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  • há 3 meses
História do atleta Luiz exemplifica impacto positivo do transplante na retomada de uma rotina saudável.
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Transcrição
00:00Não, porque é o seguinte, amanhã, dia 6 de junho, é celebrado o dia mundial do paciente transplantado.
00:09E hoje o nosso bate-papo é muito especial, sabe por quê? A gente vai receber aqui no estúdio o
00:14Luiz Fernando.
00:15Olha o Luiz aí, tem uma história linda de superação depois de um transplante renal.
00:21O Luiz hoje é atleta, a gente está vendo ali os registros dele nas competições, Luiz nada também.
00:30E aí tem uma história muito bacana, com a natação, com a corrida também, que incrível a gente ver a
00:37importância do transplante de órgãos na vida de uma pessoa.
00:41E então hoje a gente vai entender melhor esse processo, tirar dúvidas, falar sobre a importância de você se declarar
00:50um doador para a sua família, né?
00:52Deixar isso muito claro. E a gente convida também o médico especialista para a gente bater um papo sobre esse
00:58assunto, além do Luiz, que está aqui.
00:59Deixa eu sentar para conversar com eles. Bom dia para vocês, doutor Alberto Sten, cirurgião da Rede Meridional.
01:06Bom dia para o senhor. Bom dia, Bruna. Bem-vindo. Obrigado.
01:09E o Luiz, Luiz Fernando, que é jornalista, professor, atleta, transplantado. Bem-vindo, Luiz.
01:17Obrigado, bom dia. Bom dia.
01:19Ô Luiz, conta um pouquinho da sua história para a gente, né? Como que isso aconteceu na sua vida, o
01:25transplante.
01:26Então, foi um pouquinho antes, em 2017, aconteceu o transplante.
01:29Dois anos antes, eu passei mal. E aí foram sintomas muito leves.
01:34Aqueles sintomas que você vai, de alguma forma, negligenciando, achando que é um cansaço, achando que você pode superar com
01:43um dia de descanso.
01:44E foi o que aconteceu comigo. Então, eu ia trabalhando, ao mesmo tempo, sentindo algumas coisinhas e deixando para depois.
01:50Até que teve um dia que eu passei mal. E aí, fui internado.
01:54E aí, quando aconteceu esse fato, eu passei a ficar bastante preocupado, porque eu não sabia o que estava acontecendo.
02:00Até então, eu estava supondo que eu estava com saúde, sem perceber que a minha doença renal é uma doença
02:07que veio silenciosa por muito tempo.
02:10E quando aconteceu da falência renal, eu já me vi no meio desse furacão, né?
02:18E passei a começar a entender, a partir daí, quais eram os sinais que o meu corpo estava dando, que
02:24a coisa não estava tão bem como eu achava.
02:26E entender como funciona o processo de hemodiálise, o processo de transplante, como eu deveria proceder a partir daí.
02:36E aí foi um ano e dez meses de hemodiálise antes do transplante.
02:40E aí, como é que foi o momento que você recebeu a notícia da equipe médica de que você teria
02:45que fazer o transplante, Luiz?
02:47Não teria outra alternativa?
02:48Eu costumo repetir, Bruna, que é o seguinte, quando a gente está no meio do furacão, a gente não percebe
02:54o furacão.
02:54A gente só percebe a situação momentânea, a gente não percebe o entorno.
02:59A gente tenta entender o que está acontecendo, mas seguir.
03:03Então, nesse primeiro momento, foi o que aconteceu comigo.
03:05Eu não tinha o panorama geral, então eu não sabia o que iria acontecer, como eu iria proceder.
03:13Eu só queria entender o que estava acontecendo naquele momento.
03:15E essa foi a lógica, eu fui levando todo o meu tratamento.
03:19Então, vamos lá, um dia por vez, um leão por dia, que a gente costuma repetir.
03:25E isso foi levando o meu dia a dia até o dia do transplante.
03:28E como é que foi a conversa com o seu irmão, seu doador, né?
03:33Como é que vocês falaram sobre esse assunto, chegaram nesse consenso?
03:38Como é que foi isso, Luiz?
03:39Eu não morava com minha família na época, eu não morava com meus irmãos.
03:42Eu morava em outro município.
03:44Mas aí você percebe a importância da família.
03:47Foi no momento em que eu necessitei, que aí a família toda me abraçou.
03:51Meu pai, minha mãe, meus dois irmãos.
