No Papo Antagonista desta sexta-feira, 29, falamos sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.
A decisão representa uma vitória política para Flávio Bolsonaro, que vinha defendendo junto ao governo americano o endurecimento contra os grupos criminosos brasileiros.
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Categoria
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NotíciasTranscrição
00:03Música
00:48O Antagonista
01:00Música
01:41O Antagonista
02:20Olá, boa noite. Eu sou o Duda Teixeira e começa agora mais uma edição do Papo Antagonista.
02:26Ao vivo na TV BMC e no canal do portal O Antagonista no YouTube.
02:32Hoje é sexta-feira, 29 de maio de 2026.
02:37Então, sextou. E aqui no estúdio comigo já dou boa noite ao Carlos Graebi.
02:42Tudo bem, Graebi? Boa noite.
02:43Salve, Duda. Boa noite.
02:45E vamos aos destaques do dia.
02:49Clima de guerra. Governo Lula ataca Flávio Bolsonaro, chama atuação de deplorável
02:55e diz que soberania nacional é inegociável.
03:00Se insericídio no Planalto, Lula afirma estar triste com a classificação das facções criminosas como terroristas.
03:10Insistência no judiciário.
03:12Presidente Lula confirma oficialmente que vai indicar Jorge Messias novamente para a vaga no STF.
03:21Discurso inusitado em agenda pública, Lula defende chuveirinho quente para comunidades indígenas.
03:30Produção, pode soltar a vinheta.
03:33Aconteceu, você fica sabendo aqui. Papo Antagonista.
03:38O governo federal formalizou a criação da Universidade Federal Indígena por meio de sanção presidencial realizada no Palácio do Planalto.
03:50A nova instituição com sede em Brasília é a primeira do país dedicada ao ensino superior de povos indígenas
04:00e oferecerá cursos de graduação e pós-graduação.
04:04A previsão é receber cerca de 2.800 alunos nos primeiros quatro anos de funcionamento,
04:12com o início das atividades programado para 2027.
04:16Durante o evento, o presidente Lula defendeu chuveirinho quente para os índios brasileiros.
04:23Vamos assistir.
04:25O que a gente não podia continuar vivendo era com a segregação dos povos indígenas nesse país.
04:31Também a gente não quer que o povo viva sendo maltratado, dormindo mal, vivendo sendo mosquito para todo lado.
04:39Não, nós queremos que ele viva num lugar bom, num lugar para dormir bom, com água de qualidade,
04:45com, se for possível, chuveirinho quente para eles tomarem banho.
04:48Por que tem que tomar banho gelado?
04:50Ah, mas ele gosta de banho no rio.
04:52Todo mundo gosta de vez em quando, banho no rio, mas todo dia, se tiver um chuveirinho para tomar um
04:57banho,
04:58ajuda pra caramba, todo mundo.
05:00Então, o que nós estamos fazendo é isso, gente, é contribuir para que vocês voltem a ter aquilo
05:06que nunca deveria ter sido tirado de vocês.
05:11Graeve, agora, puxando, tem um desafio pra você aqui,
05:14porque a última frase do Lula é porque a gente quer que vocês voltem a ter aquilo que nunca deveria
05:21ter sido tirado de vocês.
05:23Ele está falando do banho no rio ou do chuveirinho quente?
05:29Não sei, não faz o menor sentido a frase.
05:33Se não é pra tirar o que nunca deveria ter sido, quer dizer, sei lá, Duda, do que ele está
05:39falando.
05:41Olha só, esse discurso é parecido com o que o Bolsonaro dizia.
05:46O Bolsonaro também dizia que estava em tempo de incorporar as comunidades indígenas,
05:56os povos originários a um modo de vida moderno, é o chuveirinho quente.
06:02Então, aí, Lula e Bolsonaro coincidem no seu pensamento a respeito de como tratar os povos indígenas,
06:11até que ponto vai a autonomia deles?
06:13E se eles não quiserem chuveirinho quente?
06:16O que o Lula tem a dizer sobre isso?
06:19Olha, mas a iniciativa da universidade indígena eu acho legal, Duda.
06:26É, super.
06:27Eu acho legal.
06:28Nos Estados Unidos tem um monte de colégios indígenas
06:34que fazem exatamente isso que estão pensando em fazer aqui.
06:37São currículos mistos, que em parte ensinam disciplinas normais,
06:42que você teria em qualquer outra universidade,
06:44e em parte ajudam a preservar certos elementos das culturas lá,
06:49das diversas tribos que tem nos Estados Unidos, língua, religião, enfim.
06:55Todos os aspectos lá da cultura deles.
06:57Isso eu não acho ruim, não.
06:58E deve ser um valor irrisório, né?
07:01Para você dar alguma espécie de preservação mesmo para a cultura desses caras que estavam aqui há muito antes.
07:14Mas o chuveirinho quente, realmente, eu não sei o que o Lula quer.
07:18É, mas, galera, eu vou compartilhar uma história da minha família que é superinteressante.
07:23É que o meu avô tinha uma livraria em Campinas.
07:27E, um dia, apareceu na cidade um índio, que era do Mato Grosso.
07:35Todo mundo chamava o índio de Maurício.
07:37O nome indígena dele é Nayete.
07:40Não sei se meu pai vai estar assistindo o programa hoje,
07:41mas meu pai vai adorar essa história que meu pai contou.
07:45E esse índio estudou direito na Pontifícia Universidade Católica de Campinas.
07:52E, depois de formado, ele virou um cara que defendia os direitos dos povos indígenas.
07:58Ele voltou para a tribo dele, mas ele era uma pessoa importantíssima para depois,
08:04para solicitar coisa para o Estado brasileiro, né?
08:08Estrada.
08:09Então, assim, virou, de certa forma, essa ponte entre o povo dele e as universidades, né?
08:17O governo brasileiro.
08:19Então, isso é superimportante.
08:20Realmente, você não pode imaginar que os índios...
08:23E aí, o Bolsonaro falava isso também, né?
08:25Você tem toda a razão de...
08:27Vamos mantê-los isolados.
08:29Porque, se você mantém os índios isolados,
08:30você mantém eles na pobreza ou expostos ao crime organizado,
08:39que acontece muito nessas áreas de fronteira, na Amazônia.
08:44Você mantém eles, às vezes, subnutridos, né?
08:49Expostos a pandemias, né?
08:51Então, precisa ter esse contato.
08:55E a nossa sociedade também tem muito a ganhar com essa cultura indígena.
08:59Então, é, sim, importante, né?
09:03Que algumas...
09:04Não é que todos os índios vão fazer universidade, né?
09:09Assim como não é todo mundo na sociedade brasileira que faz universidade.
09:12Mas você ter algumas pessoas que aprendem sobre a cultura do país
09:18e aprendem quais são os seus direitos,
09:21como lidar com as nossas organizações,
09:24até com as nossas empresas,
09:26isso daí é importantíssimo para o Brasil todo, né?
09:29Eu só não sei, Graebi, se a melhor solução é uma universidade indígena, né?
09:36Se não é, de repente...
09:38Se o que a gente está pensando é, de alguma maneira, assimilar,
09:43ter uma troca de culturas,
09:44que seja uma universidade normal.
09:47É, eu não sei.
09:49Eu entendo o que você está falando, concordo, faz sentido.
09:52Mas, assim, eu não acho que deve ser uma coisa excludente, né?
09:57Assim como eu não sou contra a existência das escolas cívico-militares,
10:05eu também não sou contra a existência de universidades indígenas, algumas.
10:09Eu não acho que elas devem ser o único modelo.
10:12Eu acho que deve haver uma multiplicidade de modelos de ensino
10:15para que as pessoas, inclusive, possam escolher, né?
10:19Alguns índios vão se beneficiar muito de ir para uma universidade,
10:24como a pessoa que a gente estava falando foi para a universidade,
10:28para a PUC de Campinas.
10:30E também pode ser benéfico ter uma universidade mais centrada nessa mistura de currículos, né?
