- há 2 dias
Se você gostou do vídeo inscreva-se no canal, deixe seu like, comente e ative as notificações clicando no sininho!
Agradecemos pela visita!
Mande sua sugestão de pauta pro nosso WhatsApp (81) 97307-1315
Siga nossas redes sociais:
Twitter: @TVTribunaPE
Instagram: @TVTribunaPE @RadioTribunaFMPE
facebook.com/TvTribunaPE
Agradecemos pela visita!
Mande sua sugestão de pauta pro nosso WhatsApp (81) 97307-1315
Siga nossas redes sociais:
Twitter: @TVTribunaPE
Instagram: @TVTribunaPE @RadioTribunaFMPE
facebook.com/TvTribunaPE
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:08Olá, bem-vindas e bem-vindos a mais um Ponto de Vista.
00:12No programa de hoje, vamos falar sobre a economia do Estado.
00:16Até onde o tarifácio do presidente Donald Trump afeta a nossa economia?
00:22Qual o impacto do fim da escala 6x1 nas empresas de Pernambuco?
00:27O fim da chamada taxa das blusinhas.
00:30Sobre esses e outros assuntos, eu vou conversar aqui com o presidente da FIEP, Bruno Veloso.
00:37Presidente Bruno Veloso, muito obrigado por atender o nosso convite. Seja muito bem-vindo.
00:42Satisfação nossa, Fernando, para conversar com você aqui na TV Tribuna.
00:46Ok, a gente vai começar já falando desse tarifácio, tá?
00:50O Brasil ainda está negociando com os Estados Unidos para tentar uma redução nessas tarifas.
00:57O Brasil está sofrendo uma taxação combinada de 37,5% sobre parte expressiva das nossas exportações para os Estados
01:07Unidos.
01:08Como empresário e presidente da Federação das Indústrias aqui de Pernambuco,
01:12como é que o senhor tem acompanhado toda essa questão?
01:14Olha, com muita preocupação, Fernando.
01:18Esse tarifácio, ele afeta muito as nossas exportações.
01:24Pernambuco, ele tem uma relação comercial forte com os Estados Unidos.
01:30Nós temos umas exportações de frutas muito relevantes, açúcar, produtos pé também,
01:38e que esses são os produtos mais afetados pelas exportações.
01:44E isso faz com que a gente reduza a nossa exportação e reduza também a nossa receita.
01:54Pernambuco precisa exportar cada vez mais, gerar emprego e renda.
02:00E no momento em que nós temos uma redução, nós temos também uma redução da empregabilidade.
02:05Então, é algo que nos preocupa muito, essa tarifação.
02:10A gente defende que seja negociado com muito mais eficácia do que está acontecendo.
02:17O senhor acha que o Brasil não está sendo um bom negociador na hora que senta na mesa para conversar
02:23com os americanos?
02:23Não, não está sendo.
02:25Nós estamos vivenciando um momento político que tem afetado essas relações comerciais.
02:31Então, essa discussão econômica com os Estados Unidos não está acontecendo como deveria acontecer.
02:43As questões políticas estão afetando demais.
02:46E com isso, quem vai estar sofrendo é a economia pernambucana, a economia brasileira.
02:51A gente precisa sentar cada vez mais.
02:55A própria FIEP, ela esteve presente em diversos momentos, inclusive com o governo do Estado.
03:02Nós estivemos presente com a CNI em Brasília.
03:05Nós estivemos reunido também com embaixadores e consul dos Estados Unidos.
03:10Estivemos nos Estados Unidos negociando.
03:13Estamos constantemente buscando negociação com os Estados Unidos para que isso seja minimizado.
03:22Mas precisamos também que o governo faça a sua parte, procure o entendimento,
03:27porque só assim a gente pode voltar aos patamares desejados de uma tarifação que seja aceitável mundialmente.
03:38Não ficamos com a taxação dessa, que é uma verdadeira barreira econômica.
