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Para ajudar a destrinchar o cenário polarizado e os rumos das eleições deste ano, o programa recebe um dos nomes mais experientes da política nacional: o deputado federal Aécio Neves. Com um currículo de peso que inclui mandatos como governador de Minas Gerais, senador e uma disputa histórica pela Presidência da República, o "mineirinho" traz sua visão estratégica para a bancada.

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Transcrição
00:00Obrigado no Morning Show, que sempre acompanha a nossa programação, tá entendendo o clima
00:04político, essa chapa quente que acontece nesse momento do Brasil, já foi deputado,
00:11senador, aliás é deputado atualmente, senador, já foi presidente da Câmara, né, dos deputados,
00:17já foi também quase presidente, já ocupou presidência interinamente, neto de presidente,
00:24estamos aqui recebendo com muita alegria a Écio Neves, participando do nosso Morning Show.
00:29Olá, deputado, bom dia, citei tantas qualidades, faltou uma, cruzeirense, cruzeirense também, né?
00:36Isso é verdade, vai melhorar, mas é um prazer enorme, Fernando, a todos aí, o Matheus, a Ana, o Ricardo,
00:44o Henrique,
00:45meus cumprimentos aos que nos assistem, prazer enorme estar mais uma vez aqui conversando com vocês.
00:51Deputado, a gente queria ouvir sua opinião, a gente falou agora aqui sobre a questão das privatizações,
00:55estamos vendo hoje quase, né, a possibilidade de um caos, a situação foi resolvida, mas temos três
01:02administradoras diferentes de aeroportos que teriam uma batata quente aí nas mãos, né, uma prova de fogo
01:08pra elas. Queria que o senhor falasse sobre essa questão das privatizações variadas, que já dividiu aqui
01:15o nosso sofá da discórdia. Queria colocar o senhor na conversa também.
01:19Olha, Fernando, essa é uma tendência mundial, né? Os países que mais cedo optaram por parcerias
01:26privadas ou privatizações pura e simples, são aqueles que mais avançaram na qualidade da prestação
01:33do serviço. No Brasil, nós demoramos muito pra avançar. Alguns aeroportos hoje já se consolidaram
01:41como aeroportos privados, com concessionárias por um tempo de concessão razoavelmente longo,
01:48o que permite que sejam feitos os investimentos necessários e outras nem tanto. Nós estávamos
01:53falando aí com o Rio de Janeiro, eu vi aqui rapidamente. O Galeão é um exemplo claro
01:58do abandono, né, porque ficou por vários e vários governos. Eu não vejo no governo
02:04do presidente Lula, isso não é uma crítica pessoal, é apenas uma constatação, uma disposição,
02:11uma compreensão clara de que a privatização de determinados setores da nossa economia são
02:18vitais, são essenciais pra qualidade do serviço que se presta e não apenas aeroportos, em
02:23todas as áreas. Fernando acompanhou quando eu fui governador de Minas Gerais, né? Nós
02:28chegamos, por exemplo, a privatizar presídios. Eu fiz a primeira PPP, a primeira parceria privada
02:35para gerenciar presídios do Estado e funcionou muito bem a área de segurança, responsabilidade
02:41do Estado e a gestão da estrutura pela administração privada, pela iniciativa privada. Eu acho que
02:49o processo de privatização, repito, é uma tendência, sobretudo, com o Estado cada
02:54vez mais pobre, com o Estado cada vez com menos condições de fazer os investimentos necessários
03:00em inúmeras áreas. O saneamento é uma delas também. Deputado, com relação a essa distribuição
03:05de verbas, que envolve também privatização, né? Tudo a gente tá falando é de dinheiro,
03:09né? E tem uma questão importante nessa divisão entre o Congresso e o Governo Federal. Queria
03:15repercutir com o senhor uma declaração que o presidente Lula fez, né? As críticas,
03:19as emendas parlamentares durante a entrevista que ele deu ontem ao portal Instituto Conhecimento
03:25Liberto. Eu queria que o senhor ouvisse conosco pra comentar. Vamos acompanhar.
03:30Eu, quando faço crítica ao orçamento secreto, eu sei o que o Congresso pensa do orçamento
03:35secreto, eu sei o que eu penso, mas todo mundo sabe que tá errado. Todo mundo sabe
03:41que tá errado. O Congresso se apoderar de 60% do orçamento, de 50%.
03:45Às vezes, sem licitação, sem nada, só manda o dinheiro pra prefeitura, você não
03:49faz isso. Até tá sendo corrigido, o Flávio Dino tá tomando medidas corretas, tá corrigido.
03:54Vamos lá, então, deputado. Lula disse que todo mundo sabe o que ele pensa. Vamos ouvir
03:58o que o senhor pensa. Ouvindo essa entrevista, eu voltei quatro anos no tempo aqui, Fernando,
04:04que era a mesma de quatro anos atrás, a mesma crítica. E o que fez o governo do
04:10presidente Lula? Na verdade, continuou a ser, como já era em boa parte o governo
04:15anterior, refém do Congresso Nacional. Não houve absolutamente nenhuma medida do governo
04:22e da sua base de apoio no sentido de inibir esse avanço do Congresso sobre orçamento.
