até comentando
26:25aqui nos bastidores.
26:26Você tem que ser muito ágil,
26:27muito ágil,
26:28de pensar assim,
26:28deixa eu tentar apagar
26:29os aplicativos,
26:30isso detalhe,
26:31sem que os criminosos percebam.
26:33Porque se perceber,
26:34isso pode piorar a situação,
26:36né?
26:36Pela sua experiência na área,
26:38Eduardo?
26:38Sim,
26:38eles podem ficar mais nervosos
26:40e querer se voltar
26:41com violência para a vítima,
26:43né?
26:43Então,
26:44ela aí no caso,
26:44ela teve bastante presença
26:45de espírito,
26:46ela fez talvez isso
26:47de forma velada
26:48e eu acredito que ela
26:49não tenha corrido riscos.
26:51Sempre importante salientar
26:52que as pessoas não devam
26:55reagir, tá?
26:56Nunca reagem,
26:57porque acima de qualquer valor,
26:59qualquer objeto patrimonial,
27:01seus valores,
27:02seu dinheiro,
27:02tá a vida,
27:03a vida sempre é o primeiro lugar,
27:04então não reage.
27:05Uma outra dica também
27:06que a gente ouve falar muito
27:08é colocar limite
27:09para fazer transferência
27:11via PIX, né?
27:13Então,
27:13isso vai de acordo
27:14com cada banco,
27:15tem horário também.
27:16Isso se tornou
27:17uma alternativa válida
27:19porque,
27:19por outro lado,
27:20a gente também fica com medo,
27:21ai meu Deus,
27:22será que eles vão
27:22me manter em cárcere privado
27:24até dar o outro dia,
27:26até passar as 24 horas
27:27para que consiga fazer
27:28mais transferências?
27:30Então,
27:30outra camada de segurança
27:31importante, né?
27:32é você limitar valores
27:33que podem ser transferidos
27:34via PIX,
27:35via transferência instantânea
27:37e eu não acredito,
27:38nós não temos relatos
27:39de bandidos
27:40que tenham ficado
27:40aquele tempo
27:41que é determinado
27:42pela agência bancária,
27:43pelo banco,
27:44para desbloquear,
27:45para você determinar
27:46um novo valor.
27:47Então,
27:48é uma medida de segurança,
27:49sim,
27:49essa questão de você
27:50limitar os valores
27:51que podem ser transferidos.
27:53É,
27:53até porque se a gente
27:53também pensar na tecnologia
27:55a nosso favor,
27:56vai tendo tempo
27:57para ser rastreado,
27:58para ser encontrado,
27:59né?
27:59assim a gente espera.
28:00Exatamente.
28:01Agora,
28:01a importância de manter
28:02a calma,
28:03Larissa,
28:04como que a gente age
28:05nesses momentos?
28:05Porque não dá para prever
28:06qual vai ser a nossa reação.
28:09Que bom que a sua esposa
28:10foi extremamente guerreira,
28:11que bom que a Lorena
28:12conseguiu manter a tranquilidade.
28:15Tem dicas,
28:16Larissa,
28:16para a gente manter
28:18esse estado de espírito?
28:20Desse nível,
28:21não.
28:21Porque,
28:22como você mesma falou,
28:23nós não conseguimos
28:24saber exatamente
28:25qual vai ser a nossa reação.
28:27Nesse momento de estresse,
28:28nós não temos
28:29o nosso raciocínio cognitivo
28:31plenamente preservado
28:33como a gente está
28:34quando estamos calmos.
28:35Então,
28:36naturalmente,
28:36a chance da gente
28:37ter um comportamento
28:38muito impulsivo,
28:39é muito maior,
28:40neurologicamente falando,
28:41inclusive,
28:42em momentos de uma emoção
28:43muito intensa,
28:44toda parte
28:45que é responsável
28:46por esse planejamento,
28:47por esse controle de impulsos,
28:48ela tem uma desativação,
28:50uma leve desativação.
28:51Então,
28:51a nossa capacidade
28:52de controlar os impulsos,
28:53de raciocinar,
28:54de planejar,
28:55não vai estar no seu ápice.
28:57Então,
28:57não dá para a gente
28:57prever exatamente,
28:59olha,
28:59essa pessoa,
29:00ela vai reagir,
29:01vai dar tudo certo,
29:02essa pessoa,
29:02ela vai manter a calma.
29:03O que a gente sempre indica,
29:05como já foi dito,
29:06é que não reage
29:07de maneira alguma.
29:09Lembrar que tem chance
29:11de ser um período temporário,
29:12lembrar de deixar muito claro
29:14que você vai colaborar.
29:16Então,
29:17verbalizar isso,
29:17vou colaborar,
29:18vou fazer o que vocês querem,
29:20não tenho interesse
29:21em tentar reagir,
29:22justamente para diminuir
29:24as chances
29:24de que alguma coisa
29:25fora de controle
29:27ocorra.
29:28E,
29:28para além disso,
29:29a habilidade de regulação emocional,
29:32mas isso é uma técnica,
29:33é uma habilidade
29:34que é desenvolvida a longo prazo,
29:36da mesma maneira
29:36que o meu equilíbrio,
29:37por exemplo.
29:38O meu equilíbrio
29:38eu vou desenvolvendo com o tempo,
29:40com o exercício,
29:41da mesma maneira
29:42que a habilidade
29:42de regulação emocional.
29:43Então,
29:43a minha capacidade
29:44de me acalmar
29:45numa situação de estresse,
29:47numa situação de ansiedade,
29:48é uma habilidade
29:49que precisa ser desenvolvida.
29:50Então,
29:51quando a gente fala disso
29:52numa situação
29:52de um estresse
29:53muito elevado,
29:55fica difícil
29:56a gente dar a orientação
29:57de que faça isso
29:58e você vai conseguir
29:59se acalmar,
30:00o que é a orientação
30:01geral nesse aspecto
30:02é lembrar
30:02que é uma situação
30:03que pode ser temporária,
30:05lembrar que você
30:06precisa verbalizar
30:07que vai colaborar
30:09para não ter chances
30:10de uma situação
30:11saindo do controle.
30:13Tá certo.
30:14Obrigada pela participação
30:15de vocês.
30:16Micael,
30:17desejo muitas bênçãos
30:18na vida do Caleb,
30:20não é isso?
30:20Na vida da sua esposa.
30:21O Caleb vai fazer agora
30:22três aninhos com o Pai do Céu.
30:24Cubra seu filho de bênçãos,
30:25toda a sua família,
30:26muita proteção
30:27para você,
30:28para vocês todos,
30:29para nós, viu?
30:30Muito obrigado,
30:30foi um prazer estar aqui
30:31com vocês.
30:32Obrigada pela sua participação,
30:32obrigada Larissa,
30:33obrigada também Eduardo Pinheiro,
30:34dicas valiosas, tá?
30:36Lorena,
30:37um beijo para você,
30:38obrigada também
30:38pela sua participação
30:39aqui no Fala Espírito Santo.

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