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La Promesa Capitulo 829 (1 mayo )
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00:00Espero não tardar em averiguar.
00:02Não te fias de ele.
00:03Bom, digamos que quero comprobar a veracidade de alguns assuntos.
00:06Já não só por mim, padre, mas por...
00:09Por Julieta e por Ciro.
00:10Eles se jogam muito com tudo isso.
00:13Agora só queda recoger os escombros de trás e listo.
00:16Vamos.
00:17Não vai ser que essa senhora se presente aqui e nos pille em plena faena.
00:23Adriano, te encontras bem?
00:28Eu, sem embargo, lhe vou contar tudo.
00:31Sem maquillar.
00:32Que conozcan a verdadeira cara de curro.
00:34E sua verdadeira cara, capitão?
00:37Ela vai mostrar a você ou tenho que fazer eu?
00:39Porque se quer, lhe digo que preferir morirme a casarme com você.
00:43A ver, eu acho que todos deveríamos ser discretos.
00:46E não despedejar a família delante do duque.
00:48Ricardo Santos precisa conhecer a verdade.
00:50Isso não vai passar.
00:51Se lhe explica o que aconteceu em bons termos,
00:53entenderá que foi um haciago accidente e já está.
00:56Já sabe você que a relação com Santos sempre foi muito delicada.
00:59Muito bem, mas tendrá que tentar...
01:00Porque não.
01:02Isso só nos concierne a Santos e a mim.
01:05E a ninguém mais.
01:06O que surgiu entre curro e eu foi muito anterior
01:09a tudo o do capitão da mata.
01:11Quando minha mãe me comprometeu com o capitão da mata,
01:15eu seguia muito enamorada de ele.
01:16É a pessoa mais maravilhosa que eu conheço em minha vida.
01:19Eu sei que creio que tudo isso se lhe digo porque estou muito enamorada de ele,
01:23mas curro e eu rompemos o nosso noviazgo dias antes de que você chegaram a promesa.
01:27Eu só disse que a carta me parecia mais relevante agora,
01:31mas por pura intuição.
01:33De verdade, de verdade, não saques conclusões precipitadas, por favor.
01:37Últimamente, Lanuto tensa cada vez que está comigo.
01:42E tem que haver um motivo para isso.
01:44Você sabe que o refugio é o melhor projeto que o patronato
01:47que o patronato teve entre manos em muito tempo.
01:50Não o desestimaram porque foi malo,
01:52mas porque você me tem envidia.
01:54Envidia.
01:55Envidia porque eu consegui mais atenção que você.
01:58Mas as pessoas do refugio não tem a culpa disso.
02:01Esas pessoas precisam que as ajudemos e você não vai negar.
02:05Vera é minha filha.
02:06É certo.
02:07Os Luján secuestraron a minha filha.
02:10Aqui ninguém tem retenido a Vera em contra de sua voluntade.
02:12Todo mundo se vai enterar disso, têngalo por seguro.
02:15E assim sabrão que não se pode confiar em um Luján.
02:19E se quer comprar meu silencio,
02:22já sabe o que tem que fazer.
02:27Eu seguro que a minha filha não sabia nada disso.
02:30Ou isso diz você.
02:31Não é o que eu diga.
02:33Não estávamos ao tanto.
02:34Que responsabilidade podemos ter se não sabíamos?
02:37Um secuestro não é nenhuma bagatela, senhor meu.
02:39Aqui ninguém tem secuestrado a ninguém por amor de Deus.
02:43Pode ser verdade isso que diz.
02:46Que não sabiam que Mercedes ou Vera era minha filha.
02:49É verdade.
02:51A questão não é essa.
02:52A questão é...
02:54Quem lhes creerá ha chegado o caso?
02:58A verdade sempre acaba imponiéndose.
03:02Não me diga.
03:04Veo que desconoce os principios básicos.
03:07O importante não é a verdade, senão o que a gente crea.
03:10E contra isso...
03:11Que pode fazer você?
03:13Já se o digo eu.
03:15Nada.
03:19Sabe?
03:20Não.
03:20Não.
03:24Não.
03:32Não.
03:37Não.
03:38Não.
03:38Não.
03:41Não.
03:42Não.
03:43Não.
03:43Não.
03:44Não.
03:44Não.
03:44Não.
03:45Não.
03:46Não.
03:48Não.
03:49Não.
03:50Não.
03:52Não.
03:54Não.
03:55Não.
03:56Ele não sabe nem por onde ele vem o ar.
03:58Ele se move por pura intuição mais que por conhecimento.
04:04Suponemos que você consiga que uma revelação pública como essa
04:08não afeta muito a sua família.
04:11Que consiga aplacar o escândalo com todo o dinheiro que tem e com o que vai ter.
04:16Mas essa não é mais que uma das jogadas das muitas que eu posso fazer.
04:23Por poner um exemplo,
04:26o que ocorreria se eu agora mesmo chamo ao duque de Salvatierra,
04:29emisario do rei, e lhe conto isto?
04:31De que serviria toda a sua fortuna?
04:35Seguro que o duque de Salvatierra nem consultaria ao rei.
04:39Negaria ao instante o título a seu querido irmão bastardo.
04:44Outro escândalo mais que sumar a larga lista dos Lujá.
04:48Está amenazando com quitarle o título ao meu irmão?
04:52Ou mais bem com que não se devolvam.
04:54Mas sim, o entendi a primeira.
05:06E de quanto dinheiro estaríamos falando?
05:10É você um homem razãoável, sim.
05:14E isso sempre é bom para fazer negócios.
05:40Isso é uma loucura.
05:43Para você.
05:45Não diz que dispõe de muito dinheiro?
05:48Júntelo e entreguemelo quanto antes.
05:50Ou se não,
05:52tendrá que atender as consequências.
06:00Don Manuel.
06:15As pessoas com seus nomes e seus apellidos.
06:17É que é você cansina.
06:18Pois, desculpe se me expressa com franqueza.
06:21Mas me dá a sensação de que o reduzir todo a um enfrentamento pessoal entre você e eu.
06:25Tem coisas muitíssimo mais importantes.
06:31É que não me estou explicando.
06:39Não, não.
06:41Se explica de você perfectamente.
06:45Ese é o problema.
06:49Não só isso.
06:50E você deu o clavo.
06:53E você deu o clavo.
06:59Que...
07:00Que quer dizer com isso?
07:03Que as coisas passaram como você as narra.
07:06Você conseguiu a notoriedade da prensa,
07:09a lisonja da alta sociedade,
07:11que a invitaram às fiestas mais privadas,
07:13o aplauso das damas do patronato,
07:16enquanto eu me quedava totalmente ao margem de todo reconocimento.
07:21E não, não.
07:23Não me gostou.
07:24Não.
07:25Não me gostou em absoluto.
