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O podcast EM Entrevista conversou nesta sexta-feira (6) com o deputado federal e líder do PDT na Câmara dos Deputados, Mário Heringer. O parlamentar falou sobre eventual candidatura ao Senado por Minas Gerais, eleições 2026 e o trabalho na Câmara este ano.
Foto: Alexandre Guzanshe
O EM Entrevista é um podcast do jornal Estado de Minas que vai ao ar no canal do Portal Uai no YouTube e nos tocadores de podcast.
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NotíciasTranscrição
00:00Olá pra você que assiste o Portal Uai. Meu nome é Ana Mendonça, sou colunista de política do jornal Estado de Minas.
00:05Hoje a gente está recebendo aqui nos nossos estúdios Mário Eringer, deputado federal e também presidente do PDT.
00:11Tudo bem, deputado?
00:12Tudo bem, prazer estar aqui com vocês.
00:14Aqui, dividindo essa bancada comigo, está a Alessandra Mello, repórter de política também do Estado de Minas.
00:18Tudo bem, Ale?
00:19Tudo bem, obrigada, Ana, pelo convite também.
00:22Deputado, o senhor é pré-candidato ao Senado?
00:25Essa pergunta é direta na testa do Senado, hein? Pra começar...
00:29Nem deu tempo de respirar.
00:30Nem deu tempo de respirar, mas a verdade é o seguinte, eu sou um candidato disponível.
00:36Naturalmente que nós estamos na política pra fazer política.
00:41E nós temos um pré-candidato ao governo do Estado, que é o Calil, todo mundo sabe disso.
00:46E na necessidade de fazer alguma composição pra que a gente tenha apoio de outros partidos,
00:54eu teria disponibilidade pra ceder minha vaga ao Senado, com certeza, pra essa pessoa.
01:02Eu trabalho pelo partido, sou presidente do partido, eu preciso de fazer com que o partido se fortaleça.
01:07Então, em princípio, continuo sendo candidato a deputado estadual, com a possibilidade de ser candidato ao Senado.
01:15Perdão, estadual?
01:17Ó, desculpa, eu falei estadual? Bebi.
01:21Federal, né?
01:22Federal.
01:23Continuo, então, na mesma vaga.
01:24Continuo na mesma tentativa de vaga, né?
01:27Perfeito.
01:27E aí, pretendo continuar.
01:29Mas, há a possibilidade sim, se nós compusermos uma chapa, um grupo de partidos,
01:33porque a candidatura do Senado não é a candidatura pessoal, não é uma candidatura de um partido só.
01:40É uma candidatura de um conjunto de partidos que se juntam em torno de uma chapa que tem uma tese
01:45e apresentação de um trabalho pra sociedade.
01:48Se isso se tornar verdade, eu perfeitamente poderei concorrer.
01:53Mas, eu não posso ser candidato de mim mesmo.
01:57Eu tenho que ser candidato de um segmento, de um grupo, de um contexto.
02:02E esse contexto se constrói agora, né?
02:05Na pré-campanha, onde a gente conversa com diversos partidos, se aproxima e vê se a gente tem afinidade ou não.
02:12Se isso vier a acontecer e eu tiver uma chance de disputar, eu vou disputar.
02:18Eu não quero disputar sabendo que eu vou ganhar, mas eu quero disputar sabendo que eu tenho chance de disputar em igualdade de condições.
02:27Porque quem entra na turma do eu sozinho, continua na turma do eu sozinho.
02:32E ele fatalmente não consegue avançar.
02:36Então, na minha concepção e no meu conceito, hoje, o Senado existe a possibilidade,
02:42mas os pés no chão continuam dizendo, eu sou candidato a deputado federal, até que as coisas mudem, se mudarem.
02:50É, na verdade, então, tá tudo meio atrelado a uma definição sobre o quadro eleitoral em Minas Gerais, né?
02:55Se Carlinhos será candidato ao governo do Estado mesmo, essa composição toda,
02:59porque há hoje uma corrida pelo Senado, né?
03:02Assim, um investimento dos partidos, principalmente da extrema-direita,
03:05para conquistar o Senado, né?
03:07Essa casa importante.
03:08E nunca teve no Senado mineiro um candidato do campo progressista.
03:12Como é que o senhor vê essa disputa em torno dessa Câmara?
03:16Olha, bem, eu acho que a direita colocou como meta fazer a maioria do Senado.
03:25E nós temos que tomar cuidado com isso.
03:27Porque se tiver maioria no Senado, a dificuldade para quem estiver governando,
03:31e se for do nosso campo, que eu espero que seja, vai ter muita dificuldade.
03:37Uma casa como o Senado, que tem diversas funções, que são funções princípuas dela,
03:44e que a Câmara não interfere, como as sabatinas, os impeachment de ministro,
03:51impeachment de presidente como órgão de decisor,
03:54é uma instância muito importante para deixar cair nas mãos de um povo sectário.
04:02Não é possível que a gente entenda que isso é razoável.
04:06E, principalmente, um povo que tem na sua índole a vingança, a retaliação.
04:11Porque é assim que é.
04:13E o objetivo de ganhar o Senado não é nada mais, nada menos,
04:18do que promover a proteção dos seus e vingança contra os outros.
04:22Está explícito nas conversas que a gente tem na política.
04:26Então, eu acho que tomar conta dessa vaga é muito importante.
04:31E o presidente Lula, que é o candidato, nesse momento,
04:35à presidência da República, pelo campo da esquerda e da centro-esquerda,
04:41o presidente Lula precisa e deve cuidar melhor dessa questão em Minas Gerais.
04:48Porque Minas Gerais está se organizando e muito bem organizado pela direita
04:54e nós estamos perdendo tempo e muito tempo para estabelecer quem serão os nossos candidatos efetivamente.
05:04Colocar o time em campo.
05:06Ah, é depois disso, é depois do Carnaval, depois é depois de Semana Santa.
05:09Isso não existe.
05:10Principalmente porque, depois das redes sociais, as campanhas não ocorrem no tempo da lei.
05:17As campanhas ocorrem no tempo do eleitor, no tempo das pessoas.
05:23Isso já está acontecendo.
05:25O Nicolas, que é um candidato, já está em campanha há muito tempo.
05:30Aliás, ele não cessou a campanha dele nem durante o mandato.
05:35Deixou o mandato de lado e continuou fazendo campanha.
05:37É uma crítica que eu tenho que fazer porque é verdade.
05:40E nós não definimos o nosso campo ainda.
05:45O PDT apresenta um candidato a governador, que é o Calil.
05:49Nesse momento, é o candidato mais bem avaliado do nosso campo, nas pesquisas.
05:54E eu acho que esse candidato pode ser a solução, pelo menos, para o governo do Estado.
06:00E, em torno dele, construir uma estrutura e colocar candidatos ao Senado que sejam candidatos viáveis eleitoralmente.
06:09Que possam ganhar a eleição, efetivamente.
06:12Que não dependam, únicamente, exclusivamente do cabo eleitoral Luiz Inácio Lula da Silva.
06:17Porque a gente já viu acontecer que Dilma Rousseff entrou vencedora e saiu derrotada.
06:24Então, nós temos que tomar muito cuidado.
06:28Recentemente, o presidente do PDT Nacional, Carlos Lupe, falou que o Lula poderia apoiar a candidatura do Calil.
06:35Isso foi desmentido pelo próprio Calil.
06:37Como o senhor vê essa situação?
06:38Porque o senhor falou bastante sobre a indefinição do Lula aqui em Minas Gerais.
06:42Mas, compor com o Lula não é uma opção?
06:44Deixa eu te falar.
06:45Primeiro, não houve desmentido do Calil com relação a Lupe.
06:50Houve do Calil um enfrentamento com relação à posição de apoiamento do PT ao palanque dele.
07:00Mas, então, falta diálogo?
07:01Eu vou chegar lá.
07:03Eu vou chegar lá.
07:03Você conhece bem o Calil.
07:05O Calil é um sujeito que eu até gosto muito porque ele não tem papas na língua.
07:10Ele, quando fala, fala a verdade e ponto e acabou.
07:12Às vezes passa no limite, às vezes briga, mas quem conhece sabe e respeita esse estilo.
07:19Nós já conhecíamos e sabíamos.
07:20Nós não ficamos surpreendidos e não vamos ficar surpreendidos com nenhuma atitude que ele tomar.
07:26E, claro, que quando não concordarmos, nós também vamos reagir.
07:29A gente talvez não seja tão intenso quanto o Calil,
07:32mas nós sabemos ser responsáveis pelas posições que defendemos.
07:37Na verdade, o que aconteceu foi uma conversa entre o Edinho e o Lupe.
07:44E, nessa conversa, estabeleceu-se uma provável associação para ajuda.
07:51Porque o Lupe, nós sempre oferecemos candidato à presidência da República.
07:56Dessa vez, nós não temos um nome.
07:58Pelo menos ainda.
07:59Sei lá se vai surgir.
08:00Mas não temos.
08:01Então, em tese, o nosso candidato à presidência da República é Lula.
