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Valle Salvaje 428, Valle Salvaje 429 ,Valle Salvaje Capitulo 429,Valle Salvaje Capitulo 428

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Transcrição
00:00Eu acho que Maria não é sua filha.
00:01Você não pode estar falando em sério.
00:02Você não tem por que pedirme permissão para pedir a matrimonio à mulher que amas.
00:06É que não é seu permissão o que busco.
00:07Então, suponho que...
00:09Você não era bom.
00:10Pois, nesse caso, quem a tem?
00:12Emhorabuena.
00:12Sabe Deus que sou sincero quando desejo muita sorte com Peppa.
00:15Escute alto e claro como disseram que Adriana tinha um garoto.
00:18Um filho, don Rafael.
00:20E não uma filha.
00:21E desde então não parou de pensar em minha cabeça o que lhe fizeram a Adriana.
00:25Lucia, por favor.
00:26Eu lembro que de todos os implicados, sou a que mais se joga com tudo isso.
00:30Todos nos jogamos muito com tudo isso.
00:32Mas eu sou a única que se enfrentaria a uma condena.
00:34Estava convencida de que estava ao corriente de que o padre debia uma enorme quantidade de dinheiro a meu esposo.
00:41Não parece que uma vez que a doña Enriquita lhe tenha reclamado este dinheiro,
00:46começam a aparecer todos estes rumores?
00:48Não sei se o sigo.
00:49Bom, é que se eu fosse a Damasco e quisiera acabar com você e com sua família...
00:55Que melhor momento que este para hacerlo.
00:59Mercedes han tentado destruirme e não vão parar até conseguirlo.
01:03E a necessito ao meu lado.
01:04Natanasia, eu não posso me sentir mais mais feliz por o que você preocupa por mim e por a menina.
01:09Mas eu acho que talvez o estás fazendo no exceso.
01:11Faça o que seja necessário, mas consiga que Matilde continue pensando que está encienda.
01:16Me dá igual como.
01:17Você acha que a menina se parece a sua irmã Adriana?
01:19O único que sei é que é tão guapa como ela.
01:22Já não aguanto mais.
01:23Por todos os santos, que fazes?
01:24Que fazes?
01:25Recuperar a minha filha.
01:27Vivir a minha filha em casa.
01:33Rosalía...
01:34É que has perdido a cabeça.
01:36A onde você acha que vai?
01:38Leonor, quítate de em meio.
01:41Não me penso mover daqui até que não deixasse a minha filha onde estava.
01:44Vamos.
01:45Não me deixe de deixar.
01:46Rosalía, não me hagas repetírtelo.
01:49Pode vir alguém em qualquer momento e como nos vean assim...
01:51E que...
01:53Que pasa se me ven com ela?
01:55Sou sua mãe.
01:59Por favor, entra em razão.
02:02Por que desportar que cualquera que entre pode cogerla em braços e eu não?
02:07Quando é comigo, com quem deveria estar?
02:09Sou eu quem deveria alimentá-la e não essa mulher?
02:13É minha filha.
02:14Não a do Duque, nem a de ninguém mais.
02:16É minha filha.
02:19É a tua filha, Rosalía.
02:21Mas calma.
02:23Não podemos fazer as coisas assim.
02:25Ten um pouco de cabeça, por favor.
02:27Não podemos coger a minha filha em braços e sacá-la do palácio assim, sem mais.
02:31A onde chegaríamos as três?
02:33A onde chegaríamos?
02:35A onde chegaríamos?
02:35Nem a metade do caminho.
02:36Enquanto ao Duque lhe fecharam falta, se nos echariam em cima os seus homens.
02:39Não, se nos damos prisa.
02:43Nos prenderiam, Rosalía, nos desterrariam.
02:47Ou pior, nos executariam disparadas.
02:52Ejecutariam por o que é meu.
02:54Sim, mas não tem forma de prová-lo.
02:56O Duque lhe tem por sua.
02:59Assim se sente, tanto como você pode sentir.
03:02Eu sou sua mãe, mas ele é Duque.
03:06Um Duque que quer sua filha por cima de todas as coisas.
03:10Não tendríamos piedade com nós.
03:22Aqui não se calma.
03:26Está incómoda.
03:28Olha, não me busca.
03:29Que passa?
03:30Rosalía, não é isso.
03:31Dá-me-la.
03:32Dá-me-la, por favor.
03:33Por favor.
03:33Por favor.
03:35Não quer estar comigo.
03:36Não é isso, Rosalía.
03:38Dá-me-la.
03:38Trae, trae.
03:39Trae.
03:40Não é isso.
03:42Por favor.
03:50Ya está.
03:52Já está.
04:05Por salida
04:08Vamos a fazer as coisas
04:09Paso a passo
04:11E o primeiro é ganharmos
04:13A confiança de don Rafael
04:16O necessitamos
04:17Sem ela nunca nos crecerá
04:18Quando lhe contemos a verdade
04:19E há de creermos
04:20E entre tanto, o que?
04:25Entre tanto, habremos de seguir
04:26Como hasta agora
04:27Eu de Haya
04:28Tu de criada
04:29Não é justo
04:32Lo sé
04:35Pero antes has dicho que
04:37Que não é justo
04:38Que não podes estar com a tua filha
04:41Seria justo
04:41Que nos a levásemos
04:44E a condenásemos a uma vida
04:46Azarosa e grande
04:47Sem poder quedarnos em nenhum lugar
04:49Por medo a que nos descubran
04:51É isso o que queres para a tua filha, de verdade?
04:54Por supuesto que não
04:57Porque tu só deseas o melhor para ela
05:01E para poder dárselo
05:05Primeiro has de armarte de paciencia
05:11Agora vete
05:12Don Rafael
05:13Don Rafael não tardará
05:15Quando podré volver a verla?
05:18Eu te avisarei
05:21Hermana, eu...
