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No último episódio da série de videocasts, especialistas do Sesi ES reforçaram os novos desafios escolares e a importância de se trabalhar a inteligência socioemocional também em sala de aula
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NotíciasTranscrição
00:08Oi pra você aí de casa, sou Yasmin Spiegel, repórter do Estúdio Gazeta e estamos aqui
00:13para mais um episódio do De Referência para Referência em parceria com a Fíndice e com
00:18o César Espírito Santo. E o tema de hoje, né, é uma conversa bem pessoal. Nosso tema
00:24é sobre emoções. Como a gente tem falado, né, falamos no episódio anterior, a tecnologia
00:30mudou totalmente o mundo como a gente conhece e se antes a inteligência emocional era um
00:35diferencial na hora de entrar no mercado de trabalho, ela se tornou praticamente uma estratégia
00:40de sobrevivência. Bom, afinal, as novas gerações, como também vimos, elas têm crescido em meio
00:46a excesso de estímulo. É estímulo o tempo todo nas redes sociais e isso gera ansiedade
00:52e também desafios que aparecem dentro e fora da escola. E isso levanta uma pergunta cada
00:57vez mais urgente entre os pais. Será que o meu filho está preparado para lidar com todas
01:03essas frustrações? E, para entender por que esse assunto é tão importante, estamos aqui
01:10com Wagner Martins, o diretor escolar do SESI Jardim da Penha e também com a Daniela Moraes
01:15de Oliveira, psicóloga educacional do Núcleo de Apoio Psicossocial e Inclusão do SESI Espírito
01:21Santo. Muito bem-vindos, gente. Obrigado. Obrigado. Prazer em estar aqui.
01:26Wagner, então, vamos começar, né? Primeiro que a escola, ela é um dos grandes cenários
01:32onde as emoções aparecem, onde elas mais afloram, né? Porque você tem prova, você
01:37tem conflito entre os colegas, você tem mudança, né? De ciclo hormonal mesmo, físico, tem pressão
01:45por desempenho, por bons resultados. E na sua vivência escolar, quais que são os principais
01:50desafios emocionais observados entre os alunos nos dias de hoje?
01:55Perfeito. Eu costumo dizer que existem três grandes desafios relacionados à inteligência
02:01emocional dos nossos alunos, isso como um todo. Primeiro, eu falo que é a cobrança por
02:07performance. Não é nem o medo da prova em si, mas sim pela boa performance, porque a gente
02:12está num mundo em que eles se comparam o tempo inteiro com as redes sociais. Então, eles
02:16não estão preocupados mais com a nota, mas sim com a performance deles ser bem-sucedida.
02:21O que que os colegas vão falar sobre isso depois se eles tirarem uma nota vermelha, por
02:25exemplo? Então, já começa por aí, essa cobrança por performance, por uma boa performance.
02:30Segundo, é a dificuldade com lidar com pequenas frustrações. Como está tudo posto, está tudo
02:37muito acessível para eles, e esse receio dos pais, muitas vezes, de falar não para muitas
02:43coisas. Pequenas situações acabam gerando uma frustração muito grande. Eles supervalorizam
02:50algumas coisas que são pequenas e acabam aí ficando frustrados com pequenas ações que
02:54poderiam ser bem tratadas de forma muito mais fácil. E o terceiro é essa distância,
03:00essa solidão emocional. É até um paradigma, um paradoxo, na verdade, falar sobre isso,
03:05porque num mundo em que a gente vive conectado, em que as pessoas se aproximam cada vez mais,
03:11um mundo de conexão, mas ainda assim eles estão afastados socialmente, vamos dizer
03:16assim. Então, a escola seria esse espaço onde, de fato, eles estão juntos, estão integrados,
03:22mas ainda existe essa distância, essa solidão emocional, essa solidão que está muito próxima
03:28da conexão virtual, mas o físico ainda gera esse desconforto.