08:05Se o nosso candidato à presidência da República é Lula,
08:07e nós temos, em alguns estados, candidatos ao governo do Estado,
08:11bem avaliados, em boas posições,
08:14e isso acontece no Rio Grande do Sul,
08:16isso acontece no Paraná,
08:17e isso acontece aqui em Minas Gerais,
08:20a possibilidade de ter um apoiamento do PT
08:23não faz mal a ninguém.
08:25Então, essa conversa houve.
08:28O Lupe vai e publica a conversa.
08:32O Edinho vem e diz,
08:33não, não foi bem assim.
08:35Eu não sei certeza que o Lupe falou a verdade.
08:38O Edinho talvez tenha falado coisa sem falar com a sua base
08:41e teve que se proteger.
08:44Vocês sabem como é que funciona o PT.
08:46Eu sei como é que funciona.
08:48Sou amigo de muitos deles.
08:50Edinho vem e desmete.
08:51Isso chega no Calil, Calil de férias.
08:54Não está sabendo de nada.
08:55Isso chega no Calil sob a forma de aquele monte de bombardeio,
08:59de perguntas que todo jornalista tem que fazer,
09:02e o pega desprevenido e ele faz aquilo.
09:05O Calil já disse desde o princípio,
09:08eu sou candidato,
09:09eu vou sozinho se precisar,
09:11eu não quero ser constrangido por ninguém.
09:15Isso ele já falou.
09:16Agora, o Calil está certíssimo quando ele diz
09:19que se for ter algum acordo,
09:22ele quer participar diretamente dessas conversas
09:25exatamente para definir se ele quer ou se ele não quer.
09:29Porque o Calil já foi candidato.
09:30Ele é o candidato, né?
09:31Ele já foi candidato uma vez, ele é o candidato.
09:34Então, esse mal entendido,
09:36esse jeito, às vezes, tosco,
09:39é o jeito dele.
09:40Mas o senhor acha que tem uma mágoa do Calil quanto ao Lula?
09:44Por conta da eleição passada?
09:45Eu não digo que seja mágoa,
09:47mas tem um core-core qualquer.
09:49Entendeu?
09:50Entre os dois, é de um para lá e de outro para cá.
09:53Existe uma dificuldade entre eles,
09:55mas não é intransponível, eu tenho certeza.
09:57Agora,
09:59o Calil deixa muito claro,
10:00e muita gente deixa claro,
10:01inclusive,
10:02a prefeita de contagem.
10:03A marca pretê numa chapa
10:07é uma marca que traz para a chapa
10:09as vantagens,
10:10mas também traz desvantagens.
10:13O PT traz o estigma,
10:14o Petrê traz o antipetismo,
10:16construído no passado
10:18por aquele monte de denúncias de corrupção
10:21que nós tivemos na Lava Jato,
10:22nós tivemos no Petrolão,
10:24nós tivemos uma série de coisas
10:26que trouxeram no imaginário popular
10:29uma generalização por qualquer coisa
10:32que o PT toque.
10:34Então, a gente tem que tomar cuidado,
10:36e o Calil tem um certo cuidado com isso.
10:38O processo é eleitoral, gente.
10:40Nós temos que estar inseridos no nosso tempo
10:43com o sentimento que as pessoas que estão, estão.
10:47Não adianta eu querer impor ao eleitor
10:49uma coisa que ele não queira.
10:52Então, se nós sabemos
10:53que o eleitor tem uma dificuldade X,
10:55nós não podemos imputar ele
10:57e tentar fazer com que ele mude de posição.
11:00Então, isso é um jogo
11:01que a gente tem que buscar.
11:03Deputado, seria então
11:04a possibilidade de caso
11:06o Pacheco não venha a ser candidato,
11:08o PDT contar com o apoio do PT
11:11ou formalmente ou informalmente.
11:14Como é que estão essas conversas
11:16sobre Pacheco e essa...
11:19O que o senhor sabe de bastidor
11:20aí da Câmara dos Deputados,
11:22duas conversas sobre Pacheco
11:24vai ser candidato,
11:24porque todos os outros nomes colocados
11:28do campo progressista
11:29estão meio distante e mais
11:30esperando essa definição
11:31para saber qual rumo vai tomar.
11:33Qual a avaliação do senhor
11:34tanto tempo na política
11:36e experiente que é?
11:37Bem, obrigado pelo experiente.
11:40Tempo é verdade,
11:41estou bastante tempo.
11:42Mas, na verdade, é o seguinte,
11:44o Pacheco,
11:45desde lá atrás,
11:47foi construído como esperança
11:49de ser um candidato
11:51ao governo do Estado.
11:53Entretanto,
11:54em um determinado momento,
11:55o Pacheco disse que ia decidir...
11:57E, na verdade,
11:59colocou todos nós que éramos...
12:01Éramos, não,
12:01que somos parceiro dele,
12:03que queríamos que ele fosse candidato,
12:07deixou a gente em banho-maria.
12:09O tempo vai passando
12:10e as urgências vão chegando.
12:12Nós, do PDT, resolvemos,
12:14para não ficar fora do processo,
12:17porque nós sempre tivemos mania,
12:18mesmo no nível nacional,
12:19de oferecer alternativa,
12:21mesmo que a gente perca,
12:23porque acho que a decisão,
12:24numa eleição de dois turnos,
12:26é que, na primeira,
12:27você faz com quem você quer.
12:29Na segunda,
12:30você faz com quem você
12:31mais...
12:33Menos desgosto.
12:33O que é possível.
12:34O que é possível.
12:35Então,
12:36nesse contexto,
12:38o Pacheco nos deixou
12:41muito tempo em espera.
12:41Nós nos colocamos politicamente,
12:43porque é assim que tem que ser
12:44na política,
12:45que nós entendemos a política.
12:47E, até hoje,
12:47o Pacheco não decidiu.
12:49O Pacheco passou por uma situação
12:52de certo constrangimento,
12:54porque o nome dele
12:57era um nome indicado,
12:58um nome querido pelo Senado todo,
13:01por nós de Minas,
13:02para indicação do Supremo.
13:04E ele foi preterido.
13:06Simplesmente ser preterido
13:07não é problema.
13:09Mas a maneira com que o Pacheco
13:10foi preterido,
13:12eu acho que machucou.
13:15Foi na questão de dizer assim,
13:17não tem confiança nele.
13:19Um homem que fez o que fez
13:21por esse Estado,
13:24por esse país,
13:25principalmente na defesa
13:26da democracia,
13:28que sustentou o governo
13:30do Lula
13:30num momento de grande dificuldade.
13:35Escutar do líder
13:36do governo no Senado
13:39que ele não seria,
13:40isso público e microfone,
13:43o indicado,
13:44porque ele não era
13:44de confiança do Lula,
13:46é muito constrangedor.
13:48eu acho que o Pacheco
13:50tem toda a razão
13:51ou de não definir
13:53ou de nem ser candidato
13:55por causa disso.
13:57Até porque eu acho
13:59que se eu sirvo
14:00para ser seu cabo eleitoral,
14:03por que eu não sirvo
14:04para ser seu ministro?
14:06O Pacheco tem uma
14:08estatura política
14:10política
14:10de chefe de Estado.
14:15O Pacheco tem
14:16uma estatura política
14:17para ser candidato
14:18a presidente da República.
14:19O Pacheco tem
14:20uma estatura política
14:21para representar
14:22Minas Gerais
14:22numa disputa
14:23à presidência da República
14:24com posição
14:25nacional forte,
14:28com respeito
14:29de muita gente.
14:30Então, eu acho
14:31que nesse momento
14:32ele tem que vencer
14:34todas essas dificuldades.
14:36Tem que passar
14:36pela cabeça dele
14:38se vale a pena agora
14:39entrar num processo
14:42ou não
14:42e se vale a pena agora
14:45disputar uma eleição dessa.
14:48Quem sou eu
14:49para falar
14:50o que ele vai fazer?
14:51Mas eu, sinceramente,
14:53tenho minhas dúvidas
14:54quanto a ele
14:55vice-candidato.
14:56O vice-governador
14:58de Minas Gerais,
14:58o Matheus Simões,
14:59ele vem falando
15:00sobre uma unificação
15:01da direita.
15:02Caso o Rodrigo Pacheco
15:03seja candidato,
15:05poderá existir
15:05uma unificação
15:06da esquerda?
15:07Olha, bem,
15:08isso nós trabalhando
15:10em hipótese,
15:11nós não estamos
15:11trabalhando no mundo real
15:12porque não tem isso ainda.
15:13É,
15:13nós não temos isso ainda.
15:18Quando o Calil
15:19veio para o PDT,
15:21nós conversamos
15:22e o próprio Calil
15:23disse,
15:23eu tenho muito boa
15:24relação com o Pacheco,
15:26eu converso com o Pacheco.
15:28Então,
15:29se conversa,
15:31eu acho que
15:31há a possibilidade
15:32de tudo acontecer.
15:34Foram palavras
15:35do Calil.
15:36Até estou adiantando
15:37que foram palavras dele
15:38para depois dizer
15:39que eu disse
15:39que ele vai ter que fechar
15:41porque não é assim.
15:42Sim.