03:53E desde o momento em que foi aventada a possibilidade do transplante,
03:58a minha família toda se prontificou.
04:00Meus primos, meus irmãos, meus pais.
04:03E aí começou o trabalho de investigação, que é um trabalho lento.
04:07Porque precisa ter todos os exames, precisa ter um quadro clínico perfeito para fazer o transplante.
04:13E aí foi todo o trabalho de investigação.
04:15Até que um dos meus irmãos, um irmão do meio, deu 100% de compatibilidade.
04:21Uau!
04:22E a partir do momento dessa constatação, dessa possibilidade,
04:27a equipe médica passou a fazer o apoio ao meu irmão.
04:30Porque não é só o apoio físico, não é o apoio clínico.
04:34Sim.
04:34É o apoio psicológico também, que o paciente, que é o doador, ele tem.
04:39Tanto o paciente transplantado quanto o paciente doador.
04:41Sim.
04:41E aí começa toda uma equipe multidisciplinar a conversar com o meu irmão.
04:46E a gente também conversando em casa para esclarecer algumas dúvidas.
04:49Em momento algum, meu irmão, ele se negou a doar.
04:53Obviamente, as dúvidas, elas ocorrem.
04:56Elas precisam ser supridas ali.
04:58Elas precisam ser esclarecidas.
05:00E teve todo o processo de cuidado com ele e comigo até acontecer o transplante.
05:05Que foi um sucesso.
05:06E mais do que isso, reforçou todo o contato familiar que a gente já tinha.
05:12Então, a partir daí, eu e meus irmãos nos aproximamos muito.
05:16Até hoje, nós somos muito próximos.
05:18Agora, todo mundo da minha família é atleta.
05:21A gente tenta manter o esporte constante.
05:25Então, a minha cunhada, o meu irmão, o meu outro irmão, as minhas cunhadas, as duas.
05:30Então, começaram a praticar exercício físico.
05:33E a gente atualmente faz corrida junto, participa de eventos.
05:38Então, além do transplante, teve o pós-transplante, que reforçou ainda mais esse contato familiar.
05:42Que incrível.
05:43Já já a gente vai entender a sua história com o esporte.
05:47E toda essa...
05:49Sua família se envolveu também.
05:51Que incrível.
05:51Como é o nome do seu irmão, Luiz?
05:52João Vitor.
05:53João, um abraço para você, hein?
05:55Doutor, a gente ouvindo o Luiz falar, isso retrasa muito para mim o reforço da importância.
06:02Porque muitas pessoas dizem que querem ser doadoras.
06:05Perfeito.
06:05Mas, na prática, às vezes não comunicam isso para a própria família.
06:11Como que vocês acompanham isso no dia a dia ali na linha de frente?
06:14Exato.
06:15Primeiro, Bruno, obrigado por ter a gente aqui hoje.
06:17Luiz, parabéns pela sua história.
06:19É incrível.
06:19A gente, como cirurgião de transplante, a gente fica emocionado.
06:24E isso dá força para a gente continuar quando a gente vê um resultado igual ao seu.
06:28Mas, como você falou, Bruna, sem o doador não existe o transplante do Luiz.
06:33E a gente ainda sofre, no Brasil, com esses números de negação de doação.
06:40Para você ter uma dúvida, para você ter um número, 45% a 50% dos potenciais doadores
06:48ainda são negados pelas famílias.
06:50Isso a gente poderia, em tese, dobrar o número de transplantes no Brasil
06:55se a gente conseguir convencer as pessoas que a doação é importante.
07:00E isso passa, fundamentalmente, por essas discussões familiares, por deixar claro aos seus familiares.
07:07Porque, pela lei brasileira, quem decide se o paciente vai doar ou não depois da morte encefálica,
07:13que é o mais comum do doador, é a família.
07:16Então, não adianta você deixar registrado em cartório, fazer algum documento, isso ajuda.
07:22Mas a decisão final é da família.
07:24Então, essas conversas no café da manhã, esse espaço aqui que você está dando,
07:29de esclarecer as dúvidas, eu não tenho dúvida que é isso que faz a diferença
07:32para a gente conseguir aumentar o número de doadores no Brasil.
07:35Inclusive, o Espírito Santo tem um número alto ainda, né, de recusa familiar.
07:41O que vocês observam, doutor, que está por trás disso, assim, existe uma percepção?
