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Como funciona o modelo de Escola Cívico-Militar na prática? Nesta entrevista exclusiva, a jornalista Carol Christianini recebe o Deputado Estadual Tenente Coimbra (PL-SP) para desmistificar as principais dúvidas sobre a implementação das escolas cívico-militares no estado de São Paulo.

O deputado explica os detalhes da Lei Complementar 1.398/2024 e como o governo Tarcísio de Freitas planeja expandir o modelo para as primeiras 100 escolas. Entenda a diferença entre o colégio militar tradicional e o modelo cívico-militar, o papel dos militares na administração escolar, os impactos na nota do IDEB, a redução da evasão escolar e o aumento da segurança dentro das salas de aula.

#EscolaCivicoMilitar #TenenteCoimbra #EducacaoSP #PoliticaSP

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Transcrição
00:03Olá, eu sou a Carol Christianini, estou aqui para um bate-papo sobre educação no nosso espaço da
00:08Recreio, hoje recebendo para uma conversa o Tenente Coimbra, que é deputado estadual aqui
00:13pelo estado de São Paulo. Bem-vindo, deputado, tudo bem? Um prazer recebê-lo por aqui. Prazer é meu,
00:19Carol, obrigado, obrigado pela oportunidade de falar um pouco sobre a minha pessoa, sobre o meu
00:22mandato e de um tema tão relevante que nós construímos no estado de São Paulo, que são as
00:27escolas cívico-militares. Exatamente, vamos bater um papo sobre isso hoje, desmistificar algumas coisas
00:31e explicar para o público, afinal, o que é o modelo da escola cívico-militar, né? Antes da gente começar,
00:38quero apresentar o deputado, deputado Tenente Coimbra, que é primeiro tenente do Exército Brasileiro,
00:43graduado em administração de empresas, pós-graduado em política e estratégia pela
00:47Escola Superior de Guerra e mestrando em cidades inteligentes e sustentáveis. Deputado, então,
00:53como você já iniciou, vamos falar um pouquinho sobre o modelo da escola cívico-militar, que é um dos seus
00:59principais projetos, nos seus dois mandatos como deputado. No ano passado, o governador Tarcísio
01:05anunciou as 100 primeiras escolas nesse modelo cívico-militar, que está cumprindo a lei complementar
01:121398 de 2024. Acho que seria legal a gente começar pelo princípio, explicando um pouquinho o que é uma
01:18escola cívico-militar, o que ela tem de diferente ou não em relação à escola tradicional.
01:24A escola cívico-militar, ela surge baseado nos colégios militares. O que são os colégios militares?
01:30Os colégios militares são instituições de ensino voltadas para filhos de militares, que antigamente,
01:36por conta do excesso de transferências, esses militares tinham essa preocupação, e instituições
01:43ensino de excelência. Então, quando a gente coloca os colégios militares tendo grande referência em notas
01:50de Enem, aprovação de vestibulares, aprovação de concursos públicos, aprovações até, às vezes,
01:57de programas televisivos. Então, se criou-se lá atrás. De que forma a gente poderia trazer essas ilhas de
02:02excelência, que são os colégios militares, mais para uma realidade pública, gratuita e de acesso a todos?
02:09Então, há mais de quase 30 anos atrás, surgiu as escolas cívico-militares. E, antigamente,
02:17cada escola tinha a sua roupa, digamos assim. Cada uma tinha o seu formato, cada uma tinha o seu tipo.
02:24E, no ano de 2019, criamos a Frente Parlamentar pela Implementação das Escolas Cívico-Militares.
02:30O então governo Bolsonaro criou o Decreto 10.004, que implementavam os modelos das escolas
02:37cívico-militares a nível nacional, mas num formato que foi organizado pelo governo federal,
02:46num formato único. A partir daí teve a expansão. O que muda? O que é uma escola cívico-militar?