15:43Daqui a pouco
15:43o Calil está me xingando.
15:45No Twitter.
15:46Daqui a pouco
15:46ele vai para o Twitter.
15:48Mas ele disse isso.
15:50Então,
15:50eu entendo
15:51que possa ser razoável
15:53uma conversa entre eles.
15:54Agora,
15:55o Pacheco,
15:56apesar de essa indefinição,
15:57ele está articulando
15:58a mudança de partido,
16:00está tirando
16:01nessa articulação
16:02alguns partidos
16:03de centro
16:04que já estavam fechados
16:05com o vice-governador
16:06Matheus Simões,
16:07União Brasil,
16:08parece que vai trocar
16:09o comando.
16:10Já trocou o comando.
16:11Já trocou o comando.
16:12O senhor disse
16:13que ele foi magoado
16:14pelo PSD,
16:14mas acho que também
16:14ele foi um pouco magoado
16:15pelo PSD aqui
16:17na maneira como ele foi
16:19tratado.
16:20E expulso do partido.
16:21O que fizeram com ele
16:22aqui no PSD
16:24é inominável.
16:26Pegar um ex-presidente
16:29do Congresso
16:30com a representatividade
16:32que ele teve,
16:33com o papel
16:33que ele exerceu.
16:36O Kassab
16:37é um troglotita
16:39e um voraz
16:41comedor
16:41de candidato.
16:45O ministro,
16:46o senhor fala
16:46na questão
16:47do Rodrigo Pacheco.
16:48É, isso.
16:48Mas,
16:49do Calil,
16:50essa indefinição,
16:51como o PSD tratou o Calil
16:52na época da eleição municipal.
16:54O senhor viu,
16:55ele chegou a ser
16:56até escanteado
16:57dentro do partido,
16:58chegou a falar
16:59que seria
16:59presidente
17:00do Republicanos
17:01e depois
17:02apareceu no PDT.
17:04Não, na verdade,
17:05eu estava entendendo
17:06que a pergunta
17:06era com relação
17:07ao Pacheco.
17:07Não, ao Calil.
17:08Não, a pergunta
17:09que eu fiz
17:09foi em relação
17:10ao Pacheco.
17:10Ah, desculpa,
17:11então foi eu
17:11que entendi
17:12o equivocado.
17:13Mas, nessa questão
17:14do Calil.
17:15Eu vou responder
17:16ao do Pacheco.
17:17Ok.
17:17Por favor,
17:18eu ia responder
17:18ao Calil.
17:19Então, eu acho
17:20que o Pacheco
17:20foi tratado
17:21de uma maneira
17:21muito desconfortável.
17:24Porque,
17:24você pegar um cara
17:25com essa dimensão,
17:26com essa possibilidade,
17:27inclusive com a possibilidade
17:28de ser candidato
17:29ao governo do Estado,
17:30você tirá-lo
17:31para pegar alguém
17:33que já está no poder,
17:34isso é típico
17:35do Kassab.
17:36Porque ele já pega
17:37uma estrutura montada.
17:38O Kassab
17:39é um caçador
17:40de estruturas alheias.
17:43O Kassab
17:43já conseguiu
17:44colocar
17:45no partido dele,
17:46isso ele faz muito bem,
17:47tá?
17:48Já conseguiu
17:49colocar no partido dele
17:50vários governadores.
17:51Pernambuco,
17:52Rio Grande do Sul,
17:54acho que Rondônia agora,
17:56se eu não me engano,
17:57Roraima.
17:58Goiás.
17:59Hein?
18:00O de Goiás.
18:01Então, ele faz isso.
18:03É porque ele já pega
18:03uma estrutura montada,
18:04uma estrutura
18:05para uma campanha
18:07é muito razoável,
18:10que fique sempre
18:11na vantagem.
18:11Então, ele é articulando
18:13e não tendo lado,
18:14que o Kassab também,
18:15ele já disse
18:16que o partido dele
18:17não é de direita
18:17nem de esquerda
18:18e muito menos de centro.
18:19Então, quer dizer,
18:20o partido dele
18:21é quem quiser entrar
18:22entra do jeito que quiser.
18:24Então, isso,
18:25quem trabalha assim
18:26trabalha com quantidade,
18:29não trabalha com qualidade.
18:31E ele abriu mão
18:32da qualidade do Pacheco
18:33para ficar
18:35com o vice-governador
18:37que já tem
18:38um espaço político
18:39garantido
18:39e uma cadeira
18:40para ele sentar
18:42e fazer uma campanha.
18:45Isso é o que eu acho
18:47que ele fez.
18:48Com relação
18:49ao Calil
18:51no passado,
18:52a gente vê
18:53que o PSD
18:54é isso.
18:54É só reforça.
18:56Fizeram com o Calil,
18:57agora fizeram
18:57com o Pacheco.
19:01A mesma coisa.
19:02As pessoas
19:02são descartáveis
19:04para o interesse maior
19:06da direção nacional
19:08nesse momento
19:09do PSD.
19:10E o senhor acha
19:11que nessa articulação
19:12que o Pacheco
19:12está fazendo
19:13para trazer
19:13a União Brasil
19:14para assumir
19:16o comando
19:16da União Brasil
19:17e Minas Gerais,
19:18comando do partido
19:19aqui no Estado
19:19e essa articulação
19:20nacional,
19:21futuramente,
19:22pode o Calil
19:22candidato a governador
19:24ter o apoio
19:24do União Brasil
19:25e do PP?
19:26Eu acho
19:27que esses partidos
19:28não terão
19:28seus próprios
19:29candidatos
19:30nacionalmente.
19:31E esses
19:31partidos
19:33não tendo
19:33candidato
19:34nacionalmente,
19:35eles podem
19:35apoiar
19:36quem eles quiserem
19:37nas eleições
19:37estaduais.
19:39Há possibilidade,
19:40sim.
19:41Há uma dificuldade
19:41com o PP.
19:43Por conta do
19:43secretário
19:44Marcelo Aro.
19:45Exatamente.
19:46Há uma dificuldade
19:46com o PP.
19:48Com a União Brasil
19:48pode ocorrer
19:51porque o Davi
19:52é a União Brasil,
19:53o Davi
19:53e o Pacheco
19:55são carne e unha.
19:58Então,
19:58pode ocorrer
19:59uma composição
20:01dessa e pode.
20:02A dificuldade
20:03ali
20:03é de
20:04composição mesmo.
20:06Mas como
20:07tecnicamente
20:08essa federação
20:11não funciona
20:12100%,
20:14pode ocorrer.
20:15A federação
20:15não foi
20:16registrada
20:18ainda,
20:18parece que tem
20:19dificuldade
20:19em vários estados.
20:20Talvez a federação
20:22União PP
20:23nem vingue
20:23nessa questão.
20:24São dois partidos
20:25muito grandes,
20:25então ele tem
20:26uma capilaridade
20:29muito grande
20:29em todos os dois
20:30e com isso
20:31as áreas
20:32de interseção
20:32e de problema
20:33entre eles
20:33é muito grande
20:34também.
20:35Na hora que for
20:36uma federação
20:37tem que funcionar
20:38como partido
20:38para o eleitor.
20:39Como um só,
20:39dois virar um
20:40fica difícil.
20:42Deputado,
20:43a gente vê um aumento
20:44da extrema-direita
20:45aqui em Minas Gerais
20:46como o nome do Cleitinho,
20:47do Nicolas,
20:48Bruno Engler,
20:49essas pessoas que
20:50querendo ou não
20:51ganharam muita
20:52popularidade
20:53nos últimos anos.
20:54Como o senhor
20:55enxerga isso?
20:56Acha que o Cleitinho
20:57vai ser um problema
20:57para o Calil?
20:59Olha,
20:59deixa eu te falar.
21:01A direita
21:01faz muito bem isso,
21:03fez muito bem isso.
21:04Porque é muito fácil
21:06quando a pessoa
21:07tem
21:07e aí não estou falando
21:09pessoalmente,
21:10individualmente,
21:11nenhum.
21:11Quando a pessoa
21:11tem pouca responsabilidade
21:13com o que vai falar,
21:15falar mal dos outros
21:16é fácil.
21:18Quando a pessoa
21:18não é responsabilizada
21:20pelo que fala,
21:21a coisa fica fácil.
21:24Eu, por exemplo,
21:24não conseguiria ser
21:26uma pessoa
21:27dessas que bombam
21:29a internet.
21:30Porque eu sou velho,
21:32eu não consigo,
21:33eu tenho um certo pudor
21:35em falar mal dos outros
21:38sem ter prova,
21:39sem ter princípio,
21:42sem ter uma coisa
21:43que embase
21:46o que estou falando.
21:47E essas pessoas
21:47se construíram,
21:49todas elas,
21:50em cima
21:50do negativismo,
21:53da raiva,
21:54do ódio
21:55e da crítica
21:56e queixa.
21:58Uma pessoa dessa,
21:59na hora que sentar
22:00numa cadeira
22:00de governador
22:01ou de prefeito,
22:03vai ter que responder
22:04por tudo o que falou.
22:06O que vai sofrer?
