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  • há 2 dias
Título do livro: A Dominical Nacional
Autor do livro: A. T. Jones

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Transcrição
00:00Isso é precisamente o que está sendo proposto.
00:03O reverendo Sam Zmou, num sermão proferido na cidade de Kansas, no último inverno,
00:09expressou sua visão e a de muitos outros quando disse
00:12Anseio ver o dia quando a igreja poderá ser o árbitro de todas as legislações,
00:18municipais, estaduais e federais,
00:21quando as grandes igrejas do país puderem se unir harmoniosamente
00:25e emitir seus editos e os poderes legislativos respeitá-los e adotá-los como leis.
00:32Mas qualquer tentativa de impor observâncias religiosas
00:36somente reforça a hipocrisia e multiplica o pecado,
00:40pois o amor a Deus é essencial para cada ato de serviço religioso.
00:44Quando um homem presta obediência ou reverência a Deus sem ter amor por ele no coração,
00:51ele somente o desonra e violenta sua própria natureza.
00:55Quando alguém obedece a Deus ou pratica alguma observância religiosa
01:00por motivos não altruístas, comete pecado.
01:03E quando o Estado exerce seu poder para obrigar as pessoas
01:07a comportar-se de forma religiosa, fingindo honrar a Deus,
01:12quando não tem no coração nenhum amor por ele,
01:15este, na verdade, está apenas forçando-as à hipocrisia
01:19e obrigando-as a cometer pecado,
01:21o qual, aumentado e multiplicado pelo emprego da força nacional,
01:26terá como fim a ruína, e isso rapidamente.
01:29O Sr. Buckel expressou esse pensamento de forma muito veemente.
01:34Dessa forma, os homens constrangidos a mascarar seus pensamentos
01:38incorrem no hábito de garantir segurança através da falsidade
01:43e de angariar a impunidade por meio do engano.
01:47Assim, a fraude se torna uma necessidade vital,
01:50a insinceridade torna-se um costume diário,
01:54vicia-se toda a essência do sentimento público,
01:57e um grande volume de vício e erro é terrivelmente aumentado.
02:01Por conseguinte, é somente para seu próprio risco
02:04que o Estado pode impor a observância de um dia de descanso.
02:08Mais do que isso, se o Estado se permitir ser comandado pela Igreja,
02:13como aqui proposto pelo Sr. Small,
02:16ele a estará tornando superior ao poder civil.
02:19Um Estado de coisas que resultará em nada mais do que despotismo religioso,
02:24que é a pior forma de despotismo.
02:28Assim, seja qual for a linha de raciocínio relacionada ao assunto,
02:32ficará demonstrado que, se o Estado determinar um dia de descanso obrigatório,
02:37o resultado será somente males.
02:39Portanto, minha argumentação comprova
02:42que leis dominicais não são para o bem de ninguém.
02:45Além disso, como são apenas sanções religiosas
02:49que cercam um dia de descanso,
02:51e que somente elas devem evitar que ele se torne um dia ocioso
02:55e, consequentemente, maléfico,
02:57e visto que apenas Deus pode prover essas sanções,
03:00conclui-se que a observância do dia de descanso
03:03só pode ser prestada a Deus.
03:05Só ele pode exigir sua guarda.
03:09Só ele pode assegurá-la.
03:11E por se tratar de um dever que pode ser rendido apenas a Deus,
03:15somos levados mais uma vez diretamente à ordem de Jesus Cristo,
03:19de dar a Deus e não a César o que pertence a Deus,
03:23uma injunção que proíbe claramente a ingerência do Estado
03:27na observância do dia de repouso bíblico.
03:30Toda esta linha de argumentação é sustentada plenamente pelo próprio mandamento do sábado.
03:37Esse mandamento diz,
03:39Lembra-te do dia de sábado para o santificar.
03:42Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra,
03:46mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus.
03:49Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha,
03:54nem o teu servo, nem a tua serva,
03:57nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro,
04:00porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há.
04:06E ao sétimo dia descansou.
04:08Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.
04:13Eis as razões.
04:15Primeiro, ele descansou no sétimo dia.
04:18Segundo, ele abençoou o dia de sábado e o santificou.
04:22A possibilidade de ficar cansado não é uma razão dada para não trabalhar no sétimo dia.
04:27Deus não disse que no sétimo dia não devemos fazer qualquer tipo de trabalho
04:33para não corrermos o risco de esgotar ou destruir nosso sistema físico.
04:38Não disse nada semelhante.
04:40As necessidades físicas do homem não são mencionadas no mandamento.
04:45Ele diz,
04:46Trabalhem seis dias, porque o Senhor trabalhou seis dias.
04:51Descansem no sétimo dia, porque o Senhor descansou no sétimo dia.
04:56Santifiquem esse dia, porque o Senhor o abençoou e o santificou.
05:00É sobre o Senhor que recai o foco das atenções.
05:04É o Senhor que deve ser exaltado.
05:07Portanto, o quarto mandamento e suas obrigações
05:10têm que ver unicamente com o relacionamento entre Deus e o homem.
05:14O foco do mandamento do sábado não são as necessidades físicas do homem,
05:19mas suas necessidades espirituais.
05:23Destina-se a ser um dia de adoração a Deus,
05:26um dia de santa lembrança dEle e de meditação em suas obras.
05:31O dia é para ser santificado.
05:34Se ele não for santificado de forma alguma, ele é guardado.
05:38Quando o Estado toma sobre si
05:40a responsabilidade de obrigar a observância do sábado ou do dia do Senhor,
05:44quer seja no primeiro ou sétimo dia da semana,
05:49ele está exigindo das pessoas algo que não lhe pertence,
05:53mas que é propriedade exclusiva de Deus.
05:56Quando o Estado se encarrega de garantir a observância do dia de descanso,
06:01ele está se incumbindo de algo que para ele é uma tarefa impossível,
06:05porque a santidade não é um atributo do governo civil,
06:09tampouco tem ele o poder ou as credenciais para promover a santidade.
06:13E como já ficou demonstrado,
06:15tudo o que ele pode conseguir em seus esforços,
06:18nesse sentido, é promover a ociosidade e premiar a irresponsabilidade,
06:24o que para o próprio bem-estar da sociedade,
06:26ele jamais pode se permitir fazer.
06:30Se o governo se encarregar de prover, mediante quaisquer fontes,
06:34as sanções religiosas,
06:35que são as únicas capazes de manter o dia livre de ociosidade,
06:39o grande promotor da impiedade,
06:42ele só reforçará a hipocrisia e aumentará o pecado.