10:37Então, eu não acho que é uma iniciativa sem sentido.
10:40Eu sou a favor de multiplicar os tipos de educação disponíveis, assim.
10:47Acho legal.
10:49Agora, se você quiser ser chato e pôr as coisas numa escala de urgência e de prioridade, né?
11:00Daí você pode dizer que os governos do PT, que já estão há 20 anos aí, né?
11:10Continuam sem oferecer saúde básica para um monte de comunidades indígenas.
11:15A gente lembra, né?
11:17Que no começo do governo Lula, deste governo Lula, o governo Lula 3,
11:22você teve mortes em massa também de índios.
11:26E o governo não conseguia reduzir o número de indígenas que estavam morrendo.
11:32Então, assim, o governo do PT querer passar a ideia também que ele,
11:39nossa, trouxe os índios para dentro da cidadania brasileira de uma forma...
11:45Não é verdade.
11:46Daí, né?
11:47Talvez houvesse coisas mais importantes para prestar atenção do que criar a universidade indígena agora.
11:52Talvez fosse melhor puxar os indígenas para dentro das universidades que já existem mesmo.
11:58Bom, nesse Papo Antagonista, a gente vai falar muito sobre essa decisão do governo americano
12:05de considerar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
12:10A gente vai ter uma entrevista logo mais com o economista-chefe da LEV, o Jason Vieira.
12:17Depois, no segundo bloco, a gente também tem o Leonardo Coutinho, analista que vive lá em Washington,
12:23também para comentar esse tema, que é o tema da nossa enquete.
12:27Então, se você está seguindo a gente no chat do YouTube, pode responder.
12:32A pergunta é...
12:33A designação de PCC e CV como terroristas vai...
12:39Primeira opção, melhorar o combate ao crime.
12:42Segunda, frustrar a reeleição do Lula.
12:46A terceira é provocar uma invasão americana.
12:50E a última é acabar com o Pix.
12:55Produção, a gente já tem o Jason Vieira na linha.
12:59Bom, seguimos.
13:01Jason, tudo bem?
13:01Boa noite.
13:02Obrigado por aceitar o nosso convite aqui para o Papo Antagonista.
13:05Tudo bem?
13:06Tudo bem.
13:06Boa noite a todos.
13:08Jason, bom, a gente conversou rapidinho nessa tarde.
13:11O governo Lula tem dito ali, e isso até saiu uma nota da SECOM, de que essa designação de PCC
13:19e CV como organizações terroristas estrangeiras pode ter impacto no sistema financeiro brasileiro.
13:28É verdade isso?
13:31Acho que o impacto que poderia ter, se eu ver alguma coisa no sentido de restrições a instituições financeiras que
13:37nitidamente não fizeram seu trabalho na contenção, por exemplo, de questões financeiras conectadas ao PCC ou ao CV ou qualquer
13:48organização criminosa.
13:49Nós estamos vendo a Operação Carbono, outras operações que acontecem no Brasil, ainda que estejam acontecendo coisas nesse sentido, nós
14:00estamos vendo também o lado da justiça acontecendo.
14:03Mais o lado da polícia do que da justiça, mas há efetivamente a busca contra esses malfeitos, digamos assim.
14:13Então, dizer que a polícia vai fazer alguma coisa para o sistema financeiro brasileiro, e outra coisa, nós vimos, é
14:22muito claro aqui no Brasil, as instituições que estão mais envolvidas com essa questão de crime são instituições menores, instituições
14:30que muitas vezes foram criadas sob a fachada de álbum positivo, mas na verdade foram criadas no intuito da lavagem
14:36de dinheiro, esse tipo de coisa que nós observamos.
14:38Então, não é que o sistema financeiro está sob risco, ou pior, o PIX está sob risco, é tudo retórica,
14:47narrativa de eleição.
14:51Posso fazer uma pergunta?
14:53Mas os custos dos bancos, das instituições financeiras de maneira geral, vão ter algum aumento para se adaptar aos padrões
15:04que essa medida pode criar?
15:10Não, os sistemas de controle, de lavagem de dinheiro no Brasil são sofisticados, estão entre aí os melhores do mundo.
15:18A questão é que, vamos imaginar o seguinte, o ponto muito relevante que está acontecendo agora, e eu falo por
15:23conta dessas operações mais recentes da Polícia Federal, com questões de refinarias e com alguns fundos de investimento,
15:29porque o pessoal gosta de dizer, ah, Faria Lima, montaram uma instituição financeira, compraram algumas e colocaram ali.
15:37Mas aquele negócio, canalha tem em todos os setores, como a gente sabe.
15:40Mas acho que o ponto mais relevante dessa história toda é entender que essas organizações criminosas, elas estão crescendo a
15:47um ponto que os métodos tradicionais de lavagem de dinheiro já não funcionam mais para eles.
15:52Que são aqueles lá, tem um negócio aqui, tem um negócio ali, financia um cantor de funk aqui, faz um
15:56negócio ali, isso já não funciona mais, porque o volume financeiro ficou muito grande.
16:01Então eles precisaram começar a sofisticar essas operações. Só que a hora que você sofistica essas operações, acontece o que
16:08está acontecendo agora, você cai no radar das autoridades de controle financeiro.
16:12Mais rápido, às vezes, do que você cai no radar da polícia. E as autoridades, obviamente, avisam com relativa velocidade.
16:18Então, eu acho que os instrumentos que se tem agora, dificilmente necessitariam de adicionais ou coisa parecida, tanto que em
16:30eventos que possam estar conectados, por exemplo, a bancos americanos com filiais aqui no Brasil,
16:37a tendência é de que o alerta seja direto ao Departamento do Estado americano, independente do que tenha acontecido.
16:44Então, não vejo elevação de custo, não vejo nada disso.
16:50Jason, outra coisa que foi falada é que isso vai afugentar investidores, porque isso vai gerar insegurança jurídica. Também embalela.
17:01Está difícil a gente conversar essas coisas.
17:06As narrativas são tão...
17:08As narrativas são tão...
17:08São tão estapafúrdias as histórias.
17:11Eu vou dizer assim, você pode ter um movimentinho de curto prazo, de aversão ao risco, mas não conectado com
17:19isso.
17:19É que há mais uma notícia em relação ao Brasil, que é um país emergente, um dos quais os investidores
17:24internacionais nos últimos dias têm do lado de fora.
17:27Eles têm se voltado a empresa tecnologia de novo, têm se voltado a países que têm foco nas suas bolsas
17:31de tecnologia, como a Bolsa de Seul.
17:34E têm saído de emergência, você sai de Colômbia, México, Brasil.
17:37E aí o cara olha pra cá e fala, olha, agora você ainda não tem esse negócio do PCC, tá?
17:41Tá, tira um pouquinho mais de grana.
17:43Mas você não vai definir o fluxo de capital pro Brasil, isso não traz insegurança jurídica.
17:48Porque quem fala isso dessa maneira, tá falando uma coisa muito mais grave na entrelinha.
17:54Está dizendo que o sistema financeiro está intrinsecamente envolvido com o crime organizado e que isso vai gerar algum problema
18:02no futuro.
18:03Não, gente, a gente sabe que não é isso.
18:05Nós que trabalhamos no mercado financeiro, nós sabemos o nível de regulação.
18:10Assim, usando um termo coloquial, o bagulho é chato.
18:14O mercado financeiro é super regulado.
18:16Ah, mas aconteceu o negócio do Master.
18:18Sim, você oferecer um CDB a um valor muito elevado nunca foi crime.
18:24Mas dá o alerta.
18:26Ah, mas o Banco Master demorou.
18:28A conversa quando eu tive a intervenção do Banco Master foi de que o Banco Master tinha sido rápido demais
18:34a intervenção.
18:35Agora já está falando que demorou.
18:37As pessoas precisam se definir.
18:40Eu até acredito que a questão do Banco Master se arrastou mais do que poderia.
18:45Mas é porque tinha o envolvimento de instituições que talvez entrassem no resgate.
