Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O episódio do Podcast Divirta-se desta semana é sobre a série brasileira do Netflix, Brasil70: A Saga do Tri. Entrevistamos o ator estreante e ex-jogador do Atlético, Felipe Soutto, Paulo Moretti, produtor da produtora responsável e o ator e realizado mineiro, Hugo Haddad, que interpretou o goleiro Félix.
Eles nos contam histórias de bastidores, testes, treinamentos, e até gravações no México.

Acesse o site: https://em.com.br / https://uai.com.br

SE INSCREVA EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE: https://www.youtube.com/@PortalUai
Siga o Portal UAI nas redes sociais:
Instagram - https://instagram.com/estadodeminas/
Twitter - https://twitter.com/em_com/
Facebook - https://www.facebook.com/EstadodeMinas/

#netflix #séries #brasil70

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Adivirta-se!
00:01Adivirta-se!
00:02Cultura?
00:02Adivirta-se!
00:04Olá!
00:04Seja bem-vindo ao Adivirta-se, o seu podcast de cultura do Jornal Estado de Minas.
00:09Hoje a gente está num formato diferente.
00:11A gente está produzindo um conteúdo sobre a série da Netflix Brasil 70.
00:16A série sobre a seleção brasileira tricampeão mundial.
00:20A série foi produzida pela O2 Filmes, dirigida por Paulo Morelli, Pedro Morelli e Kiko Meireles.
00:26A gente conversou com o Paulo Morelli.
00:28Valeu, Otávio. É um prazer estar falando com você aqui.
00:31A série foi levada para a O2 por um casal de roteiristas, a Naná Xavier e o Rafa Dornelas,
00:40apaixonados por futebol, fizeram toda a pesquisa de muito tempo, de muitos anos,
00:46e trouxeram um material já bem desenvolvido para a gente.
00:50E a O2, a gente gostou da ideia do projeto, levamos para a Netflix,
00:54que na mesma hora se interessou, e em pouquíssimo tempo a gente já estava em desenvolvimento de roteiro.
01:03Mas foi tudo muito corrido, porque em um ano e meio a gente teve que fazer tudo,
01:08desde escrever o roteiro, começar a escrever o roteiro,
01:11até entregar a última cópia do último episódio.
01:15E isso é um prazo muito curto para uma produção desse tamanho.
01:18Então foi uma correria muito grande, e a gente está muito feliz com o resultado.
01:22A gente sentia um paralelo grande com o que está acontecendo hoje em dia,
01:27com o Brasil contemporâneo.
01:30O Nelson Rodrigues falava do complexo de vira-lata,
01:34que a gente tinha muito presente no Brasil,
01:36a gente achava que a gente não era capaz e tal.
01:39Agora não é a mesma coisa, agora o que tem é uma grande polarização.
01:41O Brasil é meio dividido, mas o Brasil parece que sempre está duvidando do seu potencial,
01:48parece que a gente vai perdendo oportunidades de se mostrar como nós somos bons
01:54perante o mundo inteiro.
01:55Então a gente sentiu uma semelhança entre aquele momento histórico,
02:01naquela época era uma grande ditadura, agora uma grande polarização,
02:05que houve uma grande reversão com esse movimento todo da Copa,
02:10com a vitória, com a gente conquistar a Copa de 70,
02:14parece que a gente voltou a acreditar na gente mesmo,
02:18os brasileiros voltaram a acreditar em si próprios.
02:21E a gente espera que isso possa acontecer de novo aqui,
02:24que a gente se supere, que a gente possa mostrar o nosso valor,
02:29não só no futebol, como em outras coisas.
02:31A gente teve que correr desde o começo, do start do projeto,
02:36para descobrir quem seriam essas pessoas,
02:38porque a gente tinha três demandas básicas,
02:42e era difícil conseguir as três ao mesmo tempo em uma pessoa,
02:45que tinha que ser bom de bola,
02:48e a gente foi eliminando muitos atores bons ao longo do caminho,
02:52porque eles não passavam no teste de futebol.
02:55A gente não fez só um teste de elenco, a gente fez um teste de futebol.
02:59A gente chamou para ajudar a gente uma empresa inglesa,
03:03chama Sports on Screen, que é a grande empresa de filmagem de futebol no mundo,
03:09faz todos os comerciais da Nike, da Adidas, enfim, de quem for,
03:13é feito por esse cara, chama Andy Anson,
03:16dessa empresa Sports on Screen.
03:19E um grande fã do Pelé, a primeira conversa que a gente teve com ele online,
03:23ao lado dele tem um retrato do Pelé,
03:26é o grande ídolo da vida dele.
03:28Quando ele soube que poderia fazer a série do Pelé,
03:31ele ficou motivado, mudou a agenda dele inteira para poder trabalhar com a gente.
03:35E deu uma formulinha de o que os nossos atores tinham que fazer,
03:41então a gente tinha que driblar por cones,
03:44chutar com a esquerda, chutar com a direita, dar umas corridas,
03:47tudo isso ele avaliava e dava uma nota.
