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Mais do que uma corrente de pensamento, o legado de Olavo de Carvalho se tornou o epicentro de uma movimentação cultural que mudou a cara da direita brasileira.

Mas, recentemente, o que temos visto é uma fragmentação pública e ruidosa.

O que antes parecia um bloco monolítico, hoje enfrenta trocas de acusações, divisões estratégicas e uma disputa narrativa sobre quem realmente carrega a 'tocha' desse movimento.

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, Duda Teixeira e Carlos Graieb o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

🕕 Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.

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Transcrição
00:00Agora nós estamos falando aqui de judiciário, disso, daquilo, mas eu prometi no início do programa
00:04e agora eu vou trazer tudo sobre a briga que nós estamos vendo no bolsonarismo,
00:13que é o olavismo por dentro.
00:17Você vai ver isso em outros lugares de uma forma rotulada,
00:21que não leva em conta fatos, que não leva em conta nuances, que não leva em conta complexidade.
00:27Por isso que você não entende o que acontece.
00:28Você fala assim, gente, mas não era todo mundo da extrema-direita olavista?
00:35Por que eles estão brigando?
00:37É um contra o outro? Tem mais que um grupo ali dentro?
00:42Nós vamos explicar para vocês, porque geralmente na imprensa se rotula de extrema-direita quem não elogia o Lula.
00:48Você criticou o Lula, você vira extrema-direita, aí a gente não consegue entender.
00:52Mas eu trouxe aqui o Josias para explicar para a gente qual é a treta que está rolando no clã
00:58Bolsonaro.
00:59Por que o Flávio virou o maior bombeiro do Brasil, fazendo as pazes com todo mundo com quem o bolsonarismo
01:08tinha brigado na direita,
01:09e o Eduardo continua brigando?
01:12Primeiro, Josias, eu quero que você conte o seguinte.
01:15Vocês não estamos aqui...
01:16Ai, vamos ouvir por cima!
01:19Ou estamos ouvindo algum picareta que fala,
01:22não, nunca tive nada com isso, eu só analiso e estava lá dentro até ontem.
01:25Não.
01:26O Josias conta a verdade.
01:27De onde você conhece essa gente?
01:29Ah, eu fiz um filme sobre o Olavo de Carvalho, foi pouco polêmico, teve até agressões em universidades,
01:36boicote, grandes fatos desse tipo, várias tentativas de censura, e eu conheci essas pessoas todas,
01:45de uma forma ou de outra, desse grande movimento político aí chamado Nova Direita,
01:49que está sendo estudado academicamente em dissertações de mestrado, tese de doutorado.
01:54Já tem livros, como a da Camila Rocha, que é o menos Marx, mais Mises,
01:59em que ela explica como a nova direita nasceu na internet.
02:03Então, observe, você falou agora há pouco sobre a redemocratização e a construção de 88.
02:08Depois da construção de 88, foi crescendo cada vez mais a hegemonia da esquerda
02:15em todas as instâncias legitimadoras da opinião pública.
02:19Por exemplo, a grande imprensa, as universidades, os festivais de cinema,
02:25todo o âmbito cultural foi sendo dominado pela esquerda,
02:28que é o que Bruno Tolentino chama de...
02:32Diz o seguinte, que nunca houve uma direta já na cultura.
02:36Na cultura, nós continuamos numa ditadura,
02:39que é uma ditadura que se opôs à ditadura militar,
02:42mas foi uma ditadura tão brutal quanto a que é uma ditadura cultural.
02:45E aí, essa nova direita nasce como uma reação direta a essa expressão.
02:54E veja bem, Olavo de Carvalho, ele foi colunista da Folha, do Globo,
02:57escreveu na Bravo, então ele foi de dentro da imprensa,
03:00ele chegou a participar do Manhattan Connection,
03:03ele chegou a ser convidado para ocupar o lugar do Paulo Francis no Manhattan Connection.
03:09Chegaram até a perguntar para a Rochandes se ele poderia matricular os filhos em Nova Iorque para participar.
03:13Mas aí a imprensa foi se fechando a tal ponto, numa esquerda,
03:18que a direita foi totalmente ejetada.
03:21Então, essas personalidades foram ser excluídas.