18:50E aí a autoridade monetária dá um recuo e fala assim, tá, vamos ver o que vai acontecer aí.
18:54Se os caras conseguirem se salvar, beleza, a gente deixa.
18:57Se não, a gente intervém.
18:59Que é o que aconteceu.
19:01E é coisa, aquela coisa.
19:03O Banco Master também, só citando um pouco off-top,
19:08Aquilo ali, muita gente entrou sabendo, não estava entrando, né?
19:12Então, na prática, o que é que essa medida permite às autoridades dos Estados Unidos fazer?
19:19Que janelinha que ela abre para eles olharem aqui dentro, intervirem?
19:25Na prática, o que vai acontecer?
19:26Ela abre para os Estados Unidos conexões com possíveis empresas, pessoas, instituições
19:36que estejam conectadas no Brasil e no exterior às organizações criminosas.
19:42Fica um fluxo mais...
19:43Primeiro que fica um fluxo mais rápido de informação.
19:47Incrivelmente, eles não falam isso, porque com as autoridades brasileiras você ganha um movimento
19:52um pouco mais rápido.
19:53Por quê?
19:54Porque se é algo mais perigoso, as instituições internacionais vão querer mais informação.
20:01E para os Estados Unidos não é nem tão problemático, porque essas organizações criminosas
20:07nem sequer estão tão inseridas nos Estados Unidos.
20:09Elas estão muito inseridas, por exemplo, na Europa.
20:11Estão inseridas no norte da África.
20:14Mas isso daí, se você coloca agora que não é uma organização criminosa,
20:19e sim uma organização terrorista, o que acontece na Europa, aí já fica no radar dos Estados Unidos.
20:26O que acontece na Ásia já fica no radar dos Estados Unidos.
20:29O que acontece das transações interfronteiras dessas organizações, especialmente aqui na América Latina,
20:39já fica no radar dos Estados Unidos.
20:41Como fica o ISIS, como fica o Hamas, como fica o Hezbollah, como fica todos esses grupos terroristas.
20:48Ou seja, o radar aumenta.
20:50Esse que é um foco muito relevante.
20:53E se nós imaginarmos que com essas operações policiais nós estamos vendo o nível de sofisticação
20:59que estão nessas organizações, significa que elas estão movimentando muito mais dinheiro
21:05do que está se deixando transparecer.
21:07E se elas estão movimentando tanto dinheiro, elas estão mais poderosas do que o governo gostaria.
21:13E gostaria de que transparecesse também.
21:16Então esse é um ponto de extrema relevância que muitas vezes o governo fica...
21:19Ah, não, nós estamos fazendo o nosso papel aqui.
21:22Então, esses mesmos objetivos não podiam ser atingidos por colaboração entre os países?
21:34Essa ação meio unilateral de você, enfim...
21:40Vamos imaginar...
21:40Era necessário?
21:41Você tem dois aspectos.
21:42O primeiro, o aspecto técnico de se colocar a organização como uma organização terrorista,
21:51que você abre o aspecto internacional do radar dessas organizações.
21:58Ou seja, eles vão olhar o PCC, o CVEI, não sei quem, quem quer que seja,
22:02na Colômbia, no México, na Argentina, no Paraguai, todos esses países que circundam o país, o Brasil.
22:09Vamos olhar o que está acontecendo na Europa.
22:12Esse é o ponto técnico.
22:13Mas tem também o ponto político.
22:17Houve ali, agora abrindo o jogo também, que foi uma maneira de colocar uma demanda
22:24que o Lula foi lá tentar passar planos quentes, o Lula aqui no Brasil não queria que isso acontecesse,
22:31mas o Flávio foi lá e conseguiu acontecer.
22:33Ele tira do radar um pouco essa questão do Volcaro, desse dedo podre que o Volcaro tem
22:38de cima da campanha dele e coloca algo positivo, que é o calcanhar de equilíbrio do governo,
22:44que é a segurança pública.
22:47Então, hoje, mais uma vez, o presidente Lula foi querer dizer que o PCC era terrorista,
22:52que o CVEI era terrorista, mas a primeira coisa que ele falou assim,
22:55é, porque os nossos criminosos...
23:00Essa frase do Lula está sendo muito criticada nas redes sociais,
23:05perguntando nossos de quem, né, Lula?
23:08Só se forem seus, né?
23:11É criminoso, mas é nosso, né?
23:13Daí ninguém mete.
23:15Agora, Jason, o trechinho da nota da SECOM, que eu queria comentar com você,
23:21eles falam que essas medidas unilaterais podem afetar nosso sistema financeiro,
23:27você já explicou, e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.
23:34O PIX incomoda interesses estrangeiros?
23:37Tem o risco da gente realmente ficar sem PIX, ou é só terrorismo do Lula?
23:41É terrorismo do Lula.
23:43Esse que está me lembrando um pouco, eu não me recordo o nome,
23:46virou um meme na internet, que é um desses youtubers,
23:50porque ele fica falando sobre a linha, sobre a linha.
23:53Acho que é o cápsulo.
23:55E eles agora, eles querem essa bandeirinha de volta da soberania,
23:59porque isso daí, eles não entenderam que essa bandeirinha da soberania não colou lá atrás.
24:04Deu uma colada, quando deu a Magnitsky,
24:08porque ficou a intervenção dos Estados Unidos no Brasil.
24:11Só que o negócio da Magnitsky deu uma, digamos assim,
24:16deu uma dissipada muito rápida.
24:18E eles estão tentando retomar essa bandeira.
24:21Mas é a pior maneira que eles têm para retomar essa bandeira.
24:24Ai, vai acabar com o PIX.
24:26Foi uma vez que o Trump comentou sobre o PIX,
24:29que disse que alguns bancos reclamaram da concorrência desleal,
24:32porque é o governo fornecendo algo de graça.
24:35E aquilo ali parou naquilo.
24:37Você mal ouviu de novo o Trump ou o governo americano citar PIX de novo.
24:41O PIX tem semelhantes.
24:43O PIX, o código original do PIX, ele tem origem na Índia.
24:47Ele foi sofisticado no Brasil, mas ele tem origem na Índia.
24:50E ninguém fala do...
24:52O governo americano não reclama do PIX da Índia.
24:56Que tem também um volume financeiro expressivo.
24:58Olha a quantidade de pessoas que tem lá.
25:01Então, poxa, sabe?
25:04É um negócio assim...
25:06Eles perderam tanto nesse tema,
25:09perderam tanto nesse tema,
25:11que eles ficam tentando dar a volta
25:12em cima dessa questão da soberania nacional.
25:15E daqui a pouco eles vão falar que os Estados Unidos vão invadir o Brasil.
25:18Exato.
25:18Pode ter certeza.
25:19Daqui a pouco eles vão falar, não, não, não.
25:20É o risco de a gente ser invadido.
25:22Agora, eu vou dizer uma coisa.
25:23O Maduro, obviamente, foi em cima do mesmo processo.
25:26Foi preso tudo.
25:27Eu tenho amigos venezuelanos que disseram que as famílias de lá
25:31já avisaram que a situação melhorou significativamente só com a saída do Maduro.
25:35Questão de abastecimento, tipo de coisa.
25:37Muita coisa melhorou.
25:38E olha que nem caiu o governo.
25:40Tiraram o Maduro.
25:41O sistema deles ainda está funcionando.
25:44Agora, por que ele está com tanto medo?
25:46Está devendo o quê para estar com tanto medo?
25:50Acho que quem não deve, não teve.
25:52Acho que esse é um ponto muito relevante.
25:56Jason, adorei aqui os seus comentários com sinceridade, com bom humor.
26:03E contar aí com o teu conhecimento no Papo Antagonista foi ótimo.
26:07Então, muito obrigado e um ótimo final de semana para você.
26:11Bom fim de semana a todos.
26:12Tchau, tchau.
26:13Bom, lembrando vocês que essa questão da designação de PCC e CV como terroristas
26:22é o tema da capa da revista Cruzoé que entrou nessa madrugada no nosso site.
