00:00Custar para a gente voltar aqui umas das quatro, cinco vezes é difícil.
00:06Fica tranquilo aqui, vocês vão entender.
00:09Nós temos uma ação criminal, excelência, da síndica, na verdade ela é a subsíndica do condomínio,
00:15da síndica contra ela e dela também contra a síndica.
00:18Dessas ações, a síndica já foi condenada criminalmente por sentença nesse juizado, no segundo, nesse juizado.
00:26Também é crime contra a honra.
00:27Não, mas está em fase de recurso, que é, inclusive.
00:32Porque a vontade é você fazer a conciliação, mas meia hora atrás ela tinha uma outra audiência criminal aqui com
00:38outra parte.
00:39O problema é o seguinte, eu sei que nós vamos voltar aqui, nós vamos se ver mais várias vezes, vai
00:44comigo, estou aqui falando.
00:45Vai ter muita ação.
00:46Não, papo, é isso que a gente está tendo com isso.
00:48É difícil.
00:48Não conta disso.
00:49Calma.
00:50Vem de todas as ações, tu.
00:52É o caso de outro contra a síndica.
00:53Excelência, contra a síndica são várias ações, né?
00:59Na verdade, eu não sou obrigado nem a lembrar, né, doutor?
01:01Então, assim, é...
01:02É, eu não sou obrigado a lembrar, porque primeiro, eu não devo nem satisfação ao senhor.
01:06Então, Excelência, eu não lembro...
01:08Toma aí!
01:09Sim.
01:09Espera aí.
01:10Aqui nessa sala do senhor, o senhor vai ir, porque o senhor não vai tratar o colega do senhor.
01:13Mas a Excelência está respondendo?
01:14Não, não, não.
01:14Sua Excelência, e ele está me respondendo de forma...
01:16O senhor não vai tratar...
01:18Desculpa, Excelência, perdão.
01:19Ninguém da sombra o senhor acabou de tratar.
01:21Vamos começar de novo?
01:22Sim, Excelência, perdão.
01:23Vamos começar de novo?
01:24Então, vamos lá.
01:25Eu peço que ele não se reporte de mim, Excelência, por favor.
01:27Não, ele vai se reportar o senhor.
01:28Não, sim, mas não dessa forma grosseira, Excelência.
01:30Deixa eu te falar uma coisa para o senhor.
01:31Se o senhor não tem condição de representar cliente do senhor, o senhor não represente.
01:36Porque um advogado que sente nesse banco e falar para o outro advogado, ex-adverso,
01:42que ele não se dirige a palavra ao senhor, o senhor é cliente ou o senhor é advogado?
01:45Não, eu estou pedindo a sua voz, Excelência.
01:47Eu estou pedindo a ela.
01:47Estou pedindo a sua voz, Excelência.
01:48Esperem eu falar, depois o senhor fale.
01:50Sim, Excelência.
01:51O senhor é cliente ou é advogado?
01:54Advogado.
01:55Então, o senhor está equivocado em falar com ex-adverso que ele não se dirige a palavra
02:00ao senhor.
02:01Perdão, Excelência.
02:01O senhor está achando que eu tenho cara de falhaça?
02:04O senhor está achando que eu tenho cara de falhaça?
02:05Não, Excelência, de forma alguma.
02:06Nem me dirigi a Nossa Excelência assim.
02:07Então, vamos voltar e vamos conversar de novo.
02:10Sim, Excelência, perdão.
02:11Como que um advogado senta e fala com ex-adverso que eu não dirigi a palavra para ele?
02:16Não, Excelência.
02:16Não, o senhor é cliente ou o senhor...
02:18Então, o senhor, doutor, data lá se na velha.
02:21Sim, Excelência.
02:22A senhora viu que ele riu de mim várias vezes.
02:27Perdoa, Excelência.
02:28Doutor, o senhor quer fazer uma sessão de terapia para vir para a audiência?
02:31Excelência, nós já estamos fugindo da alçada.
02:35Doutor, como é que o senhor senta aqui e fala para um advogado, colega do senhor...
02:41Nós estamos fugindo aqui do objeto.
02:42Como é que o senhor fugiu desde o começo?
02:45O senhor sentou aqui como é, ou como denunciado, como cliente?
02:48Sim, nós propusemos a curva a todo momento e eu só não lembro o número de ações
02:53contra outra pessoa, não é com essa ação.
02:56Como é que o senhor responde a pergunta do colega do senhor?
02:59Eu estou errada.
02:59Para ele não se dirigir a palavra do senhor, que você não é obrigado a responder.
03:04O senhor não é obrigado...
03:05O senhor é filho dela?
03:06Não.
03:08Qual é a sua relação com ela?
03:09O senhor está muito com amor à causa.
03:11O senhor tem parede?
03:12Sou gerro dela.
03:13Ah, tá.
03:15Porque o senhor não está conseguindo manter uma isenção de amor ao debate.
03:21O senhor está contaminado.
03:23O senhor não está conseguindo ter uma distância com a causa.
03:26O senhor está sentado aqui não como advogado.
03:28Me desculpe, doutor, falar assim.
03:31O senhor sentou aqui com a postura de denunciado.
03:35O senhor, eu nunca vi um advogado falar para um colega para não se dirigir a palavra.
03:40Isso é chocante.
03:43Ok.
03:44Ele não tem nada.
03:45A audiência está começando agora.
03:47Eu nunca tive essa situação na minha vida.
03:49Sim, eu também nunca presenciei uma situação dessa.
03:52Meu Deus.
03:5315 anos de advocacia, nunca presenciei.
03:55Porque realmente advogados têm um decoro em outra parte.
04:01É porque eu estou me dirigindo a sua excelência.
04:04E ele fica, não, se eu não se recordar...
04:05Deixa eu...
04:06Deixa eu...
04:06Uma coisa para o senhor.
04:07Eu lamento.
04:08Sérgio, deixa eu me conduzir.
04:10Porque eu tenho horário, eu tenho que atender um paciente de 90 anos.
04:13Doutor, deixa eu falar para o senhor.
04:15Quem lamenta sou eu.
04:16Sabe por quê?
04:17Porque quando as clientes, elas têm um grave diarimosidade em alta,
04:21o que o advogado tem que fazer?
04:24Se cada vez mais leve, cada vez mais distante, se a cliente do senhor tem muito processo,
04:31está com um problema muito grave, tem várias ações no condomínio,
04:35o que o senhor tem que fazer?
04:37Se cada vez mais tranquilo em uma audiência.
04:41O senhor tem que chegar aqui com paz e amor no coração.
04:43Obrigado.
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