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Renan Santos - Entrevista com o presidenciável
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NotíciasTranscrição
00:10Olá, boa noite. Boa noite. Nós estamos entrevistando esta semana os candidatos à
00:16presidência da República nas eleições 2026. Foram convidados os seis candidatos mais bem
00:22colocados na pesquisa Quest de 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi decidida num sorteio
00:29com a presença de representantes das campanhas. Hoje, então, nós recebemos aqui no estúdio
00:34o candidato Renan Santos, do Missão. Amanhã será a vez de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
00:41Na sexta, Flávio Bolsonaro, do PL. E no sábado, Augusto Cury, do Avante. Nós já entrevistamos
00:47Romeu Zema, do Novo, e Ronaldo Caiado, do PSD. Cada entrevista vai ter 40 minutos de duração
00:53com dois blocos e as considerações finais dos candidatos. Vamos começar, então, relembrando
00:59a trajetória política de Renan Santos.
01:03Renan Santos tem 42 anos. Nasceu no bairro da Moca, em São Paulo. Cursou o direito na USP.
01:10Não concluiu a faculdade porque decidiu trabalhar com o pai e o irmão num escritório de recuperação
01:15de empresas. Ele foi um dos fundadores do movimento Brasil Livre, em 2014. Nas eleições de 2018,
01:23o MBL elegeu dois deputados, um federal e um estadual. Integrantes do movimento decidiram
01:30em 2023 criar um partido, o Missão. E conseguiram um registro no TSE ano passado, depois de reunir
01:37quase 590 mil assinaturas. Nas eleições deste ano, Renan Santos concorre à presidência.
01:44Tem como candidato a vice Haroldo Medina, do mesmo partido.
01:49Candidato Renan Santos, boa noite. Obrigada pela sua presença.
01:53Boa noite.
01:53Boa noite, candidato.
01:54Agradeço. Uma honra estar aqui com vocês. Posso mandar um beijo para minha mãe e para
01:58minha sobrinha Angelina. Titio está aqui, Angelina. Tamo junto.
02:01O tempo da entrevista começa a contar a partir de agora. Candidato, ao anunciar a candidatura
02:07no evento do seu partido, o senhor declarou uma prioridade na área da defesa. Desenvolver
02:13uma bomba atômica no Brasil. O senhor, em entrevistas, foi categórico. Disse que é
02:19obrigatório que o Brasil esteja armado e tenha bomba atômica. Candidato, o mundo enfrenta
02:26as consequências graves, severas da guerra no Oriente Médio. Os Estados Unidos e Israel
02:32atacaram o Irã com a justificativa de que o país desenvolvia um arsenal nuclear.
02:40O momento é de muita incerteza militar, política, econômica. Por que motivo, então, o Brasil
02:47deveria, nesse momento, enveredar para uma corrida nuclear, na sua opinião?
02:52Bom, excelente pergunta. O mundo está passando por uma mudança muito grande, como a Renata
02:57escreveu. O mundo está vivendo o fim do Pacto pós-45, pós a Segunda Guerra Mundial, quando
03:04os Estados Unidos disputavam primeiro com a União Soviética, quem mandava no mundo,
03:07e depois os Estados Unidos, após a queda do Muro de Berlim, se tornaram a grande potência
03:10global. Hoje, entretanto, os Estados Unidos vê a ascensão da China, uma outra superpotência,
03:15que vai formando novos blocos. O BRICS é um deles. O Brasil acabou se alinhando através
03:19do PT ao bloco do BRICS. E essas duas forças começam a se degladear em cenário internacional.
03:24Primeiro, em guerras em que eles não participam diretamente. Um exemplo é Rússia versus
03:27Ucrânia, outra Israel versus Irã. E o Brasil começa a ver que está sujeito, de uma maneira
03:33passiva, submissa, como um agente menor, a essas disputas. No futuro, se o Brasil quiser
03:39ser uma das cinco maiores nações do mundo que se presta a sentar na mesa com Estados
03:42Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania sobre seu próprio território,
03:50soberania militar e vai ter que discutir ter bombas atômicas. Dentre as principais nações
03:54do mundo, esse aqui é um ponto bem importante, que tem muito território, muita população
03:58e grande economia. E a gente blocar União Europeia, Rússia, Índia, Estados Unidos, China
04:03e Brasil, essas são as maiores nações, a União que não dispõe de armas nucleares
04:06é o Brasil. Eu não acho que o Brasil dispõe de condições, nos próximos dez anos, de ter
04:10armas nucleares. Nem tem condição de fazer ainda a pesquisa e desenvolver isso. Mas o Brasil
04:14tem que iniciar um processo de recuperação de soberania, de pesquisa, para ele poder se
04:18sentar à mesa e discutir com o mundo. O Brasil quer sentar no Conselho de Segurança da
04:22ONU e o Brasil, ele tem que ter condições de ter uma arma atômica. Até porque, pelas
04:26razões que foram levantadas, Renata, o mundo vai olhar para o Brasil de maneira muito cheia
04:30de cobiça. O Brasil possui recursos naturais, recursos alimentares, energia, terras raras
04:36e, portanto, o mundo não vai ver o Brasil de maneira pacífica.
04:38Você sabe que a Constituição brasileira determina que a atividade nuclear em território nacional
04:43só é admitido para fins pacíficos. Em outubro do ano passado, o deputado do seu partido,
04:48do Kim Kataguiri, ele protocolou no Congresso uma proposta para alterar esse artigo da Constituição
04:53e autorizar o Brasil a ter armas nucleares. Eu queria saber, na sua avaliação, como
04:58é que reagiriam os países da América do Sul, os Estados Unidos? Isso não tensionaria
05:02ainda mais a relação com o governo americano?
05:06Definitivamente, se eu imaginar que vou tensionar a relação com os Estados Unidos impondo ao
05:10mundo, olha, o Brasil terá uma arma atômica agora? Sim, o Brasil não estará numa posição
05:14de exigir nada dos Estados Unidos, nem da China, porque o Brasil está fraco. O que eu vejo
05:18é, o Brasil tem que fazer uma construção de soberania. A construção de soberania passa
05:21em reaver o respeito internacional pelo Brasil. O Brasil hoje é um vassalo da China, de acordo
05:26com a ação política do Lula, no cenário global. Onde há uma briga internacional envolvendo
05:31o interesse chinês, o Lula se pronuncia favoravelmente à China. Basta ver o conflito de Israel
05:35com o Irã, em que o Lula sai se pronunciando se o Brasil tem nenhum ganho a favor do Irã
05:40ou a favor, por exemplo, da causa palestina.
05:42Mas mesmo que o senhor demorasse para desenvolver essa arma nuclear, essa intenção, esse
05:48começo mudando a Constituição brasileira, o senhor não veria problemas com relação
05:52aos outros países?
05:53Não, não, de maneira alguma. Os Estados Unidos da América, ele vai ter que sentar com o Brasil
05:57a partir de agora para a questão das terras raras, para negociar a própria soberania
06:01americana em parceria com o Brasil. Os Estados Unidos, a título de comparação para todo
06:04mundo entender, os Estados Unidos para fazer um avião F-35, que é o principal jato deles,
06:08precisa de meia tonelada de terra rara. Os Estados Unidos não dispõem nem das terras
06:12raras do seu território, nem da extração, nem do processamento. Ele precisa comprar
06:15da China, que é o seu maior rival. Quem é o país que dispõe das segundas maiores
06:18reservas globais de terras raras? É justamente o Brasil. Os Estados Unidos vai ter que sentar
06:22com o Brasil para ter a própria soberania militar nas próximas décadas.
