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O podcast EM Entrevista conversou com o deputado federal mineiro Rogério Correia, do PT, sobre eleições 2026, sucessão no governo de Minas e o cenário nacional na política brasileira.

Veja a íntegra dessa conversa, gravada na tarde de quarta-feira (22/4), no estúdio de podcast do jornal Estado de Minas e Portal Uai, em Belo Horizonte.

Apresentação: Sílvia Pires e Andrei Megre

Foto: Jair Amaral/EM/D.A Press

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Transcrição
00:00Olá a você que acompanha o Portal Uai. Estamos aqui hoje para mais uma rodada do EM Entrevista.
00:05Hoje a gente recebe aqui no nosso estúdio o deputado federal Rogério Corrêa. Seja bem-vindo, deputado.
00:11Obrigado, Silvia. É um prazer estar aqui no Uai, no Estado de Minas. Um prazer e obrigado pelo convite.
00:17Eu sou a Silvia Pires, repórter de política do EM e dividida na bancada aqui comigo hoje está o também
00:22repórter da editoria Andrei Megre.
00:24Seja bem-vindo, Andrei.
00:25Obrigado, Silvia. Sempre um prazer.
00:28Deputado, a gente começa te perguntando sobre a CPI do INSS que finalizou o relatório que acabou não aprovado no
00:35mês passado.
00:36Foi aí uma discussão de quase 10 meses, marcada aí por alguns embates ali durante as discussões da comissão.
00:44E o senhor chegou a falar que esse resultado final, relatório final, acabou virando uma peça partidária.
00:51Por que dessa afirmação? Como que o senhor avalia que foi esse resultado final da CPI?
00:57Bem, a minha avaliação, os bolsonaristas tentaram fazer da CPI uma peça que incriminasse o presidente Lula e também o
01:06irmão do presidente Lula e o filho do presidente Lula.
01:08Então, eles centraram todo o debate em torno disso, enquanto esse não era o debate verdadeiro.
01:14Por isso, eu acho que eles fizeram uma peça de ficção e uma peça ideológica, política, sem fundamentos.
01:21O que nós provamos nessa questão dos aposentados e dessa CPMI?
01:28Que acabou sendo importante até para botar para o povo brasileiro a verdade dos fatos.
01:33O que aconteceu é que entidades faziam desconto de aposentados.
01:39Antigamente, apenas sindicatos podiam fazer isso antes de 2016, antes do governo tema.
01:46E eram contribuições que eram dadas aos sindicatos por aqueles serviços sindicais que eles prestavam.
01:52A partir do governo tema, isso abriu para várias entidades.
01:56Então, apareceram várias entidades, que eu chamo de entidades picaresas, entidades fantasma,
02:00que passaram a corromper por dentro do INSS e levar aposentados como se fossem filiados a essas entidades.
02:08São várias, são 42 entidades.
02:10As mais conhecidas ficaram Ambeck e outras, que eram dominadas aí, seja pelo Careca do INSS,
02:18que uma figura que ficou conhecida, ou pelos Golden Boys, que também tinham várias dessas entidades.
02:25Foram nomes que nós fomos dando no decorrer da CPMI, e esses aposentados eram descontados de 40, 50, 60 até
02:3480 reais,
02:35sem saber que entidade fazia o desconto, porque eles desconheciam essa entidade.
02:40Então, eles estavam sendo fraudados, roubados.
02:42E essas entidades foram se enriquecendo, imagina, 50 reais de milhões de aposentados são bilhões de reais.
02:48Então, chega-se a um cálculo de que só neste caso, em torno de 6,5 bilhões foram retirados, aposentados,
02:56desde 2016, principalmente, o governo Temer passou por todo o governo Bolsonaro,
03:02e no governo Lula isso foi, vamos dizer, estourou, as denúncias já vinham antigamente,
03:07e a Controladoria Geral da União e Polícia Federal passaram, portanto, a fazer investigação.
03:12Foi o que resolveu.
03:13Medidas tomadas imediatamente pelo presidente Lula, foi suspender qualquer tipo de contribuição do INSS.
03:20Com isso, paralisou a roubalheira.
03:22E, posteriormente, devolver aos aposentados, mais ou menos 4 milhões de aposentados,
03:28já receberam mais de 4 bilhões de reais de devolução,
03:32que é a culpa que o Estado teve que assumir por todo este roubo que aconteceu durante todo este processo.
03:39e não mais se admite fazer este tipo de empréstimo por entidade nenhuma.
03:44Então, foi um processo em que também, evidentemente, foram punidos os responsáveis por isso.
03:50Tem vários que já estão na cadeia e essa foi a parte, vamos dizer, dos descontos associativos.
03:57Posteriormente, aí nós passamos a ver também, já no final do CPMI,
04:02o que nós chamamos dos créditos consignados, que é o que os bancos e empresas.
04:07Chamou a atenção e o Banco Márcio, que já tinha falido no governo do presidente Lula,
04:14foi decretada a falência dele agora com o novo presidente do Banco Central, Galípolo,
04:19e nós, então, fizemos essa investigação.
04:23E o Banco Márcio foi um banco formado durante o governo Bolsonaro,
04:28ali que se permitiu que ele formasse, ele cresceu, ampliou, descontou muito de aposentados.
04:34Tinha lá, além do próprio Vorcaro, que era o presidente, o cunhado dele, o Zé Tel,
04:40que era aqui da igreja da Lagoinha e que fazia lavagem de dinheiro,
04:45do rombo que dava aos aposentados, os créditos consignados, semelhante ao que eu descrevi aqui.
04:50E este rombo era feito a lavagem de dinheiro, inclusive com pastores da igreja da Lagoinha,
04:59como o próprio Zé Tel, que era pastor lá.
05:01Então, isso se confundiu também com um pouco de Minas Gerais, dessa igreja da Lagoinha.
05:06Então, esse crédito consignado também foi agora desfeito.
05:11O Banco, ele foi decretado a falência dele e, a partir daí, estamos agora na fase da polícia,
05:20viu o que aconteceu com a prisão de Vorcaro, o Zé Tel.
05:23E é bom lembrar que, neste caso do Zé Tel, ele foi o responsável, esse pastor do Zé Tel,
05:28por doar 5 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro à época e também de Itacílio de Freitas.
05:35Então, essa denúncia ficou muito clara.
05:37Então, eu resumo dizendo que, no governo presidente Lula, esta roubalheira que vinha de antes,
05:44adentrou no governo e nela ela foi investigada, paralisou esse processo e os aposentados estão sendo ressarcidos.
05:52Nós estamos resolvendo problemas que vieram de trás.
05:56Mas, na pergunta inicial que você fez, os bolsonaristas tentavam ver apenas o momento.
06:00Olha, tem corrupção agora.
06:02Como se essa corrupção não tivesse uma história.
06:04Sim. E o senhor acha que a base governista, algumas vezes, atuou para impedir a prorrogação da comissão,
06:13muitas vezes com essa justificativa de que ela estava sendo usada em cunho político.
06:17E essas imagens, o senhor acha que repercutiram negativamente ou ajudaram a associar
06:21a imagem do presidente Lula e da base governista ao escândalo do INSS?
06:26Eu acho que eles não conseguiram isso, embora tentasse o tempo inteiro.
06:30Por quê? Ficou provado que o Lulinha nada tinha a ver com a questão do INSS.
06:35Isso ficou muito claro.
06:37E, portanto, nem os relatórios onde eles tentavam incriminar o Lulinha foi possível de fazer.
06:42Ele não tinha absolutamente nada a ver com o INSS, não havia empréstimo, não havia relação dele neste caso de
06:49INSS.
06:49Isso ficou comprovado, tanto que sumiu da investigação ou da imprensa,
06:55porque era muito mais cortina de fumaça do que fato real.
06:59A mesma coisa o irmão do presidente Lula, que era de uma das entidades,
07:03mas que nada foi provado em relação a ele, que era uma entidade que tinha mais base sindical.
07:08Então, eu acho que essa cortina de fumaça se desfez.
07:11E a história verdadeira acabou vindo à tona, que era um processo de corrupção formado no interior do governo Temer,
07:21desde lá passou por todo o governo Bolsonaro, eles facilitaram, do ponto de vista da legislação, que isso acontecesse.
07:28E foi agora que isso terminou, terminou no governo do presidente Lula.
07:32E isso ficou claro para a população e reverteu esse procedimento.
07:38Como a CPMI era dirigida por um deputado federal, era o relator, um deputado federal,
07:47muito ligado, agora afiliado ao PL, muito ligado ao bolsonarismo,
07:51e também o caso do presidente, que é o senador Viano de Minas Gerais,
07:56também muito vinculado ao bolsonarismo,
07:58eles pintaram, tentaram fazer uma apuração que, no meu entendimento, não ia a raiz do problema,
08:07que era mesmo o início disso tudo.
