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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) uma nova fase da Operação Compliance Zero e prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em Brasília. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios sem lastro com o banco Master. A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, envolvendo crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa. Paulo Henrique Costa comandou o BRB a partir de 2019, indicado pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e esteve à frente da tentativa de compra do Banco Master. Ele já havia sido afastado em novembro por decisão judicial na primeira fase da operação. Alan Ghani, José Maria Trindade e Lucas Mehero comentaram.
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NotíciasTranscrição
00:00Agora, nesse momento, atenção, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente do Banco BRB, o Banco de Brasília,
00:06numa nova fase da Operação Compliance Zero.
00:09É a quarta fase que foi articulada pela Polícia Federal, com mandados de prisão e também de busca,
00:16expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.
00:18O ex-presidente do BRB, o Paulo Henrique Costa, foi detido em Brasília.
00:23Ele é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master.
00:30Justamente o Banco, a estatal de Brasília, que não atua apenas no Distrito Federal,
00:35mas em outros, pelo menos, sete estados do país,
00:38que estava conduzindo, durante a gestão do agora detido ex-presidente da instituição,
00:46para a compra do Banco Master, no andamento de todas as investigações de fraude cometidas por Daniel Vorcaro.
00:53Exatamente. Essa nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal
00:57cumpre dois mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e também no Distrito Federal.
01:03As apurações a respeito do ex-presidente do Banco BRB têm a ver com o fato dele não ter seguido
01:10as regras do compliance deste banco, que é público em Brasília,
01:16para tentar adquirir, comprar o Banco Master à época em que essas tratativas eram feitas
01:25e que depois foram barradas pelo Banco Central e também pelas autoridades.
01:28Paulo Henrique Costa foi indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha,
01:34e estava à frente do BRB desde 2019 até o momento em que explodiu esse escândalo
01:41provocado pela tentativa de aquisição do Banco Master,
01:45depois de uma série de indicações de que as regras para essa compra não estavam sendo seguidas
01:51e também de que havia uma série de interesses que poderiam favorecer o Banco Master
01:59em troca de favores que eram prestados pelo ex-presidente do Banco Master, Daniel Vocaro,
02:06que também está preso.
02:08Então, nesta fase da Operação Compliance Zero, há o avanço agora sobre autoridades
02:14que estavam à frente das cadeiras ali no BRB.
02:17Eu já quero aproveitar e até conversar um pouco aqui com o nosso Alan Ghani,
02:21exatamente porque essa operação, né, Alan Ghani,
02:24ela trouxe à tona uma polêmica que mexe com a questão econômica aqui no país,
02:30com a atuação dos bancos e também com a atuação do próprio Banco Central
02:35para impedir que isso acontecesse.
02:37O quanto se tem de, digamos, possibilidade de um negócio escuso
02:43quando se tem um banco público tentando adquirir um banco
02:48com uma série de problemas já identificados pelo Banco Central, Ghani?
02:52Olha só, é claro que tem um cheiro aí muito forte de corrupção.
02:57Por quê, Evandro?
02:59Primeiro, porque o BRB chegou a comprar parte dos ativos do Banco Master.
03:05E esses ativos é o que a gente chama de ativos podres,
03:09ou seja, que dariam um calote no próprio banco.
03:12Então, a ideia é que o Banco Master vendeu esses ativos,
03:16um banco estatal comprou esses ativos,
03:19mas como não vai ter uma falência de um banco estatal,
03:22porque o governo não vai deixar quebrar,
03:24então, na verdade, esses ativos podres não serão pagos.
03:29Eu socorri o Master, mas quem está pagando?
03:31O contribuinte de Brasília.
03:33Então, este é um grande indicativo de que havia problemas ali.
03:38Outro ponto que me chama muita atenção, Evandro,
03:41por que nenhum grande banco privado, se o Master era tão bom,
03:46por que nenhum grande banco privado quis comprar?
03:49Esse pessoal não é bobo, esse pessoal não casga dinheiro.
03:51Não perde oportunidade, né?
03:53Não perde oportunidade.
03:54Então, esses grandes bancões aí brasileiros,
03:56nenhum quis interesse, nenhum, nenhum.
03:59Então, só apenas o BRB e justamente um banco estatal.
04:02Muito estranha essa história, Evandro.
04:03Alangani, obrigado por enquanto.
04:05Eu já quero também avançar e conversar aqui com os nossos comentaristas, né, Bia?