03:49Então ele foi dando nota, e a nota de corte era sete,
03:53seis e meio está fora, não dá para trabalhar,
03:55não dá para colocar no nosso cast um cara que tira uma nota seis e meio.
04:02E com isso ele foi eliminando,
04:03a gente foi tendo que eliminar muitos atores bons.
04:07E a gente fez, estou muito feliz de a gente ter sido muito rigoroso
04:11e criterioso nesse aspecto.
04:13E esse era o primeiro aspecto.
04:14O segundo aspecto que todo cast tinha que ter,
04:17tinha que ser muito bom ator,
04:19porque tem muito drama na história, não é só futebol.
04:21E o terceiro aspecto, a gente tinha que ser parecido,
04:25então a gente tinha que equilibrar essas três coisas,
04:27jogar futebol, ser ator e ser parecido.
04:30E demos uma sorte imensa com o Pelé,
04:32porque ele é muito parecido.
04:34E o curioso é que o Lucas Agrícola,
04:37que é quem faz o Pelé,
04:40ele nunca foi ator antes,
04:42e nem o Felipe Soto.
04:43O Felipe Soto é jogador de futebol,
04:45como você acabou de falar,
04:46grande jogador da primeira divisão do Atlético Mineiro,
04:49é um dos grandes clubes brasileiros.
04:51Eu queria dar o crédito ao produtor de cast,
04:54que é o Gabriel Domingos,
04:56que ele fez um trabalho incrível de pesquisa
04:58por muitos estados brasileiros,
05:01para levantar esse elenco.
05:04Então, foi um trabalho sensacional dele.
05:07Inclusive, ele é o Gabriel,
05:09que foi indicado ao Oscar nesse ano,
05:13pelo trabalho dele de casting do Agente Secreto.
05:17A gente descobriu o Lucas Agrícola
05:19porque ele colocou uma foto dele
05:21num site de modelos.
05:24E a gente cruzou.
05:25Olha, ele é parecido, ele é modelo,
05:27nunca foi ator,
05:28mas ele jogava em clubes de várzea,
05:32foi da base do time de futebol
05:35da cidade dele e tal.
05:39Não chegou a ser profissional,
05:40mas jogava na várzea.
05:41Jogava futebol, frequentemente,
05:43era o esporte dele.
05:45Tem físico, tem preparo físico e tudo.
05:49Então, esses dois tiveram que passar por um processo
05:52de aprender a ser atores,
05:54entre fevereiro, que começou esse processo
05:57com o Lucas Agrícola,
05:59até que, no começo de julho,
06:02a gente começou a filmar.
06:03Então, o protagonista da nossa série
06:05teve que aprender a ser ator em poucos meses.
06:08O Felipe Souto foi apresentando uma naturalidade
06:11nas cenas de diálogo,
06:14porque o Gerson era importante,
06:16tinha que ter falas boas.
06:17E a outra coisa que a gente tinha que escolher
06:21é a perna certa,
06:22porque o Gerson é canhoto,
06:24então a gente tinha que ter um cara que fosse canhoto.
06:26O Tostão era canhoto.
06:28E o Revelino era canhoto.
06:29A gente tinha três canhotos.
06:31Pô, na população, a maioria é de não canhotos.
06:36E na seleção de 70, tinham três.
06:39E os três com fala,
06:40então os três tinham que ser atores.
06:42E o Felipe Souto foi ganhando espaço,
06:44porque ele foi se mostrando muito bom ator,
06:47muito sincero, muito verdadeiro.
06:49A gente foi passando mais falas para ele.
06:51Agora, o ex-jogador Felipe Souto,
06:53que teve passagens pelo Atlético, Vitória, Vasco,
06:56e na série interpretou o craque Gerson.
06:59Identifiquei que era uma série da Netflix
07:01e que retrataria algo relacionado à Copa de 70.
07:06Mas sem muitos detalhes,
07:07até mesmo por uma questão de sigilo.
07:10nós não podíamos saber de muita coisa.
07:13E aí eles me falaram que...
07:14A própria Ana me falou que se houvesse algum interesse
07:18por parte deles, ela me ligaria.
07:20Daí eu voltei para BH,
07:22já sabendo que eles não ligariam.
07:25Quando é assim, normalmente não liga.
07:28E aí, alguns dias depois,
07:30eles me aprovaram, me ligaram,
07:32e falaram que eu tinha sido aprovado
07:34para ser o Piazza como ator,
07:37e o dublê do Tostão ao mesmo tempo.
07:39E aí começou a série para mim.
07:43Fui para São Paulo.
07:44Quem te deu a notícia que você ia ser o Gerson,
07:47que você ia ter um papel um pouco maior ali na série?
07:50Já faltavam mais ou menos 20 dias
07:52para começarem as gravações.
07:55e num dia de ensaio,
07:58ensaio com câmeras,
08:00que fazíamos de vez em quando,
08:01até mesmo para eles já saberem ângulo de câmera,
08:05quais lentes seriam usadas em cada jogada e tal.