05:22Eu sei o difícil que é isto para ti
05:26Pero eu vou estar a teu lado sempre
05:29E te prometo
05:30Que algum dia
05:33Tu hija te chamará madre
05:53Como já sabes
05:54Quando o tio voltou ao loalle
05:55Tratou de cobrar o que o padre lhe adotou
05:59E morreu sem conseguirlo, né?
06:02Sim, assim foi
06:11Por o que tenho entendido
06:12Quando chegaron
06:13A tia e o primo padre
06:14Eles fizeram ver que a deuda estava saldada, né?
06:17Sim, assim foi
06:18Eles mostrou um livro de contas
06:19Que na realidade estava falseado
06:24Pensé que com o tempo
06:25Habías saldado a deuda
06:26Con a família
06:26Mas já vejo que não foi assim
06:29E a tia Henriette?
06:31E te comentou algo mais do assunto?
06:32Não
06:33Já te he dicho que não se interrompieron
06:35Por isso acudí a verte a ti
06:37
06:40Tu sabes a quanto estende a deuda?
06:43Pois não
06:44Não, o certo é que não tenho nem a menoria
06:48Padre, esse dia me disse que
06:50Ascende a uma cifra bastante considerable
06:52Hum
06:55Hemos de saber o quanto antes, irmão
06:56Para saber a lo que nos enfrentamos
06:58E como queres que o hagamos?
07:04Com o padre não vou falar
07:06Porque vamos acabar, como sempre, a la gresca
07:08Não sei, talvez o melhor seja
07:13De perguntar-se-lo diretamente a tia
07:16A tia?
07:18Você está seguro de que isso é uma ideia?
07:21Não
07:23Não
07:25Mas não sei, acho que é a única solução
07:28Não sei, por Deus, irmão, que isso cada dia me resulta mais desconcertante
07:41Que faz, padre?
07:43Por que faz tudo isso?
07:45Não sei capaz de compreender o que...
07:49Os me aliviam saber que não sou o único que lhe passa
07:50Olha que ele sempre nos dizia, ele é o primeiro em dizer-nos-lo
07:53E, filhos, pedir prestado é algo que entraña a zares
07:58É algo que deve fazer-se continuo para não ver-se em mãos de um usulero
08:02E o seu futuro comprometido
08:03Sim
08:05Recuerdo como se lhe estivesse olhando
08:07É que crecí pensando que meu padre era o dueño de todas as situações
08:12E de repente, um bom dia, de noite a noite, me dizem que estamos em mãos do tia Domingo
08:17É absurdo
08:18Hombre, talvez ao ser família se confiou
08:20E tomou menos precauções de as habituales, pode ser, não?
08:25O tia Domingo era família, mas era prestamista, irmão
08:28E de os prestamistas era o mais perigoso
08:31E a seu padre lo sabia
08:33E, ainda assim, deu o passo
08:35E sabes que é o peor agora?
08:42Que sou eu quem a demandar este desatino
08:44Eu
08:54Luisa, se pode saber que lhe has ido a contar a don Rafael?
08:59Já o sabe
09:01Senhorita, lhe vou pedir uma coisa, por favor, cálmese
09:03Que me calme
09:04Estive dando voltas e creí que o melhor é que o supiera
09:07Que tu creíste
09:08E que pasa comigo
09:11Isso me atañe tanto como a ti
09:13Se ibas a contárselo, se ibas a falar do que eu havia feito
09:16Não crees que o justo teria sido que me... que me dijeras algo?
09:19Lo lamento, de verdade, lamento
09:20Não queria perjudicarle
09:21Pois, o has feito
09:22Ha venido a demandarme explicaciones
09:24Me he precipitado, o sei
09:26Mas no fundo do meu coração, eu sabia que esse homem tinha que saber a verdade
09:29A verdade, Luisa
09:32Se nem sequer nosotras, depois de tanto tempo de averiguaciónes, sabemos qual é
09:38Que só lhe has contado sospechas provocándole... dudas
09:42E saber todo o daño que lhe has feito a sua filha
09:45Pois por isso mesmo se lhe conté
09:47Porque não é sua filha
09:50E se lhe é?
09:53Não, que não a está criando como a tal
09:56E se sembrou no don Rafael
09:57Unas dúzas que a pobrecita arrastrará toda a sua vida
09:59Mire, senhorita, eu já lhe disse o que pasaria
10:03Lhe disse que se abria uma mínima possibilidade de descobrir a verdade
10:05Eu não ia parar
10:06A costa do que seja
10:08De levarte por delante a unha inocente
10:10Que como pode ser tan obtusa o lamento?
10:13Pero se o que não vese decidido abandonar
10:14Eu não he abandonado
10:16Toma, é o que está fazendo
10:18Não, não, eu confese que me sentia perdida porque não avançávamos
10:21Hacia nenhuma direção
10:23Porque o nen, o suposto hijo de Adriana se desvanecido
10:26Que não se desvanecido, que se o han levado
10:29Que não é nenhum misterio
10:30E onde está?
10:31Não o sei
10:32Mas não diga que não temos avançado quando não é verdade
10:35Ah, não?
10:36Não
10:37Sabemos o que nos referiu a Aurora
10:40Sabemos que Adriana pariu a unha e sabemos que tanto você como eu
10:43Escuchamos o mesmo llanto na cabaña
10:46E você acha que tudo isso justifica o que has feito?
10:52É que não podes ir a um pai
10:53A dizer que é sua filha
10:55Ou a que acha que sua filha não o é
10:59Maria é o único
11:00Que lhe queda de Adriana
11:01E eu o sei
11:03Mas creando que se...
11:05Mas nada
11:08Partirle o coração não foi uma boa solução
11:35Me alegra que esteja aqui
11:36Me alegra que haya decidido irse a dormir mais tarde
11:40Por que, don Hernando?
11:42Porque estava inquieto por você
11:44Por mim?
