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  • há 21 minutos
Ao completar 50 anos, o Hospital São Lucas da PUCRS fará um investimento de R$ 40 milhões. Parte deste valor irá para a reforma e a modernização dos 15 mil metros quadrados da fachada do complexo hospitalar, que receberá R$ 5,4 milhões.

A obra começou nesta segunda-feira (25) e não interromperá atendimentos, cirurgias nem atividades acadêmicas. Será feito ao longo de oito meses pela Supply Engenharia.

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Transcrição
00:06O programa Acerto de Contas de hoje conversa com o diretor-geral do Hospital São Lucas
00:12da PUC, tudo bem? Diretor Evandro Moraes? Olá, Gianni, tudo bem? Prazer estar contigo
00:20com a tua audiência. Bom, diretora, o programa noticiou em primeira mão quando o diretor
00:25assumiu esse desafio, que é bastante emblemático, porque o Hospital São Lucas está fazendo
00:3050 anos, né? Cinquentenário, o ano do cinquentenário do São Lucas. E nós retomamos agora a nossa
00:37conversa para contar um pouquinho de investimentos que o hospital vai fazer agora, é isso?
00:43Exatamente, eu lembrava que o anúncio foi feito com exclusividade pela Gianni Guerra, da minha
00:50movimentação dentro do segmento de saúde na cidade, saindo da minha antiga instituição,
00:55onde eu fiquei por 11 anos e assumindo o desafio aqui do Hospital São Lucas. Já são seis
01:00meses, né, Gianni? Passa muito rápido, a gente acaba sempre sendo muito envolvido pelo
01:05segmento da saúde, que é muito dinâmico, muito intenso, e parece que foi ontem que eu
01:10cheguei, mas já são seis meses de muito trabalho, muita dedicação e de resultados começando
01:16a aparecer aqui na nossa operação no Hospital São Lucas. E sim, a gente tem aí investimentos
01:21que são investimentos importantes dentro da infraestrutura e da capacitação técnica
01:26do hospital, que eu acho que são super oportunos de serem compartilhados contigo e com a tua audiência.
01:33Bom, pelo que a sua equipe me antecipou aqui, são 40 milhões de reais em investimento.
01:38No que esse valor, esse recurso será aplicado e de onde ele vem, diretor?
01:43Exatamente, são 40 milhões de várias fontes de captação, aqui a gente tem recursos próprios
01:50e recursos destinados de esfera pública. A gente tem uma obra muito emblemática que inicia
01:56já na segunda-feira, com investimento de um pouco mais de 5 milhões, que é a reforma
02:02da fachada do hospital. Aquela identidade que se tem, aquele cartão de visitas que se tem
02:07de uma instituição, a gente está se propondo já a partir de segunda-feira, uma grande obra,
02:13que vai ter uma duração aí de 8 meses, que é a recuperação completa da fachada do hospital,
02:18com pintura, com revitalização das persianas, uma nova logomarca iluminada, realmente dando
02:25um destaque para aquele que é o ano de cinquentenário do hospital.
02:29Um aniversário importante, um momento importante, uma passagem importante da nossa história
02:34e a gente está aí na segunda-feira, então, iniciando essa reforma da fachada,
02:40canteiro de obras já em instalação já avançada, segunda-feira inicia, de fato, realmente a obra,
02:47uma obra aí de mais ou menos 5 milhões de reais, de destinação do Ministério da Saúde.
02:53Além dela, a gente já tem uma obra iniciada, que é uma obra, aí sim, de caráter privado,
02:58de um alinhamento privado com uma grande indústria relacionada à geração de energia,
03:04nós estamos fazendo toda uma reforma da nossa subestação de energia e também de todo o nosso sistema
03:10de climatização, buscando melhorar a nossa eficiência energética, então, só aqui nós temos 20 milhões
03:17de investimento, investimento feito em conjunto com a CPFL, que é a nossa provedora de energia
03:23no mercado livre, não só do hospital, mas da universidade também, então, é um contrato de longo prazo,
03:30é um contrato de parceria de 15 anos, onde o investimento inicial é feito pelo nosso parceiro
03:37e isso vai sendo diluído durante o tempo com os ganhos relacionados à operação e às economias.
03:44Então, essa obra já está em andamento, a gente, inclusive, depende dessa revisão da subestação
03:50para ampliação do nosso parque de radiologia, ainda no mês de outubro nós receberemos a nossa
03:56terceira ressonância magnética, uma ressonância de três tesla, que será a mais moderna da região sul do país
04:02e que ela depende, realmente, de uma revisão da nossa capacidade de alimentação de energia elétrica,
04:09então, por isso, também, dessa obra estar conectada.