08:09Nesse dia de manhã,
08:10o Pingo,
08:11que era o produtor executivo,
08:14o Elton Pingo, não é o nome dele,
08:15ele me chamou e falou,
08:16a partir de agora você vai ser o Gerson,
08:17sabe que dentro do futebol em si,
08:19você não vai ter tantos problemas,
08:20porque, por incrível que pareça,
08:22é a posição que eu sempre joguei.
08:25Então eu me sentia mais confortável em fazer,
08:29embora se tratasse de jogadas muito bem executadas por ele,
08:33eu sabia que seria um desafio,
08:35mas menor do que na atuação.
08:37No dia anterior,
08:37eu tinha feito um teste com o Paulo Morelli,
08:40que é um dos diretores da série,
08:43sendo que eles tinham me passado
08:45que poderia incluir no roteiro uma fala do Piazza,
08:49mas na verdade eles já estavam me testando
08:51para um provável Gerson,
08:53e eu não sabia.
08:54Isso foi no dia anterior,
08:55na segunda-feira.
08:56Aí na terça aconteceu esse diálogo de manhã com o Pingo,
08:59e à noite eu fui escolhido ali,
09:02no final da tarde.
09:03Aí a partir da quarta-feira,
09:04no dia seguinte,
09:06o trabalho ficou maior,
09:08porque passei a ter mais falas,
09:10é um protagonismo maior nas cenas,
09:12a caracterização,
09:14o cabelo,
09:16o carioquês,
09:17várias coisas que eu não tinha a necessidade até então.
09:22Tinha a preparação de elenco geral,
09:25e eu também fiz algumas aulas de prosódia,
09:28com a Maria Campos,
09:30que é uma preparadora de elenco muito renomada,
09:33muito conceituada,
09:34e me ajudou muito.
09:35Poucas aulas,
09:36porque faltava pouco tempo para começar as gravações,
09:39mas me ajudaram bastante.
09:41Ela pedia para eu mandar áudio,
09:45como se eu estivesse contrassenando com ela,
09:47e ela fazendo algumas considerações ali,
09:50me ajudando,
09:51enfim,
09:52foi bem legal.
09:53Tanto a Marina Medeiros,
09:54quanto o Cris,
09:55do vô,
09:56que eram os nossos preparadores,
09:58também dedicaram um tempo especial para mim,
10:00por eu não ser ator,
10:01por eu estar vivendo uma experiência diferente,
10:04e também porque do nada eu mudei de personagem.
10:08Então era necessário virar um pouco a chave ali,
10:12e aprender não só o carioquês,
10:13mas o fato de o Gerson ser fumante,
10:17na ocasião ele era fumante,
10:18então tem muitas cenas que,
10:19algumas foram ao ar,
10:21outras não,
10:21mas que eu estava usando o cigarro.
10:23Eram essas as demandas mais específicas
10:25que eu tinha que me habituar.
10:27Mas foi tranquilo,
10:28porque muita gente ajudou,
10:29até os próprios atores também,
10:31com quem eu convivia bastante,
10:33foram bem importantes nesse processo.
10:35As seis primeiras semanas foram de campo,
10:39só campo,
10:40praticamente uma ou outra cena de bastidores,
10:43mas todas relacionadas a campo,
10:45com uniforme de jogo,
10:47consulteira,
10:49túnel de acesso ao campo do estádio,
10:53entrada em campo,
10:54e também com as outras seleções.
10:56Então o elenco era muito maior,
10:57tinha muito mais gente,
10:59muito mais caracterizadores,
11:01maquiadores,
11:02figurinistas,
11:03era uma galera bem mais robusta,
11:07o staff.
11:08Seis semanas,
11:09sendo que cada semana era uma seleção,
11:12como a Romênia,
11:14que foi o terceiro jogo,
11:15teve menos coisa,
11:16a Itália e o Uruguai,
11:17que foram equipes que tiveram mais coisa,
11:20principalmente relacionadas à dramaturgia,
11:24aí nós fizemos ali também.
11:25essas cenas de campo eram gravadas no mesmo campo,
11:28que foi totalmente caracterizado também,
11:31para receber esses jogos da seleção,
11:33então teve pouquíssimo efeito ali, sabe?
11:37A maior parte das coisas foi de fato construída pela arte,
11:40da O2, da série em si.
11:42Nas outras semanas,
11:43gravações em estúdio.
11:45Aí vestiário,
11:46hotel,
11:47não necessariamente estúdio fechado,
11:49mas fora do campo.
11:51Com vocês,
11:52o goleiro Félix,
11:53na verdade,
11:54o Hugo Haddad,
11:55que interpretou o arqueiro da seleção.
11:57Eu estava muito relaxado,
11:59eu gostei muito da O2,
12:01do pessoal da produtora,
12:02eles me trataram muito bem,
12:04fiz o primeiro teste,
12:06aí fiz o teste de futebol também,
12:09e deu certo,
12:10aí foi chamando,
12:11são vários testes,
12:12aí o primeiro teste...
12:13Como é que foi esse teste de futebol?
12:15Foi engraçado,
12:16porque cheguei lá,
12:17eu não sabia o que seria o teste,
12:18e aí eu me preparei muito mais
12:21para um teste de goleiro.