12:00Supongo que não deve ser fácil
12:02Não vai estar em boca de todo o mundo para mal
12:05Por supuesto
12:07Porque, mais
12:09Sabendo
12:10De quem é a culpa de tudo isso
12:14Suponga, então, que sou demasiado estúpida para saberlo
12:17E ilumíneme
12:17Bueno, de seu esposo, que seu descuido nos ha levado a esta tan lamentável situação
12:51Mi esposo é José Luis Galvez de Aguirre
12:52E a satisfação
12:53De o contrário
12:54De o contrário que é, senhor Márquez
12:56Pois as consequências seriam funestas, sobretudo para você
12:58E supongo que nós tampouco saldremos indemnes
13:03Então, você tem que dizer o que já sabia
13:06Não, só eu venido
13:09Porque estava preocupado por você
13:11Você tem falado outra vez com Damas
13:13Ou era...
13:14O que ele disse?
13:15Não tenho nada que falar com esse homem
13:17Ah
13:19Seguro?
13:20Sim
13:22Conociéndola como a conozco
13:23Me extraña, não?
13:25Que não tenha ido a pedirle explicaciones
13:28Conociéndome
13:30Pois é uma mulher proclive a esses acessos de intemperância
13:35É possível, sim
13:36Mas não foi assim nessa ocasião
13:38Ah, e pode controlar seus impulsos de estrangularle com suas próprias mãos
13:42A verdade é que não me hubiera parecido mal
13:44Não se o merece
13:45Ese desgraciado, não?
13:47Com o que vocês dois foram
13:52Deberia haverla protegido
13:55E em lugar de isso, o que ele fez?
13:58Despeñarla
14:01Ganas não me faltaram
14:02E que ele fez contê-se?
14:05A prudência
14:07A prudência
14:08A prudência
14:08Que foi o que me recomendou a você
14:10Que fosse prudente
14:11Aunque não foi uma recomendação
14:13Sino uma ordem
14:14Ah, assim que o fez por obediência a mim?
14:18Assim é
14:20Me extraña
14:21En você nunca sido uma mulher
14:23Que lhe goste
14:24Obedecer
14:26Quando não tenho outro remédio
14:29Ah
14:30Senão de inteligência
14:32Porque seguro que tampouco se lhe escapa que
14:36Se isto ao final acaba demonstrándose
14:39Su castigo será infinitamente superior
14:41Al que sufran Damos
14:43O José Luís
14:45Entendo que por ser mujer
14:47Por ser mujer
14:47E por carecer
14:48De apellidos nobles, Victoria
14:53Eso é o que me condenará
14:54Vale, pero não avancemos acontecimentos
14:58Não esperemos que todo isto se resuelva
15:02E que possa demonstrar sua inocência
15:04De o contrário
15:07Bom, não
15:10De o contrário
15:11Sentiré
15:13Compasão por você
15:16Porque o castigo que você vai
15:18A sufrir
15:20Não se o desearia
15:23Ni ao mais feroz
15:24De meus inimigos
15:53Não se o desearia
15:56A sufrir
15:58Olá, bom dia, Martim. E o Don Amadeu, ainda dormiu?
16:03Não, não, ele vai ao gallinero por huevos. Por quê?
16:06Porque se nos acabou a miel e a necessito para o desayuno.
16:10Ah...
16:11Que alimenta.
16:12São uns panes que ia levar a casa pequena por encargo de Don Amadeu.
16:16Dá-lhe a graça.
16:17De sua parte.
16:19E com respeito a a miel, acho que sobrava um tarro...
16:23Aí.
16:26Muita graça.
16:28Pois se queres vamos junto a casa pequena e assim me pones um pouco ao dia de como te vas
16:32por palacio.
16:34Te importa levar a ti os panecillos? É que hoje tenho um dia muito agitado e assim me ahorras o
16:38caminho.
16:39Mas se está aqui ao lado, se são dois passos de nada.
16:41De verdade que hoje vou necessitar tempo até para respirar, Pepa.
16:45Bueno, podes ponerme ao dia mentre faenas.
16:47Que tal? Tudo bem por palacio?
16:50Si, si, si.
16:51Sempre tens tanta faena?
16:53Pois depende.
16:55E hoje sabes cuándo acabará?
16:57Não, não, não sei.
16:59E quando o sabrá?
17:01Pois é que na casa grande nunca o sabes.
17:03Há vezes que acabas antes, há vezes que acabas depois.
17:05Há vezes que pensas que has acabado e...
17:06Já, já, claro. Sim, sim. Lo entendi.
17:08É que esta tarde vou a ir ao pobo com Francisco.
17:10E vamos a cenar na taberna.
17:14Pois me alegro muito, passando muito bem.
17:16Você gostaria de acompanharmos?
17:19O que me goste ou me deixe de gostar, Pepa...
17:22Estou segura de que o pasaremos bem.
17:24Como antes, te acuerdas?
17:26Quando íbamos os três juntos a todas partes.
17:29Sim, sim, claro que me acuerdo como olvidarlos e o pasávamos de maravilha.
17:33E não o echas de menos.
17:36É que as coisas han cambiado muito desde então.
17:39Bom, mas podem voltar a mudar.
17:41Se os três ponemos de nossa parte e fazemos um pequeno esforço,
17:44eu acho que mereceria a pena voltar...
17:46Não se trata de fazer esforços, Pepa. Não é isso.
17:48E então, de que se trata?
17:49Que já não é minha amiga ou amiga de Francisco.
17:51Agora é sua novia. E seria bastante raro se salíssemos os três.
17:56E se avisamos a alguém? Por exemplo...
17:59Leonor?
18:01Está muito preocupada com a niña.
18:03Pois, Rosalía. É muito simpática e muito guapa.
18:06Não te parece?
18:07Sim, o que não quero é sair os quatro juntos.
18:09Não quero mentirte, Pepa, mas é assim.
18:12Não tenho ânimos para sair com vocês.