22:07Porque as coisas
22:08não são tão simples assim.
22:11Estava comentando
22:12no início
22:12o artigo da Berta
22:13hoje,
22:14da Berta Macarum,
22:16ela coloca
22:17essa coisa
22:18da inapetência
22:20do quadro político
22:22para ir para uma disputa
22:23desse tipo.
22:25Exatamente porque
22:26ninguém está disposto
22:27a ser tratado.
22:28Os políticos
22:29mais sérios,
22:30mais tradicionais,
22:32ninguém está disposto
22:34a ser tratado
22:35dessa maneira.
22:37É maltratado
22:38por um conjunto
22:41de pessoas
22:41que são somente
22:42influencers,
22:44são blogueiros
22:45e desrespeitados
22:49pela política
22:50de uma maneira geral.
22:52Então,
22:52acho muito difícil.
22:54Essa também
22:55é uma das razões
22:55pelas quais
22:57a gente vê
22:59esse afastamento.
23:00sabe?
23:02Então,
23:02eu acho que
23:02essas pessoas
23:03que estão hoje
23:04nessa posição
23:05de muito destaque,
23:07elas vão continuar,
23:08que é público
23:09para elas,
23:10existe,
23:11elas vão continuar
23:12fazendo,
23:13vão continuar
23:14obtendo os resultados.
23:16Agora,
23:17quem pede as coisas
23:18e não sabe
23:19o que está pedindo,
23:20uma hora pode pedir
23:21uma coisa
23:22que não está preparado
23:23para ter.
23:24Isso eu não tenho
23:25dúvida nenhuma.
23:26Querer é uma coisa,
23:27poder é completamente
23:28diferente,
23:30porque se colocar
23:31algum deles,
23:32e não vou citar
23:32nome de nenhum,
23:33porque eu sou amigo,
23:35meu amigo não,
23:35tenho uma boa relação
23:36com todos,
23:37colocar uma pessoa
23:38despreparada
23:39num posto
23:42pode gerar
23:43para ela
23:43mais problema
23:44do que vitória.
23:45Então,
23:46às vezes,
23:46a gente tem que saber
23:47o que a gente quer.
23:47Como que o senhor
23:48vê o embate,
23:49por exemplo,
23:50do Calil com o Cleitinho?
23:51Porque são duas pessoas
23:52que têm personalidade
23:53muito forte.
23:54Querendo ou não,
23:54pode cair
23:55nessa situação
23:56de guerra de narrativas?
23:58Olha,
23:59sinceramente,
24:00Cleitinho,
24:01eu tenho
24:02algumas conversas
24:03com ele,
24:04Cleitinho é uma pessoa
24:05tranquila
24:06para conversar,
24:09aquela guerra
24:11é um estilo,
24:13Calil é uma pessoa
24:14tranquila
24:15para conversar
24:16a guerra
24:17na hora que a guerra
24:18surge.
24:19Vai sentar com o Calil
24:19para beber,
24:20para conversar,
24:20você vai ver,
24:21é agradável.
24:22Senta com o Cleitinho
24:23para conversar,
24:24é agradável.
24:24e eu não creio
24:26que os dois
24:26sejam
24:27os grandes
24:30antagonistas,
24:32porque
24:33eles caminham
24:34mais ou menos
24:35dentro do mesmo campo
24:36com o estilo
24:36bruto dos dois,
24:38mas estilo
24:39de comportamento
24:39político diferente,
24:41um pouco diferente.
24:43Então,
24:43eles não serão
24:44os grandes adversários,
24:46eles serão
24:46adversários dos outros,
24:48principalmente da direita,
24:49apesar do Cleitinho
24:49estar nesse campo,
24:51principalmente da direita.
24:53O Cleitinho
24:53não é um cara
24:54que vai bater palma
24:54para um maluco
24:55dançar.
24:56Então,
24:56pelo que eu entendi,
24:57o grande nome
24:59da direita,
25:00então,
25:00seria,
25:00na verdade,
25:01o Matheus Simões?
25:02O representante
25:05da direita
25:06é quem vier,
25:07o Matheus Simões,
25:09ou já estão dizendo,
25:09inclusive,
25:10que talvez seja
25:11o Marcelo Aro
25:12que o substituiria,
25:14não sei,
25:15se essa conversa
25:15é verdadeira.
25:17O Matheus Simões
25:18esteve aqui com a gente
25:19no EM Entrevista
25:20e negou essa opção.
25:21Ele acredita que...
25:23Exatamente.
25:24Ele acredita.
25:25Ele tem que confirmar,
25:26você já estava desistindo
25:27da candidatura ao vivo,
25:29mas esse boato
25:30está forte mesmo.
25:31O senhor tem ouvido
25:31ele lá em Brasília?
25:33Eu ouvi de muita gente,
25:34mas, assim,
25:35todo mundo faz fofoca,
25:36ninguém garante nada.
25:38E eu não estou aqui
25:39para fazer fofoca,
25:40mas contar para vocês
25:41que a fofoca existe,
25:42existe.
25:42Existe, né?
25:43Mas também teria
25:44esse problema com o PP,
25:45né, deputado?
25:45É, o Marcelo Aro
25:48é um corpo importante
25:52do PP, né,
25:53tem uma representatividade,
25:55ocupa uma posição
25:56importante no governo,
25:57todo mundo sabe disso,
25:58tem muita força.
26:00E é difícil
26:01o PP e União Brasil
26:03se entender dentro dessa...
26:05O senhor tem uma boa relação
26:06com o Marcelo Aro?
26:07Eu estou há 24 anos
26:09na política,
26:10não construí inimizade
26:11com ninguém.
26:13Eu relaciono
26:13com a ponta direita,
26:14com a ponta esquerda,
26:15todo mundo sabe
26:17que eu sou de centro-esquerda,
26:18mais esquerda do que centro,
26:21mas sou de centro-esquerda,
26:23mas me relaciono
26:23muito bem com todo mundo.
26:24Eu não vim na política
26:25para ser palmatória do mundo,
26:28eu converso com todo mundo
26:30e entendo que política
26:32só funciona
26:32se você conversar
26:33com os desiguais.
26:35Se você não conversar
26:36com os desiguais,
26:37você não avança.
26:39Política não foi feita
26:40para vencer o tempo todo.
26:42Política é para crescer,
26:43é para promover
26:44mudança
26:46dentro do que é possível.
26:48Às vezes,
26:49quem quer 100
26:50não leva 10.
26:52Então,
26:52a gente tem que entender isso,
26:54que às vezes,
26:54inclusive,
26:55às vezes,
26:55a gente sofre um pouquinho,
26:56porque a gente vota
26:56uma coisa aqui,
26:57outra coisa ali,
26:58que os nossos eleitores
26:59não gostam.
27:01Mas eles não sabem,
27:03e a maioria não sabe,
27:04que a gente está na política
27:06é para avançar,
27:08mesmo que seja passo a passo,
27:10mesmo que a gente não tenha
27:11que subir no elevador
27:12velozmente.
27:13Porque quem vai para lá
27:14para fazer enfrentamento puro
27:15só faz discurso para fora
27:18e não avança nada.
27:19Posso citar alguns deputados,
27:21inclusive.
27:21Quais, por exemplo?
27:23Por exemplo,
27:24aquele deputado do PSOL
27:29que saiu,
27:31brigou com o Bolsonaro lá atrás,
27:33ele não está mais,
27:34é o João Willis.
27:35O João Willis,
27:36ele defendia uma posição,
27:38mas ele guerreava tanto,
27:41estigmatizava tanto
27:42a posição dele,
27:44que até as pessoas
27:45que defendem
27:47se irritavam com ele.
27:49E ele não conseguia avançar,
27:51ele não conseguia provar
27:52as coisas que ele queria,
27:54porque ele não conseguia
27:55conversar com as pessoas.
27:57Estou citando um que já saiu
27:58para não citar um que está dentro,
27:59que tem outras pessoas dentro
28:01fazendo isso.
28:02Joga só para fora,
28:03tipo assim,
28:03eu sou defensor do médico,
28:05e babá, babá, babá,
28:06mas não consegue nada
28:07para o médico.
28:07Eu sou defensor de LBT,
28:09e não consegue.
28:10Eu sou defensor do engenheiro,
28:11entendeu?
28:12É aquele cara que está ali
28:14para captar o voto
28:15em tempo integral.
28:17Porque existe a necessidade
28:18dentro do parlamento
28:18do diálogo.
28:19Essa crítica que o senhor fez
28:20da pessoa que parte
28:21sempre para o enfrentamento
28:22e não o diálogo,
28:23que inclusive não é uma característica
28:25da política mineira,
28:26é uma crítica que o governador Zema
28:27sofre de várias pessoas.
28:29Como é que o senhor avalia também
28:30essa questão do enfrentamento
28:31do governador tão direto?
28:33O senhor acha que isso prejudica
28:34Minas Gerais?
28:36Claro que prejudica.
28:38Eu faço uma força
28:41para não fazer críticas,
28:43porque eu acho desconfortável.