04:08Exatamente.
04:09A gente está falando aqui sobre a prisão, então, do ex-presidente do BRB.
04:12Nesse momento, a Polícia Federal cumpre os mandados de prisão preventiva.
04:16São dois e pelo menos sete de busca e apreensão em Brasília e também em São Paulo.
04:19Lucas Merreiro, José Maria Trindade, diante da gravidade dessa situação,
04:23a gente traz mais cedo já a análise de vocês aqui no Jornal da Manhã.
04:26Merreiro, nós estamos falando de uma investigação que apura esquema de lavagem de dinheiro
04:29para pagamentos indevidos também de agentes públicos, além de casos de corrupção.
04:35E estamos falando da prisão de alguém que ocupou o mais alto escalão do BRB,
04:40o Banco Estatal de Brasília.
04:42A partir desse momento, com a quarta fase da Operação Compliance,
04:46o que nós podemos esperar também com essa prisão?
04:50Novas informações surgindo para a Polícia Federal.
04:52Bom dia.
04:54Bom dia, Bia, Evandro, Zé Maria e, claro, um bom dia especial a todos que nos acompanham
04:58nessa segunda edição do Jornal da Manhã.
05:00É sempre um prazer estar aqui com vocês.
05:02E olha só que grande dia, né?
05:04Um grande dia que mostra que o trabalho da Polícia Federal segue e segue muito sério.
05:10Apesar de estar contrariando tantos interesses de tanta gente tão importante,
05:15de vários espectros da política brasileira, de várias instâncias dos poderes, né?
05:19Executivo, Legislativo, Judiciário.
05:22Tem gente de toda sorte que queria, porque queria, que o escândalo do Banco Master fosse
05:27abafado.
05:28Que as pessoas não falassem mais sobre ele, que as investigações parassem.
05:31Mas a Polícia Federal continua com um bom trabalho.
05:34E sempre que exercer esse bom trabalho aqui, eu vou elogiar.
05:38É claro, não dá pra dizer ainda que o ex-presidente do BRB, ele é culpado.
05:43Afinal, ele não foi condenado ainda, né?
05:45Não teve um trânsito em julgado a respeito da suposta participação dele nesse esquema.
05:51Porém, contudo, todavia, é claro que é extremamente suspeita a participação,
05:57a suposta participação dele frente ao escândalo do Banco Master.
06:00Nós estamos falando de um banco público que queria comprar o Master, um banco privado
06:05extremamente corrupto, já numa época em que se sabia tudo que estava sendo feito ali.
06:11Não havia nenhuma dúvida acerca da idoneidade do Daniel Vorcaro ou do Banco Master.
06:16O que estava acontecendo, na prática, era que estavam tentando utilizar um banco público,
06:21ou seja, dinheiro do contribuinte, pra salvar um banco privado corrupto.
06:26E todo mundo que exerceu essa tentativa tem que ser preso, tem que ficar em cana.
06:31Mas muito tempo em cana.
06:33Isso é um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil.
06:37Para as próximas etapas, Bia, respondendo o que você me perguntou,
06:41eu espero que o governador Ibanez Rocha consiga explicar no futuro, né?
06:47Num futuro próximo ali, porque as investigações têm chegado nele
06:50e está ficando uma pressão cada vez maior, né?
06:52Que ele consiga explicar quais foram, se é que houve, as tentativas dele de fazer, de exercer essa compra, né?
07:00Do Master pelo BRB.
07:02Porque ele defendeu publicamente que o Master fosse comprado pelo BRB.
07:06Porque ele criticou tanto o Banco Central, publicamente também, por ter impedido essa compra.
07:12É esse tipo de coisa que o Ibanez Rocha ainda precisa explicar.
07:17Mais uma vez, eu elogio, reforço aqui meu elogio ao trabalho da Polícia Federal,
07:22que está seguindo em frente, mesmo contrariando tantos interesses, mas não pode parar por aqui.
07:27É uma prisão muito grande essa, né?
07:29A gente está falando de um ex-presidente do BRB, mas ainda tem muita gente para chegar.
07:33Isso só mostra o tamanho do escândalo que é esse esquema do Banco Master.
07:38Se é Maria Trindade, bem-vindo, meu amigo, bom dia.