07:29Pode parecer mezquino,
07:30mas...
07:31Llevo muitos anos
07:34dedicando meu tempo e meu esforço
07:36a que o patronato seja um lugar solvente.
07:38E não, não.
07:39Não é sido nada fácil.
07:40Se o posso assegurar, hein?
07:42E de repente chega a você.
07:44Joven.
07:45Hermosa.
07:46Com uma causa justa,
07:48por a que lutar e, encima,
07:49a defende admirablemente bem.
07:52Delante de todo o mundo.
07:58E eu...
08:01é que sim.
08:04É que sim.
08:04Se esse é o problema,
08:05se pode arreglar.
08:07Que esse problema pode não existir.
08:11É você tão jovem.
08:13Que únicamente não censure o projeto.
08:16Apóyelo e facámoslo juntas.
08:20Eu posso falar com o don Gonzalo Mateo
08:22e que nos faça um reportagem
08:24as duas.
08:25Juntas.
08:25E se em algum momento
08:27me volta a invitar
08:27a uma fiesta exclusiva,
08:29privada,
08:30ou o que seja,
08:31podemos ir as duas
08:32e o meu prometido se queda em casa.
08:36De verdade.
08:37E nem sequer tem que compartilhar o mérito comigo.
08:38Pode ser todo seu.
08:40Porque é você a presidenta do patronato.
08:42E que você decide...
08:44se ao final sai bem,
08:46se decide apoiá-lo.
08:50Todo isso teria estado muito bem
08:52se você o chega a plantear antes.
08:54Mas já está.
08:56Não, não, não é tarde.
08:57Doña Pilarcita, não é tarde.
08:58Não é tarde.
09:00Não é tarde.
09:00Por favor,
09:01visite o refugio.
09:03Vê-lo com seus próprios olhos.
09:05E se depois desse momento
09:06você pensa que não merece a pena,
09:08eu não vou insistir mais.
09:10Se o seguro, de verdade.
09:12Mas por Deus...
09:15Deme essa oportunidade.
09:17Por favor.
09:34É que acaso celebramos algo especial, padre?
09:37Bom,
09:38a juzgar por a actitude do duque de Salvatierra
09:40as entrevistas não estão indo mal do todo.
09:44Isso é algo que ainda não podemos saber.
09:46Não, não há ciência certa.
09:48Mas se esse homem encontrou algum motivo
09:50para denegarte o título
09:51já o teria señalado.
09:52Não te parece?
09:55Sim.
09:55Sim, tem razão.
09:57Bom, não encontrou nada.
09:58Então, de momento, podemos brindar.
10:00Vamos lá.
10:07Parece que nossos temores não se han cumplido.
10:09E que os habitantes desta casa,
10:11quando o duque lhes perguntou sua opinião sobre ti,
10:14não tenham considerado
10:15o comportamento irastível dos últimos dias.
10:17Sim.
10:21Incluso Oliocadi ha falado bem de ti.
10:25Isso permítame que o dude.
10:27Bom, por o que me disse, não há falado mal.
10:29Que já é bastante.
10:32E por o que sei, na planta baixa todos han dicho maravillas de ti.
10:35Sempre há algum verso suelto.
10:37Mas não pode gostar todo mundo, nem você.
10:40Sim, pode imaginarme quem é esse verso suelto, neste caso.
10:43Da igual, Curro.
10:45O importante é que todos han falado de tu generosidade,
10:48de tu bom coração e de tu nobleza.
10:51Não me mereço.
10:52Por supuesto que te mereces.
10:55Temos a sensação de que todo mundo está deseando
10:57que recuperes o título de barão da Linaja.
10:59Que é o justo.
11:02Só que o duque de Salvatierra
11:03se deixou o plato forte para o final.
11:07Porque ainda não entrevistou
11:08a nosso querido capitão de la mata.
11:10E está claro que não vai ser tão favorável como os demais.
11:13Mas bem, vai ser tudo o contrário.
11:16Aí não te falta a razão.
11:18É que me arrebenta pensar que tem voz nisto.
11:20Porque é que não é justo.
11:21Não, não é.
11:23Mas não podemos fazer nada ao respeito.
11:25Não depende nem de ti nem de mim.
11:26E este maldito sentido.
11:28Escúchame bem, filho.
11:31Passe o que passe,
11:32tem que manejar bem os nervos e a tua ira.
11:34Se não queres que todo se vai ao garete por um pronto.
11:38Hemos chegado muito longe.
11:39Para morir agora na orilla.
11:41Tens que fazer um último esforço.
11:44O duque e, seguramente, Lorenzo te vão colocar a prova.
11:47Por isso é muito importante, agora mais que nunca,
11:50que não caigas em suas provocações.
11:52Entende?
11:59Eu tento.
12:00Passe.
12:01Eu tento.
12:02É que procuro por ele boa cara, mas por dentro estou muerto de medo.
12:07Não é questão de que não tenha medo.
12:09É questão de que não te condicione.
12:15Eu prometo que vou tentar com todas as minhas forças.
12:19Não quero ser o curro de ultimamente.
12:21Quero ser o curro de antes.
12:23Não me conformo com que o tentes.
12:27Quero que o consigas.
12:35Me limité a dizer a verdade ao duque de Salvatierra.
12:39Disculpa, não te entendo muito bem.
12:42A verdade ou a tua verdade?
12:45Pois, simplesmente, a verdade é desnuda, Lorenzo.
12:51Ese estirado perguntava e eu respondia com a maior sinceridade.
12:54E assim foi tudo.
12:56Tem su mérito?
12:57Isso sim, sem meterme nem jardins nem charcos.
13:00A isso lhe chamas tu contar a verdade, Leocadea?
13:04Lorenzo, não falo nem bem nem mal de curro.
13:06Porque não quero que seu destino perjudique a minha filha.
13:09Aunque total, que mais dá, se já não estão juntos.
13:11É uma pena o pouco que dura o amor nestes tempos.
13:14Ou que sabe muito bem o que penso de esse dislate de reclamação do título e...
13:19Pero...
13:21Contigo sempre há um pero escondido.
13:23Mas não penso significar-me nem favor nem contra de curro.
13:26Porque não me interessa em absoluto.
13:29Sempre tão cobarde.
13:30Ou sempre tão prática.
13:31En cambio, eu sim vou significar-me.
13:34Vou contar ponto por ponto o que opino de curro.
13:37Me devo ao que o senhor pretende que me calle.
13:39Ah, te lo has pedido?
13:40Sim, o has sugerido, já sabes como é.
13:42Mas não vou fazer caso.
13:44Esse bastardo está sentenciado.
13:46E eu vou encargar-me de rematar-lo.
13:49E como estás tão seguro de que o vas conseguir, Lorenzo?
