00:00Há três anos, os moradores dessa área da Rua da Liberdade, no bairro de Dois Unidos, no Recife,
00:05criaram esperança em relação ao medo com o qual conviviam há quase quatro décadas.
00:11Era o risco do deslizamento dessa barreira.
00:15A obra da contenção de encostas começou.
00:18Os funcionários da imprensa contratada pela Prefeitura do Recife
00:21construíram a estrutura de cimento, ferragem, muro de contenção.
00:26Mas, do nada, o serviço foi interrompido.
00:29O medo da população voltou e ainda maior.
00:33Eles começaram a fazer escavar, deixaram esse barro tudo aqui,
00:37dizeram que está na bomba e vai para a Vila do Milagre, para a Embura.
00:41E a gente está aqui, eu estou aqui, né?
00:44No sufoco dentro de casa.
00:46Há aproximadamente dois anos, o trabalho maior, principal, parou.
00:51Depois disso, foram poucas as vezes que vieram.
00:53Alguns trabalhadores aqui, uma dupla, uma semana sim, dez não,
00:59para retirar barro, lama, informando que isso aqui não vai segurar a barreira.
01:05Que as crateras vão continuar se abrindo se não vier barro em saco.
01:11Só que a espera é grande, para que esse serviço seja continuado.
01:16Até agora, nenhuma explicação certa sobre esse andamento da obra chegou para a comunidade.
01:21Já faz três anos que a gente está nessa aflição, esperando, e eles estão, cancela,
01:28diz que a prefeitura não está pagando, não está havendo repasse.
01:32E aí, a gente, estamos precisando que termine essa obra e somos famílias.
01:41É risco de morte, né?
01:42Isso, risco de morte.
01:43A moradora de uma das casas até derrubou o muro para facilitar a entrada das máquinas em operação.
01:50Para quê?
01:51Agora, até criminosos já entraram no terreno para cometer furtos.
01:55Ela teve que colocar tapumes.
01:57E a obra não é terminada.
01:59O sentimento que fica é de revolta.
02:02Eu não mereço viver numa vida dessa, não.
02:04Estou com muito desgosto, muito triste.
02:08Ver numa hora, descer tudinho e aí puxar minha residência todinha para frente de casa.
02:14Promessa tem realização nada.
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