08:10Passado a CPMI sendo derrotado o relatório deles,
08:14infelizmente o presidente Viano não quis colocar em votação um outro relatório,
08:19que era o relatório da maioria,
08:21que nós então entregamos esse relatório,
08:24tanto a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União,
08:28e também ao próprio Supremo Tribunal Federal, através do ministro Mendonça.
08:33O nosso relatório está entregue,
08:36ele indicia 170 pessoas e responsabiliza mais 50
08:40para serem aprofundadas investigações na Polícia Federal.
08:43Acho que nós fizemos um trabalho, realmente, de investigação do que ocorreu.
08:47E o desgaste, acho que fica muito mais para a base bolsonarista do que para o governo do ente Lula.
08:55Agora, o senhor até comentou sobre o caso do Banco Master,
08:58que entrou um pouco ali nessa investigação do INSS,
09:02e hoje vem se falando, talvez, de criar uma CPI
09:05para investigar especificamente o caso da instituição do Banco Master.
09:09Como o senhor avalia essa possibilidade?
09:11Existe ambiente político para instaurar uma nova comissão?
09:15Não creio, porque até assinei essa CPI do deputado Hollenberg,
09:22que é do PSB do Distrito Federal,
09:25que propôs, foi o primeiro a propor uma CPI na Câmara sobre este caso.
09:30Ela não vingou porque existem várias outras na fila.
09:34Então, o presidente Hugo Mota não deu prioridade a ela
09:37e vai encaminhar outras CPIs.
09:40Mas, é claro, tem aí também uma avaliação política dele de não adiantar essa CPI.
09:46E também assinamos a CPMI, que era da deputada Heloísa Helena
09:51e da deputada Fernanda Melchioni.
09:54Essa é uma CPMI, que está aguardando também assinaturas.
09:59E tinha outra CPMI da base bolsonarista,
10:02que era mais para investigar a questão do Supremo Tribunal Federal.
10:06Eu acho que não há clima, porque teve, além da nossa CPMI do NSS,
10:12que abordou essa questão do Máster,
10:14teve também a CPI do Crime Organizado,
10:17que também abordou essa questão.
10:19As duas CPIs não foram bem, eu diria, nesse assunto.
10:23Elas politizaram e ideologizaram demais a disputa e é um ano eleitoral.
10:27Eu creio que uma CPI agora,
10:28ela seria um caso ainda mais agravado de disputa política e ideológica no interior da CPI.
10:34Além disso, o próprio Supremo tem dado repetidamente,
10:40no caso especial do ministro André Mendonça,
10:44uma visão de que as pessoas sequer precisam ir depor na CPI,
10:47que vai também esvaziando, é algo que nós precisamos resolver.
10:50Eu creio que agora uma CPMI,
10:52ela se daria muito mais com objetivos de disputa política e ideológica ali dentro,
10:57do que para averiguar realmente os caras.
10:58Acho que o fundamental é fazer com que essa investigação vá a fundo
11:03para o parte da Polícia Federal,
11:05para a Controladoria Geral da União e o próprio Supremo Tribunal Federal,
11:09que está com este caso.
11:10Forcaro já está preso, Zé Tel, estão presos,
11:13estão falando em delação premiada,
11:15muita coisa tem a vir por aí.
11:17O que nós notamos, eu posso deixar claro para vocês,
11:20é que neste caso,
11:22dessas festas que são ditas,
11:24que eram feitas exatamente para se corromper as pessoas,
11:27nunca teve denúncia de ninguém do PT que estivesse lá.
11:30Ao contrário de muitos bolsonaristas,
11:33que nós que vivimos em material secreto,
11:35a presença deles nessas festas.
11:38Forcaro é um caso umbilicalmente ligado ao bolsonarismo.
11:43Não é à toa que o Zé Tel,
11:45ele próprio, financiou com 5 milhões a campanha,
11:48Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
11:50A ligação com Roberto Campos Neto,
11:52que era o presidente do Banco Central, é óbvia.
11:55Ele permitiu que o Vorcaro tivesse um banco.
11:58O Vorcaro não tinha nem condições de ter banco,
12:01porque não tinha passado e libado.
12:03Já havia denúncias dele,
12:05aqui em Belo Horizonte, inclusive,
12:07aquele prédio que tem ali no centro,
12:09que virou aquele elefante de vidro,
12:11já era algo semelhante que o Vorcaro fez aqui,
12:15arrecadando dinheiro público para fazer um hotel,
12:19e a partir dali explorar esse hotel na Copa do Mundo.
12:21O hotel está parado lá até hoje,
12:23fala-se em cerca de 200 milhões de prejuízos
12:26para a prefeitura de Belo Horizonte.
12:28Então, quem sabia do passado do Vorcaro,
12:31e era por isso que ele não conseguia ter acesso à banco,
12:34foi conseguir com Roberto Campos Neto,
12:36através de uma corrupção que fez com um dos diretores,
12:40que é o Paulo Sérgio,
12:41que está hoje preso e contornozeleiro.
12:43Ele estava contornozeleiro e acho que agora
12:44foi definitivamente preso, se não me engano.
12:46Ele era diretor e foi a base da corrupção
12:51feita por Vorcaro por dentro do Banco Central
12:53para adquirir a possibilidade de ter esse banco,
12:56que veio a ser um banco para fazer fraudes também
13:00com os aposentados através do INSS
13:03e outras medidas que levaram à falência do banco.
13:06Bom lembrar também que quem estava tentando limpar a barra
13:10de tudo isso, de todo esse rombo,
13:12era o Banco de Brasília,
13:14através especialmente do governador Ibanez,
13:17outro bolsonarista de carteirinha.
13:19Então, o Banco Master é um banco criado
13:22a imagem e semelhança do bolsonarismo
13:24e agiu naquele momento para financiamento de campanha,
13:27inclusive deles.
13:28O senhor citou aí a proposta de abertura de comissão
13:32por parte do grupo bolsonarista,
13:34que teria uma intenção mais de investigar
13:35essa suposta relação do Banco Master
13:37com o ministro do Supremo Tribunal Federal.
13:39Eu queria saber a avaliação do senhor
13:41sobre essas suspeitas,
13:43essas acusações em torno dos ministros.
13:46Olha, eu sou a favor de uma reforma ampla
13:49do Poder Judiciário Brasileiro.
13:51É algo que nós vamos ter que nos debruçar.
13:52Assim como se não fazia uma reforma política.
13:56A forma das eleições no Brasil,
13:58elas são muito diluídas em pessoas,
14:00não fortalecem os partidos.
14:02E há aí um sentido muito perverso
14:06do ponto de vista de governar
14:09sem que você tenha uma maioria clara partidária.
14:12Então nós precisamos fazer uma reforma política.
14:14O PT sempre se bateu por isso
14:16e também por uma reforma judiciária.
14:18Juiz tem que ter maior controle sobre eles.
14:21Em vários países já tem.
14:22Aqui não.
14:23Inclusive no Supremo Tribunal Federal.
14:25Agora, o que querem os bolsonaristas
14:28é muito uma ideia golpista
14:31de desmoralizar as instituições
14:33para ter um regime autoritário.
14:35E foi isso que eles fizeram no 8 de janeiro.
14:37Eu fui também da CPMI do golpe,
14:40a CPMI do 8 de janeiro.
14:42E eles atuaram o tempo inteiro
14:43para desestabilizar,
14:45seja o Supremo Tribunal Federal,
14:47o Congresso Nacional,
14:48através de emendas, inclusive, secretas,
14:50e com isso ter condições
14:53de um regime autoritário
14:55através até de um estado de sítio,
14:57que foi o que Bolsonaro veio tentando
14:59durante o governo dele.
15:00e no dia 8 de janeiro tentaram,
15:02aliás, ocupar os três poderes
15:04numa nítida tentativa de golpe,
15:06que até assassinar o presidente da República,
15:11o presidente do Supremo Tribunal Federal,
15:13estavam nos planos desse golpista.
15:15Então, não era algo simplesmente
15:19como uma rebelião, vamos dizer,
15:25involuntária.
15:26Não.
15:26Havia um plano de um golpe no Brasil.
15:28E isso permanece.
15:30As palavras de Eduardo Bolsonaro,
15:32que hoje está foragido nos Estados Unidos,
15:34é de que, como cabe dois soldados,
15:35fecharia o Supremo.
15:37E eles, de fato, tentaram
15:39desestabilizar o Supremo
15:40para tentativa de golpe.
15:42O Supremo foi fundamental nisso.
15:43Então, uma coisa é você fazer
15:45uma reforma no poder judiciário,
15:48reconhecendo que na democracia
15:49é fundamental que você tenha também
15:51um Supremo que cumpra as suas funções.