03:24Paulo Francis morreu, depois Bruno Tolentino foi também excluído,
03:28um poeta que também tem essa verba do Olavo, muito polêmica.
03:32E depois o próprio Olavo, quando estava morando nos Estados Unidos,
03:36ele foi perdendo os lugares de colaborar na imprensa e teve que, para se sustentar,
03:46ele teve que criar um curso, e por um motivo até curioso, que é o seguinte,
03:50a filha dele estudava na universidade porque ela não tinha o visto americano,
03:53precisava estar sempre estudando na universidade e custava caro.
03:56Ele precisava de dinheiro e inventou um curso online,
03:58enquanto a esquerda não dava a mínima para cursos online, não levava isso a sério.
04:02Entende? Porque a esquerda estava onde?
04:05Ele estava nas redações de jornais, estava nas universidades.
04:07Quem criou esse curso dele foi um aluno, que é o Silvio Grimaldo.
04:12Aliás, para entender o Olavo, é preciso entender que muitas das coisas que o Olavo fez
04:15foi através dos alunos.
04:17Então, você...
04:18Esse Silvio Grimaldo, a gente trouxe aqui,
04:22ele é um dos que está batendo boca com o Eduardo agora e defendendo o Nicolas.
04:27Ele está defendendo fortemente o Nicolas, está batendo boca com o Eduardo,
04:32e falando que vota no Flávio.
04:34Pois é, exatamente.
04:35Quem que é esse Silvio Grimaldo?
04:37Então, o Silvio Grimaldo é administrador dos cursos do Olavo,
04:39ele criou os cursos do Olavo,
04:40ele criou o True Outspeaker, o programa de rádio de Olavo.
04:44Então, ele também tem participação na vida editorial
04:46e várias editoras relevantes desse meio conservador.
04:51Só que ele participou do governo Bolsonaro
04:54na gestão de velhos no Ministério da Educação.
04:57Então, ele saiu e foi se afastando cada vez mais do governo Bolsonaro
05:01e até o olavismo, o próprio Olavo.
05:04Só que o Olavo é uma coisa curiosa,
05:05que o Olavo tem citação dele para todos os gostos.
05:09E nesse meio, nesses dois grupos que se opõem,
05:12Olavo é unanimidade, os dois adoram Olavo.
05:16Então, isso é curioso.
05:18Agora, o que acontece?
05:19Eu acho que a grande diferença aí é a seguinte.
05:23Tem uma visão mais antiliberal
05:26que foi se agregando ao redor de Eduardo Bolsonaro.
05:30Então, são uma direita mais estatista,
05:33que tem o próprio Eduardo Bolsonaro,
05:35tem o pessoal do Quinto Elemento,
05:38o Alain dos Santos,
05:39que eu acho que tem seus pontos aí,
05:42eles são mais próximos do Aldo Rebelo,
05:44eles têm conexões com os nacionalistas,
05:46eles conhecem essas pessoas.
05:48São pessoas que começaram a criticar o legado do liberalismo
05:51e eu admito que eu tenho um pouco dessa crítica
05:54e isso começou quando eu vi que Paulo Guedes
05:56queria vender o Palácio Capanema, no Rio de Janeiro,
05:59uma das maiores obras do modernismo no mundo
06:01e o cara queria vender.
06:03Eu digo, e outra coisa,
06:04o legal de Paulo Guedes, sinceramente,
06:07ele foi o seguinte,
06:09ele economizou para Lula gastar depois.
06:12Entendeu?
06:13Então, eu noto que quando se cria,
06:16as coisas relevantes feitas no Brasil,
06:17muitas das coisas relevantes foram feitas
06:19no âmbito do Estado,
06:21principalmente na cultura.
06:22Então, eles tinham um ponto,
06:24mas aí eles se associaram a uma figura
06:26que se chama Mário Frias.
06:28Ah, e tem outro detalhe também desse grupo.
06:30Esse grupo é antilavajatista e estatista.
06:35Então, eles têm,
06:36o maior exponente deles é o Kim Paim no YouTube,
06:38que é um youtuber brasileiro que mora na Austrália.
06:43Conhecido como Trombadinha dos Dociês.