13:52Em serviço todo mundo ha hablado bem de curro.
13:55Não pode valer o mesmo a minha opinião que a de uma vulgar criada.
13:58Há opinado muitas vulgares criadas.
14:01E nesta família, todos, juraria que quase todos,
14:04han hablado bem de ele.
14:05Ou, ao menos, não han dito algo que o possa condenar.
14:08Espera que me chegue o turno.
14:10O estou deseando.
14:13Tu opinião abrirá uma brecha, isso sem dúvida.
14:16Mas de aí, a dar a curro por condenado,
14:18vai ao mundo, Lorenzo.
14:21Já o veremos, não?
14:25Menos mal que asito a teu filho.
14:27Que se não...
14:28Esse bastardo inútil nunca foi meu filho.
14:31Nunca nos llevamos bem.
14:32Ni houve afecto entre nós.
14:35Eu não tenho tão claro.
14:37Fíjate que eu sospecho que ele sim te queria.
14:39Mas...
14:40Mas...
14:42Mas...
14:42Você está esquecendo que tentou secuestrar a tua filha.
14:46Isso é um detalhe que os dois tenias em comum.
14:49Você lembrou?
14:50Você lembrou?
14:51Não me deixou de desistir a confeccionar a lista de deméritos do bastardo.
14:57Mas é precisamente o que vou fazer delante do duque de Salvatierra.
15:01Curro não merece formar parte da nobleza porque é escoria.
15:05O único que espero, Lorenzo, é que...
15:08En este afán teu de destruir a Curro,
15:11Não perjudicas a minha filha.
15:14Sou um cabalheiro.
15:15Pode estar tranquilo.
15:17E isso em que se substancia?
15:19Em que vou deixar a tua filha ao margem.
15:22Isto é entre o bastardo e eu.
15:36E foi uma pena que a doña Pilarcita, no final, decidisse acudir ao refugio.
15:42Bom, ao menos a senhora está no palacio para falar com a senhora Martina.
15:47Eu sei.
15:49Mas se ve que a senhora não conseguiu convencerla de que...
15:53De que ela fizera a visita.
15:54Pois não será porque ela não insistísse, porque...
15:59Conociéndola...
16:00Con toda a que temos trabalhado para agasajar a esa senhora...
16:05Já.
16:06Bom, supongo que não se pode forzar a ninguém.
16:09Em contra de sua voluntade, não?
16:12Pois não.
16:14E, de todas formas, tampouco...
16:17Tampouco nos chamemos a engaños.
16:18Por quê?
16:20Supongo que, no fundo, todos pensamos que a senhora não queria ir ao refugio.
16:24Senhora Arcus, não pode reprocharse nada.
16:27Ha feito tudo o que está em sua mão e deveria estar muito orgulosa, muito.
16:32E estou muito orgulosa.
16:34Sim?
16:34Pois não se nota.
16:37Porque isso não me consola nada, senhora Darry.
16:46Viejo.
16:47Aqui estás.
16:48Pois...
16:49Oye, tienes que tener un pouco mais de cuidado, eh?
16:51Que he visto que le ibas a poner la sopera de sombrero a doña Leocadia.
16:54Lo que hubiera supuesto, mi despido inmediato.
16:57Te voy a servir una infusión. ¿Tú quieres?
16:58Eh, sí, por favor.
17:05Buenas noches.
17:07Buenas noches.
17:07Queda pisando, eh?
17:09Claro.
17:10Sílva-se a usted mismo.
17:11Buenas noches.
17:39Buenas noches.
17:41Seguida de caer al suelo, es mejor que sea el sirviente y no lo que lleva las manos.
17:45Eso es muy de la vieja escuela.
17:46Claro que...
17:47Señora Bezaera, es de la vieja escuela.
17:50No tardes mucho en acostarse, eh?
17:57Señor Arcos, eh...
18:00He estado pensando en lo que usted me dijo.
18:05Sobre estas cosas.
18:06Sí.
18:07Y creo que tiene usted razón.
18:10Si Ricardo le contase la verdad a Santos, sería bueno para todos.
18:14Bueno para Ricardo porque se quitaría un gran peso de encima.
18:19Y bueno para Santos porque sabría la verdad.
18:24Pero por desgracia, Ricardo me ha dejado muy claro que no me meta ahí y...
18:29Ya no me queda otra que respetar su voluntad.
18:31Pues sí.
18:33Y es una pena.
18:35Es una pena porque ahora parece que se llevan bien.
18:38Pero don Ricardo ha fundado la relación con su hijo sobre una mentira.
18:42Y eso se le subirá en contra tarde o temprano.
18:46Pues sí.
18:47Cuando vea que Santos no levanta cabeza por la muerte de su madre.
18:52Justamente.
18:55En cambio con usted, quiero decir, lo que hay entre usted y el don Ricardo no...
19:00Señor Arcos, ahí no hay nada que hacer y ya no sé cómo decírselo, por favor.
19:04Discúlpeme.
19:06Discúlpeme.
19:06No se preocupe.
19:08Es solo que ni siquiera había pensado en ello.
19:10La historia de amor entre Ricardo y yo es...
19:17Es historia antigua.
19:22Lo lamento.
19:42Don Manuel.
19:45Me ha dado un susto de muerte.
19:47¿Qué hace usted aquí?
19:50¿Qué hago aquí?
19:53Creo que eso es lo que tendría que preguntarte yo, ¿no crees?
19:57¿Cómo?
19:59¿Quién eres en realidad, Vera?
20:02O debería llamarte Mercedes.
20:06Ni lo intentes.
20:09He estado hablando con el duque de Carril.
20:14Dime la verdad.
20:17Es tu padre.
20:23Por el amor de Dios.
20:25Por el amor de Dios.
20:27Por el amor de Dios.
20:28Quiero que me digas ahora mismo.
20:31¿Por qué estás aquí?
20:32¿Y cómo es posible que la hija de un duque haya acabado sirviendo en mi palacio?
20:41Hace un tiempo me enteré que no todos los negocios de mi padre eran limpios.
20:47Que con tal de conseguir sus fines recurría a la extorsión, al fraude, que no tenía ningún tipo de escrúpulo.
20:56Así que recogí todas las pruebas que pude y decidí denunciarlo.
21:03Pero fue una ingenua.
21:06Yo pensé que con eso acabaría con todo, pero no fue así.
21:12Incluso fue a peor.
21:14¿Qué ocurrió?
21:18Mi padre movió sus hilos y se libró enseguida.
21:24Y salió libre y lleno de rabia.
21:26Con ganas de hacérmelo pagar.
21:29Descubrió que había sido tú.
21:32Me amenazó.
21:36Estaba asustada.
21:37Estaba muerta de miedo y...
21:40Y esa es la razón por la que decidí marcharme de mi casa.
21:43Dios mío.
