00:00O exército brasileiro, a partir de agora, tem a primeira mulher general da história.
00:06O assunto é para o repórter Misael Mainete, chegando aqui com mais informações.
00:10Misael, qual o nome dela e o que isso representa, efetivamente, para a corporação?
00:15Bem-vindo, Misael.
00:19Que boa notícia, Tiago.
00:20O nome dela, a coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho,
00:24assumiu o cargo, marcando um avanço simbólico na participação feminina
00:29nas Forças Armadas.
00:31Essa promoção, ela representa um marco inédito em mais de dois séculos de história do exército brasileiro.
00:37Até então, mulheres já haviam ampliando presença na instituição,
00:41mas ainda não haviam atingido o mais alto nível da carreira militar.
00:46Durante a cerimônia, a nova general destacou que a conquista não é apenas individual, mas coletiva.
00:52De acordo com ela, o momento reforça que competência e dedicação
00:56são fatores determinantes para o avanço profissional, independentemente de gênero.
01:02Médica pediatra e integrante do quadro de saúde do exército,
01:07Cláudia construiu uma trajetória de décadas na instituição,
01:11com atuação em diferentes funções ao longo da carreira.
01:14Sua promoção ocorre num contexto de ampliação gradual da presença feminina
01:19nas Forças Armadas, que passaram a admitir mulheres em diferentes áreas ao longo das últimas décadas.
01:26A chegada de uma mulher como general é vista como um passo importante
01:31rumo a maior diversidade dentro da estrutura militar,
01:35tradicionalmente dominada por homens, a gente sabe,
01:38e abre caminho para que outras oficiais também alcancem postos mais elevados.
01:44A gente vê essa discussão de mais mulheres no poder.
01:48Vou deixar as mulheres aí responderem,
01:51mas me arrisco a dizer que a gente está só no comecinho de ver essa situação melhorar
01:57e que tem muito, mas muito caminho ainda pela frente.
02:00Tiago?
02:00Sem dúvida, mas é um passo importante, Misael.
02:03Até daqui a pouquinho, eu não vou deixar passar, vou chamar a Dora Cramer,
02:06porque há mais ou menos uns dois anos eu te fiz uma pergunta
02:09justamente sobre a participação das mulheres nas Forças Armadas.
02:12E você, com conhecimento de causa, por ligações familiares também, não é isso, Dora?
02:18Me corrija se eu não estiver enganado.
02:20Falou muito bem sobre isso.
02:21É um avanço, mas ainda muito incipiente, não é, Dora?
02:26Olha, mas eu acho que é uma barreira que se derruba, né?
02:30E eu acho que a cada passo, a cada barreira, a gente tem que celebrar,
02:34a gente tem que pontuar e tem que valorizar.
02:37E é interessante que isso acontece do dia seguinte ao ministro José Múcio Monteiro,
02:45da Defesa, ter feito uma reclamação inadvertida, na reunião ministerial,
02:50isso ficou conhecido porque o microfone dele estava aberto.
02:53Ele reclamou com um vizinho de mesa, que era o ministro da Casa Civil, Rui Costa,
02:59que ninguém teria feito referência ali ao que ele fez, ao trabalho dele, José Múcio,
03:09pelas mulheres junto das Forças Armadas.
03:12Porque foi sob a administração do José Múcio que se abriu, em agosto de 2024,
03:19o alistamento militar para mulheres.
03:21Voluntário, ainda não é obrigatório, como os homens, mas é uma barreira, né?
03:28A Isa Múcio ainda comentou, eu fiz nessa manifestação, eu fiz muito mais que o Ministério das Mulheres.
03:37Eu não diria que, não sei se está correta essa comparação, mas realmente foi um passo muito importante.
03:44Porque é um caminho para as mulheres que querem ser militares, né?
03:49Querem servir, fazer um serviço militar, por que não?
03:53Por isso que eu acho que é algo que a gente tem que celebrar, sabe?
03:57É um passo, mas não acho tão pequeno assim.
04:00Todo passo vale muito.
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