06:48Por pessoas maldosas.
06:51Tadinho do nosso xaropinho.
06:53E aí, mas ele tem...
06:55Esse rapaz, ele fala assim,
06:58Dociê não sei quem.
06:59Aí, ele pega as coisas,
07:01a postagem pública mesmo da gente,
07:03que a gente postou na nossa rede,
07:05e finge que ele descobriu.
07:06E o mundo de gente acredita.
07:09Eu já fui vítima dos Dociês.
07:10Você também...
07:11Eu já tenho seis.
07:13Eu tenho uma meia dúzia lá já.
07:15É, mas aí, então, esse grupo,
07:17você veja, o Kim Paim,
07:19ele critica muito o Deltan, o Moro,
07:21criticava já na época de Bolsonaro.
07:23Então, eles são antilavajatistas e antiliberais.
07:26Eu acho que tem esse espaço aí,
07:28eu não vejo problema especificamente nisso.
07:30Agora, veja a estratégia de Bolsonaro,
07:33do Eduardo Bolsonaro,
07:34que é o seguinte,
07:34quando ele era governo,
07:35ele era liberal.
07:37E quando ele deixou de ser governo,
07:39ele virou antiliberal.
07:40Isso não faz muito sentido, tá, gente?
07:43Quando você tem o poder do Estado,
07:45ele era liberal.
07:46Ele era contra...
07:48Então, quando ele está no Estado,
07:50ele é contra o Estado mandar mais.
07:52Ouça o Estado, é.
07:52Aí, ele sai do Estado,
07:54o Estado está contra ele,
07:55inclusive, ele fala,
07:56não, o Estado tem...
07:57Agora, sim, tem que mudar.
07:59É inteligente.
08:00É um rapaz inteligente.
08:01Inteligente, pois é.
08:02E você veja que Ronald Reagan fez exatamente o contrário.
08:05Ele era liberal,
08:06mas ele precisou lutar contra a União Soviética.
08:08Ele fez o quê?
08:09Fez gastos estratosféricos militares.
08:12Foi totalmente antiliberal.
08:13Por quê?
08:13Porque a circunstância exigia.
08:15Então, Eduardo Bolsonaro fez exatamente o oposto.
08:18E Eduardo Bolsonaro é o mentor,
08:20vamos combinar,
08:21ele é o mentor de Mário Frias,
08:23que fez a pior gestão da cultura,
08:25da história do Brasil.
08:26E que tem duas características específicas
08:29que conflita diretamente com a ideologia desse grupo,
08:32que é, ele era lavajatista,
08:34era uma caricatura do lavajatismo, tá, gente?
08:37Vamos explicar isso bem.
08:38Ele dizia que queria fazer a lavajato da cultura.
08:42E sabe o que é que ele entregou?
08:44Entregou um passivo de prestação de contas
08:47não feitos maior do que recebeu.
08:51Então, e ele não fez o bicentenário,
08:53ele não fez nada do que ele deveria ter feito.
08:56Por quê?
08:56Porque ele achava que o Estado não deveria cuidar da cultura,
09:00ele estava administrando a cultura
09:01e achava que o Estado não deveria fazer isso.
09:03É assim, é uma contradição em termos,
09:04não faz o menor sentido.
09:06E aí, esse grupo se juntou
09:08e está se opondo ao Nicolas Ferreira,
09:11ao Pablo Marçal,
09:13ao Silvio Grimaldo e todo esse grupo.
09:15Só que aí tem um problema,
09:16que o que eles estão dizendo, na verdade,
09:18é o seguinte,
09:19e eu acho que isso é um erro muito grande,
09:21pelo seguinte, eles estão dizendo
09:22vocês não são bolsonaristas.
09:24E o perigo, eles dizerem,
09:25nós não somos mesmo, não.
09:28E aí, o que é que acontece?
09:29Eles vão dizer, ah, tá bom, não sou.
09:32E aí...
09:33Não, assim, olha, se você for pensar,
09:37entre Bolsonaro e Nicolas,
09:41o Nicolas tem muito mais futuro pela frente.
09:45para quem é de direita,
09:48também a militância do Nicolas,
09:51não é uma militância que vai ameaçar
09:53o seu filho de morte amanhã.