26:30O título é Vassalagem Diplomática.
26:33A gente traz a história.
26:36Tanto o Lula quanto o Flávio foram lá para Washington para tentar usar o Trump como cabo eleitoral.
26:44O Lula também tinha esse objetivo de mostrar que estava bem com o Trump.
26:49O Lula disse que queria fazer uma fotografia que importa.
26:53Ele falou que a fotografia vale.
26:55Ainda mais com o Trump sorrindo.
26:57Mas, duas semanas depois, é o Flávio Bolsonaro que vai para lá e consegue essa designação
27:05que, obviamente, vai ajudar muito o Flávio, inclusive, a recuperar a imagem dele
27:11depois da divulgação dos áudios lá com o Daniel Vorcaro.
27:16E, antes da gente ir para o intervalo, a gente vai voltar nesse assunto no segundo bloco,
27:19mas vou pedir para a produção para botar mais um vídeo do Lula
27:23para a gente se divertir aqui antes do intervalinho.
27:25Vamos lá.
27:27O que se chama de comunista nesse país.
27:29Eu não sou comunista, não, porque eu sou um católico fervoroso.
27:34Eu sou mais cristão do que comunista.
27:37Quando me perguntaram se eu sou comunista, eu falo que eu sou torneiro mecânico.
27:41Sim.
27:42Enfim, época de eleição, né, Graeber?
27:45Todos os políticos são cristãos, católicos, fervorosos.
27:50A gente até viu o Lula há algumas semanas, ajoelhado, sentando no banco lá da igreja em Barcelona, da Sagrada
28:00Família.
28:00Como é que você vê essa frase aí do Lula?
28:04O Lula está falando tudo e qualquer coisa, né?
28:07Eles põem ele solto nesse picadeiro, né?
28:11Eles montam um picadeiro em cada novo evento do Lula.
28:15redondinho, ele fica andando, dando voltas, né?
28:18Como se fosse o Faustão ou o Ratinho, sei lá.
28:22Qualquer um desses caras que se sentem à vontade na frente das câmeras.
28:26E vai lá, e abre a torneirinha de asneira, como diria o Monteiro Lobato, né?
28:32Então, é...
28:35Eu fico assim até sem palavras.
28:39Agora, vai lá, vai lá.
28:40Não, tem 20 segundinhas.
28:41Você quer falar mais alguma coisa?
28:42Não, pode falar, depois a gente volta.
28:43Tá, a gente vai precisar entrar no intervalo, mas enfim, o Lula fala que ele é mais cristão que comunista.
28:48Também, ele não é um grande comunista, né?
28:51É um cara de esquerda, mas nunca foi muito comunista.
28:54E essa coisa de religiosidade, enfim, nem ele, nem a Janja, é difícil acreditar quando ele traz esse assunto.
29:02Bom, a gente vai entrar no intervalo da TV BMC e a gente segue com vocês no YouTube.
29:07Até mais.
29:10Seguimos aqui, então, com vocês no canal do YouTube de O Antagonista.
29:15Vou ler os comentários que vocês mandaram aqui, que o Renato Barcelos, nosso produtor, separou para mim.
29:21Assim, a Tatiana Salles escreveu,
29:24Eu não gosto nem um pouco da possibilidade dos Trump, ou do Trump, fazer o que quer no Brasil.
29:32Lincoln Gakia, o promotor por trás da Carbono Oculto, disse que está tudo errado.
29:39O Lincoln Gakia, quando se falava de fazer essa designação aqui no Brasil,
29:46ele falou muito, né?
29:48Ele apareceu naquela época, falava que isso poderia atrapalhar as investigações no Brasil,
29:53porque as investigações no Brasil estão muito com o Ministério Público Estadual,
29:58com os Ministérios Públicos Estaduais, né?
30:00Somente aqui em São Paulo, muito combate contra o PCC, né?
30:05Ele participa muito disso, e até o Congresso Brasileiro desistiu dessa história.
30:14Agora, a gente tem uma conta aí, quem está fazendo essa conta é o governo americano,
30:19e vendo se essa classificação ajuda ou não no combate que eles estão promovendo lá fora, né?
30:26Que tem muito a ver também com essa coisa de mandar drogas para os Estados Unidos.
30:30E aí, entendo que é uma decisão mais dos Estados Unidos e não nossa aqui.
30:36Almir Moreira, minha oca, minha vida.
30:38É isso aí, daqui a pouco o Lula vai estar distribuindo ocas, né?
30:44Darcy Matos, tantos anos de governo e Lula nunca fez nada para melhorar a vida dos povos originares.
30:53Bom, temos um ministério aí, né?
30:56Mas é isso, eu acho que é difícil a gente medir como é que está a realidade deles.
31:03E acho que a maior preocupação dos índios hoje é a questão realmente da pobreza e do crime organizado, né?
31:11E no crime organizado o Lula não tem funcionado até agora.
31:16Estela Magalhães, para se reeleger, está valendo tudo.
31:23Jorge Antônio Mercante, olha aí, um abraço para o Jorge.
31:27Por que o Flávio se esqueceu de pedir para o Trump incluir as milícias no rol de organizações terroristas?
31:36A Tatiana Salles mandou mais um aqui.
31:39Duvido dos militares nacionalistas como são apoiarem a possibilidade dos Estados Unidos poderem agir no território brasileiro.
31:49Nos Estados Unidos, quem cuida de terrorismo no exterior são militares e não policiais.
31:56É, Tatiana, a gente vai conversar sobre essa história aqui com o Leonardo Coutinho logo mais no segundo bloco.
32:03E, gente, lembro vocês da nossa enquete, a designação de PCC e CV como terroristas vai.
32:10E aí tem essas quatro opções para você, tá bom?
32:12Vamos voltar agora ao vivo na TV BMC.
32:22Boa noite, voltamos então com vocês aqui na TV BMC.
32:27Eu sigo aqui na companhia do Carlos Graeb e a gente tem um convidado que eu já prometi aqui,
32:32que é o Leonardo Coutinho.
32:34Ele é analista, é diretor executivo lá do Center for Free and Secure Society, lá em Washington.
32:43Leonardo, boa noite. Obrigado por aceitar o nosso convite.
32:47Boa noite, boa noite.
32:48Olá, Graeve. Boa noite. Obrigado pelo convite.
32:50Obrigado, Leonardo.
32:50Leonardo, eu separei, pedi para a produção, a gente separou dois trechinhos da nota que a Secretaria de Comunicação Social
33:01da Presidência publicou hoje.
33:05Na verdade, os trechinhos, eu só sei mudar um pouquinho as frases de lugar, tá?
33:11Elas não estão nessa mesma ordem na nota que foi publicada, mas vou pedir para você comentar.
33:19Produção, vocês conseguem colocar o primeiro trecho no ar, por favor?
33:22Aí tá.
33:22Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda.
33:30Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos,
33:36mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a
33:48nossa economia.
33:49A soberania nacional é inegociável, o Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos.
34:00Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros,
34:08com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.
34:13E assim na governo do Brasil, governo Lula.
34:16Léo, como é que você vê essa questão da soberania e da defesa da soberania nessa nota da SECOM?
34:25É, Duda, a questão da soberania virou uma propaganda política.
34:29Ou seja, ela teve resultados, ela gerou um capital eleitoral para o Lula no episódio das tarifas
34:37e o presidente Lula e o governo estão tentando recuperar essa vantagem novamente com o tema de soberania.
34:44Eu acho que é preciso botar em perspectiva o que aconteceu ontem aqui nos Estados Unidos e vai ser formalizado
34:50em uma semana.
34:52A designação do PCC e do Comando Vermelho é um ato soberano dos Estados Unidos, refere-se aos Estados Unidos.
34:59Em momento algum a designação brasileira está dizendo que o Brasil deve reconhecer ou não o PCC como organização terrorista.