12:23E aí chegou nesse teste de futebol,
12:26os caras queriam que
12:27driblasse com a perna direita,
12:29chutasse para o gol,
12:30driblasse com a perna esquerda,
12:32chutasse para o gol,
12:34aí fazer algumas fintas,
12:36fazer umas firulas lá,
12:37só que tudo sem ser goleiro,
12:39tudo com a bola no pé.
12:41Consegui fazer o teste,
12:43de verdade,
12:44não fui muito bem,
12:45mas no teste de atuação
12:47eu estava indo bem.
12:48Então a cada teste de atuação
12:49que eu passava,
12:51aquela nota do teste de futebol
12:53ficava guardada ali.
12:55E aí quando,
12:56de fato,
12:57eles falaram,
12:57cara,
12:58a gente quer que seja você,
12:59mas você tem que fazer
13:00um outro teste de futebol.
13:02E aí eu já sabia
13:03qual seria o teste,
13:04então facilitou um pouco,
13:06porque,
13:08assim,
13:09driblar com a perna esquerda,
13:10se você vai devagarzinho,
13:11eu não sou canhoto.
13:13Dar,
13:14chutar para o gol
13:14com a perna esquerda,
13:15cara,
13:16vai,
13:16chuta fraco também,
13:17sabe?
13:17O que importava para mim
13:19no teste de futebol
13:21era,
13:21de fato,
13:21fazer boas defesas.
13:23E aí deu tudo certo,
13:25assim,
13:25eu lembro quando eu recebi
13:26a notícia de que
13:27eu terei que repetir
13:28o teste de futebol,
13:29eu falei,
13:29ih,
13:29cara,
13:30agora não sei se vai dar,
13:31não.
13:32Mas fui,
13:33fui tranquilo também,
13:35já fui com a postura
13:36de jogador,
13:37o cara que fez o teste
13:38comigo da segunda vez,
13:39foi um outro treinador.
13:41aí eu cheguei,
13:42assim,
13:43olhei para o campo,
13:44ele falou,
13:44então vou te explicar,
13:45eu falei,
13:46não,
13:46eu já vi aqui,
13:47eu já entendi.
13:48Ele,
13:48pô,
13:49você joga bola?
13:49Eu falei,
13:49jogo.
13:50Você é goleiro?
13:51Eu falei,
13:51sou.
13:52E você é ator?
13:53Eu falei,
13:53sou.
13:54Mas é porque eu já tinha
13:55feito o teste,
13:56ele não sabia que era por isso,
13:57mas essa postura também,
13:59eu acho que é uma coisa que
14:01o jogador de futebol tem,
14:02sabe?
14:03Essa coisa,
14:04assim,
14:04de entender rápido,
14:07e foi assim.
14:08O nome do goleiro,
14:09quando eu fui pesquisar,
14:11eu vi que ele era o goleiro titular
14:12e que o goleiro reserva,
14:14um deles era o Leão.
14:16E eu conhecia muito mais
14:17o nome do Leão,
14:18que foi o treinador depois,
14:20do esporte,
14:21eu acho,
14:21foi um cara que viu aí.
14:22Foi até do Atlético também.
14:24Eu conhecia muito mais o Leão,
14:26que era um goleiro reserva,
14:27do que o próprio goleiro titular.
14:28E aí eu fui ver a história do Félix
14:30e eu fiquei impressionado,
14:31porque ele era um cara
14:33que tinha ganhado tudo
14:35nas métricas,
14:36ele era um dos maiores vencedores,
14:38em confrontos diretos
14:39com os outros jogadores ali.
14:41Então ele tinha sido campeão brasileiro
14:43algumas vezes pelo Fluminense,
14:45ele tinha ganhado
14:46todas as taças possíveis da época.
14:49E ele era um cara
14:51que passava muita confiança,
14:53tanto para o Saldanha,
14:54que era o técnico
14:56durante as eliminatórias,
14:58e depois ele seguiu
14:59sendo o goleiro
15:00na época do Zagallo.
15:02O Félix tinha uma coisa engraçada,
15:04porque quando eu recebi
15:06desde os testes,
15:08quando eu recebi o texto,
15:09já era uma coisa um pouco
15:11engraçada,
15:11que era
15:13frangueiro, minha filha?
15:14Não, isso é porque o papai
15:15vendia frango na feira.
15:17Tem uma relação
15:18que ela é um traje cômica,
15:21que ao mesmo tempo
15:22é uma história real isso.
15:24Então o Milton Neves,
15:25o Félix fala isso
15:26em algumas entrevistas,
15:28e aí tem uma entrevista
15:28icônica que o Félix
15:30conta essa história toda.
15:31A ligação pós-jogo
15:33existe mesmo.
15:34Então o Félix
15:35liga para a filha
15:36e fala,
15:37minha filha,
15:37papai não é frangueiro,
15:38ele é campeão do mundo.
15:39Várias coisas
15:40que foram colocadas ali
15:42pareciam que
15:43tinham sido escritas
15:44por alguém,
15:45mas são histórias reais.
15:46Quando você assiste
15:48a série,
15:48você vê que é um episódio,
15:49o Félix está presente
15:51em todos os episódios,
15:52mas o quarto episódio
15:53é sobre ele.