07:46Sim, e isso é histórico, né, isso a gente vem lutando nos últimos 10 anos.
07:51Eu trabalho com transplante tem 20 anos e esse número, praticamente, está estagnado com isso.
07:56A gente avançou no número de transplantes, a gente avançou sim.
07:59O Brasil, hoje, o ano passado, bateu recorde de doação, chegou a 20,3 doadores por milhão de habitantes,
08:07que é um número cada vez melhor, mas ainda não atinge a 50% dos números de transplantes que a
08:15gente precisa fazer.
08:16Acho que está muito enraizado ainda, Bruno, na questão cultural, na questão de informação.
08:21Tem muita gente que tem medo do diagnóstico, acho que o diagnóstico,
08:25o paciente pode não estar com aquele diagnóstico correto,
08:30ou uma questão cultural, religiosa, às vezes.
08:33Então, são multifatoriais.
08:35Mas o trabalho tem que ser de informação, o trabalho tem que ser de educação nas escolas,
08:41de um trabalho de base, para que aconteça, e quando acontecer isso no doador,
08:47de potencial doador, a família está bem esclarecida e facilitar todo esse processo.
08:53A gente está falando muito dessa questão da conscientização, mas a gente observa muito,
08:58a gente está até vendo umas imagens, a gente dá quase toda semana aqui no jornal,
09:02e eu sempre fico arrepiada, essas imagens que mostram normalmente o transporte de um órgão,
09:08e que é o momento do sim.
09:10Quando vocês recebem esse sim, é uma corrida contra o tempo para você salvar uma vida.
09:16E você que está há tantos anos, doutor, senhor, na linha de frente,
09:19eu queria que você falasse um pouco desse momento em que vocês recebem esse sim,
09:23e aí é uma mobilização geral por essa vida.
09:28A gente costuma dizer, eu costumo compartilhar que o momento mais legal, mais gratificante
09:35é quando você pega o telefone, às vezes, 3 horas da manhã, você liga para o paciente que está na
09:40fila,
09:41sua hora chegou.
09:42Às vezes, Bruna, é engraçado que quem atende o telefone 3 horas da manhã,
09:46às vezes ele não tem meu telefone pessoal, porque eu ligo, às vezes, do meu pessoal, ele tem do hospital.
09:50Aí eu ligo uma vez no atende, e está com medo de atender, no segundo atende,
09:553 horas da manhã, quem vai atender?
09:57E aí atende, e fala, aqui é o doutor Alberto, do Hospital Meridional, chegou o seu dia,
10:02seu órgão chegou, não, doutor, e agora? Não, agora, calma que vai dar tempo, vai dar tempo.
10:09Você pega suas coisas, às vezes moram longe, 5, 6 horas longe do hospital,
10:13e a gente tem que montar toda essa logística, a gente conta com apoio irrestrito dos órgãos de segurança,
10:19a polícia militar ajuda a gente bastante, está vendo que tem a imagem do helicóptero ali,
10:24quando a gente tem que percorrer distâncias longas, porque o órgão precisa ser transplantado dentro de um tempo,
10:31especialmente, por exemplo, o coração até 4 horas, então, se está no norte do estado,
10:36às vezes não dá tempo de se vir de carro, de ambulância, tem que pegar o helicóptero,
10:40então ele sempre ajuda a gente, nesse sentido.
10:43E aí é um trabalho de dezenas de pessoas, não é?
10:47Então, tem o pessoal que cuidou desse doador no hospital, que ele está, às vezes, no interior do estado,
10:54tem que dar valor a quem entrevistou essa família, quem conseguiu essa doação,
11:00quem treinou para isso, porque existe um treinamento específico da equipe
11:04que está com esse doador para manter ele em condições boas para transplantar,
11:08para a gente chegar lá, os órgãos estarem em boas condições,
11:11porque a gente pode chegar lá e o órgão não está em perfeitas condições,
11:15e a gente, infelizmente, não conseguiu fazer o transplante.
11:18Então, tem uma série de cadeia, uma cadeia de profissionais que precisam estar acordados,
11:25alinhados e treinados para que isso aconteça.
11:28E é muito gratificante, aí você vê a história como o Luiz, assim, renova todas as energias.
11:33Com certeza.
11:34Doutor, acho importante a gente falar também de uma dúvida que muitas pessoas têm,
11:37principalmente das famílias doadoras de pacientes que faleceram, né,
11:42em caso de morte cerebral, as pessoas têm essa dúvida.