04:11É, quando o diretor fala em eficiência, capacidade, segurança, custo, o que envolve a eficiência, neste caso?
04:24A eficiência, ela envolve, basicamente, tudo que você citaste aí.
04:29Ela vai nos dar garantia de provimento, garantia de termos a energia disponível
04:34com essa revitalização da subestação de entrada,
04:38ela nos dá uma condição de anunciarmos uma energia limpa,
04:43a nossa compra de energia no mercado livre se dá de um provedor onde nós atestamos
04:49a origem limpa dessa energia, uma energia verde, então, nós somos sustentáveis nesse sentido.
04:55Renovável.
04:56Isso, renovável.
04:57Obviamente, por ser uma compra dentro do mercado livre,
05:01uma compra que a gente especula, uma compra com volume no mercado futuro,
05:05ela se torna uma energia mais barata quando comparada ao mercado cativo,
05:09então, temos uma questão econômica também envolvida e a eficiência energética
05:16no sentido de revitalizarmos o nosso parque de climatização,
05:21que dentro de uma instituição como a nossa, é o que mais consome energia.
05:25Toda a nossa parte de equipamentos de climatização, não somente de ambientes,
05:30mas, por exemplo, de climatização de equipamentos de grande porte,
05:34passa por essa revitalização.
05:37Então, quando a gente fala de eficiência energética,
05:40a gente fala de resfriadores mais modernos, com capacidade maior, com menos consumo,
05:46então, isso é o grande pacote da eficiência energética que a gente fala.
05:49É um ganho não somente operacional e de desempenho,
05:53mas também um ganho econômico no consumo de energia.
05:56Entendi. E, diretor, essas obras, inclusive as primeiras que o diretor comentou,
06:00elas, de alguma forma, alteram o funcionamento do hospital, o atendimento dos pacientes?
06:08Uma obra como a da Fachada, Diane, que é uma obra que ela vai perfazer os 10 andares do hospital,
06:14obviamente que ela causa algum transtorno no aspecto de movimentação,
06:18de conforto, de experiência.
06:21A gente sempre comenta que não existe omelete sem quebrar ovos dentro de uma lógica de infraestrutura.
06:27E isso é muito mais acentuado dentro de um hospital.
06:30Que é um local de recuperação, é um local onde a gente preconiza, por exemplo, o silêncio.
06:37E uma obra como essa, ela causa, sim, um certo impacto no conforto e na experiência.
06:42A gente está trabalhando de uma maneira muito conectada, muito planejada,
06:45com as equipes médicas, com as equipes assistenciais,
06:49também com as equipes de back-office,
06:51para que o impacto para o nosso usuário seja o mínimo possível.
06:54É sempre importante lembrar que, além de sermos um hospital geral, de alta complexidade,
07:00com 400 leitos, atendendo tanto o segmento privado quanto o sistema único de saúde,
07:06nós somos um hospital acadêmico.
07:07Nós temos estudantes circulando diariamente aqui, fazendo a sua prática,
07:12daquilo que é aprendido do outro lado da Avenida Ipiranga, no campus da universidade.
07:17Então, também tem um aspecto de segurança e de conforto
07:21para todo esse contingente de pessoas que circulam aqui dentro.
07:26São 3 mil colaboradores, mais de mil médicos ativos no centro clínico, no corpo clínico,
07:33essa gama de estudantes, os pacientes que nos procuram, os visitantes.
07:38Então, para tudo isso, a gente tem um planejamento muito organizado
07:41para que o impacto realmente seja o menor possível
07:44e que a experiência preservada seja a melhor possível para o nosso paciente, principalmente.
07:50Sim.
07:51Bom, diretor, mais algum investimento que queira citar?
07:53Eu quero também aproveitar a nossa conversa para abordar alguns outros desafios do setor,
07:59mas quer registrar mais alguma mudança que está sendo implementada agora no hospital?
08:03Não, eu acho que é importante a gente fechar essa contabilidade dos 40 milhões que a gente citou.
08:09A gente tem também investimento em equipamentos, nós como somos um hospital referência na cardiologia,
08:16não só no segmento público como no privado também, nós temos hoje três salas de hemodinâmica
08:23e uma terceira sala, essa terceira sala, nós equiparemos com um angiógrafo novo.