07:41Ibanez Rocha provavelmente se transformou num problema para as outras autoridades
07:45que tenham algum tipo de interesse no Banco Master, ou principalmente,
07:49interesse em impedir que todas essas informações e desdobramentos continuem acontecendo.
07:55Bem-vindo.
07:57Não tem mais jeito não, viu? Demorou, como diz o popular, né?
08:01Compliance é uma palavra da moda na iniciativa privada e imagine o setor público, né?
08:06Muito bom dia, Sine. É um prazer estar aqui com você.
08:09Bom dia, Bia. Bom dia, Luc. E bom dia a você que nos acompanha aqui no Jornal da Manhã.
08:14Esse é um problemão para a política daqui do Distrito Federal.
08:18O governo do Distrito Federal se envolveu num escândalo nacional
08:22e está levando para o buraco o Banco de Investimentos daqui, o BRB,
08:27que é, sim, importante para o Distrito Federal e agora está no centro de um grande debate.
08:32É uma ferida aberta, ainda não foi cicatrizada, mudou completamente os rumos da política por aqui,
08:39vai impedir Ibanez de chegar ao Senado Federal,
08:43talvez ele seja candidato à Câmara dos Deputados para garantir o foro privilegiado, né?
08:49E está eliminado politicamente.
08:51Não há como esconder que esse Paulo Henrique Costa
08:56tinha mesmo que ir para a cadeia.
08:5912 bilhões de reais.
09:01Eu quero saber se um indivíduo desse,
09:04se estivesse com o dinheiro dele,
09:06ele faria essa aplicação.
09:08Claro que não.
09:09E não é só o BRB.
09:11Aqui, o Instituto de Previdência,
09:14dos funcionários do Distrito Federal,
09:16também investiu pesado nesse banco,
09:19como no Amapá.
09:20Só que no Amapá é muito mais grave,
09:22porque o Estado é menor.
09:23É um Estado de 750 mil habitantes,
09:27investiu pesado nesse banco,
09:29a Previdência de lá está sob ameaça,
09:31e é daqui também.
09:32Quer dizer, se fosse dinheiro deles,
09:35eles comprariam esses títulos podres?
09:37É claro que não.
09:39Olha, ele merece a cadeia,
09:41eu não sei se ele será condenado ou não,
09:42isso é outra coisa,
09:44a justiça que vai decidir.
09:46Agora, eu condeno a sua iniciativa,
09:49que é uma iniciativa podre,
09:51de comprar títulos de um banco quebrado,
09:54que todo mundo sabia.
09:56Isso era um avião em pleno ar,
09:59sem combustível.
10:00Ninguém queria, nem de graça.
10:02O Master foi oferecido por um real,
10:04e não houve compradores.
10:06Na iniciativa privada.
10:08Aí vem um gestor de um banco público,
10:11e investe 16 bilhões,
10:13ninguém nem sabe ainda
10:14qual é o tamanho desse buraco do BRB.
10:17O BRB é uma espécie de aves rara.
10:20Só o Distrito Federal,
10:21acho que mais dois estados,
10:22tem isso aí,
10:23que é um banco estatal.
10:24Os governadores usam o caixa do banco estatal
10:27como se fosse uma extensão
10:29do orçamento do Estado.
10:30Por isso, lá atrás,
10:31no saneamento dos bancos,
10:33houve intervenções,
10:34e aí os bancos estatais foram privatizados.
10:37Isso arrastou a política,
10:39e o Banco Central mostrou a fragilidade.
10:42Não há mão de obra suficiente
10:45para avaliar,
10:48para acompanhar todos os bancos.
10:50As fintechs derramaram no mercado,
10:52sob o cuidado do Banco Central,
10:55uma quantidade enorme de agências,
10:58de agências online,
10:59e o Banco Central está dizendo
11:01que não tem mão de obra para fiscalizar.
11:04E, de repente,
11:05nós nos vemos agora
11:08inseguros com relação à rede bancária.
11:11Ainda bem que a iniciativa privada
11:13não entrou nessa.
11:15Muito baratos,
11:16títulos baratos,
11:17juros altos,
11:18todo mundo desconfia.
11:19Cine,
11:20aquela velha máxima das nossas avós.
11:23Quando a esmola é demais,
11:26o santo desconfia.
11:27Mas no setor público,
11:29ninguém desconfia de nada, não.
11:30É muito bom, Zé Maria Trindade.
11:32É ótimo, Zé Maria,
11:34que você traga essas analogias,
11:35esses contextos todos.