06:46Repito, portanto, com base em toda a consideração lógica sobre o assunto,
06:52que mantenho minha proposição de que as leis dominicais não são para o bem de ninguém
06:57ou de qualquer coisa neste mundo.
07:00Senador Blair,
07:01você entende que esse projeto de lei tem como alvo levar todos a adorar a Deus?
07:08Senhor Jones,
07:10sim, senhor.
07:11Eu afirmo que esse é seu propósito
07:14e vou provar através de declarações de pessoas que compareceram hoje aqui.
07:18Mas antes tenho alguns outros pontos a trazer e desejo introduzir meu argumento histórico.
07:24Quero que todos compreendam que foi dessa forma que o papado se estabeleceu no quarto século.
07:31Lerei talvez tudo aquilo que devo expor sobre esse ponto
07:34no livro História da Igreja, de Leander, volume 2,
07:38edição do professor Torrey, de Boston, 1852.
07:44Somente posso referir-me ao texto pela página.
07:47Como já relatei, o Império Romano foi forçado pelos princípios de Cristo
07:51a reconhecer o direito de cada ser humano de prestar culto como bem entendesse.
07:57Esse direito foi reconhecido no Edito de Milano em 312 d.C.
08:02Mas a liberdade de consciência se manteve e equilibrada na balança só por certo tempo.
08:08Então, o bispado movido por aquela ambição que resultou no papado
08:13assumiu o controle e seguiu adiante com aquele curso de ação
08:17que culminou no arrogante despotismo da Idade Média.
08:21Quero apenas que vocês percebam como isso aconteceu
08:24e não terão então dificuldades em visualizar a tendência do presente movimento.
08:29Neander relata
08:31De fato, surgira na Igreja uma falsa teoria teocrática,
08:36cuja origem não se encontrava na essência do Evangelho,
08:39mas na confusão quanto aos sistemas religiosos do Antigo e do Novo Testamentos,
08:44que trouxe consigo uma oposição anticristã do poder espiritual contra o poder secular,
08:50e que facilmente poderia resultar na formação de um Estado sacerdotal
08:54subordinando o poder secular a si mediante um método falso e de aparência exterior,
09:00p. 132
09:04Uma teoria teocrática de governo tendente a subordinar o poder secular ao religioso
09:09era a estratégia.
09:11Em outras palavras, a Igreja tinha o objetivo de tornar o poder eclesiástico superior ao civil.
09:18Esses bispos teocráticos fizeram com que eles próprios e seus poderes
09:23se tornassem uma necessidade para Constantino,
09:26o qual, para garantir o apoio deles em seu império,
09:29converteu-se politicamente à forma do cristianismo
09:32e fez dele a religião oficial do império, como acrescenta Neander.
09:37Essa teoria teocrática já era dominante no tempo de Constantino,
09:41e os bispos voluntariamente se fizeram dependentes dele em suas disputas
09:46e determinaram fazer uso do poder do Estado para a promoção dos seus objetivos.
09:52Como resultado dessa teoria teocrática de governo surgiu o papado,
09:57que de fato subordinou o poder civil ao eclesiástico,
10:00e devemos estar precavidos contra esse mesmo espírito nos Estados Unidos hoje,
10:06assim como em outros países.
10:08Quero que vocês entendam que existe uma teoria teocrática fundamentando todo esse projeto.
10:14O Sr. Bater afirmou que a União de Temperança Cristã da Mulher
10:18iniciou esse movimento pouco tempo atrás
10:21e que elas o haviam promovido com intensidade.
10:25Qual é o objetivo delas no governo civil?
10:28Vou citar aqui a revista mensal da União de Temperança Cristã da Mulher
10:33de novembro de 1886,
10:36uma revista mensal para todas as uniões locais do país.
10:39Aqui diz o seguinte,
10:42Uma verdadeira teocracia ainda está por vir,
10:46e a intronização de Cristo na lei e nos legisladores.
10:50Então oro fervorosamente como uma cristã patriota
10:54pelo direito de voto das mulheres
10:56e alegro-me de que a União Nacional de Temperança Cristã da Mulher
11:00tenha por tanto tempo defendido essa causa.
11:04Como vocês podem ver,
11:06uma teoria teocrática está por trás desse movimento
11:09e novamente está ganhando força para interferir em assuntos civis
11:13para estabelecer uma teocracia
11:15e por fim subordinar o poder civil ao poder eclesiástico.
11:21Senador Blair,
11:22você crê que a questão de conceder às mulheres o direito ao voto
11:26é uma questão religiosa?
11:28Senhor Jones,
11:30não, eu fiz a leitura somente com o propósito
11:33de provar que existe uma teoria teocrática
11:36por trás do movimento como houve no quarto século,
11:39só quis estabelecer um paralelo.
11:42Senador Blair,
11:43mas o paralelo parece sugerir que a extensão do direito de voto às mulheres
11:48é um propósito divino
11:50e representa a introdução de uma forma teocrática de governo?
11:54Senhor Jones,
11:56sim, elas querem ir às urnas
11:57para que possam fazer com que a teocracia seja bem-vinda.
12:02Senador Blair,
12:03então você é contrário ao direito de voto das mulheres?
12:07Senhor Jones,
12:08eu seria contrário ao direito de voto das mulheres
12:11ou de qualquer outro direito de voto
12:13cujo objetivo fosse o de estabelecer uma teocracia.
12:18Senador Blair,
12:19mas essa não é a questão.
12:21É possível que essas mulheres não tenham expressado bem o próprio pensamento delas.
12:26Senhor Jones,
12:27não, pois tenho outras provas.
12:30Permita-me lê-las.
12:33Senador Palmer,
12:34você crê que elas ali pretendem criar uma teocracia prática?
12:38Senhor Jones,
12:40acredito que sim,
12:41mas permita-me ler algo mais
12:43e o senhor constatará o fato nas próprias palavras delas.
12:48Senador Blair,
12:49se essas mulheres estão tentando subverter as instituições do país
12:53e estão a ponto de estabelecer um estado sacerdotal,
12:57deveríamos tomar conhecimento disso?
12:59Senhor Jones,
13:01isso é verdade e esta é a razão por que estou discursando aqui.
13:05Queremos que a nação saiba disso.
13:08Senador Blair,
13:10essas mulheres precisam estar sob observação,
13:13eu admito.
13:15Senhor Jones,
13:17nesse sentido concordo
13:18e há muitos homens envolvidos nesse mesmo empreendimento.
13:22Senador Blair,
13:24por outro lado,
13:25isso não seria perigoso.
13:27Senhor Jones,
13:29isso seria perigoso de qualquer forma.
13:31Uma teoria teocrática de governo é perigosa em qualquer lugar.
13:35É anticristã,
13:36bem como contrária ao direito e aos princípios de justiça.