06:26Isso nos coloca numa posição muito interessante para negociar com os Estados Unidos a construção
06:33de uma soberania regional.
06:34Mas sobre negociação mesmo, por exemplo, teria que convencer a Argentina, porque a base
06:38do acordo que fundou o Mercosul, por exemplo, estabelece que Brasil e a Argentina devem renunciar
06:44a armas nucleares. O senhor quebraria esse acordo e apostar numa bomba atômica é a melhor
06:50maneira de negociar com a Argentina?
06:52Eu acho, no médio e longo prazo, sim. A não ser que o Brasil queira abdicar de ser
06:56uma potência. Eu vejo o Brasil como uma das cinco maiores nações do mundo nos próximos
07:0030 anos. E uma nação que será uma das mais importantes do mundo nos próximos 30 anos
07:03precisa ter armas nucleares. Nós precisamos fazer uma retrospectiva de trás para frente.
07:07O que nós seremos daqui 30 anos? Daqui 30 anos nós temos que ser uma nação soberana,
07:11que destrói o crime organizado, que lidera a América do Sul e que vai ter força para negociar
07:15com seus vizinhos para estabelecer. Olha, se nós vamos liderar junto com nossos vizinhos
07:18o nosso continente para poder negociar em bloco, por exemplo, com os Estados Unidos ou China,
07:22nós vamos precisar ter força militar. Nós vamos precisar juntos trabalhar para a desconstrução
07:26dessa indústria do crime organizado que toma o nosso continente. E nesse sentido, sim,
07:30vamos ter que discutir a construção de armas nucleares. Isso é passo de uma construção
07:33de uma nação soberana. Eu volto a repetir. Se o Brasil quiser ser uma nação importante
07:37nos próximos 30 anos, o Brasil precisa ser uma nação poderosa. Se o Brasil não quiser
07:40ser poderoso, o Brasil vai ser submisso a projetos internacionais. Assim como o Brasil
07:44vem sendo submisso. Agora, candidato, uma decisão dessa magnitude, ela não depende apenas de
07:52uma declaração de intenção. E o programa do senhor não traz detalhes em relação a isso.
07:58Então, eu pergunto ao senhor em que estudo científico, técnico, o senhor se baseia para defender que o
08:06país deve desenvolver uma bomba atômica. Qual a autoria dessa pesquisa, desse estudo e também
08:13para concluir, de que maneira o senhor implantaria isso?
08:17Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força
08:20política para se proteger de outras nações. Eu posso trazer apenas dados da realidade.
08:25A realidade é muito clara. As nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares
08:29e elas se fazem respeitadas por causa disso.
08:31A sua ideia é retirar o Brasil do Tratado de Não-Poliferação de Armas?
08:34Não necessariamente, e no momento certo.
08:36Apenas um país fez isso até agora, desde a Coreia do Norte.
08:39Sim, mas pelo menos a Coreia do Norte, por mais que seja um regime que eu considero opressivo
08:43e que eu não o respeite, pelo menos ele é respeitado internacionalmente de maneira
08:47que a Venezuela não foi. Ter armas nucleares é uma forma de defender a sua própria soberania.
08:51O Brasil tem um dos maiores territórios do mundo. O Brasil tem recursos naturais infindáveis.
08:55Se a gente quiser ser o eterno Zé Carioca no mundo, personagem engraçado em que os gringos
08:59vêm aqui para fazer festa e que a gente exporta matéria-prima e recebe produto pronto,
09:03tudo bem, não fazemos armas nucleares, aceitamos nossa posição submissa.
09:07Agora, se a gente quiser ser uma nação séria e respeitada, nos próximos 30 anos nós
09:11precisamos ter armas nucleares, não para ficar arrumando briga, mas ter poder de dissuasão
09:15para as nossas riquezas serem respeitadas.
09:17Se os Estados Unidos da América, que são uma nação hoje mais poderosa do mundo,
09:20não fizeram a lição de casa, deixar a China ficar com todo o processamento de terra rara
09:24do mundo nesse instante e ver de maneira cobiçosa o Brasil, nós vamos ter que olhar
09:28para os americanos e entender.
09:29Se nós não tivermos meios de se defender, o que nós vamos fazer?
09:32Ora, nós vamos ter que reconstruir uma rede de alianças internacionais no mundo que
09:36vai se reconfigurar e isso é muito importante.
09:38É que, Sérgio, eu preciso terminar isso aqui.
09:39O mundo vai mudar muito, o mundo vai se reconfigurar.
09:42Se nós não reconstruímos essa rede e o Brasil se colocar de maneira soberana nesse
09:46mundo em conflito, o Brasil vai ser vítima desse novo mundo que vem aí.
09:49A ordem mundial pacífica acabou.
09:52As guerras escritas pela NATO estão acontecendo e o Brasil vai ter que ser capaz de se defender
09:56nas próximas décadas.
09:57Na segurança pública, o senhor tem defendido recorrer a estados de defesa, GLO e intervenções
10:03federais.
10:03A promessa do senhor é, em um ano, recuperar todos os territórios dominados pelo crime
10:09organizado, facções criminosas no Brasil, ou seja, em todo o país.
10:13Essa promessa, portanto, já foi feita pelo senhor.
10:16Eu quero lembrar o caso aqui do Rio de Janeiro.
10:19Em 2018, o Rio ficou sob intervenção federal, durou 10 meses e meio, o custo dessa intervenção
10:26foi de 1 bilhão e 200 milhões de reais e, de lá para cá, o crime organizado expandiu
10:32ainda mais a dominação sobre territórios do Estado.
10:37Então, eu pergunto ao senhor o que permite ao senhor dizer que é possível implantar esse
10:44seu plano, ao mesmo tempo, em todo o país e nesse prazo de um ano?
10:50Grande pergunta, César.
10:51Vamos lá.
10:51O Brasil vive uma guerra, é uma guerra que foi declarada unilateralmente.
10:55O crime organizado está em guerra com você, que está nos assistindo, e você fica considerando,
10:59vamos dizer, que a tua vida é ser refém.
11:02Se você mora em uma favela, o crime organizado manda em você, pode te desalojar da tua casa,
11:07pode, eventualmente, se interessar de maneira sexual pela tua filha e você não tem como se defender.
11:11A vida no país que está em guerra é uma vida triste.
11:15Hoje, quase 40 milhões de brasileiros vivem direta ou indiretamente sob a influência
11:19do crime organizado.
11:20Portanto, o que eu defendo é a criação e a declaração de uma guerra contra o crime
11:25organizado, é a aceitação de uma realidade que já é verdadeira para os brasileiros.
11:29Precisamos de uma guerra contra eles.
11:30Esse é o primeiro ponto.
11:32Vou voltar um pouco no tempo para te responder.
11:34Antes da GLO do Temer, nós tivemos as UPPs aqui no Rio de Janeiro, que foram uma outra
11:38tentativa de entrar em áreas tomadas pelo crime organizado, que no início obtiveram
11:43sucesso com as operações do BOP e depois não deram certo.
11:46Por quê?
11:46Porque o Brasil não fez um arcabouço legal para permitir a continuidade desse processo.
11:51Pois é, sobre esse arcabouço legal, o seu plano fala em decretar sucessivos estados
11:55de defesa.