03:42O governo do presidente Lula fala muito de uma reciprocidade.
03:47A partir do momento que os Estados Unidos taxam os produtos brasileiros, vamos taxar os produtos americanos.
03:53Essa reciprocidade, no seu entender, não é o melhor caminho para o Brasil.
03:58Não, não. Nós temos briga desiguais.
04:01Nós representamos muito pouco para os Estados Unidos e eles representam muito para nós.
04:07Até para o funcionamento da economia.
04:09Nós precisamos muito das importações americanas e eles precisam de muito pouco das nossas exportações para eles.
04:18Você imagina o seguinte, os principais produtos que nós importamos,
04:22Pernambuco importa para os Estados Unidos, é gás e combustíveis.
04:27Você imagina se isso for sobretaxado.
04:35Diretamente no preço do consumidor, o aumento de gás e combustível.
04:39E produtos, por exemplo, a nossa fábrica aqui, Estelante, também importa muitos produtos que vão virar os nossos automóveis.
04:49Então, se nós vamos sobretaxar isso aqui, nós vamos encarecer ainda mais o produto que é o automóvel produzido aqui
04:58no Estado,
04:59que já está passando por uma guerra comercial grande e ainda vai aumentar mais seus preços.
05:07Então, você veja que é só danoso para a nossa economia essa reciprocidade, porque só vai aumentar os nossos próximos
05:15preços.
05:15Eu li, presidente, que o Brasil é o segundo país mais taxado pelos Estados Unidos no mundo, só atrás da
05:23China, que é a mais taxada.
05:25O senhor acha que o Brasil está sabendo negociar?
05:27Porque, quando a gente pensa isso, o Brasil é o segundo país mais taxado e a China é a que
05:34é mais.
05:34Só que a China é uma potência econômica que pode, até ela pode fazer uma reciprocidade com os Estados Unidos.
05:41O Brasil não tem essa mesma condição da China e já é o segundo país mais taxado.
05:46Isso é preocupante?
05:48Muito preocupante.
05:49Até porque a gente diminui a nossa capacidade de exportação e começamos a perder o mercado brasileiro
05:57para os Estados Unidos, que é um mercado consumidor muito forte.
06:01Por que é que nós estamos tão taxados assim?
06:05A gente precisa entender que é uma característica americana colocar uma sobretaxa bem alta e isso sair reduzindo na negociação.
06:16Se ele joga a nossa tarifa lá para cima e as negociações não acontecem, se vence os prazos e aí
06:24aquelas taxas passam a vigorar.
06:27Então a gente precisa sentar, conversar, não se pode deixar assuntos econômicos influenciar tanto na política, nem transformar tanto nos
06:42assuntos econômicos.
06:43Temos que separar essas duas vertentes para que a gente tenha sucesso nas negociações americanas.
06:50Quais são os setores aqui da economia pernambucana mais afetados?
06:54O senhor falou rapidamente, o setor açúcar alcooleiro...
06:57O açúcar, o setor açúcar é fortemente afetado.
07:01Nós temos também o setor de uvas também muito afetado aqui.
07:05Nós temos uma produção de uva enorme no Vale do São Francisco.
07:09A manga também era, deixou de ser afetada?
07:11Deixou de ser afetada.
07:13Deixou de ser sobretaxada.
07:14Por quê?
07:15Porque o americano, aquilo que ele não produz e tem dificuldade de importar de outros países, aí ele não sobretaxa.
07:25Tipo o suco de laranja, né?
07:27O suco de laranja.
07:27Ele necessita, apesar de ele produzir muita laranja e suco de laranja, ele não suple o seu mercado interno.
07:36Então ele precisa dar o suco de laranja brasileiro.
07:38Mas onde tem um produto brasileiro que tem uma concorrência de país, de outros países, esse foi sobretaxado.
07:47O senhor falava também dos produtos pernambucanos, produtos PET.
07:51Produtos PET.