18:15Espero que o entiendas.
18:19Acaso, mais adelante?
18:22Acaso, mais adelante.
18:28Obrigada.
18:29Que tenha um bom dia.
18:50Que eu tenho pouco tempo no ducado. Eu sabia dessa deuda, mas não tinha a menor ideia de que não
18:55estava soldada.
18:56Já nos imaginávamos algo assim, Rafael.
19:00Nadie te acusa de nada.
19:02Verdade que não, Raul?
19:03Não, ninguém, ninguém.
19:06De haver sabido que a quantidade não estava pagada,
19:09créanme que não teria permitido que chegamos até este extremo.
19:11Eu acredito.
19:13E agradeço que nos reunas para darnos explicaciones.
19:17Sou eu que está agradecido com você, tia.
19:21Por quê?
19:23Por sua discreção.
19:26De fato, quando veio a contávê-lo, considero que o fez bastante tacto.
19:31Bom, te confesso que se me atrevei a falar contigo de isso, é porque te hacía enterado de tudo.
19:39Eu supongo.
19:42Não sabes quanto me alegra que compreendas que a reclamemos.
19:48Hemos esperado muito tempo, um tempo mais que considerable.
19:53É uma deuda que vem desde muito longe.
19:56Realmente...
19:56Bom, é que houve uma época em que teu tio Domingo fez muito dinheiro.
20:02Bom, naquele momento, tu nem soñabas com ser Duque.
20:06Aún vivia Julio.
20:08Sim, mas eu nunca soñei com ser Duque Brablio, nem quando vivia Julio, nem depois.
20:14Supongo que tu padre se veria em algum apuro.
20:21E se lhe sou sincero, o que mais me preocupa agora é o tamanho de esse apuro.
20:28Seriam tão amáveis de decirme a quantos cinde a deuda.
20:33Querida, me alegra tanto verla tan animada e com tan boa cara.
20:36Obrigada, doña Mercedes.
20:38O certo é que já vejo o horizonte claro.
20:41Aunque há uma nube que ainda escurece um pouco o céu.
20:44Que nube?
20:46Atanasia.
20:48Mas...
20:48Que quer dizer? Me dá a impressão que está entregado a você em corpo e alma.
20:52Está. E esse é o problema, que talvez...
20:55Está demasiado obsesionado com a prenia, doña Mercedes.
21:00Está a la que salta.
21:02Bom...
21:02Isso não é nada malo.
21:04Não é malo, mas não pode estar pendente de mim todo o tempo.
21:07Não é bom para ele, não é bom para mim e...
21:09A fin de contas, a natureza é mais sabia que qualquer um dos dois.
21:13Eu acho que é completamente normal que tenha temores.
21:16Ao fim e ao cabo, é seu primeiro filho.
21:19E é certo que você passou certos padecimentos nas primeiras semanas.
21:24Sim.
21:25Sim, mas já me encontro muito melhor.
21:28Dona Atanasio.
21:29Buenos dias, senhora duquesa.
21:32Siéntese, ocupe meu lugar.
21:33Não, não, não. Por favor, não se levante por mim.
21:35De verdade, eu já havia terminado. E assim...
21:37Les deixo a solas.
21:38Não, não, não. Já recojo.
21:39Querida, não se preocupe. Não me custa nada.
21:41Mercedes, como vai...
21:42Por favor.
21:43Usted, quanto menos esfuerzo haga, melhor.
21:47Verdad, querido?
21:48Eso é certo.
21:56Buenos dias.
21:57Buenos dias.
22:03Atanasio, he ouído que...
22:05que Benigna se va a quedar en el baile.
22:10Não habrás tenido algo que ver.
22:14Pode?
22:16Sim ou não.
22:18Não lhe pedido que se quede, se é o que estás pensando.
22:21Só lhe sugerido que não se vá por o que possa pesar.
22:24Ou seja, que sim.
22:25Bom, Matilde, não sei o que te sorprende.
22:27Já sabes que me gusta tenerla cerca.
22:29Atanasio, essa mulher, além de atenderme a mim,
22:31tem mais trabalho, está ocupada.
22:32Só será até que dê saúde.
22:34Cosa para a que faltan meses.
22:36Matilde, eu tampouco a obrigada.
22:38Se queda porque quer.
22:40Porque quer ou porque te has puesto um pouco pesado com ela?
22:42Pesado.
22:43Pesado.
22:44Atanasio, tudo está bem.
22:45Está bem, já...
22:46Já não sinto mareos, ni angustias, e a criatura está crescendo sana em mi vientre.
22:50Pero não has volto a notá-la?
22:52Ou me equivoco?
22:53Não.
22:54Não te equivocas, pero...
22:55Pero não preciso sentir-la para saber que está aqui.
22:58Já a sentir-la quando crez-ca.
23:01Quando seu padre a saque de suas casillas.
23:04Tendrei eu que ver algo.
23:05Não vai ter nada que ver se não has engendrado tu.
23:10O homem é o que mais quero.
23:16O homem é o que mais queres está echa o lío.
23:21Atanasio.
23:22A ver...
23:26Tu criatura...
23:27É forte.
23:29Se vai a ferrar a vida e não se vai rendir.
23:34Eu sou como o homem.
23:35Não me perguntes como o sei.
23:38O sei e já está.
23:39Estou convencida.
23:51Perdona, minha inseguridade.
23:53Não tenho nada que perdonar.
23:55Mas tens de meter-te na cabeça.
23:57E não estou enferma.
23:58Estou encinta nada mais.
23:59O sei.
24:00O sei.
24:01Como já te he repetido até por irte, não estou disposto a correr nenhum risco.
24:05Correr nenhum risco.
24:05Exato.
24:06Ni contigo, nem com o filho.
24:07O filho.
24:09O filho.
24:10O filho.
24:15O filho.
24:30O filho.
24:32O filho.
24:33O filho.