35:07Então quando a nota fala quem deve reconhecer e tratar seus bandidos segundo a própria lei,
35:13o governo brasileiro, é uma retórica para a torcida,
35:17porque a designação nos Estados Unidos é uma lei americana relacionada aos Estados Unidos
35:22e a quem faz negócio com os cidadãos americanos e aos Estados Unidos.
35:27Aí entra o Brasil.
35:29Mas assim, quando o Brasil esperneia, se queixa, ele na verdade está se queixando de um ato soberano do governo
35:35americano.
35:36O governo americano tem o direito de designar quem bem entende.
35:39E as pessoas precisam ter perspectiva e o entendimento que o PCC e o Comando Vermelho não são mais gangues
35:47de prisão.
35:48O Comando Vermelho não é só aquela quadrilha que controla murros no Rio de Janeiro.
35:53Há um conceito em defesa, que é o conceito da convergência,
35:59e eles passaram a atuar como se fossem joint ventures,
36:02com grupos terroristas reconhecidos internacionalmente.
36:05O PCC provém do logístico a resbolar, a resbolar provém do logístico e lavar dinheiro ao PCC.
36:11Isso aparece já em investigações oficiais no Brasil,
36:13embora já seja tratado, estudado por pesquisadores sobre o assunto há uma década, pelo menos.
36:19Comando Vermelho, da mesma forma.
36:21As pessoas se esquecem que quando o Fernandinho Beramar desapareceu,
36:24ele ficou escondido com proteção das FARC na Colômbia.
36:27Então, ou seja, estamos dizendo que esses grupos já têm uma inter-relação
36:31com esses grupos terroristas formais há muito tempo.
36:34Então, quando o presidente Lula diz, e eu concluo aqui,
36:37que isso ameaça a nossa soberania, é uma retórica política, porque não é real.
36:46Dois exemplos muito fáceis de perceber.
36:48México, que tem grupos designados, nunca foi invadido, nunca foi atacado,
36:52nenhum banco foi fechado no México por essa razão.
36:55Líbano, igualmente, tem o resbolar ali desde os anos 80,
36:58e nunca ocorreu, de fato, uma operação americana contra o Líbano,
37:03porque o resbolar está ali.
37:04Então, ou seja, é uma forma muito absurda de talvez assumir,
37:14de tentar transformar isso em um assunto interno
37:16com tentativa de obter capitais políticos.
37:20Leonardo, tudo bem?
37:22Quanto tempo nós não nos vemos, né?
37:25Pois é, pois é.
37:27Eu queria que você explicasse um pouco, situasse essa designação que aconteceu ontem
37:36no contexto de uma política externa e de segurança americana
37:42que já foi anunciada no ano passado, ou seja, ela não acontece no vácuo.
37:49Então, explica um pouco qual é a moldura em que isso aconteceu, por favor.
37:56Claro.
37:57Os Estados Unidos entenderam, Graeb.
37:59Na verdade, essa pergunta é fucral para entender,
38:01porque ela é o centro de toda essa mudança da política externa dos Estados Unidos
38:06em relação à América Latina.
38:07A América Latina volta ao centro do palco.
38:09Porque os Estados Unidos perceberam que muitos dos seus problemas internos
38:14relacionados à explosão de casos de violência, overdose,
38:18estavam relacionados ao tráfico de drogas, imigração ilegal, tráfico de pessoas,
38:22porque são crimes aparentemente desconexos,
38:24mas que funcionam dentro das mesmas artérias, das mesmas organizações.
38:28E os cartéis mexicanos não produzem cocaína.
38:31Os cartéis mexicanos precisam receber essa droga da América do Sul,
38:35dos três países produtores.
38:37E o PCC faz parte dessa engrenagem.
38:40O PCC, em um certo momento da sua história evolutiva,
38:44ele era um provedor que fornecia aos cartéis,
38:47ao cartel dos sóis da Venezuela, por exemplo,
38:49pequenos aviões, eles roubavam os aviões do Brasil,
38:52que eram para levar a droga para os Estados Unidos.
38:54E o PCC transformou-se num operador...
38:58O PCC deixou de ser uma gangue violenta
39:00e passou a ser quase como uma corporação criminal.
39:04Nós vimos uma operação na carbono oculta
39:07e várias outras questões.
39:07O PCC tem impostos de combustíveis, fundos de investimentos.
39:10E os Estados Unidos perceberam que sua estrutura econômica,
39:13seu sistema financeiro, estava sendo já usado pelo PCC
39:16para essa lavagem de dinheiro.
39:18E o PCC como um provedor de lavagem de dinheiro
39:20para esses grupos que causam dano aos Estados Unidos.
39:24E aí o que acontece?
39:25Quando os Estados Unidos percebem isso,
39:27muda a visão em relação ao continente.
39:28Entra o secretário do Estado, que é o secretário Marco Rubio,
39:32que é o senador, originalmente o senador,
39:34de origem latina, seus pais são cubanos,
39:39ele tem um interesse direto na região.
39:42Os Estados Unidos percebem que há uma competição estratégica
39:46pela influência também no continente.
39:47Ou seja, há uma...
39:49Há uma convergência de vários fatores para a região.
39:52E os Estados Unidos pensam,
39:54cria o escudo das Américas recentemente,
39:56que convida alguns países estratégicos da região.
39:58Há o Panamá, a Argentina, o Paraguai, o Equador,
40:04a República Dominicana e El Salvador.
40:08Alguns outros países que me fogem agora,
40:10mas esse é o centro desse escudo das Américas.
40:14é para discutir estratégias comuns
40:20para melhorar a proteção do hemisfério,
40:26ou seja, as Américas,
40:29desde a sua fonte dos origens do problema.
40:33Eles entenderam que não adianta ficar lutando
40:37com guerra de guerrilha na fronteira ali,
40:40tentando pegar um traficante ou outro,
40:41um imigrante ou outro,
40:43que entra dentro dessas redes de tráfico humanas.
40:46As pessoas esquecem que esse imigrante
40:47que chega na fronteira,
40:48ele nunca, quase nunca,
40:50ele chega de forma orgânica.
40:51Ele é manipulado no sentido de que ele é levado,
40:53muitas vezes, por organizações.
40:55Os coiotes, que são os mesmos que são os traficantes,
40:57cobram dinheiro deles e tal.
40:59E dentro dos Estados Unidos, ou seja,
41:01isso se transformou em um problema.
41:03O número de mortes por overdose,
41:05o governo americano vê isso como guerra, tá?
41:07Tanto que isso é uma questão que entrou
41:08no Departamento de Defesa,
41:10hoje chamado Departamento de Guerra,
41:12diretamente nesse bloqueio no Mar do Caribe,
41:15por uma razão muito clara.
41:17O número de overdoses registrados nos Estados Unidos
41:21nos últimos oito anos,
41:23oito anos apenas,
41:25o número de overdoses registrados nos Estados Unidos,
41:28oito anos,
41:28supera a morte de americanos
41:30em qualquer guerra,
41:31desde a Guerra Civil.
41:33Então, ou seja,
41:38se percebermos o tráfico de drogas
41:40como um instrumento
41:43de ataque assimétrico
41:44contra os Estados Unidos, por exemplo,
41:46porque o Chávez tratou assim,
41:48o Fidel Castro já tratou assim,
41:50ou seja,
41:51como facilitadores do tráfico.
41:53Porque o tráfico é um negócio,
41:54mas eles atuaram como facilitadores
41:56para chegar mais drogas nos Estados Unidos.
41:58É talvez a guerra mais letal
42:00que os Estados Unidos enfrentam.
42:01Então, a administração Trump
42:03mudou a abordagem
42:04e a perspectiva
42:05em relação ao tráfico de drogas
42:07nesse sentido.
42:08E começa a colher frutos.
42:10Os dados de quedas
42:12já haviam começado
42:13no último ano
42:14do governo Biden,
42:15porque quando a administração Biden
42:17acorda
42:18para o problema
42:19em um ano eleitoral,
42:20fecha a fronteira,
42:21troca quem estava
42:22na coordenação da América Latina,
42:24e aí o presidente Trump
42:24chega com isso.