07:52E seria a fábrica de swap.
07:54De fábrica de swap, que tem uma produção muito grande, pesa muito na nossa balança comercial também.
08:00E essa foi muito fortemente afetada, porque ela foi sobretaxada, ela teve as suas exportações para os Estados Unidos também
08:09muito afetada.
08:10E são produtos que vão virar outros produtos americanos.
08:13A gente tem que raciocinar sempre que a nossa relação comercial com os Estados Unidos é uma relação que ela
08:20tem uma característica industrial muito forte.
08:24E quando a gente fala que produtos industrializados, ele significa muito, porque tem um valor agregado alto.
08:32Então as exportações brasileiras de produtos de exportação industriais, elas têm um significado enorme na nossa balança comercial.
08:42Porque tem os valores agregados altos.
08:45E quando a gente exporta para os Estados Unidos, a gente exporta justamente esses produtos que têm valores agregados altos.
08:52Então a gente precisa manter, que é isso que interessa o país, é isso que vai gerar emprego e renda.
08:57E diante dessa nova realidade, o que é que as empresas exportadoras aqui de Pernambuco estão fazendo?
09:03Olha, o comércio exterior, ele não é algo que você faça do dia para a noite, sabe, Fernando?
09:10Ele não é algo que você estala o dedo e você consegue desviar uma carga.
09:15O comércio exterior é algo que você cria relações ao longo do tempo.
09:19Você inicia uma negociação, às vezes tímida, e aquilo ali vai crescendo com o tempo, com a confiabilidade.
09:26E no momento em que você começa a ter uma aceitação popular do seu produto no país vizinho.
09:35Então não é coisa muito fácil você simplesmente desviar.
09:38Os produtos agrícolas e alguns commodities são mais simples, pelas necessidades que vão se criando a todo momento.
09:45Os produtos industrializados, eles precisam de uma relação melhor.
09:48Então as empresas exportadoras do Brasil que têm essa relação industrial com os Estados Unidos vai ter uma dificuldade maior.
09:58Até porque os nossos produtos não são produtos acabados no governo americano.
10:04Normalmente são produtos e peças que são subprodutos de uma linha de produção que vai virar um produto americano.
10:13Então é uma coisa específica para aquele mercado.
10:16Desviar para outro caminho, às vezes muitas empresas, muitas indústrias terão muita dificuldade nisso.
10:23Você veja que nós tivemos um momento para trás, onde as uvas e a própria manga, na ocasião,
10:34elas foram acontecer para poder a gente continuar, não deixassem o fruto no pé, precisavam ter uma solução imediata,
10:43porque o senhor não consegue mandar para outro lugar, como eu acabei de dizer.
10:47Então houve uma redução do preço do produtor, houve uma redução também do preço do importador
10:57e também uma redução da margem de lucro de quem estava vendendo.
11:02Houve um rateio que todos entenderam que não poderia deixar de fazer as exportações
11:12e que precisava todo mundo fazer um sacrifício maior.
11:15Isso aconteceu, mas isso não pode ser prolongado eternamente.
11:19Fala-se muito também, presidente, de fazer uma diversificação dos mercados, de você exportar para outros países.
11:26Mas o senhor até falou um pouco antes, não é uma coisa tão simples de você exportar determinado produto para
11:32os Estados Unidos
11:33e decidir, não, agora eu vou exportar, não estou conseguindo exportar para os Estados Unidos,
11:38vou exportar para a China, para as Filipinas, para qualquer outro país asiático.
11:42Verdade. Veja só, a diversificação é sempre uma busca necessária.
11:47Eu acho que o nosso país, ele exporta muito pouco, deveria exportar muito mais.
11:54O nosso Estado exporta muito pouco, deveríamos também exportar muito mais.
12:00Buscar a diversificação das nossas exportações é uma meta de todos os setores.
12:07A gente consegue fazer isso facilmente, eu diria com mais facilidade, nos produtos agrícolas e commodities.
