00:00Mas agora eu quero falar de uma outra novidade, hein?
00:02Tem um outro pré-candidato aí à presidência da República.
00:05Esse é mais conhecido, um velho conhecido.
00:09Cabo Daciolo se filiou ao Mobiliza e lançou sua pré-candidatura à presidência.
00:15O ex-deputado volta a concorrer ao Planalto oito anos após a primeira candidatura.
00:21Inclusive, eu quero já o comentário do Piperno.
00:23Se ele for eleito, já indicou até o próximo ministro dos esportes.
00:27Estou falando do tetracampeão Ricardo Rocha, zagueiro da Seleção Brasileira,
00:32que depois foi diretor de futebol no São Paulo, comentarista esportivo também.
00:37Seu colega de profissão agora, o Piperninho, pode ser ministro dos esportes se o Daciolo for o presidente.
00:44Glória a Deus, né?
00:45Seu Cabo Daciolo, né?
00:47Olha, o Cabo Daciolo é uma figura exótica, né?
00:50Como surgem várias aí, Padre Kjell, essas coisas todas aí.
00:54Agora, realmente, na zona do rebaixamento ali, entre os candidatos danicos, a briga promete, né?
01:05Porque tem ele, Aldo Rebelo, Zema, Caiado.
01:10Da turma de 3%, 4% pra baixo ali, a briga é realmente assim.
01:15E o Eimael, depois de muitos anos, eu vou até buscar depois, não vai ser candidato a presidente dessa vez.
01:22Até porque o partido dele, é o Democracia Cristã, vai estar ali com o Aldo Rebelo, pelo que se anuncia
01:29até agora.
01:29Olha aí a foto, ó.
01:31A foto tá ali o Ricardo Rocha, que é o tetracampeão, ao lado justamente do Daciolo.
01:36Talvez ali tenha se batido o martelo desse acordo.
01:40Se o Daciolo for o presidente, o Ricardo Rocha é o ministro.
01:44E aí, o Alan Gani?
01:46Olha só, vai defender muito bem o Ministério dos Esportes, né?
01:51Podia ser ministro da Zagueiro, né?
01:53Podia ser ministro da Defesa, né?
01:55A Defesa, defendeu muito bem o nosso querido São Paulo, né, Cobar?
01:58Um grande zagueiro.
01:59Agora, bom, enfim, eu, desde quando eu comecei a me interessar por política, eu lembro de memória de infância, em
02:061989, eu tinha nove anos de idade.
02:10E o meu interesse era pelos jingles daquela eleição presidencial.
02:13Eu tinha muitos jingles.
02:14Você lembra, Piper, do Aureliano Chaves?
02:17É o jingle dele, eu achava muito legal e eu colecionava adesivos.
02:22Olha!
02:22É, e pregava na janela.
02:24Eu lembro que até, não vou falar aqui de quem, mas era muito difícil, senão vai ser usado contra mim.
02:29Mas era muito difícil de achar e eu achei lá no Rio de Janeiro e preguei minha mãe e falou,
02:33pelo amor de Deus, eu nunca imaginei.
02:35No Rio de Janeiro, eu já sei.
02:36Que meu filho ia pregar esse adesivo e tal, que eu fazia coleção.
02:40Mas desde aquela época, Cobar, eu já acompanhava as figuras exóticas da política.
02:49O Piper não vai lembrar do Marronzinho, você lembra?
02:52Lembra do Marronzinho?
02:53Então, muito bem.
02:54E de lá pra cá, não mudou muito, né?
02:56Talvez só a gente tenha menos candidatos concorrendo, mas o Padre Kelmo é uma figura mais exótica.
03:03Mas, apesar de estar ali na briga da zona do rebaixamento, Piperno, eu acredito que ele vai ter um desempenho
03:10maior do que muita gente que está ali na zona.
03:13Tradicional, né?
03:13Tradicional.
03:14Pois é.
03:15É interessante porque isso traz o entretenimento pra política, pros debates, né?