21:45Por miedo a las represalias de mi padre.
21:49Fue entonces cuando Lope me encontró.
21:54¿Dónde?
21:56Vagando por el monte.
21:58Lope me trajo aquí y me salvó.
22:01Me escondió en la promesa.
22:04¿Y cómo acabaste de doncella?
22:07Fue todo pura casualidad.
22:09¿Casualidad?
22:11¿O por una mentira?
22:13No.
22:14Yo me puse el uniforme de doncella para salir de mi escondite y dar una vuelta por el palacio.
22:20Con tal mala suerte que me vio la señora marquesa, me confundió con una nueva doncella.
22:25Le gusté y...
22:27Desde entonces...
22:30Eres la hija de un duque.
22:34Aprendí el oficio sobre la marcha.
22:38¿Cómo has podido amoldarte una vida tan diferente a la que conocías?
22:43No hay mejor maestro que lo irremediable.
22:48Don Manuel, yo habría vivido así para siempre.
22:50A mí me gusta esta vida.
22:52Pero el caso es que hace unos días...
22:56En una de sus entrevistas, visitas, mi padre vino y me descubrió.
22:59¿Cómo?
23:01¿Y qué pasó?
23:03¿Qué te dijo? ¿Dices que temía sus represalias?
23:06Sí, sí, pero no fue como yo me imaginaba. Él...
23:09Él estaba feliz de haberme encontrado.
23:12Bueno, y sorprendido.
23:13Claro.
23:15¿De verdad?
23:19¿Alguien más sabía quién eras?
23:24Hay gente de abajo que sí que sabe quién soy.
23:27Claro.
23:29Sin la ayuda de ellos no podría haber aguantado tanto.
23:33López lo sabía claro y...
23:36Bueno, y Curro también lo sabe.
23:42¿Curro?
23:49Mírame.
23:51¿Mi hermano lo sabía?
23:58Fue el que me ayudó a evitar cruzarme con mi padre cuando empezaron las visitas.
24:07¿Y ahora qué hacemos, don Manuel?
24:08No lo sé.
24:11Porque por lo pronto tu padre me ha pedido que invierta más dinero en su empresa a cambio de su
24:14silencio.
24:16¿De su silencio?
24:17Sí.
24:19Me amenaza con contar una patraña a todo el mundo por la cual los Luján han secuestrado a su hija.
24:24Lo siento.
24:26Lo siento, lo siento, don Manuel. No puedo creerme que mi padre le esté haciendo esto.
24:30Él sabe que si yo estoy aquí es por propia voluntad.
24:32Pues fue bastante agresivo a la hora de volver a pedirme dinero.
24:36No sé, quizá yo pueda hablar con él. Ya le digo que nuestro reencuentro fue bien.
24:40No. No.
24:41Puedo hacerlo entre...
24:44No hagas nada.
24:46Lo siento mucho, Vera.
24:49Pero si algo ha quedado claro hasta ahora...
24:52Es que tu padre tan solo te está utilizando.
25:09La cosa es que a mí el duque de Salvatierra no me ha querido entrevistar.
25:13Normal, Estefanía.
25:15¿Normal?
25:17Pero se ha entrevistado a todo el mundo.
25:19Ya, pero tú acabas de entrar. ¿Qué le vas a contar del señorito Curro? No hay menos.
25:25Yo me fijo mucho.
25:28Por mucho que te fijes, no es eso. Tampoco ha entrevistado a don Ciro y a doña Julieta. Y es
25:32por lo mismo.
25:36¿Cómo llevas la mañana, Carlos?
25:40Bien.
25:47¿Qué digo yo? Que vosotros dos os conoceríais del pueblo antes de coincidir aquí, ¿no?
26:00No.
26:00Toma, claro. Ya me dirás. Con lo chico que es Luján. Si no nos hemos visto mil veces, no nos
26:06hemos visto ninguno.
26:10Además, los dos soy de llamar la atención.
26:14Yo a Carlos me lo sé de memoria. Como quien dice.
26:21Lo que pasa es que nunca nos habíamos tratado. Como siempre hemos sido de cuadrillas diferentes.
26:26¿Verdad que sí, Carlos?
26:29Sí. Sí. De hecho, no sé si habremos cruzado más de tres palabras seguidas alguna vez.
26:36Bueno.
26:38Yo voy a ir yendo a secar la vajilla.
27:03Me voy a seguir te pillando a chaqueta.
27:29Estará...
27:30Al caer, ¿no?
27:31Tem que ter paciência.
27:34Vem cá.
28:01Vem cá.
28:34Vem cá.
29:01Vem cá.
29:07Muchísimas gracias por honrarnos con su visita.
29:10Me insistió usted tanto que casi puede decirse que me he sentido obligada a venir.
29:16¿Viene conmigo, por favor?
29:22Como puede ver, todos están encantados de verla.
29:28Ya veo que les han leccionado bien para que sonrían.
29:31Pero me hace falta cincimientos.
29:33No son cincimientos.
29:35Están agradecidos de verdad.
29:39Si le parece bien, vamos a dar una vuelta por el exterior y así le puedo enseñar nuestro huerto.
29:44Tenga cuidado por donde me lleva.
29:46No quiero mancharme.
29:47Sí, sí. No se preocupe.
29:49Como puede ver, algunas de las verduras que se comen en el refugio salen de su huerto.
29:58Al menos tienen algo que llevarse a la boca.
30:03Venga por aquí.
30:04Que también quiero enseñarle el carro con el que se venden los churros en el pueblo.
30:08Me lo han dejado aquí fuera para que se lo pueda enseñar.
30:11Bueno, y estos churros son igualitos que los que hacen en Madrid.
30:16Más vale que repartan servilletas.
30:18Por la plingue que sueltan.
30:21Ya.
30:21Venga conmigo, por favor.
30:22Y así le puedo enseñar también las instalaciones interiores.
30:26Para que vea cómo aprovechamos el espacio que hay, que no es mucho, para que todos se puedan alojar aquí
30:32con la mayor dignidad posible.
30:37Otra cosa le pido.
30:39Claro, lo que quiera.
30:41Que no se me acerquen demasiado estos menesterosos, ¿eh?
30:45No, no se preocupe que van a mantener todos la distancia.
30:48Claro.
30:55¿Quiere una rosquilla?
30:59Se las han preparado las cocineras de la promesa, especialmente a usted.
31:25¿Está riquísimas?
31:29¿Quieres ver dónde jugamos al escondite?
31:40Amém.
32:07—Buenos días. —Buenos días.
32:14—Te preguntaría qué tal estás, pero me basta de comerte para saber que estás bien.
32:18O tal vez sea el embarazo que te da un brillo especial.
32:24—Bueno, llevar esto cansa lo suyo, pero es lo normal, ¿no?