12:15Porque baixo valor agregado e as necessidades mundiais cada vez aumentam mais.
12:20Os produtos industrializados, ele precisa de competitividade.
12:24E nós, no Brasil, nós temos uma competitividade baixa, nós temos uns custos de produção muito altos.
12:32Você tem uma ideia, Fernando?
12:33Nós temos uma matriz energética mais barata do mundo na produção e a mais cara do mundo no consumo.
12:43Porque nós sobretaxamos demais a nossa energia.
12:48E daí são muitos outros custos do Brasil que fazem com que a nossa produtividade caia.
12:53Então, nós temos uma dificuldade muito grande de ser competitivo no mundo.
12:58Na hora que a gente está lá, nos Estados Unidos, sendo um parceiro de outras indústrias lá,
13:05e que essa parceria nos traz uma linha de produção nossa com relação a eles,
13:14e eles conseguem botar um produto no mercado,
13:16na hora que isso é quebrado, não é fácil eu pegar a minha linha de produção
13:19e transferir ela para um outro local.
13:22Até porque a especificidade de cada produto é única para aquele produto final.
13:28Muito bem.
13:29Presidente Bruno Veloso, a gente vai fazer um rápido intervalo.
13:32Daqui a pouco, quando a gente voltar, a gente vai falar da taxa das blusinhas.
13:36Você que está acompanhando, não saia daí.
13:38A gente volta já já.
13:50O Ponto de Vista está de volta.
13:52Hoje eu recebo aqui o presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco, Bruno Veloso.
13:59Presidente, queria voltar já falando da taxa das blusinhas, né?
14:02Logo no início do ano, no início desse mês, aliás, o Congresso Nacional derrubou de forma definitiva a taxa das
14:11blusinhas.
14:11Aquela taxa que existia para compras com valores de até 50 dólares no exterior.
14:17Esse fim da taxa foi comemorado por muita gente que compra, que faz pequenas compras, né?
14:23Mas ele pode ter um efeito negativo para o empresário que produz aqui no Estado.
14:29Está correto isso?
14:30Está correto, sim.
14:31Esse meu raciocínio está correto e também não vai ser danoso para a empregabilidade.
14:38Eu quero que seja muito bem compreendido o seguinte.
14:43Nós, essa taxa de 50 dólares, né?
14:48Ela afeta não só roupa, mas afeta muitos produtos.
14:54Todos os produtos importados até 50 dólares, com isenção.
14:57Então, se nós raciocinarmos o seguinte, como é que nós vamos dar isenção fiscal?
15:05Porque na hora que você isenta de imposto, é como se você estivesse incentivando a indústria para pagar menos imposto.
15:15Então, na hora que nós estamos isentando a taxação das blusinhas, que são os produtos importados,
15:23nós estamos dando incentivos fiscais às empresas asiáticas.
15:28Por que é que nós estamos estimulando o empresário asiático a produzir mais e vender para o Brasil e o
15:36produtor daqui não está tendo nenhum estímulo de imposto e continua pagando todos os impostos?
15:44Claro. Então, como é que uma indústria nacional, ela pagando muito mais impostos, tendo seus custos, como eu falei,
15:53muitos maiores aqui, na sua matéria-prima, nos custos do Brasil, pagando em cargos, como mão de obra muito alto.
16:05E sobre tudo isso, a gente vai isentar o mesmo produto que é produzido nos países asiáticos e nós vamos
16:15sobretaxar os produtos brasileiros.
16:18Ou seja, nós estamos querendo o quê? Nós estamos buscando o quê? Fechar as indústrias que produzem os mesmos produtos
16:28aqui no Brasil?
16:29O que é que isso vai ocasionar ao médio prazo, ao longo prazo?
16:34E a gente fala da taxa das blusinhas, parece que é uma coisa assim, só de blusinha barata, mas influi
16:39em muita coisa.