02:54Nada mais é do que uma escola convencional com os militares. Então, o militar cria um pouco
03:00esse senso de disciplina, que aí traz resultados. Mas o início lá atrás foi baseado nos colégios militares.
03:06E como é que funciona na prática, dentro da escola? O militar substitui o professor?
03:11O professor continua sendo o mesmo que sempre esteve nas escolas públicas?
03:15E o militar participa de uma outra forma? Explica um pouquinho pra gente como é na prática.
03:19O programa não é um programa educacional. O programa é um programa administrativo.
03:26Então, o militar não supre o lugar do professor, o professor continua dando aula.
03:30O militar não supre o lugar do diretor, o diretor continua sendo o diretor.
03:35O militar não muda o conteúdo programático. Isso continua previsto e organizado.
03:40Isso continua sendo o mesmo.
03:42Então, o que muda na essência? Qual é essa grande diferença para aumentar 20% de nota no IDEB?
03:48Para diminuir a evasão escolar em 70%? Para aumentar em 50% a quantidade de alunos estudando no ano
03:54correto?
03:55Para aumentar em 80% a percepção de segurança dentro do ambiente escolar?
03:59Isso não é o número que eu chutei. São dados do programa.
04:01Sim, isso é público.
04:02Exato. São dados do programa. O que muda é a cultura de disciplina.
04:06Se a gente fazer uma correlação, hoje a gente tem perdido muito dentro do ambiente escolar por conta de indisciplina.
04:11culturalmente, não só na escola, mas como sociedade, o jovem pode tudo e não deve nada.
04:18Então, a escola cívico-militar, eu gosto de fazer uma associação até com a escola do passado.
04:22A escola do passado, nós chegávamos, perfilávamos, cantávamos o hino, íamos ordenadamente para a sala de aula,
04:30às vezes até em coluna, em fileira.
04:33Chegávamos em sala de aula, levantávamos quando o professor chegava, respondíamos ao professor como mestre,
04:39como sim senhor, não senhor, não senhora.
04:42E nem por isso todos viraram militar ou todos tiveram o mesmo pensamento político
04:46ou alguém teve uma limitação de pensamento, de criatividade por isso.
04:50Muito pelo contrário.
04:51Fomos jovens mais disciplinados e, consequentemente, adultos mais preparados.
04:56Hoje a gente tem uma geração inversa.
04:58Hoje a gente tem uma geração de aluno que desrespeita a professora, que usa, às vezes, entorpecente dentro de sala
05:04de aula,
05:04que agride professor, que agride aluno, que faz o bullying constantemente.
05:10Então, quando você cria essa cultura de disciplina, principalmente nessa parte de formação do jovem, do adolescente,
05:17você leva o aluno mais disciplinado a não extrapolar o seu limite, principalmente dentro de sala de aula.
05:24E, com isso, leva o professor a dar aula em sua plenitude.
05:28A gente tem material humano muito bom dentro de sala de aula, que são os nossos professores.
05:32Mas, infelizmente, eles lecionam com medo, eles lecionam com problemas psicológicos,
05:37com a pressão que é exercido fora e dentro do ambiente escolar.
05:41Ele não se sente confortável dentro de sala de aula porque ele não sabe o que pode esperar.
05:46Às vezes é um aluno que está ameaçando ele,
05:48às vezes é um aluno que está envolvido com tráfico de torpecente,
05:51às vezes é um aliar que é o Liberdade Assistida, que já saiu da Fundação Casa,
05:54está ali dentro da sala de aula tumultuando,
05:57e ele não se sente com autoridade para repreendê-lo.
06:01Então, as escolas cívico-militares, elas vêm para isso.
06:03E eu brinco que as escolas cívico-militares não são para todas as escolas.
06:06A escola cívico-militares, ela tem a finalidade de atuar naquelas escolas mais vulneráveis.
06:11O programa, ele fala em vulnerabilidade.
06:13Seja vulnerabilidade por nota, por localização ou por ocorrência.