32:30Lo importante es que todo va para adelante, sin percance ninguno.
32:34Y con Carlos, pues también todo va mejor.
32:39—Me alegro.
32:42—Se podría decir que estoy razonablemente bien. ¿Qué dirían los señores?
32:47—Ojalá pudiera decir lo mismo después de la visita de doña Pilarcita en el refugio.
32:51—Oh, ¿cómo eso? ¿Al final se ha ido esa mujer?
32:56—Y creo que debe de haber llegado ya. Voy a ir corriendo refugio a Idora Martina con la visita.
33:02—Samuel, rezaré para que todo salga bien. Esa gente y tú el primero merecéis que ese lugar siga siendo lo
33:09que es.
33:11—¿Lo que es?
33:13—Esperanza, ¿no?
33:41—En resumen, mi padre me está utilizando para presionar a Dora.
33:45Manuel y así conseguir que haga lo que le conviene a esos negocios.
33:51Esa misma cara se le quedó a la señora Darre cuando se lo conté anoche.
33:54—A ver, Vera, yo creo que se nos queda a todas esta cara porque todas pensamos la misma cosa.
34:01Lo que nos das cuenta es muy desagradable, pero no nos sorprende.
34:07—No, desde luego. A estas alturas sabemos perfectamente cómo se las gasta el bueno de tu padre, Vera.
34:15—Y estaba claro que él iba a intentar se acatar de todo esto.
34:20—Pero yo había empezado a tener la esperanza de que había cambiado la forma en la que reaccionó al encontrarse
34:27conmigo.
34:28Se alegró mucho. Aunque ahora entiendo el porqué.
34:36—Tiene que ser muy duro para ti confirmar tus malos recuerdos.
34:41—Pero es lo que hay. Mi padre es una mala persona, un estafador y a saber qué más.
34:48Así que mejor salir de dudas ya y saber que, aunque haya pasado mucho tiempo, hice bien en denunciarlo y
34:53en huir de casa.
34:56—Vera, pasaste de ser una niña criada entre algodones a trabajar en el servicio de una casa.
35:01Y nadie hace eso si no tiene un motivo de peso. Y ese motivo era tu padre.
35:07Y esto demuestra que el motivo sigue ahí.
35:13—Me duele ver que nada ha cambiado.
35:16Pero sobre todo me duele que don Manuel vaya a pagar las consecuencias.
35:19Y todo por mi culpa.
35:21—No, no digas eso.
35:36—Con permiso.
35:42—No he pedido nada.
35:45—Ya. Tú nunca pides nada.
35:53—Hubiera preferido un café, de verdad.
35:57—Bueno, pues a riesgo de que te enfades más conmigo de lo que ya estás, creo que te conviene más
36:03una valeriana y no algo que te ponga más nervioso con lo que tienes encima con la presencia aquí del
36:08emisario del rey.
36:12—Está bien.
36:17Puede retirarse.
36:19—No. No. Quiero hablar contigo sobre un asunto del duque de Carril.
36:25—Mire, es que yo no quiero saber nada de los negocios de mi hermano. Y mucho menos si viene de
36:30usted. Porque lo último que quiero es discutir.
36:34—Ya. Bueno, pues si no quieres hablar de terceros, entonces hablemos de ti.
36:38—Doña Pia, se lo ruego. —No, curro, no. Si no puedes perdonarme a mí, lo entiendo, aunque me duela en
36:43el alma.
36:44—Pero necesito que te replantees tu ruptura con Ángela, porque te sigue queriendo de verdad.
36:48—No se meta en eso. —Que no me meta. Que no me meta como no me meta. Reviento, curro.
36:52Que escuché su entrevista con el duque de Salvatierra. Y aún tengo el corazón encogido con las cosas preciosas que
36:58he oído.
36:59—Que sigue enamorada de ti, curro. Que ha dicho que eres un hombre generoso, que eres valiente, que eres bueno.
37:05Que siempre estás dispuesto a darlo todo por los demás y que te entregas a cada causa con una pasión.
37:11¿Qué parece que te va la vida en ello? Que te sigue queriendo con toda el alma, curro.
37:15Y si tú la sigues queriendo a ella, lo que tienes que hacer es no perderla. ¿Lo entiendes? Tienes que
37:21hacer algo.
37:28—¿Ha terminado? Pues déjame solo.
37:55O que está claro é que,
37:57además de Duque,
37:57ese hombre é um desarmado
37:59e um asqueroso.
38:00E tanto.
38:01Vamos, vamos, vamos,
38:02querés chantajear así a don Manuel?
38:04Qué poca vergüenza.
38:10Ah, señorita.
38:12¿Por casualidad
38:13estaban hablando del Duque de Carril?
38:17Sí, señorita.
38:19¿Y con qué quiere chantajear a Manuel exactamente?
38:25¿Usted sabe lo de Vera?
38:26Yo es que ya me pierdo
38:27de quién lo sabe
38:28y quién no lo sabe.
38:29Si se refiere a lo de que Vera
38:30es hija de los Duques de Carril,
38:31sí, sí, estoy al tanto.
38:33Bueno, resulta
38:34que su padre se entera
38:35que subió hasta aquí
38:36y ya mala suerte
38:37porque precisamente la muchacha
38:39entró aquí a trabajar
38:40para esconderse de él.
38:41Y ahora el muy desgraciado
38:43quiere sacar ventaja.
38:45¿Pero cómo?
38:49Bueno,
38:50yo en realidad
38:51venía a darles una buena nueva
38:53sobre Martina.
38:54Ah, algo del refugio.
38:56Doña Pilarcita
38:57debería estar ahora mismo allí.
38:59¿En serio?
39:00Pero si tenía que ir ayer
39:01a visitarlo
39:02y dijo que no iba a ir.
39:03Pues no sé cómo,
39:04pero al final Martina
39:05la ha convencido
39:06de que vaya hoy.
39:08Ay, madre,
39:09qué nervios.
39:10Ojalá el esfuerzo
39:10de todos estos días
39:12haya servido para algo, ¿eh?
39:14Seguro que sí.
39:24Todo está muy ordenado
39:25y limpio.
39:28Mucho más
39:28de lo que yo me había imaginado.
39:31Claro,
39:32es que la higiene
39:32es fundamental
39:33para mantener
39:35a los necesitados
39:36libres de enfermedades
39:38y de plagas.
39:42Aquí conviven
39:43muchos de ellos
39:43y tienen que estar sanos
39:46si quieren labrarse
39:47un futuro, ¿no?
39:52Les ruego
39:52que disculpen mi retraso.
39:55He encantado
39:56de volver a verla, señora.
39:57Lo mismo digo.
39:59Qué bien que hayas llegado
40:00porque justo ahora
40:01iba a empezar a contarle
40:02todo el negocio
40:03de los churros
40:04porque se ha quedado
40:05prendada
40:05del carro de Prudencio.