11:37Que bom que você relembrou isso,
11:38porque a nossa audiência
11:41precisa estar conectada de novo
11:42com tudo que está acontecendo.
11:43Fazia algum tempo
11:44que a gente não via
11:45uma nova fase da operação
11:46ou grandes novidades
11:47relacionadas ao caso
11:49do Banco Master.
11:50A gente está falando
11:50de um banco falido,
11:52que cometeu fraudes,
11:53inflou capitais,
11:55enganou milhares de clientes
11:57e que,
11:58num momento de apuro,
11:59recorreu ao setor público,
12:01ao nosso sistema financeiro público,
12:03que é mantido com o dinheiro
12:04do contribuinte,
12:05que a gente fala aqui
12:05pagador de imposto,
12:06porque contribuinte contribui
12:08de forma voluntária.
12:09A gente paga imposto
12:10porque a gente é obrigado.
12:12E simplesmente
12:13você vai efetuando
12:14uma compra bilionária
12:16para salvar um agente privado
12:18que cometeu crimes.
12:20Então, isso tem cheiro,
12:21cara, verniz,
12:23roupa de maracutaia.
12:24Lucas Merreiro,
12:26a gente está falando
12:27não da primeira prisão
12:28ou investigação
12:29de um agente público.
12:30Servidores do próprio Banco Central
12:32já foram investigados
12:33em fases diferentes
12:34da Compliance Zero
12:35e da própria Polícia Federal.
12:37A gente quer saber
12:38quando que isso também
12:39vai alcançar
12:40os agentes políticos.
12:42E as críticas
12:42que você fez antes
12:43à Ibanez Rocha
12:44também,
12:45mais uma vez,
12:46cabem nesse momento, né?
12:48Se aplica
12:49a muita gente, Bia,
12:50a muita gente mesmo.
12:52Veja só,
12:53as investigações
12:54demonstram
12:55que há
12:55uma penetração
12:59desse escândalo
13:00criminoso
13:01dentro do sistema
13:02político brasileiro.
13:04Aliás,
13:04o que é mais
13:06enlouquecedor ainda
13:07é que o escândalo
13:08do Banco Master
13:09está diretamente
13:10ligado
13:11à operação
13:12Carbono Oculto,
13:13aquela que descobriu
13:15que havia gestoras
13:16de investimentos,
13:17gestoras de fundos
13:18para o PCC
13:19na Faria Lima.
13:20Estavam amplamente ligadas
13:21ao Banco Master.
13:22Então,
13:22a gente está falando
13:23de uma penetração
13:25não apenas
13:25da corrupção
13:26na política brasileira,
13:27mas do próprio crime
13:28organizado.
13:29Então,
13:29esse é o nível
13:30da importância
13:32da investigação
13:34que estamos falando
13:35aqui.
13:36Ainda tem muita gente
13:37que precisa ser revelada
13:39no esquema,
13:39ainda tem muitas
13:40perguntas
13:41que precisam ser
13:42respondidas.
13:42Afinal,
13:43por que o
13:44Ricardo Lewandowski,
13:45por exemplo,
13:46ministro da Justiça
13:47do governo Lula,
13:48recebeu um contrato
13:49de 5 milhões de reais
13:50do Banco Master
13:51e não advogou
13:52nem para o Daniel
13:52Vorcaro
13:53nem para o Banco Master?
13:54Isso é uma dúvida
13:55que fica ainda, né?
13:56O Dias Toffoli,
13:57a relação dele,
13:58a suposta possível
13:59relação dele
14:00com a REAG,
14:01até hoje,
14:02não foi respondido
14:03e o STF
14:04está batendo de frente,
14:05está indo para cima
14:06de quem está pedindo
14:06explicações,
14:07de quem está indiciando
14:08os ministros.
14:09Quer dizer,
14:09está uma grande salada,
14:11os poderes estão brigando
14:13e um tentando demonstrar
14:14mais força
14:15do que o outro.
14:15Enquanto isso,
14:16a sociedade brasileira
14:18fica parada,
14:19olhando,
14:19sem ter muito o que fazer,
14:21esperando que haja
14:22um pouco de justiça
14:24no Brasil,
14:24porque é tão raro isso,
14:26é tão comum no Brasil
14:27reinar a impunidade,
14:29um país onde,
14:30para usar um exemplo aqui,
14:3190% dos homicídios
14:33não são solucionados
14:34e aí a gente fala
14:35de prisão
14:36de gente poderosa,
14:37então é ainda mais absurdo.