13:41Senador Blair,
13:43você entende que o governo dos céus é uma teocracia?
13:46Senhor Jones,
13:48sim, senhor,
13:49mas um governo civil,
13:51um governo terreno,
13:52não é?
13:53Senador Blair,
13:54então por que ela seria perigosa?
13:57Senhor Jones,
13:58governos terrestres não são perigosos
14:01quando adequadamente controlados.
14:05Senador Blair,
14:06elas apenas dizem que uma verdadeira teocracia está por vir.
14:10Espera-se que o milênio esteja a caminho.
14:13Talvez elas tenham se referido apenas ao milênio
14:15que ainda não chegou,
14:17de forma que terão que esperar alguns anos
14:19antes de vê-lo chegar.
14:22Senhor Jones,
14:23mas gostaria de ler que tipos de leis
14:25elas propõem estabelecer
14:27a fim de fazer com que o milênio chegue.
14:30Senador Blair,
14:32até o ponto em que você leu,
14:33você ainda não tocou na questão.
14:35Afinal,
14:36elas afirmam que uma verdadeira teocracia
14:38ainda está por vir.
14:40E pode ser que elas estejam
14:42se referindo à descida da Nova Jerusalém
14:44quando a nova teocracia se estabelecerá?
14:47Senhor Jones,
14:49não, senhor,
14:51porque nenhuma verdadeira teocracia
14:53jamais poderá se estabelecer
14:55mediante leis civis,
14:56por meio da política ou das urnas.
15:00Senador Blair,
15:01isso não se pode absolutamente dizer com certeza.
15:05Senhor Jones,
15:06pelas escrituras,
15:08pode sim.
15:09Senador Blair,
15:11não sei,
15:12já li a Bíblia várias vezes,
15:14mas vá em frente.
15:16Senhor Jones,
15:17o governo de Israel
15:18era uma verdadeira teocracia.
15:21Tratava-se de fato
15:22de um governo divino.
15:24No episódio da Sarça Ardente,
15:26Deus comissionou Moisés
15:28para conduzir seu povo
15:29para fora do Egito.
15:31Através de sinais,
15:32prodígios
15:33e diversos milagres poderosos,
15:35Deus libertou Israel do Egito,
15:37conduzindo-o pelo deserto
15:39até chegarem finalmente
15:41à terra prometida.
15:42Ali,
15:43ele os governou por juízes
15:45até o profeta Samuel,
15:46a quem,
15:47quando ainda criança,
15:48Deus falou
15:49e por quem deu a conhecer sua vontade.
15:51Nos dias de Samuel,
15:53o povo pediu um rei.
15:55Isso lhes foi concedido
15:57e Deus escolheu Saúl,
15:59que foi ungido rei de Israel
16:00por Samuel.
16:03Saúl, porém,
16:04deixou de fazer a vontade de Deus
16:06e, visto ter ele rejeitado
16:08a palavra do Senhor,
16:09o Senhor o rejeitou como rei
16:11e enviou Samuel
16:11para ungir Davi,
16:13rei de Israel.
16:14E Deus estabeleceu
16:15o trono de Davi para sempre.
16:18Quando Salomão
16:19herdou o reino
16:20em lugar de Davi,
16:21seu pai,
16:22o registro bíblico diz,
16:24Salomão assentou-se
16:25no trono do Senhor rei
16:27em lugar de Davi,
16:28seu pai.
16:291 Crônicas 29, 23
16:31O trono de Davi
16:33era o trono do Senhor
16:34e Salomão se assentou
16:36nesse trono
16:37como monarca
16:37no reino terrestre
16:39de Deus.
16:39A linha de sucessão
16:41ao trono
16:41foi de Davi
16:42até Zedequias,
16:43que se tornou
16:44vassalo do rei
16:45da Babilônia.
16:47Zedequias entrou
16:48num pacto solene
16:49diante de Deus,
16:50comprometendo-se
16:51a prestar lealdade
16:52ao rei da Babilônia.
16:54Zedequias, porém,
16:55quebrou seu pacto
16:56e Deus então
16:57lhe disse,
16:58E tu,
16:59ó profano
17:00e perverso,
17:01príncipe de Israel
17:02cujo dia é vindo,
17:04quando a iniquidade
17:05terá um fim,
17:06assim diz o Senhor Deus.
17:08Remove o diadema
17:09e tira a coroa.
17:11Isso não será o mesmo.
17:13Exalte o humilde
17:14e abata o soberbo.
17:16Derribarei,
17:17derribarei,
17:18derribarei.
17:19E já não será
17:19até que venha aquele
17:21a quem pertence
17:22por direito.
17:22A ele a darei.
17:24Ezequiel capítulo 21
17:26versos de 25 a 27
17:29Tradução literal
17:30da King James Version
17:31Ver capítulo 17
17:33versos de 1 a 21
17:36O reino ficou então
17:37sujeito a Babilônia.
17:39Quando Babilônia caiu
17:40e a média pérsia a sucedeu,
17:42o reino foi derrubado
17:44uma vez.
17:45Quando a média pérsia caiu
17:47e em seu lugar
17:47dominou a Grécia,
17:49ele foi derrubado
17:50pela segunda vez.
17:51Quando o império grego
17:53deu espaço a Roma,
17:54o reino foi derrubado
17:56pela terceira vez.
17:57A palavra de Deus
17:58diz então,
17:59E a coroa real
18:01já não será
18:02até que venha aquele
18:03a quem pertence
18:03por direito.
18:04A ele a darei.
18:06Quem é aquele
18:08a quem ela pertence
18:09por direito?
18:10Assim dizem
18:11as Escrituras,
18:13Tu o chamarás
18:14pelo nome de Jesus.
18:16Este será grande
18:17e será chamado
18:18Filho do Altíssimo.
18:19Deus o Senhor
18:21lhe dará o trono
18:22de Davi,
18:22seu pai.
18:23Ele reinará
18:24para sempre
18:25sobre a casa
18:26de Jacó
18:26e o seu reino
18:27não terá fim.
18:29Lucas capítulo 1
18:30versos de 31 a 33.
18:33E enquanto ele esteve
18:35aqui como esse profeta,
18:36homem de dores,
18:37familiarizado com o sofrimento,
18:39ele declarou
18:40na noite
18:41em que foi traído,
18:42Meu reino
18:43não é deste mundo.
18:44Assim o trono
18:45do Senhor
18:46foi removido
18:47deste mundo
18:47e já não será
18:48até que venha
18:49aquele a quem
18:50pertence por direito.
18:52Então o reino
18:53lhe será dado.
18:54Essa ocasião
18:55será o fim do mundo
18:56e o começo
18:57do mundo por vir.
