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Jamais ouvi daqueles lábios
O nome extinto de Natohk.
Conan selava as próprias marchas
Com ferro, vinho e pó de ocre.

Foram piratas, velhos remadores,
Vindos dos golfos de Zingara.
Entre hidromel e cicatrizes,
Cada memória ainda sangrava.

Um descreveu um céu de estanho,
Outro um estandarte sepulcral.
Outro calou por longo instante...
Depois murmurou: "Foi colossal!!"

"Não vinha um príncipe em triunfo,
Nem cortejo cerimonial.
Marchava um século desperto,
Vestido em vulto funeral."

Conan calava.
Outros falavam.
As grandes lendas
Assim ficavam.
O mar lembrava.
O vinho também.
Cada memória
Mudava alguém.

As dunas eram muralhas vivas,
Tecidas pela solidão.
O vento erguia colunatas
Sobre infinita extensão.

Natohk abriu pergaminhos
Mais velhos que qualquer nação.
Cada palavra parecia
Anterior à criação.

Vieram lanças. Vieram trompas.
Vieram flechas sobre o clarão.
Depois ergueu-se o Colosso Negro,
Como uma antiga maldição.

Nem bronze fino, nem púrpura,
Nem cetro, insígnia ou brasão.
Somente o peso de mil eras
Vestindo a devastação.

Conan calava.
Outros falavam.
As grandes lendas
Assim ficavam.
O mar lembrava.
O vinho também.
Cada memória
Mudava alguém.

Disseram: "Nunca houve batalha
De semelhante proporção.
O medo mudava de dono
A cada nova investida então."

Contudo um bárbaro avançava
Sem proclamação nem exaltação.
Enquanto os reis buscavam glória,
Buscava apenas decisão.

Perguntei muitas vezes a Conan:
"Foi mesmo assim aquela visão?"
Ele sorria para as velas
E mudava a conversação.

Nenhuma taça lhe arrancava
Confissão ou exaltação.
Deixava aos outros a memória;
Guardava apenas a direção.

Cada marujo trouxe um fragmento.
Nenhum contou igual.
Mas todas as vozes erguiam
O mesmo colosso ancestral.

Hoje, quando a maré repousa
E a lua veste o tombadilho,
Escuto aqueles velhos nomes
Voltando como antigo trilho.

Se todos mudam um detalhe,
Ninguém mentiu, posso jurar.
As grandes lendas permanecem
Porque aprenderam a navegar.

Conan calava.
Outros cantavam.
Assim os séculos
O eternizavam.
Nem todo feito
Pede algum clarim.
Há quem conquiste...
E não se gabe no fim...

O grande guerreiro da Ciméria
O grande guerreiro da Ciméria
O grande guerreiro da Ciméria (yahh)

____________________

✓✓ composição de 👇🏻
Astrikos Katoikos
Copyright ©️ 2020
Todos os Direitos Reservados ®

#astrikoskatoikos #conanthebarbarian #conan #bêlit #colossonegro

Categoria

🎵
Música
Transcrição
00:00MÚSICA
00:35MÚSICA
00:58Já me resolvi daqueles lábios
01:02Um nome extinto de natal
01:04Quando anselava as próprias marchas
01:07Com ferro, vinho e pôs de orcri
01:10Foram piratas, velhos remadores
01:13Vindos dos golpes de zingara
01:16Entre dromeu e cicatrizes
01:19Cada memória ainda sangrava
01:32Um descreveu um céu de estanho
01:35Outro estandarte sepulcral
01:38Outro calou por um longo instante
01:41E depois murmurou
01:43Não vinha um príncipe em triunfo
01:47Nem cortejo cerimonial
01:50Marchavam séculos esperto
01:52Vestido em vulto funerão
01:56O anjan calava
02:00Outros falavam
02:03As grandes lendas
02:06Assim ficavam
02:09O mar lembrava
02:12O rio também
02:15Cada memória mudava alguém
02:30As dunas eram muralhas vivas
02:34Tecidas pela solidão
02:36O vento erguia a colunata
02:39Sobre infinita extensão
02:42Na toca abriu o pergaminho
02:45Mais velhos que qualquer nação
02:47Cada palavra parecia
02:50Anterior à criação
02:53Vieram lanças
02:54Vieram trompas
02:56Vieram flechas sobre o clarão
02:59Depois ergueu-se o colosso negro
03:01Como uma antiga maldição
03:04Nem bronze fino, nem púrpura
03:07Nem cedro e seguiou o brazão
03:10Somente o peso de mil eras
03:12Vestido a devastação
03:18Conan calava
03:21Outros falavam
03:24As grandes lendas
03:27Assim ficavam
03:29O mar lembrava
03:33O rio também
03:35Cada memória mudava alguém
03:40O mar lembrava
04:16Disseram nunca houve batalha de semelhante proporção
04:22O medo mudava de dono a cada novo investida então
04:28Contudo um bárbaro avançava sem proclamação nem exaltação
04:33Enquanto os reis buscavam glória buscava apenas decisão
04:42Perguntei muitas vezes a qual não Foi mesmo assim aquela visão
04:49Ele sorria para as velas e mudava a conversação
04:57Nenhuma taça lhe arrancava confissão ou exaltação
05:05Deixava aos outros a memória guardava apenas a direção
05:12Cada marujo trouxe um fragmento, nenhum ou igual
05:19Mas todas as vozes erguiam o mesmo colosso ancestral
05:39Hoje quando a maré repousa e a lua veste o tombadilho
05:46Escuto aqueles velhos nomes voltando como o antigo trilho
05:51Se todos mudam um detalhe Ninguém mentiu, posso jurar
05:57As grandes lendas permanecem porque aprenderam a navegar
06:05O Nam Kalava, outros cantavam
06:11Assim os séculos o eternizavam
06:17Nem todo feito pede algum clarir
06:22A quem conquiste e não se cabe no fim
06:33O Grande Guerreiro da Siméria
06:36O Grande Guerreiro da Siméria
06:42O Grande Guerreiro da Sibéria

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