15:55É sobre o jogo
15:55contra o Uruguai,
15:57o Maracanaço,
15:58da Copa de 50,
16:00que é relembrado
16:01na Copa de 70,
16:02acontece na semifinal,
16:04a gente enfrentou o Uruguai,
16:06e aí eu vi
16:07que era um episódio
16:07diferente em todos os sentidos.
16:09Era um episódio
16:10que tinha uma presença
16:12fantasmagórica
16:13na trama,
16:15é um episódio
16:16que tinha
16:19uma dinâmica
16:20diferente dos outros episódios,
16:22então,
16:22se eu fosse comparar
16:24esse episódio
16:25com alguma outra série,
16:26eu falaria que seria
16:27um episódio
16:27como se fosse um
16:28Vandinha,
16:29uma família Adams,
16:30uma coisa que
16:32propositalmente
16:33eles fizeram
16:33com uma pegada
16:34diferente.
16:35E aí,
16:36a história,
16:38amarrando isso,
16:39a história da família
16:40do Félix,
16:41que aparece ali
16:42a filha,
16:42a Lígia,
16:43a esposa,
16:44a Marlene,
16:45o Barbosa,
16:46que é mostrado,
16:47o goleiro de 50,
16:48que é mostrado
16:49nesse episódio,
16:51eu senti
16:52uma coisa interessante,
16:54porque por mais
16:55que tivesse o drama,
16:57era uma coisa,
16:58era um drama
16:59que também
17:00tinha pitadas
17:01de emoção,
17:02tinha pitadas
17:03de comédia,
17:04e foi muito divertido,
17:06assim,
17:06os diretores,
17:07eles sempre
17:08nos incentivavam
17:09nesse episódio
17:11a dar uma certa
17:12exagerada
17:13nas ações,
17:15né,
17:15a gente vê
17:17atuações
17:17mais sutis
17:18para os outros episódios,
17:20e aí,
17:21quando chegou
17:21nesse episódio,
17:22eles pediram
17:22para mim,
17:23para o Bruno Mazeu,
17:25que era o Zagalo,
17:26que tem a cena
17:27do Santinho
17:27quebrando,
17:28e aí,
17:29eles pediram,
17:30de fato,
17:31eles falaram,
17:32cara,
17:32exagere um pouco,
17:33sabe,
17:34porque esse episódio,
17:35a gente quer que tenha
17:36um aspecto diferente,
17:37assim,
17:37eu conversei com a filha
17:39do Félix,
17:40com a Lígia,
17:41na vida real,
17:42ela me deu
17:43total suporte,
17:44assim,
17:44e ela assistiu
17:46a série,
17:47ela amou a série,
17:47ela amou ser retratada
17:49daquele jeito,
17:50e ela falou
17:50que a sensação dela,
17:52de criança,
17:52era mais ou menos
17:53aquela mesmo,
17:54de ser uma coisa
17:56que ela não tinha
17:57noção da grandeza,
17:58e às vezes parecia
18:00um filme de terror,
18:01às vezes era
18:02o dia mais feliz
18:03da vida,
18:05e eu achei interessante,
18:06assim,
18:07como eles amarraram
18:09tudo,
18:09sabe,
18:09o processo de produção
18:10dessa série
18:11foi dividido
18:12em três etapas,
18:14a primeira era
18:15uma etapa
18:15de preparação,
18:17e diferente
18:18de outros filmes
18:19e séries,
18:20tanto que eu já
18:20tinha participado,
18:21como outras pessoas
18:22da equipe também,
18:24essa etapa
18:25de preparação
18:26também era
18:26uma etapa
18:27de estudar
18:28todas as jogadas
18:29da Copa,
18:30porque esse é
18:31um ponto fundamental
18:31para a série,
18:33a gente replicou
18:34todas as jogadas,
18:36fazendo a bola
18:37ir exatamente
18:38no mesmo lugar
18:38onde ela foi
18:39na época
18:40de 70.
18:42Então,
18:43a gente teve
18:43mais ou menos
18:44dois meses
18:45de preparação
18:46de campo,
18:47junto com
18:48preparação
18:48de elenco,
18:49então a gente
18:50aproveitou
18:50esses dois meses
18:51para ensaiar
18:52cada jogada
18:53que a gente
18:53ia fazer
18:54quando começasse
18:55a gravar,
18:57e também
18:57para já se tornar
18:59uma seleção.
19:00Em dois meses
19:01a gente dormia
19:01no mesmo prédio,
19:02cada um tinha
19:03um apartamento
19:03no mesmo prédio,
19:05a Vanos
19:06buscava
19:07cinco horas
19:07da manhã,
19:08então foi mais ou menos
19:09uma concentração
19:10de uma seleção
19:11mesmo.
19:12Todos se tornaram
19:13muito amigos
19:14e amigos
19:15também brigam,
19:16então isso é uma coisa
19:17muito boa,
19:18nesses dois meses
19:19deu tempo
19:19de a gente
19:20criar uma relação
19:21de um dia
19:22estar muito cansado
19:24e cansado
19:24dos treinos
19:25e cansado
19:26dos outros
19:27e ter que conviver
19:28junto.