06:16Então, aquela escola que tem a necessidade, aquela escola que geralmente tem as piores notas,
06:22aquela escola que geralmente, os próprios professores, é a última escola a ser escolhida.
06:27Na verdade, o professor que está lecionando lá é porque não teve opção em outra escola.
06:30Ele nem queria estar lá.
06:32Então, ali o militar chega e ele faz a diferença.
06:34E os números comprovam isso.
06:36E a escolha de qual escola dentro de uma cidade, qual escola estadual dentro de uma cidade,
06:41vai se tornar, vai aderir a um modelo cívico-militar.
06:43Como isso acontece? É uma busca orgânica da escola ou da Secretaria de Educação?
06:51Ou existe uma análise a partir desses dados?
06:54Como que uma escola se torna, adere a um modelo cívico-militar?
06:57Carol, funciona da seguinte forma.
06:59A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo,
07:02ela abre a possibilidade para o diretor optar pelo programa.
07:06E o diretor, ele tem que ter mais uma escola estadual na sua cidade.
07:09O programa teve até o cuidado para o aluno, para o pai, para o professor ter opção.
07:14Para ser implementado, a escola cívico-militar tem que ter mais de uma escola na cidade.
07:18Para não se tornar a única opção da cidade.
07:20Exatamente. Ele vai optar pela cívico-militar ou por outra.
07:23Então, primeiro ponto.
07:24O diretor, ele pede para se transformar em cívico-militar.
07:29Depois é feita uma audiência pública,
07:31com a finalidade de explicar o programa para toda a comunidade escolar.
07:34E, posteriormente, é feita uma consulta pública.
07:37O que é essa consulta pública?
07:39É uma votação.
07:40Que os pais votam, os alunos votam, os professores votam, o diretor vota,
07:45toda a comunidade escolar vota.
07:46E o nosso cuidado foi tão grande com o programa,
07:49que a gente colocou que, obrigatoriamente,
07:52mais da metade da comunidade escolar tem que votar.
07:55Para ninguém alegar depois que, olha, só votou 10%.
07:58Tem que ter um quórum ali, pelo menos, de mais da metade.
08:01Exato. A gente fala que é o quórum qualificado.
08:03Tem que ter mais da metade votando
08:04e, obviamente, mais dessa metade, a maioria sendo sim.
08:08Mas fato é que dessas 100 escolas cívico-militares,
08:12a média de aprovação é 76%.
08:13Então, existe essa demanda popular.
08:17Então, a nível de democracia, tem que se respeitar a escola cívico-militar.
08:20Porque é uma demanda do pai, é uma demanda do professor,
08:22é uma demanda, muitas das vezes, do aluno.
08:24E quem não quiser, não tem problema, tem opção.
08:27Não compactuo, não gosto, não quero meu filho em uma escola cívico-militar.
08:30Tá bom, tem uma escola regular, tem escola P em 7 horas, tem escola P em 9 horas,
08:35tem escolas de todos os tipos hoje dentro do estado de São Paulo.
08:38O mesmo professor, não quero lecionar em uma escola cívico-militar.
08:41Tá bom, vamos fazer a sua atribuição de aula em outra escola.
08:45O próprio diretor, ele pediu.
08:47Então, difícil.
08:47Ele não vai falar, não quero mais.
08:50Exato.
08:50Mas, se ele não quiser mais...
08:52Ele também pode sair...
08:53Não, não, o programa é suspenso na escola dele.
08:55Sim, isso era a minha próxima pergunta.
08:59Se a escola, de repente, fala, puxa, não era pra gente, a gente achou que ia ser legal,
09:03não é mais.
09:04O que acontece?
09:04O diretor, ele pede e no ano seguinte o programa é suspenso.
09:07Tá, termina o ano letivo, pra ter uma continuidade, pra não interromper no meio do processo,
09:11e no ano seguinte é suspenso.
09:13A escola cívico-militar, ela não é uma varinha de um condão.
09:15Ela não vem pra mudar todas as necessidades da educação.
