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  • há 2 horas
“Cemitério da Saudade, 18 de novembro de 1963. Caríssimos mortais: para o discurso que vou fazer dispenso o vosso carinhoso aplauso, porque o cemitério é um lugar de sossego, de respeito e, sobretudo, de silêncio.” Este texto, lido em voz alta por um homem misterioso, vestido com longa capa preta, para seguidores que o rodeavam com velas e um caixão, é o desfecho de uma das muitas histórias de um dos mineiros mais singulares do século passado.

Joviano Martins Soares Filho, nascido no fim dos anos 1920 em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, trabalhou em livraria, foi trompista na banda da Polícia Militar, barbeiro, alfaiate e um prolífico poeta, que chegou a ser comparado a Augusto dos Anjos (1884-1914), devido à temática que carregava nas estrofes, nas roupas e no nome: a morte.

O Sabia Não, Uai!, série especial sobre fatos e curiosidades da cultura mineira, foi aos arquivos do Estado de Minas para contar a trajetória de Joviano Martins Soares Filho, que ganhou fama em BH no começo da década de 1960 com a alcunha de Conde Belamorte. Um escritor que transformou sua barbearia no Bairro Santa Efigênia em espaço para saraus de poesia à meia-noite, encontros ambientados com caveiras, caixão e sob a luz de velas.

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Transcrição
00:00Vou te apresentar um personagem único da história de Belo Horizonte.
00:03O episódio de hoje é sobre barba, cabelo, caixões e poesia.
00:08Poucos sabem que a capital já teve um conde que andava vestido com cabeiras e uma longa capa.
00:13Era dono de uma barbearia e escrevia poesias fúnebres.
00:16E renderam a ele até uma comparação com Augusto dos Anjos, o poeta da morte.
00:23O Conde Bela Morte ganhou fama nacional nos anos 60.
00:27A partir dessa reportagem da revista O Cruzeiro, dos diários associados.
00:31O texto de José Franco e as fotos de Luísa Alfredo mostravam o estilo sombrio de se vestir e de
00:37viver do mineiro Joviano Martins Soares Fico, em nome de Batismo do Conde.
00:42Poeta marginal Bela Morte dividia a rotina entre a barbearia que abriu no bairro Santa Efigênia, visitas aos cemitérios e
00:50uma intensa produção de poemas.
00:51Inclusive, tinha como hábito trabalhar até o fim da noite para depois fazer um sarau com suas obras na barbearia.
00:59Tudo à luz de velhos.
01:00Em 1962, o Conde Bela Morte e a italiana Gilida Betoni se apaixonaram.
01:05O casal, entre um passeio e outro por cemitérios de BH, tinha até o sonho de conseguir um caixão duplo
01:11para dormirem.
01:12A inusitada união rendeu à jovem o título de Condessa Bela Morte.
01:16O relacionamento não durou muito.
01:18Ou seja, até a morte nos separa e não existiu.
01:20No ano seguinte, o Conde voltou aos holofotes para o lançamento do livro A Dança dos Espectros.
01:26A noite de autógrafos foi no cemitério da saudade.
01:29Quer dizer, quase lá.
01:30Isso porque o cortejo fúnebre de Bela Morte foi barrado pelo porteiro e depois por policiais.
01:36O jeito foi receber os fãs do lado de fora em seu caixão numa noite de muitos raios em BH,
01:41segundo a revista O Cruzeiro.
01:43O Conde Bela Morte morou muitos anos na Vila Kennedy, onde morreu em 2013, aos 83 anos.
01:50Nós deixamos em nosso site muitas fotos do Conde Bela Morte que fazem parte do arquivo do Estado de Minas.
01:56Bizarras.
01:57Tem que olhar.
01:57São muito bizarras e muito bons.
01:59E se você conhece alguma história ou curiosidade sobre sua cidade ou nosso estado, contem aí nos comentários.
02:05Quem sabe não vira tema de um próximo Sabia Não, Ali?
02:07Até a próxima!
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