11:45Eu vou conhecer a pessoa que recebeu o órgão aqui do meu ente querido?
11:51Como é que funciona isso?
11:52Perfeito.
11:53Essa aí é uma dúvida muito frequente das famílias que vão doar.
11:57Isso é muito frequente.
11:58A questão é, para você fazer a captação dos órgãos, é uma cirurgia,
12:03é uma cirurgia altamente complexa.
12:05E o corpo desse ente querido, ele é totalmente reconstituído de uma forma totalmente ética
12:13e respeitosa para que ela possa ter um enterro ou um velório que a família deseja
12:22de uma forma bem normal e habitual para cada um da sua religião, vamos dizer assim.
12:28Então, não existe desfiguração do corpo.
12:31Importante esclarecer isso.
12:32Isso é muito importante.
12:33Então, a gente é obrigado por lei e, obviamente, por essa questão ética,
12:37a gente recompõe totalmente o corpo desse doador em respeito a ele,
12:42porque a gente tem um respeito muito grande pela família e pelo doador,
12:46porque a gente sabe o quão difícil, quantas pessoas eles podem salvar, até oito pessoas.
12:52Um doador.
12:52Um doador, até oito pessoas.
12:54E no caso do Luiz, que foi um doador em vida, eram irmãos ali,
12:58acho que esses casos familiares são, obviamente, mais comuns,
13:01mas eu posso doar para uma pessoa que, de repente, posso me colocar à disposição?
13:07Existe um banco ali que eu posso me cadastrar e, né, medula óssea, a gente sabe que tem,
13:12e doar para alguém que eu não conheço?
13:14Tá. Existem dois tipos, né? O mais comum é de correlatos, que é familiares,
13:19que aí a burocracia é menor, porque o sistema brasileiro de transplante,
13:24ele é muito transparente e ele é muito confiável.
13:28A gente tem que dar, quando as coisas funcionam no país, a gente tem que agradecer
13:34e mostrar para a população. O sistema de transplante, ele é transparente, ele é seguro
13:38e existe a fila de cada órgão que lhe é respeitado, isso daí é auditado.
13:44E para você ter um transplante de intervivos, na grande maioria das vezes,
13:49é entre parentes de primeiro grau.
13:51Mas a lei permite você, em casos excepcionais, ter não correlatos, até para evitar essa questão
13:57de pagar para ter recebeu um órgão. Então, existe, para você fazer isso em não correlatos,
14:03precisa da autorização da justiça. A justiça entrevistar quem vai doar para ter certeza
14:10que ele não está recebendo nada, nenhum benefício em troca, mas é possível.
14:13Mas 98, 99% das doações são entre familiares.
14:19Perfeito, doutor. Luiz, para a gente ir concluindo aqui o nosso bate-papo,
14:25conta um pouco do seu retorno. Depois do transplante, a gente vê você competindo super saudável.
14:32O esporte já fazia parte da sua vida ou entrou depois que você passou para esse desafio?
14:38Eu acho que a minha trajetória no esporte foi muito comum a muitas pessoas.
14:44A gente fazia na escola, fazia na adolescência.
14:47Aí, depois que entra na vida adulta, você começa a priorizar outras coisas.
14:51A vida profissional, a sua formação acadêmica.
14:55E aí, a questão do esporte vai ficando de lado. Foi o que aconteceu comigo.
14:59E aí, depois do transplante, vem todo o receio, vem todo o medo do que eu posso exatamente fazer.
15:06E aí, o ponto importante é a informação.
15:10Quando a gente tem informação e quando a gente tem uma representatividade, um exemplo,
15:14ver pessoas fazendo, ver pessoas que passaram pela mesma vivência que você,
15:20praticando uma atividade física, fazendo alguma coisa, você se projeta ali.
15:25E foi o que aconteceu comigo.
15:26Nesses nove anos de transplante, eu fiquei parte deles, quase cinco anos, com muito receio de fazer alguma coisa.
15:34De até onde eu poderia ir, até onde o meu corpo aguentaria fazer alguma coisa,
15:39até que eu conheci a Liga dos Atletas Transplantados do Brasil.
15:43Uau!
15:43Pela rede social. Então, você vê como a rede social, ela tem essa possibilidade.
15:49Não conhecia, Luiz. Novidade para mim.
