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Em uma nova ofensiva de comunicação, o governo Lula mudou o discurso e passou a negar que tenha promovido aumentos de impostos durante a atual gestão.
A estratégia busca blindar a popularidade do presidente ao classificar as novas medidas arrecadatórias como "revisões de benefícios" ou "ajustes setoriais".
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NotíciasTranscrição
00:00Pública e aliados estão promovendo ajustes, mudanças no discurso e querem apagar o passado,
00:07principalmente iniciativas que não deram certo.
00:10Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo.
00:12Beraldo, o brasileiro aprendeu com o passado, por exemplo, o que deu certo, muitos governantes,
00:19por exemplo, no caso, o presidente diz, bom, o que deu certo, aí ele enaltece, diz, fizemos
00:27isso, fizemos aquilo, era assim, agora tá assado, agora o que não deu certo, ele diz
00:32ou que não sabia, ou que foi culpa do outro governo, enfim, dá uma terceirizada, empurra
00:38e tenta se descolar daquela iniciativa que acabou não dando certo.
00:43Esse tipo de discurso ainda cola, o eleitor consegue identificar, ah, isso daí não tá
00:49sendo verdadeiro, não tá sendo transparente comigo.
00:53Beniato, vamos olhar pro Brasil hoje sem nenhum tipo de restrição ideológica.
01:00Nós, fato concreto, tivemos um governo que assumiu o poder em 2003 e o partido, com o mesmo
01:10grupo político ficou no poder por muito tempo e este grupo político foi flagrado pela justiça,
01:22pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, pelo Judiciário, eles foram flagrados roubando
01:29a população brasileira.
01:32o maior, aliás, não foi um só escândalo, né, começou com o mensalão, que era mala de
01:37dinheiro sendo distribuída em troca de voto no Congresso e depois roubo, puro e simples,
01:44tanto pra enriquecer aqueles que se envolveram nos roubos, como também para roubar eleições,
01:52né, então roubavam o dinheiro das empresas públicas, o dinheiro da população brasileira
01:58e usavam esse dinheiro roubado para financiar campanhas políticas e com isso vencer, porque
02:06dinheiro não era problema, então eles poderiam sempre vencer, porque sempre tinham mais dinheiro
02:11pra fazer campanha que os adversários.
02:14Isso tudo foi desnudado, a população brasileira viu, ela não ouviu dizer, ela viu, ela viu
02:20as malas de dinheiro, ela viu todo o patrimônio que foi constituído, ela viu visita no Triplex,
02:28ela viu o pedalinho com as iniciais, ela viu tudo.
02:32E aí, Caniato, tempos depois, este Brasil do absurdo apagou, passou uma borracha, uma
02:42borracha, isso tudo ficou pra trás e aí esse mesmo grupo volta ao poder, ou seja, a população
02:50brasileira, na sua maioria em 2022, entendeu que tudo aquilo que tinha sido reportado,
03:02identificado, não era suficiente para que esse grupo fosse visto como um grupo desqualificado.
03:10Então, Caniato, para este grupo político, tudo o que eles fazem dá certo, porque eles
03:16fizeram o pior e voltaram ao poder, não tem nada pior do que isso.
03:22Só que qual é o problema da esquerda brasileira, Caniato?
03:25Isso é uma discussão longa, profunda, mas de forma resumida, a democracia, ela foi concebida
03:33para que as pessoas intelectualmente preparadas escolhessem os seus representantes.
03:43Começa daí, não era todo mundo que votava, aliás, era uma pequena cúpula.
03:48Com o passar do tempo, isso foi se expandindo.
03:53E o que aconteceu no Brasil inicialmente?
03:56As mulheres não votavam, os analfabetos não votavam, você tinha que ter mais de 18 anos
04:02para votar, e aí chega a esquerda brasileira cheia de ideias e descobre o seguinte, não
04:09é que eles têm um projeto, se nós sentarmos para conversar e dizer o seguinte, me explica
04:14qual é o teu projeto econômico, me explica que projeto econômico é esse, que cabe taxa
04:21da blusinha, juros como nós temos no Brasil e fim da escala 6 por 1 para virar 4 por 3.
04:304 por 3. Como é que um país funciona, gera riqueza e traz prosperidade para a população,
04:38com a população trabalhando 4 dias por semana?
04:41Eles não sabem explicar porque é inexplicável.