03:35Aproveitando esse gancho, porque surgiu mais uma dúvida, recentemente a gente teve uma lei
03:40que proíbe o uso de celular nas escolas. Então, os alunos estão tendo que voltar ali a sair
03:47do mundinho virtual para interagir no hora do recreio, no pátio da escola, em sala de aula.
03:53Você tem, vocês, né? Como que vocês têm percebido isso? Vocês acham que essa mudança
03:59já está gerando benefícios?
04:02Ótima reflexão, de fato. Eu, enquanto diretor, eu percebo essa melhora na interação
04:08durante os intervalos. Eu consigo perceber. A escola, obviamente, precisou fazer investimentos
04:13porque a gente teve que comprar mobiliários, jogos, para que eles, de fato, pudessem ter
04:18um entretenimento durante esse intervalo. E uma cena que me deixa feliz de saber
04:22que isso está funcionando bem na escola é eu ver alunas fazendo crochê durante
04:26o intervalo. Então, assim, isso mostra que tem tido resultados, resultados positivos.
04:31Eu acho que a lei veio para nos ajudar enquanto educadores e famílias também.
04:37O celular está posto, a tecnologia está aí. Não é uma vilã. A gente tem que trazê-la
04:41como uma aliada, mas impor limites para esse uso de tela em excesso faz todo sentido.
04:47Então, hoje, dentro da escola, a gente percebe uma maior interação, a redução
04:52de crises durante o intervalo, porque eles estão mais conectados entre eles.
04:57Então, fazer esse investimento em mobiliários, em jogos estudantis, para que eles pudessem
05:02interagir entre eles. Ver um recreio onde eles fazem um torneio de totó.
05:06Ver um recreio onde eles jogam xadrez. Ver um intervalo onde eles conseguem brincar
05:13e pular corda. Alunos do ensino médio. Estou falando de alunos do ensino médio.
05:16Isso realmente mostra que trouxe benefícios. Isso as famílias também trazem isso como
05:22uma fala. A escola hoje está mais acolhedora. A escola hoje está mais representativa e mais
05:29um ambiente melhor para o meu filho estar. Porque agora eles chegam em casa não só falando
05:34que a escola... Ah, como foi a escola hoje? Ah, tudo bem. Não, a escola foi legal. Hoje eu joguei
05:38bola no intervalo. Hoje eu pulei corda. Hoje eu joguei xadrez. Então, isso trouxe ganhos
05:44significativos. Nossa, excelente. Muito feliz em escutar isso e ver como
05:49que a gente já está tendo um impacto positivo. Mas, Daniela, seguindo essa linha
05:55da primeira fala do Wagner em relação a realmente os desafios que os alunos têm
06:01apresentado na escola, vou trazer aqui uma pesquisa. Uma pesquisa, um dado do Sistema
06:09Único de Saúde, o SUS, mostrou um aumento de ansiedade, impulsividade e dificuldade
06:14de foco entre crianças e adolescentes. Já que entre 2014 e 2024, o atendimento a crianças
06:21de 10 a 14 anos aumentou quase 2.500%. E entre os jovens de 15 a 19 anos, o índice
06:29é
06:30ainda mais expressivo. Chegou a 3.300% esse aumento nesses 10 anos, o que é algo que demonstra
06:38uma urgência. Então, na prática, como que essas emoções, essas emoções que têm causado
06:45esse aumento, têm impactado a convivência e autoestima dos estudantes?
06:51Bom, Yasmin, assim, só considerando e relembrando até através da sua fala, que nesse período
06:56a gente ainda teve uma pandemia, que agravou ainda mais, por isso, esses números tão
07:01expressivos, né? E aí, falando sobre emoções, as emoções, sejam elas positivas, agradáveis
07:08ou desagradáveis, elas têm um impacto imediato ali no processo de ensino-aprendizagem.
07:14Seja na questão cognitiva, né? Então, alunos com nível alto de ansiedade, de estresse,
07:22eles têm um impacto comprovado cientificamente na atenção, na concentração, né?
