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Junto ao burgo de Valdruna,
Num arvoredo capulento,
Habitava um diabrete
Dado a logro e fingimento.

Tinha orelhas de morcego,
Olhos cor de verdelim,
E um temperamento de ferrão
Que prenunciava o ruim.

Toda tarde se ocultava
Sob um teixo ou sabugueiro,
À espera de algum incauto,
Lenhador ou caminheiro.

(Refrão)
Cuidado com o diabrete
Do fragoso matagal,
Muita gente foi buscá-lo,
E foi ceifada pelo Mal.

Ora surgia qual donzela,
Ora qual monge beneditino,
Ora qual cervo dourado
Saltitando no vespertino

E o sujeito, curioso,
Sem suspeita do ardil,
Penetrava mata adentro
Por um carreiro sutil.

Lá o Maligno assobiava
Uma ária singular,
E a pessoa, fascinada,
Já não pensava em voltar.

(Refrão)
Cuidado com o diabrete
Do fragoso matagal,
Muita gente foi buscá-lo,
E foi ceifada pelo Mal.

Dizem velhos pergaminhos
Guardados no mosteiro,
Que ele vive lá até hoje
Junto ao bosque traiçoeiro.

Quando a névoa se adensa
Sobre o musgo matinal,
Ainda ecoa sua gargalhada
Pelo vale atemporal.

E quem segue aquela trilha
Por descuido ou devaneio,
Pode acabar figurando
Nalgum obituário de jornaleiro

(Refrão Final)
Cuidado com o diabrete
Que se esconde no carrascal,
Quem escuta sua risada
Pode ter destino fatal.
Cuidado com o diabrete
Do sombrio arvoredo,
Pois o bosque guarda nomes
Que o tempo deixou em segredo..

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

✓✓ composição de 👇🏻
Astrikos Katoikos
Copyright ©️ 2001
Todos os Direitos Reservados ®

#astrikoskatoikos #punkrock #rock #heavymetal #diabolico #stonerrock #satan #diabolical

Categoria

🎵
Música
Transcrição
00:18Junto ao burgo de Valdruna, num arvoredo capolento
00:24Habitava um diabrete dado ao logro e fingimento
00:29Tinha orelhas e morcego, olhos cor de verde e lim
00:35E um temperamento de ferrão que pronunciava o ruim
00:48Toda tarde se ocultava sob um teixo ou sabogueiro
00:54À espera de algum incauto, leador ou caminheiro
01:00Cuidado com o diabrete do fragoso matagal
01:05Muita gente foi buscá-lo e foi ceifada pelo mal
01:36Hora surgia qual donzela, hora qual monge beneditino
01:41Hora qual servo dourado saltitando no vespertino
01:48E o sujeito curioso sem suspeita do ardil
01:54Penetrava a mata dentro por um carreiro sutil
02:06Lá o maligno não assobiava uma área singular
02:11E a pessoa fascinada já não pensava em voltar
02:17Cuidado com o diabrete do fragoso matagal
02:24Muita gente foi buscá-lo e foi ceifada pelo mal
02:54Dizem velhos pergaminhos
02:57Os guardados no mosteiro
03:00Que ele vive lá até hoje
03:03Junto ao bosque traiçoeiro
03:06Quando a neva se adensa
03:09Sobre o musgo matinal
03:12Ainda ecoa sua gargalhada
03:15Pelo vale atemporal
03:24E quem segue aquela trilha
03:27Por descuido devaneu
03:30Pode acabar figurando
03:33Nalgum obituário de jornaleiro
03:36Cuidado com o diabrete
03:39Que se esconde no cascal
03:42Quem escuta sua risada
03:45Pode ter destino fatal
03:47Real
03:50Real
03:54Real
03:55Real
03:57Real
04:00Real
04:01Real
04:12Cuidado com o diabrete
04:15Do sombrio arvoredo
04:18Pois o bosque guarda nomes
04:21Que o tempo deixou em segredo
04:24Do sombrio arvoredo
04:29Real
04:30Real
04:30Real
04:30Amém.

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