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A febre das máquinas,
Nunca aprende compaixão.
Resfria seus processadores
Com o futuro de uma nação.

Cada córrego em silêncio
Mantém seu cérebro voraz.
Chamam isso de progresso...
E ela só quer sempre mais...

Comprou vales, diques, vertentes,
Arquivou cada nascente.
Onde havia piracema,
Hoje obedece um esquema.

Seu império pede inverno,
Dia e noite, sem descanso.
Para cada cálculo novo,
Seca mais um velho remanso.

Toda margem lhe pertence,
Toda licença sorri.
Quem assinou seus contratos
Nunca mais olhou dali.

Cada peixe vale menos
Que um segundo de memória.
Sua sede custa rios,
Seu lucro está escrevendo a história.

A febre das máquinas,
Nunca aprende compaixão.
Resfria seus processadores
Com o futuro de uma nação.

Cada córrego em silêncio
Mantém seu cérebro voraz.
Chamam isso de progresso...
Ela só quer sempre mais...

As libélulas desapareceram,
Os juncais perderam cor.
A lontra mudou de curso,
Sem jurado, sem favor.

Garças deixam os barrancos,
A taboa virou nada.
Sua bolsa de valores sobe rindo,
Cada espécie abandonada

Quando a última vertente
Virar apenas projeção,
Venderá água sintética
Com requinte de dominação.

Chamarão desastre de avanço,
Nomearão saque como bem.
Quem protestar contra esse monstro
Será tratado como ninguém.

Uma febre das máquinas,
Feita de silício e cifrão.
Bilhões giram nas turbinas,
Bilhões compram submissão.

Mas um algoritmo ignora
O que nenhuma conta diz:
Não existe inteligência
Num planeta por um triz.


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✓✓ composição de 👇🏻
Astrikos Katoikos
Copyright ©️ 2024
Todos os Direitos Reservados ®

#astrikoskatoikos #punkrock #ia #rock #heavymetal

Categoria

🎵
Música
Transcrição
00:22A febre das máquinas nunca aprende com paixão
00:27Resfriar seus procesadores com o futuro de uma nação
00:33Cada córrego em silêncio mantém seu cérebro voraz
00:38Chamam isso de progresso e ela só quer sempre mais
00:44Com provales, dinques, vertentes, arquivou cada nascente
00:50Onde havia piracema, hoje obedece um esquema
00:55Seu império pede inverno, dia e noite, sem descanso
01:01Para cada cálculo novo, seca mais um velho remanso
01:21Toda margem lhe pertence, toda licença sorri
01:26Quem assinou seus contratos nunca mais olhou dali
01:31Cada peixe vale menos que um segundo de memória
01:36Sua sede custa rio, seu lucro está escrevendo a história
01:43A febre das máquinas nunca aprende com paixão
01:48Resfriar seus procesadores com o futuro de uma nação
01:53Cada córrego em silêncio mantém seu cérebro voraz
01:59Chamam isso de progresso e ela só quer sempre mais
02:16As libélulas desapareceram, os juncais perderam cor
02:21A lontra mudou de curso, sem jurado, sem favor
02:26Garças deixam os barrancos, a tabua virou nada
02:31Sua bolsa de valores sobe reindo, cada espécie abandonada
02:52Quando a última vertente virar apenas projeção
02:57Venderá água sintética com requinte de dominação
03:02Chamarão desastre de avanço, nomearão saque como bem
03:08Quem protestar contra esse monstro será tratado
03:12Como ninguém
03:18Uma febre das máquinas feita de silício e cifrão
03:23Bilhões giram nas turbinas, bilhões compram submissão
03:29Mas um algoritmo ignora o que nenhuma conta diz
03:34Não existe inteligência num planeta por um tris

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