- há 2 meses
Para além do ensino tradicional, escolas como o Sesi ES integraram na grade curricular disciplinas focadas em promover habilidades como resolução de problemas, trabalho em equipe e pensamento crítico
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NotíciasTranscrição
00:06Sejam todos muito bem-vindos, eu sou Yasmin Spiegel, repórter do Estúdio Gazeta, e hoje
00:11estamos aqui para o terceiro episódio do De Referência para Referência, o nosso videocast
00:15em parceria com o FINDES e também com o SESI Espírito Santo.
00:18E bom, o tema de hoje, para a gente começar a introduzir, vamos voltar ao nosso tempo
00:23de escola, porque é fato que durante a nossa vida escolar a gente vê aquelas matérias
00:28de sempre, português, matemática, geografia, que são do currículo básico, e são super
00:34importantes para o nosso desenvolvimento.
00:36Mas e se eu te contar que hoje em dia, além dessas matérias, os alunos também podem encontrar
00:41na escola robótica, cultura maker, empreendedorismo e STEAM, e que com essas disciplinas os estudantes
00:48se tornam capazes de resolver problemas, criar soluções, trabalhar em equipe e pensar de
00:53forma crítica.
00:54Para explicar como que esse movimento acontece na prática e também um pouco do que que
00:59são esses termos, eu estou aqui com o Bruno Silveira de Castro, professor de robótica
01:03do SESI e técnico da equipe Pocadores, escuderia capixaba que compete no STEAM Racing, e Maria
01:10Eduarda Carlos Cruz, aluna do SESI Jardim da Penha e integrante da equipe.
01:14Gente, sejam muito bem-vindos aqui ao nosso videocast.
01:18Obrigado, obrigado.
01:19Muito obrigada, é uma honra estar aqui.
01:22Bom, então vamos dar início aí aos trabalhos para entender um pouco mais desse tema.
01:27Porque, Bruno, a gente sabe que existe um estereótipo aí de que robótica é só tecnologia,
01:32coisa de quem quer ser engenheiro, aquela coisa bem futurista, bem de volta para o futuro,
01:37ainda está no imaginário das pessoas.
01:39Mas hoje a gente sabe que vai muito além disso, né?
01:41Então eu queria saber na sua experiência como professor e técnico dessa equipe, que
01:46inclusive, né, está estampada na camisa de vocês agora.
01:51Qual que é a real importância da robótica na formação dos estudantes e o que essas práticas
01:57conseguem desenvolver dentro de sala de aula que talvez uma aula tradicional não consiga alcançar?
02:03É, assim, a aula tradicional na nossa escola hoje, ela está em extinção, tá?
02:10Porque o SESI tem a metodologia aí de colocar o aluno como protagonista ali no processo de ensino e aprendizagem.
02:18Mas a robótica é um pontinho fora ali da curva, né?
02:25Todo mundo olha, nossa, tem robótica no currículo, inclusive, né, do nono ano.
02:32Ela traz, assim como outras ações, outras aulas também, ela traz oportunidade para o aluno
02:39desenvolver várias habilidades, várias competências, né?
02:44Algumas são muito técnicas, aí eles vão aprender algumas coisas sobre engenharia,
02:50sobre processamento computacional para programa raciocínio lógico,
02:54mas eles também vão estar o tempo inteiro trabalhando em equipe, eles vão estar colaborando entre eles,
03:01eles vão trabalhar e lidar com os acertos e principalmente com os erros.
03:08Então é uma coisa muito prática, algumas coisas que eles aprendem na teoria,
03:12eles vão para a sala de robótica e colocam tudo em prática, para teste, para visualização
03:17e é uma oportunidade diferente de aprender.
03:22E um desses modos que vocês usam para colocar em prática, né, como eu falei, é da equipe Bocadores.
03:27Estamos aqui com a Maria Eduarda, que vive isso no dia a dia, que faz parte da equipe
03:31e que já conquistou, inclusive, gente, campeonatos mundiais.
03:35Já, já ela vai me explicar também, né, as nossas decorações de hoje aqui da nossa mesa.
03:42Então, eu queria saber, Maria, como que a robótica entrou na sua vida
03:47e o que mudou nos seus estudos, na sua rotina, na sua forma como você enxerga o mundo?
03:52O que esse projeto acrescentou?