24:33Mas agora mesmo me resulta completamente impossível reunir toda essa quantidade de uma.
24:40Sim, é uma suma mais que considerable.
24:44E não queremos apremiarte.
24:45Nada mais lejos de nossa intenção.
24:49Créeme que se te saque a colación a deuda, sobre todo para que não caiga no olvido.
24:55Sin embargo, é verdade que uma parte...
24:57A necessitamos.
25:03Eu confesso que não vou poder apremiarte muito.
25:08Enquanto é reunido uma pequena quantidade.
25:10Sim.
25:11O caudal...
25:13de qual que estou prescindindo sem que suponha um problema para o palácio.
25:18Obrigada, Rafael
25:22Comparado com a quantidade que se lhes deve, é insultante, mas, bueno
25:26Bom, é um passo
25:31Sabemos que esta situação não é responsabilidade tua
25:36Sim, sim que o é, agora que sou duque, sim o é, tia
25:39E é por isso que aceitaremos o dinheiro que nos ofereces como gesto de boa vontade
25:45Por algo se começa
25:47Créanme que lhes vou devolver até o último real quando me seja possível
25:54Aqui tem
25:54Eu já lhes disse que é muito pouco, lhe sinto
26:00Bom, pelo menos é mais do que nos han dado até agora, né?
26:03Ah, o que quer dizer é que é um detalhe
26:09Primo
26:12Confíen em mim
26:16Não sei quanto tempo vou tardar em devolvérselo
26:21Mas farei o possível, não lhes garantizo nada
26:25Farei o possível, quero dizer, por devolvérselo quanto antes
26:29Quando pode ser, Rafael
26:32Quando pode ser
26:35Tengan muito claro, mas muito claro
26:39Que restituir o que é seu, para mim, para esta casa, vai ser agora o principal propósito
27:10Que fazes aqui?
27:12Não aguantava mais estar encerrada nessa casa.
27:15Você tem voltado a importunar, don José Luís.
27:18Não. Esta vez foi o Marquês.
27:20Estar em presença desse homem me produz escalofríos.
27:24Mas você fez algo.
27:25Foi falar comigo para assustar-me.
27:28Para prevenir-me e recordar-me que sou eu quem mais tem que perder
27:31quando todos descobram que você é quem é.
27:34E conseguiu assustar-te?
27:36Assustar-me não.
27:37Mas você acha que você e eu estamos juntos em isso
27:39e me vigila, damas, constantemente.
27:43Isso não pode ser.
27:44Sinto sua mirada, mesmo quando não está presente.
27:48Acho que te estás obsessando com don Hernando
27:50e isso não te vai trazer nada bom.
27:53Deixar-me que ele pense o que quiser.
27:55Mas não me dá tregua.
27:58Está buscando uma reação em ti.
28:00Reação que, por outro lado, não deve chegar nunca.
28:03Lleva seis semanas tentando obrigar-me a assustar.
28:07Aguanta, Victoria.
28:09Isso é uma mostra de sua debilidade.
28:13Sou eu a que se sente débil.
28:16Victoria, você não o é.
28:19Você é a mulher mais forte que conheço.
28:24Então, procura manter a calma e a tranquilidade.
28:28Se não nos equivocamos, muito pronto poderemos...
28:31O ânimo está a ponto de abandonar-me, damas.
28:34Não sou tão forte como para seguir aguantando a don Hernando.
28:37Não sou capaz de imaginar-me tudo o que se me vem em cima.
28:40E não quero fazer-me, porque sinto que me falta o tempo.
28:43Muito pronto vai acabar a tua fatiga.
28:45Como pode saber-me.
28:47Nunca me crees quando te digo que o tenho tudo pensado.
28:50Sim, te creo, mas sempre estás demasiado seguro.
28:53E se pode apresentar algo.
28:56Por exemplo?
28:57E se o don Hernando consegue detenê-lo todo.
29:00Esse homem tem poder suficiente como para fazer-me.
29:04Não alcança tanto.
29:06E te digo que o tenho todo todo bajo control.
29:09Aguanta um pouco mais.
29:13O final está muito perto.
29:16E será um final feliz.
29:18Tudo o contrário do que espera a don José Luís Galvez de Aguirre.
29:44Luísa, eu...
29:46Luísa, eu...
29:47Luísa, eu...
30:17Luísa, eu entendo perfectamente que se enojara.
30:19Luísa, eu não quero que penses que eu abandono.
30:22Eu não deixarei de lutar a tua lado até que não nos quede uma só dúvida do que aconteceu com
30:26a minha irmã.
30:28Mas me alegra escutar.
30:32Eu também assumo parte da minha culpa.
30:37Mas, senhorita, aunque eu não posso permitir que eu siga acolhendo carinho a uma criatura que...
30:47que não...
30:49se existe um menino por cujas venas e corre a sua sangria.
30:53Sim, por falar de eles sem prudas não ajuda a ninguém.
30:56Eu sei.
30:57Eu sei.
30:58E o Rafael agora mesmo está muito aturdido.
31:00E tanto que o está.
31:05Luísa, prométeme que não volverás a dizer nada.
31:08Até saber a verdade.
31:11Uma verdade que vamos averiguar juntas.
31:15Assim é.
31:17Te juntas até o final por Adriano.
31:20E por seu filho.
31:22E por seu filho.
31:26Mas não começaremos hoje.
31:29Hoje nos dedicamos a nós por um dia.
31:31Olvidemos das preocupações.
31:33E que pensa fazer?
31:34Por que não me acompanhas ao mercado?
31:36Al mercado?
31:38Tengo que fazer umas compras.
31:40Assim nos despejamos e passamos um bom dia.
31:43Não, não posso.
31:45Senhorita, é que tenho muita faena na casa.
31:47Não, não pode deixar para amanhã.
31:49Não, não.
31:51De acordo.
31:52Me encantaria acompanhar ela.