04:45Então eles não têm projeto. E aí, cheio de conversa,
04:51nós temos que ampliar o voto, claro que temos que ampliar o voto, o voto tem que ser universal,
04:59está certo. Agora, qual é o desafio de um governo sério, de uma nação séria?
05:06Nós não podemos mais ser ignorantes. Nós não precisamos e não devemos jamais dizer a alguém
05:14que ele deve votar A ou B. Ninguém precisa concordar cegamente com aquilo que eu digo,
05:22aquilo que eu penso, o que o outro diz, o que o outro pensa.
05:25Mas as pessoas precisam ter conhecimento para que, com base no seu conhecimento,
05:31elas decidam o melhor caminho a seguir.
05:35Portanto, a esquerda brasileira desenvolveu um projeto baseado na ignorância.
05:41Não é à toa que o Brasil agora, depois deste governo, lá atrás,
05:48criou os programas de expansão de diploma universitário.
05:54Um monte de gente, milhares e milhares de pessoas com um diploma universitário
06:01que não conseguem ler e compreender um texto, são analfabetos funcionais.
06:07O diploma universitário não serve para absolutamente nada.
06:12Não engrandece nem o detentor do diploma e, muito menos, a sociedade que se ilude
06:19com números de pessoas cidadãos com nível superior.
06:26Portanto, Caniato, o que temos hoje no Brasil é o governo de uma grande mentira
06:32que não tem projeto e não tem compromisso com o país.
06:37Eles têm compromissos com eles próprios.
06:40E é com base nisso, apostando nessa ignorância que eles vêm muito tempo,
06:47décadas trabalhando para consolidar no Brasil, é que eles usam para tomar esse tipo de medida,
06:55adotar essa estratégia.
06:57Não, o que a gente falou não importa, são burros, são burros.
07:02Eles vão esquecer, porque já nos trouxeram.
07:05Nós roubamos e a gente voltou para o poder.
07:07Ora, vamos falar que a taxa da blusinha era uma bobagem, que isso e aquilo.
07:13Então, eles apostam nisso, Caniato.
07:16Eles apostam que nós saímos às ruas com orelha de burro e nariz de palhaço.
07:23Deixa eu receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is.
07:28Obrigado, Viu, pela gentileza, pela preferência.
07:30Aqui, nós trazemos as informações, as notícias do dia e contamos com as análises dos nossos comentaristas.
07:36As análises que precisam ser feitas.
07:39Deixa eu chamar Roberto Mota, esse aspecto ou alguns elementos trazidos pelo Beirado são bem interessantes,
07:46porque acabam forçando a gente a olhar para eventos que aconteceram há alguns anos, né, Mota?
07:52Esse discurso ainda cola.
07:54No Brasil, nos dias de hoje, nos tempos da internet, das redes sociais, do print,
08:02não me parece que dê para apagar o passado.
08:05Mas a gente observa que há uma adoção de uma estratégia, você cria uma narrativa para tentar recontar a história,
08:14né?
08:14Tentar recontar o passado.
08:16Ah, não, não foi bem assim que aconteceu.
08:18Foi isso, isso e aquilo outro.
08:20E aí a nova geração parece, muitas vezes, que abraça essa nova versão, né?
08:25E parece que, especialmente, figuras da esquerda têm um talento especial, né?
08:41A esquerda tem uma vantagem histórica, Caniato, que é o domínio, a hegemonia da cultura, do sistema de ensino e
08:52da maior parte da mídia.
08:54Então, a esquerda ainda consegue passar essa narrativa de que o socialismo é uma coisa boa, né?
09:02Você vê, socialismo tem social no nome.
09:05Então, você já fica pensando em melhoria da qualidade de vida, em justiça, em paz, em desarmamento.
09:13Acontece que a realidade das políticas de esquerda é exatamente o oposto disso tudo.
09:19Toda a riqueza que existe hoje no Ocidente foi criada por políticas de livre mercado, de liberdade, políticas capitalistas.
09:31E a esquerda brasileira ainda tem um outro fator, que é o ativismo judicial.
09:38Ao longo desses 20 anos que a esquerda brasileira está no poder,
09:42que o Partido dos Trabalhadores está no poder desde 2003, eles aparelharam todo o aparato do Estado.
09:52Então, hoje, poderes da República funcionam para apoiar essa narrativa.
09:59É como você disse, há vídeos na internet em que essas figuras da esquerda dizem exatamente o oposto,
10:07há poucos anos atrás, do que elas dizem hoje.