16:40Por exemplo, uma garrafa de vinho pode chegar aqui mais barato e o vinho lá do Vale de São Francisco
16:46se tornar até mais caro do que o vinho importado.
16:49Claro, porque como a gente está falando de 50 dólares, 50 dólares, isso representa hoje...
16:57São quase 300 reais.
16:58Quase 300 reais. 300 reais e isso sem o imposto.
17:01O mesmo produto similar aqui estaria custando quanto? Mais de 450 reais.
17:06Então, você imagine a gama de produtos que estão no mercado abaixo de 450 reais.
17:16Muita coisa.
17:17Então, você está isentando as indústrias asiáticas e está mantendo uma sobretaxa de impostos altíssima para as indústrias brasileiras.
17:32Isso não tem outro fim a não ser fechar as indústrias, a não ser desemprego.
17:38Então, a gente tem que ter uma racionalidade e entender que isso é um programa eleitoreiro que vai causar um
17:45mal para a nossa economia e para o povo brasileiro.
17:49E o próprio governo que tirou a taxa agora foi o governo que tinha colocado cerca de um ano ou
17:56dois antes.
17:56Claro, porque prevaleceu a racionalidade no passado.
18:02Aí, no momento em que se aproximam as eleições, aí se coloca uma situação econômica de que vai prejudicar toda
18:11uma cadeia produtiva, todo um país,
18:17por conta de que, momentaneamente, vai se ter um ganho eleitoral.
18:25Agora, quando o desemprego começar a acontecer, aí essa perda vai acontecer também.
18:32Essa perda eleitoral vai acontecer, mas já aconteceram as eleições e já os governantes já foram definidos.
18:38Presidente, eu estou abordando aqui com o senhor só assuntos polêmicos.
18:42Depois da taxa das blusinhas, eu queria falar agora sobre a escala 6 por 1, que já foi aprovada na
18:49CCJ lá do Senado,
18:51deve passar pelo plenário do Senado.
18:55Passando pelo plenário do Senado, como não houve modificação da Câmara para o Senado,
18:59ela já iria para a promulgação, já viraria lei.
19:03O senhor acha que houve uma certa precipitação na aprovação dessa escala 6 por 1,
19:12passar para 5 por 2, sem nenhuma discussão com a classe produtiva?
19:17Olha, eu acho que a discussão da mudança da escala, eu acho ela muito válida.
19:24Acho que é uma discussão que o Brasil precisa fazer, precisa acontecer no mundo todo.
19:33Só que é uma discussão que a gente tem que raciocinar, botar ela num patamar
19:41para entender quais são os setores da economia que poderão ser mais ou menos afetados
19:48com essa escala, essa mudança de escala de 6 por 1 para 5 por 2.
19:53De uma maneira geral, a indústria já trabalha na escala 5 por 2.
19:59Então, estou falando que isso já vem acontecendo.
20:04Essas negociações, elas aconteceram na base sindical,
20:09entre os sindicatos dos trabalhadores e os sindicatos empresariais.
20:15Então, eles conversaram, chegaram a um consenso,
20:18que os setores, que já hoje já é a grande maioria,
20:23poderiam trabalhar na escala 5 por 2.
20:25Isso já tem acontecido.
20:27Porém, determinados setores vão ter uma dificuldade maior.
20:31O que nós defendemos é que essa discussão,
20:36ela passa a acontecer num momento afastado do momento político,
20:41porque nós não podemos discutir um assunto com tão gravidade,
20:48com tanta repercussão, poderá acontecer tantas repercussões econômicas,
20:53de uma maneira sem discuti-la.
20:56E de uma forma assodada, né?
20:58Assodada, como é que funciona, como é que vai funcionar os hospitais,
21:02como vai funcionar os shopping centers.
21:06Então, várias atividades no país,
21:09ela precisa de escalas diferentes.
21:12Nós não podemos taxar uma única escala para todo o segmento econômico.
