00:00Já quero saber se você está sentindo peso maior na conta ao fazer a compra do mês no supermercado.
00:06É, meu amigo, não é impressão só sua não, tá?
00:09Tem alguns alimentos, por exemplo, o alho, feijão preto, a carne seca e algumas frutas que ficaram mais caros desde
00:18o mês passado.
00:19Entre as regiões do Brasil, a Grande Vitória teve a quarta maior alta na inflação.
00:27E a produção não para. Enquanto uma funcionária corta os legumes, outra já monta as marmitas que daqui a pouco
00:34seguem para a entrega.
00:36Há 10 anos, André vive desse negócio e aprendeu que cozinhar vai muito além das receitas.
00:42Nos últimos meses, o maior desafio tem sido o outro. Lidar com o sobe e desce dos preços dos alimentos.
00:49Com o aumento dos insumos, diminui muito a nossa margem. Para isso, a gente tem que procurar novos fornecedores, ir
00:55atrás de alguns lugares de produção própria,
00:58para a gente conseguir diminuir esse custo. Para a gente conseguir não ficar alterando o valor do produto final, que
01:03é o que pode atrapalhar os nossos clientes.
01:05Quando o ingrediente dispara de preço, a saída é procurar um substituto. Mas nem sempre isso é possível.
01:12Algumas receitas acabam saindo do cardápio. E mesmo absorvendo parte dos custos, André admite que faz de tudo para evitar
01:20que esse aumento chegue ao cliente.
01:22Alho, por exemplo, subiu demais. Tivemos que procurar produtor de alho. O feijão, ele subiu, encareceu demais.
01:29Feijão carioca, tivemos que começar a adotar o feijão preto. Isso tudo para conseguir enxugar nossos custos e não conseguir
01:35aumentar o valor do nosso produto final.
01:36O Espírito Santo registrou a quarta maior inflação do país no mês de junho.
01:41Só que esse índice é uma média e, como toda média, pode esconder diferenças importantes.
01:46Enquanto a inflação do Espírito Santo ficou em 0,38%, outros produtos que fazem parte da mesa do capixaba tiveram
01:55aumentos bem maiores.
01:56E quer saber quais foram os campeões desses aumentos?
02:00O alho, que subiu 13,3% e também o feijão preto, que acumula uma alta de 10%.
02:07O principal motivo para isso, é claro, a gente vai mostrar aqui, que sobretudo está baseado em alguns itens, como,
02:15por exemplo, o comportamento dos alimentos.
02:17Mas tem outros itens que também pressionaram a inflação.
02:20Transporte, ativo de residência e vestuário, também que foi acima da média nacional.
02:26A maioria dos produtos, hortifruti, grangeiros, eles utilizam o modal rodoviário.
02:31E nós estamos numa época em que os combustíveis andaram pesando bastante, tem oscilado bastante de preço,
02:38infelizmente, para uma situação de alta em função da guerra lá no Oriente Médio.
02:42Além do alho e do feijão, outros alimentos importantes também puxaram os preços para cima.
02:48O limão e a manga subiram mais de 8% em junho.
02:52É justamente essa diferença entre os números e a rotina de cada família que ajuda a entender como a inflação
02:58é sentida no dia a dia.
03:00Os alimentos têm um peso muito grande para a classe social de renda mais baixa.
03:05Ele tem uma participação maior na hora da composição da inflação.
03:10Então, transporte, ativo de residência, vestuário e alimentação são itens que merecem uma especial atenção.
03:18O exemplo do André mostra que nem sempre é possível controlar os preços.
03:21Mas quase sempre é possível mudar a estratégia.
03:25Na cozinha de um empreendedor ou dentro de casa, pesquisar antes de comprar, aproveitar as oportunidades e ter flexibilidade no
03:33cardápio pode fazer diferença no fim do mês.
03:37É o tal do malabarismo que a gente tem que fazer para dar conta de tudo.
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