40:07Y tú conoces mejor que yo
40:09cómo se desarrolló
40:10todo aquello.
40:11Pues se lo cuento yo,
40:12como prefieras.
40:13Claro.
40:18Doña Pilar,
40:19qué honor
40:20tenerla por aquí.
40:23Jacobo,
40:24tú también estás
40:25implicado en el refugio.
40:27¿Yo?
40:27No, no.
40:28No, eso es decir demasiado.
40:30Mi ayuda aquí
40:30es insignificante.
40:32De hecho,
40:32si el refugio
40:33está así tan bien atendido
40:35es por el cuidado
40:35que le ponen
40:36tanto Martina
40:37como el padre Samuel
40:38como todos los demás.
40:40Sí, cuidado
40:40es precisamente
40:41lo que se aprecia
40:42en este lugar.
40:43Está claro
40:44que ni el esfuerzo
40:45ni el cariño
40:46se han escatimado.
40:48No le quepa ninguna duda.
40:50Y la historia de los churros
40:52lo representa muy bien.
40:54¿Me acompaña?
40:57Por supuesto.
41:01Verá,
41:02en los peores momentos
41:03de refugio
41:03cuando la perspectiva
41:04de cerrarlo
41:05era inexorable,
41:07surgió una iniciativa
41:08para intentar
41:09sufragar
41:10parte de los gastos básicos.
41:13que no me esperaba
41:14que fueras a venir
41:15pero te lo agradezco
41:17muchísimo.
41:19Sentí que era
41:19lo que tenía que hacer
41:20y además
41:21parece ser
41:22que las cosas
41:23están saliendo mejor
41:24de lo esperado
41:24con doña Pilarcita.
41:25Me da miedo decirlo
41:27de momento
41:28pero sí.
41:30Pues no sabes
41:30cuánto me alegro.
41:32No me atrevo
41:33ni a alegrarme.
41:36Todavía tenemos que ver
41:37cómo va a terminar
41:38todo esto.
41:50¿Curro?
41:56¿Qué te ocurra?
42:01Quiero que me digas
42:02ahora mismo
42:03desde cuándo sabes
42:05que verás
42:05la hija del duque de Carril.
42:09¡Curro!
42:13Me enteré
42:14cuando he trabajado
42:14como lo que hay yo.
42:18¿Y no me dijiste nada?
42:21¿Curro,
42:21tú sabes
42:21lo que esto implica?
42:24Evidentemente
42:24he perdido
42:25todo lo invertido
42:26pero Ciro y Julieta
42:27en estos momentos
42:28probablemente
42:28ya estén arruinados.
42:29Manuel,
42:30intenté disuadirte.
42:31Te dije que hacer negocios
42:32con ese hombre
42:32no te traería nada bueno.
42:34Sí,
42:34pero no me dijiste
42:34el por qué.
42:36¿Curro,
42:37sabías más
42:37de lo que decías
42:38si no me dijiste nada?
42:39No me dijiste
42:40que Vera
42:40es la hija
42:41del duque de Carril,
42:42mucho menos me dijiste
42:43que se llamaba Mercedes
42:44ni que escapó
42:45de su casa
42:45porque su padre
42:46es un extorsionador.
42:47No, no,
42:47pensé en hacerlo,
42:48Manuel,
42:49pero parecía
42:50que lo tenías
42:50todo tan bajo control
42:51que decidí guardar
42:52el secreto a Vera.
42:53¿A mi costa?
42:55¿Curro,
42:56debiste haberme advertido?
42:57Pero si lo hice.
42:59Manuel,
42:59yo sabía que Vera
43:00había huido de su casa
43:01porque su padre,
43:02el duque,
43:03la había amenazado
43:03de muerte.
43:05Yo te dije
43:06que hacer negocios
43:07con ese hombre
43:08no era bueno.
43:09Así que decidí
43:10guardarle el secreto
43:10y no delatarla.
43:12Pues debiste
43:13habermelo contado,
43:14hermano,
43:14porque de haberlo sabido
43:16no hubiese invertido
43:16ni una sola peseta.
43:18Ahora no tendría
43:18ninguna relación
43:19con el duque
43:20y no tendría
43:20tantas armas
43:21con las que hacerme chantaje.
43:23¿Con qué, exactamente?
43:25Manuel,
43:26si esto sale a la luz,
43:27también dejaría
43:27en muy mal lugar
43:28al duque.
43:29Don Gonzalo,
43:32amenaza con tergiversar
43:33la verdad
43:34y decir que su hija
43:35está en la promesa
43:36secuestrada
43:37por los Luján.
43:39Eso es absurdo,
43:40Manuel.
43:41Vera está aquí
43:41porque quiere.
43:42Eso ya lo sé.
43:43Bueno,
43:43pues no vamos a dejar
43:44que se imponga esa mentira.
43:47Es que no es solo eso,
43:48Curro.
43:49Hay algo más.
43:50¿El qué?
43:52Resulta que el duque
43:53de Carril
43:53es muy amigo
43:54del de Salvatierra
43:56y amenaza
43:57con influir en él.
44:00Te está chantajeando
44:01con la restitución
44:02de mi título.
44:05Manuel,
44:06no vamos a permitir
44:06que haga eso.
44:07No voy a permitir
44:08que tú
44:08hagas algo así.
44:09¿Y qué hacemos,
44:10eh, Curro?
44:11¿Renunciamos al título
44:12que tanto te ha costado?
44:14Mira,
44:15perdóname.
44:16Siento que estés
44:17en tan mala posición
44:18por mi culpa,
44:18¿de acuerdo?
44:23A ver,
44:24¿cómo salimos
44:24de este rollo?
44:28Está bien,
44:29no vamos a encontrar
44:29ninguna solución
44:30aquí uno frente al otro
44:31en silencio.
44:31Bueno,
44:32Manuel,
44:32podemos pensar...
44:32No, Curro,
44:33no.
44:35Pensemos cada uno
44:35por nuestro lado.
44:37Ahora estamos
44:38demasiado embotados.
44:40Manuel.
44:59Curro es caprichoso,
45:01iracundo,
45:03soberbio,
45:04un déspoto.
45:05Nadie me había hablado
45:06de él en esos términos.
45:07Normal.
45:09¿Aquí todo el mundo
45:10le tiene miedo?
45:11¿Todo el mundo?
45:13Casi todo el mundo.
45:14No sé si hay alguna excepción.
45:17Cuesta creer
45:17que el miedo
45:18por sí solo
45:18justifique declaraciones
45:19tan favorables
45:21como las que he tomado
45:22a buena parte
45:22de los ocupantes
45:23de este palacio.