21:17O que nós queremos é só isso,
21:19é discutir tempo para se discutir,
21:22não só a forma, mas também o período de implantação dela.
21:26Quanto tempo vai ser essa transição?
21:30Então, se nós colocarmos isso no campo econômico,
21:36a gente consegue discutir e chegar num consenso
21:40que seja o melhor para o país.
21:41O que não pode é, faltando um mês para as eleições,
21:46se discutir um assunto que tem uma repercussão econômica enorme
21:52sem discutir as consequências.
21:54Eu acho que isso não é racional.
21:57E tem gente falando que pode haver um aumento de pessoas
22:01na informalidade também,
22:03porque o custo do trabalhador formal vai ficar mais alto.
22:06É isso mesmo?
22:07É isso mesmo.
22:08Você vai ter uma informalidade mais alta,
22:10você poderá ter alguns segmentos que não vão aguentar,
22:16ter um aumento de mão de obra,
22:18porque na realidade, em teoria,
22:19você também aumenta a quantidade de mão de obra,
22:22porque você vai precisar empregar mais pessoas
22:24para executar a mesma tarefa.
22:26Então, tem muitas nuances aí
22:31que cada segmento econômico vai sofrer mais do que o outro.
22:36Uma grande parte não vai ter nenhuma alteração.
22:40Quem vai sofrer mais?
22:42Quem vai sofrer mais eu acho que é o comércio.
22:44O comércio vai ter uma dificuldade muito maior
22:47e as empresas de serviço,
22:49as empresas de serviço também.
22:51As empresas que contratam mundo de obra de serviço
22:54também irá terá uma dificuldade que precisa ser revista.
22:57Essa escala.
22:58Muito bem, presidente Bruno Veloso.
23:01Eu queria entrar agora, sair de taxas, de escalas,
23:05para falar de uma questão da economia de Pernambuco,
23:08que se fala sempre, a transnordestina.
23:12A transnordestina, que o trecho pernambucano,
23:15que vai de Salgueiro a Suape, está parado há mais de 10 anos.
23:18E a gente não consegue, muita gente dizendo que vai ser retomado,
23:22vai ser retomado.
23:23O governo disse que vai ser retomado.
23:25O governo federal disse que vai ser retomado.
23:28Mas, na verdade, o que a gente vê é que está parado lá
23:31e não é retomado.
23:33Que impacto isso tem na economia do Estado
23:35e qual a importância de que ele seja, de fato, retomado?
23:40Olha, esse é um assunto muito caro para todos os pernambucanos.
23:44A transnordestina, hoje, eu diria que é a unanimidade dizer
23:47que é uma defesa de toda a classe empresarial, política.
23:54Todos têm a consciência da importância transnordestina.
23:58A transnordestina foi elaborada,
24:04ela foi uma concessão,
24:07onde a empresa CSN,
24:10ela seguia com o ramal saindo do Piauí,
24:15ia para o Ceará e também seguia para Pernambuco.
24:18O ramal cearense está avançando.
24:22Está seguindo, muito bem.
24:23Só que, veja só, Fernando,
24:26a indústria, essa CSN,
24:30ela sempre teve um único objetivo,
24:32tirar o minério do Piauí e levar para o Ceará.
24:37E nunca interessou a ela o ramal pernambucano.
24:41O ramal pernambucano entrou nesse projeto
24:43desde o primeiro início,
24:45só como um projeto
24:47que você observa desde a sua,
24:50da implantação da transnordestina.
24:53Ela devia ter sido iniciada por
24:54por swap.
24:57Fazer o caminho, o caminho, o caminho e o caminho e o caminho.
24:59Nunca foi.
25:01Existem muitos interesses econômicos aí envolvidos.
25:04O ramal pernambucano,
25:07ele chegando em swap,
25:08você vai dar uma potencialidade em swap enorme,
25:12porque swap é a grande joia da coroa pernambucana.