09:54E o pessoal do Eduardo é.
09:58Todo mundo que estava ali,
10:01junto,
10:01ou todo mundo que era contra o Lula,
10:05tem amigos e conhece gente
10:07que pela mínima crítica a esse grupo,
10:09eles ficaram muito violentos.
10:10Mas por que que o pessoal do Eduardo
10:12está batendo no pessoal do Nicolas?
10:15Agora, o Eduardo achava
10:16que ele era o predestinado?
10:18Não, eu acho que é o seguinte,
10:19eu acho que está na cabeça deles,
10:22a eleição já está ganha,
10:23e eles já estão lutando por espaço
10:25dentro desse governo.
10:26Então, tem vários elementos aí.
10:28Por exemplo,
10:28eles estão atacando muito a Ana Campagnolo.
10:30Ana Campagnolo,
10:31olha, você pode criticar ela,
10:33todo mundo sabe,
10:34mas ela escreveu um dos primeiros livros
10:35sobre feminismo,
10:36ela tem uma atuação muito sólida
10:38no Estado dela,
10:39e estão atacando ela frontalmente.
10:42Então, mas olha só,
10:43o que precisa ser entendido aqui
10:44é o seguinte,
10:45a nova direita é um movimento revolucionário,
10:47porque no Brasil é o oposto.
10:49A direita é revolucionária
10:51e a esquerda é reacionária.
10:53Literalmente é isso.
10:54A esquerda é estabelecida,
10:56ela é reacionária.
10:57É como nos militares eram.
10:59A esquerda, na época dos militares,
11:00a esquerda era revolucionária
11:02e a direita era reacionária.
11:03Sim, agora inverteu.
11:04E aí, a revolução come seus próprios filhos, né?
11:08Então, as revoluções são ambientes
11:11de muita gente que destrói as suas vidas,
11:13tem lutas intestinas profundas.
11:16Então, e já está havendo uma luta por poder,
11:19por um possível futuro governo Flávio Bolsonaro.
11:23E já tem aí várias tendências ideológicas lutando,
11:26só que esse grupo do Eduardo Bolsonaro,
11:29eu não acho que ele esteja muito bem prestigiado, não.
11:31porque o grupo do Paulo Guedes já está assessorando
11:35o Flávio Bolsonaro.
11:36Então, a grande pauta deles é contra privatizações,
11:41contra o liberalismo,
11:43por isso que eles são contra o governador Tarcísio,
11:47que privatizou, são contra o Nicolas Ferreira.
11:49Então, já ali duas tendências mais claras.
11:53Agora, eu não acho que esse grupo está bem prestigiado, não,
11:55com o próprio irmão, né?
11:58Então, não está dando muito certo.
11:59E talvez, né, Josias,
12:03tem a questão de que o Flávio está operando
12:05dentro de um partido que tem um chefão
12:08que sabe fazer política, né?
12:10Uma raposona, né?
12:11Que é o Valdemar.
12:13Então, com 100 deputados,
12:15o PT com 80 fazia o que queria no Brasil.
12:19Eles botaram 100 deputados,
12:21ninguém faz mais nada.
12:22Você não faz nada mais no Brasil,
12:24sem passar pelo PL.
12:25Mas tem uma característica aí também desse grupo,
12:28que é o seguinte,
12:28a ideia de guerra cultural.
12:30Que, aliás, é uma guerra que o Olavo não concordava
12:32com essa concepção aí, tá?
12:34O que o Olavo falava,
12:35a guerra cultural é você assimilar dentro da sua alma
12:37toda a cultura
12:39para você dar uma contribuição em relação a isso.
12:42E a guerra cultural é cultural mesmo,
12:44é dar uma contribuição na cultura.
12:45E a característica da guerra cultural dessas pessoas
12:47é que ela é totalmente a cultural.
12:49Eles nunca falam de cultura.
12:51Eles não têm proposições culturais.
12:53Eles odeiam a cultura.
12:54Eles odeiam a cultura.
12:56Rigorosamente, eles odeiam a cultura.
12:58E aí, basta ver a gestão que eles fizeram,
13:00que não deu uma obra.
13:01Qual é a obra cultural?