07:30E também falando das emoções no impacto das relações sociais, porque a escola, além
07:37do conteúdo, da cognição do indivíduo, ela tem ali, ela está mapeada com todas as relações
07:44sociais que também são tão importantes. Então, o impacto é extremamente negativo, de estresse
07:50elevado, ansiedade, porque realmente hoje, na nossa sociedade e a escola sendo um reflexo
07:56da sociedade, essas emoções impactam ali diretamente nesse processo de ensino-aprendizagem
08:04e também nas relações que eles conseguem estabelecer, né?
08:08Com certeza. E, então, regular essas emoções, certamente, é um pré-requisito para aprender.
08:15Wagner, Daniel, assim, então, se há vontade para responder, como que o SESI integra esse
08:20desenvolvimento socioemocional ao ensino e os resultados que vocês estão observando?
08:26Já falou, Wagner, já contou um pouco do impacto desse imobiliário, dos jogos no recreio,
08:31mas, em geral, como que tem funcionado isso?
08:34Perfeito. De fato, a gente, o SESI, tendo experiência em outras redes, em outras escolas, eu percebo
08:40que o SESI tem esse olhar atento para o acolhimento e para o socioemocional. A gente sabe que hoje
08:48a gente não pode levar isso como um modismo, como uma moda de falar, ah, inteligência socioemocional
08:53faz todo sentido. A aula de socioemocional é o que as famílias esperam. A gente tem que
08:59viver isso na prática, isso tem que estar na cultura da escola. E, estando na escola todos
09:03os dias, no chão da escola, eu percebo que o SESI, de fato, está voltado para esse viés,
09:07para trabalhar de forma plena esse socioemocional. E eu tenho aqui exemplos estratégicos ou exemplos
09:14pedagógicos que a gente adota enquanto rede SESI, que é a trilha personalizada Lecto,
09:20que a gente utiliza, que é uma plataforma de socioemocional, com trilhas personalizadas
09:24para desenvolver o socioemocional nos alunos. Essas trilhas, elas fazem o mapeamento desse
09:30estado emocional de cada aluno. Eles são mapeados dentro dessa trilha e vai tendo atividades ali
09:37para que eles consigam trabalhar em grupo, para que eles consigam resolver problemas reais,
09:41para que eles consigam dialogar. E eles têm a oportunidade de não estar sempre com o mesmo grupo.
09:47Eles podem conversar com diversos grupos dentro da sala para resolver diferentes problemas reais.
09:54Isso traz um engajamento muito grande, então, trazendo para resultados, a gente tem visto
09:58resultados de engajamento, melhora de resultados da escola, resultados acadêmicos da escola,
10:05redução da taxa de evasão, porque isso impacta diretamente na evasão,
10:08porque quando a gente está com o emocional abalado, obviamente, a gente tem maior número de faltas,
10:13a evasão cresce. Então, hoje, ter uma evasão reduzida e ter um aluno saudável mentalmente,
10:20isso mostra que a gente está no caminho certo, tem tido ganho e a plataforma Lecto,
10:25hoje, a nossa principal ferramenta, fora as outras estratégias que a gente utiliza,
10:29que são os projetos da escola. Enfim, existem diversos projetos, seja pedagógicos,
10:35socioemocionais, que a gente promove na escola e que trazem esses resultados positivos para a gente.
10:41E, além disso, a área em que a Daniela atua no SESI é o Núcleo de Apoio Psicossocial e Inclusão,
10:49o NAP.
10:50Então, a minha pergunta agora vai ser sobre isso, para justamente complementar a resposta do Wagner,
10:55porque muita gente acredita que lidar com frustração é algo automático, sendo que, com certeza, não é.
11:01E crianças e adolescentes em fase escolar têm que aprender a se preparar, a errar, a tentar de novo,
11:06porque isso faz parte, não tem como já começar sendo 100%.
11:10Então, eu queria saber, dentro da sua área de atuação, como que você e os seus colegas ajudam os estudantes
11:17nesse processo de autorregulação e construção da resiliência, de paciência.