18:58É por isso
18:59que enquanto este mundo
19:00que conhecemos
19:01permanecer,
19:02uma verdadeira
19:03teocracia
19:04jamais poderá
19:05ser estabelecida
19:06nele novamente.
19:08Consequentemente,
19:09desde a morte de Cristo
19:10até o fim do mundo,
19:11qualquer teoria
19:12sobre uma teocracia
19:14terrestre
19:15não passa
19:16de uma falsa teoria
19:17e qualquer pretensão
19:19a ela
19:19representa
19:20uma falsa pretensão.
19:22Não importa
19:23o lugar
19:23em que qualquer teoria
19:24dessa natureza
19:25for proposta
19:26e advogada,
19:27quer seja
19:28em Roma
19:29no quarto século
19:29ou aqui
19:30no século XIX,
19:32ela traz em si
19:33tudo o que o papado
19:34representa
19:34ou que sempre
19:35pretendeu ser.
19:36Coloca um homem
19:38no lugar de Deus.
19:40Agora lerei
19:41outra declaração
19:42relacionada
19:43ao propósito
19:43da União
19:44de Temperança
19:45Cristã da Mulher.
19:46Ela foi extraída
19:47do discurso anual
19:48da presidente
19:49da União Nacional
19:50na Convenção
19:50de Nashville
19:51em 1888.
19:54A União
19:55de Temperança
19:55Cristã da Mulher
19:56em seu âmbito local,
19:58estadual,
19:59nacional e mundial
20:00tem um único
20:01pensamento orgânico
20:02e vital,
20:03um propósito
20:04todo absorvente,
20:06um entusiasmo
20:07imperecível
20:08que é o de que
20:09Cristo será
20:09o rei deste mundo.
20:11Senador Blair
20:12será
20:14Sr. Jones
20:15será o rei
20:16deste mundo.
20:18Senador Blair
20:19mas você é um clérigo
20:20e você leu a Bíblia
20:21para nós.
20:23Sr. Jones
20:24em alguns instantes
20:25vou ler uma passagem
20:26que vai direto
20:27a esse ponto.
20:29Senador Blair
20:30mas não está
20:31na própria Bíblia
20:32que o tempo
20:33em que Cristo
20:33deverá ser o rei
20:34é o tempo presente?
20:36Sr. Jones
20:38vou ler uma passagem
20:40da Bíblia
20:40em conexão
20:41com esse assunto.
20:42Permita-me finalizar
20:43aquela declaração
20:44anterior.
20:46A união
20:46de temperança
20:47cristã da mulher
20:48em seu âmbito
20:49local, estadual,
20:50nacional e mundial
20:51tem um único
20:52pensamento orgânico
20:53e vital,
20:54um propósito
20:55todo absorvente,
20:57um entusiasmo
20:57imperecível
20:58que é o de que
20:59Cristo será o rei
21:00deste mundo.
21:01Sim,
21:03verdadeiramente
21:03o rei deste mundo
21:04em seu domínio
21:05de causa e efeito.
21:07Rei de seus tribunais,
21:08de sua vida militar,
21:09de seu comércio,
21:11rei de suas faculdades
21:12e conventos,
21:13rei de seus costumes
21:14e constituições.
21:16O reino de Cristo
21:17deve penetrar
21:18a esfera da lei
21:19mediante os portais
21:20da política.
21:22Essa é a ênfase
21:24contida na expressão
21:25o rei deste mundo.
21:27Contudo,
21:28o próprio Cristo
21:29disse
21:29meu reino
21:30não é deste mundo.
21:32Então é inegável
21:33que a união
21:34de temperança
21:35cristã da mulher
21:36se posiciona
21:37de forma contrária
21:38às palavras
21:39de Jesus Cristo
21:40ao afirmar
21:41que ele será
21:41o rei deste mundo
21:42e que esse reino
21:44deve penetrar
21:45a esfera da lei
21:46mediante os portais
21:47da política.
21:48Jesus Cristo
21:49tem alcançado
21:50entrada neste mundo
21:51por meio
21:52dos portais
21:52do evangelho
21:53e não da política.
21:55Esse propósito
21:56não se encerrou
21:57na Convenção
21:58da União
21:58de Temperança
21:59Cristã
21:59da Mulher
22:00de Nashville.
22:01Essa proposição
22:02foi repetida
22:03na Conferência Nacional
22:04de Nova York
22:05no último verão
22:06mediante a
22:07seguinte resolução.
22:09Resolvido que
22:10Cristo e seu
22:10evangelho
22:11como rei universal
22:12e de todas as leis
22:14devem ser soberanos
22:15em nossos assuntos
22:16governamentais
22:17e políticos.
22:18Muito bem,
22:20vamos aplicar
22:20essa resolução.
22:22Suponhamos que
22:23o evangelho
22:23fosse adotado
22:24como código civil
22:25deste governo.
22:26É dever de cada tribunal
22:28agir de acordo
22:29com esse código.
22:30Há uma lei
22:31nesse código
22:32que diz
22:32se teu irmão
22:33pecar contra ti
22:34e repreende-o.
22:35Se ele se arrepender,
22:37perdoa-lhe.
22:38Se por sete vezes
22:39no dia
22:40pecar contra ti
22:41e sete vezes
22:42vier ter contigo
22:43dizendo
22:44estou arrependido,
22:45perdoa-lhe.
22:47Vamos supor então
22:48que um homem
22:49roubou um cavalo.
22:50Ele é preso
22:51e condenado
22:52como culpado.
22:53Ele diz
22:54estou arrependido.
22:55Você deve
22:56lhe perdoar,
22:57diz o código.
22:59O governo
22:59deve se conformar
23:00com o código.
23:01O ladrão
23:02é liberto
23:03e repete
23:03o ato.
23:04É preso
23:04novamente
23:05e condenado
23:06como culpado.
23:07Ele diz
23:07estou arrependido.
23:09Perdoa-lhe,
23:10diz o código.
23:12E se ele
23:12repetir a ofensa
23:13sete vezes
23:14num dia
23:15e sete vezes
23:16voltar à corte
23:17dizendo
23:18estou arrependido,
23:19o governo
23:20deve lhe perdoar,
23:21pois assim
23:22ordena o código
23:23que a união
23:24de temperança
23:24cristã da mulher
23:25acredita que deveria
23:27ser o código
23:28governamental.
23:29Qualquer sistema
23:30como esse
23:31destruiria o governo
23:32civil em 24 horas.
23:35Isso não é uma crítica
23:36contra a Bíblia
23:37ou contra os seus
23:38princípios.