15:54A outra é você ter uma perspectiva
15:57de um governo autoritário
15:58como se tem através de golpe.
15:59Então, nós temos que ter cuidado
16:01em relação a isso.
16:02Uma CPMI que eles querem fazer agora,
16:04ou CPI para ver este caso,
16:06é uma CPI para cima do Supremo Tribunal Federal.
16:09Já com a perspectiva golpista
16:11que Flávio Bolsonaro tem também deixado claro.
16:14que vão amnistiar, por exemplo,
16:17todos os golpistas, incluindo o pai dele.
16:19Imagino, o governo dele seria um governo
16:21para se fechar o regime
16:23e atuar de forma autoritária no Brasil.
16:26O que seria, no meu entendimento,
16:27o fim da democracia e um desastre político muito grande.
16:31O senhor comentou sobre o 8 de janeiro
16:33e vem já há algum tempo a discussão
16:35sobre o PL da dosimetria,
16:37que ainda não foi votado na Câmara e no Senado,
16:40o veto do presidente Lula.
16:43Como que anda a discussão sobre esse projeto?
16:46O presidente do Senado,
16:48do Congresso, Davi Alcolum,
16:49disse que vai pautar.
16:50Aliás, já está pautado para,
16:53se eu não me engano,
16:54sem cesso semana ou outra.
16:56Não, no final do mês.
16:57Já estamos no final do mês.
16:58Então, é para agora mesmo,
16:59sem cesso semana ou outra.
17:01Ele pautaria o projeto da dosimetria
17:04semana que vem.
17:06E é preocupante,
17:07porque acho que eles podem ter uma maioria
17:09para diminuir a pena.
17:11e a diminuição da pena é uma sinalização
17:13para a nova tentativa de golpe.
17:16O regime militar,
17:17quando não se puniu os militares
17:19vão só pelo golpe,
17:21eles continuaram a sonhar
17:22e a tentar golpes,
17:24como foi o caso agora.
17:25Eu espero que a gente tenha força
17:27para derrubar essa tentativa deles
17:30e manter o veto do presidente Lula.
17:32Mas é bom que a população
17:34esteja atenta a isso também
17:36e digo que a eleição de um bolsonarista,
17:39ela seria um passo seguro
17:42para um regime autoritário no Brasil.
17:44Não tenho dúvida disso.
17:45O Bolsonaro tentou isso o tempo inteiro
17:47e eu acho que eles,
17:48numa nova eleição,
17:49se sentiriam fortes o suficiente
17:50para acabar com a democracia no Brasil.
17:53Todo cuidado é pouco
17:54e a defesa da democracia
17:56precisa ser feita sempre.
17:57O Supremo teve um papel
17:59muito importante nisso.
18:00Então, eles atacam o Supremo
18:02até não pelas falhas eventuais
18:04que o Supremo possa ter,
18:05mas pela força que o Supremo
18:07teve na defesa do sistema democrático,
18:09inclusive com a prisão de Bolsonaro.
18:11Agora, essa questão
18:13de ministro do Supremo
18:14terem parentes que atuam em casos
18:17que estão no Supremo,
18:17isso é antigo.
18:19Eu não concordo com isso.
18:20Acho que tem que haver, sim,
18:22uma regra mais clara sobre isso
18:24e uma maior moralidade nisso,
18:27embora a ilegalidade não tenha.
18:29Mas acho que tem que ter
18:30uma maior eficiência...
18:31Um código de ética, né, talvez?
18:32Um código de ética
18:33que o próprio presidente do Supremo
18:35tem dito.
18:35E, por isso,
18:36a reforma ao Poder Judiciário.
18:38Agora, daí dissolver o Supremo
18:40como eles querem
18:42para causar um governo ditatorial
18:48e de estado de sítio
18:49é um passo, né?
18:51Então, este caso da dosimetria
18:53me parece isso.
18:54E, aliás, essa dosimetria,
18:56como você não pode separar,
18:57ela vai servir
18:59para vários bandidos comuns também,
19:01que terão penas também diminuídas.
19:03É uma irresponsabilidade
19:04muito grande dos bolsonaristas.
19:06Vamos ver se a gente consegue
19:07segurar isso.
19:08Vai depender muito
19:09da mobilização popular.
19:11E a gente quer
19:12que essa mobilização exista,
19:13inclusive porque já estamos
19:14trabalhando outras medidas
19:16que eu acho que são
19:16mais necessárias no Brasil hoje
19:18e que fazem parte, aí sim,
19:21de uma pauta positiva,
19:22como é o fim da jornada 6x1,
19:24que eu acho que é uma pauta
19:26importante para o Congresso.
19:28Não dá para ficar separando isso
19:30e fazendo essa votação
19:32através de uma PEC,
19:34porque ela precisa de 308 votos.
19:36Uma comissão especial formada
19:38demora, por isso,
19:39o presidente Lula mandou
19:40um projeto de lei
19:41para que a gente possa
19:43determinar a jornada de 40 horas
19:45e uma jornada 5x2, né?
19:48Trabalha 5 dias, descansa 2.
19:50Esse é um bom debate no Brasil,
19:52como que você avança
19:54em garantias de direitos
19:55trabalhistas.
19:56Eu tenho acusações
19:56da oposição de que
19:58essa tentativa seria
20:00uma política eleitoreira
20:02do presidente Lula.
20:03Como é que vocês reagem a isso?
20:04Já é uma bandeira
20:05nossa antiga, né?
20:06Aliás, essa bandeira
20:08de 40 horas semanais,
20:09ela vem da Constituição de 88.
20:11Desde lá, o PT defendeu isso.
20:13Nós não conseguimos aprovar.
20:14Na época, já existia o Centrão.
20:17O Centrão, na época,
20:18aprovou a jornada de 44.
20:21Naquela época,
20:21existia a jornada de 48.
20:24Então, nós baixamos
20:24para a jornada de 44
20:26e a pauta nossa
20:28era uma jornada
20:28de 40 horas semanais.
20:30Ou seja,
20:31essa 5x2 já era
20:32uma disputa
20:33desde a Constituição de 88.
20:35Imagina.
20:35De lá para cá,
20:37nós avançamos muito.
20:40No mundo inteiro,
20:42nas qualificações profissionais,
20:45nas tecnologias,
20:47hoje se produz
20:48muito mais
20:49com maquinários
20:50do que se produzia
20:51naquela década
20:52de 80,
20:53década de 90.
20:54Se ali já se tinha
20:56uma discussão
20:56sobre uma jornada
20:57de 40 horas,
20:57agora, sinceramente,
20:59uma jornada
21:00de 40 horas
21:01é mais do que justificada
21:02pelo que é produzido.
21:04Ou seja,
21:05os empresários,
21:06a produção industrial,
21:08a produção agrícola
21:09já é muito maior
21:10do que era
21:11pelo que é esse maquinário.
21:12por que o trabalhador
21:13continua tendo
21:14que ter
21:15a jornada
21:16de 44 horas semanais
21:18e de 6x1.
21:19Então,
21:20não é uma medida
21:21eleitoreira do PT.
21:22Agora,
21:22nas eleições,
21:23ajuda.
21:24Porque é preciso
21:25que os deputados
21:26digam o que pensam.
21:27Vocês viram
21:28que o deputado mineiro
21:29aqui,
21:29mais votado do Brasil,
21:31Nicolas Ferreira,
21:32propôs
21:32que nós estamos
21:33chamando a Bolsa
21:34Patrão.
21:35Ou seja,
21:36para acabar
21:37com a jornada
21:386x1,
21:39nós temos que pagar
21:40o patronato
21:41através do recurso
21:43de imposto,
21:43seja recurso do povo,
21:45pagar o empresário
21:46por um prejuízo
21:47que ele estima
21:48que vai ter.
21:49E, na verdade,
21:50não vai ter.
21:51Porque você vai
21:52aumentar também
21:52a produção
21:53com essa jornada.
21:55Os trabalhadores
21:56podem,
21:57inclusive,
21:58gerar uma produção
21:59a mais.
22:00Esse é o debate
22:01que tem que ser feito.
22:02E já é comum,
22:03é uma tendência mundial.
22:05Você vê que
22:06Geraldo Alckmin,
22:06que é o nosso vice,
22:08que vem também
22:08de uma outra
22:10vertente política,
22:11do PSDB,
22:13etc.,
22:13é um defensor
22:14hoje dessa jornada.
22:16Se você
22:17pegasse Zé de Elencar,
22:18que foi o vice
22:19do Lula,
22:20também empresário,
22:20já defendia
22:21a diminuição
22:22da jornada de trabalho.
22:23É possível
22:24diminuir a jornada
22:24de trabalho
22:25e aumentar a produção.
22:27Esse debate
22:27que o Nicolas Ferreira
22:28faz é um debate
22:29extremamente reacionário.