28:45mas o nosso governador
28:47é um governador que além
28:48de ter perdido a liturgia do cargo,
28:51porque o cara quando vai
28:53para a dancinha,
28:55para a Tik Tok,
28:55comer banana com casca,
28:57isso fala contra a seriedade
29:02que o cargo precisa.
29:04Sabe?
29:05E além disso,
29:06escolher de uma hora para outra,
29:09porque ele não era assim no início,
29:11fazer uma transição de personalidade.
29:13não é transição de gênero,
29:14mas fazer uma transição de personalidade.
29:17Ele passou a ficar agressivo,
29:19ele passou a fazer ataques
29:20para agradar um campo
29:23do eleitorado mineiro
29:25ou do eleitorado brasileiro,
29:27vislumbrando um espaço
29:29para disputar a presidência da República,
29:31que nunca foi o objetivo dele.
29:33O objetivo dele é ser vice de alguém.
29:36Isso ficou muito claro no início.
29:38Então o senhor não acredita
29:39em uma pré-candidatura do governador
29:41Romeu Zema?
29:41Deixa eu te falar,
29:42o governador Zema,
29:43lá atrás,
29:44quando ele ainda não tinha
29:45essa malandragem da política,
29:47porque acha que agora está malandro,
29:50ele declarou claramente
29:51que ele era candidato a vice.
29:54Eu nunca vi ninguém
29:55declarar candidato a vice,
29:56ele declarou.
29:57Depois alguém veio e disse para ele assim,
29:58olha, ninguém é candidato a vice não.
30:00Aí ele virou candidato a presidente.
30:03Mas o objetivo explícito dele,
30:05desde o início,
30:06era ser candidato a vice.
30:08E é isso que ele está construindo,
30:09você não tem a dúvida.
30:11É isso que ele está construindo.
30:13A sinalização é essa.
30:14Porque quando você coloca
30:15nas pesquisas,
30:16ele não tem possibilidade nenhuma
30:18de ser o candidato a presidente
30:19de um campo.
30:20Agora, ele é governador de Minas.
30:23E Minas é um estado
30:24muito importante.
30:26E por isso,
30:27ele se qualifica muito bem
30:29para ser candidato a vice
30:30em alguma chapa.
30:32O senhor tem uma possibilidade?
30:34Acha que, enfim,
30:35qual você acha que seria melhor?
30:36Flávio Bolsonaro,
30:37ou se não,
30:38um candidato do PSD,
30:39um dos governadores?
30:40Não, não sei.
30:41Nesse campo,
30:41eu não quero me meter.
30:43Eles arrumam o Ninde.
30:44Não é o seu partido?
30:45É, arrumam o Ninde.
30:47Eles falam, entendeu?
30:48Eu não posso dar sugestão
30:50de um homem.
30:50Não é o que nada, deputado?
30:51Mas o senhor falou,
30:53hoje em dia,
30:53a política é muito feita
30:54visando eleitoral,
30:57as redes sociais,
30:58o engajamento.
31:00Eu acho que...
31:01Eu acho que a gente não pode
31:02abrir mão disso.
31:03Isso é a realidade.
31:04Isso é o mundo atual
31:05onde nós estamos inseridos.
31:06mas eu acho que a gente
31:07não pode usar isso
31:09usando...
31:10O que a gente sabe?
31:11O medo é muito mais forte
31:13que a esperança.
31:14O pânico.
31:16A raiva.
31:18A gente sabe
31:18que isso comunica mais.
31:21Mas você acha
31:21que eu gosto
31:22de levantar de manhã,
31:24ligar uma rádio
31:25no meu carro
31:26para ir para o trabalho,
31:27escutar um cara
31:28falar mal de tudo
31:29o dia inteiro?
31:29O meu dia começa mal.
31:31E isso tem acontecido muito
31:33porque a política
31:34tem possibilitado
31:36que algumas pessoas
31:37e tem muito disso,
31:39vocês conhecem
31:40vários programas de rádio,
31:41vários programas de televisão,
31:42que vivem da desgraça alheia.
31:45Isso começou
31:45quando eu era jovem
31:46no povo na TV.
31:48Não sei se vocês se lembram disso.
31:49Não, porque você nem nasce.
31:50Eu lembro.
31:52No povo na TV.
31:53Era um show de munducão
31:55que você ficava morto de raiva,
31:58você criava um ódio.
31:59E isso não é bom
32:01do ponto de vista sociológico.
32:04Isso não é bom
32:05se construir uma sociedade
32:06com esse espírito.
32:09E a gente tem que ter
32:09responsabilidade
32:10com o que a gente constrói.
32:12Está lá no Pequeno Príncipe,
32:14que todo mundo já leu,
32:16tu te tornas eternamente
32:17responsável
32:19por aquilo que cativas.
32:20E, se eu faço isso,
32:21eu sou responsável por isso.
32:23As consequências
32:25são o comprometimento
32:29do que você fez.
32:31Você é responsável
32:33pelas consequências.
32:34Porque você fez.
32:36E tudo o que você faz
32:37tem consequência.
32:39A polarização sempre existiu,
32:40mas agora na Câmara
32:42eu acho que ela é bem mais forte.
32:43Te incomoda
32:43essas brigas em plenário?
32:45O plenário acabou, né?
32:47Hoje não se discute
32:48mais política em plenário.
32:49Só briga.
32:50É só briga.
32:51É só...
32:51E gravação de vídeo.
32:52É só a mãe que é,
32:53a mãe do outro.
32:54Fica aquele negócio,
32:55aquela brigaiada.
32:55E aquele troço
32:57que fica todo mundo
32:57igual o passarinho
32:58olhando para o céu.
33:00E sempre tem um assessor
33:01ali do lado filmando, né?
33:02A maioria...
33:04Não tem nenhum
33:05que não ande
33:05com um assessor
33:06filmando em tempo integral.
33:08É um negócio assim...
33:09O senhor não anda
33:10com um assessor
33:10filmando o senhor
33:11o tempo integral?
33:12Eu não consigo.
33:13Eu não consigo.
33:14Eu gosto muito
33:15da minha vida
33:16e da minha privacidade.
33:17Apesar de ser um político,
33:19minha vida é pública.
33:21Você viu que eu cheguei aqui
33:22sem assessor.
33:23É, eu fiz pergunta
33:23mas o senhor veio
33:24o seu assessor?
33:25É o primeiro assessor.
33:27Eu não consigo fazer isso.
33:31É desconfortável para mim, sabe?
33:34E eu não faço.
33:35Não faço.
33:36Eu sei que as pessoas fazem,
33:37cada um faz do jeito que quiser,
33:38mas eu não faço.
33:39Deputado,
33:39o presidente Lula ontem,
33:40em entrevista que ele deu
33:41para a jornalista
33:42Daniela Lima do UOL,
33:43ele atribuiu esse clima
33:44de radicalização,
33:45polarização,
33:46ao ex-governador Aécio Neves
33:48na campanha de 2014.
33:49Ele disse textualmente
33:50que o Aécio Neves inaugurou
33:52essa campanha radicalizada
33:53e que desde então
33:54nunca mais foi a mesma.
33:56O senhor concorda?
33:56Não.
33:57Concordo, não.
33:58Não é simples assim.
34:00Essas coisas não se constroem
34:02como uma ação.
34:04E eu compreendo perfeitamente
34:06a reação do Aécio
34:08e atribuir à reação dele,
34:12eu não estou falando
34:13com procuração de Aécio,
34:15não tenho nada para defender,
34:17mas a reação dele
34:18foi uma reação natural
34:19de quem achava
34:20que ia ganhar
34:21e perdeu.
34:22Perdeu.
34:23Perdeu mesmo.
34:24Agora,
34:25aquilo inaugurar
34:26um processo de radicalização,
34:28se aquilo tivesse inaugurado
34:29um processo de radicalização,
34:31quem era o radical
34:31era o Aécio,
34:33não era o Bolsonaro.
34:35Não era o Bolsonaro.
34:36O que provocou,
34:37o que criou
34:38essa radicalização
34:39foi o PT.
34:41Porque o PT,
34:43estigmatizado como foi,
34:44criou o senhor
34:45Jair Messias Bolsonaro.
34:48O Bolsonaro
34:49não é cria
34:50da briga do Aécio,
34:52Bolsonaro é cria
34:53da briga dele
34:54com o PT.
34:56Eu fui deputado
34:57com o Bolsonaro
34:57há 16 anos.
34:59O Bolsonaro
34:59andava no plenário
35:00com a plaquinha
35:01PT,
35:02Partido dos Traíras,
35:03isso em todos os tempos.
35:06E o Bolsonaro
35:06pegou exatamente
35:07o movimento
35:08de corrupção
35:09naquele momento
35:10que o PT
35:11estava sob ataque
35:12e se beneficiou disso.
35:14ele falou,
35:15ele percebeu
35:16que a sociedade
35:16estava de saco cheio
35:18antes de todo mundo.
35:20Eu não acreditava
35:20que o Bolsonaro
35:21ia ser eleito
35:21e foi.
35:25Então,
35:25é minimizar demais
35:27e transformar
35:28e transferir
35:29uma responsabilidade
35:30que me perdoe
35:30o presidente Lula,
35:32transferir uma responsabilidade
35:34para o Aécio.