09:18A educação tem muitas necessidades.
09:20Passa de estruturação de carreira, estruturação dentro do ambiente escolar,
09:24mas passa também pela cultura dos alunos.
09:27Passa pela disciplina dos alunos.
09:29E ela tem o foco nesse aspecto.
09:31E ali, aonde ela mexe, ela melhora.
09:34É a única coisa que vai salvar a educação?
09:37Volto a frisar, não.
09:38Mas aonde ela mexe, ela melhora.
09:41Porque os números estão dizendo isso.
09:43Então, se a gente puder dar essa opção pros alunos, a gente vai dar.
09:46Eu brinco que o meu sonho é ter 645 escolas,
09:49pra pelo menos em cada cidade do estado de São Paulo, ter uma opção.
09:52Sim.
09:53Ter uma opção.
09:53Então, a nossa meta é essa.
09:55E o programa, ele tem seus resultados.
09:57E você tem algum exemplo prático pra trazer pra gente,
09:59de histórias que você escuta, ou visita uma escola,
10:02de como isso tá sendo aceito, que os professores retornem, os diretores?
10:06O programa no estado de São Paulo, a nível desse programa estadual,
10:10ele é ainda embrionário.
10:11São 100 escolas cívico-militares, os uniformes ainda estão chegando,
10:16estão tendo algumas adequações dentro dessas escolas,
10:20estão chegando, às vezes, escolas que faltam mastro, bandeira, som,
10:24pra fazer também sua atividade de ordem unida, sua atividade cívica.
10:28Então, essas 100 escolas estão embrionárias.
10:31Mas, como o programa já existia anteriormente,
10:33somente na legislatura anterior,
10:36mesmo com todo o processo de pandemia atrapalhando,
10:38o programa funcionou no estado de São Paulo, no governo Bolsonaro.
10:42A gente tem alguns relatos que são muito legais,
10:44como, por exemplo, no Guarujá,
10:46por conta do ser da Baixada Santista,
10:47uma escola que eu visitava bastante,
10:49e relatos até de uma professora,
10:51uma professora que lutou muito contra o programa,
10:54filiada a um sindicato,
10:56tem seu posicionamento ideológico diferente do meu,
10:58e respeito isso.
10:59Mas ela chegou num dia que eu estava visitando a escola,
11:01e ela falou,
11:02eu nunca fui tão respeitado em sala de aula.
11:03Eu não lembrava como era o aluno levantando
11:06quando eu entrasse em sala de aula.
11:08Os alunos educados, os alunos aprendendo,
11:12brincando, às vezes,
11:13chama a atenção de um, chama a atenção de outro,
11:14que são coisas normais da idade.
11:17Mas a minha grande preocupação,
11:19às vezes, ser agredida,
11:21de ter algo que pudesse extrapolar,
11:25hoje eu já não tenho mais essa preocupação.
11:26Então, são relatos assim que nos motivam
11:29a continuar lutando pelo programa.
11:31Porque é pelos alunos, sim,
11:33para eles terem uma melhor,
11:35que eles consigam ter um melhor aproveitamento
11:39dentro do ambiente escolar,
11:40mas é pelos professores também.
11:41Para que eles se sintam seguros novamente,
11:43para poder lecionar.
11:45Hoje a gente tem praticamente 30%
11:46dos nossos professores afastados.
11:48Sobrecarrega o outro ponto.
11:50Sim.
11:50Por N motivos, mas principalmente
11:52por problemas psicológicos.
11:55Então, você trazendo a tranquilidade
11:57para o ambiente escolar,
11:59você pode ter certeza que a gente vai ganhar muito.
12:01E essa é uma pauta sua da educação
12:03envolvendo jovens.
12:04Você também muito jovem,
12:0535 anos já no segundo mandato
12:07como deputado estadual.
12:09Como é que você pensa e planeja
12:12essa aproximação do jovem da política?