22:31Eu fui até
22:32pesquisar
22:33e estudar novamente.
22:34Aliás,
22:34com o Bolsonaro,
22:35isso tem que estudar
22:36desde a Idade Média
22:37até as ações
22:38conservadoras do passado,
22:40porque acho que
22:40eles ficaram lá
22:41na Idade Média.
22:42Alguém não defender
22:43vacina, por exemplo,
22:44me remete
22:45à Idade Média.
22:46As pessoas acreditavam
22:47que as doenças
22:49eram por causa
22:49das mulheres,
22:51eram por causa
22:52de alguma coisa,
22:54extraterrestre,
22:54alguma coisa e tal.
22:56E não avançavam,
22:57inclusive,
22:58na medicina.
22:59E é por isso,
23:00até hoje,
23:00ser contra vacina
23:01é um negócio impressionante.
23:03Agora,
23:03esse caso,
23:04a mesma coisa.
23:05Se era contra,
23:07naquela ocasião,
23:08a fazer a libertação
23:10dos escravos,
23:11que dizia que
23:11o país ia falência,
23:13os agricultores
23:14iam falência,
23:15os donos de escravos
23:16iam falência,
23:16e eles pediam
23:18do Estado
23:18a recompensa
23:20para libertar
23:20os escravos,
23:21porque eles teriam
23:22prejuízo de perder
23:24a propriedade
23:25que eles tinham
23:25dos escravos.
23:26Agora,
23:27é a mesma coisa,
23:28é a liberdade
23:28do trabalhador,
23:29de poder trabalhar menos,
23:31para ele ter o seu horário
23:32de diversão,
23:34de cultura,
23:35de educação,
23:36de lazer,
23:37de ver seus filhos,
23:38de criar os filhos
23:39com o maior tempo.
23:41E os empresários
23:44querem,
23:45os patrões,
23:46querem uma parte
23:46disso como
23:47do Estado
23:48para que eles
23:49deem,
23:51eles acham
23:53que vão dar
23:53uma jornada menor.
23:55Por isso,
23:56precisa de uma legislação
23:57tranquila nesse aspecto
23:59e isso tem que ser,
24:00fazer parte
24:02do funcionamento
24:03do sistema
24:04e não do Estado,
24:06pagar a esses
24:07como se eles fossem
24:08donos
24:08da jornada
24:09dos próprios
24:10trabalhadores.
24:11Agora,
24:12o senhor até comentou,
24:13a gente tem
24:13duas propostas
24:15tramitando
24:15na Câmara
24:16para falar
24:17sobre esse assunto
24:18de escala 6x1,
24:19que é o projeto
24:20enviado pelo governo
24:21ali em caráter
24:23de urgência
24:24e tem as duas
24:25PECs que foram
24:26juntadas,
24:27a PEC do Reginaldo Lopes
24:28e da Erika Hilton.
24:31Como que o senhor
24:31vê a tramitação
24:32dessas propostas,
24:34dessas múltiplas propostas?
24:36O que deve avançar?
24:38Eu acho que o projeto
24:39de lei deve avançar,
24:41porque ele,
24:42como foi enviado
24:42por regime de urgência,
24:43ele tem um prazo
24:44de 45 dias
24:45para ser votado.
24:47A PEC
24:48precisa de votar
24:49na Comissão de Constituição
24:50e Justiça,
24:50onde é dada a ela
24:51constitucionalidade ou não.
24:53Dada a constitucionalidade,
24:54é formada
24:55uma comissão especial
24:56que terá aí
24:5790 dias
24:58prorrogáveis
24:59por mais 60 dias,
25:01se não me engano.
25:02E
25:03precisa de um
25:04coro
25:05de 200,
25:07de 308 votos.
25:08É mais difícil
25:09de aprovar, né?
25:10Que é o coro
25:10de 3 quintos.
25:11O outro, não.
25:12O projeto de lei
25:12é a maioria
25:13dos presentes,
25:14não uma conta
25:15do senador Viana.
25:17É a maioria
25:18dos presentes mesmo.
25:19Tem 400,
25:19se votar 201,
25:21ganhou 201.
25:23Então,
25:23essa é a conta.
25:24É a maioria
25:24dos presentes.
25:25Esse é um entendimento
25:26que a Câmara tem
25:27da maioria
25:28dos presentes.
25:29Então, com isso,
25:30você tem uma facilidade
25:31muito maior.
25:32E a gente já viu
25:33que a resistência,
25:34não apenas
25:35dos bolsonaristas,
25:37mas dos deputados
25:39que têm
25:39uma visão
25:40mais patronal,
25:42vamos dizer assim,
25:43é primeiro
25:44estender isso
25:45para que ela
25:45passe a valer
25:46muito daqui
25:47para frente.
25:48Tem uns que falam
25:48nenhuma década ainda
25:50para viabilizar isso.
25:51E outros que falam
25:52em devolver recursos
25:54do que é inviabilizar
25:55qualquer PEC
25:56que o governo
25:57não teria dinheiro
25:58para fazer devolução
25:59aos patrões.
26:00Então,
26:01eu vejo como
26:02muito difícil
26:03a aprovação
26:03da PEC
26:04nesse momento.
26:04Por isso,
26:05o projeto de lei
26:07é mais viável agora.
26:09Então,
26:09é o que nós
26:10estamos batalhando
26:12para poder
26:14fazer com que
26:15isso de fato
26:15aconteça.
26:16O caminho mais fácil
26:17seria o projeto de lei,
26:18com certeza.
26:18também tem a questão
26:19que as PECs
26:20propõem
26:20o 4x3,
26:21né?
26:23É,
26:23mas isso pode ser
26:25também
26:26durante o processo
26:28feito de um ajuste.
26:30A comissão
26:30pode fazer isso.
26:32Agora,
26:32o do presidente Lula
26:33é muito simples,
26:34é 40 horas semanais,
26:365x2,
26:365x2,
26:37sem redução salarial.
26:40É isso,
26:41eu acho que é
26:41o caminho correto
26:43que os outros países
26:43têm feito.
26:44a PEC,
26:45nesse caso,
26:46pode servir
26:47para que eles
26:48demorem muito
26:48e que façam
26:50negociações
26:51e depois não
26:52tem o poder
26:52de veto do presidente.
26:54Então,
26:55se sai uma PEC
26:56muito ruim,
26:56que manda devolver
26:57recursos aos empresários,
26:59inviabiliza a PEC,
27:00como é que o governo
27:01vai fazer isso?
27:02Aí,
27:03é algo
27:03muito perigoso.
27:05Então,
27:05como existe
27:06uma posição
27:07tanto do PL
27:10e também
27:10de outros deputados,
27:12não é só o PL,
27:13mas vários partidos,
27:14é muito arriscado.
27:16Olha,
27:16para você ter uma ideia,
27:1770%
27:18de deputados
27:20e deputadas,
27:21senadores e senadoras,
27:22ou são empresários
27:24de médio
27:25e grande porte,
27:26ou são latifundiários,
27:27ou de empresas agrícolas.
27:3070%.
27:30Isso os que são,
27:32fora os que estão lá também
27:34e defendem propostas
27:36desse tipo.
27:36Então,
27:36você imaginar
27:38isso aqui
27:38para ser aprovado,
27:39precisa de uma
27:40mobilização social
27:41grande,
27:42é bom que esteja
27:44em ano eleitoral,
27:45porque o debate
27:46é feito às luzes
27:47também do que
27:48cada um votou,
27:50e precisa
27:51de um coro menor.
27:52Por isso,
27:53o presidente Lula
27:54enviou o projeto de lei,
27:55ele não podia ficar
27:56dependente
27:58desse posicionamento
27:59que tem uma maioria
28:00contrária,
28:01nítida,
28:01dentro do Congresso.
28:02E vai precisar
28:03de muita mobilização.
28:05A mobilização em São Paulo
28:06foi boa,
28:06no Rio de Janeiro,
28:07nós vamos ter que repetir
28:08em Belo Horizonte,
28:09pelo país afora,
28:10para garantir
28:11esse avanço,
28:12que é um avanço
28:13muito grande
28:13para o trabalhador brasileiro
28:14e para o trabalhador,
28:15especialmente a mulher,
28:17porque essa,
28:18além da jornada,
28:19tem a jornada extra,
28:21a jornada extra não é fácil
28:22para as mulheres,
28:23e também para a juventude,
28:25porque a juventude
28:26pega, vamos dizer,
28:28os trabalhos iniciais,
28:30então a exploração
28:31em relação ao jovem
28:32também é maior,
28:33e o jovem
28:34precisa de mais tempo,
28:35tanto para estudar
28:36quanto para ter lazer,
28:37então para a juventude
28:38e para as mulheres
28:39eu acho
28:39que isso é muito importante
28:41ser aprovado agora.
