Pular para o playerIr para o conteúdo principal
A infância soletrou calibres
Antes da própria caligrafia.
O assalto ganhou cidadania,
A solidariedade perdeu utilidade.

As avenidas não conduzem.
Selecionam sobreviventes.
Cada semáforo interrompido
Celebra um pacto inconveniente.

Violência
E banalidade
Decadência
Da sociedade

A tragédia urbana aprendeu Teologia:
Canonizou a desconfiança.
A hospitalidade tornou-se fóssil,
Exposta em painéis da lembrança.

Cumprimentamos a suspeita
Com uma reverência involuntária.
O semelhante virou hipótese.
O receio, autoridade sanitária.

Civilização armada de ausências.
Império erguido sobre trincheiras.
Chamam prudência aquilo que resta
Quando a coragem perde a linguagem.

Civilização alfabetizada
No dialeto da intimidação.
Toda fechadura acrescentada
Subtrai um homem da multidão.

Violência
E banalidade
Decadência
Da sociedade

Os jornais negociam catástrofes
Com requinte de dialeto litúrgico.
O horror recebe nova embalagem
Antes do próximo crepúsculo.

A milícia jamais governa sozinha.
Necessita de escribas e cenário.
Toda barbárie bem-sucedida
Primeiro conquista o vocabulário.

Não foi a bala.
Foi a pedagogia.
Não foi o cadáver.
Foi o costume.
Não foi a noite.
Foi a resignação.

Civilização armada de ausências.
Museu da coragem passageira
Enquanto o medo for a tônica,
Toda paz será estrangeira.

Toda muralha pode proteger bens .
Mas Jamais protegerá a consciência.
A cidade não morreu de violência.
Morreu de agressiva convivência

Violência
E banalidade
Decadência
Da sociedade

_________________________

Astrikos Katoikos
Copyright ©️ 2003
Todos os Direitos Reservados ®
[versão alternativa]

#astrikoskatoikos #punk #punkrock #hardcore #violenciapolitica #thrashmetal #urbano #civilizacao

Categoria

🎵
Música
Transcrição
00:08Música
00:35A infância soletrou calibres Antes da própria caligrafia O assalto ganhou cidadania A solidariedade perdeu utilidade
00:46As avenidas não conduzem Selecionam sobreviventes Cada semana por interrompido Celebra um pacto inconveniente
00:59Violência e banalidade Decadência da sociedade
01:11A tragédia urbana prendeu teologia Canonizou a desconfiança
01:17A hospitalidade tornou-se fóssil Exposta em painéis da lembrança
01:21Cumprimentamos a suspeita Com uma reverência involuntária
01:27O semelhante virou hipótese O recém-autoridade sanitária
01:33Civilização armada de ausências Império erguido sobre trincheiras
01:39Chamam prudência aquilo que resta Quando a coragem perde a linguagem
01:44Civilização alfabetizada No dialeto da intimidação
01:49Toda fechadura acrescentada Subtrai o homem da multidão
02:16Violência e banalidade Decadência da sociedade
02:20Violência e banalidade Decadência da sociedade
02:28Os jornais negociam catástrofes Com requinte de dialeto litúrgico
02:34O horror recebe nova embalagem Antes do próximo crepúsculo
02:39A milícia jamais governa sozinha Necessita de escribas e cenário
02:44Toda barbárie bem-sucedida Primeiro conquista o vocabulário
03:00Não foi a bala Foi a pedagogia
03:05Não foi o cadáver Foi o costume
03:10Não foi a noite Foi a resignação
03:41Civilização armada de ausências
03:44Museu da coragem Passagem passageira
03:46Enquanto o medo for a tônica Toda paz será estrangeira
03:51Toda muralha pode proteger bens Mas jamais protegerá a consciência
03:56A cidade não morreu de violência Morreu de agressiva convivência
04:04Violência e banalidade Decadência da sociedade
04:12A cidade

Recomendado