12:15Você vê a sua figura
12:16como um deputado super jovem,
12:19conseguindo atrair o jovem
12:20para pensar a política,
12:22para enxergar a política
12:22de maneiras diferentes?
12:24Eu acho que eu tenho...
12:25É uma das minhas funções.
12:26Como você bem disse,
12:27eu estou no segundo mandato.
12:28Minha primeira eleição foi com 27 anos.
12:31Fiz 24 mil votos.
12:32Nunca tinha sido candidato a nada,
12:34nem a síndico de prédio.
12:35Uma votação que geralmente
12:37não elege deputado.
12:38Mas Deus foi muito bom comigo
12:40e me colocou com 24 mil votos.
12:44E na segunda votação, em 2022,
12:46já saltando de 24 para 209 mil 705 votos,
12:51sendo o décimo mais votado do Brasil.
12:53Então, com isso, obviamente,
12:54aumenta a nossa responsabilidade
12:56e a nossa visibilidade.
12:57E a gente começou um trabalho
12:59muito legal, partidariamente,
13:01dentro do PL,
13:02que a gente fala que é o PL jovem.
13:04O PL, por sua vez,
13:05tem vários craques da juventude
13:08espalhados pelo Brasil.
13:09Tem o André Fernandes,
13:09tem o Nicolas, tem o Carmelo.
13:11Pessoas que despontam em todos os estados
13:13pelo processo de comunicação.
13:15Hoje, antigamente, a política
13:16era só para quem tinha muito recurso,
13:19para quem vinha de família de político,
13:21para quem crescia na política.
13:23Quem já estava envolvido no cenário.
13:24Exato.
13:25Hoje, com o teu celular,
13:26você consegue ser o seu exponente.
13:28Você consegue se comunicar,
13:30você consegue passar aquilo que você acredita,
13:32aquilo que você sente,
13:33os teus valores e princípios.
13:35E, obviamente, dar escala nisso
13:37para a parte política.
13:38E a gente começou alguns cursos
13:40dentro do PL jovem
13:41com três principais finalidades.
13:44A finalidade número um,
13:45atrair o jovem.
13:46Atrair o jovem que, às vezes,
13:48não gosta de política,
13:50mostrando que a política
13:51não é esse bicho de sete cabeças,
13:52mostrando aquele estigma antigo da política.
13:55A gente está tentando deixar de lado,
13:57mostrar que tem uma onda jovem,
13:59uma onda que entra sem dever e favor
14:01para ninguém na política,
14:02que entra no mandato
14:03só pelos teus propósitos,
14:04pelos teus ideais,
14:06tanto da direita
14:06e até alguns da esquerda também.
14:08É uma nova leva de políticos.
14:11E o segundo ponto
14:12era capacitar esse jovem.
14:14Então, a gente tem rodado o Brasil
14:16fazendo cursos de capacitação,
14:18fazendo palestras,
14:20aproximando esses jovens e grupos
14:21para que ele estude política,
14:23para que ele estude o cenário nacional.
14:25Não necessariamente para ser um candidato,
14:27mas, às vezes,
14:27para participar da política.
14:28E para entender que a política
14:29está em tudo, né, deputado?
14:31A política não é ser candidato
14:32e se eleger a algo.
14:33A política é a nossa participação social
14:35e cidadã, né?
14:36Que alguém vai ser eleito, né?
14:38E a ausência dessa escolha,
14:39não necessariamente da candidatura,
14:41mas da escolha,
14:42talvez leve a alguém
14:43que não é qualificado
14:45ou tem segundas intenções,
14:47digamos assim,
14:48que será eleito.
14:49Então, a importância da atuação
14:51desse jovem na política.
14:52E a terceira finalidade
14:53desse nosso trabalho
14:54no PL Jovem
14:55é mobilizar.
14:56Porque o jovem,
14:57ele tem aquela energia,
14:58ele tem aquela pujança.