03:54Então, eu tinha essa mesma ilusão de que a robótica era algo muito fora da realidade,
04:01que tinha essa pegada meio futurista e eu nunca imaginei que entrar em uma equipe de robótica
04:06fosse influenciar em tantos aspectos da minha vida.
04:09porque eu só tentei a seletiva sem muita pretensão.
04:15Eu não imaginei que eu pudesse participar de uma equipe de robótica,
04:18que eu fosse viver essa oportunidade.
04:21E estar lá dentro é completamente diferente do que as pessoas imaginam,
04:25porque você passa a enxergar as oportunidades ao seu redor com muito mais zelo,
04:30com muito mais cuidado.
04:31Eu passei a me desenvolver na comunicação, na inteligência emocional, a maturidade,
04:37o espírito de liderança e várias dessas coisas nunca foram parte de mim.
04:43Eu nunca fui muito boa nisso.
04:45E depois que eu entrei na robótica, isso mudou completamente.
04:48Então, desde a organização para lidar com cobranças escolares,
04:55talvez minhas próprias vontades pessoais e também lidar com a robótica como parte da minha vida.
05:04Mas não algo que eu estava sendo obrigada a fazer, mas algo que eu gostava de fazer,
05:10porque me mudava todos os dias.
05:12E a gente viu na organização que os pocadores realmente funcionam como uma mini empresa, né?
05:17Uma escuderia aplicada dentro da realidade escolar.
05:20E qual é o cargo que você ocupa?
05:21Hoje eu sou gestora de projetos e líder dos pocadores.
05:25Então, você é quem representa a equipe nas competições, em eventos?
05:30Como que funciona a sua rotina?
05:32É bem diferente do que eu estava acostumada a fazer,
05:35porque nas competições de robótica é um pouco diferente.
05:39Então, quando eu entrei nos pocadores,
05:41eu saí da mesa das crianças e fui para a mesa dos adultos.
05:44É muito diferente, é uma competição bastante diferente em tudo, assim.
05:49Desde a organização até a própria competição, os entregáveis que a gente precisa realizar.
05:55E eu trabalho desde o gerenciamento geral da equipe
06:00até problemas mais, talvez, digamos, empresariais.
06:06Então, eu lido com atrasos, eu lido também com problemas entre os integrantes.
06:12É a integração de todos os integrantes e a dinâmica da equipe geral.
06:16Eu lido com cronogramas, os riscos e com a organização geral da equipe.
06:22Enquanto líder, também faz parte de ser um exemplo, um símbolo para a equipe.
06:28Então, eu sempre fui uma pessoa muito emotiva.
06:33Mas ser uma líder significa tomar mais cuidado e entender que tudo aquilo que você faz está sendo observado.
06:41E um exemplo tem que ser seguido.
06:42E eu não posso ser emotivo o tempo todo.
06:45Eu preciso representar a força.
06:47Eu preciso representar que está tudo bem e que a gente vai passar pelos problemas que a gente enfrenta no
06:52dia a dia.
06:53Então, é muito mais do que estar ali tentando garantir que todo mundo vai entregar dentro de um prazo.
06:59É entender que eu tenho uma equipe de pessoas que também têm emoções, passam por frustrações.
07:05E que está todo mundo ali com o mesmo objetivo.
07:08Não é só ganhar.
07:09É se aprimorar.
07:10É se desenvolver e desenvolver a equipe.
07:12Ao alcançar o máximo que a gente puder entregar.
07:15Gente, arrasou.
07:16Espero que quem esteja assistindo o episódio seja chefe, seja líder.
07:19Espero que tenha aprendido, anotado o recado.
07:22Excelente.
07:23Gente, eu fiquei...
07:24Caraca.
07:26Não, perfeita essa...
07:27Ela falou também, no início, ela mencionou que ela estava em outra equipe também.
07:32Temos duas equipes de robótica também, voltado para os alunos do Ensino Fundamental 2.
07:38As cobranças são um pouco menores, mas eles já começam desde mais cedo a entender um pouco,
07:46a ter responsabilidade, a trabalhar com cronograma,
07:49a ter que gerenciar os projetos deles já desde cedo.
07:56Então, assim, ela teve essa experiência numa equipe nossa e depois ela fez um processo seletivo para os pocadores.
08:06Todas elas têm processo seletivo que a gente leva com bastante seriedade e profissionalismo também, né?
08:14Então, eles já são desde o processo seletivo, eles já entendem que aquilo ali é uma brincadeira,
08:22mas é uma brincadeira séria que vai...