28:43Agora,
28:43existe uma resistência
28:44também dessas entidades
28:46que representam ali
28:47o comércio,
28:48que se dizem
28:49os mais impactados,
28:50porque são os serviços
28:51que funcionam ali
28:52no fim de semana,
28:53como que o senhor
28:54vê um diálogo
28:55com esses setores
28:57representativos ali
28:57de comércio,
28:58serviço?
28:59Tem que ver
29:00como é que vai funcionar
29:01sábado e domingo,
29:03mas ele respeitando
29:04as 40 horas
29:05e os 5 por 2,
29:06ele vai,
29:07evidentemente,
29:08sem diminuir o salário,
29:09ter que fazer
29:09alguma adaptação,
29:11mas é plenamente
29:14viável que isso aconteça,
29:16se na libertação
29:17dos escravos,
29:18os fazendeiros
29:19e os latifundiários
29:20não foram a falência,
29:22tiveram que se adaptar
29:23ao que é correto,
29:25imagina escravizar as pessoas,
29:27também não é correto
29:27fazer um trabalhador
29:29trabalhar um sábado
29:31e só ter um dia
29:32de descanso,
29:33isso não é justo
29:34com a evolução
29:35que foi feita,
29:36eu repito,
29:37com o processo tecnológico
29:39que ampliou
29:40em muita margem de lucro,
29:43então os empresários
29:44hoje têm uma margem
29:45de lucro maior
29:45porque eles dependem
29:47até de uma contratação
29:48de mão de obra
29:48menor do que tinha
29:49antigamente,
29:51então se você lembrar
29:52antes da revolução
29:53industrial,
29:53o trabalhador
29:54trabalhava lá
29:5512 horas,
29:56etc,
29:56aliás,
29:57eu vi
29:57o ex-governador
29:58Zema,
29:59que aliás está encrencado,
30:00cheio de denúncias aí,
30:02o Zema falando
30:03que é a favor
30:05da livre negociação,
30:06então que pode ser
30:07que seja
30:08jornada 7 por 0,
30:10quem vai definir
30:10isso é o patrão
30:11com o empregado,
30:13bonito,
30:14quer dizer,
30:14o patrão tem
30:15os meios de produção,
30:17ele é que contrata
30:18o trabalhador,
30:19se você não tem
30:20o mínimo
30:21de uma jornada
30:24legalizada por lei,
30:25a exploração
30:26pode ser absurda
30:27e absoluta,
30:28e é nisso
30:29que aposta,
30:30e aí vem com a conversa
30:31de ser livre negociação,
30:32não é livre negociação,
30:33porque o trabalhador
30:34tem a sua força
30:36de trabalho
30:36a oferecer,
30:37o outro tem
30:38um emprego,
30:39e ele pode
30:40escolher
30:40numa fila
30:41aquele que vai
30:42se sujeitar
30:43a um salário menor
30:44se não houver
30:44uma legislação,
30:45por isso que existe
30:46leis trabalhistas,
30:47mas o Zema
30:48encontra inclusive
30:49leis trabalhistas,
30:50eles falam isso
30:50claramente,
30:52ele fala em acabar
30:53com a CLT
30:54e dar uma opção
30:55de uma outra,
30:56lembra da carteira
30:57verde e amarela
30:58que Bolsonaro
30:58queria fazer,
30:59era carteira
30:59sem direitos,
31:01e eles falam
31:02de novo
31:02fazer reforma
31:03trabalhista,
31:03aliás é bom
31:04o povo brasileiro
31:06ver bem
31:07o que está acontecendo,
31:08porque eleição
31:09costuma ter
31:10cortina de fumaça,
31:11então eu falei
31:12de uma cortina
31:12de fumaça
31:13era esse negócio
31:13da corrupção
31:14no INSS,
31:15no Linha,
31:16que depois
31:16essa fumaça saiu,
31:18tem outra fumaça,
31:20esse Flávio Bolsonaro
31:21foi se batizar
31:22no Rio Jordão
31:23em Israel
31:23para dizer
31:24que agora
31:24é evangélico,
31:26aí fica
31:26ele é evangélico,
31:27o outro é católico,
31:28o outro é da banda,
31:29o outro não é nada,
31:31como se isso fosse
31:32o debate
31:32para o futuro do Brasil,
31:33outra cortina de fumaça,
31:35divide o povo,
31:36divide a juventude,
31:38assim como fazem
31:39entre negros e brancos,
31:40então é uma misturada
31:41de fumaças,
31:43que você precisa
31:43tirar a fumaça
31:44e ver o que
31:45que vai enxergar
31:46para frente,
31:47e eu acho que é isso
31:48que o Brasil
31:49está precisando,
31:49e quando você fala
31:50nisso,
31:51veja bem,
31:52eles estão falando
31:52em fazer
31:53quatro reformas
31:54no Brasil,
31:55reforma tributária
31:56que é para acabar
31:57com a reforma do Lula
31:58que está dividindo renda,
31:59para ele dividir renda
32:01é um péssimo exemplo,
32:02então eles querem fazer
32:03outra tributária
32:04para acabar com essa
32:05que dividiu um pouco
32:06de renda,
32:07cinco mil reais
32:08para pagar imposto de renda
32:09e assim por diante,
32:10falam em fazer
32:11uma reforma trabalhista,
32:12que é acabar com a CLT
32:14e fazer a livre negociação,
32:17que será a negociação
32:18que o patrão quer,
32:19falam em fazer
32:20a reforma da Previdência,
32:22outra reforma da Previdência
32:23que é para acabar
32:24com a aposentadoria pública
32:26e fazer a aposentadoria privada
32:27como é no Chile,
32:28quem não conseguiu pagar,
32:30quando estiver no fim da vida,
32:32tiver mais idoso,
32:33vai ganhar meio salário mínimo
32:35como fez a Brasile,
32:36lá no Chile,
32:37a Presidenta,
32:38para poder o coitado aposentado
32:39não morrer de fome
32:40porque a Previdência
32:41ele não tem mais,
32:42não conseguiu pagar
32:43um plano de Previdência.
32:44E por fim,
32:45falam na reforma administrativa
32:47que é aquela maldita
32:48PEC 32
32:49que eles tentaram fazer
32:50no governo Bolsonaro
32:51que privatizava
32:52saúde, educação
32:53e aí passa a ser tudo privado.
32:55Esse é o sonho
32:56de consumo dos neoliberais,
32:59é o que propõe
33:01a fazer esses candidatos
33:02da extrema direita,
33:03é o que está fazendo
33:04no Milley
33:04que colocou uma jornada
33:06de até 12 horas
33:08por dia
33:09para o trabalhador
33:10na Argentina.
33:11Então,
33:12as leis trabalhistas,
33:13as leis previdenciárias,
33:15as leis que garantem
33:16que o Estado
33:17é responsável
33:18por educação e saúde,
33:19eles aniquiram todas
33:20e apontam
33:21um futuro
33:22que é um futuro
33:23muito ruim
33:24para o trabalhador
33:24e para o povo,
33:25onde o empresário
33:27manda em tudo
33:28e a negociação
33:29é dita livre,
33:30mas evidentemente
33:31é a negociação
33:31sobre a visão do patrão.
33:33isso,
33:34quem falou
33:34muito claramente
33:35nessa reforma
33:36foi o Rogério Marim,
33:37que é senador
33:39bolsonarista
33:40do Sergipe,
33:41que foi o responsável
33:42também pela reforma
33:43da Previdência
33:44lá do Temer,
33:45que acabou não sendo aprovada,
33:46depois veio do Bolsonaro,
33:48e também pela reforma
33:49trabalhista.
33:50E ele é o coordenador
33:51de programa
33:52do Flávio Bolsonaro.
33:54Então,
33:54ele fala claramente
33:55nessas reformas,
33:56ou seja,
33:56eles vão voltar
33:57atrás
33:58até da Constituição
34:00de 88,
34:01desregulamentar
34:02os direitos
34:03trabalhistas,
34:04previdenciários,
34:05sociais,
34:06que nós avançamos
34:08no Brasil
34:09e avançamos muito.
34:10Hoje você tem
34:11uma educação pública,
34:13da creche
34:14à universidade,
34:15que, claro,
34:15precisa aperfeiçoar,
34:17mas você entra
34:18na universidade hoje,
34:19na UFMG,
34:20você tem lá negros,
34:21você tem povos indígenas,
34:22você tem quem veio
34:23de escola pública,
34:24é outra universidade.
34:25não é uma universidade
34:26só dos brancos ricos.
34:28Você entra
34:29nas escolas agora,
34:31você tem
34:32um ensino fundamental,
34:34desde o primário,
34:35que é o primário antigo,
34:36até o ensino médio hoje,
34:38também com vaga
34:39para todos.
