00:00E para seguir com uma campanha presidencial forte e sólida, o senador Flávio Bolsonaro tem desafios importantes para superar.
00:07Quem conta para a gente é o Misael Mainete.
00:10Evangélicos, católicos, mulheres, agronegócio.
00:13Estes são alguns dos elementos e desafios para que Flávio Bolsonaro consiga a vaga para a presidência da República.
00:22Junto com o jornalista e apresentador da Jovem Pan, Cássio Zeiman,
00:26a gente separou alguns dos principais desafios e começamos com os evangélicos e com Michele Bolsonaro.
00:34Os dois têm o mesmo sobrenome, né? Flávio Bolsonaro, Michele Bolsonaro.
00:39Mas isso não significa apoio.
00:41Apesar de Flávio ter o apoio do ex-presidente e pai Jair Bolsonaro, Michele pode apoiar.
00:48Mas a gente sabe que não é aquele apoio massivo e declarado.
00:53E ela tem uma aproximação muito grande e robusta com os evangélicos.
00:59Eu já acompanhei vários eventos do PL Mulher e sei do que eu estou falando.
01:04Agora também tem o agronegócio, porque a gente fala sobre Caiado.
01:09Caiado tem uma aproximação com o agronegócio e Flávio Bolsonaro precisa bastante disso.
01:15Voltando rapidinho também sobre os evangélicos, é importante destacar que Flávio Bolsonaro tem pelo menos o apoio de Silas Malafaia.
01:25Isso faz toda a diferença.
01:27Seguimos também com uma pedra no meio de caminho de Flávio Bolsonaro.
01:32E eu falo do pré-candidato à presidência da República, Renan Santos,
01:36que dialoga muito bem nas redes sociais e dialoga bastante com o público jovem.
01:43E ele não tem o rabo preso com ninguém, entre aspas.
01:47Por isso aparece como essa pedra no sapato.
01:51Agora, possibilidades de vice também são alguns elementos que a gente tem que falar.
01:56E como eu falei de catolicismo, eu falo sobre Simone Marqueto.
02:00Ela, que é deputada federal, teve um encontro com Flávio Bolsonaro.
02:05É um nome possível para fazer chapa com ele, para a vice-candidatura.
02:10E dialoga muito bem com os católicos e com as mulheres católicas.
02:15Também aparece nesse nome a senadora Tereza Cristina, muito querida,
02:19pelo chefe do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto,
02:23e que dialoga bem não só com as mulheres, mas também com o agronegócio.
02:27Um nome muito forte é Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais,
02:33que deixa uma incógnita.
02:35Ele falou que não vai abrir mão de ser pré-candidato à presidência da República.
02:40Caiado também dizia isso e cumpriu a palavra dele.
02:43Mudou de partido e se coloca como um pré-candidato.
02:47Agora, a incógnita é se Zema vai cumprir essa promessa até o final.
02:52A gente segue acompanhando.
02:55Misael Mainete, portanto, trazendo essas informações e assunto
02:58para a gente ouvir a Cássio Miranda nesta manhã de quinta-feira.
03:00Cássio, pegando aqui a nossa primeira reportagem do Matheus,
03:03quando se fala dessa integração da direita em torno da candidatura do Flávio Bolsonaro.
03:09A gente observou algumas rusgas recentemente entre parlamentares e até o Eduardo,
03:15que está ainda no exterior.
03:17É importante para o Flávio manter essa coesão e os seus aliados ali no entorno,
03:22imagino, nesse momento, não?
03:25Sem dúvida alguma, Nonato.
03:28Se nós observarmos o cenário como um todo,
03:30esse cenário de polarização que o Brasil vive,
03:34Lula e Flávio Bolsonaro, esquerda e direita,
03:38têm praticamente 50% dos votos cada um.
03:42E quando nós pensamos e observamos que há uma fragmentação de um dos lados,
03:49especificamente neste momento à direita,
03:52Flávio Bolsonaro larga a uma certa distância do seu oponente
03:57ou deixa de ter uma certa distância em relação ao seu oponente.
04:03Então, essa coesão para o sucesso do seu projeto é bastante importante.
04:09Porém, é necessário nós observarmos que,
04:13dentro do contexto de polarização,
04:15olhando para a direita,
04:17há um protagonismo de Jair Bolsonaro.
04:19Pelo menos, esse protagonismo aconteceu nas últimas eleições.
04:24E apesar deste protagonismo,
04:27Bolsonaro nunca se consolidou como um líder absoluto da direita.
04:33Há setores da direita que não o veem ainda como o seu líder.
04:38E isso, obviamente, reflete durante o período eleitoral.
04:43Sem contarmos que Flávio tem um desafio a mais,
04:47que é a junção do próprio grupo bolsonarista,
04:51especialmente do seu irmão Eduardo
04:53e da sua madrasta, da esposa do seu pai, Michele,
04:58que neste momento tem um certo ressentimento diante de todo o contexto
05:04e não mostraram empolgação em atuar na campanha de Flávio.
05:10Pois é, é o ponto, né?
05:12Você precisa, de algum modo, combinar com Michele e com Eduardo.
05:15Você falou que esse é um dos desafios.
05:17E a gente apresentou outros também.
05:19Aproximação com evangélicos, convencimento,
05:23o convencimento do agro de que ele talvez seja o melhor candidato.
05:26Isso tudo, Acácio, ele já tem que começar a trabalhar
05:31ou fica para o momento da campanha, efetivamente?
05:35Ele já precisa começar a trabalhar.
05:38Aliás, ele já deveria estar trabalhando.
05:41Uma vez que, durante a pré-campanha,
05:44é o momento que os candidatos têm
05:46para consolidarem a sua base de apoios,
05:49para consolidarem a sua coligação
05:52e, principalmente, para mostrarem quais são as suas ideias,
05:56qual é o seu pensamento para o futuro do Brasil.
06:00E quando a gente vê que há resistência dos evangélicos e do agronegócio,
06:05isso liga um sinal de alerta na campanha de Flávio.
06:09Uma vez que, em 2018 e em 2022,
06:14nas duas eleições disputadas pelo pai do Flávio,
06:17o agro e os evangélicos foram os primeiros setores
06:22a declararem expressamente,
06:24a declararem publicamente,
06:27a pularem na campanha de Jair Bolsonaro.
06:30Se Flávio enfrenta resistências destes setores,
06:34obviamente há uma dificuldade se avizinhando,
06:39se aproximando da sua candidatura.
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