23:39O exemplo
23:40simplesmente ilustra
23:41a absurda perversão
23:42dos princípios
23:43bíblicos
23:44por essas pessoas
23:45que querem
23:45estabelecer um sistema
23:46de legislação
23:47religiosa
23:48em nosso país.
23:50O governo
23:51de Deus
23:51é moral
23:52e ele
23:52estabeleceu
23:53provisões
23:53para mantê-lo
23:54com o perdão
23:55da transgressão.
23:56Mas ele
23:57não fez
23:57esse tipo
23:58de provisão
23:58para o governo
23:59civil.
24:00Nenhuma
24:01provisão
24:01dessa natureza
24:02pode ser
24:03estabelecida
24:04e ao mesmo
24:05tempo manter
24:05a estabilidade
24:06do governo
24:07civil.
24:07A Bíblia
24:08revela o método
24:10de Deus
24:10para salvar
24:11os que pecam
24:12contra seu
24:12governo moral.
24:13O governo
24:14civil representa
24:16o método
24:16humano
24:16para preservar
24:18a ordem
24:18e não tem
24:19nada que ver
24:20com o pecado
24:21ou com a salvação
24:22de pecadores.
24:23Se o governo
24:24civil
24:25prender um ladrão
24:26ou um assassino
24:27e o declarar
24:28culpado,
24:29a penalidade
24:30precisa ser
24:31executada
24:31embora o senhor
24:33verdadeiramente
24:34lhe perdoe.
24:36A referida
24:37teoria teocrática
24:38parece estar
24:38impregnando
24:39toda a organização,
24:41pois o oitavo
24:42distrito da União
24:43de Temperança
24:43Cristã da Mulher
24:44em Augusta,
24:45Winsconce,
24:46de 2 a 4 de outubro
24:48de 1888,
24:50representando 15 municípios,
24:52aprovou esta resolução.
24:55Considerando
24:56que Deus
24:57desejaria
24:57que todos
24:58os homens
24:58honrassem
24:59um filho
25:00assim como
25:01honram o pai
25:02e considerando
25:03que a lei
25:03civil que Cristo
25:04deu no Sinai
25:05é a única
25:06lei perfeita
25:07e a única
25:07que assegurará
25:08os direitos
25:09de todas
25:09as classes,
25:10concluímos,
25:12resolvido
25:13que o governo
25:13civil deve
25:14reconhecer
25:15a Cristo
25:15como o governador
25:16moral
25:17e sua lei
25:18como a norma
25:19da legislação.
25:20A lei
25:21que Cristo
25:21deu no Sinai
25:22não é uma lei civil,
25:24ela é uma lei moral.
25:27Mas se fosse
25:27uma lei civil
25:28e aquele
25:29um governo civil,
25:30que relacionamento
25:31um governo civil
25:32iria querer ter
25:33com um governador
25:34moral?
25:36Essas
25:36distintas mulheres
25:38deveriam ser informadas
25:39de que o governo
25:40civil
25:40está baseado
25:42na lei civil
25:42e tem somente
25:43governadores civis.
25:45Um governo moral
25:46é fundamentado
25:47em leis morais
25:48e tem apenas
25:49um governador
25:50moral.
25:50qualquer teoria
25:52governamental
25:53que confunda
25:54esses dois
25:54modelos de governo
25:55está criando
25:56uma teoria
25:57teocrática
25:57que é precisamente
25:59a teoria
26:00governamental
26:01da união
26:01de temperança
26:02cristã
26:03da mulher,
26:03conforme demonstrado
26:05através dessas
26:06provas.
26:07E qualquer teoria
26:08teocrática
26:08de governo,
26:09desde a morte
26:10de Cristo,
26:11representa a teoria
26:12do papado.
26:14Esses excertos
26:15lidos
26:16provam que
26:16o propósito
26:17da união
26:18de temperança
26:18cristã
26:19da mulher
26:19é o estabelecimento
26:21de uma
26:21teocracia
26:22prática.
26:23Por favor,
26:24não me entendam
26:25mal nesse ponto.
26:26Não há ninguém
26:27que tenha
26:27mais respeito
26:28e deseje
26:29o melhor
26:29para a união
26:30de temperança
26:31cristã
26:31da mulher
26:32no que diz respeito
26:33ao trabalho
26:34legítimo
26:35que realizam
26:35do que nós.
26:36Somos abertamente
26:38a favor
26:38de união,
26:39de união
26:39de temperança,
26:40de união
26:41de temperança
26:42cristã
26:42e de união
26:43de temperança
26:44cristã
26:44da mulher.
26:45Mas não
26:46concordamos
26:47com nenhum
26:47tipo de união
26:48de temperança
26:49cristã
26:50política,
26:50nem com
26:51qualquer união
26:52de temperança
26:53teocrática.
26:55Desejamos
26:56sinceramente
26:56que a união
26:57de temperança
26:57cristã
26:58da mulher
26:59se paute
27:00pelo seu texto
27:00e trabalhe
27:01pela temperança
27:02cristã
27:03por meios
27:03cristãos
27:04em vez
27:05da temperança
27:05cristã
27:06por meios
27:06políticos
27:07ou da temperança
27:08política
27:09por meios
27:09teocráticos.
27:11Acredito
27:12na temperança
27:13cristã.
27:14Não somente
27:14creio nela
27:15como a pratico.
27:17Pratico
27:17a temperança
27:18cristã
27:18até mais
27:19estritamente
27:20do que a
27:20união
27:20de temperança
27:21cristã
27:21da mulher
27:22tem pregado.
27:23No entanto,
27:24apesar de
27:25crer nela
27:25completamente
27:26e me esforçar
27:28para praticá-la
27:28estritamente,
27:30eu nunca daria
27:31meu voto
27:31ou usaria
27:32minha voz
27:33para obrigar
27:33as pessoas
27:34a praticar
27:35a temperança
27:36cristã
27:36na qual
27:36creio
27:37e pratico.
27:38O cristianismo
27:39persuade as pessoas
27:40ao invés
27:41de obrigá-las.
27:42Pela pureza
27:43e amor
27:44de Cristo,
27:44o cristianismo
27:45atrai os homens
27:46em vez
27:47de obrigá-los
27:47a vir.
27:48Não é pelo
27:49poder do
27:50governo civil,
27:51mas pelo
27:51poder do
27:51Espírito Santo
27:52que o cristianismo
27:53assegura a
27:54obediência
27:55dos homens
27:55e a prática
27:56da temperança
27:57cristã.
27:59O estabelecimento
28:00de uma teocracia
28:01é o objetivo
28:02dos principais
28:03articuladores
28:04deste movimento
28:05em favor
28:05da lei
28:06dominical.