31:53Sim.
31:54Que coste.
31:56Outro dia, te tomo a palavra.
32:13Uma casa grande e de postim, dizem.
32:17Com criados de sobra.
32:18E ao final, sempre me toca recoger solo.
32:21Perra vida de cocinero.
32:23Le he ouído.
32:26Não digo nenhuma mentira.
32:27Deixe de quecar, se haga o favor.
32:29Me cojo porque habrá muitos criados.
32:31Mas não conto com nenhuma ajuda.
32:34Bom, olvida isso.
32:35Que vengo a falar de outra coisa.
32:38Le Martín.
32:40Como se o viera.
32:43Já.
32:45Te disse que não fostas a falar com ele,
32:47mas...
32:48Mas...
32:48Se tem a usted razón.
32:50Mas eu sentia que tinha que fazer isso.
32:52Por nossa amistade.
32:53Porque sempre temos sido sinceros,
32:54o outro.
32:55E...
32:55E isto não me podia callar, padre.
32:57Podias, filho.
32:58Podias.
32:58Não.
32:59Deixas.
32:59Não.
33:00Havia sido como mentirle.
33:02Se o menos esperas a conhecer,
33:04pois, a resposta de Pepa.
33:05Não.
33:07Se tivesse estado no lugar de Martín,
33:09teria agradecido a sua sinceridade.
33:11E a agradecida a sua?
33:12Porque me encontrei menos cavado, triste, filho.
33:16Se que não me fazem feliz, minhas intenções.
33:19Mas eu estou contento com o que eu fiz.
33:21Tenia que ir de cara, padre.
33:23Como está bem.
33:24Se tiver a consciência limpa...
33:26A tenho.
33:29Porque...
33:29Con Pepa aún no has falado.
33:33Não.
33:34Não.
33:35Não encontrei o momento.
33:38Pois, não.
33:39Não he terminado de encontrar o momento.
33:41Porque se não é por uma coisa, é por outra.
33:42Então, que vai fazer?
33:44Se já se o contou a Martín.
33:45Não pode callar agora.
33:47Não.
33:48Não vou fazer.
33:51Vou pedir a Pepa que seja minha esposa.
33:54A próxima vez que tenha.
33:56Seja boa ou seja mala.
33:57Me dá igual.
33:58Não.
33:58Muito bem.
33:59E...
34:00E...
34:00E...
34:00E...
34:01E...
34:02E...
34:02E...
34:02E...
34:02E...
34:03E...
34:03Ah, mire.
34:09A ver, que le parece.
34:28Que conste que no es para usted.
34:29E...
34:31E...
34:33E...
34:36E...
34:36E...
34:36E...
34:37E...
34:37E...
34:39E...
34:41Mãe... me... me acorre que...
34:51Que é muito parecido ao que lhe comprei a tua mãe.
35:01Enhorabuena, filho.
35:05Enhorabuena.
35:12Esa muchacha se leva o tesoro.
35:14E não o te comprei o anillo.
35:18Bueno...
35:18Eso sí me acepta.
35:21E se não pegar para ela.
35:24Vale, vale.
35:26O anillo.
35:28Sí, filho.
35:39E não tem ideia do que quer dizer nos Enriqueta.
35:42A verdade é que não, mas eu aconselho que não faça conjeturas.
35:47Por favor, sosiego, cálmese.
35:49Por favor.
35:50Que me calme, disse.
35:52Que mais quisiera eu.
35:54A ver, de esa mulher podemos esperar qualquer coisa.
35:56Mas que não...
35:58Que não nos encontre nervioso, sino tranquilo, sino como dois felinos dando voltas dentro de uma jaula.
36:04José Luís, por favor.
36:07Trame o que trame.
36:10Saberemos defendernos.
36:11Não se preocupe.
36:12Esa mulher é...
36:15Astuta.
36:16Taimada.
36:17Haga o favor.
36:17Haga o favor de calmarse, senão me vai contagiar.
36:20E lhe aseguro que isso não é o que nos conviene.
36:28Porto!
36:30O que tá a ponto de fazer?
36:33Não sei por ele, mas porque sou uma dama.
36:37Eu mando a fazotar outros por menos que isto.
36:40Mas como você não sabe?
36:41S badema.
36:45Se fale.
36:45Habla quando se o ordem.
36:49Supongo que você terá suas razões para ter atuado de esta maneira, algo de todo inaceptável em uma dama de
36:56bem como você.
36:59José Luís, isso tem que aclará-lo.
37:02Se você quiser, poderia...
37:04Cállese!
37:09É que o que você está a ponto de fazer,
37:12teria suposto um balão para você e para sua família.
37:17Em minha presença, vou fechar a sua anfitrião.
37:20Mas...
37:21Mas, você está pensando em nada, porque se o tivesse feito, teria reparado as terribles consequências que lhe acarreariam isto
37:30a ela e seu filho.
37:32Encima, você tem o valor de me ameaçar.
37:34Me has ameaçado você a mim, ao homem que te dá covijo e comida, que está procurando um ofício inútil
37:40de seu filho.
37:41Háblen quando se lhe ordene.
37:47Enriqueta, José Luís e eu exigimos uma explicação.
37:52Exigimos?
37:53Muito bem.
37:56José Luís, meu querido José Luís,
37:59me echan cara que me dá covijo, que me alimenta.
38:04Algo que é estrictamente certo.
38:06Tan certo como irrisorio.
38:07Irrisorio, diz, come como se não houveram mañana.
38:09Deixe ela terminar.
38:14O que recebemos é muito menor do que merecemos.
38:18E sabe por quê?
38:19Porque aqui já há uma deuda.
38:22Não sei se sabe.
38:23Sim, sabe que José Luís tem uma deuda com nós, comigo e com a minha família.
38:28Uma deuda considerada.
38:30Mas deveria estar tranquila, querida Enriete.
38:34Pois sim, estou tranquila.