42:25Ou seja,
42:26é de fato
42:27algo muito sério.
42:29Então, ou seja,
42:29não adianta o pessoal achar
42:31que essas decisões
42:34são para interferir
42:36no cenário político brasileiro.
42:37Os Estados Unidos
42:38estão pensando neles,
42:39na proteção da segurança deles,
42:41ou seja,
42:41de nós
42:42que estamos aqui
42:43e como consequência,
42:45e é isso que precisa ser entendido,
42:47como consequência,
42:48esses esforços americanos
42:49tendem a arredondar
42:50e melhorar a segurança hemisférica.
42:52Agora,
42:53os países
42:54que estão recebendo
42:55essa colaboração
42:58e essa pressão,
42:59eles têm dois caminhos.
43:00Ou eles se adaptam
43:02no sentido
43:02de tentar prover
43:04essa melhoria
43:05de segurança mútua,
43:06ou eles reagem,
43:08ou seja,
43:09reagem
43:09em benefício de quem?
43:11Não vai causar
43:12um dano maior
43:12aos Estados Unidos
43:13e não vai melhorar
43:14a qualidade do Brasil.
43:15Então,
43:16eu vejo com muita preocupação
43:19a maioria dos meios
43:20de comunicação
43:21que estão trazendo
43:22nos últimos dias
43:23e sobretudo hoje
43:25foi uma enxurrada
43:26de argumentos
43:27um pouco catastróficos
43:29de uma potencial invasão
43:30dos Estados Unidos.
43:31Essa conversa já se passou
43:33no bloco anterior,
43:34uma invasão dos Estados Unidos,
43:36uma ameaça à soberania,
43:37a quebra de bancos.
43:39Isso não procede,
43:40não tem nenhuma conexão
43:43com a realidade,
43:43não é isso.
43:44Mas se o Brasil
43:45começa a resistir,
43:47qual benefício será acolhido?
43:48Eu não vejo nenhum ganho
43:50no sentido de que o Brasil
43:51deveria aproveitar
43:52uma oportunidade dessas.
43:55Lembrando,
43:56é uma decisão americana
43:57para os americanos,
43:58mas o Estado do Brasil,
43:59querendo manter a saúde
44:00do seu sistema financeiro
44:01em contato
44:02com o sistema americano,
44:04ele vai precisar melhorar
44:05seu nível de compliance,
44:06sua segurança.
44:08Isso tem custo,
44:08mas isso tem benefícios,
44:10ou seja,
44:10isso melhoraria muitíssimo
44:12a qualidade do nosso sistema financeiro.
44:16Léo,
44:17aqui no nosso chat
44:18é a Cris Ger,
44:19que escreveu,
44:20adoro o Leonardo,
44:21super competente,
44:23coerente e preparado,
44:25deveria aparecer mais.
44:27E Orodesk Gameplay
44:30escreveu aqui,
44:31boa noite,
44:32e esse Xi Ursinho Poo ali?
44:35Léo,
44:36sabe que
44:36por causa desse
44:38Ursinho Poo aí,
44:39com a cara do Xi Jinping,
44:41a gente está perdendo
44:42centenas de milhões
44:43de espectadores
44:44na China,
44:45né,
44:45Puss?
44:48Não,
44:48isso é uma referência
44:49a um episódio
44:49do South Park,
44:51em que ele,
44:52que o Xi Jinping
44:53é comparado
44:53ao Xi Jinping,
44:55né,
44:55e aí,
44:56por causa dessa comparação,
44:58ele baniu
44:59o Winnie the Pooh
45:01da China,
45:03e então,
45:04isso pra mim,
45:04eu adoro bullying
45:05com o Xi Jinping,
45:07né,
45:07então eu consegui,
45:08comprei um ano
45:09desse boneco,
45:10então é uma,
45:11é uma lembrança,
45:13é uma figura
45:14interessante,
45:14e tem um mais legal ainda,
45:16vou mostrar pra vocês
45:17meu mousepad.
45:18Olha,
45:21você precisa trazer,
45:22aí,
45:23Léo,
45:23mostra de novo
45:24que agora
45:24a câmera está aberta,
45:26só pra gente ver.
45:29Ótimo,
45:30hein?
45:32Vou pedir
45:33pra produção,
45:34eu separei
45:35mais um trechinho
45:36da nota
45:36da SECOM,
45:38vamos colocar no ar,
45:39vamos lá.
45:39É deplorável
45:41que mais uma vez
45:42integrantes
45:43da família
45:43Bolsonaro
45:44viajem
45:45aos Estados Unidos
45:46para defender
45:47intervenção
45:48estrangeira
45:48no Brasil,
45:50como já fizeram
45:51no tarifaço,
45:52que causou
45:53tantos danos
45:55ao nosso país.
45:57Medidas
45:58unilaterais
45:58não negociadas
45:59podem enfraquecer
46:00o combate
46:01aos criminosos
46:02e gerar ações
46:03que colocam
46:04em risco
46:04a vida das pessoas
46:06que nada
46:07tem a ver
46:07com o crime.
46:08podem reduzir
46:10a capacidade
46:11de compartilhamento
46:12de informações
46:13entre as polícias,
46:15podem afetar
46:16nosso sistema
46:17financeiro
46:17e inovações
46:18nacionais
46:19como o PIX,
46:20que incomodam
46:21interesses
46:22estrangeiros.
46:24Em resumo,
46:25trata-se de possível
46:26retrocesso
46:27no combate
46:27ao crime,
46:28risco à vida
46:29das pessoas
46:30e prejuízos
46:31econômicos
46:32ao país.
46:34Léo,
46:35eu queria que você comentasse
46:36porque o governo
46:37brasileiro,
46:38o governo Lula,
46:39que é a SECOM,
46:40está dizendo
46:41que
46:43essas medidas
46:45que visam
46:47combater
46:47o PCC
46:48e o Comando Vermelho
46:50podem ter
46:51um prejuízo
46:52ao sistema financeiro
46:53aqui do Brasil.
46:54Como é que você vê isso?
46:58Entra na mesma lógica
46:59do primeiro trecho,
47:01ou seja,
47:02há uma manipulação
47:03do contexto
47:05dessa aplicação,
47:07dessa designação
47:08e uma supervalorização
47:09do que poderia
47:10ser chamada
47:11de sanções.
47:12O que acontece
47:13na prática?
47:14Isso,
47:16bancos
47:17que forem
47:19identificados
47:20como lavadores
47:22de dinheiro
47:22do PCC
47:23e do Comando Vermelho,
47:24o que significa isso?
47:25Lavador de dinheiro
47:26é,
47:28intencionalmente,
47:29movimentar
47:29fortunas,
47:31criar artifícios,
47:32fazer esse dinheiro
47:34entrar em contato
47:35com o sistema
47:36financeiro americano.
47:37Esses bancos
47:38poderão ser
47:39sancionados,
47:40punidos,
47:41e se eles
47:42tiverem operação
47:44dentro do mercado
47:44americano
47:45em relação
47:45com os Estados Unidos.
47:47Ninguém vai vir aqui
47:47fechar um banco
47:48que trabalha
47:49e que trabalhe
47:50somente dentro do Brasil
47:51se esse banco
47:52quiser ter
47:52uma atividade
47:53criminosa
47:54com o PCC.
47:55O que é que acontece?
47:58o FAC
47:59e não vai sair
48:00sancionando
48:01o Itaú,
48:02o Bradesco,
48:03porque são bancos
48:04constituídos,
48:05são bancos
48:05que têm
48:06seu sistema
48:06de compliance
48:07e nenhum banco
48:07desse vai
48:08se prestar
48:09a ser
48:10uma estrutura
48:11de lavagem
48:12do dinheiro
48:12do PCC.
48:13Agora,
48:13o que acontece?
48:14As operações
48:15da polícia
48:16identificaram
48:17recentemente
48:17que existiam
48:19fundos de investimento
48:20que foram
48:21recentemente criados,
48:22essas novas
48:23instituições financeiras
48:24que brotam por aí,
48:25fintechs,
48:26etc.
