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Dor da perda de um filho em apenas seis dias motiva superação.
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Transcrição
00:00Gente, no mês em que o amor de mãe ganha abraços e homenagens, uma mãe, uma mulher,
00:10aprendeu a sobreviver. Como assim, Camargão? Ela aprendeu a sobreviver ao silêncio mais cruel da
00:19vida dela. Ela viu o filho partir em menos de uma semana. Ô mãe, ô pai, ô vô, ô vó.
00:32Ela descobriu que o filho
00:35estava com câncer. Só que ela não esperava, era que a despedida definitiva fosse em apenas seis dias.
00:49E para ela como mãe, para eu que sou pai, o que a gente pensa? A gente pensa que a
00:55dor vai ser
00:57impossível de passar, vai ser impossível de suportar. O luto nunca vai embora, o vazio nunca mais vai
01:04passar. Mas depois ela pôde viver também o renascimento. O Tribuna Notícias 1ª edição vai
01:12contar hoje a história dessa mãe que encontrou forças para se reinventar e fortalecer outras
01:19mulheres também. Você vai acompanhar a reportagem junto comigo. Sacode a emoção, Espírito Santo!
01:32Meu nome é Simone Saiter. Eu tenho 53 anos. Fiz no mês de abril. Sou casada com Ricardo. Fui mãe
01:46de dois meninos.
01:47filhos. O Davi, que já faleceu. E o Bernardo hoje, que tem 15 anos. Eu amo ser mãe de meninos.
01:58Eu acho que eu
01:58nasci para isso. Sou artista visual. Gosto muito. Eu sou do criativo e também empreendo. Tenho uma marca de
02:09moda feminina. E tanto com a arte, quanto com essa minha empresa. Eu sempre anseio inspirar as pessoas com a
02:19beleza, com o belo, com a harmonia, com as cores, com as formas. Eu sinto assim que os meus talentos
02:28se transbordam dessa maneira.
02:32Meu filho tinha 20 anos e ele começou com uma tosse. Ele foi levado ao pronto-socorro e lá o
02:45médico examinou o pulmão e não era
02:48exatamente no pulmão. O pulmão dele estava limpo. A gente foi com medicamento para casa e ele continuou tossindo e
02:55voltamos
02:55para o hospital. E quando voltamos, no outro dia ele passou por alguns exames e ali ele já ficou na
03:02UTI coronariana.
03:05Foi descoberto que ele tinha um linfoma no mediachino. E eu nem sabia, assim, exatamente o que era aquilo.
03:14Todo dia eram novidades. Todo dia eram exames para fazer. E eu no meio daquilo ali e vivendo uma realidade
03:23desconhecida para mim, assim,
03:25em relação ao câncer. Eu não tinha tido nenhuma experiência com câncer na minha família.
03:34O tempo de internação foram apenas seis dias e depois eu, assim, dentro do meu luto eu questionava várias coisas.
03:43E uma das coisas que eu questionei, por que tão pouco tempo existem pessoas que, ao descobrirem que estão com
03:52câncer, elas
03:52às vezes passam por processos por meses até anos. Mas o meu filho, em seis dias da internação até o
04:02dia da morte, foi somente esse tempo.
04:10O dia da morte do meu filho foi um dia bem atípico. Foi um dia que, o único dia que
04:17não tinha horário de visita à tarde.
04:19Então, eu fiquei à tarde em casa, assim, meio agoniada, porque, para chegar ao horário da noite, da visita da
04:26noite...
04:31Quando chegou no final da tarde, Vitória e Vila Velha inundaram. E foi no final de 2013.
04:38Foi um grande alargamento que teve aqui na capital. E eu não conseguia sair de casa, não conseguia chegar no
04:46hospital.
04:46E, naquele meu desespero de encontrar um meio de sair de casa, uma caminhonete emprestada, um carro que fosse alto,
04:54como que eu ia chegar lá?
04:56Eu recebi um telefonema. E esse telefonema me avisou que meu filho tinha falecido.
05:12Eu recebi a mensagem do falecimento dele pelo telefone.
05:19Nesse momento, assim, eu fiquei bastante desesperada e eu gritava, seis dias não.
