- há 3 semanas
Um prato típico direto da África
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NotíciasTranscrição
00:00Vem cá, o nosso Espaço Gourmet. Hoje eu tenho duas convidadas muito especiais, gente, ó.
00:06Olha aqui pra elas, ó. Essas mulheres aqui, elas têm, ó, uma história muito linda, tá?
00:12Porque elas têm um trabalho maravilhoso de resgate da culinária africana, mãe e filha.
00:18Winnie e dona Ivanita. Boa tarde, meu Deus.
00:21Gente, ela é tímida, ela tá falando comigo, maravilhosa. Dá aqui um saquinho aqui, ó.
00:25Ó, ó. Ela é tímida, né, Winnie?
00:27Um pouquinho.
00:27Ela tá falando, ó, mamãe, não vai falar muito, mas só de dar uma boa tarde pra mim,
00:31só de dar uma boa tarde, tá bom.
00:32Pros nossos telespectadores, eu já fico feliz da vida.
00:35Winnie, vem cá, me conta.
00:37Vocês têm uma história linda, né, de resgate da culinária africana e faz parte da história também da família de
00:42vocês, né?
00:43Sim, a gente já faz esse trabalho aí, já tem cinco anos, onde a gente trabalha com esse resgate da
00:48culinária afro,
00:50trazendo um pouco da nossa história e trazendo a nossa estralidade.
00:53Tô aqui, a gente trouxe também no nosso nome, hoje na referência da Ubuntu, que é o Sopurco e Nós
00:58Somos.
01:00E a gente tá fazendo esse trabalho aí dentro do Estado.
01:02Hoje a gente tá levando o nosso trabalho da nossa cozinha pra alguns quilombos, também na região do Estado do
01:07Espírito Santo.
01:08Que bacana! Então hoje a gente vai aprender a fazer um prato que eu confesso que eu nunca provei, tô
01:13aqui ansiosa, Madesu.
01:16É esse o nome, não é isso?
01:17É isso mesmo.
01:18Então daqui a pouquinho a gente vai ensinar pra dona de casa, tá bom?
01:20E quem sabe, conforme até mesmo o Eduardo Araújo falou pra gente, quem sabe você não faz até mesmo pra
01:26vender,
01:26porque isso é a fonte de renda da família de vocês, não é isso?
01:29Sim. A gente vive hoje 100% da culinária afro.
01:33E hoje a gente também tá trazendo pro nosso trabalho a culinária periférica, que é um pouquinho disso aí que
01:38a gente vai tá trazendo junto com esse prato aí, que é o Madesu.
01:41E vocês atuam na região de Caratuíra, que é onde vocês moram, não é isso?
01:45E aí as pessoas vão lá, antes não era assim, antes era aqui no museu.
01:50Antes a gente tinha um espaço no Mucane, que é o Museu Capixaba do Negro, a gente tinha uma lanchonete
01:54lá dentro,
01:55que é onde a gente, além de trabalhar com a comida, que eu também sou monitora turística, trabalho com turismo,
02:01e a gente tinha a Rota Preta, que é a primeira rota turística que trabalha com essa questão de estar
02:08passando no centro de Vitória,
02:09contando um pouco da história de alguns pontos.
02:11Gente, eu quero fazer um passeio com você, já quero.
02:14Que foram esquecidos aí.
02:16E a gente traz isso pra dentro dos nossos pratos.
02:18E devido à pandemia, a gente teve que fechar o espaço e voltamos a trabalhar na nossa comunidade,
02:23que foi onde a gente começou o nosso trabalho.
02:25Ah, e agora vocês estão vendendo marmita, é isso?
02:27Vendendo marmita na nossa comunidade.
02:28Tá certo, tá vendo, gente? Exatamente o assunto que nós estávamos falando anteriormente, né?
02:34Que a gente tem que se reinventar e tá aqui uma forma com muita história, que já já a gente
02:39vai ensinar essa receita.
02:41Beijo pra vocês.
02:42Ó, Dona Ivanita, Dona Ivanita.
02:45Ela, ó, até o final do programa ela vai falar mais com a gente.