08:25Eles vão aprender muitas coisas, então...
08:28É interessante lembrar isso e lembrar aqui que a gente está falando da Steam Racing,
08:34mas também temos...
08:35Na robótica temos duas equipes, outros torneios de robótica dentro da escola.
08:39Legal!
08:39Como a gente está falando especificamente dos pocadores,
08:42queria agora, né, explicar para quem está nos assistindo
08:45sobre o que temos aqui na nossa mesa hoje.
08:49Como a gente falou no início do episódio, os pocadores são uma equipe que compete no Steam Racing
08:53e competem exatamente com este carrinho que estamos vendo aqui.
08:57Então, gente, sintam-se à vontade para explicar o que que...
09:01Como que funciona, como que é a dinâmica por trás e também o que que é esse troféu.
09:08Então, a gente participa da Steam Racing.
09:11É uma competição educacional global que simula uma escuderia de Fórmula 1.
09:15E a gente sempre vê os carrinhos correndo, aquela adrenalina e várias coisas diferentes,
09:21mas a gente nunca para para pensar como é que é por dentro da escuderia,
09:25como é que as coisas funcionam lá dentro mesmo da escuderia, na organização.
09:32E a gente não tem essa perspectiva.
09:36E é justamente o que a Steam Racing tenta trazer.
09:39formar estudantes jovens para realizar, para fazer parte de uma escuderia e trabalhar para alcançar a melhor pontuação possível.
09:50E dentro da Steam Racing a gente tem também as áreas.
09:54Temos as áreas de trabalho, a gestão, o empreendimento e a engenharia.
09:58Para a gente ser pontuado dentro da competição, nós temos que realizar entregáveis, produzir entregáveis.
10:05Eles são...
10:06Um deles, o maior deles, inclusive, é o carro.
10:09Ele passa por um processo de engenharia.
10:12Os nossos engenheiros, que são, inclusive, alunos também do ensino médio,
10:16estudam aerodinâmica e vários conceitos da engenharia para entender como fazer o carro mais rápido,
10:21mais leve e também aplicar design e testes físicos da manufatura.
10:28É o maior entregável, que mais pontua na competição.
10:32Ele é um carro muito pequeno, de 20 centímetros e corre numa pista reta de mais de 20 metros a
10:39cerca de 70 quilômetros por hora.
10:41É um carro muito rápido, ele é bem pequenininho e frágil.
10:44Mas é nosso xodó.
10:47Esse aqui é o carro que a gente competiu em Singapura.
10:51No torneio mundial, que a gente é denominado World Finals.
10:56Então, a gente competiu em 2023.
10:58Esse carro, ele ganhou um prêmio.
11:02Esse prêmio não está aqui, é um prêmio da FIA de escrutínio.
11:06Ele tem relação com as regras de medidas do carro, né?
11:11Como na Fórmula 1, os carros têm...
11:14Cada peça tem uma medida mínima e máxima.
11:16E esse carro, ele atendeu todas essas regras.
11:19E também foi analisado, além disso, o acabamento dele, que é uma pintura automotiva, pode ver, de um carro normal,
11:27de rua, né?
11:29Ele também, os alunos precisam também fazer renderizações.
11:35São imagens computacionais que têm que ser o mais próximo, mais parecidos com a realidade.
11:42E os desenhos técnicos, são os desenhos de engenharia, como se fosse um manual de construção de um carro desse,
11:48se alguém pegar para fazer novamente o carro.
11:50Esse prêmio foi inédito no Brasil.
11:54Era um prêmio muito dominado por ingleses, alemães e australianos.
12:01Então, foi a primeira vez que uma equipe brasileira trouxe um prêmio desse relacionado à engenharia.
12:06Então, ele é o nosso xodó lá na nossa sala.
12:10E a gente fez aqui uma simulação de um pit, uma garagem de Fórmula 1, colocando ele ali junto com
12:19as rodas dele e algumas coisas.
12:22E já que você mencionou o World Finals, também precisamos falar do nosso troféu.
12:27Sim, eu já ia perguntar dele.
12:30Ano passado, nós nos classificamos para a etapa mundial, o World Finals, lá na Arábia Saudita.
12:37E trouxemos aqui para o Brasil mais um orgulho, é o prêmio de identidade, melhor identidade do mundo.
12:43Ele é um componente de um carro da Ferrari que correu em 2023.
12:47É, esse aqui é o núcleo de uma roda.