34:40Temos um déficit
34:41na educação infantil,
34:43que agora,
34:44com o novo
34:44Plano Nacional de Educação
34:45que o presidente Lula
34:46sancionou e nós aprovamos,
34:48nós temos um prazo
34:48de seis anos
34:49para garantir
34:50que toda criança
34:51tenha acesso
34:52à educação infantil
34:54de tempo integral.
34:55A mãe e o pai,
34:56é bom dizer o pai também,
34:57senão fica
34:58essa coisa machista
35:01de dizer que é a mãe.
35:02Eles têm que ter condições
35:04de deixar o filho
35:05na escola,
35:05numa boa escola
35:06e trabalhar.
35:07Então, nós precisamos
35:08aprofundar isso.
35:10Enfim, nós estamos
35:11avançando para o modelo
35:12que é um modelo
35:13muitas vezes elogiado
35:14no mundo,
35:15é o caso do SUS.
35:16O SUS hoje
35:17não é só saúde básica,
35:19alta e média complexidade
35:20tem sido um avanço
35:21enorme no SUS.
35:23Nós temos visto
35:23pelo interior afora,
35:25tratamento de câncer,
35:26tratamento de medidas
35:29que necessitam,
35:31média,
35:31às vezes alta complexidade,
35:32tem evoluído no Brasil
35:34tudo público.
35:35Quem não quer
35:37e quer um médico particular,
35:39ele paga
35:39o seu plano de saúde,
35:40mas isso tem que ser
35:40oferecido ao povo.
35:41Eu acho que esse modelo
35:42precisa permanecer
35:43no Brasil.
35:44E uma eleição,
35:46seja de Flávio Bolsonaro,
35:48Zema,
35:48ela significa
35:49um atropelo
35:50desta legislação
35:51que nós venhamos construindo
35:53por uma liberal
35:54que eu acho que será
35:55muito ruim
35:56para a imensa maioria
35:57do povo brasileiro.
35:59A gente falou sobre
35:59como o fim da escala
36:01se expulam
36:01para ser eleitoralmente
36:02interessante para o presidente,
36:03que é uma proposta
36:04muito popular,
36:05e outra construção
36:06importante também
36:07é a do palanque
36:07em Minas Gerais.
36:08A gente fala sobre
36:09como Minas
36:10é um estado síntese
36:11do Brasil,
36:12um estado em que
36:13quem vence
36:14geralmente vence a eleição.
36:15eu queria saber
36:16como é que está
36:17a sua expectativa.
36:18O Rodrigo Pacheco
36:19recentemente se filiou
36:20ao PSB
36:20num movimento
36:21entendido como
36:22uma aproximação
36:23de consolidar
36:24essa candidatura
36:25e se o senhor
36:26já entende
36:27que o Pacheco
36:27é realmente
36:28o candidato
36:29do presidente Lula.
36:30Nós já consideramos,
36:32já temos na conta
36:33que o Rodrigo Pacheco
36:35é o nosso candidato
36:36e ele está trabalhando
36:38uma coligação
36:39mais ampla,
36:41assim como no Rio de Janeiro
36:42com o Eduardo Paes.
36:43A gente para
36:44derrotar o bolsonarismo
36:45precisa
36:47de uma aliança
36:48mais ampla,
36:48especialmente no sudeste.
36:50Mesmo em São Paulo,
36:52o candidato é o Haddad,
36:53que é do PT,
36:54mas estamos fazendo
36:55aliança com a Simone Tebet,
36:57que iria pegar
36:58uma das vagas do Senado,
37:00junto com a Marina Silva,
37:01também uma chapa ampla.
37:03Aqui também nós queremos
37:04uma chapa ampla.
37:05É preciso no sudeste
37:08derrotar o bolsonarismo.
37:10Na eleição passada...
37:11Tem espaço para o Aécio
37:13nessa chapa?
37:13Não, nenhum.
37:14O Aécio foi o responsável
37:16por um dos principais
37:18responsáveis pelo golpe
37:19que levou o Bolsonaro
37:20à presidência.
37:21Quando ele não reconheceu
37:23o resultado,
37:24a derrota para Dilma,
37:25se juntou com o Eduardo Cunha,
37:26que agora você quer
37:27ser candidato em Minas,
37:28imagina.
37:29Tomara que tenha zero votos,
37:31que é o que ele merece.
37:32Ele,
37:33Aécio,
37:34e também o Temer,
37:36foram os responsáveis
37:37por articular
37:37todo este golpe
37:38que levou
37:39ao bolsonarismo.
37:41levou a um governo
37:42pré-fascista,
37:43que só não foi pior
37:44porque nós conseguimos
37:45resistir.
37:46Mas o que seria implantar
37:48e o que eles querem implantar
37:49é um neofascismo no Brasil,
37:50não tenho a menor dúvida disso.
37:51O bolsonarismo
37:52é uma vertente fascista.
37:53E o Aécio Neves
37:54é um irresponsável
37:56fletar com isso.
37:58E aí,
37:58hoje,
37:58até hoje,
37:59faz isso.
38:00Acho que não tem espaço
38:01nenhum para ele
38:02entrar nessa chapa.
38:03seria uma declaração
38:06de guerra ao PT.
38:07E acho que isso
38:08não está posto também
38:09para o Rodrigo Pacheco.
38:10Mas a Marília
38:11chegou a falar
38:12que tinha um espaço
38:13para ele ali
38:14numa composição
38:15ali para o Senado.
38:16Eu vi essa declaração dela,
38:18mas não é o pensamento
38:20majoritário do PT,
38:21não é o pensamento
38:22da nossa presidenta Leninha.
38:25Acho que a própria Marília
38:26deu, vamos dizer assim,
38:27uma certa escorregada nisso.
38:30Quem é candidato
38:31gosta muito de ser amplo,
38:32mas, nesse caso,
38:33do Aécio Neves,
38:35essa amplitude,
38:38ela nos leva
38:39a não ter
38:43uma base
38:44mais firme
38:45de posições políticas
38:46que, nesse caso,
38:46precisa de ter.
38:48Eu acho que
38:49o que poderia ser ideal
38:50para nós
38:51numa composição
38:52do Senado
38:53seria o Calil,
38:54que está no PDT,
38:56vir, sim,
38:56para uma chapa
38:57do Senado
38:58junto com a Marília.
38:59Aí nós teríamos
39:00uma chapa ampla,
39:01plural,
39:03com candidatos
39:05que têm
39:05respaldo popular
39:07e têm a luta
39:08pela questão
39:08da democracia
39:09como centro,
39:10tanto Calil Marília,
39:12por óbvio,
39:13e também
39:13o próprio
39:14Rodrigo Pacheco.
39:15E o vice do Rodrigo Pacheco,
39:17sei que ele está
39:18trabalhando
39:19para ter uma costura
39:20também de amplitude.
39:22ampliar a votação
39:23do presidente Lula
39:24em Minas
39:24é importante
39:25porque
39:26tem sim
39:27um resumo
39:27do Brasil,
39:30e estou muito
39:32otimista
39:32em relação a isso.
39:33Eu acho que o presidente Lula
39:34vai ter um bom palanque
39:35em Minas.
39:36Nós ganhamos eleições
39:38na capital
39:38de São Paulo,
39:39já tinha muito tempo
39:40que não ganhava.
39:41Aqui em Minas Gerais
39:42nós tínhamos perdido
39:43duas eleições
39:43na capital,
39:44o Lula tinha,
39:46aliás,
39:46a Dilma
39:47e depois o Haddad,
39:48nós tínhamos perdido
39:49de 70 a 30.
39:50Tomou uma balaiada
39:51em Belo Horizonte.
39:53Essa última
39:54o Bolsonaro
39:55ganhou do Lula
39:56de 50,
40:01Bolsonaro não é,
40:02o Lula
40:03perdeu aqui
40:04de 55 a 45.
40:07Já, portanto,
40:08numa recuperação.
40:09E eu creio
40:10que a gente recupera
40:11em Belo Horizonte também.
40:13Então vamos,
40:13eu estou muito otimista
40:14em relação
40:15ao resultado eleitoral.
40:16acho que o povo
40:17vai tirar
40:18essa cortina
40:18de fumaça
40:19e escolher
40:20o rumo
40:20que o Brasil quer.
40:22Então vamos
40:23trabalhar nesse aspecto,
40:24em fazer uma boa campanha
40:26e apresentar
40:28programas,
40:28propostas,
40:29mostrar aqui
40:30que nós viemos.
40:31E aqui em Minas Gerais
40:32é preciso também
40:34desfazer
40:35o que foram
40:35esses oito anos
40:36de Zema
40:37e retomar
40:38a presença
40:38do Estado aqui
40:39na educação,
40:41na saúde,
40:42que foi um desastre
40:43o que o Zema fez.