11:56Mas não explica que sequência seria essa, porque a Constituição autoriza 30 dias,
12:01prorrogável por mais 30 dias, uma única vez.
12:03O senhor vai propor uma mudança na Constituição para isso?
12:06É que não é isso, o arcabouço legal.
12:08O arcabouço legal é...
12:09Nós precisamos, e já passou um pedaço disso agora no ano passado, que foi essa legislação
12:14que converte as facções criminosas em entes especiais similares a organizações terroristas
12:21que vão ter um tratamento jurídico diferente.
12:23Agora, nós temos que alterar também as leis de execuções penais, o Código de Processo
12:27Penal e o aumento de penas, especialmente para crimes violentos cometidos com armas, que é basicamente
12:31a maior parte dos crimes que assoram a vida dos brasileiros.
12:33Quando houve a experiência dos UPPs no Rio de Janeiro, por mais que eles tenham derrotado
12:37inicialmente o crime organizado e feito a ocupação nas favelas, não houve a posteriori
12:42a mudança nas leis que permitiam que o enfrentamento continuasse com sucesso.
12:45Esse é o problema.
12:46O governo nosso tem que passar essas leis e essas medidas tem que passar antes de entrar
12:50com o Estado de Defesa.
12:51Agora, presidente...
12:52Espera, César, que isso é muito importante, é para responder a tua pergunta.
12:54Se eu altero essa legislação e aí eu entro com as medidas ligadas ao Estado de Defesa,
12:59eu consigo fazer a ocupação, a desconstrução do espaço político das facções criminosas
13:06e aí sim, com um regime diferenciado para os criminosos, porque a legislação, dentro
13:10desse princípio que eu chamo de direito penal do inimigo...
13:12Mas, candidato, no Rio de Janeiro não deu certo.
13:15Então, assim, se a gente pegar um pouco da história recente, olha só, eu trouxe os
13:21números aqui da intervenção feita no Complexo da Maré.
13:24O senhor deve se lembrar, abril de 2014 ela começou, foi até junho de 2015.
13:30Ou seja, um ano e três meses de ocupação.
13:3323 mil militares no Complexo da Maré.
13:36Custou mais de 500 milhões de reais na época.
13:3911 anos depois, o Complexo da Maré continua dominado pelas mesmas facções.
13:45Então, o que eu pergunto ao senhor é o que o senhor faria de diferente, e claro que
13:50para o eleitor é muito importante saber também se existe viabilidade econômica, financeira.
13:55Quanto é que custaria fazer isso, se não deu certo no Rio, no Brasil todo, como o senhor
14:01promete, em um ano, recuperar todas as áreas dominadas por facções?
14:06De maneira muito clara, como eu falei, se você não altera a legislação penal e a lei
14:09de execuções penais, de nada de anta fazer a prisão de um traficante que vai ser solto
14:12logo depois.
14:13Não há, hoje, meios de você manter uma pessoa que comete um crime sendo membro de uma
14:18facção presa por tanto tempo.
14:20A mudança da legislação é essencial.
14:22A legislação que eu chamo de direito penal do inimigo, e isso explicando para quem está
14:25nos ouvindo, é uma legislação que trata uma pessoa que é diferente de um cidadão
14:29comum, ou seja, um traficante, um membro de uma facção, como um ente anômalo.
14:33Ou seja, a legislação vai ser muito dura, o direito vai ser mais rápido com ele, nós
14:37vamos poder atingir ele de maneira mais veloz, ou seja, o Estado vai poder montar operações,
14:42a tutela antecipada das operações vai acontecer, ou seja, o Estado é muito veloz e o uso
14:47da velocidade, que é a ideia de direito de terceira velocidade, o uso dessa velocidade
14:51para buscar o inimigo, o uso de operações mais velozes, o uso de penas maiores, a construção
14:56de mais presídios, isso vai permitir que, depois da ocupação, a facção seja destruída,
15:01que é o que precisamos fazer.
15:02A facção precisa ser...
15:03Sobre essas leis mais duras, mas é sobre isso que o senhor...
15:06É que, Renata, eu não tenho que terminar esse ponto dele, porque senão eu não vou terminar
15:09uma pergunta para fazer sobre esse argumento.
15:11Ele perguntou a questão financeira.
15:13Então, primeiro é, é óbvio que dá para você fazer a recuperação territorial e
15:16é óbvio que o Estado não pode permitir o retorno das facções.
15:19E dois, não há outro meio além de reocupar o território, ou seja, você vai ter que aceitar
15:23que você vai fazer a guerra, senão a gente vai ficar aceitando que vão vir aqui perto
15:26da Globo, não sei se foi aqui, foi no Jardim Botânico, o pessoal vai ficar jogando bomba
15:30ali na frente, como aconteceu essa semana, a gente não vai poder ficar aceitando que
15:33o crime organizado tem, nos bairros de favelas, fortalezas.
15:35A guerra é uma necessidade.
15:37O que altera do que aconteceu nesses exemplos que você deu, que são bons exemplos, é
15:41haverá uma nova legislação especial tratando o membro da facção como um ente anônomo.
15:46Quanto custaria?
15:46Foi a pergunta do Trale.
15:47Quanto custaria?
15:48Vou dar um exemplo só na parte de presídio.
15:50Quanto custaria?
15:50Só na parte de presídio.
15:516 bilhões de reais nós precisamos fazer para abrir vagas, para construir 10 presídios,
15:56cada um de 30 a 40 mil vagas.
15:59Esse processo precisa se iniciar desde já.
16:02Uma operação dessas para você tocar no estado do Rio de Janeiro, coisa de 5 bilhões
16:08estimado por ano, numa operação só para você sustentar não só a base militar e depois
16:13a operação das polícias.
16:14E depois as operações não vão ser demoradas, as operações precisam ser rápidas.
16:17Primeiro você faz a reocupação junto com as forças policiais e não serão forças
16:21militares com o Exército.
16:23O Exército vai servir como força auxiliar.
16:25Quem vai organizar as operações são as forças policiais.
16:28São forças policiais.
16:30O Exército atua de maneira auxiliar e o grande custo que você tem nessas operações é
16:34o custo ligado à atividade dos militares das Forças Armadas, que são custosos.
16:38O nosso modelo, que está descrito no nosso livro, ele utiliza e empodera as forças policiais.
16:42Inclusive ele não precisa, em diversos estados, entrar com um estado de defesa.
16:46Vou dar um exemplo.
16:46Sobre isso, antes do seu exemplo, eu gostaria de entender que o senhor falou em penas mais
16:50duras, porque durante a sua pré-campanha o senhor exaltou e disse que se inspirava
16:54na política do presidente de El Salvador, Naebi Bukele.
16:57O governo dele reduziu os índices de criminalidade, mas usando medidas de exceção.
17:03Recentemente o senhor passou a dizer, eu não sou Bukele, mas manteve pontos centrais da
17:07política dele, como por exemplo o fim da prosunção da inocência para pessoas que
17:11foram classificadas como inimigas da nação.
17:14Quem é que vai definir quem é um inimigo da nação?
17:17E como é que o senhor garantiria que não haveria arbitrariedades na classificação
17:22de uma pessoa que é inimiga da nação?
17:24Renata, isso já acontece hoje.
17:26Quando há uma investigação tocada por uma polícia ou um Ministério Público que demonstra
17:31que há uma formação de quadrilha, que demonstra que há membros de uma facção como o PCC
17:36tocando uma operação na Baixada Santista, a autoridade policial determina isso.