48:26e tal,
48:27que efetivamente,
48:29deliberadamente,
48:29estavam trabalhando
48:30em favor do PCC.
48:32Essas organizações
48:33entram nesse rol
48:34em que seriam
48:35políticas.
48:35O Brasil está fazendo
48:36isso de alguma forma,
48:37mas elas seriam
48:38proibidas de operar
48:39no sistema americano
48:40com dólar,
48:41ou seja,
48:41teriam uma série
48:41de outras punições
48:44envolvendo a isso.
48:45Mas é absurdo
48:47falar que vai afetar
48:48a economia.
48:48A não ser que o Brasil
48:49fosse um narco-estado.
48:51Fosse um narco-estado,
48:52toda a nossa economia
48:54estivesse enraizada,
48:56consumida pelo narcotráfico,
48:57mas mesmo assim,
48:59eu suspeito
49:00que isso não chegaria
49:01a esse nível,
49:02ou seja,
49:03é um exagero.
49:04E é quase uma confissão,
49:06eu até fiz esse comentário
49:08hoje mais cedo
49:08contigo com uma conversa
49:11que você usou
49:12no site da Cruzoé,
49:14é quase uma confissão
49:16de incapacidade
49:17e deficiência
49:17do nosso sistema financeiro
49:19de manter boas práticas.
49:20Que não faz sentido,
49:21porque o Brasil
49:23tentou,
49:23no ano de 2016,
49:2515 e 16,
49:27atender os requisitos
49:29para entrar
49:30no mercado financeiro
49:33de uma forma mais limpa,
49:34criou-se a lei
49:35antiterrorismo,
49:36atendendo-se
49:36todas
49:40as exigências
49:41para melhorar
49:42as suas práticas financeiras,
49:43ou seja,
49:43o Brasil é um país
49:44maduro,
49:45um país moderno
49:45que não deveria
49:46ficar preocupado
49:47com esses comportamentos
49:48de republiqueta bananeira.
49:51Infelizmente,
49:52o presidente Lula
49:55tem agido
49:56e se comportado
49:56como se fosse
49:57um presidente
49:57de quase um país na arco.
49:59E não é,
50:00o Brasil não é um país
50:01na arco-traficante.
50:01Não chegou ao nível
50:03de uma Bolívia,
50:03não chegou ao nível
50:04de uma Nicarágua,
50:05tampouco ao nível
50:06venezuelano.
50:07E não chegará,
50:09creio,
50:10ainda sou otimista,
50:11mas esse comportamento
50:13de que vai quebrar bancos,
50:14que vai fechar bancos,
50:15é falso,
50:17é absolutamente falso.
50:19Ele pode levar
50:21um custo maior
50:22para as instituições financeiras
50:24no sentido de melhorar
50:25o compliance,
50:25mas no final do dia
50:26eu acho que não muda nada,
50:28porque as nossas instituições
50:29já melhoraram muito
50:30as suas práticas.
50:31ao longo da Lava Jato,
50:33da ODIAR da Lava Jato,
50:35já foi,
50:35já levou à melhoria
50:36das práticas,
50:37já fez,
50:38então seja,
50:39não faz sentido,
50:41não faz sentido
50:41esse argumento de,
50:43ah,
50:43é uma coisa importante
50:44sobre a questão
50:45de afetar as investigações
50:46das organizações criminosas,
50:48é com todo respeito
50:49ao procurador Lincoln
50:50e a essa nota
50:52da Secola,
50:54eu não consigo,
50:55não consigo vislumbrar
50:56o que afetaria,
50:58porque todas
50:59as investigações
51:00de grupos terroristas
51:01que se desenvolveram
51:02no Brasil até hoje,
51:03todas,
51:05100%,
51:06se deram,
51:07não porque o Brasil descobriu,
51:10não porque o Brasil
51:11fez sozinho,
51:13não,
51:13porque ocorreu
51:14mediante colaboração
51:15e cooperação internacional,
51:17todas,
51:18operação hashtag,
51:19as células do Hezbollah
51:21que foram identificadas
51:22em Belo Horizonte,
51:23foram identificadas
51:23em Brasília e São Paulo,
51:25os grupos em atuação
51:26na Tríplice Fronteira,
51:28o caso de um operador
51:30do Hezbollah,
51:31Hamdar,
51:31que usava o Brasil
51:32com o base,
51:33planejou atentados no Peru,
51:34o caso de um atentado
51:37que foi frustrado
51:39no ano de 2006,
51:41em Washington,
51:42quando se tentou explodir
51:43de um aeroporto
51:43do Kennedy,
51:45o JFK em Washington,
51:46foi feito com colaborações,
51:49esse terrorista
51:49havia vivido no Brasil
51:51e na Guiana,
51:52ou seja,
51:54em uma dessas investigações
51:55é genuinamente brasileira,
51:57essa cooperação existe,
51:58segue continuando a existir,
52:01e não é verdadeira,
52:02não é verdadeira
52:04a informação
52:05de que a investigação
52:06de terrorismo
52:07é do âmbito militar,
52:09o FBI fez parte
52:12de todas as investigações
52:14e o que muda,
52:15o que muda
52:16no sentido do Brasil,
52:18é um pouco,
52:19eu vejo isso,
52:21eu vou projetar um pouquinho
52:22a questão,
52:22por exemplo,
52:23do Hezbollah,
52:24o Brasil não reconhece
52:25o Hezbollah
52:25como grupo terrorista,
52:26Hamas,
52:27para o Brasil,
52:28o Hezbollah
52:29é um partido político,
52:30e o Hezbollah
52:31é de fato
52:32um partido político,
52:33mas o Hezbollah
52:34é uma coisa
52:35muito complexa,
52:36ele é partido político,
52:37ele é milícia,
52:38ele é instituição
52:40filantrópica,
52:41ele por essa
52:44complexidade organizacional
52:45do Hezbollah,
52:46ele causa uma dificuldade
52:48de designação,
52:49mas o Brasil não reconhece
52:50o Hezbollah
52:51como terrorista,
52:52e ao não reconhecer
52:53o Hezbollah
52:53como terrorista,
52:54o que ele ofereceu
52:55ao Hezbollah?
52:56Ele ofereceu
52:56para o Hezbollah
52:57uma plataforma
52:58de operação
52:58muito produtiva,
53:00em que o Hezbollah
53:00lava dinheiro,
53:01que o Hezbollah
53:01faz recrutamento,
53:05e toda vez
53:06que eu interagir
53:06com pessoas,
53:07seja nas Forças Armadas,
53:09seja na Polícia Federal,
53:10não 100%,
53:11mas a maioria,
53:12de longe,
53:13a maioria,
53:14acredita que a designação
53:16é uma invenção,
53:17porque os Estados Unidos
53:18querem dizer o que tem
53:19que ser feito no Brasil,
53:21então,
53:21ou seja,
53:22fica um nacionalismo
53:25infantil,
53:25no sentido de que fica,
53:27não,
53:27nós que vamos ditar
53:28as nossas regras,
53:29então,
53:29tá bom,
53:30ditem as suas regras,
53:31tome suas providências,
53:32mas não se toma,
53:33e minha impressão
53:35é que é por uma comodidade,
53:37existe uma imagem,
53:38uma impressão dentro
53:39de muitas autoridades brasileiras
53:41de que não agindo
53:42o problema não acontece,
53:43não chamando o problema
53:44pelo nome,
53:45como terroristas
53:46ou como organizações,
53:47como tais,
53:48o problema não existe,
53:50e,
53:50tivesse um minuto,
53:51sei que a resposta está longa,
53:52mas, assim,
53:52por que que Hezbollah,
53:54por que,
53:54perdão,
53:55PCC e Comando Vermelho
53:56foram designados?
