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A casa paterna oferecia conforto,
Tapetes espessos, cristal e brasões.
Ele preferiu corredores incertos,
Onde o pensamento desconhece portões.

O mundo dizia: "Aceite a herança."
Respondeu apenas mudando o caminho.
Há livros que pesam mais que fortunas;
Há rumos que nascem quando o sentido é sozinho.

As dunas apagavam pegadas ao vento.
Muitas íbis alegravam o calor matinal.
Acima, um céu sem testemunhas humanas,
A escrita surgia com rigor visceral.

Maat conservava a pena suspensa.
Thoth acompanhava o curso da tinta.
Cada sentença exigia perfeição;
Qualquer excesso perdia a medida.

Nenhuma corrente decide o destino.
Há um vigor que fabrica o querer.
A vontade madura dispensa exibição;
Aprende com o próprio viver.

O juiz procura culpados.
O sábio procura clareza.
Bem no meio deles existe um abismo
Chamado natureza.

Aleister Crowley

Montanhas acolhem espíritos ásperos.
Rochedos ignoram reputação.
Ali cada fôlego expressa seu ritmo,
Livre do teatro da aprovação.

Vieram retratos e rumores!
Ficaram volumes quase esquecidos,
Esperando leitores capazes de compreender
Aquilo que esnobou os consentidos.

Toda época escolhe um adversário.
Cada geração inventa um temor.
Mesmo assim seus livros sobrevivem,
Como estandartes de impressionante valor.

A magia não pesa a riqueza.
Pesa aquilo que cada vida fez.
Quando o coração recusa disfarces,
A balança encontra lucidez.

Depois do mofo dos calendários,
Depois da estupidez da opinião,
Ficou somente a existência
Que ninguém compreende com exatidão...

Aleister Crowley

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Astrikos Katoikos
Copyright ©️ 2013
Todos os Direitos Reservados ®
[versão alternativa]

#astrikoskatoikos #punkrock #hardcore #thelema #crowley #aleistercrowley #bookofthelaw

Categoria

🎵
Música
Transcrição
00:01Música
00:38Música
01:17Música
01:41Música
02:14A casa paterna oferecia conforto
02:20Tapetes espessos, cristal e brasões
02:23Ele preferiu corredores incertos
02:30Onde o pensamento desconhece portões
02:35O mundo dizia aceite a herança
02:41Respondeu apenas mudando o caminho
02:45Há livros que pesam mais que fortunas
02:50Há rumos que nascem quando o sentido é sozinho
03:06As dunas apagavam pegadas ao vento
03:10Muitas hibes alegravam o calor matinal
03:15Acima um céu sem testemunhas humanas
03:21A escrita surgia com vigor visceral
03:25Mas conservava a pena suspensa
03:31Toto observava o curso da tinta
03:37Cada sentença exigia perfeição
03:41Qualquer excesso perde a medida
03:48Nenhuma corrente decide o destino
03:53Há um vigor que fabrica o querer
03:58A vontade madura dispensa exibição
04:03Aprende com o próprio viver
04:09O juiz procura culpados
04:12O sábio procura clareza
04:14Bem no meio deles existe um abismo
04:18Chamado natureza
04:22A leis ter grau lei
04:53Há um minuto
05:05Montanhas acolhem espíritos ásperos
05:09Rochedos ignoram reputação
05:14Ali cada fôlego expressa seu ritmo
05:21Livre do teatro da aprovação
05:26Vieram retratos e rumores
05:31Ficaram volumes quase esquecidos
05:36Esperando leitores capazes de compreender
05:40Aquilo que esnobou os consentidos
06:07Toda época escolhe um adversário
06:11Cada geração inventa um temor
06:16Mesmo assim seus livros sobrevivem
06:22Como estandartes de impressionante valor
06:28A pena não pesa a riqueza
06:33Pesa aquilo que cada vida fez
06:37Quando o coração recusa disfarces
06:42A balança encontra lucidez
06:47Depois do mofo dos calendários
06:52Depois da ignorância da opinião
06:57Ficou somente a existência
07:01Que ninguém compreende com exatidão
07:07Ficou alejo de craulei
07:17Ficou alejo de craulei
07:25Ficou alejo de craulei
07:33Ficou alejo de craulei
07:36Ficou alejo de craulei
07:44Ficou alejo de craulei
08:04Ficou alejo de craulei
08:35Ficou alejo de craulei
09:30A CIDADE NO BRASIL
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10:04A CIDADE NO BRASIL
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