12:49Então, o prêmio que a gente ganhou na Arábia Saudita.
12:51A equipe participou de quatro torneis mundiais seguidos, consecutivos.
12:57Então, nós temos três prêmios conquistados lá em torneis mundiais.
13:02E algumas indicações que também é quase um prêmio.
13:06A gente enxerga quando você é indicado para um prêmio num torneio, você está entre os três melhores do torneio.
13:13Então, se você é indicado num prêmio mundial, você está entre os três melhores do mundo também.
13:19Não, é só isso.
13:20Naquela categoria.
13:21Não, é só isso, gente. Incrível.
13:23É muito legal ver como isso funciona na prática.
13:28E, Bruno, queria retomar aqui para você, porque no início desse episódio, né?
13:32Eu falei de algumas disciplinas mais tradicionais, geografia, portuguesa, temática, história.
13:37Que são mais também das novas disciplinas que a gente está vendo.
13:42De STEAM, empreendedorismo, robótica, que a gente falou bastante aqui agora.
13:46Que são consideradas catalisadoras para o protagonismo dos estudantes.
13:51E, na prática, o que acontece dentro de um laboratório de robótica ou de um espaço maker que facilita o
13:59desenvolvimento dessas competências que levam ao protagonismo, como autonomia e criatividade?
14:05Então, eles estão sempre em equipe, né?
14:09Dispostos na sala.
14:11São sempre colocados em grupos.
14:13E a gente passa um problema.
14:15Eles procuram...
14:17Eles precisam resolver um problema.
14:19E, muitas vezes, são problemas reais.
14:21Então, eles adquirem habilidade para resolver problemas.
14:24E, naquela solução, por exemplo, de robótica, no projeto de robótica que a gente propõe, a robótica é uma disciplina
14:35multidisciplinar.
14:36É uma área multidisciplinar.
14:38Então, cada um se encaixa, às vezes, no grupo, numa tarefa, numa função específica para aquilo que tem mais aptidão.
14:46E aquilo ali que eu acho que é o...
14:49Que acende uma faísca ali para o aluno.
14:51Poxa, eu gosto disso. Então, eu vou trabalhar nisso.
14:54E ele começa a procurar mais coisas, a pesquisar.
14:59E vai se especializando naquilo que, talvez, no futuro, ele vai fazer parte do mundo profissional dele.
15:07Então, eu acho que é isso.
15:10Ele se assemelha muito com essa questão da aptidão, do que ele gosta de fazer.
15:17Perfeito.
15:17Então, Maria Eduardo, você aí que está nessa trajetória, quem vê, imagina que quem veja a equipe competindo, não imagina
15:24todo o esforço que tenha por trás até chegar nesse resultado aqui, né?
15:28Erro, teste, noite, ajustando, protótipo, apresentação, negociação com os patrocinadores também, inclusive, porque a equipe conta com o patrocínio.
15:37E obrigações, né? Que requerem bastante dessas competências que a gente falou, competências socioemocionais principalmente, ainda mais você numa posição
15:46de liderança.
15:47Então, qual foi o maior desafio e o maior aprendizado que você teve desde o momento que você ingressou na
15:53equipe?
15:55Nossa, é difícil escolher um desafio só.
15:59A gente está sempre muito exposto à pressão.
16:03Então, acho que vai ser unânime para todos os competidores de qualquer equipe do mundo inteiro.
16:08Aprender a lidar com a pressão é uma coisa que faz toda a diferença, principalmente dentro do mercado de trabalho.
16:14A gente se destaca muito quando a gente aprende a lidar com pressão.
16:17Mas, pessoalmente, um desafio muito grande para mim foi aprender a me adequar com a equipe.
16:23Porque, como eu disse, fazer parte da robótica e fazer parte de uma equipe de Stain Racing é muito diferente.
16:29Desde a organização, a dinâmica da equipe, até coisas mais complexas, como o robô de uma competição de robótica
16:37ou o carrinho de uma equipe de Stain Racing.
16:41E entender como funcionavam as coisas dentro da robótica e como funcionam dentro dos pocadores
16:48foi algo que me mudou muito como pessoa enquanto competidora.
16:54A minha maturidade se desenvolveu muito quando eu entendi que as coisas não funcionavam mais do mesmo jeito.
16:59Eu estava crescendo e as coisas ao meu redor também estavam se aprimorando.
17:04Então, para mim, foi muito difícil lidar com essas mudanças.