11:22Perfeito, Yasmin. Como o Wagner falou, nós no SESI temos diversas estratégias voltadas para as competências socioemocionais,
11:32e uma delas é o NAP, que é, como você já falou, o Núcleo de Apoio Psicossocial e Inclusão, no
11:38qual eu faço parte.
11:39Somos uma equipe multidisciplinar, mas, em sua maioria, psicólogos.
11:44E nosso principal objetivo é dar esse suporte socioemocional junto ao pedagógico.
11:50Então, nós não estamos descolados da escola, não temos ali um consultório.
11:56E a maior, assim, a nossa maior, nosso maior objetivo é propiciar àquele aluno um ambiente positivo de aprendizagem.
12:06Que, como bem falou o Wagner, tendo um aluno que está saudável mentalmente, enfim, tem, desenvolve essas soft skills,
12:15que são as competências socioemocionais, ele consegue ter um desempenho acadêmico também melhor.
12:20E aí, através de programas, de projetos, nós temos alguns projetos que desenvolvemos de prevenção e combate ao bullying,
12:29voltados também para a saúde emocional, mental daquele aluno, programas de preparação para competições também,
12:37temos muitos alunos que competem em algumas competições, Olimpíadas e até mesmo o Enem.
12:43Então, a gente faz todo um trabalho durante todo o ano para prepararmos esses alunos,
12:48sejam aqueles que estão voltados mais para as competições, mas também para todo o nosso público.
12:55E voltado para ações coletivas, mas também quando há necessidade de um apoio mais individualizado.
13:02Então, o nosso principal objetivo no núcleo é dar esse suporte à comunidade escolar,
13:08porque também estamos juntos as famílias, né?
13:11Então, buscamos sempre essa parceria.
13:13Sim, ainda mais imagino que os alunos que vão para a competição, né?
13:17Os alunos do SESI que competem internacionalmente.
13:20Exatamente.
13:21Sim, verdade.
13:22No do SESI Jardim da Penha, né?
13:23Sim, temos equipes lá que já foram para a Arábia Saudita, né?
13:27Para outros países e voltam com essas expectativas de trazer o troféu para casa, né?
13:32Lembro que a Tati falou de Singapura.
13:35Singapura também, Portugal.
13:37Portugal, foram convidados agora também para ir para o Canadá em abril, Toronto.
13:42Gente, não, só isso.
13:44Só isso tudo.
13:46É isso aí.
13:47Gente, incrível.
13:49Eu queria...
13:50Queria.
13:52Então, continuando aqui a nossa conversa,
13:56Wagner, você já adiantou um pouco disso, né?
13:58Na sua resposta anterior,
14:00mas vamos especificar um pouco mais, né?
14:02Em relação a esses projetos e metodologias.
14:05Então, a pergunta agora é justamente sobre isso.
14:09Como que o estímulo à autonomia, cooperação e protagonismo é trabalhado dentro do SESI
14:15para desenvolver essas habilidades da inteligência socioemocional que a gente tanto tem ouvido falar, né?
14:21Empatia, flexibilidade, colaboração.
14:24Como que isso é trabalhado?
14:25Perfeito, Yasmin.
14:26Eu amo falar sobre isso e, sobretudo, estando no SESI, né?
14:30Primeiro porque nós estamos hoje dentro de Jardim da Penha, numa escola modelo SESI de referência.
14:36E muitas vezes as pessoas se perguntam, mas referência em que?
14:40Por que nós somos referência?
14:41E eu tenho muito orgulho em dizer que, primeiro,
14:44a gente é conhecido pela referência em estrutura e inovação.
14:47Nós temos um espaço dentro do SESI de Jardim da Penha que propicia essa inovação para os alunos.
14:52Uma escola ampla, uma escola bem equipada, uma escola bem estruturada.
14:57Mas, para além de ser referência em estrutura, nós somos referência, sobretudo, pela marca SESI.