19:30Eu senti
19:31que a O2
19:31acertou em cheio
19:32nisso,
19:33porque quando a gente
19:34começou a gravar,
19:35que foram dois meses
19:36depois,
19:37a gente estava
19:40preparado mesmo,
19:41a gente estava
19:41com aquele clima,
19:43aquela energia
19:43de uma seleção.
19:44E uma equipe enorme,
19:45eu nunca vi uma equipe
19:46daquele tamanho,
19:47foi o tamanho
19:49que o projeto
19:49merecia,
19:50que a seleção
19:51de 70 merecia.
19:52A Netflix
19:53também deu todo
19:54suporte,
19:55com certeza foi um
19:55dos maiores projetos
19:57deles no Brasil,
19:58porque eles estavam
19:59muito ativos,
20:00a O2 falou
20:01algumas vezes
20:02sobre isso,
20:03de que era um
20:04dos maiores projetos
20:05da própria O2
20:06e eu me senti
20:08muito honrado
20:09de participar
20:09e de acompanhar
20:10de perto,
20:11eu sinto
20:13que foi uma faculdade,
20:15um intensivo
20:16de seis meses
20:18fazendo esse projeto
20:19que me ensinou
20:19muita coisa
20:20que eu quero levar
20:21para os próximos filmes
20:22que eu for atuar,
20:24que eu for dirigir também.
20:25A Copa de 70
20:26eu acho que é a Copa
20:27mais famosa
20:28para quem é brasileiro,
20:30porque é dita
20:31como a seleção
20:32do século,
20:33é dita como
20:34uma Copa
20:35que ninguém vai esquecer.
20:38E aí eu fui entendendo
20:39depois que foi
20:40a primeira vez
20:40que teve
20:41a Copa
20:42televisionada
20:43ao vivo,
20:44foi a primeira vez
20:45que tiveram,
20:47que o futebol
20:48foi de certa forma
20:50transformado,
20:51porque tinha cartão amarelo,
20:52cartão vermelho,
20:53substituição,
20:55então o futebol moderno,
20:57eu não sei se
20:58essa expressão existe,
20:59mas o futebol moderno
21:00foi implementado
21:02nessa Copa,
21:02então eu vejo
21:04que foi a Copa
21:05que o Pelé
21:06se tornou tricampeão,
21:08então ele se tornou
21:09quem ele é
21:10até hoje
21:10e vai ser
21:11para sempre
21:12nessa Copa.
21:13Porque a seleção brasileira
21:14ela representava
21:16para a população
21:18talvez a principal
21:19fonte de alegria
21:20naquele momento,
21:21de prazer,
21:22vivíamos uma ditadura
21:24e até então
21:25eram poucas as opções
21:26de lazer mesmo,
21:27se compararmos
21:28com hoje em dia,
21:29a Copa
21:30se hoje representa tanto,
21:32imagino naquela época,
21:33foi a primeira Copa
21:34transmitida
21:35pela TV
21:36com imagens
21:38e tal,
21:39então assim,
21:40muitas coisas
21:41são especiais
21:43nesse contexto,
21:44mas poucas delas
21:45eram de ciência
21:46da minha geração
21:48mesmo,
21:49talvez só o que
21:50era do campo,
21:51respondendo a sua pergunta,
21:53só os jogadores
21:54e o que o Pelé
21:57fez naquela Copa,
21:58talvez ali
21:59aquela questão
21:59do Jairzinho
22:00ter feito gol
22:00em todos os jogos,
22:01detalhes assim,
22:02mas nada voltado
22:03para o Brasil
22:04em si
22:05naquele momento,
22:06foi até um pouco
22:07surpreendente
22:07quando eu li o roteiro,
22:09quando comecei
22:09a participar
22:10das gravações
22:11em si,
22:12pensando em fatos,
22:14em dados,
22:14foi a seleção
22:15tricampeana,
22:17então ela coroou
22:18o fato de ser
22:19muito boa
22:20com o título,
22:21eu ouço muito
22:21falar da seleção
22:22de 82,
22:23por exemplo,
22:24eu não vi jogar,
22:26mas muita gente
22:26fala que era
22:27talvez até melhor,
22:29mas não ganhou,
22:30então querendo ou não
22:32fica essa mancha,
22:35de certa forma,
22:37dá uma vantagem
22:39para a seleção
22:39de 70,
22:40mas se não foi a maior,
22:42certamente foi
22:43uma das maiores
22:44de todos os tempos
22:45e não só se tratando
22:45de Brasil,
22:46se tratando de mundo
22:48mesmo,
22:48da história do futebol,
22:50até mesmo pela relevância
22:51dos próprios jogadores,
22:52tamanho que
22:53de Tostão,
22:54de Rivelino,
22:56de Jairzinho,
22:57do próprio Gerson
22:58e o que aquilo
22:58representou
22:59para frente,
23:00inclusive,
23:00sabe?
23:01Até hoje,
23:02o Gerson é uma referência
23:03quando tem um lançamento
23:05bonito,
23:06assim,
23:06sabe?
