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O agrimensor mediu a terra com fita de aço
Ignorou que as cidades são cascas finas no espaço
As ciperáceas cavam o chão da garagem vazia
Um satélite abandonado capta a nossa agonia

Disseram que o progresso era um muro bem alto
Mas há um deus ancestral aguardando embaixo do asfalto.

Laroyê na órbita de Saturno!
O universo é um terreiro noturno!
Quebre a flauta, pisoteie o papel,
Não há diferença entre a lama e o céu.

Sete moscas revisam o código de barras
mutucas afinam velhas guitarras
Nas glumas do trigo dorme um monstro esquecido
Que roubou a gravitação e o tempo perdido

O tabelião assina a nossa sentença de posse
O solo abssorve o homem com uma leve tosse

Quem é que conta os passos do caminhante?
Quem é que vê o monstro e o diamante?
Eu não sou o nome impresso no R.G.,
Não sou o olho, sou o ato de ver.

Sem ontem, sem hoje, sem fuga ou chegada,
A Consciência assiste a Terra desintegrada.

Laroyê na órbita de Saturno!
O universo é um terreiro noturno!
Quebre a flauta, pisotêie o papel,
Não há diferença entre a lama e o céu!

Nada naceu do tijolo.
Mas milhões morrem no morro.
O que sou... sempre será.
E o demiurgo disso tudo...
finalmente acordará.

Essa música foi criada com acaso
Jogando frases e avaliando o resultado
Por que gerar desordem é tão difícil,
Mesmo tendo essa intenção como ofício?

Libertem os oprimidos!
Oprimam os opressores
Nesse vai e vem de personagens
Seremos realmente os libertadores?

Laroyê na órbita de Saturno!
O universo é um terreiro noturno!
Quebre a flauta, pisotêie o papel,
Não há diferença entre a lama e o céu!

_________________

Astrikos Katoikos
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Todos os Direitos Reservados ®

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#astrikoskatoikos #advaita #iluminação #punkrock

Categoria

🎵
Música
Transcrição
00:19O agrimensor mediu a terra com fita de aço
00:25Ignorou que as cidades são cascas finas do espaço
00:29As superáceas cavam o chão da garagem vazia
00:35Um satélite abandonado capta a nossa agonia
00:51Disseram que o progresso era um muro bem alto
00:55Mas há um deus ancestral aguardando embaixo do asfalto
01:01Laroiê na órbita de Saturno
01:05O universo é um terreiro noturno
01:11Quebre a flauta, pisoteie o papel
01:15Não há diferença entre a lama e o céu
01:32Sete moscas revisam o código de barras
01:37Mutucas afinam velhas guitarras
01:42Nas plumas do trigo dorme um monstro esquecido
01:47Que roubou a gravitação e o tempo perdido
01:52O tabelião assina a nossa sentença de posse
01:58O solo absorve o homem com uma leve tosse
02:09Quem é que conta os passos do caminhante?
02:12Quem é que vê o monstro e o diamante?
02:14Eu não sou o nome impresso no RG
02:16Não sou o olho, sou o ato de ver
02:19Sem ontem, sem hoje
02:22Sem fuga ou chegada
02:23A consciência assiste a terra desintegrada
02:30Laroiê na órbita de Saturno
02:34O universo é um terreiro noturno
02:39Quebre a flauta, pisoteie o papel
02:44Não há diferença entre a lama e o céu
02:51Nada nasceu do tijolo
02:56Mas milhões morrem no morro
03:00O que sou sempre será
03:05E o demiurgo disso tudo
03:09Finalmente acordará
03:21Essa música foi criada com acaso
03:26Jogando frases e avaliando o resultado
03:31Por que gerar desordem é tão difícil
03:36Mesmo tendo essa intenção como ofício
03:42Libertem os oprimidos
03:45Oprimam os opressores
03:48Nesse vai e vem de personagens
03:51Seremos realmente os libertadores
03:54Laroiê na órbita de Saturno
03:57O universo é um terreiro noturno
04:03Quebre a flauta, pisoteie o papel
04:07Não há diferença entre a lama e o céu
04:15Não há diferença entre a lama e o céu
04:36A CIDADE NO BRASIL
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