17:41Isso é uma determinação que já é feita, isso já é bem tradicional.
17:44Prisões sem mandato, tortura e desaparecimentos, violação do devido processo legal.
17:49Eu vou fazer tortura?
17:50Prisões arbitrárias.
17:51Estou perguntando ao senhor.
17:53Não.
17:53Essas são as políticas do Bukele.
17:56Eu gostaria de saber qual tortura, você poderia demonstrar o caso, porque eu não tenho...
18:00Ele suspendeu direitos, promoveu detenções arbitrárias.
18:03Vamos fazer então, Renata, para a gente ser preciso.
18:05Me dá o exemplo um a um que eu digo se eu vou fazer ou se ele mesmo fez.
18:09Não, são denúncias graves de violações lá em El Salvador.
18:14Eu tenho que saber qual foi a denúncia, porque eu acompanho o caso de El Salvador.
18:16Suspensão de direitos, por exemplo, como a presunção da inocência, que o senhor acabou
18:19de dizer.
18:20E quem classificaria quem é o inimigo da nossa...
18:24As autoridades policiais...
18:25Vou dar um exemplo.
18:26Agora passou uma legislação que trata membros de facções criminosas...
18:29Autoridade policial.
18:30As autoridades policiais, o Ministério Público, a Polícia Federal...
18:34E como evitar arbitrariedades na classificação de...
18:37O devido processo legal.
18:39O devido processo legal existe para isso.
18:41Mas, Renata, eu estou surpreso, porque isso já acontece hoje.
18:44Hoje existem investigações que determinam que uma pessoa é membro de uma facção,
18:47ou há uma influência chamada Deolani.
18:49Descobriram que a Deolani, ela era não apenas uma influenciadora, mas uma advogada ligada
18:53ao PCC.
18:54Ora, a investigação pegou ela, ela foi presa.
18:57Isso é o básico, isso já existe.
18:59Candidão, declarações do senhor, o senhor disse.
19:01Mas é que esses pontos sobre El Salvador, muitos elementos que foram adotados em El Salvador,
19:06de maneira muito similar, vão ser adotados por mim.
19:08Por exemplo?
19:09Lista.
19:10Eu vou dar um exemplo.
19:12A ideia de enfrentamento, usando um regime especial, aqui o Estado de Defesa, em áreas
19:16dominadas pelo crime, eu vou adotar.
19:18Vai ter um regime de exceção em favelas para eu retomar a favela.
19:21Julgamento coletivo de réus, centenas de réus.
19:24Prisões baseadas em denúncia anônima.
19:26O Brasil hoje existe prisão baseada em denúncia anônima.
19:28O disse que denúncia existe.
19:29A questão é, não só em denúncia anônima.
19:33Julgamento coletivo de centenas de réus.
19:34Vou dar um exemplo.
19:35De um a um.
19:36Denúncia anônima.
19:37Hoje, se você fizer uma denúncia anônima de que uma pessoa é membro de uma facção
19:40e há um processo de investigação que leve esse investigado à cadeia porque encontraram
19:44outras provas, é tudo normal.
19:46Isso existe na legislação brasileira.
19:47Isso é uma novidade.
19:48Julgamento coletivo de centenas de réus.
19:50É um caso.
19:50Você conhece esse caso?
19:52É o Salvador.
19:52Eu vou te narrar o caso.
19:54É um carro de 456 pessoas, lideranças de um movimento chamado MS-13, que é basicamente
20:00a principal facção de El Salvador, em que eles foram julgados num modelo similar ao
20:04de Nuremberg pelo assassinato de 29 mil pessoas.
20:08Ou seja, eles foram corresponsabilizados pela cadeia de comando num modelo muito similar
20:12ao julgamento de Nuremberg.
20:13Creio que todos aqui que rejeitam o holocausto, creio que o julgamento de Nuremberg foi um julgamento
20:18correto.
20:18Torturas e desaparecimentos?
20:19Não, não conheço as torturas e desaparecimentos que você está falando, Renata.
20:22Eu acho que isso aí é um clichê que a mídia internacional fala sobre o caso.
20:24Candidato, em relação a declarações...
20:26Me mostra a tortura e desaparecimento.
20:27Em relação a declarações do senhor.
20:30Por favor.
20:31É que eu preciso comentar o ponto dela.
20:33Tortura e desaparecimento acontece todos os dias no Brasil.
20:36O crime organizado está torturando e matando as pessoas diariamente.
20:38Além das mortes na casa das 40 mil pessoas que acontecem todos os anos, desaparecem outros
20:43milhares.
20:43São corpos que não são encontrados.
20:45Para institucionalizar isso, né?
20:46Não, mas esse é o problema, já está institucionalizado.
20:50Se você vai numa favela em que não há Estado Democrático e Direito, em que as pessoas
20:53não dispõem de nenhum direito, as pessoas precisam ser libertas e elas podem ser torturadas
20:58nesses lugares.
20:58Cabe ao Estado recuperar essas áreas.
21:00São todas denúncias que vieram de famílias de El Salvador, são denúncias levantadas pelo
21:04jornalismo profissional fazendo reportagens em El Salvador e até mesmo por parte de entidades
21:10independentes que fiscalizam segurança pública também em El Salvador.
21:14Então, só para a gente seguir aqui, por favor, declarações do senhor.
21:19Matar quem roubar e fazer um banho de sangue.
21:22O senhor diz que o senhor não é o Bukele.
21:24Mas então, por que o senhor mantém esse tom defendido pelo Naí Bukele?
21:31Na última segunda-feira, um rapaz chamado Eduardo, lá em São Paulo, ele viu sua namorada
21:36sendo assaltada no meio da rua, aparece o bandido, ele tenta evitar o assalto.
21:40O bandido olha para o Eduardo, puxa a arma, tum, dá um tiro na cabeça do Eduardo.
21:44A cabeça do Eduardo explode e o sangue vaza na rua.
21:48Houve um banho de sangue na segunda-feira de um inocente.
21:50Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é dele.
21:54O sangue que tem que jorrar é do bandido.
21:55Eu acho que as pessoas no Brasil, e eu rodeio o Brasil a pé e de carro nos últimos meses
21:59todos,
21:59as pessoas no Brasil estão implorando para que a gente faça justiça contra essas figuras
22:04terríveis, esses demônios que estão matando a gente.
22:06E cabe ao presidente da república liderar as pessoas nessa guerra.
22:09Os brasileiros morrem como se fosse bicho.
22:12Ninguém liga, ninguém sabe o nome.
22:13A maior parte são meninos, em geral, negros, que morrem nas favelas e nas cidades mais pobres.
22:18Pessoas são vítimas de latrocínio diariamente.
22:20Desde que a gente começou esse programa, no mínimo uma pessoa já foi assassinada,
22:23e em geral vítima dessas facções criminosas.
22:25Agora, candidato, eu gostaria de abordar também um bom tema importante.
22:27Eu não respondi o César ainda.
22:29Deixa eu só terminar.
22:30Por favor, Renata.
22:30Para que a gente possa abordar vários temas também.
22:32Eu também quero.
22:32Eu falo rápido justamente para ajudar a abordar.
22:36Falo do banho de sangue.
22:37Pode não ser a palavra mais bonita para a pessoa que está assistindo em casa,
22:40mas é a única coisa que eu posso fazer como resposta a alguém que está com uma arma apontada
22:43com uma pessoa.
