00:00Verdade, o corpo veio aqui para o IML já no finalzinho da tarde desta terça-feira aqui na cidade em
00:06Carbaru.
00:06Com relação ao nome da vítima, José Rogério Nunes Bezerra, 44 anos, conhecido como Neguinho, aconteceu lá em Tupanatinga.
00:16Vou conversar aqui com Maria Aparecida, que é a prima da vítima.
00:19Maria Aparecida, uma fatalidade. Como foi que tudo aconteceu, hein?
00:22Então, fatalidade, uma perda irreparável.
00:25Ele estava no trabalho, como de costume, é pedreiro, estava construindo uma casa e o muro da casa vizinha caiu
00:32por cima dele.
00:35Chegando a óbito, ele já chegou no hospital sem vida.
00:37No momento, ele se encontrava sozinho, trabalhando?
00:40Sim, pelas informações que chegou até a mim, ele estava sozinho e o dono da casa, da construção, estava presente.
00:48Esse dono da casa da construção foi quem fez o contato com vocês, com a família?
00:52Foi, quem fez contato com o hospital, né? Para a ambulância fazer o socorro e posteriormente com a família.
01:01A família ainda com aquela fé, com aquela esperança aqui no hospital, né?
01:05Depois que os médicos lá olhando e infelizmente chegando a óbito, né?
01:12A esperança era grande que apenas fosse machucões, né?
01:15Que pudesse não ter levado à fatalidade.
01:19Mas infelizmente, quando chegamos no hospital, já tinha sido detectada a morte.
01:25Ele é casado, filhos?
01:28Ele é casado, tem uma filha de entre 14 e 15 anos de idade.
01:32E deixa os irmãos, a mãe, uma senhora já de quase 80 anos.
01:38E todo mundo muito abalado com essa perda.
01:41Essa queda, foi um muro?
01:43Sim, foi o muro da casa vizinha que caiu por cima dele.
01:47Ele usava algum tipo de equipamento?
01:48Estava de capacete não na hora?
01:50Não, não. Não usa interior, quase ninguém usa equipamentos de proteção, né?
01:55A roupa comum do trabalho.
01:58E infelizmente aconteceu esse acidente.
02:01Fazia muito tempo que ele já trabalhava como pedreiro?
02:03Sim, fazia muitos anos.
02:05O Neguinho é um pedreiro, como a gente costuma dizer, no interior, de mão cheia, né?
02:09As pessoas sempre que procuravam, ele sempre estava muito ocupado, porque ele tinha muito trabalho.
02:14Trabalhava há muito tempo.
02:15Era muito solicitado, não era?
02:17Sim, muito solicitado.
02:18Um menino de ouro, uma pessoa extremamente educada, prestativa com a família.
02:24E a gente está de lá, sei lá.
02:27Você, como parente dele aí, do Neguinho, faz tempo que esteve com ele, conversou com ele,
02:31esteve assim com ele?
02:33Faz, eu encontrei com ele na casa do meu pai, que é tio, acho que um mês, mais ou menos,
02:37atrás, e a gente se encontra na rua, caminhando, fazendo caminhada à noite.
02:41E eu brinquei com ele, dizendo, ei, como a gente arengava quando era pequeno, não era,
02:45e ele não é, prima, a gente quando é criança.
02:48Então, essa imagem que eu vou guardar para mim é dele dizendo isso,
02:54e eu me recordando quando ele era criança, e a gente realmente arengava muito, brigava muito.
02:59Porque eu tinha muito ciúme dele com minha mãe, que minha mãe gostava muito dele.
03:03E é isso, minha gente.
03:04Que não é para mim, emocionada, e as lágrimas caem nesse momento, né?
03:07Sim, sim.
03:09Não tem como a gente não sentir, né?
03:12Um menino foi criado na minha casa, com minha mãe.
03:14Minha tia frequentava a casa da minha mãe todos os dias, praticamente.
03:19Ele tem quase 45 anos, eu tenho 51, então nossa idade é bem próxima,
03:23a gente foi criado realmente junto.
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