04:28Eu sou parlamentar, como já fui governador, sou deputado federal, como você disse, fui
04:32presidente da Câmara, fui senador, fui governador de Minas Gerais, e eu defendo o limite das responsabilidades
04:38de cada poder. Na verdade, esse discurso do presidente Lula não tem a menor conexão
04:43com a realidade do seu governo, que, na verdade, permitiu que o Congresso avançasse ainda mais.
04:49Ô, Fernando, vou lhe dizer uma coisa. O PT, a bancada do PT, que eu conheço muito bem
04:52no Congresso Nacional, não se difere em absolutamente nada da bancada do chamado Centrão.
04:58A lógica é a mesma. Trabalho em função de emendas. As votações só ocorrem quando há
05:03liberação de emendas por parte do Executivo. Não houve uma ação vigorosa do presidente Lula,
05:09nem acredito que haverá mais, mesmo se ele consiga a reeleição, no sentido de limitar
05:15os poderes do Congresso. Isso só... De um lado, a meu ver, uma reforma política que restabeleça
05:23o voto distrital misto, que qualificará mais o Congresso, que não fará com que o Congresso
05:29seja tão dependente como é hoje desses recursos ou dessas emendas parlamentares.
05:35E, por outro lado, um presidente com autoridade, com disposição de enfrentar essa questão
05:41que é grave, mas mais do que isso, ela é crescente. Não há diferença nesse aspecto
05:47do comportamento do presidente Bolsonaro e do presidente Lula. Ambos fragilizados,
05:52que permitiram que o Congresso abocanhasse náculos preciosos do orçamento da União,
05:58o que, a meu ver, é um exagero.
05:59Deputado, eu queria colocar na roda aqui o nosso sofá da discórdia democrática.
06:03Vamos aqui com um mineiro atleticano. Então, pergunta pro senhor Ricardo Ketman.
06:09Bom dia, deputado. Em que pés eu estaria em minoria hoje? O que é raro, né?
06:12Ter mais cruzeirense que atleticano.
06:14Isso é um sonho de vocês, mas longe de ser alcançado. Obrigado.
06:19E ouvindo o senhor falar agora, me ocorreu trazer a política mineira pro plano nacional,
06:25nossa audiência nacional. Então, vamos levar um pouquinho de Minas pro Brasil inteiro.
06:29O senhor acabou de se manifestar de forma muito contundente, não contra o presidente Lula,
06:33o senhor sempre deixou isso muito claro, mas contra o pensamento do presidente Lula.
06:38O senhor tem tentado, né? Ou pelo menos o senhor tem conversado com o senador Rodrigo Pacheco
06:43numa possível composição para o governo mineiro, que será, nesse caso, se ele topar,
06:49será o candidato do presidente Lula. Lado oposto, o senhor e o governo Zema
06:54trocaram farpas, farpas até muito duras recentemente, por causa de questões envolvendo
06:59a cidade administrativa. Como que o senhor pessoalmente se posiciona nesse momento?
07:04Se de um lado o senador Rodrigo Pacheco será o candidato do Lula,
07:08e de outro lado, o governador atual, o governador Matheus Simões, é a continuidade do governo Zema,
07:13como que o senhor pretende se posicionar nesse caso?
07:16Ricardo, deixa eu abordar da seguinte forma essa questão.
07:20Eu sou o presidente nacional do PSDB. O PSDB faz, conceitualmente, desde o seu nascedor,
07:26oposição ao governo do PT. Não oposição à Lula, pessoalmente.
07:29Oposição à lógica, à compreensão de mundo do PT, à sua inaptidão para a gestão pública,
07:37esse gigantismo da máquina pública, onde sempre cabe mais um companheiro,
07:42esse alinhamento ideológico na política externa.
07:44Nós sempre fizemos oposição conceitual e dura ao PT.
07:49Quando você chega nas questões estaduais, você tem ali uma lógica própria.
07:53E quem assenta, como eu assentei por oito anos, Ricardo, na cadeira de governador do Estado,
07:59você zela por aquela cadeira. Você sabe o impacto das suas decisões.
08:03E quando eu vejo esse quadro colocado, eu vejo em Rodrigo Pacheco um homem público qualificado para o cargo.
08:10Mas aí vem um problema político. O seu alinhamento é com o governo do presidente Lula.
08:15Nós temos conversado, ele busca ampliar sua candidatura, levando-a um pouco mais ao centro.
08:21Eu não sei se essa aliança com ele será possível, mas eu acho que ainda há espaço para a construção
08:28de um outro caminho.
08:29O senador, meu amigo, o senador Rodrigo Pacheco, não confirmou ainda a sua candidatura.
08:37Ele se filiou ao PSB, a meu ver, que estreita um pouco mais o seu campo de ação política,
08:44mas ele não anunciou, não se colocou formalmente como candidato.
08:49Nós vamos conversar nas próximas semanas.