35:34O Aécio não é
35:35responsável por isso.
35:36O responsável por isso
35:37são os erros
35:38que os nossos governos
35:41anteriores cometeram.
35:42Deputado,
35:43o senhor falou
35:43que há uma raiva
35:44da sociedade.
35:45O senhor sente
35:46uma raiva da sociedade
35:47em relação ao Congresso Nacional?
35:49Ano passado,
35:49o Congresso Nacional
35:50apanhou muito
35:51em função
35:52da PEC
35:53e da blindagem.
35:54Agora,
35:54esse ano,
35:55tem essas modificações
35:56para garantir
35:58alguns benefícios
35:59para os trabalhadores
36:00do Senado,
36:00folga,
36:01enquanto se discute
36:02uma escala,
36:03fim de uma escala
36:046 a 1,
36:05que impõe
36:05uma jornada
36:06difícil de trabalho,
36:08e tem a questão
36:09dos privilégios,
36:10dos penduricais.
36:11Como é que o senhor
36:12avalia essa decisão
36:13recente do Congresso
36:14e essas outras decisões
36:15que tem colocado
36:16a população
36:17contra os parlamentares?
36:19O senhor que é deputado
36:19há quantos anos,
36:20perdão?
36:2124.
36:2224.
36:22O senhor que é deputado
36:23há bastante tempo,
36:24sente que aumentou
36:25uma raiva da população
36:27em relação ao Congresso
36:28no seu dia a dia?
36:28Você está me dando
36:29uma oportunidade,
36:30você me fez
36:31uma salada de problemas.
36:33Isso.
36:33E eu vou tentar
36:35comentar sobre
36:37o tema todo,
36:38porque uma das coisas
36:39que eu não gosto
36:40é de fugir de tempo.
36:42Se eu faltar
36:42alguma coisa,
36:43você me introduza.
36:45Essa relação,
36:46o Congresso nunca foi
36:48e nunca vai ser
36:49um poder unânime.
36:52Sabe por quê?
36:53Porque eu sou votado
36:54pela direita
36:55e pela esquerda.
36:56Eu não sei quem
36:57é o meu eleitor
36:57um a um.
36:59Não existe aquele voto
37:01ideológico 100%
37:03para um determinado candidato.
37:04O eleitor vota
37:06no candidato ideologicamente,
37:07mas o eleitor
37:08vota no candidato
37:09que é mais próximo,
37:11que é mais simpático,
37:12que sabe falar melhor
37:13com ele,
37:15que é da região dele,
37:17é da cidade dele,
37:19é da religião dele.
37:20Tem uma série
37:21de fatores
37:21que faz com que
37:23o eleitor
37:23escolha o seu candidato.
37:25Então,
37:25o candidato
37:26não é um ser
37:27ideologicamente
37:29construído
37:30dentro de um campo.
37:31Primeira coisa.
37:32então,
37:33esse eleitor
37:35escolhe esse cara
37:36e esse cara
37:37vai para lá.
37:38Só que esse cara
37:39vai para lá
37:39multifacetado.
37:41Então,
37:41ele vai fazer
37:41uma coisa aqui
37:42que vai desagradar
37:43a parte do eleitorado dele.
37:45E isso,
37:46feito de várias maneiras,
37:47desagrada um monte
37:48de gente
37:48em determinados momentos,
37:50em determinados assuntos.
37:51Então,
37:52essa é a primeira premissa
37:53que a gente tem que considerar.
37:55A segunda
37:55é,
37:56como eu acabei
37:57de dizer,
37:57gurem a mesmo,
37:59a gente não vai
37:59para lá
38:00para ganhar tudo.
38:00a gente vai para lá
38:02para crescer um pouco
38:03em cada pauta.
38:05E as pessoas
38:06esperam
38:06que a gente ganhe tudo.
38:09E, às vezes,
38:09quando você dá
38:10um passo menor,
38:11eles falam que você,
38:11em vez de você dar um passo,
38:13você deu um para frente,
38:14eles falam que você
38:14podia ter ido mais.
38:16Você deixa sempre
38:18uma insatisfação
38:18porque você não conseguiu
38:20chegar onde
38:21eu também
38:22quereria chegar,
38:23mas eu pude chegar.
38:24você citou aí
38:25as prerrogativas
38:28que o pessoal
38:29chamou de blindagem.
38:30Eu votei a favor.
38:32Você acha que eu estou
38:32satisfeito
38:33com o meu voto?
38:35Claro que não.
38:36Mas eu fiz um acordo.
38:38Nós fizemos um acordo.
38:39O PT fez um acordo
38:40conosco
38:41de estar junto.
38:43Com que objetivo?
38:44Da gente enterrar,
38:46enterrar na votação.
38:47Isso foi numa terça-feira,
38:48mas da gente,
38:49na quarta-feira,
38:50enterrar a tal de anistia,
38:51combinado com os partidos
38:53do centro e da direita.
38:55Aí o PT,
38:56na última hora,
38:57muda de posição
38:58para ficar
39:00jogando para fora
39:02e deixou todos nós
39:03pendurados
39:04numa brocha.
39:06Por quê?
39:07Porque nós combinamos
39:08e o que nós íamos
39:09obter com ele?
39:10O fim desse papo
39:11de anistia.
39:12Era isso que estava combinado.
39:13Chegou na quarta-feira,
39:14perdemos.
39:15Eu perdi duas vezes
39:17porque eu votei
39:18a favor daquela PEC
39:20num ato
39:21combinado.
39:22Eu acho que as coisas
39:23combinadas.
39:24E aí a gente avançaria
39:25nessa questão.
39:27Felizmente o Senado
39:27foi lá e botou freio nisso
39:29e acabou.
39:29Ótimo.
39:30Eu perdi,
39:31mas não foi para frente.
39:33Então essa questão
39:34é uma questão
39:35que acontece lá dentro.
39:37Você negociar,
39:39eu vou ganhar aqui
39:40e perder ali.
39:42Isso acontece.
39:43As pessoas não entendem
39:44se às vezes...
39:45Aí o eleitorado...
39:46Eu perdi.
39:47Perdi eleitor.
39:49Perdi companheiro.
39:49Como é que você votou
39:50no absurdo daquele?
39:52Eu estou há 24 anos
39:53na política.
39:54Eu não tenho uma,
39:55um deslize
39:56de reputação.
40:00Mas eu tenho
40:01esse tipo de problema
40:02que não tem como
40:03a gente não estar
40:04no meio
40:06de uma disputa dessa.
40:07Então isso é uma coisa.
40:10O momento
40:10do reajuste
40:12dos funcionários
40:14da Câmara...
40:15Primeiro,
40:16algumas pessoas...
40:17Ah, foi feito
40:17de afogadilha.
40:19Não foi.
40:20Porque já tinha aprovado
40:21o do...
40:23Membros do TCU,
40:24da Justiça,
40:25o do Senado
40:26já estava lá
40:26para ser votado
40:27depois de ter sido
40:28votado do Senado.
40:29A Câmara não tinha
40:29feito o seu.
40:30Então a Câmara
40:31tinha que votar
40:32o do Senado.
40:33Aproveitou.
40:34Então já que vai...
40:34É o último que falta.
40:35Vamos fazer o projeto
40:36também da Câmara
40:37em semelhança
40:39ao projeto dos outros.
40:42Tá bom.
40:42Foi feito.
40:43Erro estratégico
40:45grosso
40:46grave
40:47é o que está fazendo
40:50o judiciário
40:52no famoso
40:53três para um.
40:54Isso é um absurdo.
40:56O Brasil não tem
40:57profissão nenhuma,
40:58mas isso não está
40:59na Câmara, tá?
41:00O Brasil não tem
41:00profissão nenhuma
41:01que o cara trabalha
41:03três dias
41:03para folgar uma.
41:04E se ele não folgar
41:05ele recebe em dinheiro.
41:07Isso não existe.
41:08Isso
41:09eu peço
41:10ao presidente Lula
41:11que vete.
41:13Isso foi uma coisa
41:14que pegou muito mal
41:15para a população.
41:17Isso é imoral.
41:17Trabalha sete dias
41:18por semana.
41:19Isso é imoral.
41:19Aí você pergunta assim,
41:20mas por que vocês
41:21não votaram contra?
41:24Porque não houve votação.
41:25Foi votação simbólica.
41:29As pessoas não sabem disso.
41:32Então, isso passou.
41:33Isso eu espero
41:34que o presidente vete.
41:35Com relação ao aumento
41:36dos funcionários,
41:37o último aumento
41:38que eles tiveram
41:38foi em 2023.
41:40nós estamos em 2026
41:41e o aumento é de 8%.
41:43Não é nenhum absurdo
41:46para três anos.
41:48Eles tinham que ter um aumento.
41:49Ah, e o furo a teto?
41:53O teto,
41:54a gente tem que
41:54rediscutir esse troço
41:56de uma maneira.
41:56Porque teto não pode ser
41:57um teto único.
41:59Na minha concepção,
42:00tem que ter alguns tetos
42:02para algumas categorias
42:03e algumas posições.