38:36E sabe por quê?
38:37Porque meu sobrinho Rafael, duque de Valle Salvaje e senhor de estas tierras,
38:43se ha comprometido a satisfacer até o último real da deuda de seu padre.
38:49E tem que dizer que todos sabemos que, a diferencia de ele,
38:54Rafael tem palavra.
38:58Como que se ha comprometido a satisfacerle?
39:02Sim, isso me ha prometido.
39:05Por fim, vejo esperanzas a recuperar o que é meu.
39:09Não está você atuando com cordura, querida Enriete.
39:14Ah, não?
39:15Não.
39:16E que deveria fazer?
39:18A ir a guerra.
39:20Quando não o pudesse poder solucionar aqui, com nós.
39:23E você?
39:25Você sabe que...
39:28E o que...
39:29Você está pedindo sensatez a uma viuda com filhos.
39:37E não diré desvalida, porque não me gosto.
39:41Mas que está cerca de estar.
39:42Cerca de estar.
39:44Tienes tu casa e a herência de Domingo.
39:46Uma herência que é ridícula.
39:49Que não dá para nada.
39:51A ver que meu marido se gastou tudo em seus vicios.
39:57Porque me faz recordar isso.
39:59Bom, isso é responsabilidade exclusivamente de seu difunto esposo.
40:05Mas a deuda da qual estamos falando é responsabilidade desta casa.
40:13E me la vou cobrar.
40:15E sabe por quê?
40:17Porque de ello depende o futuro de meus filhos.
40:23E se é isso o que está no jogo, senhores meus.
40:26E se digo os dois.
40:28O último que me podem pedir é sensatez, cordura e raciocinio.
40:33Não pretenderás darnos lástima, verdade?
40:38De ti já não espero nem que te apeades de os tuyos.
40:42Quero o que me pertenece.
40:44Ni mais, ni menos.
40:46E o vou conseguir, e o vou fazer da maneira que eu considere.
40:55Você tentou me engaçar.
40:57De darme largas.
41:03Mas o seu filho não vai fazer.
41:25Já se vai?
41:27En cuanto termine de recoger, deseava algo?
41:33Sí. Sí, disculpadme. Benigna no tenía ningún derecho a acusarla sin tener pruebas de algo tan terrible como de estar
41:42engañando a mi esposa haciéndole creer que está preñada cuando en realidad no lo está.
41:45¿No está?
41:46Por supuesto. Por supuesto.
41:51¿Ya no recena de mí?
41:55Comprenda que no puedo estar seguro de nada. Benigna, mi esposa podría estar encinta o no. Para mí es imposible
42:02saberlo.
42:06¿Y sin embargo se disculpa?
42:09Sí. Porque acostumbro a guardar las formas y le grite. No estoy orgulloso de ello. De manera que lo piense
42:16usted también, me gritó a mí.
42:19Pero bueno, en cualquier caso, solo sabré si nos ha traicionado, si mi esposa deja de sangrar.
42:27Como sabré que no lo ha hecho el día que tenga a mi hijo en brazos.
42:31Sigue recelando de mí. Es inaudito.
42:34Nada me gustaría más que creerla, se lo digo de corazón. Benigna, pero soy un hombre de ciencias y solo
42:39creo lo que veo.
42:40Así que tendremos que esperar a que mi hijo nazca.
42:44Faltan meses para eso.
42:48Pero no tengo pensado marchar del valle. No tengo nada que esconder.
42:55Existe una forma mucho más rápida y eficaz de asegurarnos que usted es de fiar.
43:01¿Cuál?
43:03Quiero que hable con Matilde para que deje de tomar su bebedizo.
43:07Eso sí que no. Su esposa está en un momento muy delicado. Tiene que seguir tomando el bebedizo...
43:13¿Durante cuánto tiempo lo toman las otras mujeres a las que atiende?
43:16¿Qué quiere decir?
43:17Que jamás había oído que ninguna preñada tomara nada durante tanto tiempo.
43:21Y por otro lado, si su bebedizo es tan eficaz como usted dice, a estas alturas mi hijo ya debería
43:27haberse aferrado a la vida.
43:28¿Y no quiere asegurarse?
43:30Sí. Sí, es que precisamente de eso es de lo que estamos hablando, Benigna, que necesito estar seguro.
43:35Pero de usted.
43:41¿Qué es lo que teme?
43:45Si su bebedizo no guarda ninguna relación con las faltas de Matilde, no debería sangrar si dejará de tomarlo.
43:54¿O sí?
43:57Lo debería.
43:58Perfecto.
44:00Pues entonces si todo cuanto ha dicho es cierto y mis cálculos no fallan, en unos pocos días a Matilde
44:04le tocaría sangrar.
44:06Y entonces podremos concluir si le debo una disculpa o si por el contrario tengo que vengarme de usted.
44:32¿No nos servirán la cena?
44:36Hoy me encargaré yo de hacerlo.
44:40¿Por qué?
44:42He dado orden al servicio de que nos dejen tranquilos porque...
44:46¿No te apetecería que recuperáramos nuestras viejas costumbres?
44:54No cenábamos solos a menudo.
44:57¿Pero te gustaba cuando lo hacíamos?
45:00Y tampoco recuerdo que me sirvieras.
45:04Hoy me apetecía hacerlo. Espero que no te moleste.
45:09José Luis, ¿a qué viene todo esto?
45:11Te lo acabo de decir. Quiero que volvamos a hacer cosas que antes hacíamos.
45:16¿Antes? ¿Querrás decir hace meses?
45:19Con más motivo. Hemos dejado pasar demasiado tiempo.
45:24Y además hay otra razón.
45:27¿Cuál?
45:30Tengo una buena noticia que darte.
45:34El que hayan reconocido a Damaso en el pueblo no va a traerte ninguna consecuencia.
45:41¿Cómo puede saberlo?
45:43Tenemos informantes de confianza.