08:29Então, os atendimentos da cardiologia, digamos assim, não invasivo,
08:35que não é uma cirurgia, mas é um procedimento de salvaguarda da vida do nosso paciente,
08:41nós teremos investimento na ordem de 4 milhões na aquisição de um novo angiógrafo.
08:46Então, a nossa área de angiografia, a nossa área de hemodinâmica que faz os cateterismos,
08:52os tratamentos de angioplastia, colocação de estentes, tratamentos de pessoas infartadas,
08:57problemas de aneurisma, todas elas serão atendidas, então, por esse novo equipamento
09:02que está sendo adquirido esse ano na ordem de 4 milhões.
09:06E também, no aspecto de segurança do nosso paciente, aquilo que a gente chama de checagem eletrônica
09:12à beira-leito, todos os dados são dados que passam a ser agora integrados de maneira quase que online
09:19do paciente para o prontuário.
09:22Toda a coleta de dados à beira-leito, tudo o que está acontecendo com o paciente,
09:26de uma maneira integrada do prontuário com aquilo que está acontecendo no tratamento,
09:30tanto pelo médico, quanto pelos enfermeiros, equipe de nutrição, fisioterapia,
09:36toda a evolução do paciente, ela passa a ser de uma maneira digital
09:39e não mais uma maneira manual com a prescrição escrita e sendo redigida depois.
09:46Então, o investimento da ordem de 3 milhões, que aí somando todas essas rubricas
09:50que a gente comentou, fecha esse número que a gente citou inicialmente,
09:54de 40 milhões de reais no ano, que é um ano muito importante de celebração, de aniversário,
10:01mas principalmente de início de um reposicionamento do Hospital São Lucas
10:04para aquilo que a gente tem como nosso novo propósito,
10:08de sermos um hospital referência acadêmica na região sul do Brasil.
10:12Bom, diretor, o setor de hospitais, eu já escuto há algum tempo, né,
10:16e converso com empresários do setor, ele enfrenta dificuldades do setor da saúde como um todo, né,
10:25mas eu traria aqui a inflação da saúde, né, dos custos da saúde,
10:30que é uma reclamação que eu também escuto com muita frequência das operadoras de planos de saúde
10:35e os reajustes dos planos de saúde e, ao mesmo tempo, em paralelo a essa necessidade
10:41que nós, inclusive, estamos, da qual nós estávamos conversando aqui,
10:45que é essa necessidade de investimentos para cada vez aprimorar mais, né,
10:49a tecnologia, a estrutura que é oferecida às pessoas, aos pacientes.
10:53Como é que agora, na direção do São Lucas, o diretor está equilibrando isso, né,
11:00esses pratinhos aí para conduzir uma instituição grande assim?
11:05Realmente, acho que o teu exemplo, a tua analogia é muito propícia,
11:10quase que um equilíbrio de pratinhos, realmente, e a gente vive dentro do segmento da saúde,
11:15Jane, quase que uma tempestade perfeita, de vários fatores, realmente,
11:20que compõem um cenário bem complexo.
11:23Tu falaste em custo, né, e a medicina, ela é cada vez mais cara.
11:27Os tratamentos se tornam cada vez mais caros.
11:30Nós temos tratamentos que são tratamentos de ponta hoje,
11:33alguns deles com medicamentos que custam, a dose, o tratamento,
11:38algo em torno de 7 milhões de reais.
11:41Então, tu imagina como é que a gente faz para conceber isso,
11:45não só no sistema único de saúde, mas numa relação, por exemplo,
11:49com uma operadora de saúde.
11:51Então, o custo da medicina, o custo da gestão hospitalar,
11:55ele vem crescendo, não só pela qualificação dos diagnósticos,
12:00pela qualificação dos tratamentos, mas como custa a inflação, realmente, como um todo.
12:05Associado a isso, a gente vive, no pós-pandemia,
12:09vive um momento de uma sociedade mais doente.
12:12Uma sociedade que está mais doente fisicamente,
12:15mais doente psicologicamente,
12:17que tem procurado mais a assistência médica dos hospitais,
12:23iniciando, assim, no sistema único de saúde,
12:26um agravamento das emergências,
12:28as portas das emergências cada vez mais lotadas,
12:31e no segmento privado, um aumento da sinistralidade das operadoras,
12:36o que, consequentemente, retorna para a gente,
12:39numa relação de renovação de contratos com os hospitais, por exemplo,
12:44como pressão por aumento de preço.