17:09Mas, depois que eu entendi, eu comecei a me adequar melhor, foi muito transformador para mim.
17:16E uma das minhas maiores lições dentro da equipe mesmo foi bastante recente, inclusive,
17:23porque até pouco tempo atrás a equipe passava por alguns problemas, já que era uma equipe quase inteiramente nova.
17:30Então, foi importante para mim quanto líder e gestora, mas também quanto nova integrante da equipe.
17:36Porque eu vim de uma geração do ano passado que já era muito integrada.
17:42Então, participar dessa criação de uma nova família me mudou tremendamente.
17:48E fez toda a diferença para eu entender que a família não se constrói nos melhores momentos,
17:53ela se constrói nos piores.
17:54É quando a gente está justamente passando noites juntos,
17:57quando a gente passa por problemas e a gente entende que não se trata só de uma competição,
18:02é a nossa vida que está ali.
18:04Então, a gente cria um apego muito grande uns pelos outros.
18:10E, trazendo uma pesquisa justamente sobre o impacto que participar dessas equipes traz para a vida do estudante,
18:17o SESI Nacional aplicou nos últimos anos uma avaliação de impacto do torneio SESI de robótica,
18:24como você falou, das outras equipes, né, do Fundamental,
18:27que mostrou que estudantes que participaram de ao menos uma edição do torneio,
18:30que se chama First Lego League,
18:33chegam a melhorar o desempenho escolar em até 5% a 6% em disciplinas gerais.
18:39O que é uma média muito boa.
18:41Ainda mais porque você tem que conciliar os estudos com as responsabilidades da equipe.
18:46Então, Bruno, do seu ponto de vista, você como professor,
18:50por que você acha que acontece essa melhora no desempenho?
18:55O que desperta nos alunos para realmente conseguirem se dedicar a ambas as coisas ao mesmo tempo?
19:04Realmente, assim, você vê essa transformação em poucos meses,
19:10você já percebe que aquele aluno um tempinho atrás já é outro agora.
19:14e realmente, acho que eles são estimulados mesmo por todas as áreas que propõem ali,
19:25todos os projetos, todas as habilidades que eles são forçados a se desenvolver.
19:30Eles precisam, por exemplo, apresentar um projeto de inovação em 5 minutos
19:35para os juízes que eles nunca viram na vida.
19:39Então, isso é muito desafiador.
19:42Mas a gente percebe que eles vão tirando isso de letra.
19:47Eles vão se programando, se planejam.
19:50A gente tem alguns casos na escola, por exemplo,
19:54só pensando nessa questão da oratória,
19:57a gente já fez, as três equipes já fizeram uma apresentação de uma hora
20:02para uma convenção para 500 profissionais da educação de Vitória.
20:08um salão cheio e eles conseguiram fazer uma apresentação do que eles trabalham em uma hora.
20:16Há pouco tempo atrás, a Maria Eduarda, junto com mais um aluno e outro professor,
20:21participaram do Festival LED de Educação.
20:25Ele é organizado pela Fundação Roberto Marinho, da TV Globo,
20:32junto com o Sebrae, com a Fundação Asselmo e tal.
20:35Ela também, lá em Belo Horizonte, apresentou, junto com ele,
20:38para várias pessoas uma palestra também sobre isso.
20:43Sobre o papel da STEM, da Cultura Maker,
20:46para uma hora, para vários profissionais também da educação.
20:49Então, a gente percebe que eles, e eles sabem que eles precisam,
20:55para não se atrapalharem na vida estudantil, eles têm que se organizar.
21:01Eles se organizam para cumprir todas as tarefas diárias da escola
21:07e para poder também seguir com a equipe e tentar alcançar os melhores resultados
21:13ou superar os limites deles.
21:14Então, realmente é o estímulo, eu acredito que é isso.
21:19E eles, a gente parte do princípio,
21:21quem participa da competição de uma equipe,
21:25a gente abre um processo seletivo todo ano para as três equipes.
21:29E aí eu falo sempre muito assim,
21:31o importante é que você queira participar,
21:34não com seu pai e com sua mãe,
21:36é que você queira, você vai ter um monte de oportunidade ali
21:39para aprender muita coisa, se divertir e aprender,
21:42aprender e se divertir ao mesmo tempo,
21:45mas tem que partir de você.