42:06Por exemplo,
42:07a Câmara tem
42:07mais de 3 mil funcionários.
42:10os fura-teto
42:12que foram permitidos
42:14são 72 pessoas só.
42:16Então, não é para todo mundo.
42:18Para 72.
42:19E quem são esses 72?
42:21São aqueles funcionários
42:22que já tendo atingido
42:24o maior grau,
42:26que é o FC5 para cima,
42:29atingido o maior grau
42:30de crescimento na carreira,
42:33estão ocupando cargos
42:35de responsabilidade
42:36criminal
42:38e cível
42:40que podem ser processados
42:42na sua vida
42:43pelos seus bens,
42:45pelo crime,
42:46porque ocupam
42:47esse tipo de função.
42:48Por que você,
42:49Alê,
42:50ia aceitar
42:51um cargo desse
42:52se você já ganha
42:53a mesma coisa
42:54não fazendo isso
42:56e não se expondo?
42:57Por vaidade só.
42:59Porque,
42:59do ponto de vista
43:00do salário
43:02se eles não querem.
43:02Então, é para essas pessoas.
43:04No Senado,
43:04é o contrário.
43:05No Senado,
43:06é um banco de dados
43:06que todo mundo
43:07pode furar.
43:10No judiciário,
43:10é pior ainda.
43:12É 3 por 1.
43:13Então, é muito ruim.
43:15Eu acho que ontem,
43:17quando o Dino...
43:18Suspendeu os penduricalhos.
43:19Suspendeu os penduricalhos.
43:20Eu logo fui instado
43:24a falar sobre isso
43:25muito rapidamente.
43:26O que você acha
43:27da atitude do Dino?
43:29Alguém tinha que meter
43:30a mão nesse vespeiro.
43:32O Dino meteu.
43:33O Dino tem coragem.
43:35E o Dino meteu no vespeiro.
43:36A Câmara vai se estrelar.
43:38A Câmara tem muito pouco
43:40penduricalho
43:40relativamente ao próprio judiciário.
43:43Ele meteu a mão
43:44no vespeiro deles.
43:45O judiciário é cheio
43:46de penduricalhos.
43:47É muito penduricalho.
43:48Então, o Dino vai ter
43:50que se entender.
43:51É lá na turma dele.
43:52Mas ele teve coragem
43:53de fazer.
43:55E isso é importante.
43:56Eu acho que
43:57o que é penduricalho
43:58não pode.
43:59O que não é penduricalho?
44:00É aquilo que está previsto
44:01na lei.
44:02Já está previsto na lei.
44:03Não é penduricalho.
44:04Mas fazer decisões
44:05intracórpores,
44:07internacórpores,
44:09para poder beneficiar.
44:10Ah, mas você não dá
44:11aumento do salário
44:13do funcionário.
44:15Sobra dinheiro
44:16naquele poder.
44:18porque o orçamento
44:18é próprio.
44:19E quando sobra
44:20dinheiro no poder,
44:22vocês acham que
44:23a vontade é devolver
44:24ou a vontade é usar
44:25indiscriminadamente
44:27para gastar aqui e ali?
44:30Dinheiro sobrando
44:31propicia
44:32imaginação, né?
44:35Crescer
44:35para fazer besteira,
44:36para fazer coisa
44:37que não precisa,
44:38para fazer obra
44:39que não precisa,
44:40para comprar coisa
44:41que não precisa,
44:42para roubar.
44:44Não é?
44:44Então,
44:47o funcionário público
44:48tem que receber
44:49o seu reajuste.
44:50E que fique claro,
44:52eu dei uma entrevista
44:52ontem
44:53na TV Band,
44:55na Band News,
44:57e na televisão
44:58a moça,
44:59a entrevistadora,
45:02disse,
45:02mas esse dinheiro,
45:04esse aumento
45:05é para os senhores,
45:07só para quem rouba
45:08a rachadinha.
45:09porque esse dinheiro
45:10é para o funcionário.
45:12Se tiver algum
45:13que faz rachadinha lá,
45:14pega ele.
45:15Mas isso aí é crime.
45:18Entendeu?
45:19Então,
45:20não é definitivamente
45:22nada para deputado,
45:24nada para o senador.
45:25É para os funcionários
45:27da Câmara dos Deputados,
45:28do Senado Federal,
45:30do Tribunal de Contas
45:32da União
45:33e do Judiciário.
45:34Deputado,
45:35a gente falou um pouco
45:35da relação da população
45:37com o Congresso,
45:38falamos também
45:39sobre a polarização,
45:40mas eu queria saber
45:40sobre entrega.
45:41Nesse último mandato,
45:42o que o senhor entregou
45:43para Minas Gerais?
45:44Bem,
45:45o que a gente faz
45:47e consegue fazer
45:48hoje,
45:49graças a Deus,
45:50é a gente ter
45:51ação sobre orçamento.
45:54Em ação sobre orçamento,
45:56a gente já fez
45:57muita coisa.
45:58Muita coisa
45:59na área da saúde,
46:00eu sou médico
46:00e eu ajudo
46:02com as minhas
46:03emendas parlamentares
46:04a uns
46:0630 hospitais
46:07no mínimo.
46:09Aqui em Belo Horizonte,
46:09uns 6 ou 7.
46:12E eu não tenho voto
46:13nesses hospitais.
46:15Sabe,
46:15eu não vou
46:16para lá pedir voto,
46:16até porque de eleição,
46:17eu vou,
46:18eu ajudo,
46:18porque eu sei
46:19que esses hospitais
46:21em cidades
46:21polo,
46:24eles são hospitais
46:25fundamentais
46:26para a região.
46:27Então,
46:27eu ajudo muito.
46:28E sobrevivem
46:29de emenda,
46:29né, deputado?
46:30Só de emenda.
46:31Só de emenda parlamentar.
46:32Não tem recurso.
46:33Se a saúde
46:34não tiver,
46:35e as emendas
46:36parlamentares,
46:3750% delas
46:38vão para a saúde,
46:39se você não botar
46:40no lugar onde esses
46:41recursos vão ser tratados
46:43seriamente,
46:44se você começar
46:44a inventar soluções,
46:46esse dinheiro
46:46vai ser gasto
46:47com besteira.
46:48Então,
46:49eu ajudo muito
46:49os hospitais,
46:50mas também ajudo muito
46:51outras situações.
46:53Eu já fiz
46:53muito,
46:55comunidade de Nova Matrona,
46:57que é lá em Salinas,
46:58por exemplo.
46:59É um lugar
46:59que tem uma produção
47:00de hortifruti grangeiros
47:03muito grande.
47:06Ela tem uma estrada
47:06de seis quilômetros
47:08de terra
47:10e eles produzem muito.
47:12E o caminhão
47:13para sair de lá
47:14e levar para Taiobeiros
47:15ou levar para Salinas
47:17gastava,
47:18naqueles seis,
47:19sete quilômetros,
47:20gastava duas,
47:20três horas,
47:21porque não pode sair
47:22sacudindo fruta,
47:24sacudindo,
47:25porque amassa
47:26e destrói
47:27o alimento.
47:30Nós fomos lá
47:31com o dinheiro
47:32das emendas.
47:33Nós fizemos
47:33uma estrada asfaltada.
47:35O carro que ia
47:36uma vez e voltava
47:37durante o dia,
47:37ele passou aí
47:38três vezes.
47:39Então,
47:40ele pega
47:40a verdura,
47:43leva em Taiobeiras
47:44e volta
47:45e faz isso três vezes.
47:46Antigamente,
47:47era uma vez por dia.
47:48Uma obra que o Estado
47:49não fez, né?
47:50Nunca fez.
47:51E não faria,
47:52porque as pessoas
47:54não conhecem
47:54as necessidades
47:55do interior.
47:56quando eu falo
47:57que o presidente
47:58não conhece,
47:58o governador também.
48:00Minas Gerais
48:00tem 853 municípios.
48:02É impossível
48:03que todo mundo
48:04conheça tudo
48:04e todas as demandas.
48:06Isso,
48:06não estou fazendo
48:07crítica nenhuma,
48:08porque não é possível.
48:09Mas nós sabemos.
48:11A cidade,
48:13você sabe que
48:14a BR-365,
48:18se eu não me engano,
48:20ela sai
48:21de São Paulo
48:23e vai a Goiás,
48:24passando por Minas,
48:24pelo Triângulo.
48:26Ela tem,
48:27há mais de 60 anos,
48:2912 quilômetros
48:30de chão,
48:31uma BR,
48:32uma estrada nacional,
48:35ali no Triângulo Mineiro.
48:37Lutei para burro,
48:39briguei para burro,
48:40consegui agora,
48:41coloquei no orçamento
48:42da União
48:43para esse ano,
48:45recurso para fazer
48:46esses 12 quilômetros.
48:48Está lá.
48:49Ah, mas como é que
48:50só você viu isso agora?
48:51Não,
48:51não só viu.
48:52todo mundo está vendo,
48:52mas não consegue.
48:54A BR-262,
48:56isso não é da minha emenda,
48:57não, hein?