10:11Mas se você publicar um desses vídeos, você pode até ser incluído em um inquérito criminal.
10:18Você pode ser censurado, você pode ter as suas contas bancárias bloqueadas.
10:24Qualquer opinião que você tenha que vá contra a narrativa da esquerda é muito perigosa no Brasil de hoje.
10:31Mas o dilema essencial da esquerda brasileira, do PT, é o dilema que a esquerda enfrenta sempre.
10:41Eles não querem sair do poder.
10:43A esquerda não compreende essa história de alternância de poder.
10:48De hora entra um partido socialista, depois vem um partido conservador.
10:53Não, não, não, não.
10:54Os conservadores são um perigo para a democracia.
10:58Esses liberais também só querem explorar as pessoas.
11:02Então, toda vez que a esquerda tem que desocupar o poder, eu vou repetir, um poder que no caso do
11:08Brasil, no século XXI,
11:10ela já ocupa há 20 anos, há 20 anos no governo federal.
11:15Na hora de sair, eles não querem.
11:18E vão tentar de tudo, usar de todos os expedientes, contar todas as mentiras.
11:25Pois é, deixa eu chamar o Dávila também, só para fechar essa discussão.
11:29Você, Dávila, a adoção dos discursos de acordo com o cenário, de acordo com o processo eleitoral, de acordo com
11:37o adversário.
11:39A mentalidade e o retrocesso da esquerda brasileira são estarrecedores.
11:47Porque no mundo inteiro, parte da esquerda que está no poder, pelo menos evoluiu nas ideias.
11:54No caso do PT, elas estão paralisadas desde os anos 60 do século passado.
12:00É a mesma narrativa, são as mesmas propostas e a mesma mentalidade anti-mercado.
12:08O mercado é visto como um mal necessário.
12:12O mercado é visto como um espaço para gananciosos ganharem dinheiro e prejudicarem os mais pobres.
12:20Por isso, o Estado precisa tutelar, intervir, manipular o mercado justamente para enfraquecer o setor produtivo.
12:30Só que todos os países que seguiram essa receita desastrosa, o país empobreceu.
12:37O mercado piorou e não se gerou riqueza.
12:42O melhor combate à pobreza é justamente o mercado que funciona, a competição de mercado.
12:50É isso que faz com que um país cresça de maneira substancial, de maneira sustentável.
12:57É isso que gera oportunidades para a mobilidade social.
13:01E é isso que faz com que a pobreza seja reduzida.
13:04A esquerda brasileira e o PT jamais compreenderam essa lógica.
13:08Por isso, transformaram a pobreza num bordão permanente de criar dependência ao Estado brasileiro.
13:17Quanto mais as pessoas se revoltam contra uma dependência que cada vez mostra mais frágil,
13:24mais o PT perde votos.
13:27Por isso, esse ano, a mentalidade brasileira vai decidir se quer um governo que vai apoiar o empreendedorismo,
13:36o Brasil que trabalha ou se quer continuar apoiando uma teoria retrógrada
13:42que faz com que o Brasil empobreça cada vez mais e cada vez mais tenha menos recursos
13:48para fazer a economia voltar a crescer.
13:51Essa é a escolha dos eleitores em 2026.
13:55Pelo menos até agora, os sinais são positivos.
13:58A maioria do eleitorado brasileiro já deixou claro que o PT não merece continuar no poder.
14:06Deixa eu só chamar o Bruno Musa, que tem só um aspecto que a gente precisa encerrar aqui,
14:10essa discussão, que muitos da nossa audiência acabam questionando elementos que são usados
14:17pelo atual governo, principalmente pelo presidente da República,
14:20quando tem um evento ou faz um discurso, ele menciona desemprego em queda, PIB em alta.
14:28E aí eu queria que você colocasse em perspectiva essa situação que integrantes do governo vendem,
14:33como se as coisas estivessem arrumadas, estabilizadas.
14:38Só que o cidadão, o consumidor, o pagador de impostos, ele não sente isso na prática.
14:45Quando ele precisa abastecer o seu carro, quando ele está no supermercado,
14:48observa os preços nas gôndolas, a percepção é diferente.
14:52O discurso do governo e a vida real, a vida ali na boca do caixa.
14:59Por que essa diferença?
15:00E o quanto isso vai impactar no processo eleitoral, Musa?
15:04Bastante.
15:05Porque, vamos lá, vamos tentar entender...
15:07São vários índices.
15:08Vamos pegar o mais básico, que é aquele que mais afeta a população no geral.