21:48E a partir disso, as crianças,
21:49eles não querem sair da sala de treino,
21:54eles querem treinar, querem aprender mais coisas,
21:57querem desenvolver, não quero melhorar o robô aqui,
21:59quero fazer isso na apresentação.
22:03E assim, é um fato,
22:06eles melhoram sempre na escola e também com a equipe,
22:13com os trabalhos, eles se desenvolvem muito rapidamente.
22:15Eu falei sobre isso recentemente com alguns amigos próximos meus,
22:19porque a gente entra num estado de êxtase que ninguém explica,
22:23a gente se sente muito mais desenvolvido e mais estimulado a fazer as atividades,
22:29exatamente, muito mais motivada a fazer as tarefas da escola,
22:33para poder terminar rápido e fazer com qualidade,
22:36entregar, para provar que a gente merece estar
22:39numa equipe de robótico, de Stein Racing,
22:42e que a gente está realmente focada em trabalhar muito bem
22:46e de alcançar grandes resultados.
22:49E outra coisa, foi o Bruno disse também sobre a questão da oportunidade,
22:52que também é uma coisa que muda muito na gente.
22:55A gente tem uma percepção muito diferente de oportunidade
22:58antes e depois de participar de uma equipe assim,
23:00porque tem gente que faria loucuras para participar de um projeto como esse
23:05e ter as oportunidades que a gente tem.
23:07Oratória, postura, comunicação, inglês,
23:11que é uma coisa importantíssima hoje em dia.
23:14E a gente, em alguns momentos, deixa de valorizar isso.
23:18E participar de uma equipe tão grande,
23:20participar de projetos tão incríveis,
23:22muda isso também, essa percepção de oportunidade.
23:25Não falo nem oportunidade, gente, de curiosidade.
23:27Quantos lugares que vocês já conheceram por conta dos pocadores?
23:33Assim, porque você já falou de Singapur e Abu Dhabi.
23:36Não, Abu Dhabi não.
23:38Foi Singapur e Arábia Saudita.
23:40Arábia Saudita.
23:41Vamos lá, a gente tem alguns casos,
23:43não só na Stein Racing.
23:47A gente, na nossa escola, no César de Arginapém,
23:50a gente já teve uma viagem com a robótica em 2016,
23:54a gente começou lá, na Austrália.
23:57Depois veio uma sequência com os pocadores.
23:59A gente foi para a Inglaterra,
24:01disputamos o World Finals dentro do circuito de Silverstone.
24:06Depois, nós fomos para Singapur, em 2023.
24:10Ano passado, a gente foi, no meio do ano,
24:13para a final portuguesa.
24:15A gente foi para Portugal, disputou o torneio lá.
24:19E já para novembro e dezembro,
24:21a gente participou do World Finals,
24:23que foi na Arábia Saudita,
24:24mas culminou, terminou no Catar.
24:28São países vizinhos, então,
24:30foram dois países de uma vez só.
24:31E, além disso, a gente tem uma equipe de robótica
24:35que acabou de receber um convite
24:37para participar do Super Regional
24:39de um torneio de robótica,
24:42que é a RoboCup,
24:44um modo artístico que fala,
24:46categoria artística,
24:47para disputar o Super Regional das Américas
24:50em Toronto, no Canadá, ano que vem.
24:52Então, aí já são sete.
24:54E você foi para Belo Horizonte?
24:58Isso.
24:58E quais outros lugares?
25:01Foi a primeira viagem que eu fiz com a equipe.
25:03Então, em breve, vai estar aí.
25:06Também espero que conheça sete países.
25:08Eles são classificados.
25:10Amém.
25:10Eles são classificados para o Nacional de São Paulo.
25:14E no Brasil, a gente conhece vários locais também.
25:18As equipes já tiveram a oportunidade
25:21de conhecer várias regiões brasileiras,
25:23várias culturas.
25:25Então, isso é bem legal também.
25:27E traz uma bagagem para eles, assim, espetacular.
25:31Muito engrandecedora.
25:32Então, assim, a pergunta que eu vou fazer agora
25:34para você, Maria,
25:35eu acho que depois de tudo que a gente falou
25:37fica até fácil a resposta.
25:39Mas é aquilo, né?
25:41Como eu falei, muita gente como você mesma
25:42entrou com esse pensamento de que
25:44robótica é só montar um robô.
25:46Ou no caso do Sting Race,
25:47é só montar um carrinho.
25:49Não é só montar um carrinho pequenininho.
25:50Nem deve dar trabalho.
