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  • há 4 semanas
A advogada Rayane Loiola, de 31 anos, é militante do Movimento Negro capixaba. Ela denuncia que o racismo entranhado na sociedade fere como uma cicatriz na alma.

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Transcrição
00:06Para mim o dia da consciência negra é um dia, um marco, né, para lembrarmos que por mais que o
00:16nosso povo foi escravizado,
00:19nosso povo não foi, não sucumbiu, né, nós viramos quilombo e por meio disso,
00:26por meio da nossa resistência, da nossa força, conseguimos não sucumbir, mesmo tendo sido escravizado,
00:36mesmo tendo sido violado em nossos direitos e retirado da nossa origem, nós viemos para cá e aqui com a
00:47nossa resistência
00:47conseguimos criar estratégias de sobrevivência e nos libertarmos.
00:57Sempre encontram novas formas de praticar o racismo, novas formas de nos identificar, né,
01:05identificar a cor da nossa pele em meio a todos os consumidores, em meio a todos os cidadãos.
01:12Então, assim, são violências que a gente precisa não deixar elas seguirem nem avançarem, mas que a gente precisa tomar
01:23certas medidas vindas do,
01:27não só do poder público, mas também medidas de sobrevivência, para que a gente não passe pelas situações de forma
01:36repetida
01:36e nem que essas situações fiquem impunhas. Eu sou filha de mãe preta, filha de pai preto.
01:44Eu venho de uma família que a gente não conversa sobre o racismo no almoço, mas que a gente sabe
01:53quando aquela lágrima no olho do outro
01:56vem exatamente de discriminação. A palavra de ordem é empatia. É ter empatia com a dor do outro, ter empatia
02:09com os sentimentos do outro.
02:11O que eu não quero sentir, eu não provoco. Então, assim, sentir que você está sendo discriminado é muito ruim.
02:19As pessoas que já tiveram a infeliz oportunidade péssima de sentir que está sendo discriminado sabem do que eu estou
02:29falando.
02:30É muito ruim. Então, se as pessoas tivessem empatia pelo sentimento, pela dor, pela vivência do outro, pela história do
02:41outro, pela origem do outro,
02:43já seria um caminho interessante de respeito.
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