22:44Uma pessoa que aponta uma arma para você no meio da rua para te cometer um assalto
22:47é a pessoa que pode matar você por latrocínio.
22:49Ela se torna juiz da tua vida.
22:51Ela se torna juiz dos teus sonhos.
22:52Ela se torna juiz do teu futuro.
22:53Ela não tem o direito de se comportar como juiz da tua vida.
22:55Se um policial estiver na tua frente,
22:57e por isso que um slogan de maneira automática surgiu ao meu respeito na internet,
23:01que era prender ou matou,
23:02se um policial estiver ali na frente, ele tem que atirar para matar nessa pessoa.
23:05E eu falo isso porque eu sou um pacifista, eu nem sei atirar.
23:09E esse tema nem foi central para mim.
23:11Agora, eu já tive minha mãe alvo de sequestro relâmpago.
23:14Todo mundo já no Brasil passou por uma experiência traumática.
23:16Todo mundo sabe que tem um bandido com a arma na cabeça de um parente seu.
23:19A gente não pode aceitar mais ser refém dessas pessoas.
23:22E o povo brasileiro está pedindo uma guerra.
23:24É uma guerra que o brasileiro quer.
23:25Em 2022, o senhor e um dos principais nomes do seu partido,
23:30o Missão, um aliado seu e amigo, Arthur Duval, estiveram juntos na Ucrânia
23:34e vieram a público áudios em que Duval fez declarações machistas sobre mulheres ucranianas.
23:39Ele disse o seguinte, abre aspas,
23:41elas são fáceis porque são pobres.
23:44Essas falas tiveram uma forte repercussão, levaram até a perda do mandato,
23:49a cassação do mandato dele.
23:50E numa live no dia 9 de março de 22, o senhor disse que estava ao lado dele
23:54quando ele fez essas declarações.
23:56Gostaria de saber como é que o senhor avalia elas hoje.
23:58Foram declarações ruins.
24:00Vamos contextualizar.
24:01Eu não ouvi ele quando ele emitiu o áudio.
24:03Eu vi que ele estava fazendo um áudio ali com o celular na mão.
24:07Gostaria de ter evitado.
24:08O áudio que ele mandou em defesa dele foi um áudio em um ambiente privado,
24:12com amigos dele.
24:13Não era nem dentro do nosso grupo político.
24:15E esse áudio vazou.
24:16E após vazar ele sofreu as consequências políticas dele.
24:19O áudio é muito ruim.
24:20Se a pessoa ouve o áudio, a pessoa, realmente, qualquer mulher ou homem mesmo,
24:24fica...
24:25Esse áudio não é adequado.
24:26Dito isso, foi um áudio privado, um ambiente privado.
24:28E ele perdeu o mandato dele.
24:29Ele sendo um deputado estadual muito combativo na Lespe.
24:33Não por conta do áudio em si.
24:34Ele perdeu o mandato porque ele era, basicamente, de oposição ao grupo político dominante
24:39na Assembleia Legislativa de São Paulo.
24:41Dito isso, não foi um bom áudio de maneira alguma.
24:43Candidato, 92% dos filiados do seu partido são homens muito acima da média dos outros partidos.
24:51Episódios como esse, que a Renata relatou aqui, envolvendo o senhor, o Arthur Duval,
24:57não afastam as mulheres do seu partido, missão?
25:00De maneira alguma.
25:02Em 2022...
25:02Por que, então, 92% de homens?
25:05Vou te contar uma história que o Brasil precisa saber, uma história muito triste.
25:09O ano que aconteceu isso com o Arthur foi o ano que a gente tinha na nossa academia de
25:12formação o maior número de mulheres.
25:13A proporção era 60 a 40.
25:15No ano seguinte, às vésperas da eleição para vereador e prefeito em São Paulo,
25:20a nossa candidata principal, Amanda Vettorazo, que hoje é coordenadora da minha campanha,
25:24ela foi...
25:24Isso está na imprensa, isso é uma historinha que eu estou contando.
25:26Ela foi, primeiro, alvo de uma série de ataques de um stalker que perseguiu ela.
25:31Hoje o stalker está preso.
25:32Ela teve o seu endereço revelado, pessoas picharam a casa dela, um movimento de esquerda,
25:37que se dizem, inclusive, defensores das mulheres.
25:38E depois, a mãe dela e a tia e a avó dela foram sequestradas.
25:43Mês depois, vários deepfakes, montagens foram feitas dela pelada,
25:47e toda sorte de ataque envolvendo a intimidade dela foram feitas.
25:51O número de moças que atuam politicamente com a gente, depois de casos como esse,
25:55e outros casos acontecem com lideranças nossas,
25:57eles se repetem e se repetem e se repetem.
25:59Só que eles costumam ser mais silenciados pela mídia do que casos que acontecem no outro bloco, que é a
26:03esquerda.
26:03Mas o seu plano de governo, por exemplo, não trata do combate ao feminicídio,
26:07também não apresenta políticas específicas sobre homicídios de crianças,
26:12violência sexual infantil e abuso.
26:14Só para informar o telespectador, os números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
26:18mostram que só no ano passado, mais de 1.500 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil.
26:24Mais de 2.000 crianças e jovens foram mortas vítimas da violência.
26:29O senhor não incluiu políticas específicas para enfrentar esses problemas. Por quê?
26:34Posso terminar o César? Eu vou entrar na pergunta correlacionada, boa.
26:39A questão dessas mulheres, das mulheres não entrarem no partido, é porque é um medo generalizado.
26:45Nós elegemos uma vereadora e eu preciso trazer esse caso para o Brasil aqui.
26:47Está aqui, é um palco privilegiado para eu trazer.
26:49Há uma vereadora nossa eleita na cidade de Chapada, Gaúcha, chamada Luana.
26:52Essa moça foi alvo da mesma natureza de ataques da Amanda.
26:56A Câmara dos Vereadores da cidade se reuniu e estão caçando ela por absolutamente nada.
27:00A violência política de gênero que acontece contra pessoas, não só do nosso grupo político,
27:05mas em geral da direita, é muito maior do que imagino.
27:06Mas a gente fez um levantamento nos sete maiores partidos brasileiros,
27:0946% de filiados são mulheres.
27:12Pois é.
27:13Uma missão a um partido novo e uma missão a um partido marcado por esse tipo de perseguição às mulheres.
27:19A Amanda Vitorazo passou por uma perseguição que eu não conheço nenhum outro grupo político
27:24que tem uma mulher que passa por perseguição similar.
27:26A perseguição que ela passa é gigantesca.
27:28As meninas que fazem parte da nossa academia de formação têm medo de ser candidata.
27:32Medo, medo de filiar.
27:32Por que não há políticas específicas sobre feminicídio e sobre também a violência contra as crianças?
27:38Eu só vou chegar nesse ponto porque uma coisa não está correlacionada à outra.
27:40Eu preciso deixar isso primeiro bem claro.
27:42Segunda coisa, não há, como eu te disse, nem políticas específicas no nosso livro sobre homicídio.
27:47Homicídio como um todo, sobre latrocínio, que é o tema que eu mais falo.
27:50Porque a nossa política de segurança que está descrita no nosso livro de propostas,
27:53ela é focada, acima de tudo, no combate ao crime organizado.
27:57A guerra ao crime organizado que nós debatemos bastante aqui no começo do programa.