25:52Mas se você pudesse falar com um colega
25:55que ainda está em dúvida,
25:57ainda duvida se realmente ingressar nessa atividade
26:00vai fazer alguma diferença na vida dele,
26:02que conselho, o que você falaria para essa pessoa?
26:04Eu diria que, como eu já disse,
26:07não tem preço participar de algo assim tão grande.
26:10Porque você pode perguntar, inclusive,
26:13para os pais dos competidores.
26:14Porque é muito emocionante
26:16ver uma pessoa evoluir tanto,
26:19em tão pouco tempo,
26:20participando de uma equipe de robótica
26:22ou de Sting Racing.
26:23Eu, pessoalmente, tenho diversos...
26:27Posso passar o dia citando aqui mudanças e melhorias
26:30por causa dessas oportunidades que eu recebi.
26:34E você aprende não só a se comunicar,
26:37a lidar melhor com as pessoas
26:38e a entender como funciona uma equipe,
26:41mas também a ingressar no mercado de trabalho,
26:44que eu acho que hoje é algo
26:45que pouca gente entende realmente como funciona.
26:49E a gente acaba entrando no mercado de trabalho
26:52se destacando muito mais
26:53por causa dessas oportunidades.
26:55Então, se você tiver a oportunidade
26:58de fazer parte disso,
26:59você não tem...
27:01Você pode pensar o que você quiser,
27:03você não tem dimensão
27:04da diferença que vai ser
27:05enquanto você está entrando
27:06até quando você estiver saindo.
27:08É brilhante e é muito emocionante também.
27:11Para completar e exemplificar,
27:16vários alunos nossos
27:17de formações anteriores
27:20já trabalharam para vários patrocinadores nossos.
27:24E alguns hoje estão estudando fora do Brasil.
27:28A gente tem aluno na Holanda,
27:31tem aluno na Irlanda,
27:32tem aluno que já foi para o Canadá.
27:35E eles continuam sempre recebendo convites
27:38dos patrocinadores,
27:39que percebem como que eles são engajados,
27:42como eles aprenderam e se desenvolveram.
27:44E lembrando, são alunos do ensino médio.
27:46E muitas vezes eles já têm conhecimento
27:49já de curso superior,
27:51inclusive eles correm atrás,
27:53conversam com especialistas,
27:54que eles se reúnem.
27:56Então, é uma ótima oportunidade
27:59de você ingressar no mercado de trabalho
28:03e ir bem encaminhado já.
28:05Bruno, e para a gente encerrar,
28:07por que você acredita que a escola do século XXI
28:10precisa de fato integrar robótica,
28:12STEAM, empreendedorismo e cultura maker
28:14não como um extra,
28:15uma atividade extracurricular,
28:17mas sim como parte do currículo?
28:20Então, a gente ouvia muito
28:22que a questão de estuda, menino,
28:27estuda, menina,
28:28que isso vai ser importante para o seu futuro,
28:30que essa vai ser a profissão,
28:33vai ter uma boa oportunidade.
28:36E a gente vê que isso tudo está acontecendo hoje,
28:40na verdade.
28:41A gente está nessa época
28:43da informação a um clique,
28:47mas também com essas metodologias ativas
28:50dentro da escola
28:51que estimulam todas essas habilidades
28:54e competências para eles,
28:56em que eles já são direcionados
28:58para aquilo que ele gosta,
29:00para aquilo que ele quer fazer.
29:02Isso é super importante.
29:03Então, a gente tem alunos
29:05que já se descobrem
29:07o que ele quer fazer
29:08ainda no ensino fundamental.
29:10Está terminando o ensino fundamental,
29:11mas eu sei, eu tenho certeza
29:12que eu quero ser isso,
29:13porque eu tive uma aula de empreendedorismo
29:17que eu aprendi a montar um negócio
29:19e a vender isso e aquilo,
29:22ou uma aula de robótica
29:23que eu me apaixonei
29:24pela programação de computadores,
29:27de robôs.
29:28Então, essa fase
29:31ela já define muitas coisas,
29:35já antecipam muito
29:37essas escolhas que são,
29:39no meu tempo, eram tão difíceis,
29:41às vezes você não tinha nada na prática,
29:43e hoje os alunos conseguem
29:45experimentar quase tudo.