45:26Escuche, Duque,
45:28yo he visto
45:29a una doncella
45:30llorar
45:31a las puertas
45:32de la estancia
45:33donde se hallaba Curro.
45:35Me acerco a ella
45:35y le pregunto
45:36¿qué te ha hecho, muchacha?
45:38Y ella me admitió
45:39que ni siquiera
45:40había entrado
45:41a atenderle.
45:44No sé si le entiendo.
45:46Ese es el miedo
45:46del que le estoy hablando.
45:48De cómo alguien
45:49puede infundir
45:50un pavor tal
45:50como para que las doncellas
45:52lloren con solo pensar
45:53en lo que les espera.
45:54¿Y a qué cree usted
45:55que obedece ese miedo?
45:56A sus ataques de ira
45:57fundamentalmente.
45:58Usted fue testigo
45:59de uno de ellos
46:00al llegar a esta casa.
46:02Pierde los nervios
46:03a la menor contrariedad
46:05lo que explica
46:06que tenga el servicio
46:06completamente aterrado.
46:11Y con todo
46:13puede que ese no sea
46:14el mayor
46:14de sus deméritos.
46:16¿Ah, no?
46:16No.
46:18Lo es su deslealtad
46:19a la corona.
46:21¿Sabe que luchó
46:22en la gran guerra
46:23desoyendo el mandato
46:24de neutralidad de España?
46:26Bueno, algo había oído decir
46:27pero no tenía confirmación
46:28más allá del rumor.
46:31Ojalá
46:31no fuese más que un rumor.
46:35Curro combatió
46:36en ese frente.
46:37Bueno, combatir
46:37no sé si es la palabra
46:38adecuada
46:39puesto que esa guerra
46:39acreditó su cobardía
46:41hasta el punto
46:42de costarle la vida
46:43a un camarada.
46:45¿Cómo se puede considerar
46:46siquiera la pertenencia
46:47de alguien así
46:48a la nobleza?
46:48Por Dios.
46:49Alguien capaz
46:50de comprometer
46:50al mismísimo rey de España.
46:58Estuvo este prometido
46:59con la señorita Ángela
47:00la hija
47:02de doña Leocadia
47:03de Figueroa.
47:06¿Qué me puede decir
47:08al respecto?
47:11Pues
47:12que fue
47:13un episodio
47:15completamente irrelevante
47:16en mi vida.
47:17Bueno, no lo sería tanto
47:19cuando la boda
47:19se suspendió
47:20el mismo día
47:20que iba a celebrarse.
47:22Pero bueno,
47:23más allá de eso,
47:25¿no es raro
47:26que esa señorita
47:27estuviera a punto
47:27de casarse con usted
47:28y luego empezara
47:29relaciones con don Francisco?
47:31Usted mismo
47:32acaba de responderse.
47:34Ángela es una joven
47:37de voluntad
47:38inconsistente
47:39y movediza.
47:40Es una veleta.
47:43¿Por qué se canceló
47:44su boda
47:44con la señorita
47:45Ángela de Figueroa?
47:47Vamos a ver.
47:48Yo,
47:49para empezar,
47:50yo accedí
47:51a casarme con ella
47:51por pena.
47:54Explíquese.
47:56Su madre
47:57me suplicó
47:57que la protegiera
47:59después de
47:59todo el asunto
48:00de su secuestro
48:01y yo,
48:01como un tonto,
48:02accedí.
48:02¿Se iba a casar
48:03con ella
48:03para protegerla?
48:04Sí, señor.
48:07Pero siga, siga.
48:10No,
48:10no hay mucho más
48:11que contar.
48:13Organice la boda
48:13al detalle
48:14y procure
48:14que todo saliera
48:16lo mejor posible.
48:16pero esa boda
48:18no llegó
48:18a celebrarse.
48:20Curro.
48:22Supongo
48:22que por pura envidia
48:23empezó a cortejar
48:24a Ángela
48:25a mis espaldas
48:26sin escrúpulos
48:28y se aprovechó
48:29de su fragilidad emocional
48:30para apartarla
48:31de mí.
48:32¿Y supo usted
48:33de ese cortejo?
48:35Por eso repudía
48:36a Ángela.
48:37Ah,
48:37que la repudió
48:38usted.
48:38Por supuesto.
48:42Yo tenía entendido
48:44que ella
48:45lo había dejado
48:46a usted plantado
48:46en el último momento.
48:48Ya en el altar,
48:49como quien dice.
48:52Mire, Duque,
48:53vamos a dejarlo
48:54en que
48:55preferí
48:56quedar mal yo
48:57para no perjudicarla
48:59a ella.
49:00Al fin y al cabo,
49:01yo tengo
49:02una magnífica
49:02reputación labrada
49:03y nadie va a hundirla.
49:04Pero pensé
49:04en la juventud
49:05de esa muchacha
49:06y me apiardé de ella.
49:08Ya.
49:09Entonces,
49:10¿fue un gesto
49:11caritativo,
49:12por así decirlo?
49:13Desde el bajo.
49:14Solo que la caridad
49:15tiene un límite.
49:18¿Los señores
49:19necesitan algo?
49:21Lo cierto es que sí.
49:26Dígale a don Francisco
49:27que venga.
49:57¿Qué es lo que te pasa?
49:59No, no, déjeme en paz,
50:00por favor,
50:00que no quiero
50:01echarme a llorar
50:02y menos...
50:04Y menos delante de mí.
50:08Santo,
50:08supongo que toda tu vida
50:09habrás oído
50:10lo contrario,
50:11pero...
50:12los hombres
50:13también lloran.
50:15Y no son menos hombres
50:16por eso.
50:18Ya veo que...
50:20que profesa usted
50:21las creencias
50:22de nuevo siglo.
50:23Nuevo siglo
50:24en el que tú naciste,
50:25¿no?
50:26y siglo
50:28en el que
50:28por una buena causa
50:29tanto mujeres
50:29como hombres
50:31pueden llorar.
50:34¿Seguro?
50:35Claro que sí.
50:37Santo llorar
50:38y mostrar los sentimientos
50:41no indica debilidad.
50:49Es que...
50:50Es que...
50:52la veo...
50:53la veo ahí.
50:55en aquella noche,
50:57en aquel sitio
50:57frío y solitario
50:59y es...
51:00la veo agonizando
51:02sin posibilidad
51:03de salvarse
51:04y es esa angustia,
51:05esa desesperación
51:06la que...
51:07la que me rompe
51:08por dentro,
51:09la que me desgarra,
51:10doña Pía.
51:13Como igual
51:14de desgarrador
51:15será
51:16no saber
51:19quién la mató.
51:41Santos,
51:42tienes que calmarte
51:45porque no ocurrió
51:46como tú te piensas.
51:50La muerte
51:51de tu madre
51:54fue un accidente.