23:07Ah,
23:07quando vai falar
23:08de maior ídolo
23:09da história
23:09do Cruzeiro,
23:10todo mundo lembra
23:11do Tostão,
23:12quando,
23:13pô,
23:13a gente valoriza
23:15o elástico
23:15que o Ronaldinho Gaúcho
23:17dá,
23:18todo mundo lembra
23:18que quem inventou
23:19o elástico lá atrás
23:20foi o Rivelino,
23:21talvez não tenha inventado,
23:22essa informação
23:23eu não tenho,
23:24mas quem
23:25tornou o elástico
23:26um drible famoso
23:27foi o Rivelino,
23:29enfim,
23:30se não foi a maior,
23:31certamente foi
23:33das maiores
23:33e ficou para a história.
23:35Sei lá,
23:35primeiro foi uma grande
23:36responsabilidade,
23:37porque a gente está falando
23:39da maior seleção
23:41de todos os tempos,
23:42segundo várias pessoas
23:43dizem isso,
23:44e a gente olhando,
23:46estudando cada um dos lances,
23:47a gente foi vendo
23:48que realmente
23:48eles eram muito bons
23:51de bola mesmo,
23:52não era só a minha memória
23:53que era,
23:55que trazia isso para mim,
23:57mas ela vinha cheia
23:58de emoções da época,
24:00mas agora,
24:01depois de tantos anos,
24:03olhar objetivamente
24:04para aquela seleção
24:06e deu para ver
24:07que eles eram
24:08espetaculares mesmo,
24:11jogadores monstruosos,
24:12todos eles,
24:13eram cinco camisas
24:14dez jogando no time,
24:17então era muito emocionante
24:19ver naquela época
24:21e um grande compromisso
24:22de cutucar
24:24nesse monstro sagrado
24:26agora,
24:26hoje em dia.
24:29acho que o Brasil
24:29é um grande país,
24:31às vezes a gente tem
24:32realmente esse complexo
24:33de vira-lata
24:34cutucando a gente,
24:35atrapalhando a gente,
24:37a gente tem que começar
24:37a confiar mais
24:38na gente mesmo
24:39porque a gente tem potencial,
24:41acho que a gente tem
24:42uma das melhores músicas
24:43do mundo,
24:45talvez o melhor futebol
24:46do mundo já foi,
24:48pode voltar a ser,
24:49e acho que agora
24:50a gente está começando
24:51a mostrar que a gente
24:52pode ter uma das melhores
24:54cinematografias do mundo
24:55também,
24:56como exemplo
24:57de outras coisas,
24:58de outras áreas
24:59de desenvolvimento,
25:00de indústria,
25:01de potenciais
25:04diversos que o Brasil tem
25:05que a gente gostaria
25:07de ver resgatado
25:08e que a gente possa
25:09acreditar na gente
25:10enquanto povo.
25:12Legal, legal.
25:13Acho que a gente está
25:13por trás,
25:14está por trás
25:15de querer fazer esse projeto.
25:17Bacana.
25:18E você viu a Copa de 70?
25:20Eu vi,
25:21eu tinha 14 anos
25:22em 70,
25:23eu vi,
25:25vi,
25:25torci muito,
25:26sim,
25:26foi incrível,
25:27foi a primeira Copa
25:29televisiva
25:30que deu para ver,
25:32então foi muito emocionante
25:34ver mesmo,
25:35acompanhar.
25:36Tudo branco e preto,
25:37a gente tentou ser
25:38muito fiel
25:39ao que de fato
25:41aconteceu
25:41naquela época.
25:42Uma seleção,
25:43um imaginário
25:44que não ficou
25:46preso
25:47àquela época,
25:47não ficou preso
25:48aos anos 70,
25:49ele está vivo
25:50até hoje,
25:51como está tudo
25:52no YouTube,
25:52possível de ver
25:54as imagens,
25:55essas imagens
25:56foram alimentando
25:57o imaginário
25:58de todas as gerações
25:59de lá para cá,
26:01tanto que meu filho
26:02é apaixonado
26:02por futebol
26:03também
26:04e adora
26:05a seleção de 70.
26:07Então,
26:07nós dois,
26:08duas gerações
26:09com 30 anos
26:10de diferença,
26:11a gente se empenhou
26:12para entregar
26:14para o povo
26:14hoje em dia,
26:15o povo brasileiro,
26:18o retrato
26:19mais fiel
26:20possível
26:20daquela época,
26:21não só
26:22nas jogadas,
26:23mas no entorno,
26:25no contexto
26:25do Brasil
26:26daquela época.
26:28A gente queria
26:28ser muito fiel,
26:30o mais fiel
26:30possível
26:31aos fatos
26:32históricos.