40:44E, aliás,
40:45fez dizendo
40:45que fez isso tudo
40:47para que Minas Gerais
40:48tivesse uma posição
40:49mais confortável
40:50na dívida.
40:52E a dívida
40:52passou de 110 bilhões
40:54quando ele pegou
40:55para mais de 200 bilhões
40:57hoje.
40:57Então,
40:58mesmo em relação
40:59à dívida,
40:59o que o Zema fez
41:00foi endividar
41:01Minas Gerais.
41:02Quase dobrou
41:03a dívida de Minas.
41:04A gente,
41:05você falou sobre
41:06essa resistência
41:07ao PT aqui
41:07em Belo Horizonte,
41:08né?
41:09O senhor acha
41:09que isso tem a ver
41:10com o governo Pimentel,
41:12que tem uma rejeição
41:13grande?
41:13O Zema, inclusive,
41:15construiu toda a campanha,
41:16o posicionamento político
41:17dele como um anti-Pimentel.
41:18O senhor acha
41:19que isso dificulta
41:20as construções
41:20do PT aqui no Estado?
41:22Olha,
41:23não diria que foi isso,
41:24não,
41:24porque já havia
41:25um certo cansaço
41:27em relação ao PT
41:28em grandes centros,
41:31tanto do sul
41:31quanto do sudeste.
41:33Então,
41:34se você fizer
41:35uma análise
41:36mais global,
41:37nas capitais
41:37do sudeste,
41:38nós vínhamos perdendo força.
41:40E foi assim,
41:41em Porto Alegre,
41:42no que o PT também governou,
41:43governou por muito tempo,
41:45governou em Belo Horizonte,
41:45e nós perdemos,
41:46de fato,
41:47força nessas capitais.
41:49É uma análise
41:50que tem que ser feita
41:52mais profunda,
41:53né?
41:53Mas um certo setor
41:55de classe média
41:56acabou deslocando
41:57do PT
41:58para outros partidos,
42:00fez outra experiência.
42:01Eu acho que isso,
42:01hoje,
42:02começa a mudar.
42:04Já há uma mudança
42:05significativa disso.
42:06Pelo menos os setores,
42:08as classes,
42:08chamadas classes médias,
42:09que são mais vinculadas
42:13e têm vínculo
42:13trabalhista,
42:14já começam a retomar
42:16essa perspectiva
42:18de governos
42:18mais esquerda
42:19e mais populares,
42:20mais democráticos.
42:21Então,
42:22são camadas sociais
42:23que se mexem
42:24durante esse processo.
42:26Então,
42:27não colocaria isso
42:28como responsabilidade
42:29de um governo ou outro.
42:30Bem,
42:31porque,
42:31no caso do Pimentel,
42:32ele governou
42:34exatamente no momento
42:35em que a Dilma
42:36foi empitimada.
42:37então,
42:38imagina a dificuldade
42:39que foi um governo desse.
42:41E nós,
42:42sem condições,
42:43com uma dívida muito grande,
42:45essa dívida não estava
42:46suspensa,
42:47como ficou com o Zema.
42:48O Zema é um mal agradecido.
42:50O Pimentel conseguiu
42:51no Supremo Tribunal Federal
42:53fazer com que essa dívida
42:55parasse,
42:55ser paga no último mês
42:57do governo do Pimentel.
42:58E o Zema não pagou
42:59essa dívida,
42:59quase absolutamente nada dela,
43:01por causa da liminar
43:02conseguida
43:03do governo do Pimentel.
43:05Se o Pimentel
43:05tivesse a liminar
43:06desde o início
43:07do governo dele,
43:08ele teria governado
43:09com esse recurso,
43:10mas a dívida
43:11iria ampliar muito.
43:12É o que aconteceu.
43:13O Zema pegou
43:14essa dívida
43:14e jogou ela
43:15para cima
43:15de 200 bilhões,
43:16porque ele não pagou.
43:18A verdade é essa.
43:19Ele não pagou
43:20nada da dívida.
43:21Essa dívida
43:21foi se acumulando.
43:23Isso o Zema
43:23não conta para ninguém.
43:24Falei,
43:25eu fui um bom gestor.
43:26Mentira.
43:26Do ponto de vista
43:27da saúde,
43:28praticamente não fez nada.
43:29Nem os hospitais
43:30que ele andou prometendo
43:31por aí durante oito anos.
43:32Do ponto de vista
43:33da educação,
43:33a professora
43:34não pode olhar
43:34para a cara do Zema
43:35sem vomitar,
43:37de tanta raiva
43:38que dá
43:38do governo
43:38que ele fez
43:39para a educação pública,
43:40até vendendo a escola,
43:41ele está.
43:42Policiais militares,
43:43a mesma coisa,
43:44polícia civil.
43:45O serviço público
43:46não aguenta o Zema.
43:47E isso piora
43:48a vida das pessoas
43:49mais pobres
43:50que precisam
43:51de serviço público.
43:52Ou seja,
43:52o Zema não está
43:53nem aí para pobre.
43:54É a própria expressão
43:55do Partido Novo,
43:56que é o que a gente vê
43:57também daqueles deputados
43:58no Congresso Nacional.
44:00O senhor falou
44:01sobre todo esse projeto
44:03durante a gestão
44:04do governo Zema
44:05e um desses
44:06que veio agora
44:08de legado
44:09para a gestão
44:09do Matheus Simões
44:10é o das escolas
44:11cívico-militares.
44:13Ontem até teve
44:14um evento
44:14do dia do Tiradentes
44:16em que o prefeito
44:18de Ouro Preto
44:19fez algumas críticas
44:20em relação
44:21a esse projeto
44:21e houve uma reação
44:23do Matheus Simões
44:24num tom um pouquinho
44:26acima
44:26como ele vem adotando
44:28nesses tempos.
44:29Como que o senhor
44:30vê esse projeto
44:31e essa posição
44:32do governador
44:33em querer passar
44:35esse projeto
44:36a qualquer custo?
44:37Primeiro,
44:38uma solidariedade
44:39ao prefeito
44:39de Ouro Preto,
44:40o Angelo Oswaldo.
44:41E você usou
44:43um eufemismo
44:44de que ele foi
44:45um pouco
44:48mais exacerbado,
44:49o Matheus Simões.
44:50Ele foi um estúpido
44:51a forma como
44:52respondeu ao prefeito
44:54que fez lá
44:54uma análise
44:55e ele tem razão
44:57na análise dele.
44:58Eu quero me solidarizar
44:59ao prefeito,
45:00aliás,
45:01um grande prefeito,
45:02um homem culto,
45:03foi secretário
45:05da Cultura
45:05no governo
45:06Itamar Franco,
45:07eu era vice-líder
45:08de Itamar Franco,
45:09tive muita convivência
45:10com ele,
45:11excelente prefeito,
45:12muito querido
45:13por todo mundo.
45:14E essa escola
45:16cívico-militar
45:17que eles querem fazer,
45:19ela é
45:21uma bobagem.
45:23Ela não tem,
45:25do ponto de vista
45:26da lei de diretriz
45:27de base,
45:28nenhuma sustentação.
45:29É você colocar
45:31um modelo militar
45:32para tudo
45:33quanto é jovem
45:34como se você estivesse
45:35militarizando o país,
45:37é uma questão,
45:37portanto,
45:38ideológica.
45:39O modelo ideal
45:41para as escolas
45:42no Brasil
45:43são os institutos
45:44federais,
45:45as escolas técnicas,
45:47e é nisso
45:47que a gente deve
45:48postar.
45:49Inclusive,
45:50no Propag,
45:51que nós conseguimos
45:52fazer,
45:53apesar do Zema,
45:55acabar com aquele
45:56regime
45:57de recuperação
45:59fiscal
45:59e fazer
46:00Propag,
46:01que é uma outra
46:01forma de pagar,
46:02e pagar menos juros,
46:03etc.,
46:04o recurso
46:05que o governo
46:06de Minas
46:06teria que pagar
46:07à União,
46:07ele volta
46:08exatamente
46:08para a escola
46:09técnica.
46:10É isso
46:11que nós
46:12precisamos
46:12para Minas Gerais,
46:13ter boas
46:14escolas
46:15em nível
46:15de ensino médio
46:16que já fazem
46:18uma formação
46:18técnica e profissionalizante
46:20e que ao mesmo
46:21tempo prepara
46:22os alunos
46:22para a universidade.
46:23Essa é a escola
46:24ideal.
46:25Outra coisa
46:26é você ter
46:26escola a tirar
46:27dentes,
46:28como nós temos
46:29aqui em Belo Horizonte
46:30e algumas delas
46:31você tem
46:32para alguns
46:32estudantes
46:33uma formação
46:33militar,
46:34para aqueles
46:35que escolhem
46:36isso,
46:36a própria família
46:37escolhe nesse sentido.