15:03A marca SESI é muito forte.
15:05Nós somos reconhecidos no mercado como uma escola acolhedora.
15:09E nós temos diversos projetos e estratégias que trazem essa autonomia para os alunos e o protagonismo na veia.
15:14Não é da boca para fora, a gente realmente comprova esse protagonismo.
15:18Temos alunos que participam de torneios e que fazem parte de projetos dentro da escola,
15:23que obrigam eles a interagir com os colegas, obrigam eles a estudarem as habilidades do século XXI,
15:30porque a gente não está preocupado apenas com a formação acadêmica, mas sim com a formação social.
15:35Então, o aluno do SESI, desde o ensino fundamental até o ensino médio,
15:40ele é preparado para o mercado de trabalho, ele é preparado para o mundo do trabalho.
15:43Então, lá no fundamental 1, a gente fomenta muito o empreendedorismo,
15:47onde o aluno é desafiado a criar uma empresa, um plano de negócio, vender o seu produto.
15:52Essas soft skills, ele já vem desenvolvendo desde o fundamental 1.
15:56Quando chega lá no ensino médio, esses alunos são desafiados no novo ensino médio
16:00a apresentar os seus trabalhos nas oficinas, a participar de competições,
16:06a participar das olimpíadas acadêmicas, das olimpíadas do conhecimento,
16:10que trazem todo esse protagonismo.
16:12Agora, eu tenho como exemplo o aluno Enzo, do ensino médio de Jardim da Penha,
16:16que nos representou este ano em Harvard, numa competição mundial,
16:20onde ele foi selecionado pela plataforma Medalhei, que a gente tinha, parceria,
16:25e ele foi selecionado como um delegado destaque.
16:28E o SESI investiu nessa viagem para que ele fosse à Harvard, nos representando,
16:34e ele trouxe para casa o prêmio de melhor delegado, né, daquele comitê que ele estava participando.
16:40Se isso não for protagonismo, eu não sei o que é, né.
16:43Então, assim, de fato, o Enzo, hoje, temos muitos Enzos pela escola,
16:48eu trouxe o exemplo do Enzo, mas para além dele, temos muitos Enzos,
16:52Marias, Joanas, Cristinas, que são protagonistas do seu próprio aprendizado.
16:57Então, assim, de fato, o SESI investe nisso e fomenta isso todos os dias,
17:02na prática pedagógica, no acolhimento, no atendimento à família.
17:06O passear pela escola, quem vai na nossa escola, visitar a nossa escola,
17:10percebe esse protagonismo na veia.
17:12Isso não é da boca para fora, isso é real, acontece.
17:15Acho muito legal, porque o discurso realmente é algo muito bom,
17:21mas ver os resultados na prática, no primeiro episódio também que a gente teve,
17:25o Leonardo, a Tati falaram vários exemplos, então ver como que todo esse esforço e empenho de vocês
17:29se reflete em resultados concretos, em gente aí indo para o mercado,
17:32indo para todos os cantos do mundo, representando a escola.
17:35Verdade.
17:36Realmente é algo muito legal.
17:38E, então, para fechar, Daniela, a gente aqui falou muito de estudantes,
17:43estamos falando muito de como desenvolver a inteligência socioemocional nos alunos,
17:48mas agora a pergunta é direcionada para as famílias, né,
17:52porque no meio disso tudo, realmente são os pais, os responsáveis que mais ficam no meio do conflito
17:57e pensam justamente nesse equilíbrio entre apoiar e proteger demais.
18:04Surge essa dúvida, né, eu deixo meu filho passar pela frustração
18:08ou eu intervenho, né, com a minha experiência, enfim.
18:13Então, queria que você falasse o que os responsáveis podem fazer em casa
18:17para ajudar os filhos a lidarem com essas emoções.
18:21Perfeito, Yasmin.