28:00A guerra ao crime organizado, ela pressupõe uma ação do governo federal,
28:03alteração nas leis penais, alteração nas leis de execução penal,
28:06que vão pegar de maneira extensiva também crimes que acontecem contra mulheres, crianças.
28:12O ponto que é muito importante é a formulação de políticas públicas efetivas no combate.
28:17É feminicídio, violência contra a criança e há uma correlação direta.
28:20O mesmo homem que costuma ser abusivo com a sua esposa ou namorada,
28:23costuma ser abusivo também com seus filhos.
28:26E o combate a isso exige medidas específicas.
28:28Exige medidas que são adotadas majoritariamente por municípios e estados.
28:32Porque nós respeitamos o princípio federativo.
28:35Um exemplo que nós respeitamos o princípio federativo é,
28:37houve uma votação recentemente em que o governo Lula queria avocar para o governo federal
28:41mais poderes sobre a formulação de políticas públicas de segurança nos estados.
28:45E nós votamos contra.
28:46Porque quem tem que fazer a formulação das políticas públicas e das ações
28:49sobre feminicídio e violência contra crianças,
28:52e violência como um todo, são os estados e de maneira a subsidiar os municípios.
28:57Eu vou seguir aqui porque esse tema é bastante importante.
29:00O nosso plano de governo é um plano articulado.
29:02Ele não foi escrito por marqueteiro.
29:03Porque se eu quiser escrever um plano de governo por marqueteiro,
29:05eu botava todos esses casos para ilustrar de maneira marquetável.
29:09Olha, esse problema está aqui, esse problema está aqui.
29:11Eu vendia.
29:11Não, eu não vou fazer isso.
29:13Porque o nosso plano contém, quando a gente segue ele mais para a terceira parte dele,
29:17que é a parte da lei de responsabilidade gerencial,
29:19que é o meu grande legado para o Brasil, ele estabelece a seguinte regra.
29:22Prefeitos e depois governadores receberão mais recursos desde que eles batam metas.
29:28Dentre as metas de desempenho, que incluem saúde, fornecimento de água,
29:32desempenho no IDEB, desempenho no SAEB, estão rankings ligados à segurança.
29:36Diminuição do número de violência contra a mulher, que estão na casa 250 mil.
29:40Todos os anos isso, só os reportados.
29:42Casos de homicídio, casos de latrocínio, roubos e furtos.
29:45Esses indicadores, que vão ser montados pelo governo federal
29:49e que vão servir para você fiscalizar a atuação dos municípios,
29:52eles vão basilar a formulação de políticas públicas dos municípios.
29:55Por exemplo, São Paulo, tem uma das...
29:56São Paulo, capital, a cidade, tem uma das melhores políticas de enfrentamento
30:00à feminicídio e violência contra a mulher.
30:02A Patrulha Maria da Penha em São Paulo está funcionando
30:04e quem está dentro do regime da Patrulha Maria da Penha
30:08não enfrentou nenhum caso de feminicídio.
30:10É, mas a gente está falando de políticas federais.
30:12Mas o Traga tem uma pergunta sobre um tema importante também.
30:15Desculpa, Renata, que esse tema é muito importante.
30:17A principal política federal, ela vai surgir baseada em quem está
30:20executando a política pública na ponta, que em geral é o município ou o Estado.
30:23Porque não é o governo federal que tem o poder de polícia para executar isso.
30:27Se tem um marido que está batendo na sua esposa,
30:29não é o governo federal que vai colocar alguém dentro da casa dele.
30:31Em geral, quem está mais próximo é uma patrulha envolvendo uma guarda municipal
30:35numa cidade grande, ou uma patrulha rural numa cidade distante.
30:38Eu falo isso com preocupação, porque esse tema é central para a gente.
30:41Minha irmã quase morreu por feminicídio na França.
30:44Minha irmã foi alvo de uma tentativa, assim, de 18 B.O.s que ela fez contra um marido agressor.
30:49A lei francesa, ela é completamente vazia.
30:51A prefeitura de Paris não fez nada e minha irmã teve que vir com a filha dela para o Brasil.
30:54Esse assunto é central.
30:56Aqui em São Paulo, e isso é a coisa...
30:57Tem um outro assunto central e importante aqui, por favor, para a gente poder dar continuidade na entrevista.
31:05Eu considero esse tema fundamental.
31:06O senhor já declarou que, se eleito, vai descumprir decisões do Supremo Tribunal Federal
31:11que o senhor considerar ilegais.
31:14Um presidente da República, assim como qualquer cidadão,
31:17se discordar de uma decisão, pode recorrer exatamente à justiça.
31:22Então, eu pergunto ao senhor o seguinte, se como presidente o senhor passar a decidir
31:27o que é que o senhor vai respeitar da justiça, o que é que o senhor vai ignorar, descumprir, não
31:32aceitar,
31:33quem é que determinaria os limites do senhor?
31:37A lei.
31:38César Trale, há uma decisão do STF que diz o seguinte,
31:42decisão ilegal não se cumpre.
31:44É uma decisão do STF, inclusive.
31:46Não estou nem falando da própria Constituição.
31:47César, recentemente o Alexandre de Moraes, numa decisão que eu atribuo como grotesca,
31:55violou uma cláusula pétrea da Constituição quebrando o sigilo de fonte de jornalistas lá no Maranhão.
32:01Ele fez isso agora.
32:03Jornalistas do Brasil inteiro protestaram porque não existe democracia sem sigilo de fonte.
32:08Não há como ter.
32:09Imagina se revela um sigilo de fonte aqui da Rede Globo.
32:12Quantas investigações, quantas matérias fundamentais para a manutenção da democracia não teriam caído.
32:16Ele derrubou o sigilo de fonte.
32:18Isso é cláusula pétrea, só para quem está entendendo.
32:20Sigilo de fonte tem o mesmo status quanto, por exemplo, pena de morte.
32:24Então, na mesma linha, o Alexandre de Moraes podia, por decreto, ali da cabeça dele, mandar
32:29por favor, se execute fulano de tal por descumprimento de uma regra.
32:33Tem o mesmo peso de eliminar o sigilo de fonte.
32:35Não se deveria, por parte das autoridades, cumprir uma decisão grotesca que breca,
32:40que quebra basicamente um princípio constitucional basilar.
32:43Não é que eu vou, eu preciso contextualizar, não é que eu falei que vou sair desrespeitando
32:47todas as decisões do STF, que isso é absurdo.
32:50O que eu avisei num podcast, e depois eu repeti lá na Globo News, numa ótima entrevista
32:54com a Natuza, foi o seguinte.
32:56Uma decisão, num caso específico, como, por exemplo, eu estou fazendo uma operação
32:59para libertar a população de uma favela, aqui no Rio de Janeiro.
33:03Aí, no meio dessa operação, quando a própria população está denunciando casos
33:06de violência que aconteceu contra elas, vem uma decisão monocrática do STF, absolutamente
33:10legal, dado que eu estarei cumprindo o devido processo legislativo, o devido processo legal
33:14naquela operação.
33:16Mas, candidato, se a gente...
33:17Mas, candidato, por favor, se nós...
33:19Se eu não te der esse exemplo, eu não vou conseguir...
33:21Um senador, um prefeito, um governador, poderiam fazer a mesma coisa, ou isso seria
33:27uma prerrogativa só do senhor, caso eleito presidente da República?
33:31Não, poderiam, poderiam fazer.