02:48Vai, vai.
02:49Ela é tímida, mas a gente vai fazer a Dona Ivanita ficar bem à vontade.
02:52Tá gostando?
02:53Tô adorando.
02:54E tomando um beijo lá pra todo mundo lá de Caratuíra.
02:56Aê, comunidade!
02:57Tomando a comunidade!
02:59Bora voltar aqui pro nosso espaço gourmet, porque como eu disse aqui no início do programa,
03:04hoje a gente recebe, gente, a Dona Ivanilda e a Winnie.
03:09Elas têm uma história maravilhosa com a culinária africana.
03:12E hoje a gente vai aprender a fazer um prato diferente.
03:15Eu nunca provei.
03:16E tô aqui super curiosa, ansiosa pra provar madezo.
03:20Que é um prato típico da culinária africana.
03:23Por onde a gente começa, maravilhosas?
03:25Pelo azeite.
03:26Pelo azeite.
03:27Ah, ela falou, ela é tímida, ela falou.
03:30Bate aqui de novo, vai.
03:31Bate aqui.
03:31Aê!
03:36Começando pelo azeite.
03:37Diz que lá é assim, quem põe a mão na massa é a mãe e a Winnie, que é a
03:41faladeira, né, Winnie?
03:42É a faladeira do nosso trabalho aí e a pesquisadora também, né?
03:46Isso aí.
03:47Eu faço esse trabalho de pesquisa onde a gente uniu o trabalho dela, que ela já é cozinheira
03:52há mais de 30 anos.
03:55Então veio da mãe, então.
03:57Pra falar a verdade, é uma questão familiar.
03:59Eu sempre correi disso.
04:01Eu não sou muito apta à cozinha, não.
04:04Mas é algo familiar, que já vem da tradição dela, das minhas tias.
04:07Elas trabalharam durante muitos anos dentro de um restaurante aqui no estado, aqui na região
04:12de Vitória.
04:14E a gente viu a parte disso daí como a nossa sobrevivência mesmo.
04:17Olha que bacana.
04:18E agora qual é o próximo passo, ó?
04:20O alho e a cebola.
04:22O alho e a cebola, aquela base, né, que é perfeito, o tempero.
04:27Isso aí.
04:29Aí vai começar a seguir um cheirinho aqui, ó.
04:32Uhum.
04:33Começar a adorar o alho e a cebola.
04:37E das suas pesquisas, o que mais te chamou a atenção, Winnie?
04:42Eu acho que a maior referência que a gente tem hoje é...
04:46Questão da culinária.
04:48Vem aqui, uma coisa que a gente traz também no nosso registro, que é o nome da Ubuntu,
04:52que é as quitoots, né?
04:53Que são as nossas iabás, as nossas referências.
04:56Hoje eu tenho o privilégio de ter minha iabá vivo aqui, junto comigo, trabalhando.
05:00Iabá?
05:01Iabá.
05:01Iabá.
05:02Iabá, que bonito.
05:02São as referências que a gente tem.
05:04Que forte, né?
05:05Sim.
05:05São as nossas ancestrais, né?
05:07Hoje a minha ancestral é ela, assim como as minhas outras tias.
05:10E a gente vem fazendo esse trabalho, esse segmento.
05:13E as referências que a gente tem como iabá são as quituteiras.
05:16São as nossas baianas aí que iam pras ruas pra tá vendendo seus doces, seus acarajés.
05:22E a gente tá trazendo isso no nosso trabalho.
05:25E as pessoas pensam, ah, culinária africana, né?
05:28A gente, muita gente pensa logo no acarajé, né?
05:31Mas não, é um cardápio que vai muito além.
05:34É exatamente o que você tá mostrando aqui hoje pra gente.
05:37É um cardápio muito vasto.
05:38Quando a gente fala sobre culinária africana, a primeira coisa que as pessoas lembram, acarajé.
05:44Só que não é só isso, porque quando a gente, vindo da África, a gente sabe que vem outras coisas
05:48aí que trazem pra nossa referência hoje.