18:23É, assim, eu sempre gosto de falar que a gente não tem uma receita, né,
18:26então não tenho aqui como falar uma receita de bolo,
18:28mas eu acho que a gente tem como pensar em dicas para as famílias,
18:33principalmente, como eu falei antes, das famílias estarem presentes com a escola.
18:37Mas pensando ali a família em casa, eu acredito que o mais importante
18:41seja que a família tenha um diálogo com aquela criança, independente da idade dela.
18:47É claro que estando ali, fazendo um letramento, a gente fala um letramento emocional, né,
18:54é necessário que inclua ali saber como aquela criança está, o que ela está pensando,
18:59o que ela está sentindo.
19:01Então, se eu tenho uma família presente, entendendo ali um pouco do dia a dia
19:06daquela criança, daquele aluno, entendendo o que ele traz, o que ele sente,
19:11com certeza eu vou conseguir fazê-lo também entender melhor sobre ele mesmo,
19:17então pensando no autoconhecimento e também dele, do conhecimento dele com o mundo,
19:22na relação dele com o mundo, né.
19:24Então, eu acho que hoje o mais importante é essa presença da família,
19:28não tem, a gente não consegue, eu também sou mãe, então livrar os nossos filhos de frustrações,
19:34inclusive não é legal, porque na vida, no mercado de trabalho, eles vão passar por situações
19:41que vão exigir essa habilidade de lidar com frustrações, então o importante é hoje,
19:48diante de uma situação de frustração, a família tem que estar presente, acolher, estar junto, né,
19:55dialogar para que aquela criança entenda que aquilo faz parte,
19:58mas que também existe ali uma forma de acolher da melhor maneira possível.
20:04Então, acredito que pais presentes, acolhimento, né, e afetividade,
20:12seria o essencial e o básico para que essas crianças aprendam e desenvolva essa capacidade
20:19de lidar com frustrações, resiliência, tudo isso que a gente tem falado aqui, né,
20:24das competências socioemocionais.
20:27Gente, perfeito, nossa, foi muito bom, a gente nem vê o tempo passar.
20:31É verdade, sim, falei que ia ser igual, é um bate-papo, né,
20:35então a gente chegou aqui ao nosso encerramento, mas primeiramente, Wagner, Daniela,
20:40eu queria agradecer demais a vocês por esse bate-papo sobre esse assunto,
20:43que é tão importante, que como você falou no início, que a gente tem visto esses conflitos no ambiente escolar,
20:49é algo que sempre existiu, sempre vai existir, ainda mais por conta da faixa etária.
20:54Ah, e claro, né, fiquei sabendo também, antes da gente encerrar aqui o videocast de fato,
20:59que as matrículas estão abertas, e inclusive que vamos ter ampliação das escolas SESI de referência.
21:06Podem falar só um pouco sobre antes da gente encerrar?
21:09Perfeito, estamos super felizes com isso, para quem tiver interesse em fazer a matrícula,
21:14estamos com matrículas abertas no site sesimatriculas.com.br,
21:19vai ser um prazer recebê-los vocês nas unidades do SESI,
21:22estamos realmente em ampliação do modelo SESI, escola de referência,
21:26não só em estrutura, como eu disse no início,
21:28mas um modelo pedagógico bem estruturado, bem robusto,
21:31que vai trazer benefícios para toda a sociedade capixaba.
21:33E para as outras unidades do SESI também.
21:37Perfeito, então, gente, não tem um jeito melhor de encerrar aqui esse,
21:40que é o nosso último episódio do De Referência para Referência.
21:44Então, muito obrigada a você que nos assistiu, nos acompanhou até agora,
21:47e claro, não posso deixar de falar também que se você quiser saber mais,
21:51e para continuar acompanhando as novidades, é só seguir o arroba SESIES.oficial.
21:56E se você quiser reassistir os outros episódios que trouxeram diversos temas
22:01sobre tecnologia, educação, emoções, uso de celular,
22:04é só acessar o www.ahzeta.com.br
22:08barra especial publicitário barra SESIES.
22:12Tchauzinho.
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