48:58É luta dentro do governo
49:00e conseguir recurso.
49:02É uma emenda,
49:02é um recurso grande?
49:03É.
49:04Mas é o trabalho
49:05que eu fiz.
49:06É articulação, né,
49:07doutor?
49:07Articulação.
49:08A BR-262,
49:09que é essa que leva
49:10todo mundo para a praia
49:11lá no Guarapari,
49:12que quando passa
49:14ali na Realeza
49:14e na Manhoaçu,
49:16entope aquilo,
49:17porque a BR passa
49:17dentro da cidade.
49:18A cidade está completamente
49:20sufocada por essa estrada.
49:23Conseguimos,
49:25eu já,
49:25eu coloquei na LDO,
49:28no orçamento,
49:29durante quatro anos
49:30e chegava no presidente,
49:32o presidente vetava.
49:34O Bolsonaro vetou
49:35três vezes
49:36o meu orçamento.
49:39Aí chegou o Lula,
49:42eu consegui
49:42aprovar no orçamento
49:44para fazer o projeto.
49:46então nós licitamos
49:48já o projeto,
49:49porque primeiro
49:49tem que ter o projeto
49:50para depois,
49:51nós já licitamos
49:52o projeto
49:53para fazer um contorno
49:54rodoviário em Manhoaçu.
49:56O projeto já foi licitado,
49:58já tem empresa,
49:59já está fazendo.
50:00O que eu fiz?
50:02Procurei o ministro
50:02dos transportes,
50:04procurei o relator,
50:06fiz um chamego,
50:07pedi,
50:07chorei,
50:08implorei.
50:09E a gente conseguiu
50:10colocar também
50:11para esse orçamento
50:12e foi liberado.
50:13O presidente não vetou
50:14o início das obras
50:17do contorno rodoviário
50:18de Manhoaçu.
50:19São obras muito grandes,
50:21mas ninguém sabe disso.
50:24Por isso que eu digo,
50:24essa centralização
50:25das informações
50:26no Poder Central,
50:28nós temos que rever
50:28esse pacto federativo.
50:30Nós precisamos botar
50:31mais dinheiro nos estados
50:32e nos municípios
50:32para que eles resolvam
50:33os seus problemas.
50:35Claro,
50:36tudo fiscalizado,
50:37tudo controlado.
50:38Então,
50:38a gente fez muita coisa
50:40e faz muita coisa.
50:41Não é só isso, não.
50:42Eu estou aqui,
50:42você me pegou de surpresa,
50:43eu estou lembrando de coisas.
50:45Claro.
50:45Já fiz muito.
50:46Para Araxá,
50:47a cidade de Araxá,
50:49eu consegui botar
50:50dentro da cidade de Araxá
50:5160 milhões de reais
50:52para revisão
50:54e que a cidade começou
50:56a ficar embolada
50:57e precisava de fazer
50:58viadutos para fazer.
51:00Nós colocamos
51:0060 milhões de reais
51:02na cidade de Araxá
51:03para mudar o trânsito
51:04dentro da cidade de Araxá.
51:06E Araxá é uma cidade boa,
51:07uma cidade grande,
51:08uma cidade bonita.
51:09Está lá,
51:10foi lá para fazer.
51:10Manhoaçu,
51:13que é a cidade,
51:13hoje é a maior cidade
51:14da minha região,
51:15é a cidade de Polo.
51:17Cara,
51:17Manhoaçu,
51:18quando chove,
51:20Manhoaçu fica separada
51:21metade da cidade.
51:23Um lado está o hospital,
51:24outro lado não está.
51:25A água sobe,
51:27a cidade fica isolada
51:28há dois, três dias.
51:29Quem está do lado esquerdo
51:31da cidade
51:32não consegue acessar o hospital,
51:34não consegue acessar banco.
51:35As pessoas não conseguem
51:36atravessar.
51:37nós fizemos uma ponte
51:40lá agora
51:40que todo mundo orçou a ponte,
51:42falava que ficava
51:43em 20 milhões a ponte.
51:45Nós fizemos uma ponte
51:46fantástica,
51:47super alta
51:48para manter a comunicação
51:50entre os dois lados.
51:53Nós gastamos
51:53seis milhões
51:54de emendas parlamentares.
51:57Fomos lá e fizemos.
51:58Manhoaçu tem essa...
52:00Então,
52:00a gente faz muita coisa.
52:03Às vezes,
52:03as pessoas querem
52:04uma grande obra...
52:06Às vezes,
52:07não dá para ser
52:07uma grande obra,
52:08mas eu acho que a obra
52:09que se constrói
52:09é a obra de viver,
52:11é a obra do dia a dia,
52:13é a obra da necessidade
52:14das pessoas.
52:15Se nós conseguíssemos
52:16dar uma educação razoável,
52:18não estou chamando
52:19de maravilhosa não,
52:20uma saúde razoável,
52:22uma segurança razoável,
52:24uma habitação razoável
52:25para as pessoas
52:26que estão nos pequenos
52:27e médios municípios,
52:29nós faríamos
52:30um Estado muito melhor.
52:32Se nós,
52:32no nosso Estado,
52:33tivéssemos coragem
52:34de iniciar
52:36um processo
52:37de liderança
52:38na sustentabilidade verde,
52:40nós teríamos
52:41uma condição
52:42de ensinar
52:42para o mundo
52:43isso e para o Brasil.
52:44Nós temos muita coisa
52:45para fazer
52:46que não gasta
52:46muito dinheiro.
52:48Gasta liderança,
52:50gasta convencimento.
52:51O sujeito que sentar
52:52para ser governador,
52:54ele vai ter dificuldade
52:54porque esse Estado
52:55está quebrado.
52:56Mas o que vai mudar
52:57essa relação,
53:00primeiro,
53:00é a relação
53:00com o governo federal,
53:01porque hoje
53:02o federalismo
53:03ainda exige isso.
53:04Nós precisamos
53:05de dinheiro.
53:06Mas, segundo,
53:07é uma conversa franca,
53:09aberta,
53:10com a sociedade.
53:11É trazer
53:12a sociedade mineira
53:14para dentro
53:15do processo
53:15de mudança.
53:17Por que nós
53:18não estabelecemos
53:18nos nossos
53:20centros tecnológicos
53:22a gente fazer
53:23grande treinamento
53:24e trazer
53:25as cabeças
53:26dos nossos jovens
53:27para fazer
53:28engenharia reversa?
53:29isso é fundamental.
53:31O mundo todo
53:32fez isso.
53:33A China só é a China
53:34porque a China
53:35fez isso.
53:36A China copiou
53:37a tecnologia
53:37de todo mundo
53:38até o momento
53:38que ela desenvolveu
53:39a dela.
53:40O Japão
53:41fez isso no passado.
53:42A Coreia do Sul
53:43fez isso
53:44com o beneplástico
53:45dos Estados Unidos.
53:46Mas nós
53:46não podemos fazer.
53:47Por quê?
53:48Porque nós não temos
53:48o empuxadinho?
53:50Então,
53:51nós temos espaço
53:52para fazer.
53:53Nós devemos fazer.
53:54e o cara
53:55que sentar
53:55naquela cadeira
53:56de governador
53:57eu espero
53:58que ele sente
53:59com esse espírito
54:00com o espírito
54:01de mudar
54:02efetivamente
54:03o destino
54:03de Minas
54:04e ser exemplo
54:05para o Brasil.
54:06Porque eu acho
54:07que o presidente
54:07da República
54:08que sentar lá também
54:09na presidência
54:09da República
54:10tem que ter
54:10esse mesmo sentimento.
54:12Então,
54:12acho que
54:13nós temos
54:14a oportunidade
54:14de toda eleição
54:15e toda eleição
54:16o povo faz a escolha.
54:18O meu trabalho
54:19é tentar
54:20fazer com que eles
54:21entendam
54:22que existe coisa melhor
54:23do que eles
54:24estão recebendo.
54:25Porque muitos deles
54:26votam pelo medo
54:27de perder o que tem.
54:29E não tem perspectiva
54:30e não vê na perspectiva
54:32o que podem ganhar.
54:33Deputado,
54:33queria agradecer
54:34a sua presença
54:35aqui no EM Entrevista.
54:36Nosso tempo está acabando.
54:37Muito obrigada
54:37por ter vindo aqui.
54:38Eu quero mais.
54:39O bate-papo está bom,
54:40mas está acabando o tempo.
54:41Obrigada,
54:42viu, deputado?
54:42Foi um prazer, gente.
54:44Desculpa,
54:44falei para caramba.
54:45Nada,
54:46foi muito bom
54:46a nossa conversa.
54:47Mas,
54:48eu sou falador mesmo.
54:50Nós também.
54:50Nós também,
54:51somos jornalistas.
54:52combina, né?
54:53Política e jornalista
54:54fala bastante.
54:55É isso aí.
54:56Obrigada, viu, deputado?
54:57Ale, muito obrigada.
54:58Obrigada.
54:59Para assistir esse
55:00e outros destaques,
55:01em m.com.br.
55:02Tchau, gente.
55:03E aí, gente.
55:03Vamos lá.
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