00:08Música
00:35A infância soletrou calibres Antes da própria caligrafia O assalto ganhou cidadania A solidariedade perdeu utilidade
00:46As avenidas não conduzem Selecionam sobreviventes Cada semana por interrompido Celebra um pacto inconveniente
00:59Violência e banalidade Decadência da sociedade
01:11A tragédia urbana prendeu teologia Canonizou a desconfiança
01:17A hospitalidade tornou-se fóssil Exposta em painéis da lembrança
01:21Cumprimentamos a suspeita Com uma reverência involuntária
01:27O semelhante virou hipótese O recém-autoridade sanitária
01:33Civilização armada de ausências Império erguido sobre trincheiras
01:39Chamam prudência aquilo que resta Quando a coragem perde a linguagem
01:44Civilização alfabetizada No dialeto da intimidação
01:49Toda fechadura acrescentada Subtrai o homem da multidão
02:16Violência e banalidade Decadência da sociedade
02:20Violência e banalidade Decadência da sociedade
02:28Os jornais negociam catástrofes Com requinte de dialeto litúrgico
02:34O horror recebe nova embalagem Antes do próximo crepúsculo
02:39A milícia jamais governa sozinha Necessita de escribas e cenário
02:44Toda barbárie bem-sucedida Primeiro conquista o vocabulário
03:00Não foi a bala Foi a pedagogia
03:05Não foi o cadáver Foi o costume
03:10Não foi a noite Foi a resignação
03:41Civilização armada de ausências
03:44Museu da coragem Passagem passageira
03:46Enquanto o medo for a tônica Toda paz será estrangeira
03:51Toda muralha pode proteger bens Mas jamais protegerá a consciência
03:56A cidade não morreu de violência Morreu de agressiva convivência
04:04Violência e banalidade Decadência da sociedade
04:12A cidade