45:46Y nos han dicho que el rumor no ha llegado a extenderse.
45:49Y ya han pasado algunos días.
45:52Eso quiere decir que el rumor, al igual que nació, murió.
45:58¿Entonces puedo estar tranquila?
46:00No tienes de qué preocuparte.
46:03Me alegro mucho de escucharlo.
46:05Por fin tenemos algún motivo para el optimismo.
46:08Sí, eso parece.
46:11Victoria, quiero que desde esta noche, tú y yo empecemos a recuperar lo perdido.
46:23Llevo tiempo intentándolo, pero no has dejado de rechazarme.
46:27Hemos cometido errores.
46:29Demasiados, quizás.
46:31Pero aún estamos a tiempo de enmenderlos.
46:36Victoria,
46:38yo por mi parte, si tú sigues dispuesta a seguir a mi lado,
46:42me comprometo a intentarlo con todas mis fuerzas.
46:47¿Cómo no voy a estar dispuesta a seguir al lado del hombre al que amo?
47:04¿Qué hace aquí sola?
47:06¿Ha ido al mercado?
47:10¿Dónde ha puesto las compras?
47:14No he comprado nada.
47:16¿Ha ido a dar un paseo?
47:18Y no habrá probado bocado, claro. ¿Quiere que le prepare una ceniza?
47:20No gracias, no tengo hambre.
47:24¿Le ha pasado algo? ¿Le han asaltado?
47:26No.
47:28¿Cómo viene tarde de noche?
47:31No, yo estoy bien.
47:33No.
47:35Usted no está bien, algo le ha pasado.
47:40Sí, tienes razón.
47:42Estos últimos meses no han sido los mejores para nosotros dos.
47:47Pero no miremos atrás.
47:50Todavía tenemos un hermoso futuro por delante.
47:53Para nosotros y para nuestra familia.
47:58Yo tengo la ilusión de que todo vuelva a ser como era.
48:01Incluso creo que podemos llegar a ser mejores.
48:05Necesito creer en eso.
48:07Como te necesito a ti.
48:10Hemos de perdonarnos muchas cosas, pero...
48:13Yo estoy dispuesta a hacerlo.
48:19Señorita Bárbara, hable por Dios.
48:22Que viene del mercado y parece que ha habido una aparición.
48:25Ha sido algo así.
48:28¿Qué ha visto?
48:29¿Un espíritu?
48:32No.
48:34Lo que he descubierto te iba a dejar de piedra.
48:38No te lo vas a creer.
48:45Levantémonos y brindemos.
48:49¿Por qué?
48:52Por nosotros.
48:54Por nosotros.
49:08Qué hermosa estás esta noche.
49:17He sido un estúpido.
49:18He sido un estúpido.
49:20Ahora me doy cuenta.
49:22Pero a la vez estoy alegre.
49:24Porque sé que, como hemos hecho antes,
49:27superaremos cualquier obstáculo que se nos presente.
49:33Cualquiera.
49:45El roce de tu piel.
49:47Me enciende.
49:51Victoria.
49:54¿Por qué no dejamos lo de la cena para otro día?
50:00Subamos a tu aposento.
50:03Ahora mismo no puedo pensar en otra cosa que no se haya hacer contigo.
50:10Es algo que hazañé muy de cerca a mi tía.
50:14No.
50:14Había un grupo de personas hablando de ella y...
50:17Y del inesperado regreso de su esposo a Valle Salvaje.
50:20¿De su esposo?
50:23¿Don José Luis?
50:24No.
50:25Su primer esposo, Luisa.
50:28Damaso.
50:28El padre de mi primo Gaspar.
50:31¿Cómo?
50:33Si se dice de él que ha regresado de ultramar sano y salvo después de tantos años.
50:39Y que se encuentra aquí, hospedado.
50:44¿Aquí?
50:46¿Dónde?
50:48Con nosotras, en la casa pequeña.
50:54Nosotros que don Eduardo.
51:06Me está tomando por idiota.
51:08¿Cómo?
51:09Porque si me está tomando por idiota, se equivoca de persona.
51:13Y eso sí que no lo voy a perdonar.
51:15Hemos de confiar en Benigna.
51:16Hasta ahora siempre nos ha aconsejado muy bien.
51:19¿No es cierto?
51:19Que todo el mundo puede entrar y estar con ella menos yo.
51:22Lo puedo imaginar.
51:23No, no te lo puedes imaginar.
51:24No puedes imaginar la rabia que siento cada vez que escucho hablar de la hija del duque de Valle Salvaje
51:29cuando mi niña no es hija de ningún duque.
51:31A juzgar por tu cara debe de ser algo grave.
51:33Ha llegado a mis oídos un rumor.
51:35Uno que nos incumbe y mucho.
51:37El mercader.
51:38El de la casa pequeña.
51:40No es quien dice ser.
51:41¿Cómo que no es quien dice ser?
51:42Pues que don Eduardo no es don Eduardo.
51:45Es que en el pueblo no se habla de otra cosa.
51:47Yo también lo oí.
51:48Sí, pero entonces es cierto.
51:50¿Don Eduardo es en realidad el marido de doña Victoria?
51:52Quiero saber quiénes de los aquí presentes han cuchicheado y se han hecho eco de los rumores que corren por
51:59palacio.
51:59Nada impedirá que cobremos lo que es nuestro.
52:02Recibiremos hasta el último real de lo que se nos teme.
52:05¿Qué ha ocurrido?
52:06¿Y qué quieres que haga mientras tanto?
52:08Nada.
52:08Tan solo esperar y prepararte para lo que se nos avecina.
52:11Fue usted quien casó a su hijo con los Galvez de Aguirre que ahora mismo es una familia que a
52:16mí me debe una gran suma de dinero.
52:18¿Dónde quiere ir a parar?
52:21Díganme que no es cierto lo que acaba de llegar a mis oídos.
52:26Es cierto.
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