28:07O mesmo
28:07objetivo que
28:08moveu os líderes
28:09da igreja
28:10do quarto século.
28:11E qual foi
28:12o resultado
28:12desse movimento
28:13naquela época?
28:14Leio novamente.
28:16Esta teoria
28:17teocrática
28:17já era
28:18prevalecente
28:19no tempo
28:19de Constantino
28:20e os bispos
28:21voluntariamente
28:22se fizeram
28:23dependentes
28:23dele
28:24mediante
28:25suas disputas
28:26e pela
28:26determinação
28:27que tinham
28:28de fazer uso
28:28do poder
28:29do Estado
28:29para a promoção
28:31de seus objetivos.
28:32Neander,
28:33página 132.
28:36Visto
28:37ser essa
28:38a teoria
28:38deles,
28:39cujo resultado
28:39foi a determinação
28:40de fazer uso
28:41do poder
28:41do Estado
28:42para a promoção
28:43dos seus objetivos,
28:45surge a questão
28:46que meios
28:47empregaram eles
28:48para garantir
28:49o controle
28:50desse poder?
28:51A resposta
28:52é,
28:53eles conseguiram
28:54tal controle
28:55por meio
28:55de leis
28:56dominicais.
28:58O primeiro
28:58e maior
28:59objetivo
29:00dos dirigentes
29:01religiosos
29:01políticos
29:02daquela época
29:02era a promoção
29:04de si mesmos
29:04e o segundo
29:05objetivo
29:06era a exaltação
29:07do domingo.
29:08Esses dois
29:09propósitos
29:10haviam sido
29:10o principal
29:11objetivo
29:12dos bispos
29:12de Roma
29:13por mais
29:14de 100 anos
29:15quando
29:16Constantino
29:16desdeu a chance
29:17de alcançar
29:18com êxito
29:18suas metas
29:20através do
29:20poder do Estado.
29:22As arrogantes
29:23pretensões
29:24do bispo
29:24de Roma
29:25de garantir
29:26o poder
29:26sobre toda
29:27a igreja
29:27mediante a promoção
29:28do domingo
29:29foram primeiramente
29:30reivindicadas
29:31por Victor
29:32o bispo
29:33de Roma
29:33de 193
29:34a 202
29:36depois de Cristo.
29:37Ele escreveu
29:38uma carta
29:39autoritária
29:40aos prelados
29:40asiáticos
29:41ordenando
29:42que imitassem
29:43o exemplo
29:43dos cristãos
29:44do Ocidente
29:45com relação
29:45ao tempo
29:46de celebrar
29:47a festa
29:47da Páscoa
29:48isto é
29:49ordenando
29:50que a celebrassem
29:51no domingo.
29:52Os asiáticos
29:53responderam
29:54a essa altiva
29:55requisição
29:55com um destemido
29:56espírito
29:57e resolução
29:58declarando
29:59que não iriam
30:00de forma alguma
30:01abandonar
30:01dessa maneira
30:02os costumes
30:03que lhes foram
30:04transmitidos
30:04por seus
30:05antepassados.
30:07Após isso
30:08o trovão
30:08de excomunhão
30:09começou a rugir.
30:11Victor
30:11irritado
30:12com essa
30:12resposta
30:13resoluta
30:14dos bispos
30:14asiáticos
30:15rompeu
30:16a comunhão
30:17com eles
30:17considerando
30:18os indignos
30:19do nome
30:20de irmãos
30:20e os excluiu
30:21de toda a comunhão
30:22com a igreja
30:23de Roma.
30:24O único
30:25meio pelo qual
30:26esses líderes
30:26da igreja
30:27obtiveram
30:28da parte
30:28de Constantino
30:29a garantia
30:30de que poderiam
30:31usar o poder
30:31do Estado
30:32foi o famoso
30:33decreto
30:34que proibia
30:34certos tipos
30:35de trabalho
30:36no venerável
30:37dia do sol.
30:38Esse edito
30:39dizia
30:40que todos os juízes
30:42e todos os habitantes
30:43das cidades
30:43e as atividades
30:45ligadas ao comércio
30:46descansem
30:47no venerável
30:48dia do sol.
30:49Não obstante
30:50os que residem
30:51no campo
30:52têm a permissão
30:53de atenderem
30:54livremente
30:55e com plena
30:55liberdade
30:56ao cultivo
30:57dos campos
30:58visto
30:59acontecer
30:59a miúde
31:00que nenhum
31:00outro dia
31:01é tão adequado
31:02à semeadura
31:02do grão
31:03ou ao plantio
31:04da vinha
31:04de maneira
31:05que os homens
31:06deixando passar
31:07o momento
31:07crítico
31:08da agricultura
31:09não percam
31:10as dádivas
31:10concedidas
31:11pelo céu.
31:13A lei
31:14foi promulgada
31:14em 7 de março
31:15de 321
31:17depois de Cristo.
31:18Somente
31:19juízes,
31:20moradores
31:20das cidades
31:21e mecânicos
31:22deviam descansar
31:24no domingo.
31:24Os trabalhadores
31:25do campo
31:26estavam
31:26completamente
31:27livres
31:28para exercer
31:29suas atividades.
31:30Mas isso
31:31não satisfez
31:32os dirigentes
31:33políticos
31:34das igrejas
31:34por muito tempo.
31:36O foco
31:37da primeira
31:37lei dominical
31:38de Sous-Homens
31:39era que o dia
31:40fosse dedicado
31:41com menos interrupções
31:43para que se cumprissem
31:44propósitos
31:45de devoção.
31:46E como o governo
31:47por essa época
31:48já era uma teocracia
31:49era mais do que
31:51coerente
31:51que todos
31:52fossem obrigados
31:52a ser religiosos.
31:55Consequentemente
31:55uma lei dominical
31:57adicional
31:57foi acrescentada
31:58que obrigava
31:59todas as pessoas
32:00a não realizar
32:01nenhum trabalho
32:02no domingo.
32:04Mediante uma lei
32:05datada de 386
32:07depois de Cristo
32:08aquelas antigas
32:09mudanças
32:10efetuadas pelo
32:11imperador Constantino
32:12foram mais
32:13rigorosamente impostas
32:15e em geral
32:15as transações
32:16civis
32:17de todo tipo
32:18foram estritamente
32:19proibidas
32:19aos domingos.
32:21Qualquer um
32:21que transgredisse
32:22essa lei
32:23devia ser
32:24considerado
32:25culpado
32:25de sacrilégio.