03:20Essa eleição de 89, deixa eu chamar o Zé Maria Trindade, você que está nos acompanhando aí, faça suas apostas
03:25de quem será o adesivo que Alangani tem pregado na sua janela ou tinha pregado na sua janela.
03:29A gente tinha Mário Covas, a gente tinha o próprio Ulisses Guimarães, a gente tinha o Leonel Brizola, a gente
03:39tinha...
03:39Deixa eu falar primeiro, Fernandes, que você vai falar tudo, depois eu não sei completar, você sabe.
03:43A gente tinha o Fernando Collor, o Lula, a gente tinha o Dr. Enéas, também exótico nos nossos debates, e
03:51a gente tinha até o Correia.
03:52O Correia é o nome que o Silvio Santos iria usar, porque já tinha sido impressa a ficha de votação,
04:00e pra votar no Silvio Santos tinha que votar no Correia.
04:02Fala, Piperno, completa a lista aí dos candidatos.
04:04Ó, os dez primeiros, vai.
04:07Collor, Lula, Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf, Ulisses Guimarães, Afife, Afonso Camargo, Gabeira e Caiado.
04:21Caiado, verdade.
04:23E depois acho que era o Dr. Enéas.
04:25Aí tinha Enéas, Amir, tinha uma eleição com vinte e poucos candidatos.
04:29Zé Maria Trindade, sua opinião também, meu amigo, sobre oitenta e nove, e também sobre agora, dois mil e vinte
04:35e seis, Cabo Daciola.
04:37Pois é, o Cabo Daciola, simpático ele, viu, quando deputado aqui, atendia todo mundo, glória a Deus, e tirando fotografia,
04:46e a figura exótica, e eu achei muito mais exótico ele ser eleito pelo PSOL, né, e evangélico e tal,
04:54conservador eleito pelo PSOL, mas são as coisas da política.
04:57Sobre esse tempo aí, eu já cobri a Câmara dos Deputados, e é interessante que o Mário Covas era chamado,
05:05em todos os lugares, de presidente da República.
05:08Ele passava presidente, presidente, e ele acreditava que seria eleito, né, então foi um momento, assim, muito, e o Valdir
05:17Pires da Bahia queria ser candidato, ele achava que com o discurso ele ganharia,
05:22que ele gostava de falar, né, o discurso valia a pena naquela época, e ele achava que ganharia.
05:27E o Mário Covas tinha, todos tinham certeza que ele ficou muito forte durante o processo constituinte.
05:34Foi um grande líder, tinha uma oratória fantástica, quando ele falava, ele ia abaixando a voz, em vez de gritar,
05:42ele ia abaixando a voz,
05:43e forçava o plenário inteiro a se calar pra ouvi-lo.
05:47E a força política dele demonstrou pra mim, pela primeira vez, de que uma coisa é Brasília, é a força
05:55política em Brasília.
05:57Outra coisa totalmente diferente é a urna, é a base do parlamentar.
06:02O que mais me impressionou foi o Ulisses Guimarães, a força que o Ulisses Guimarães tinha nacionalmente, né, como senhor
06:10diretas,
06:12presidente da Câmara, presidente da Constituinte, presidente do MDB, e foi presidente do Brasil quando o Sarney viajou, né,
06:22E lá em São Paulo, aí em São Paulo, pra ele ser eleito, não era aquela quantidade de votos, não
06:29era um deputado muito eleito, de milhões de votos, né.
06:33Então uma coisa é isso aqui, administrar a política nacional, é a força, por exemplo, que o Centrão tem, e
06:39que não tem na base eleitoral.
06:41A candidatura do Cabo Daciolo, pra mim, eu acho muito interessante.
06:46E não só a candidatura, mas a vinda dele, eu acredito que o Congresso Nacional tem que ser mesclado e
06:52tem mesmo que conviver com diferentes tipos de pessoas, de atividades, isso é bom para a política.
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