15:51É uma liga de atletas do Brasil inteiro, que praticam vários esportes.
15:56E a ideia é a motivação.
15:59Então, ali nesse grupo, eu comecei a perceber pessoas que também eram transplantes renais,
16:03pessoas que eram transplantes de coração, pessoas de idades diferentes,
16:07praticando uma série de exercícios.
16:09Desde corrida, natação, atletismo.
16:12Muito legal.
16:12E aí, eu fui tomando esses pequenos passos de coragem.
16:17Fui conversando com uma equipe médica, fui muito bem orientado.
16:21E eu já era incentivado a praticar a Gildade Física desde o início.
16:26Só que o medo e o receio evitavam que eu me lançasse nessa vida de atleta, nessa vida esportiva.
16:32E aí, foi bem gradativo mesmo.
16:34Eu comecei devagarzinho, comecei a incluir a natação na minha rotina,
16:38pós-trabalho.
16:39E aí, eu fui colocando alguns desafios.
16:42E aí, esses desafios foram aumentando.
16:45As competições, né?
16:45As competições foram aumentando.
16:47E mais do que isso, além da rede de apoio que a Liga dos Atletas Transplantados me trouxe,
16:51e é uma liga de apoio que a gente tem a possibilidade de conversar,
16:57de expor experiências e de apoio também.
17:00Quando, às vezes, alguém está doente, alguém precisa de uma oração.
17:05Então, geralmente, a gente tem essa corrente de incentivo.
17:11E mais do que isso, o esporte me trouxe convívio com pessoas mais novas,
17:15convívio com ambientes que até então eu não tinha acesso.
17:19Passei a fazer natação em piscina, mas meu objetivo era natação em águas abertas.
17:24E aí, eu estou traçando essa trajetória.
17:27Olha lá!
17:28Ali é você, competindo.
17:29Não, ali é só um treino.
17:30É um treino aqui em Vila Velha.
17:32Que legal!
17:33É, consegui entrar na equipe federada pelo libanês, aqui de Vila Velha.
17:37Vila Velha.
17:37Isso.
17:39E ali eu comecei a perceber o que eu poderia fazer, que era viável fazer.
17:45E aí, participei de competições.
17:47Ano passado, teve o Brasileiro de Transplantados em Curitiba, que eu tive a oportunidade de ir.
17:53Esse ano tem o Pan Americano, no final do ano.
17:55Olha que legal!
17:56E não vai só eu ou outros transplantados aqui do Espírito Santo também.
18:00Então, o que começou com o incentivo, já está tendo frutos.
18:04Esses frutos acabam sendo essas pessoas que também passaram a ter coragem.
18:08Então, é o exemplo que vai motivando as pessoas.
18:13Nossa, que sucesso!
18:14Parabéns, Luiz.
18:15Saúde para você.
18:16E Bruna, acho que vale destacar o seguinte também.
18:19Que todo o transplante, toda a operação e o acompanhamento aqui no Brasil, e no meu caso, é tudo feito
18:27pelo SUS.
18:28Então, é tudo de graça.
18:30Então, não é só o transplante em si, a cirurgia.
18:33Os remédios, o acompanhamento, as consultas periódicas, tudo com suporte do SUS.
18:40O que é uma vantagem muito grande, dá uma segurança para a gente muito grande de sempre estar com os
18:44exames em dia,
18:45sempre estar com o acompanhamento, sempre estar com a equipe médica, orientando a equipe médica de prontidão.
18:50Então, para qualquer coisa que aconteça e na orientação, que é o principal.
18:55Com certeza. Importante você ter falado isso também.
18:59Gente, que incrível conversar com vocês.
19:01Luiz, parabéns. Obrigada pelo seu depoimento.
19:05Eu queria deixar um abraço aqui para o seu irmão, para o João também, que provavelmente está assistindo a gente.
19:11Obrigada, João. A gente vê o Luiz aqui. É bom demais.
19:15Que seu depoimento sirva de inspiração também para outras pessoas.
19:20Doutor Alberto, obrigada também pela participação, brilhantemente trazendo esclarecimentos.
19:25A gente precisa falar sobre esse assunto.
19:27Obrigada mesmo pela entrevista e já fico com o convite para a próxima.
19:31Vamos acompanhar esse pan-americano aí.
19:33Se Deus quiser. Muito obrigado.
19:34Vamos juntos. Até a próxima, meninas.
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