46:38Mas mesmo
46:39essas
46:40não têm
46:41aquele rigor
46:41que ele quer
46:42dar a todo
46:43aluno
46:44e todo estudante
46:45como se nós
46:45todos tivéssemos
46:46que estar
46:47treinados
46:47para servir
46:49o exército
46:49ou treinado
46:50por uma determinada
46:52questão
46:53que é
46:55não é
46:55o que é
46:57para todos.
46:58Então,
46:59eu acho que a escola
47:00pública tem
47:01outra modalidade.
47:02Então,
47:02os institutos
47:03federais,
47:04escolas técnicas
47:04federais,
47:05é que é o ideal
47:06de ser feito.
47:07E aqui em Minas Gerais
47:08nós temos muitas.
47:09O presidente Lula
47:10agora fez mais
47:11100 no Brasil.
47:12Nós vamos ter
47:13uma no Barreiro,
47:15que já está
47:15em pleno
47:17andamento.
47:17Eu ajudei muito,
47:18vai ser uma escola
47:19ali no Barreiro
47:20Fundamental,
47:21vamos ter uma
47:21incontagem,
47:22a prefeita Marília
47:23Campos também
47:23conseguiu,
47:24um e sete lagoas
47:25só para ficar
47:26aqui ao redor
47:27da região
47:28metropolitana
47:28de Belo Horizonte.
47:30Então,
47:30nós estamos
47:30ampliando
47:31as escolas
47:32técnicas,
47:33retomamos isso.
47:35Esse é o modelo
47:36ideal,
47:36modelo que é
47:37inclusive copiado
47:38por vários
47:39países na África
47:41que tem também
47:42condições e precisam
47:44de formação técnica
47:45nesse momento.
47:47Então,
47:47acho que a escola
47:48cívico-militar
47:49é uma bobagem,
47:49acho que o prefeito
47:51foi apenas
47:52colocar uma visão
47:53sobre isso
47:54e recebeu
47:55dez patadas
47:56do Matheus Simões
47:56que não está
47:57preparado em nada
47:58para ser governador
47:59de vida.
48:00Para a gente
48:00encaminhar aqui
48:01para a reta final,
48:02queria que o senhor
48:02falasse sobre
48:03esse ano eleitoral,
48:05o senhor vai tentar
48:05novamente voltar
48:06para a Câmara
48:07dos Deputados
48:08e qual que é a
48:09diferença dessa
48:10sua candidatura
48:11para as outras
48:11duas anteriores?
48:12Bem,
48:13eu sou pré-candidato
48:14a deputado federal,
48:15eu tenho uma vida
48:17política já extensa,
48:18eu fui vereador
48:19em Belo Horizonte,
48:21fui vereador
48:22por dez anos,
48:23foram dois mandatos
48:24e meio.
48:25Antes de vereador,
48:26como professor,
48:27dei aula por dez anos
48:28em escolas públicas
48:29na periferia
48:30de Belo Horizonte
48:31e ajudei
48:33na formação
48:34da União
48:35dos Trabalhadores
48:36do Ensino,
48:37depois da CUT,
48:38fui fundador
48:39do PT,
48:40tenho esse orgulho
48:40de ter junto
48:41com o presidente Lula
48:42fundado o Partido
48:42dos Trabalhadores
48:43e vim nessa construção
48:45até como deputado
48:46estadual,
48:47tive dois mandatos,
48:49depois fui indicado
48:52pelo presidente Lula
48:53para formar
48:54aqui em Minas
48:55o Ministério
48:56de Desenvolvimento
48:56Agrário,
48:57me aproximei muito
48:58da área rural,
48:59dos trabalhadores rurais,
49:00dos pequenos produtores,
49:02projetos importantes
49:03de alimentação
49:04para o Estado,
49:05para as escolas,
49:06foi um momento
49:06muito bom na minha vida.
49:08Fui mais dois mandatos
49:09estadual e agora
49:10estou no segundo
49:11de Federal.
49:12Fui um mandato
49:14de oposição,
49:15Jair Bolsonaro,
49:16um mandato agora
49:17do presidente Lula
49:18e acho que estou
49:19em condições
49:19de ajudar mais
49:20o mandato
49:21do presidente Lula,
49:22queria muito fazer isso.
49:23Acho que a experiência
49:25que eu obtive,
49:26ela ainda é necessária
49:29dentro do Parlamento,
49:30acho que eu adquiri
49:30uma importância política
49:33para a formação
49:34tanto da bancária
49:35do PT,
49:36quanto para as atuações.
49:37Fui o deputado
49:39indicado pelo PT
49:40ter participado
49:40das duas CPMI's,
49:42a do golpe
49:43e a CPMI do INSS
49:44e também presidir agora
49:47nesse último ano
49:48a Comissão de Finanças
49:49e Tributação,
49:50que é a segunda comissão
49:51mais importante
49:52do Congresso Nacional,
49:54por onde passa
49:54todos os projetos
49:55que requer
49:57questões financeiras.
49:59Então,
49:59tem uma participação
50:00decisiva lá,
50:01fui vice-líder
50:02do governo
50:03do presidente Lula,
50:03fui agora convidado
50:05pelo Pimenta
50:06para nesse último ano
50:07voltar à vice-liderança
50:08do governo
50:09aqui por Minas,
50:10esperando a nomeação
50:11do presidente Lula
50:12para essa vice-liderança,
50:13estou preparado
50:14para mais um mandato
50:15ajudar na construção
50:17e espero,
50:18como pré-candidato,
50:19faça uma campanha
50:20para ter uma boa votação.
50:22Acho um absurdo
50:24o Nicolas Ferreira
50:25contribuiu tão pouco
50:26na minha avaliação
50:28com o Minas Gerais,
50:29ter tido uma votação
50:31de um milhão e meio
50:32de votos
50:32sem apresentar absolutamente
50:34nada de útil
50:35para o Estado.
50:35eu acho que nós precisamos
50:37no Partido dos Trabalhadores
50:38ter uma votação
50:39muito maior do que isso
50:41para consolidar
50:42uma bancada
50:43que apoie
50:44o governo do presidente Lula
50:45e suas ações
50:46e ao mesmo tempo
50:47possa ajudar
50:48o Rodrigo Pacheco
50:49do ponto de vista federal
50:50a governar Minas
50:51com nossos deputados estaduais.
50:53E o senhor também
50:54já tentou ser prefeito
50:55de Belo Horizonte
50:56uma vez?
50:56Queria saber
50:57se o senhor tem
50:57outras ambições políticas
50:58para além desse próximo
50:59mandato como deputado.
51:01Ah, vamos ver.
51:02Eu acho que tem esse
51:03de deputado,
51:04esse eu quero muito ser.
51:05eu acho que eu tenho
51:05muito ainda
51:06a contribuir
51:07com a Minas Gerais
51:08como deputado.
51:09Nós vamos ver
51:09as próximas eleições municipais
51:11como é que nós caminhamos
51:13nesse sentido aí.
51:14Mas avalio
51:15que o PT
51:15precisa construir
51:17para ter uma candidatura
51:18à Prefeitura
51:20de Belo Horizonte.
51:21Eu acho que
51:22o partido
51:23tem muitas inovações
51:24a serem feitas
51:25e muita ousadia
51:27para administrar a cidade.
51:28Acho um estudo
51:29que o Belo Horizonte
51:30não tem até hoje
51:31a tarifa zero
51:31que já podia ter sido construído.
51:33ter conselhos populares
51:35mais eficientes
51:36na cidade,
51:37ter participação popular
51:38mais efetiva,
51:39relembrar aquilo
51:40que foi o governo
51:41do Patrus na época.
51:42Eu acho que o PT
51:43tem muito a contribuir
51:44para Belo Horizonte
51:45depois dessas experiências.
51:47Sem fazer uma crítica,
51:48uma análise,
51:50apenas crítica
51:51ao atual prefeito,
51:53mas acho que
51:54o PT merece
51:56governar Belo Horizonte
51:57de novo
51:57e retomar muitos pontos
51:59e colocar coisas novas
52:00para a cidade.
52:03Perfeito.
52:04Obrigada pela presença,
52:05deputado.
52:07Obrigada, Andrei.
52:08Obrigado.
52:08Obrigado, Rogério.
52:09Eu que agradeço,
52:11Silva, Andrei,
52:11agradecer a toda a equipe
52:13do Portal AY
52:14do Estado de Minas.
52:15É um prazer estar com vocês.
52:16Obrigado.
52:18Os cortes
52:19dessa entrevista
52:20e as matérias
52:21serão publicadas
52:22no nosso portal
52:23em.com.br.
52:24Se você quiser acompanhar,
52:26também vai estar disponível
52:27no YouTube.
52:29A gente fica aqui.
52:30Até a próxima.
52:31Tchau.
52:31Tchau.
52:31Tchau.
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