12:46Então, realmente, é um momento bastante complexo,
12:49de aumento de custos, de achatamento das margens.
12:54Eu diria que, hoje, o grande desafio de um hospital como o nosso,
12:58que é um hospital misto, é um hospital híbrido,
13:01nós somos filantrópicos, e nós temos dentro da nossa operação
13:05a prática do sistema único de saúde.
13:0760% do São Lucas é atendimento ao sistema único de saúde,
13:1240% ao segmento privado.
13:14Então, realmente, é um desafio de equilíbrio dessa proporção de 60 a 40,
13:20tentando ser o mais ajustado possível no aspecto de custo,
13:24e o mais competente possível no aspecto de margens naquilo que se trata do privado.
13:30Então, são realmente desafios diários,
13:32um hospital com 60 mil metros de área construída, como é o nosso,
13:36que, obviamente, ele envelhece, ele se deprecia,
13:40ele tem 50 anos, ele precisa ser mantido,
13:43ele precisa ter investimento.
13:45Então, temos que ter, realmente, muita competência
13:47para que se gere resultado no final do mês,
13:50para que se gere resultado no final do ano,
13:53e que a gente siga reinvestindo nesse hospital,
13:55fazendo a correta manutenção,
13:57e fazendo a aquisição de equipamentos
13:59para que a gente siga ponteando a medicina aqui no nosso estado.
14:03Ninguém achou ainda a fórmula mágica
14:04para fechar essa equação direitinho, né?
14:07O pessoal está discutindo.
14:08Não, não existe fórmula mágica.
14:10Essa fórmula realmente é...
14:11Ajusta aqui, ajusta ali.
14:14Na verdade, é uma rotina de ajuste, Jane.
14:17Eu imagino como é que deve ser pegado
14:19uma negociação de hospital com operadora de plano de saúde, né?
14:22É muito.
14:23É muito pegado,
14:25porque acaba que cada um defende o seu interesse.
14:29Obviamente que a operadora também tem a sua análise
14:31em cima do seu aumento de custo,
14:33e que isso tem que ser repassado para alguém.
14:36A gente se encara e a gente se estabelece,
14:39a gente se reconhece dentro do ecossistema de saúde,
14:43talvez como elo de menor previsibilidade.
14:46O hospital é onde se tem a menor previsibilidade.
14:49O paciente que interna pela nossa emergência,
14:53ele pode evoluir para N diagnósticos.
14:55A complexidade pode aumentar de um dia para o outro.
14:59Então, a previsibilidade dentro de um hospital,
15:01ela é a menor dentro da cadeia.
15:04E é justamente nesse elo de menor previsibilidade
15:07onde a gente tem o maior aperto e o maior achatamento,
15:10com as margens cada vez mais reduzidas.
15:13Se a gente imaginar hoje um hospital filantrópico,
15:16onde tem a atuação do SUS dentro da sua operação,
15:21compartilhando parte SUS e parte privada,
15:24esse hospital muito bem administrado,
15:26muito bem gerido,
15:28ele vai deixar como resultado, na última linha,
15:30não mais do que 5%.
15:32Imagina, isso é a gente movimentar uma usina atômica
15:36para acender uma vela.
15:37Sim.
15:37É um movimento gigantesco durante um mês inteiro,
15:40para no final do mês a gente ter 5% de margem
15:44sobrando na última linha,
15:45quando muito bem gerido.
15:46É.
15:47Mas, enfim, né, tem que...
15:48Estruturas muito bem azeitadinhas vão gerar 5%.
15:52Tem que colocar como objetivo mais além da linha,
15:57da última linha, né?
16:00Exatamente.
16:01É.
16:01Exatamente.
16:01O propósito tem que estar muito além desse.
16:03Sim.
16:04O propósito não pode ser somente essa última linha.
16:06Então, a composição de propósito,
16:08de propósito, ela tem que ser muito maior do que essa última linha.
16:11É.
16:12Essa última linha, eu gosto dessa expressão,
16:15porque ela gera, deve exigir bastante reflexão
16:18em várias atividades econômicas, né?
16:21Agora, recentemente...
16:22E na saúde não é diferente.
16:24É.
16:25Mas, diretor, antes de encerrar aqui,
16:27uma curiosidade.
16:28Vocês percebem já na atividade do hospital
16:31algum tipo de influência do maior uso das canetas emagrecedoras?
16:36Olha, esse é uma pergunta que a gente se faz diariamente
16:42envolvendo o nosso time aqui de cirurgia geral,
16:45cirurgia do aparelho digestivo,
16:48pessoal da gestão metabólica do organismo, né?
