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Nas vielas cresce um canto,
velho e novo, tenso e santo.
Não há muro que contenha
a lembrança que incendeia.

Vêm de longe, dos navios,
onde o tempo fez vazios.
Na escrita antiga, na mão,
trouxeram mundo e negação.

Sob o sono, a casa grande range,
E à cidade inteira abrange.
Cada sombra é companheira,
cada rua, corda e bandeira.

(Refrão)
Você e eu, sobre o asfalto quente da cidade,
guardamos os fantasmas da liberdade.
Quando os mortos disserem nomes antigos,
escute com fé, são os Malês renascidos.

O relógio perde o norte,
a alvorada teme a sorte.
Entre rezas e murmúrios,
Se costuram os próprios júbilos.

Sob paredes, nomes rasos,
Visões antigas, passos escassos.
Tudo perdura sob o nada,
tudo insiste na madrugada.

No mercado, no casarío,
há sinais do velho brio.
Quem escuta um idoso cansado,
ouve o grito sufocado.

(Refrão)
Você e eu, sobre o asfalto quente da cidade,
guardamos os fantasmas da liberdade.
Quando os mortos disserem nomes antigos,
escute com fé, são os Malês renascidos.

Você vive o mesmo instante
que incendiou o levante.
Nada morre, tudo é ciclo,
mesmo quando o mundo é mito.

Eu, cidade, guardo a rota
de cada voz que foi remota.
E repito, sem juízo,
Os Malês são força, são aviso.

Ergue o corpo, irmão vencido,
Seu silêncio é seu bramido.
Quando o tempo ouvir sua união,
será mais do que memória, será nação.

(Refrão)
Você e eu, sobre o asfalto quente da cidade,
guardamos os fantasmas da liberdade.
Quando os mortos disserem nomes antigos,
escute com fé, são os Malês renascidos.

(Refrão)
Você e eu, sobre o asfalto quente da cidade,
guardamos os fantasmas da liberdade.
Quando os mortos disserem nomes antigos,
escute com fé, são os Malês renascidos.

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Astrikos Katoikos
Copyright ©️ 2002
Todos os Direitos Reservados ®

#astrikoskatoikos #umbanda #malês

Categoria

🎵
Música
Transcrição
00:10Nas vielas cresce um canto
00:30Trouxeram mundo e negação
00:32Sob o sono a casa grande range
00:35E a cidade inteira abrange
00:38Cada sombra é companheira
00:41Cada rua acorda e bandeira
00:44Você e eu
00:46Sob o asfalto quente da cidade
00:48Guardamos os fantasmas da liberdade
00:51Quando os mortos disserem nomes antigos
00:54Discute com fé
00:56São os maleiros renascidos
00:59O relógio perde o norte
01:02Alvorada teme a sorte
01:05Entre rezas e murmúrios
01:08Se costuram os próprios júbilos
01:11Sob paredes nomes rasos
01:13Visões antigas, passos escassos
01:16Tudo perdura sob o nada
01:19Tudo insiste na madrugada
01:21No mercado, no casarinho
01:24Há sinais do velho bril
01:27Quem escuta um idoso cansado
01:30Ouve o grito sufocado
01:32Você e eu
01:35Sob o asfalto quente da cidade
01:38Guardamos os fantasmas da liberdade
01:40Quando os mortos disserem nomes antigos
01:43Discute com fé
01:45São os maleiros renascidos
01:48São os maleiros renascidos
02:15O levante
02:16Nada morre, tudo é ciclo
02:19Mesmo quando o mundo é mito
02:21Eu cidade guardo a rota
02:24De cada voz que foi remota
02:27E repito sem juízo
02:29Os males são força, são aviso
02:32Ergue o corpo, irmão vencido
02:35Seu silêncio
02:36Seu silêncio é seu bramido
02:38Quando o tempo ouve sua união
02:41Será mais do que memória
02:43Será nação
02:45Você e eu
02:47Sob o asfalto quente da cidade
02:50Guardamos os fantasmas da liberdade
02:52Quando os mortos disserem nomes antigos
02:55Discute com fé
02:57São os maleiros renascidos
03:21Você e eu
03:23Sob o asfalto quente da cidade
03:25Guardamos os fantasmas da liberdade
03:28Quando os mortos disserem nomes antigos
03:31Discute com fé
03:32São os maleiros renascidos
03:59Aいき na folha
04:01Que peso
04:01O que 94
04:01É claro
04:01É que isso
04:01É afiliado
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