05:51O Madesu, ele é meio que uma referência aí do nosso feijão com arroz, né?
05:57Prato típico brasileiro.
05:59Ele é a nossa referência.
06:00Por isso que a gente optou por tá trazendo ele hoje.
06:04Ele é da região do Congo.
06:05Agora deixamos o alho e a cebola.
06:08O alho não só, eu fatio ele junto com a cebola.
06:11Ah, é? Fatiadinho, é?
06:13Fatiadinho.
06:13Ah, que bacana.
06:15A gente vai sentir uma textura de alho.
06:19Perfeito.
06:21E essa receita, ela é...
06:22Essa não, todas as receitas da África, ela tem essa questão da variação.
06:27Igual essas daqui, a gente vai tá trazendo o primeiro ponto dela lá meio, que é um ponto uma receita
06:32vegana.
06:33É o que agora?
06:34Uma parte do alho e poró.
06:36O alho e poró, adoro, adoro.
06:38Pode caprichar aí, hein, pra gente.
06:41Nós vamos em duas partes do alho e poró.
06:44Em duas partes?
06:45Duas partes.
06:49Depois do alho e poró, nós vamos em espinafre.
06:54Minha amiga, você que ligou a televisão agora, ligou aí o Fala Espírito Santo.
06:57A gente tá recebendo aqui a Winnie e a mãe dela, a dona Ivanilda, que elas têm uma história muito
07:03bacana.
07:04Elas resgatam a culinária africana.
07:07Isso é um trabalho que elas realizam há anos aqui em Caratuíra, em Vitória.
07:12E estão ensinando uma receita que tem muita história pra gente.
07:15Olha isso, que bacana.
07:16Eu queria estar contando com a participação de vocês aqui no nosso Facebook, mas hoje tá devagar, né, Facebook?
07:22E é no mundo inteiro, não é só aqui em Vitória, não é só aqui no Estado, não, viu, gente?
07:27E agora?
07:27Nós vamos em espinafre, ou você pode botar ele picadinho ou pode inteiro.
07:31Você prefere como?
07:32Eu prefiro picadinho.
07:34Picadinho?
07:35Mas ele inteiro também, ali ele já foi em picadinho.
07:37Ah, ele tá picadinho.
07:38Tá.
07:39E você que manda, você que manda.
07:42A gente coloca aqui, ó.
07:43Tá gostando?
07:43Já vai lavadinho.
07:44Tá gostando?
07:45É?
07:46Tá famosa, Dona Ivalildo.
07:49Já é famosa, né?
07:50Muita gente vai lá em Caratuíra atrás da comida de vocês.
07:53Sim.
07:53E eu vou virar, ele murcha, né?
07:55É, ele dá uma murchadinha.
07:56Dá uma murchadinha.
07:58Aham.
07:59Aí, ó, antes de colocar, tem que lavar, tem que lavar, tem que lavar, gente.
08:03Como é que você lava o espinafre?
08:05Você deixa de molho?
08:06Ah, eu gosto de molho.
08:07Eu gosto de molho no vinax ou no salmante.
08:10Tá.
08:11Porque...
08:13É isso aqui, você tem que pegar uma coisa que a gente vai olhar pra frente.
08:16Entendeu?
08:17Tô vendo que a senhora é bem caprichosa, viu?
08:19Aí, eu deixo de molho uns 15, 20 minutos.
08:24Gente, já tá subindo um cheiro aqui no estúdio, ó.
08:27Top, tá?
08:28Top.
08:29E a base principal, mostra pra gente qual que é, Winnie.
08:31A base principal dele é o feijão branco.
08:35Ó, a dona Winnie tá aqui mostrando que diminuiu e a Winnie tá mostrando aí que a base é o
08:39feijão branco, ó.
08:40E tem um segredinho aí também.
08:42Tem mais um segredo?
08:43Tem, mas isso daí a gente vai deixar pro final.
08:44Então, vem comigo aqui pro nosso espaço gourmet, porque a gente tá aprendendo a fazer uma receita especial, gente.
08:50Um prato que tem uma história de luta dos povos africanos.