53:58Terrorismo não é mais
53:59aquele conceito estático
54:01dos anos,
54:02do século passado,
54:03que era pautado
54:04por ideologia,
54:05ideologia anticolonial,
54:07por ideologia política,
54:09social,
54:10ou anticolonialista,
54:11ou ideologia política,
54:12ou por matriz religiosa,
54:16separatista,
54:17enfim,
54:17não,
54:18ele se transformou,
54:20e o PCC
54:22e o Comando Vermelho,
54:24eles entraram
54:25nesse processo de evolução,
54:26adotaram práticas terroristas,
54:28o fato do PCC
54:29usar carro-bombo
54:30para tentar explodir
54:31a Bolsa de Valores
54:32de São Paulo em 2002,
54:34se não é terrorismo,
54:35eu não sei o que é,
54:36estou falando de 2002,
54:38ou seja,
54:39eles adotaram
54:40práticas terroristas,
54:41o terrorismo hoje,
54:42ele tem que ser visto
54:42mais como tática,
54:44como método de ação,
54:46do que um conceito,
54:47as pessoas,
54:48eu ouvi,
54:48por exemplo,
54:49alguns procuradores
54:50dizendo,
54:50ah,
54:50o PCC não é terrorista,
54:51o PCC visa o lucro,
54:53sim,
54:54o Hezbollah visa o lucro,
54:55o Hezbollah faz tráfico
54:56de cocaína
54:56para obter dinheiro,
54:57o Hezbollah faz
54:58operações de lavagem
54:59de dinheiro
54:59com carros usados
55:00aqui no Canadá,
55:01ou seja,
55:03as organizações terroristas
55:05também fazem dinheiro,
55:06se preocupam com dinheiro,
55:07a Al-Qaeda do Magreb
55:08faz tráfico
55:10de orgaxia,
55:11de cocaína,
55:12de todo o norte da África,
55:13que move dinheiro
55:13para todos os lados,
55:14ou seja,
55:15sem dinheiro não se faz
55:16a organização,
55:17agora,
55:17o fato de que
55:18o objetivo central
55:20do PCC
55:20é movimentar dinheiro
55:21e fazer narcotráfico,
55:22que é a característica deles,
55:24não impede que eles
55:25tenham adotado
55:26e assumam
55:27práticas terroristas.
55:28O PCC opera
55:29em quase 30 países,
55:30Graéb,
55:31do...
55:31Sim,
55:32Leonardo...
55:32Ou seja,
55:32eles estão operando,
55:33são operador logístico
55:35do Hezbollah na África,
55:37eles fazem a cocaína chegar,
55:38sair do Porto de Santos
55:39e chegar até eles,
55:41sabe,
55:41ou seja,
55:42o Comando Vermelho
55:43opera na Fronteira Norte,
55:44fazendo esse fluxo
55:45para vários provedores,
55:47trabalhando com as FARC,
55:48ou seja,
55:49o Brasil precisa amadurecer
55:50em relação a isso,
55:51não é digno mais
55:52para o povo brasileiro
55:52ficar na mão de uma ideologia
55:55política que não quer
55:56se envolver com esse problema.
55:57Tá,
55:57Leonardo,
55:58a gente só tem mais
55:58três minutinhos de programa,
56:00está acabando,
56:00então é uma última pergunta
56:01bem breve,
56:02porque um dos argumentos
56:04que está sendo usado,
56:05principalmente pelo Lincoln Gakia,
56:06e que ele está pautando
56:08muito a imprensa brasileira,
56:10é de que se vira
56:11organização terrorista estrangeira,
56:14isso deixa de estar
56:15sob a alçada do FBI,
56:17passa para a alçada
56:18da CIA,
56:20e a CIA
56:21não tem colaboração nenhuma,
56:22não tem transparência
56:24nenhuma.
56:25Rapidinho,
56:26isso faz sentido?
56:29Faz e não faz,
56:30porque, por exemplo,
56:31a CIA tem mandato
56:32para atuar
56:33fora dos Estados Unidos,
56:34a CIA não atua
56:35dentro do território americano,
56:37e a CIA possivelmente
56:38já estava atuando
56:39no caso
56:39das organizações
56:40criminosas brasileiras
56:42antes de qualquer designação,
56:43então,
56:44ou seja,
56:47mais uma vez,
56:47com todo respeito,
56:48não faz sentido,
56:49porque, ou seja,
56:50a designação ou não,
56:51não significa
56:52uma barreira
56:52para uma atuação
56:53da CIA
56:54investigar qualquer coisa
56:55fora do território americano,
56:56absolutamente,
56:57não representa
56:57nenhum impensivo,
56:58então,
56:59não muda,
56:59não muda se a CIA
57:00vai se meter ou não,
57:01e se a CIA
57:02colabora ou não
57:03com uma investigação,
57:06também não faz muito sentido,
57:08porque algumas das,
57:09a Wikileaks revelou
57:10que eles ajudaram
57:11em muitas investigações
57:12dentro do Brasil.
57:13Agora,
57:14quanto à questão
57:14do FBI,
57:15não é correto
57:17que o FBI
57:17deixa de atuar
57:18como investigação
57:19antiterrorismo,
57:20o FBI tem como
57:21mandato a investigação
57:22dentro das ações
57:23internas
57:23nos Estados Unidos,
57:25e por essa razão
57:26da investigação
57:27do PCC
57:27atuar diretamente
57:29dentro dos Estados Unidos,
57:30as investigações
57:31do FBI
57:31sobre as redes
57:32de lavagem
57:33do PCC
57:33são automaticamente
57:35compartilhadas
57:36com as autoridades
57:37brasileiras,
57:37então,
57:38ou seja,
57:38eu acho que tem
57:39um assombro
57:41muito desproporcional,
57:42não faz muito sentido
57:42o que está acontecendo.
57:44Leonardo Curtin,
57:45super obrigado aí
57:46pelos seus esclarecimentos,
57:47você viu aqui
57:48que o pessoal
57:49do chat
57:49gosta de você,
57:50então,
57:51apareça mais
57:52aqui com a gente,
57:53parabéns aí
57:53pelo X-Gin-Poo,
57:56adorei o bonequinho.
57:59Muito obrigado,
58:00Léo,
58:00bom final de semana.
58:02Obrigado,
58:03tchau,
58:03Graebi,
58:04obrigado,
58:04Duda,
58:04obrigado ao
58:05protagonista,
58:06tchau.
58:07Tchau,
58:07valeu.
58:08E vou pedir para a produção
58:09então colocar no ar
58:11o resultado
58:11da nossa enquete,
58:12vamos ver o que
58:13que vocês responderam,
58:14a designação
58:16de PCC e CV
58:17como terroristas
58:19vai melhorar
58:21o combate ao crime,
58:22olha aí,
58:2352%,
58:23segunda opção
58:25foi frustrar
58:26a reeleição
58:27do Lula
58:28com 32%,
58:29acabar com o PIX
58:319%
58:32e provocar
58:34uma invasão
58:35americana
58:35só 7%.
58:37Bom,
58:38esse programa
58:38vou ler aqui
58:39a ficha técnica,
58:40apoio técnico
58:40do Giovanni Fernandes,
58:42equipe audiovisual
58:43Robson Negrini,
58:45Everton Almeida
58:46e JP Sicala,
58:47gerente de audiovisual
58:48Gustavo Vernilo,
58:50jornalismo Rodolfo Borges,
58:52editor-chefe
58:52e Renato Barcelos,
58:54produtor.
58:55É isso daí,
58:55gente,
58:56sextou,
58:56um bom final de semana
58:57para vocês todos,
58:58tchau.
58:59Eu preciso construir
59:00uma narrativa
59:01para destruir
59:02o inimigo.
59:03Que vingança.
59:04Estou aqui
59:04para me vingar
59:05dessa gente.
59:05Pretendo beneficiar
59:06o filho meu,
59:07sim.
59:07Confesso publicamente
59:09que eu votei no Lula.
59:10que eu votei no Lula.
59:40e oente isso aí.
59:42O que eu votei no Lula?
59:43Que dê a final Щetas é a final,
59:47Eu foodi no Lula.
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