14:38Quer dizer,
14:39quando finalmente
14:39acontece uma prisão,
14:41acontece uma condenação,
14:42depois é anulado,
14:43a pessoa vai para casa,
14:44às vezes até concorre
14:45e,
14:46quiçá,
14:47ganha eleição.
14:48Quer dizer,
14:48o povo brasileiro
14:49está muito cansado disso.
14:50Isso é um esquema
14:51tão gigantesco
14:52que envolve tanta gente poderosa
14:53que a única resposta legítima
14:55que o Estado brasileiro
14:56pode dar
14:56é prendendo muita gente
14:58e colocando essas pessoas
14:59em cana
15:00por muito tempo.
15:01É o que se espera.
15:02E o mais importante
15:04é que não fique
15:05apenas nesses servidores
15:06menores e tal,
15:08mas que atinja,
15:09como atingiu agora
15:10o ex-presidente do BRB,
15:11que as investigações
15:12atinjam
15:13governadores de Estado,
15:15ministros do Supremo Tribunal Federal,
15:17ministros de Estado,
15:18deputados,
15:19parlamentares de toda sorte,
15:20deputados,
15:20senadores,
15:21vereadores,
15:21enfim,
15:22o que nós esperamos agora
15:23é que na medida
15:24que essas investigações
15:25vão avançando,
15:26elas cheguem em gente
15:27cada vez mais importante,
15:29mas não pode parar por aí.
15:30Essa gente tem que ser presa
15:32e muito presa.
15:33Zé Maria Trindade,
15:35eu fico imaginando
15:36o bastidor da política
15:38em Brasília
15:39cada vez que uma fase
15:40da operação compliance
15:41é colocada em prática,
15:43meu amigo,
15:43e provavelmente
15:44você também acompanha isso
15:45de perto.
15:46Não passa um átomo
15:47em ninguém, né?
15:49aqui quem tem mandato
15:51tem medo.
15:51É o que estão dizendo, né?
15:53A história é a seguinte,
15:56o deputado Luiz Gastão,
15:59ele me lembrou,
16:00sim,
16:01um ponto muito importante.
16:02Uma conversa,
16:03o deputado Luiz Gastão
16:05me disse o seguinte,
16:06qual foi o maior roubo
16:08da história do Brasil?
16:10Aí lembramos que
16:13foi aquele assalto
16:14ao Banco Central
16:15no Ceará.
16:1852 milhões de reais roubados.
16:21Aquela dinheirama toda
16:22que ninguém sabia
16:23nem como esconder os bandidos.
16:25Não puderam nem levar tudo.
16:2752 milhões.
16:29É o maior valor de assalto
16:31no Brasil.
16:31E aí se acha natural,
16:34segundo o deputado Luiz Gastão,
16:35que se pague 82 milhões
16:37por uma consulta,
16:38por uma consultoria.
16:39num contrato
16:40de 122 milhões de reais.
16:42Quer dizer,
16:43é uma normalização.
16:45Lá atrás eu dizia
16:46que mesmo no Jornal da Manhã,
16:48sobre o caso
16:48do roubo do INSS,
16:50dos velhinhos,
16:51um roubo
16:51de 6 bilhões de reais.
16:54Ninguém aqui rouba
16:56sem autorização
16:58ou participação
16:59das excelências.
17:01Ninguém.
17:01O roubo aqui é monopolizado,
17:04é da elite política.
17:05Não há dúvida disso.
17:06Então,
17:07quando tem um roubo assim,
17:08todo mundo já olha
17:10para o Congresso,
17:12para o Palácio
17:14e assim por diante.
17:15Sabe aquela história
17:16de prendam os suspeitos
17:18de sempre?
17:19É assim.
17:20Só que como eles têm
17:21costa larga,
17:22as CPIs acabam
17:23sem relatório,
17:24tentam investigar
17:25e não conseguem,
17:26e aí a política
17:28acaba vencendo
17:29a realidade,
17:31ou seja,
17:31a lei.
17:32isso é incentivo
17:34e tem que ser
17:34interrompido.
17:35Não adianta.
17:37Eu continuo com a minha frase.
17:38Ninguém rouba aqui
17:39sem poder,
17:41sem mandato
17:41e sem mandar.
17:42E aí
17:42Então, vamos lá.
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