08:54Eu recebo hoje aqui a dona Ivanilda, que ela tá ensinando pra gente a fazer madezo junto com a Winnie,
08:59a filha dela.
09:00É uma história muito bacana também, das duas, com a culinária, né?
09:04E aí, resgatando a história de vocês, contando pro pessoal de casa, em que momento foi que você falou assim,
09:10opa, mamãe já é craque, top na cozinha, já tem história.
09:15Então, vamos trabalhar com a culinária africana.
09:18Como é que foi?
09:19Foi um período aí que a gente tava meio que perdida, porque ela tinha perdido o emprego, eu também.
09:25E como eu tinha acabado de sair de um relacionamento abusivo, eu tava com depressão.
09:29Aí eu comecei a entrar, eu puxei o mundo da minha psicóloga, eu comecei a participar de eventos voltados pra
09:37militância negra.
09:39E eu via que naqueles eventos não tinha ninguém trabalhando com comida, e a gente precisava ganhar dinheiro.
09:45E foi a partir daí que a gente juntou eu e ela, e a Ubuntu nasceu dentro da militância, que
09:51hoje eu tô aí como ativista, fazendo meu trabalho com mulheres pretas periféricas na minha região.
09:57E bacana, quero te trazer um dia aqui pra falar sobre isso também, viu?
10:00Eu tenho um coletivo chamado MUCA, Mulheres Unidas do Caratoeira.
10:03Você topa o dia vir participar com a gente pra falar sobre isso?
10:05Topo, topo sim.
10:05Pra gente até mesmo resgatar o que estima dessas mulheres.
10:08Topo sim.
10:09Já que você falou que também já passou por um relacionamento abusivo, eu também já vivi um relacionamento abusivo, sabe?
10:14E é muito importante a gente levar essa informação, porque cada dia a gente vê que uma mulher sofre um
10:20tipo de violência doméstica, né?
10:22E a gente tem que dar um basta nisso.
10:23Sim, já passou da hora.
10:25Já passou da hora.
10:25E agora, então, bora voltar aqui pra nossa culinária.
10:28Tá refugadinho, com alho, cebola e alho poró.
10:32Aí nós vamos no pimentão e na salsinha.
10:35Só colocando.
10:37Tô aqui, ó, de olho.
10:40Aí você botou tudo junto, né?
10:41Tudo juntinho.
10:42Gente, que bonitinho, fica pequenininho.
10:44Queria aprender essa técnica.
10:45Que pequenininho, assim, ó.
10:48Aí nós vamos, nesse daqui, nós pegamos o tomate.
10:52Tomate, ó, vai jogando tudo assim, ó.
10:57Nós jogamos o tomate.
11:00O tomate com casca?
11:02E semente.
11:03E sem semente, mas a casca tem, né?
11:05A casca tem.
11:05Porque se botar ele sem casca, ele vai puxar mais ainda.
11:09Aí não vai ralçar nada.
11:10Tá.
11:10Esse ponto do madezo, que a gente tá fazendo agora, é um ponto que ele pode ter servido
11:15pro pessoal aí, que gosta de comida vegana.
11:18Opa!
11:18Que não quer utilizar com carne.
11:20Aí você pode tá utilizando esse ponto dele aqui.
11:23Porque a gente acrescenta também carne.
11:26Geralmente eles trabalham com carne vermelha, carne de boi e frango.
11:31Então aí tem, às vezes, eles gostam muito de trabalhar na África com o camarão.
11:35Mas a carne de boi e o frango é o que eles mais utilizam lá.
11:39Então é um prato bem versátil, né?
11:41A gente tá vendo aí que...
11:42Uma pimentinha do Renu.
11:44Aceita uma combinação variada.
11:47A maioria dos pratos lá são assim.
11:50A gente consegue variar.
11:53Esse é o temperinho que vai, o tempero completo.
11:56E que tempero é esse?
11:56Onde a gente encontra?
11:58Tem como na Vila Rubim.
11:59Mas tem algum nome específico desse tempero?
12:01É.
12:02Ele vai com o rinho, com o rinho...