08:51E eu acredito firmemente que existe ainda a possibilidade de construirmos uma alternativa ao centro em Minas,
08:57como existe também, a meu ver, e essa é a minha enorme disposição,
09:01tentar construir um caminho também ao centro na política nacional.
09:05Com o governador em exercício, com o governador Matheus Simões,
09:08há possibilidade de alguma composição, deputado?
09:11Eu acho que não.
09:13Eu não vejo no vice-governador alguém preparado ainda para assumir esse cargo.
09:19O Minas sofreu muito, Ricardo, e você sabe disso como mineiro.
09:23No governo, e aqui sem falsa modéstia nenhuma, depois dos governos do PSDB,
09:27tivemos um governo trágico do PT, sucedido por um governo não menos pobre
09:34do ponto de vista de realizações, que é o governo Zema.
09:37Eu vejo que o candidato do governador Zema vai ter muitas dificuldades no debate
09:42de mostrar que foi feito em Minas Gerais, além do avanço do endividamento do Estado.
09:47Nenhum programa estruturante, nada de relevante na qualidade da saúde, da educação.
09:53Haja visto que no nosso governo, nós fizemos Minas Gerais,
09:56ter a melhor educação fundamental do Brasil em todas as nove séries.
10:00Os maiores investimentos em segurança pública.
10:03Fizemos um governo que foi reconhecido, ao final,
10:05por mais de 90% da população como um governo exitoso.
10:08Deputado.
10:08Ainda tem sofrido muito.
10:10E o meu olhar para Minas Gerais vai estar sempre na qualificação
10:13daquele que vai sentar na cadeira de governador.
10:16E aí eu vejo no governador Rodrigo, hoje, qualidades importantes para isso.
10:22Deputado, vamos falar com quem está sentado no sofá da discórdia,
10:24mais à esquerda aqui, ó.
10:26Henrique, o herói de todas as resistências.
10:28Tem uma pergunta para o senhor.
10:29Deputado, bom dia, tudo bem?
10:31Circula bastante em redes sociais, militância e afins,
10:35e dizem que, graças às eleições de 2014,
10:38teria sido o senhor que abriu as portas para esse questionamento do resultado eleitoral.
10:42As portas, o bolsonarismo, agora, que questiona muito essa questão de resultado eleitoral.
10:47E muita gente atrela isso a você, graças àquelas eleições de 2014,
10:51em que a vitória acabou ficando com a então presidenta Dilma Rousseff.
10:55Como é que o senhor enxerga isso?
10:58Olha, eu vejo, Henrique, na sua colocação, a força da narrativa, principalmente, do presidente Lula.
11:05Foi ele, exatamente, que inicia essa narrativa,
11:09que considera que a saída da Dilma foi um golpe de Estado.
11:14Um golpe, curiosamente, presidido pelo seu ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
11:20Na verdade, o que eu acho que ocorreu em 2014, foi um desastre para o Brasil.
11:24Foi o momento em que o Brasil pegou a encruzilhada errada.
11:26E o que nós estamos vivendo hoje, no Brasil, com essa polarização insana, radical, inculta, pobre,
11:34que só olha para os lados, não olha para a frente, é fruto daquela escolha.
11:39Eu, Henrique, para deixar isso muito claro, às 8h20 da noite do domingo da apuração,
11:44peguei um telefone e liguei para a presidente Dilma Rousseff para cumprimentá-la pela eleição.
11:49Essa é uma liturgia que as democracias costumam cumprir.
11:54Por mais que ela não tivesse tido a delicadeza de registrar esse telefonema,
12:00esse é o momento em que o candidato que disputou a eleição assume a sua derrota.
12:04Portanto, não houve contestação do resultado eleitoral.
12:07O que existiu foram uma série de medidas em razão das fraudes ocorridas nos Correios,
12:13nos bancos públicos, a utilização irresponsável da máquina pública para vencer as eleições,
12:19uma avalanche de zaps criminosos que foram lançados contra mim, contra a minha honra,
12:26e críticas ou questionamentos em relação ao funcionamento de algumas urnas eletrônicas.
12:31O que nós fizemos em parceria com o TSE foi um processo de investigação.
12:35As urnas são vulneráveis ou não são vulneráveis?
12:38Isso meses depois do anúncio do resultado, da diplomação, e mesmo da posse da presidência.
12:45São duas coisas distintas. E esse grupo de professores, alguns de fora do Brasil,
12:50chegaram à conclusão que elas são inauditáveis.
12:53Isso se transformou em um discurso para o presidente Lula,
12:56que outro dia teve o desplante de dizer que quem começou a divisão do Brasil fomos nós.
13:04Como se em 2009 ele não tivesse dito aquela célebre frase,
13:08o Brasil tem que ser dividido entre nós e eles, e tem levado isso até agora.
13:12Eu coloco na conta do presidente Lula boa parte da polarização e da radicalização
13:18que vem tomando conta da política brasileira.
13:21Quando interessa a ele, ele radicaliza.
13:23Quando não interessa, ele faz um discurso que não tem correspondência
13:27com a realidade do Lulinha, paz e amor, que nós já conhecemos.
13:30Deputado, por falar no presidente Lula.
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