05:26Por que seis dias? Porque eu tinha passado, quando eu tinha 15 anos, minha mãe foi internada.
05:35E minha mãe ficou exatamente seis dias no hospital.
05:40Então, aquela minha surpresa, aquela minha dor, eu falava, seis dias não.
05:46Porque, da mesma maneira, no mesmo tempo que eu havia perdido minha mãe no hospital, seis dias, o meu filho
05:53acabava de falecer.
06:02Meu filho faleceu no dia do aniversário da minha mãe, que foi 18 de dezembro.
06:07Eu tive uma experiência muito forte, muito forte ali com o corpo do meu filho.
06:12Quando eu cheguei ali, diante do corpo do meu filho e também no velório, e eu falava assim, você foi
06:18um anjo.
06:20Você foi um anjo que me salvou.
06:22É como se um sentimento, naquele momento de gratidão, inundasse a minha vida.
06:29Eu ganhei ele com 19 anos, eu era uma menina.
06:32E aí, eu gritava assim, que aquele filho, aquela criança tinha me feito mãe.
06:41Que ele tinha transformado uma menina em mulher.
06:47Mas eu fui fazendo o meu luto no primeiro ano, no segundo.
06:51E no terceiro ano, eu acho que esses três anos assim, eu fui fazendo o processo e eu comecei a
06:58reviver.
06:59Eu comecei a perceber que havia sol novamente.
07:03Eu comecei a desenvolver uma arte e o nome dessa arte é Traços que Inspiram.
07:23A arte, ela serviu como um instrumento de resgate, sabe?
07:29Eu não tenho resquício de dor, eu não vivo mais a saudade e a dor.
07:35Eu vivo como se eu amasse, eu amo o meu filho.
07:37Como se ele estivesse em casa e eu pudesse encontrar com ele.
07:41Porque só permaneceu o amor.
07:50E veja bem, a gente entender essa frase que está escrita aqui,
07:56só permaneceu o amor.
07:58Não é fácil não, tá?
08:00Mas é isso que tem que permanecer realmente.
08:03No caso dela, que perdeu o filho, na flor da idade, 20 anos.
08:08Você que já perdeu alguém da sua família.
08:11Eu que já perdi a minha mãe.
08:12Rapaz, o dia que o médico falou pra mim que a minha mãe tinha partido.
08:16Pai bicho, ó, abri um buraco assim na minha frente.
08:21Eu entrei em desespero, eu não sabia o que eu fazia.
08:25Meu pai estava do meu lado.
08:27Ele não entendeu que o médico falava, tinha falado que a minha mãe tinha partido.
08:32Eu entendi.
08:34Eu me desesperei, meu pai não entendia.
08:36O negócio ficou assim de doido.
08:39Agora eu fico imaginando você perder um filho, bicho.
08:42Como essa mãe perdeu e como tantas outras mães já perderam.
08:49Mas quando isso acontece, a gente tem que levar ao amor, né?
08:52Porque é o que estava escrito na frase ali.
08:54O que permaneceu é o amor.
08:57É o amor, é a lembrança, os bons momentos, os momentos de convívio, né?
09:04Mas é possível dar a volta por cima e ficar apenas com as coisas boas.
09:10Porque essa é a única certeza que a gente tem na vida que é difícil de aceitar, concorda comigo?
09:16A única certeza que você tem na vida é que a qualquer momento a gente pode partir.
09:21Mas é uma certeza difícil de entrar aqui.
09:26Mas principalmente uma certeza mais difícil ainda de entrar aqui.
09:33Porque não é fácil não, tá?
09:35Não é fácil não.
09:36Um beijo para essa mãe e para tantas outras que já perderam seus filhos e sofrem a perda.
09:42Porque a lei natural é o pai e a mãe irem primeiro do que os filhos, na verdade.
09:48Deus abençoe a todas as mães.
09:50Olha, gente!
09:50Ela é a backyard!
09:52Ela é a coveredade.
09:52Ela é a погuavana e a מה que é a feridão que você quiser.
09:53Se você tem uma coisa que quiser dizer, sempre 갔á.
09:54Vamos lá!
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