12:04É um temperinho completo.
12:06Tempero completo, tá?
12:08Só chegar aqui na Vila Rubim e falar se eu quero tempero completo.
12:11É o temperinho completo.
12:13Deixa eu ver aí.
12:14Esse temperinho, né?
12:15Caso eu não ache, ele pode estar usando a páprica.
12:18Tá.
12:18Ou colorau.
12:19É.
12:21Mas ele dá um toque especial, né?
12:22Como o azeite de dedinho já tem colorau, a gente...
12:25Eu não uso colorau.
12:27Bom, tá aqui a dica dela, tá, gente?
12:30Vai acompanhando o passo a passo, vai anotando aí o que você faz na sua casa, hein?
12:34Aí mais um pouquinho de sal, que é o sal, pra dar um tempinho, que a gente não bota salzana,
12:39hein?
12:40Caldo que nó, não.
12:41Vai no sal.
12:41Aham.
12:42Mais um pouquinho de sal.
12:44Vai provando em casa, como você tá fazendo?
12:46Já vai cozido no feijão, já vai cozido por folha de louro.
12:51Eu passei, eu boto ele de molho, deixo ele as duas, três horas de molho, depois cozinho em cima do
12:57fogão.
12:57Mostra aí, ó, sal e o feijão.
13:00Ele fica molinho, molinho, molinho.
13:01Molinho.
13:02Agora que a gente tá passando por um período que o gás tá caro, é uma dica aí que a
13:07gente tá utilizando no feijão branco.
13:08Já deixa de molho, né?
13:09Deixa ele de molho um dia antes.
13:12Aí, geralmente, ela bota a folha de alho, o fone de louro e um pouquinho de sal.
13:18Aí, no outro dia, a gente vai tá fazendo a misturinha dele, cozinhando ele, que economiza um pouco mais de
13:23gás e não precisa da panela de pressão.
13:24E ele cozinha mais rápido que o feijão normal?
13:26Cozinha, né?
13:27Se deixar ele de molho, ele cozinha mais rápido aí.
13:29Oh, maravilha!
13:30Ele tá de molho e ele rende bem mais.
13:33Aí, ó.
13:34Tem o segredinho, ele rende muito mesmo.
13:36Tá vendo? Vários pulos.
13:38Um quilo e meio, um quilo e sessenta gramas.
13:41Olha isso, gente, como é que ele rende. Tá vendo aqui, ó?
13:43O branco rende muito mais.
13:44Vários pulos do gato, hein? Tá vendo?
13:46Aí, agora já coloca o feijão, é isso?
13:48Aí, a gente coloca o feijão.
13:49Beleza.
13:52Sensacional, hein?
13:53Olha, gente, tá sendo uma honra recebê-las aqui no programa, tá?
13:57Obrigada pela participação de vocês.
13:58Tô adorando.
14:02Gente, ó.
14:03Vai mexendo aí, que tá bonito.
14:05A gente vai pra um rápido intervalo e na volta a gente continua essa receita.
14:09Você que ligou a televisão agora, a gente tá ensinando madezo.
14:11É um prato típico da culinária africana.
14:14A gente já volta.
14:16Vem comigo, porque a gente vai voltar aqui pro nosso espaço gourmet.
14:20A gente tá ensinando hoje uma receita super diferente, que é madezo.
14:26A dona Ivanilda e a filha, o Ine, trabalham há anos engajada nesse resgate da culinária africana, né?
14:33Que valoriza os antepassados.
14:35E aí, como é que tá agora aí?
14:37Tá precisando de ajuda aqui no nosso fogão?
14:39Não, tá tranquilo.
14:40Tá dominado?
14:41Tá dominado.
14:41Tá dominado.
14:43Tá tudo dominado.
14:44É isso aí, dona Ivanilda.
14:45Eu gostei muito de vocês, tá?
14:47Que alegria, que energia gostosa que vocês têm.
14:49Que bom, obrigado.
14:50Tá?
14:50Agora nós vamos pro finalzinho.
14:52Agora é o azeite dendê que a gente coloca.
14:55Certo.