26:34Agora,
26:34há mais o tempo
26:35que a gente tinha
26:35que pesquisar
26:36tudo o que aconteceu,
26:37então,
26:38toda a bibliografia,
26:39o máximo de conversas
26:40com quem quis
26:41conversar com a gente,
26:42a gente conversou,
26:43mas a gente
26:44ninguém sabe
26:45o que acontecia
26:45de fato
26:46nos vestiários,
26:48nos bastidores,
26:49então,
26:49tem que ter uma,
26:50como você disse,
26:51não é um documentário,
26:52a gente tem que ter
26:53a liberdade
26:53de fazer ficção,
26:55e aí,
26:56para fazer ficção,
26:56você tem que fazer
26:57dramaturgia,
26:58você tem que fazer
26:59amarrações
26:59de uma cena
27:00para outra,
27:01de um diálogo
27:01para o outro,
27:03e isso é uma coisa
27:05que é fundamental
27:06para você construir
27:07uma história
27:08que faça sentido,
27:10que uma coisa
27:10se amarre à outra.
27:12Então,
27:12o equilíbrio
27:13entre muita pesquisa,
27:14muita fidelidade histórica
27:16e, ao mesmo tempo,
27:18uma certa liberdade,
27:19uma liberdade poética
27:20para você poder
27:21fazer as conexões
27:22da dramaturgia.
27:23O Tostão escreveu
27:26uma crítica
27:27dizendo que
27:28ele não pediu
27:29para o Zagallo
27:30para entrar
27:31no time titular.
27:34Acredito,
27:34o Tostão falou,
27:35é verdade,
27:36então ele falou,
27:37só que a gente não sabia,
27:38não tem como a gente saber
27:38como foram as conversas
27:40que havia no campo,
27:43que havia nos treinos,
27:44mas a gente colocou
27:46o Tostão
27:48com esse pedido
27:50porque a gente queria
27:51que as pessoas
27:52torcessem pelo Tostão,
27:54torcessem para ele
27:55entrar no time
27:55e, quando ele entrasse
27:57no time,
27:57ele arrebentasse,
27:58que ele fosse o Tostão
27:59que a gente sabia
27:59que ele tinha sido,
28:01mas, na dramaturgia,
28:02você tem que fazer,
28:03às vezes,
28:03as coisas darem
28:04meio errado
28:04para,
28:05quando elas dão certo,
28:06você torce mais,
28:07você fica preenchido
28:10por aquele sucesso
28:11que aconteceu
28:12naquela cena.
28:14O que a gente soube
28:15em relação a isso
28:16é que teve, sim,
28:18um encontro
28:19no hotel
28:20de Carlos Alberto,
28:22Gerson e Pelé
28:22e essa trinca
28:24foi falar com o Zagallo
28:25e pediu para o Zagallo
28:28colocar o Tostão
28:29no time.
28:30Então,
28:31essa cena a gente fez também,
28:32ter a conversa dos três
28:33conversando com o Zagallo
28:35e pedindo para o Tostão
28:37entrar.
28:38A cena que o Tostão pediu,
28:40a gente inventou.
28:42Então,
28:42Tostão,
28:43desculpe,
28:44a gente teve uma liberdade
28:45poética
28:45para colocar uma fala
28:47na sua boca.
28:48E eu tenho recebido
28:52retornos muito,
28:53muito positivos,
28:54pessoas muito emocionadas
28:56e muita ligação
28:57de pais com o filho,
28:58muitos relatos disso,
28:59de filhos
29:00que vão assistir
29:02com seus pais,
29:03porque os pais
29:04viram a Copa,
29:05então viram um momento
29:08muito emocional
29:09para resgatar
29:10a memória,
29:11ou pais
29:13de crianças
29:15mais jovens,
29:16de adolescentes,
29:16vendo com seus filhos
29:18para que eles
29:19vejam o que é
29:20uma grande seleção.
29:21O que eu acho
29:21a grande diferença
29:22dessa seleção
29:24de 70,
29:25e isso que a gente
29:25tentou construir
29:27com essa história,
29:29é como eles foram
29:30se tornando
29:31cada vez mais
29:31um grupo.
29:32Por mais que eles
29:33tivessem o Pelé,
29:34que é a grande liderança,
29:36que é o atleta do século,
29:39o cara que fez mil gols,
29:41mil e duzentos
29:42e tantos gols,
29:44mas naquela época
29:45ele tinha acabado
29:45de fazer mil gols.
29:46Ele não brilhou
29:46sozinho,
29:48ele batalhou
29:49e uniu o grupo,
29:52então é uma vitória
29:53coletiva.
29:54Isso que eu acho
29:55muito bonito,
29:55isso que a gente,
29:57desde o começo
29:57que saiu esse projeto,
29:59isso é uma coisa
30:00que inspirou
30:01não só eu e Pedro
30:03e o Kiko Meirelles,
30:05que é o outro diretor,
30:06mas isso é uma coisa
30:07que mobilizou
30:08todos nós
30:09desde o começo,
30:10essa coisa do coletivo.
30:11Assistam aí Brasil 70,
30:14a saga do Tri
30:15e você viu
30:16a Brasil 70?
30:18Comenta aqui embaixo
30:19o que você achou
30:20da série,
30:20não esquece de deixar
30:21o seu like
30:22e de se inscrever
30:23no Portal AY.
30:24Valeu,
30:25até a próxima!
30:26Advirta-se!
30:26Advirta-se!
30:27Advirta-se!
30:28Cultura!
30:28Advirta-se!
Comentários

Recomendado