33:32Porque, na verdade, qualquer cidadão, diante de uma decisão ilegal, ele pode não cumprir.
33:37Na verdade, ele tem um dever de não cumprir.
33:39Decisão ilegal não se cumpre.
33:41Decisão ilegal não se cumpre.
33:42Se você cumpre, vier com uma decisão ilegal que faça as pessoas correrem um risco
33:46muito grande, você não pode cumprir.
33:48Uma decisão ilegal pode acabar com a vida de uma pessoa...
33:50O exemplo que eu estava dando foi num podcast do Rodrigo Pimentel, aqui no Rio de Janeiro.
33:53Foi, se eu estou no meio de uma operação policial e vem uma decisão monocrática,
33:57e eu cumpri todos os ritos formais previstos na nossa Constituição e que são basilares
34:01para a nossa democracia.
34:02Se vier uma decisão monocrática falando, não, pare tudo, e isso vai colocar em risco
34:07a vida dos moradores daquela favela, eu não vou cumprir.
34:10Mas não é que eu vou cumprir da minha cabeça, porque eu sou apenas eu.
34:13Eu vou ouvir a AGU, a Advocacia da Geralda União, vou pedir um parecer.
34:16Olha, é uma decisão ilegal.
34:18Ok, eu não vou cumprir e vou, por favor, recorrer ao STF.
34:21Só que o cumprimento disso pode, eventualmente, gerar perdas e morte para muitas pessoas.
34:25Eu não vou colocar a vida das pessoas em risco.
34:26Candidato, nós vamos agora fazer um rápido intervalo e daqui a pouco voltamos com outros
34:31temas nessa entrevista com o candidato à Presidência da República, Renan Santos, do
34:36Partido Missão.
34:37A gente volta já já.
34:49Estamos de volta com a entrevista com o candidato Renan Santos.
34:53Candidato, eu gostaria de falar sobre direito ao voto.
34:56Orlando Lima, um dos principais colaboradores do seu plano de governo, disse o seguinte,
35:01eu peço licença aqui para abrir aspas.
35:03Pessoas que não têm propriedade, que recebem auxílio do governo, essas pessoas tinham que
35:07ter apenas os direitos básicos.
35:09Você não teria direito, por exemplo, ao voto.
35:12O senhor concorda com essa ideia?
35:13Se eleito, o senhor promoveria alguma medida para restringir o direito a voto do cidadão?
35:19Não.
35:20Essa é a opinião dele.
35:21Eu nem sabia da opinião, mas se ele falou isso, é a opinião dele.
35:24Por que Orlando Lima tem uma participação tão destacada no seu programa de governo?
35:28Porque ele é um grande pesquisador.
35:32Mesmo com declarações como essa, sugerindo restrição ao direito ao voto do cidadão?
35:37Uma pessoa pode dar uma declaração infeliz e fazer uma pesquisa sobre história brilhante.
35:42Eu conheço grandes pesquisadores, grandes jornalistas que às vezes dão declarações ruins.
35:45O planejamento do livro amarelo surgiu sobretudo pelas ideias de colaboradores como Orlando Silva.
35:51Foram mais de 200 colaboradores.
35:53Orlando Lima.
35:54Orlando Lima, perdão.
35:55Orlando Silva é do PCdoB.
35:57Orlando Lima.
35:57Foram mais de 200 pessoas que trabalharam na elaboração do livro.
36:00São pesquisadores ao redor do Brasil, inclusive de fora do Brasil, que participaram desse projeto.
36:05O Orlando é um deles.
36:06É um dos mais importantes.
36:08Mas isso não determina que uma declaração ruim dele vai interferir nesse processo que é colaborativo.
36:13Nós temos como princípio basilar a defesa do Estado Democrático de Direito.
36:16Eu estudei na Faculdade de Direito mais antiga do Brasil.
36:19Eu faço e pratico democracia desde os meus 18 anos de idade.
36:23Quando eu comecei, eu montei meu primeiro partido acadêmico na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco.
36:27Participei da elaboração, da alteração do estatuto do centro acadêmico.
36:32Criei o Movimento Brasil Livre.
36:34Lutei contra movimentos golpistas que haviam nas manifestações pelo impeachment da Dilma.
36:38Gente que depois já estava em 2022 participando de atos que vocês mesmos cobriram bastante.
36:43O nosso pendor democrático sempre foi gigantesco.
36:45E o senhor respondeu a pergunta.
36:46Agora vamos falar de economia, porque a dívida pública a gente sabe está hoje em 82% do PIB.
36:52E se eleito, o senhor promete cortar 1 trilhão e 100 bilhões de reais.
36:57Para que percentual do PIB o senhor se compromete a trazer essa dívida?
37:00E como o senhor vai chegar até ela, claro?
37:02A beleza do corte de gastos é porque a trajetória da dívida não necessariamente ela caia, mas ela se mantém
37:09estável.
37:10Mas ela está em trajetória de ar.
37:12Exato, mas as medidas que nós vamos adotar, no mínimo, vão deixá-la estável.
37:14Como?
37:15Com corte de gastos e aumento de PIB.
37:17Existe uma relação dívida-PIB.
37:19O PIB do Brasil está próximo dos 12 trilhões e a dívida próxima dos 10 trilhões.
37:23Hoje ela está acelerando velozmente.
37:25Nós precisamos cortar a velocidade de aceleração dela.
37:27Ela acelera através das indexações e vinculações.
37:30Isso é um tema muito complicado para eu explicar para as pessoas aqui.
37:32Se eu tiver um minutinho, talvez esse tema é bem importante.
37:35Basicamente, para quem está assistindo, as medidas que o Palmeiras e o Flamengo adotaram para salvar esses times da quebradeira,
37:40e já já tem o jogo do Palmeiras aqui para o pessoal assistir, continue na Globo assistindo,
37:44tem que ser adotados pelo Brasil para sobreviver.
37:46Quem não adotou as medidas do São Paulo, Corinthians e outros times, quebraram.
37:49O Brasil está tomando as medidas para administrar suas contas públicas,
37:53igualzinho a dos grandes times de futebol brasileiro que não fizeram ajustes, como Vasco, como São Paulo, Corinthians.
37:57Então, o senhor propõe desindexar benefícios do salário mínimo?
38:00Desindexar desvinculações do piso da educação e da saúde,
38:04até porque hoje eles estão irracionais e estão quebrando pequenos municípios.
38:07Tem municípios do interior do Rio Grande do Sul que a população envelheceu, não está nascendo gente.
38:11Então, eles precisam de mais gastos com saúde e menos gastos com educação.
38:15As vinculações fazem que eles sejam obrigados a gastar com educação,
38:18mesmo quase não tendo crianças novas.
38:20Lugares como Mato Grosso, que tem migração interna muito grande,
38:23eles precisam de maiores gastos em educação.
38:25Essa liberdade precisa ser gerada.
38:26Hoje, quando a liberdade não é gerada, você tem basicamente um gasto ineficiente, pouco inteligente de dinheiro.
38:31Esse é o problema da vinculação.
38:34As indexações e as vinculações, somadas a uma nova reforma da Previdência,
38:39e avisando você, eu não sou estelionatário eleitoral como outros candidatos que vão vir aqui e falar que não precisa,
38:43vamos precisar fazer outra reforma da Previdência, senão vai quebrar.
38:46E em três anos você não tem aposentadoria, tá?
38:48Eu vou deixar claro porque eu não sou populista fiscal aqui.
