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O presidente Lula (PT) discursou na reunião ministerial desta terça-feira (31), e cobrou que seus ministros abandonem o que chamou de "promiscuidade política". O mandatário falou que a política também virou um "balcão de negócios" e exigiu mais seriedade no Congresso. Reportagem: André Anelli.

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Transcrição
00:00E olha, durante a reunião ministerial, o presidente Lula disse que a política virou uma espécie de balcão de negócios
00:06e cobrou mais ações dos ministros para restaurar a seriedade do Congresso. Vamos ver.
00:12O que é importante é que vocês estejam convencidos da importância da participação de vocês
00:19e mais do que isso, que vocês estejam convencidos da importância do cargo que vocês estão disputando
00:27e mais do que isso ainda, que vocês estejam dispostos a entrar na vida congressual, na vida parlamentar
00:36para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e na brasileira.
00:47É importante que a gente tenha claro isso. Perdeu muito de seriedade a política.
00:55O Piper, como você analisa essa frase do presidente Lula, analisando essas negociações de cargos, de funções, de ministérios,
01:03como um verdadeiro balcão de negócios?
01:06Bom, essa primeira parte do diagnóstico que ele fez é a parcela óbvia disso tudo.
01:14É um balcão de negócios.
01:17Todo mundo sabe disso, né?
01:19E veja, é um balcão de negócios que se espraia por todas as esferas de poder.
01:26Isso é fato.
01:28Agora, ele erra.
01:29E muita gente erra.
01:31A academia se equivoca.
01:33Os comentaristas também.
01:34Quando dizem que, ah, porque os costumes pioraram e tal, que há uma degradação.
01:41Hoje é a mais exposição de tudo.
01:43Mas a degradação, ela sempre aconteceu.
01:46Ainda mais aqui no Brasil.
01:47Veja, uma vez, alguém estava aqui debatendo.
01:51Ah, porque a melhor Constituição do Brasil foi a de 1824.
01:56É verdade.
01:57É uma Constituição que mantinha o escravagismo e você vai achar melhor.
02:01Não, mas era uma Constituição liberal.
02:03Mas era uma Constituição que mantinha o escravagismo.
02:07Então, não era melhor.
02:08Então, os costumes no Brasil, eles são muito ruins desde sempre.
02:13O Brasil foi um país que entrou muito atrasado na vida democrática.
02:19O Brasil teve um monte de golpes.
02:21O Brasil teve um monte de conteladas, um monte de deputados, senadores, governadores, presidentes e tal,
02:27fazendo um jogo mais rasteiro, um jogo mais baixo.
02:30Por exemplo, o presidente Lula.
02:31E aí é onde eu queria chegar.
02:33O presidente Lula, o Zé Maria vai se lembrar disso.
02:36Quando foi constituinte, ele soltou lá um dia uma pérola que passou para o folclore político.
02:48Ele disse o seguinte, o Congresso tem pelo menos uns 300 corruptos.
02:52É óbvio que o mundo político se virou contra ele naquele momento.
02:57Era um político jovem, com a língua mais solta, com menos tato e tal.
03:01Mas se ele já tinha esse diagnóstico naquela época, não dá para dizer que hoje virou um balcão de negócios.
03:07Naquela época também era assim.
03:09Sempre foi assim, infelizmente.
03:11O Alangânio, você acredita também que se não negociar o próprio presidente ou quem sentar na cadeira, o passo para
03:16o alto, também não governa?
03:18É muito difícil você governar sem o aval do centrão.
03:23Quase todos, aliás, eu diria todos os presidentes da República fizeram concessões ao centrão.
03:30Não tem como você governar.
03:33Você tem que pagar um pedágio.
03:34Esse pedágio pode ser cargos, esse pedágio no passado poderia ser até liberação de recursos por parte do Executivo.
03:44Só que agora houve uma mudança de patamar, porque você tem as emendas impositivas e com cronograma.
03:52Então, na verdade, o Congresso Nacional se tornou até menos refém dessa barganha política com o Poder Executivo.
04:01Ele entra duro na negociação para conseguir a emenda impositiva, muitas vezes sem transparência, o que a gente chama de
04:08orçamento secreto,
04:10que inclusive o próprio presidente eleito disse que iria acabar, mas continuou com o orçamento secreto.
04:18E isso trouxe cada vez mais poder para a classe de deputados e senadores.
04:25Agora, eu concordo com o Piperno, o que mudou de lá para cá são apenas os métodos.
04:31Talvez o pessoal lá, a turma de Brasília, ficou com muito mais poder nessa barganha política.
04:36Mas a barganha política em nome da governabilidade só ocorre no Brasil há muito tempo.