15:12Por exemplo, o IPCA.
15:13Índice de preço ao consumidor amplo.
15:15É o índice oficial de inflação.
15:16Aquele que todos nós, pessoal, lemos do jornal que está lá 4,5% ao ano.
15:21Ou seja, que os preços, na média, sobem 4,5% ao ano.
15:25Esse número é mentiroso?
15:26Não.
15:27Sobre qual metodologia?
15:28Aí é o grande problema.
15:30Porque a metodologia, como o governo entrega os cálculos,
15:34não tem a ver com esse governo ou outro, tá?
15:36A forma como o cálculo é feito, ele não entrega a realidade.
15:40Veja, o IPCA é uma média de famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos
15:47numa média do país inteiro.
15:49O país é continental.
15:51É impossível você fazer um comparativo entre alguém que mora em São Paulo,
15:54no interior de São Paulo, ou no interior do Maranhão.
15:57O cidadão que ganha 5 mil reais e mora em São Paulo,
16:00em termos reais, ele é muito mais pobre do que o cara que ganha 5 mil reais
16:04numa cidade do interior do Maranhão.
16:05Porque o poder de compra desse interior do Maranhão é muito maior com 5 mil reais
16:11do que morando numa capital como São Paulo, que os preços são altos,
16:14ou Rio de Janeiro, ou Belo Horizonte, ou onde quer que seja.
16:17Significa que essa média é muito distorcida.
16:20É uma média num país continental onde as realidades são diversas.
16:24Então, isso significa que a realidade nos números é uma coisa,
16:29mas a vida no dia a dia, quando você sai de casa, pega um ônibus,
16:34ela é completamente diferente.
16:35O PIB cresce, ok?
16:37Já falamos várias vezes, duas pontas importantes do PIB é o gasto do governo
16:42e o consumo das famílias.
16:44Quando você endivida o governo e transfere dinheiro para as famílias gastarem,
16:48você puxa o PIB para cima.
16:50Então, você vê que é fácil você, entre aspas,
16:55artificialmente anabolizar os índices.
16:57Só que tem um ponto importante.
16:59Ao longo dos últimos 20 anos, a gente vem falando desse endividamento
17:03que tomou proporções inimagináveis e quase que insustentáveis, Caneado.
17:08Então, quando você fala que os salários mínimos subiram acima da inflação,
17:14porque o salário mínimo sobe na canetada e não aumenta com aumento de produtividade,
17:18e a inflação tem essas particularidades que eu comentei,
17:21em termos reais, ok, o salário mínimo subiu acima da inflação.
17:25Mas a inflação do cidadão, do João, da Maria, do Pedrinho, do Fulano, do Beltrano,
17:30é maior, porque essa média é distorcida.
17:33E mais, grande parte dele está endividado,
17:37porque teve um fomento por parte do governo nos últimos 20 anos
17:41para anabolizar o PIB, para eles se endividarem.
17:44Consequentemente, o crescimento dos gastos das famílias nos índices oficiais,
17:50o salário supera a inflação.
17:53Mas ele tem que pagar grande parte, 70% da dívida dele,
17:56da receita dele, é para pagar dívida.
17:59E isso não para de crescer por conta dos juros altos.
18:03Mas por que os juros são altos?
18:05Porque o governo não para de gastar mais do que ele arrecada.
18:08Então, perceba que quando a gente vai puxando esse fio,
18:10nós sempre chegamos em governos perdulários e intervencionistas
18:13que promovem o subsídio dizendo que é bom para você
18:16quando está estimulando o seu próprio endividamento.
18:19Então, uma coisa vai levando a outra, Caniato.
18:22Na vida real, na rua brasileira, dentro do ônibus,
18:25portanto, os custos subiram muito mais do que o crescimento do PIB,
18:28do que a inflação oficial.
18:30E, consequentemente, a vida do brasileiro, em termos reais,
18:34está muito mais difícil.
18:35Nós vamos perdendo o poder de compra a cada ano que passa.
18:39em termos reais e na realidade.
18:42Os índices oficiais, bom, esse fica para meia dúzia com o microfone na mão.
18:47Pois é.
18:47Deixa eu só passar para o Beral também,
18:49trazer o complemento dele em relação a essa discussão.
18:52Porque, às vésperas de entrarmos no período de campanha propriamente,
18:58a gente observa aí já um preparo de qual será a retórica.
19:04Qual vai ser o discurso?