14:59Então, assim,
15:00ele tem que se mobilizar
15:01pelo aquilo que ele acredita,
15:02ele tem que se manifestar,
15:03seja em rede social,
15:05seja presencialmente
15:06em alguma manifestação,
15:08como nós do PL
15:09fazemos bastante.
15:10Então, a gente tem
15:11essa responsabilidade.
15:12Eu acho que um grande case
15:13foi essa eleição de 2024.
15:15Se nós pegarmos
15:17as 20 principais cidades
15:18do Estado de São Paulo
15:20em tamanho populacional,
15:21as 20 maiores cidades
15:23do Estado de São Paulo,
15:25elegemos jovens vereadores
15:26em todas.
15:27E não só elegemos,
15:28como elegemos muito bem.
15:29Você pega São Paulo,
15:32Campinas, Guarulhos,
15:34Mogi,
15:35São José do Rio Preto,
15:36Santos,
15:37todos vereadores
15:38abaixo de 35 anos
15:39figurando entre os mais votados.
15:41Então, isso mostra
15:42uma renovação de pensamentos,
15:44isso mostra uma renovação
15:44de atitude,
15:46isso mostra também
15:47um trabalho de bastidor
15:47que a gente faz no PL Jovem.
15:49E para o futuro próximo
15:51dentro da sua legislatura
15:53e dos seus planos
15:54daqui para frente?
15:55O que mais você está planejando?
15:57Tem mais projeto
15:58para os jovens?
15:59Conta um pouquinho
15:59para o nosso público.
16:01A gente tem vários projetos
16:02para todas as áreas
16:03de mobilidade,
16:04para a minha região
16:04que é a Baixada Santista,
16:06para a área de segurança,
16:07eu como profissional
16:08de segurança pública.
16:09Mais um projeto
16:10que é muito caro para mim,
16:12que é muito importante,
16:13a gente tem tentado
16:14aprovar na Assembleia Legislativa
16:16já há três anos,
16:16que é a carteirinha estudantil
16:17gratuita.
16:18Hoje,
16:20por conta de questão legal,
16:22qualquer pessoa
16:22que vai tirar
16:23a sua carteirinha
16:24de estudante,
16:24ela tem que pagar
16:25R$ 45,00 mais frete
16:27para as entidades estudantis,
16:29o UNE,
16:30o UBIS,
16:31a entidade de ensino superior,
16:33e a gente vê
16:34que, infelizmente,
16:35esse recurso
16:36que fica com essas entidades
16:38são pagos,
16:39muitas vezes,
16:40para fazer campanha política,
16:42são pagos
16:42para fazer manifestações
16:44que nada tem a ver
16:45com educação,
16:46mas são bandeiras políticas,
16:48são pagas,
16:49às vezes,
16:49para patrocinar eventos políticos,
16:52e isso é muito triste,
16:54porque deveria ser utilizado
16:55esse valor
16:56para estar lutando
16:57por direitos dos jovens,
16:58para dar espaço e voz
17:01aos jovens,
17:02ou pelo menos,
17:03fazer a manutenção básica
17:04e diminuir o preço
17:05da carteirinha,
17:06porque R$ 45,00 mais frete
17:07faz diferença
17:08na vida de muitas pessoas,
17:10principalmente daquela pessoa
17:11que mais precisa
17:12na ponta da linha.
17:13Estamos em 2026,
17:14você não precisa mais
17:15de uma carteirinha física,
17:16hoje você tem RG online,
17:17CNH online,
17:18você não vai mais no banco,
17:19você paga tudo online.
17:20A gente não tem nada em papel.
17:21Você fala que tem que ter
17:23uma obrigatoriedade
17:24da carteirinha física,
17:25esse valor custa R$ 45,00,
17:26desculpa,
17:27isso é uma mentira,
17:28uma inverdade.