04:42Deixa eu me despedir do pessoal da rádio que está acompanhando o 3 em 1, mas o nosso programa segue
04:45ao vivo em todas as outras plataformas.
04:48Zé Maria Trindade, eu quero te ouvir em relação a essas falas do presidente Lula, mas também te ouvir em
04:53relação ao discurso do presidente.
04:56Você acredita que ele utilizou essa reunião ministerial como uma espécie de ensaio dos seus discursos como candidato?
05:03Porque o presidente trouxe alguns recados, fez algumas críticas e também algumas cobranças.
05:07E deixou muito claro, pelo menos na parte que foi transmitida e foi liberada pelo governo federal, trazer aquela sensação
05:14ou a percepção de que, olha, há quatro anos era muito pior, agora está muito melhor.
05:19Olha, a economia era pior, agora está melhor.
05:22Olha, antes não tinha isso, não tinha aquilo, agora tem.
05:25Você acredita que o presidente, por não ter pelo menos um grande projeto para chamar de seu, como teve em
05:30outros governos, por exemplo, o Bolsa Família,
05:32ele vai tentar, ou pelo menos aí, incentivar os seus ministros a anunciarem cada vez mais obras e projetos que
05:39chamem a atenção e que cheguem até a população?
05:43O presidente Lula colocou na cabeça, e tenta colocar na cabeça de todos, de que ele faz muito, entrega muito
05:52e está sendo pouco ouvido.
05:54Ou seja, as pessoas não estão entendendo e não estão percebendo o tanto que o governo é bom.
06:00Mas isso é o próprio presidente Lula que acha isso, né?
06:06É natural, nenhum governo, a não ser o Castelo Branco, que falou para o secretário dele em uma reunião ministerial,
06:13esse meu governo está tão ruim que até eu tenho vontade de falar mal dele, né?
06:18Em alguns momentos, beirou a isso.
06:20É só ver a aceitação do governo, né?
06:24Está de mal a pior, que é a grande dificuldade aí na reeleição do presidente Lula em convencer os que
06:31estão na dúvida,
06:32a classe média que geralmente dá a vitória.
06:35Nesta reunião, o presidente falou a verdade.
06:37A política piorou e piorou muito, muito mesmo.
06:41Antes havia aquela defesa de interesses pessoais, familiares e empresariais, mas era ali discreta.
06:50Olha, um dos melhores deputados que eu conheci foi o deputado Heráclito Fortes, político, que fazia política com política.
06:58Ele me dizia que quando sentava com o doutor Ulisses, numa conversa, ali tomando um poá no restaurante tradicional daqui
07:08de Brasília,
07:09quando alguém falava em negócios, ele fechava a cara e o papo não andava.
07:15Ou seja, política era política.
07:18Hoje há uma contaminação.
07:20O Salão Verde do Congresso Nacional só se pensa em business, business, business, negócios.
07:27Foi fundada aqui no Congresso Nacional, informal, né?
07:33A Frente Parlamentar das Emendas.
07:35Me disse o deputado do Dom Rocha, eu gosto de falar nomes, citar nomes, para não parecer que a gente
07:41está inventando.
07:42Ele me disse o seguinte, tem a bancada das emendas que ninguém está nem aí para projeto, para debate político,
07:49para discussão, para partido político, nada.
07:52Um deputado administra 400 milhões de reais num mandato, no mínimo.
07:58Isso é muito dinheiro, para que ele vai querer ir lá saber de ficar quebrando a cabeça com liderança de
08:04sei lá o que, relatoria de não sei o que.
08:07Olha que ponto de baixaria que nós chegamos.
08:10Antes, para você ter uma ideia, Cássio, era orgulho para uma família ter um político entre eles, né?
08:17Aí ele era citado, nós temos um filho, um tio deputado, hoje o filho esconde na escola que tem um
08:26pai, deputado federal ou senador.
08:29Às vezes falam, nenhuma família é perfeita.
08:32Eu tenho um político na minha família.
08:33Não era para ser assim.
08:35Mas por que está sendo?
08:36Porque a política está se deteriorando.
08:38Os interesses são explícitos demais.
08:43Sempre houve interesses pessoais, particulares, mas agora virou um negócio, né?
08:49E aí não pode ser um bom caminho.
08:52Então, esse centrão se agigantou.
08:54De um lado está aquela história da polarização, que o Ronaldo Caiado disse que chegou a um ponto insustentável.
09:02É polarização por polarização.
09:05E outra, banda de negócio.
09:06Veja como a política se dividiu.
09:09Com certeza, Zé.
09:10O interesse pessoal não pode estar à frente do interesse popular.
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