51:59¿Qué?
52:01¿Qué quiere decir
52:02con que fue un accidente?
52:04es que tu padre,
52:06tu padre me lo contó.
52:11¿Qué es lo que le contó,
52:12doña Pía?
52:14Pues que fue
52:15él
52:16que...
52:19que él fue
52:21el responsable
52:23de la muerte
52:24de tu madre.
52:27Pero Santos,
52:29él no quería
52:29hacerle daño.
52:31Fue...
52:31fue un accidente.
52:33De verdad,
52:33un accidente.
52:46Alcienda.
52:54Eso es una joven
52:55muy perseverante,
52:56Martina.
52:58Es que su visita
52:59era la única esperanza
53:00que tenía el refugio.
53:01Es la diferencia
53:02entre perecer
53:04y sobrevivir.
53:05Por eso no ha sido
53:06tan insistente,
53:09pero...
53:11Bueno,
53:11espero no haber sido
53:12muy ansiosa
53:13y no quiero incomodarla
53:14muchísimo menos,
53:14pero yo creo
53:15que la visita
53:16ha ido bien.
53:18¿Me equivoco?
53:20No,
53:20no se equivoca.
53:23Le confieso
53:24que...
53:25que no me figuraba
53:26que esto fuese así.
53:27Claro,
53:28por eso yo quería
53:28que lo viera
53:29con sus propios ojos.
53:33Creo que ahora
53:33entiendo mucho mejor
53:35lo que intentaba
53:36transmitirme
53:36con sus palabras.
53:39Está claro
53:40que no es lo mismo
53:41oír hablar de algo
53:42que verlo.
53:46Entonces,
53:46¿qué va a hacer?
53:49¿Va a proponer
53:50que el patronato
53:50se encargue del refugio?
54:05Siento no haber acudido
54:06a su llamada
54:07de inmediato,
54:08Duque,
54:08pero quería aprovechar
54:09y entregárselo todo.
54:11Déjalo ahí,
54:12ya lo examinaré
54:12en otro momento.
54:15Siéntese,
54:15por favor.
54:24Ahora,
54:25señor expósito,
54:26lo que se impone
54:26es que sostengamos aquí
54:27una suerte de careo.
54:32¿Un careo?
54:34Algo así.
54:37Tenía entendido
54:38que iba a volver
54:39a entrevistarme.
54:40Ya.
54:40Le he hecho venir
54:41porque el capitán
54:42de la mata
54:42tiene una opinión
54:43sobre usted
54:44tan distinta
54:45a la manifestada
54:46por el resto
54:46de los declarantes
54:47que he pensado
54:48que puede convenir
54:50darle a usted
54:50la oportunidad
54:51de defenderse.
54:55Según el capitán,
54:57y permítame la ironía,
54:59no tiene usted
55:00desperdicio,
55:01señor expósito.
55:03Lo ha descrito...
55:06Eh, a ver.
55:09Como un hombre
55:10inestable,
55:12colérico,
55:13un despota temido
55:14por todos,
55:15además de alguien
55:17capaz de traicionar
55:18a la corona
55:19o de aprovecharse
55:21de la, digamos,
55:22fragilidad mental
55:25de la señorita
55:26Ángela de Figueroa.
55:30No sé a qué fragilidad
55:31se refiere.
55:33Según el capitán,
55:35la señorita Ángela
55:36no siempre es consciente
55:37de la realidad.
55:41¿Y eso qué quiere decir?
55:42Siempre según el capitán.
55:45La señorita
55:46padece un trastorno mental
55:47y podría convenir
55:49ingresarla
55:50en un sanatorio.
55:56¿Qué opina
55:56de todo esto?
56:11La verdad es que la labor
56:12que se hace
56:12en este lugar
56:13es más que lo hable.
56:16Y usted tenía que verlo,
56:17doña Pilarcita.
56:19Aunque también
56:19he de decirle,
56:20Martina,
56:20que puede resultar
56:23difícil integrar
56:24este refugio
56:25en la manera
56:25que tiene
56:26de ayudar
56:27normalmente el patronato.
56:29De momento
56:29tenemos que ganar tiempo,
56:30curro.
56:30Al menos
56:31habrá que esperar
56:32hasta que
56:32el duque de Salvatierra
56:33vuelva a la corte
56:34y se marche de aquí.
56:35Pues a ver si
56:35acaba pronto
56:36su evaluación
56:37y se marcha.
56:38Tener a ese hombre lejos
56:39es la clave
56:40para evitar la extorsión
56:41de Don Gonzalo.
56:41Señor Arcos,
56:42Santos estaba destrozado.
56:44El único camino
56:45para ayudarle
56:46a superar
56:46la tragedia
56:47por la que está pasando
56:48es a contarle
56:49la verdad.
56:50Aún la sé.
56:50Alguien tenía
56:51que decírselo.
56:52Y las dos sabemos
56:52que Ricardo
56:53no se lo iba a contar.
56:55A pesar de eso,
56:56señor Barri,
56:56creo que usted
56:57se ha excedido.
56:58¿Cuándo vuelve usted
56:59a Madrid?
57:02Señor Duque,
57:03no hay ninguna prisa,
57:04por supuesto.
57:05Ya sabe que puede
57:06quedarse en la promesa
57:06el tiempo que usted
57:07estime oportuno.
57:08Claro.
57:09No seas impertinente,
57:10curro.
57:10No lo sé,
57:11estoy muy confundida.
57:12Incluso a mí misma
57:13me sorprendió
57:13cómo reacciono
57:14cuando nos encontramos.
57:15Y cuando me dijo
57:16que podíamos volver
57:16a casa juntos,
57:18me pareció buena opción.
57:20Aunque bueno,
57:20realmente creo
57:21que es la única opción
57:21que tengo
57:22porque yo aquí
57:23ya no pinto nada.
57:24Tampoco te estoy pidiendo
57:24que le robes.
57:25El señor tiene dinero
57:26a las puertas
57:26y le sobra.
57:27Que no.
57:28Y además para mí
57:28eso sí que es una forma
57:29de robar.
57:29Me da igual
57:30cómo lo llames
57:30mientras me des los cuartos.
57:32Basta con que se lo pidas.
57:33No insistas
57:34porque no lo voy a hacer.
57:35Sí que lo vas a hacer
57:36por la cuenta
57:37que te trae.
57:38Somos nosotros
57:39los que queremos
57:40hablar contigo.
57:41Concretamente
57:41el duque de Salvatierra.
57:42Me gustaría
57:43que describiese
57:43la labor de don Francisco
57:44en el funcionamiento
57:45de la promesa.
57:49¿Tu labor?
57:56quees los que nos심
57:59de la promesa
57:59y el funcionamiento
57:59en el funcionamiento
57:59en la promesa
57:59de los objetivos
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