19:05O que é preciso considerar?
19:06O que o atual governo fez nos últimos anos?
19:09Como impactou positivamente ou negativamente a vida das pessoas?
19:14A gente sabe que tem uma faixa ali da população, do eleitorado,
19:18que tem uma relação muito próxima com o governo,
19:20porque recebe algum tipo de benefício.
19:23A partir daí, nós veremos discursos distintos.
19:27Quem está na oposição fará um tipo de apontamento.
19:30Quem está na situação, observa a situação de outra maneira.
19:34A história do copo meio cheio e meio vazio.
19:36Diante disso, quais são os aspectos importantes que todos nós,
19:39todo eleitor, precisará se ater nesse processo eleitoral?
19:45A situação é uma só, né?
19:47Ela tem a realidade e aí cada um tenta dar o enfoque na realidade que lhe convém,
19:54mas a pessoa, o brasileiro, ele está sentindo essa realidade de uma forma muito dura.
20:01Porque quando a gente observa mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes
20:08num universo de 130 milhões de brasileiros que estão super endividados
20:15e considerando que dos 215 milhões de brasileiros,
20:21temos 40 milhões de brasileiros até 14 anos de idade,
20:26então sobra muito pouca gente saudável financeiramente.
20:31Quando a gente sai às ruas de uma cidade como São Paulo,
20:34e não só ela, em várias cidades do Brasil,
20:37a gente fica com aquela impressão equivocada
20:40de que os restaurantes estão cheios, então está tudo bem, não.
20:45Não está tudo bem.
20:46As pessoas estão ali nos restaurantes, estão nos bares, estão rindo,
20:51fazendo aquela cara como se estivessem ali curtindo,
20:54porque não lhes resta outra possibilidade.
20:58Elas já estão vivendo a cultura do super endividamento
21:03e a preocupação que elas têm é dar um fôlego no cheque especial
21:07para poder entrar de novo na mesma hora,
21:10que o governo já entendeu.
21:12E essa, o desenrola, a gente precisa lembrar das coisas.
21:16É preciso lembrar que várias figuras importantes do varejo brasileiro
21:23apoiaram a candidatura do presidente em 2022.
21:28Quando o presidente ganhou, o mercado consumidor já estava muito endividado,
21:35não conseguia contrair novas dívidas.
21:38Qual foi a solução para ajudar o varejo?
21:40Vamos fazer o desenrola, não para ajudar as pessoas,
21:46não para que elas pudessem restabelecer a saúde da sua vida financeira, não.
21:52Vamos fazer o desenrola para que as pessoas possam cair de novo
21:58nas garras do endividamento deste país com taxas de juros absurdas.
22:04Não era o 15% da Selic, mas o 400% do cartão de crédito,
22:11o 400% do cheque especial.
22:16Porque essa é a realidade das pessoas que estão endividadas.
22:20Elas não estão endividadas só num lugar.
22:22Elas vão tomando dinheiro onde elas podem para tentar sobreviver.
22:26E aí vão ali trabalhando, suando, ralando.
22:29Pega o dinheiro, fruto do seu esforço e entrega para a instituição financeira
22:35e para o governo, impostos.
22:38Não serve para nada o esforço que ela faz.
22:41Ela vive atormentada, mas ela está ali.
22:45Nesse mundo de tantas influências de rede social,
22:49ela não quer estar fora.
22:51Ela faz o sacrifício que for para coisas absolutamente supérfluas.
22:56Não estão ali ralando, lutando, trabalhando para construir um patrimônio,
23:02uma base, como seus pais, seus avós fizeram.
23:05Hoje, essa vontade, esse desejo de ter uma casa própria,
23:12isso já ficou tão distante que a pessoa nem tenta.
23:15Isso é o que está acontecendo no Brasil.
23:17Portanto, as pessoas podem até não contar para o seu vizinho
23:22a situação horrorosa em que ela se encontra.
23:27Mas o sentimento da maior parte da população brasileira
23:31é que o Brasil, hoje, não deu certo.
23:35Que eles estão lutando para sobreviver.
23:38Que a possibilidade de viver, de construir, de prosperar,
23:44isso ficou no passado, não faz parte do cotidiano das famílias.
23:48Alguns se enganam porque não tem outra possibilidade.
23:53Mas, com certeza, quando botam a cabeça no travesseiro à noite,
23:58tem consciência exata do desastre econômico que se instalou no Brasil.
24:02Muito.
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