13:01Uma obra cultural que foi produzida no governo Bolsonaro.
13:04Não tem.
13:05Você vê, de Lula, a gente lembra.
13:07Muitas ruins,
13:08mas tem toda uma gestão da cultura
13:10que foi realizada aí.
13:11As pessoas ficam chocadas
13:13quando eu digo que Mário Fias
13:14foi o pior secretário da história do Brasil.
13:15Eles dizem,
13:16pior do que a Margarete Menezes,
13:17pior do que a Ana de Holanda.
13:19Eu disse, sim.
13:19Porque a Ana de Holanda
13:20poderia ter feito um mau bicentenário,
13:22mas ela teria feito um bicentenário.
13:24Eles vão lá e fazem as coisas.
13:26A Margarete Menezes também
13:27teria feito um bicentenário.
13:28Isso que você está falando do bicentenário
13:30é o seguinte,
13:30que é uma crítica da direita toda
13:32e dos militares
13:34e das pessoas que são patriotas
13:36ao bolsonarismo.
13:38Eles não fizeram a comemoração
13:40do bicentenário da independência.
13:42Pelo amor de Deus.
13:43Se era o mais patriota,
13:45a gente tinha que ter tido
13:46a grande festa,
13:49filmes,
13:49teatros,
13:51festivais.
13:51Olha, o Aldo fala uma coisa muito boa,
13:53que é o bicentenário dos Estados Unidos
13:56teve maior repercussão no Brasil
13:58do que o bicentenário do Brasil
14:00teve no próprio país.
14:01E eu avisei que isso não ia acontecer
14:03em junho de 2021.
14:05Eu falei, saiu na Folha de São Paulo,
14:07dizendo,
14:08não vai haver bicentenário,
14:10não há tempo hábil
14:11para eles realizarem.
14:12Eles ficaram me ridicularizando,
14:14me chamando de maconheiro.
14:15Não me conhecem,
14:16eu odeio maconha.
14:18Eu tenho ódio
14:19dessas coisas,
14:20me chamar de maconheiro.
14:21Eu processei o poste...
14:23Mas você tem cara de maconheiro.
14:23Você tem cara de maconheiro.
14:25Não, eu não tenho cara de maconheiro, não.
14:26Só falta o brinquinho.
14:27Só falta o brinquinho.
14:28Ele tem até ecobag.
14:29É o único esquerdomacho de direita
14:33do Brasil.
14:34Ele é um homem...
14:34É ecobag do festival de carne.
14:37E não fuma maconha.
14:40E a ecobag,
14:40eu acho que tem um bolso
14:42que dá para fumar.
14:43A própria bolsa, não é?
14:45A pessoa tem um ecobag
14:47do festival de carne
14:47e não fuma maconha.
14:48José, pelo amor de Deus.
14:50Vamos lá.
14:52Então,
14:53o bicentenário não aconteceu.
14:54Como eu previ um ano
14:56e um mês depois.
14:57Antes.
14:58Então,
14:58isso aí foi uma tragédia.
15:00E aí o resultado é,
15:01essas pessoas,
15:02elas querem guiar o governo
15:04para o sentido de uma guerra cultural.
15:06Só que guerra cultural
15:07não tem nada de cultura.
15:08E a gente sempre...
15:09A direita sempre perde
15:10quando ela se mete
15:11em guerra cultural.
15:13Então,
15:13é isso.
15:14O resumo da ópera.
15:15Vocês viram como é complexa
15:17essa história?
15:17E para a gente terminar aqui
15:19o Papo Antagonista,
15:20algo que o José tinha me falado
15:21antes de a gente entrar no programa
15:23é que é importante que você saiba.
15:24Isso que a gente está falando
15:25desses grupos,
15:26eles não são imutáveis.
15:27Daqui a pouco,
15:28quem está amigo briga
15:30e quem está brigado
15:31fica amigo.
15:32Esperem as cenas
15:34dos próximos capítulos.
15:35e quem está brigado
15:42e quem está brigado
15:43e quem está brigado
15:46e quem está brigado
15:46e quem está brigado
15:47e quem está brigado
15:47e quem está brigado
15:47e quem está brigado
15:47e quem está brigado
15:51Obrigado.
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