17:29Então,
17:29o que a gente possa criar
17:30uma carteirinha
17:31no Estado de São Paulo,
17:32e esse é o projeto de lei,
17:33pública e gratuita
17:35para o estudante,
17:36que ele consiga renovar
17:38o secundarista,
17:39que o aluno que estuda
17:41no ensino superior
17:42consiga tirar
17:42a sua carteirinha também online
17:44via QR Code,
17:45e que ela seja válida
17:46em todo o território nacional.
17:48Porque a gente vai tirar
17:49dinheiro, sim,
17:50dessa militância,
17:51vai, obviamente,
17:53continuar ajudando
17:55os movimentos estudantes legítimos,
17:57aqueles que não são utilizados
17:58de maneiras deturpadas,
18:00com finalidades políticas,
18:01e a gente vai trazer
18:03essa gratuidade
18:04para todo estudante
18:05no Estado de São Paulo.
18:06Então, a gente tem
18:06corrido bastante,
18:07esse projeto já passou
18:08pela urgência,
18:09esse projeto já passou
18:11pela discussão
18:12dentro da Assembleia Legislativa,
18:13ele está pronto
18:14para a ordem do dia,
18:16a gente sabe
18:16que tem muita resistência,
18:17porque existe uma parte
18:20dos deputados
18:21que tem uma ligação
18:22muito forte
18:22com esses movimentos estudantis,
18:24inclusive fazendo manifestações
18:26em conjunto,
18:26sendo muitas vezes
18:27ajudados por esse dinheiro,
18:30mas a gente está fazendo
18:30toda a pressão necessária
18:31para ser pautada
18:32e aprovada ainda esse ano.
18:33E o foco principal
18:34é manter o benefício
18:36para o jovem,
18:36de uma maneira gratuita
18:38que não é o que acontece hoje.
18:39Exatamente.
18:39O foco é esse.
18:40A gente está lutando
18:41para trazer a gratuidade.
18:42Hoje o jovem paga,
18:43que ele não necessite
18:44pagar todo ano,
18:45que ele utilize
18:46esses R$ 45,00
18:47para fazer o que bem entender,
18:49mas que hoje a gente tem,
18:50com toda a tecnologia
18:51que nós temos
18:52no Estado de São Paulo,
18:53em pleno 2026,
18:54volto a falar,
18:55a possibilidade
18:55de uma carteirinha online
18:57sem custo nenhum.
18:59Perfeito, deputado.
18:59Muito obrigada.
19:00Se você quiser deixar
19:01um recado final
19:02para o público jovem,
19:04para quem nos acompanha,
19:06sua pauta é sempre
19:07muito focada em educação
19:08e em prol da juventude.
19:10Se quiser deixar
19:10um recado final,
19:11fica à vontade.
19:12Eu que agradeço a oportunidade.
19:13A gente luta
19:14por uma próxima geração.
19:15Eu estou deixando
19:16de ser jovem agora
19:17com 35 anos.
19:18Eu brinco,
19:19porque o PL Jovem
19:20a gente coloca até 35.
19:21Até 35.
19:21Até 35 anos,
19:22então no que vem
19:23não estarei mais.
19:24Mas a nossa luta
19:25sim pela próxima geração.
19:26Temos vários outros projetos
19:28voltados para a área
19:28de segurança,
19:29para a área de transporte.
19:30Para a área de esporte também,
19:32eu como membro
19:32da comissão de esporte.
19:33Quem quiser mais
19:34acompanhar nosso trabalho
19:35é só digitar
19:35Tenente Coimbra
19:36em todas as redes sociais
19:37que eu vou ter o maior
19:38prazer em dialogar com você.
19:40Muito obrigada, deputado.
19:41Não vou esclarecer
19:42muitas dúvidas
19:42sobre esse tema
19:43tão relevante
19:44que está sempre na mídia.
19:46É importante a gente
19:46trazer as figuras
19:47que participam diretamente
19:49disso para realmente
19:50compreender do que se trata
19:51e ficar todo mundo
19:53com a cabeça aberta
19:54para as possibilidades.
19:55Eu que agradeço
19:56a oportunidade.

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