29:47Então, eles conseguem,
29:49na cultura maker,
29:50fazer os próprios experimentos,
29:53botando a mão na massa,
29:55a questão da robótica,
29:57de você trabalhar em equipe,
29:59se desenvolver,
30:00trabalhar com conceitos de engenharia,
30:02ou de outras ciências
30:04para resolver um problema,
30:05ou de programar.
30:08Vamos lá,
30:09mas o que a gente tem na escola,
30:11como os alunos
30:12são estimulados
30:13a debater sobre assuntos
30:16hoje internacionais,
30:18eles já fazem esses debates
30:21dentro da escola,
30:22são estimulados a isso.
30:24Então,
30:26eu vejo como um processo
30:28muito significativo,
30:30eu vejo como uma coisa
30:32que se encaixa,
30:33a gente percebe,
30:34na minha época,
30:35era tão difícil,
30:36se o aluno tinha,
30:38às vezes,
30:38muitas incertezas
30:39do que seria,
30:41e hoje a gente vê,
30:42na prática,
30:43como que isso,
30:44o aluno já se encaixa naquilo,
30:46e ele sabe,
30:47esse aluno aqui vai ser isso,
30:48vai ser aquilo,
30:49e vai ser um profissional,
30:51um super,
30:54com muito,
30:55muito sucesso,
30:56porque ele faz com excelência
30:57aquilo que ele gosta já.
30:59Então,
31:00eu acho isso fantástico,
31:02eu acho que é uma oportunidade
31:06que eu gostaria de ter
31:06na minha vida estudantil,
31:08e passou muito longe
31:09da minha época
31:10quando eu estudava.
31:11Sim,
31:12que bom que hoje em dia,
31:13os alunos estão tendo
31:15essa oportunidade,
31:16então,
31:16Maria,
31:17Bruno,
31:17eu queria muito agradecer
31:18a vocês pela participação
31:19e por terem contado
31:20um pouquinho do que é
31:21viver todo esse processo,
31:24ser parte do time
31:25dos pocadores,
31:25e o quanto que isso é importante
31:26para a vida estudantil.
31:27A gente agradece demais,
31:29é fantástico participar disso
31:31e poder ver um pouquinho mais,
31:33mostrar um pouquinho
31:34como funciona
31:35uma equipe de robótica,
31:37de steam racing
31:37e os impactos
31:38na vida dos jovens.
31:39Eu queria agradecer também
31:41a oportunidade
31:42de a gente falar um pouquinho
31:43do trabalho,
31:44mostrar aqui como exemplo
31:46da Maria Eduarda
31:47como que eles se desenvolvem,
31:49como eles são especiais.
31:52Um case de sucesso.
31:53É isso aí,
31:54e esse case de sucesso
31:55tem em cada escola do SESI.
31:56Nós temos mais de 10 unidades
31:59no estado,
32:00são quase 30 equipes
32:02que competem em vários torneios
32:04diversos de robótica,
32:06de steam racing,
32:07e a gente quer fazer um chamado
32:10para você que está vendo
32:11o nosso bate-papo,
32:14que o SESI está com as matrículas
32:18abertas,
32:19no site sesimatriculas.com.br.
32:23Se você gostou,
32:24você estudante,
32:26aluno,
32:27gostou do bate-papo,
32:28ou o pai achou super interessante,
32:30vai lá,
32:31visita o site
32:32e conheça uma escola
32:34perto de você.
32:36Perfeito, gente.
32:37Não tem, né,
32:37um jeito melhor
32:38de encerrar do que esse.
32:40Então,
32:40queria agradecer também
32:41a você
32:42que está aqui
32:43nos assistindo,
32:44que acompanhou esse,
32:44que é o terceiro episódio
32:45do De Referência
32:46para a Referência.
32:48Claro,
32:48se você quer conferir
32:49mais novidades
32:50do SESI Espírito Santo,
32:52é só acessar
32:53o arroba
32:53seses.oficial
32:55e o arroba
32:56dos Pocadores também.
32:57Vamos deixar aqui
32:58qual que é,
32:58Maria Eduarda.
32:59Tim Pocadores,
33:00fiquem à vontade
33:01para conhecer um pouco mais
33:02o nosso aqui.
33:02Seguir,
33:03conhecer,
33:04compartilhar
33:05e para acompanhar
33:06também os outros episódios
33:08que a gente gravou,
33:09né,
33:09da nossa série de videocasts,
33:11é só acessar o link
33:12leia.g
33:13barra seses,
33:14que você vai direto
33:16para o nosso especial.
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