32:27Neander
32:28página 300
32:30Então
32:30como as pessoas
32:32não estavam
32:32autorizadas
32:33a fazer
32:34nenhum tipo
32:34de trabalho
32:35elas se entregavam
32:36ao divertimento
32:37e como era
32:38de se esperar
32:39os circos
32:40e teatros
32:41espalhados
32:41pelo império
32:42ficavam
32:43abarrotados
32:43a cada domingo.
32:45Mas o objetivo
32:46da lei
32:47desde a primeira
32:48decretada
32:49era que o dia
32:50fosse usado
32:50para fins
32:51devocionais
32:52para que as pessoas
32:53pudessem ir
32:54à igreja.
32:55Consequentemente
32:56para cumprir
32:57esse objetivo
32:58havia mais
32:59um passo
32:59a ser tomado
33:00o que de fato
33:01aconteceu.
33:02Numa convenção
33:03da igreja
33:03realizada em
33:04Cartago
33:05no ano
33:05de 401
33:06depois de Cristo
33:07os bispos
33:08aprovaram
33:09uma resolução
33:10para que se enviasse
33:11uma petição
33:12ao imperador
33:13rogando
33:14que os espetáculos
33:16públicos fossem
33:17transferidos
33:17do domingo
33:18cristão
33:18e dos dias
33:19de festa
33:20para outros
33:21dias da semana.
33:23A história
33:24não diz
33:24se essa petição
33:25representava
33:26ou não
33:27os nomes
33:27de 14 milhões
33:28de peticionários
33:30cuja grande maioria
33:31jamais assinou
33:32a petição.
33:33A história
33:34também
33:34mantém em silêncio
33:35se a petição
33:36foi endossada
33:37por um único homem
33:38cuja assinatura
33:39foi contada
33:40como 7 milhões
33:41e 200 mil
33:42homens.
33:43Porém,
33:44a história
33:44não se cala
33:45quanto ao motivo
33:46que levou
33:46a petição
33:47a se tornar
33:48necessária.
33:49Os próprios
33:50peticionários
33:51deram a razão.
33:52As pessoas
33:53estão se congregando
33:54mais nos circos
33:55do que nas igrejas.
33:57Irem ver
33:58nota 5
33:58do livro
33:59de Neander.
34:00Grande número
34:01de pessoas
34:02estava empregado
34:03nos circos
34:04e teatros
34:04dentre os quais
34:05muitos eram
34:06membros da igreja.
34:07Mas em vez
34:08de abrir mão
34:09de seus empregos
34:10preferiram trabalhar
34:11aos domingos.
34:12Os bispos
34:13se queixavam
34:13de que esses homens
34:14eram obrigados
34:15a trabalhar
34:16e declararam
34:17que isso
34:17era perseguição
34:18e pediram
34:19uma lei
34:20para proteger
34:21essas pessoas
34:21de tal perseguição.
34:23A igreja
34:24havia se tornado
34:25um lugar
34:25que recebia
34:26uma multidão
34:27de pessoas
34:27não convertidas
34:28que se preocupavam
34:30muito mais
34:31com seus interesses
34:32e prazeres mundanos
34:33do que com a religião.
34:35E como o governo
34:36era agora
34:36um governo divino,
34:38foi considerado
34:39apropriado
34:39que o poder civil
34:40fosse usado
34:41para levar
34:42todos a mostrar
34:43respeito
34:44para com Deus
34:44quer pertencessem
34:46ou não
34:47à igreja
34:47ou quer tivessem
34:48ou não
34:49respeito
34:50para com Deus.
34:51Como as pessoas
34:53eram impedidas
34:54de trabalhar,
34:55elas lotavam
34:56os circos
34:56e os teatros.
34:57Não tinham desejo
34:58algum
34:59de ser devotas
35:00e visto que eram
35:01forçadas
35:02a ficar ociosas,
35:03uma enxurrada
35:04de dissipações
35:05se tornou
35:05consequência inevitável.
35:08Neander fala
35:09a esse respeito.
35:10Devido
35:11à predominante
35:12paixão
35:12pelas diversões
35:13públicas
35:14naquela época,
35:15especialmente
35:16nas grandes cidades,
35:17sucedeu que
35:18quando os espetáculos
35:19caíam nos mesmos
35:20dias consagrados
35:21pela igreja
35:22para alguma
35:23festividade religiosa,
35:25esses se mostrava
35:26um grande empecilho
35:28à devoção
35:28dos cristãos,
35:29embora se deva
35:30admitir
35:31que isso ocorria
35:32principalmente
35:33com aqueles
35:33cujo cristianismo
35:35ocupava o mínimo
35:36espaço na vida
35:37e no coração.
35:39Ele complementa,
35:41mestres da igreja
35:42eram na verdade
35:43forçados
35:43a admitir
35:44que nessa concorrência
35:46o teatro
35:46era vastamente
35:47mais frequentado
35:48que a igreja.
35:50E a igreja
35:51não podia então
35:52tolerar
35:53qualquer concorrência.
35:54Ela desejava
35:56um monopólio.
35:57Finalmente
35:58ela o conseguiu.
36:00Essa petição
36:01da Convenção
36:02de Cartago
36:03não podia ser
36:03concedida
36:04de imediato,
36:05mas no ano
36:06de 425 d.C.,
36:08a tão desejada
36:09lei foi aprovada.
36:10E junto a ela
36:12veio a razão
36:12que foi apresentada
36:13para a primeira
36:14lei dominical
36:15da história,
36:16ou seja,
36:17a fim de que
36:18a devoção
36:18dos fiéis
36:19estivesse livre
36:20de toda perturbação.
36:22Idem,
36:23página 301.
36:25É necessário
36:26manter em mente,
36:27contudo,
36:27que a única maneira
36:28pela qual a devoção
36:29dos fiéis
36:30era perturbada
36:31por essas coisas
36:32era quando
36:33o circo
36:33e o teatro
36:34eram abertos
36:35no mesmo horário
36:36dos cultos
36:37da igreja
36:37e os fiéis
36:38preferiam ir ao circo
36:40ou teatro
36:40em vez de ir
36:41às igrejas
36:42e assim
36:42sua devoção
36:43era perturbada.
36:45E, naturalmente,
36:46a única forma
36:47de manter
36:47a devoção
36:48de tais fiéis
36:49livre de toda
36:50a perturbação
36:51era fechar os circos
36:52e os teatros
36:53na hora do culto.
36:54Dessa forma
36:55e por esse meio,
36:56todo motivo
36:57que pudesse impedir
36:58alguém de ser devoto
36:59foi removido
37:00das pessoas.
37:01Então, logo em seguida,
37:03na próxima sentença,
37:05Neander afirma
37:06Desse modo,
37:07a igreja recebeu
37:08a ajuda do Estado
37:09para a execução
37:10de seus objetivos.