16:52E é uma realidade que já é percebida sim, Jânia.
16:54É.
16:55O que você sente aí?
16:56A gente já observa, realmente, no consultório,
17:00já observa como destinação para centro cirúrgico
17:03um certo impacto no número do N de pacientes.
17:09Isso é uma realidade que nós já estamos trabalhando.
17:13A gente, desde o mês de janeiro,
17:15ingressou dentro do programa de cirurgia robótica.
17:18A cirurgia bariátrica e metabólica faz parte do projeto,
17:24está no escopo do projeto.
17:26E a gente não teve ainda a decolagem que a gente imaginava que teria.
17:31E ela não acompanha, por exemplo, outras especialidades
17:34que já entraram também no mundo da robótica aqui no São Lucas
17:38e já estão performando bem melhor.
17:40Então, é uma discussão que a gente tem com os médicos do segmento,
17:44com a nossa diretoria médica,
17:46do quanto isso realmente é um impacto que vai se perpetuar.
17:51Se é mais uma onda que a gente está surfando,
17:54mais um momento diferente da medicina e da prática médica,
17:58ou se realmente é uma tendência que veio para ficar.
18:01Mas, sim, é uma percepção que a gente já tem,
18:04que existe algum impacto acontecendo dentro do N de pacientes.
18:10É claro que aqueles casos que são mais graves,
18:13que são mais mórbidos,
18:14e se não existe muita mudança,
18:16é um perfil que vai continuar sendo direcionado ainda para esse tipo de tratamento.
18:21Mas, talvez, casos mais brantos, mais iniciais de obesidade,
18:26as canetas podem realmente estar trazendo uma nova concorrência
18:30para o segmento de cirurgia bariátrica.
18:32Não se sabe se as pessoas vão continuar usando para sempre,
18:35ou se terão ou não um efeito rebote quando parar.
18:38E são dúvidas que ainda...
18:39Que não é só do segmento de saúde, né?
18:42Alimentação, tem se preocupado com isso.
18:44Varejo farmacêutico também tem tido ótimos resultados de venda.
18:50A própria grande indústria de insumos cirúrgicos,
18:54insumos que estão correlacionados a um procedimento como esse,
18:59ela já sente os impactos também,
19:00porque acaba caindo o consumo de insumos.
19:03Então, é um efeito cascato, é um efeito dentro da cadeia,
19:07que o tempo dirá se esse rebote nos tratamentos vai acontecer,
19:12se os pacientes terão uma reincidência de ganho de peso,
19:18de atingirem percentuais de obesidade.
19:22Então, a gente está ainda numa linha de espera e expectativa
19:25para ver como é que se comporta isso no futuro breve.
19:28E casos de complicações pelo uso de canetas, vocês não percebem?
19:32Não, isso não é, acho que existem casos já anunciados,
19:38existem casos sendo estudados, existe muita pesquisa em cima disso,
19:44pesquisa clínica sendo direcionada para isso,
19:47mas na prática, dizer que temos casos em profusão sendo identificados
19:53em decorrência disso, eu acho que aí é prematuro a gente comentar,
19:57não há nenhum indício mais aprofundado quanto a isso.
20:02Tá certo, muito obrigada pela entrevista,
20:04diretor-geral do Hospital São Lucas, Evandro Moraes, até a próxima.
20:09Muito obrigado, Giane, sempre um prazer estar contigo
20:11e fico à disposição, que sempre que puder, é um prazer falar com vocês.
20:17Certo, todos os detalhes da entrevista você verá,
20:20poderá conferir também em gzh.com.br barra Giane Guerra.
20:23O programa Acerto de Contas, aqui da Rádio Gaúcha,
20:26tem o patrocínio sempre de Shopping Total, presente a todo momento,
20:30Sindilogias Porto Alegre, Sindicato dos Logistas de Porto Alegre,
20:33associa e seus sindilogias e tem acesso a descontos exclusivos
20:37em planos Unimed para você e sua equipe.
20:40E ainda o patrocínio de Projeto Pra Cima Rio Grande,
20:42Corsã Nossa Natureza Movimento Rio Grande,
20:45Marco Polo, transformando o presente e o futuro da mobilidade,
20:48e BH, reinventar o futuro agora.
20:50Muito obrigada pela audiência, pela confiança no jornalismo econômico da Rádio Gaúcha.
20:55Até a próxima.
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