38:51Um monte de gente vai ficar mentindo que não vai precisar de fazer reforma e vai precisar fazer reforma.
38:55Pois bem, todas essas medidas vão evitar aceleração.
38:58E o resto é corte de gastos que nós vamos fazer.
39:00Só que a beleza dos cortes de gastos é que eles serão vinculados, aí sim, a investimento em infraestrutura,
39:04que é uma coisa que o Brasil está precisando para poder voltar a crescer.
39:06Candidato, outro tema que está tendo muito impacto hoje na vida das pessoas se chama meio ambiente.
39:12Já tem muito tempo que o planeta vem enfrentando efeitos de fenômenos climáticos extremos,
39:18cientistas reforçando o alerta cada vez mais para que as cidades se preparem,
39:23mitiguem, façam investimentos em prevenção, preparem as populações,
39:27salvem as pessoas de desastres climáticos.
39:30Agora, o programa do senhor não apresenta uma política estruturada de adaptação a essas mudanças climáticas
39:36e nem de prevenção a esses desastres que têm se repetido de forma muito espantosa para todos nós.
39:43Por que uma emergência dessa dimensão não recebeu uma política específica no seu programa de governo?
39:50Porque as políticas específicas já existem nos planos de, não nos planos de governo,
39:53mas nas metas de infraestrutura de todos os estados e municípios que estão em regiões problemáticas.
39:58Por exemplo, o Rio Grande do Sul já tinha todas as manutenções a serem feitas no seu sistema de comportas
40:03para evitar o que aconteceu com aquelas chuvas.
40:05Todo mundo sabia o que precisava ser feito em Juiz de Fora para evitar aquele deslize.
40:08Todo mundo sabia o que precisava ser feito em Angra ou na Baixada Santista ou no litoral de São Paulo
40:13para evitar os desastres que houveram.
40:14O problema é que não há dinheiro para investimento em infraestrutura.
40:17Os planos, inclusive, já existem.
40:19A coisa mais desesperadora é que os planos nos estados e municípios existem.
40:22Não tem o dinheiro. E por que não tem o dinheiro?
40:24Pela mesma pergunta muito bem feita pela Renata.
40:26Porque não há capacidade do Estado em reduzir seus gastos obrigatórios,
40:31reduzir despesas, cortar mamata de político, cortar mamata do judiciário,
40:35fazer reformas que vão ser impopulares, que vão fazer sobrar dinheiro,
40:38e aí a gente investe na infraestrutura.
40:40Então, nós ouvimos vários especialistas, consultamos também o Observatório do Clima,
40:46verificamos o seu plano de governo, o Observatório do Clima é uma entidade de referência no assunto.
40:51E na avaliação deles, o programa, ele não informa quais são as regiões mais vulneráveis,
40:56que medidas adotar para proteger essas populações e também quanto deveria ser investido.
41:02Porque, eu volto a repetir, os planos já existem nos governos estaduais e municipais.
41:08Eu vou repetir, os planos já existem.
41:10Existe um problema de dinheiro.
41:12Mas o senhor, se eleito presidente da República,
41:14qual o papel do governo federal na proteção das populações em relação a essas tragédias?
41:20Dois. Dois papéis.
41:21O primeiro, fazer sobrar dinheiro para investimento em infraestrutura.
41:25O governo não tem dinheiro.
41:26O governo não tem dinheiro para investir.
41:28Até vi ponte caindo no Maranhão.
41:29O governo não tem dinheiro para infraestrutura com nada.
41:32As coisas no Brasil estão colapsando.
41:34Por isso é importante apontar prioridades, e essa é uma prioridade.
41:36Mas essa é tão prioritária quanto uma estrada no Maranhão
41:39para ligar uma produção de soja até o porto de destino.
41:42Tudo é prioritário em infraestrutura, porque o Brasil pode até ter um apagão.
41:45E onde é que o senhor vai buscar esse dinheiro?
41:47Como eu repeti aqui para a Renata.
41:50Nós precisamos fazer reformas que vão economizar nos próximos cinco anos 1,1 trilhão.
41:53Com essas reformas vai começar a sobrar dinheiro e os juros vão baixar.
41:57Juros baixando mais, licenciamento ambiental que passou, investimento.
42:00Investimento vai significar emprego, aumento da competitividade,
42:03e aí atender esses problemas que são dramáticos.
42:05E um outro tema que é central, que envolve vidas humanas.
42:07O nosso plano nacional de desfavelização.
42:10Desfavelizar o Brasil é salvar as populações mais pobres.
42:12Quase todos os grandes desastres terminam atingindo pessoas que moram em regiões de encosta
42:16e regiões favelizadas.
42:17Um país que não se desfaveliza é um país que aceita que as pessoas mais pobres são tratadas como animais.
42:22Eu vou desfavelizar o Brasil.
42:23E vai vir através desses cortes.
42:24Os cortes que eu estou propondo são para muita gente impopulares e dolorosos.
42:28Quero ver o Lula falar disso aqui amanhã, gostaria de ver o Flávio falar disso.
42:32Eu falo.
42:32Candidato, chegou o momento das suas considerações finais.
42:36Por favor.
42:37Meus queridos amigos, nós chegamos até aqui construindo uma campanha que conversou com o Brasil inteiro.
42:41Eu rodeio o Brasil mais pobre.
42:43Eu rodeio o Brasil com o maior número de dificuldades.
42:46Eu amo o nosso país e eu sei que o nosso país nasceu para ser uma das maiores nações do
42:49mundo.
42:50Gostaria de construir um Brasil que vai declarar guerra ao crime organizado,
42:54que vai permitir que você ande na rua de maneira segura.
42:56Que eu sei se você é mãe, você sabe que a sua filha corre risco.
42:59Ninguém se sente seguro a andar numa grande cidade brasileira.
43:01Eu vou permitir que as favelas do Brasil se tornem bairros e que as pessoas que moram lá se tornem
43:06cidadãos.
43:07Eu vou olhar para o Nordeste, eu vou desenvolver o Nordeste.
43:09O Nordeste vai ter um futuro glorioso.
43:11Ele vai ser a nova locomotiva brasileira.
43:13Eu vou transformar esse país num canteiro de obras gigantesco,
43:16que vai fazer com que a nossa produtividade aumente como nunca antes.
43:19Eu vou fazer com que você não mais sonhe em se mudar do Brasil para outro lugar.
43:23Eu vou fazer com que o Brasil, o Brasil das novas gerações, o Brasil dos mais jovens,
43:26seja o país que a gente se orgulhe, não por conta dos campeonatos de futebol, música, coisa que valha,
43:31mas sim por ser uma das maiores nações do mundo.
43:33Vamos sonhar esse sonho.
43:35Tem dois projetos de poder, do Lula e do Flávio Bolsonaro, que não valem nada.
43:39Estão cansados e eles rifaram o nosso futuro.
43:41Vamos acreditar que o futuro seja glorioso.
43:43Acredite em mudar o seu destino.
43:45Eu estou aqui dando minha vida por isso.
43:47Eu espero que você compre também essa ideia.
43:49Muito obrigado a todos.
43:49Muito obrigado, Renato.
43:50Muito obrigado pela entrevista, candidato.
43:53Obrigada.
43:54Amanhã, o nosso entrevistado é o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
43:59Uma boa noite para você e até amanhã.
44:01Boa noite, muito obrigado e até amanhã.
44:03E aí
44:24Transcrição e Legendas Pedro Negri