37:12Essa declaração
37:13está correta.
37:14Constantino fez
37:15várias coisas
37:16para favorecer
37:17os bispos.
37:18Deu-lhes dinheiro
37:19e favores políticos.
37:21Ele fez com que
37:21suas decisões
37:22em casos controversos
37:24fossem tão definitivas
37:25como se fossem
37:26decisões de Jesus Cristo.
37:29Contudo,
37:29apesar de ter
37:30feito muito por eles,
37:32ele não lhes deu poder
37:33sobre aqueles
37:33que não pertenciam
37:35à igreja,
37:35a ponto de obrigá-los
37:37a agir como se
37:38pertencessem,
37:39exceto no caso
37:40da lei dominical.
37:41As decisões
37:43dos bispos
37:43que Constantino
37:44decretava
37:45como definitivas
37:46eram obrigatórias
37:47apenas para aqueles
37:48que voluntariamente
37:49escolhessem
37:51aquele tribunal
37:51religioso,
37:53sem qualquer efeito
37:54sobre os demais.
37:55Antes desse período,
37:57se alguém recorresse
37:58para o tribunal
37:59dos bispos
38:00e ficasse insatisfeito
38:01com a decisão,
38:03ele podia apelar
38:04para o magistrado
38:05civil.
38:06Esse edito
38:07eliminou essa fonte
38:08de apelação.
38:09Todavia,
38:10não afetava
38:11a todos,
38:12mas somente
38:12aqueles que
38:13voluntariamente
38:14escolhessem
38:15a arbitragem
38:16dos bispos.
38:18mas no caso
38:19da lei dominical
38:20foi concedido
38:21à igreja poder
38:22para obrigar
38:23os que não
38:23pertenciam à igreja
38:24e não estavam
38:26sujeitos
38:26à jurisdição
38:27eclesiástica
38:28a obedecer
38:29aos mandamentos
38:30da igreja.
38:31No caso
38:32da lei dominical
38:33foi concedido
38:34à igreja
38:34o controle
38:35do poder civil
38:36de forma
38:37que por meio
38:37dele
38:38a igreja
38:39pudesse
38:39obrigar
38:39todos os que
38:40não pertencessem
38:41a ela
38:41a agir
38:42como se
38:43pertencessem.
38:43Se vasculharmos
38:45inteiramente
38:46a história
38:47dos tempos
38:47de Constantino
38:48ficará comprovado
38:50que ele jamais
38:51deu à igreja
38:52amplos poderes
38:53exceto no que
38:54diz respeito
38:55à lei dominical.
38:56A declaração
38:57de Leander
38:57é totalmente
38:58correta
38:59ao ele
38:59ressaltar
39:00que desse modo
39:01a igreja
39:01recebeu
39:02a ajuda
39:02do Estado
39:03para a execução
39:04dos seus objetivos.
39:06A obra
39:07contudo
39:07não estava
39:08ainda completa.
39:09É fato
39:10que os bispos
39:11já tinham
39:11garantido
39:12para si
39:12o poder
39:13do Estado
39:13para tirar
39:14do povo
39:14qualquer
39:15desculpa
39:16para não
39:16ser religioso.
39:18Mas desde
39:19o início
39:19de toda
39:20a maquinação
39:20o povo
39:21não tinha
39:22nenhum desejo
39:22genuíno
39:23de ser religioso.
39:24Eles não tinham
39:25nenhum espírito
39:26de devoção
39:27no coração
39:27e embora
39:28o Estado
39:29os houvesse
39:30proibido
39:30de trabalhar
39:31e fechado
39:32os circos
39:32e teatros
39:33aos domingos
39:34as pessoas
39:34não queriam
39:35ser religiosas.
39:37O próximo
39:38passo a ser tomado
39:38portanto
39:39seguindo a lógica
39:40da situação
39:41foi obrigá-los.
39:42E os bispos
39:44teocráticos
39:45estavam
39:45à altura
39:46da conjuntura.
39:47Eles tinham
39:48em mãos
39:48uma teoria
39:49que satisfazia
39:50as exigências
39:51do momento.
39:52E o grande
39:52pai e santo
39:53da igreja
39:54católica
39:54Agostinho
39:55foi o criador
39:56da seguinte
39:57teoria
39:57religiosa
39:58católica.
39:59Ele escreveu
40:00na verdade
40:01é melhor
40:02levar os homens
40:03a servir
40:03a Deus
40:04através
40:04da instrução
40:05do que
40:05pelo medo
40:06da punição
40:07ou pela dor.
40:08Mas não é
40:09porque esse
40:10primeiro método
40:11seja melhor
40:11que este último
40:12que ele
40:13deva ser
40:13negligenciado.
40:15Muitos
40:16frequentemente
40:16devem ser
40:17trazidos
40:17de volta
40:18ao seu senhor
40:19como servos
40:20maus
40:20através
40:21da vara
40:21do sofrimento
40:22temporal
40:23antes de
40:24atingirem
40:25o mais alto
40:26grau de
40:26desenvolvimento
40:27religioso.
40:35Sobre essa
40:36teoria
40:36Neander
40:36observa
40:37Foi por
40:38meio
40:38de Agostinho
40:39então
40:39que foi
40:40proposta
40:41e fundada
40:41uma teoria
40:42que continha
40:43a semente
40:43de todo
40:44aquele sistema
40:45de depotismo
40:46espiritual
40:46de intolerância
40:48e perseguição
40:48cujo fim
40:49foram os
40:50tribunais
40:51da inquisição.
40:52História
40:53da igreja
40:53página 217
40:56A história
40:57da inquisição
40:58não passa
40:59do desdobramento
41:00histórico
41:00gerado por
41:01esta infame
41:02teoria
41:02de Agostinho
41:03Contudo
41:04essa teoria
41:05não é tão somente
41:06a sequência
41:06lógica
41:07da tese
41:08em que se
41:08fundamenta
41:09todas as
41:10leis dominicais
41:11A igreja
41:12induziu
41:13o estado
41:14a obrigar
41:15toda a população
41:16a ficar ociosa
41:17para o próprio
41:18bem deles
41:18Em seguida
41:20ficou constatado
41:21que todos
41:22estavam mais
41:22inclinados
41:23à impiedade
41:24então para salvá-los
41:26de cair
41:26nas mãos
41:27do diabo
41:27tentaram
41:28compelir
41:29todos
41:29a ir
41:29para o céu
41:30O trabalho
41:32da inquisição
41:32foi sempre
41:33fundamentado
41:33no amor
41:34pelas almas
41:35dos homens
41:35e para salvá-los
41:37do inferno
41:39do inferno
41:39do inferno
41:40do inferno
41:40do inferno
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