14:55A Winnie falou que tem um truque aí do azeite.
14:57Tem um truquezinho aqui.
14:58Se liga, hein?
14:59Porque a questão do paladar do capixaba, nós não aceitamos muito bem o dendê.
15:06Porque aqui era um território de muitos índios, né?
15:09Então os índios geralmente tinham essa questão de estar trabalhando com azeite, com temperos, temperos verdes.
15:18Não é à toa que a gente adora um temperinho verde pra tá botando as coisas.
15:21Isso vem muito dos nossos ancestrais.
15:24E vem essa diferença.
15:26Na receita do Madeso, é o feijão feito com o dendê, que é o segredinho dele.
15:33Já no nosso paladar, caso a pessoa for fazer na casa dela, no lugar dela tá utilizando o dendê, pode
15:39tá se usando o azeite no lugar.
15:42Mas hoje aqui a gente vai tá fazendo a receita original.
15:45Original.
15:45Que é ele com o dendê.
15:48Ok.
15:49E quando a gente vai fazer...
15:50Se você for parar pra pesquisar sobre essa receita na internet, você vai achar vários modos de fazer.
15:55Essa daqui é original do Congo.
15:58Território do Congo.
15:59Porque cada território, cada parte da África ali, eles vêm essa mutação das receitas.
16:06Vai fazendo uma adaptação, né?
16:07Vai fazendo uma adaptação.
16:08Portanto que hoje a gente já falou que esse ponto dele aqui, ó, já é o ponto dele pra galera
16:13que não gosta de...
16:13Já tá pronto então?
16:14Já tá quase prontinho.
16:16Então bora lá.
16:16Aqui já é ele vegano.
16:18Esse é o vegano.
16:19Aqui é ele vegano.
16:20Com a carninha.
16:21E se quiser, pode tá utilizando ele com a carne.
16:25Com a carne.
16:26Bora lá então.
16:27Com o camarão, ou um peixe, ou um frango.
16:29Pode tá utilizando outras coisas.
16:31Olha aí, gente.
16:32Tá bonito, hein?
16:33Aí vem um pouquinho de azeite, não precisa ser muito, porque depende também muito do paladar da pessoa.
16:41Se quiser também, pode tá colocando o colorau pra dar uma cor, mas a cozinheira aqui, ela indica...
16:49É ela que manda, é ela que manda, é a Dona Ivanilva.
16:52É ela que manda, é ela que manda o chefe.
16:54Eu não sou muito chegada do azeite nem de...
16:56Você não é.
16:57Eu não.
16:57Mas hoje a gente tá aqui pra provar a raiva, então já dou a dica aí pro pessoal de casa.
17:01Volta aqui pra mim que chegou o gran finale, a gente vai provar a receita dessas maravilhosas que estão aqui,
17:07ó.
17:07Antes de tudo, quero agradecer a presença de vocês mais uma vez.
17:10Obrigado.
17:11Simpatia, história e voltem mais vezes, tá bom?
17:13Vamos ver o bom.
17:14Vamos lá então, hein?
17:15Saulinho, ó, presta atenção aqui, hein?
17:18Olha só, hein?
17:20Meu Deus, calma.
17:20Tem um arrozinho.
17:22Calma, pra eu também não entalar, você sabe que eu entalo, né, de vez em quando, tá?
17:25Calma aí, ó, aí, vamos lá.
17:38Uau!
17:40Gente, é muito saboroso, é especial.
17:43É diferente de tudo que você já comeu na sua casa, no restaurante, é diferente, é gostoso.
17:48Parabéns, viu?
17:49Eu também, hein?
17:49Gente, está sensacional.
17:51Ó, um beijo até que eu vou continuar comendo, tá bom?
17:53Tá bom, obrigado.
17:54Beijo no coração de vocês, galera.
17:55Valeu, obrigada.
17:56Um beijo pra caratuíra e toda lá, tá bom, galera, comunidade?
18:00Beijo pra você, amanhã a gente se encontra, duas da tarde, aqui na TV Vitória, depois do Balanço.
18:05Tchau!