25:15Nós temos ali 100 indústrias instaladas,
25:19nós temos uma potencialidade
25:22de movimentação de carga em swap muito grande.
25:25Ele é, sem dúvida nenhuma,
25:26um dos maiores portos do Brasil.
25:29E o porto de Pecém,
25:31ele não pode ser comparado com swap.
25:34Ele é muito menor,
25:35com muito menos capacidade.
25:38Então, swap,
25:39ele engole
25:39a capacidade
25:42nordestina inteira.
25:43Então, é de interesse...
25:45O senhor defende, então, também,
25:45essa retomada
25:46e que ela seja mais rápida.
25:47Mais rápida,
25:48porque é de interesse também
25:51demorar aqui
25:52para poder impulsionar
25:53o porto de Pecém lá do Ceará.
25:55Então, você veja que
25:58a política também está envolvida
26:00nesse processo.
26:01Veja só,
26:02a Tranda Odestina foi paralisada
26:05através de um documento
26:08que se criou
26:09entregando
26:11ao Ministério do Transporte
26:13dizendo que existia
26:14uma inviabilidade econômica
26:16para o trecho pernambucano,
26:18que bastava um ramal só.
26:20E, com isso,
26:21o Ministério do Transporte
26:23cancelou o ramal pernambucano.
26:27A retomada veio
26:29da Tranda Odestina
26:30através do governo federal
26:32que resolveu tocar a obra.
26:35E esse ramal
26:37atualmente está sendo
26:39administrado
26:40pela Influência A,
26:42que ela está retomando,
26:44já foi, inclusive,
26:46assinado o contrato
26:47de um trecho,
26:4872 quilômetros.
26:50Esse trecho,
26:52ele já está licitado
26:54e já está assinado o contrato.
26:56Ele foi paralisado
26:57porque o TCU entendeu
26:59que precisava haver
27:03uma comprovação
27:04econômica do trecho.
27:06A Federação das Indústrias
27:08fez esse estudo
27:09de viabilidade econômica,
27:10entregou
27:11ao governo de Pernambuco,
27:14entregou na Sudene,
27:15entregou ao Tribunal de Contas
27:17da União e à Infra.
27:19em uma análise
27:20que aconteceu,
27:22eles aprovaram
27:25essa assinatura
27:26do contrato.
27:27Pediram um estudo a mais
27:29que era
27:30a viabilidade
27:31social,
27:33o impacto social
27:34e ambiental.
27:36Esse a Sudene fez.
27:38A Sudene fez esse estudo,
27:40já entregou também
27:41no TCU.
27:41Então, nós teremos
27:42nos próximos dias
27:44essa
27:47notícia
27:47da liberação
27:48da Transnordestina.
27:49Muito bem,
27:50a gente entende realmente
27:52que é necessária,
27:53vou repetir isso aqui,
27:54tá?
27:55Muito bem,
27:56a gente entende realmente
27:57que é necessária
27:58essa retomada
27:59da Transnordestina
28:00no trecho pernambucano,
28:02vai ser essencial,
28:03pelo que o senhor falou aí também,
28:05essencial
28:05para a economia
28:06de Pernambuco.
28:07Nosso tempo,
28:08infelizmente,
28:09está esgotado.
28:10eu queria agradecer ao senhor
28:11a presença aqui
28:13do Ponto de Vista.
28:14Fernando,
28:15sempre à disposição
28:16sua e da TV,
28:18dizer que nós estamos
28:19aqui
28:21na hora que você quiser
28:23nos chamar,
28:23que estamos aqui
28:24para discutir
28:24muitos outros assuntos
28:25que não dê tempo
28:26para passar hoje.
28:27Muito bem,
28:28obrigado a você
28:29que acompanhou até aqui também,
28:30obrigado por sua audiência
28:32e companhia.
28:33O Ponto de Vista
28:34volta na semana que vem.
28:40E aí
28:41o Ponto de Vista