- há 7 meses
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O governo federal intensificou a liberação de emendas parlamentares como estratégia para conter a crise no Congresso após o envio da medida provisória do ministro Fernando Haddad (PT), que altera a tributação de investimentos. Além disso, em evento em Mariana (MG), o presidente Lula (PT) falou sobre a possibilidade de reeleição e afirmou que o “país não vai cair na mão da direita”.
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NotíciasTranscrição
00:00Vamos falar de política, o governo está agilizando a liberação de emendas parlamentares
00:03para amenizar a insatisfação do Congresso em relação à MP do Haddad,
00:07que mexe na tributação de investimentos.
00:10Vamos então com a Luciana Verdolim, que vai contar um pouquinho dessa estratégia para a gente.
00:14Agora, essa ainda seria uma estratégia que funciona?
00:17É o que nós vamos analisar com os nossos amigos.
00:20Mas conta para a gente, então, o que está rolando no bastidor, hein, Luciana Verdolim?
00:23Olha, a ministra das Relações Institucionais, Glaise Hoffman,
00:30ela admitiu que há, sim, insatisfação das lideranças e prometeu agilizar a liberação dos recursos.
00:38Alguns já estão sendo empenhados e até o fim da semana,
00:41ela prometeu que os recursos vão efetivamente começar a chegar.
00:46O presidente da Câmara, o deputado Gumota, até admitiu que houve aí um problema,
00:50inclusive por conta do atraso na votação do orçamento.
00:54Só em abril o Orçamento Geral da União foi sancionado.
00:58Então tem aí um problema com relação a prazo,
01:02mas que o governo já deveria ter solucionado esse problema,
01:06resolvido esse impasse e liberado logo os recursos.
01:09A gente sabe que às vésperas de toda a votação importante lá no Congresso Nacional,
01:14há uma maior boa vontade da administração federal para a liberação dessas emendas
01:19e dessa vez não é diferença diferente e tem também uma maior cobrança de deputados e senadores
01:26que querem agilizar também a garantia de que vão ter os recursos garantidos.
01:33Só para a gente ter uma ideia, o valor total previsto para as chamadas emendas impositivas agora em 2025
01:39é de 25 bilhões de reais.
01:42Apenas 56 milhões foram empenhados e 824 mil efetivamente pagos,
01:49segundo aqui ao Palácio do Planalto.
01:51Por ano, agora em 2025, os parlamentares terão direito a algo em torno de 50,
01:5850, 50 bilhões e 400 milhões de reais em emendas parlamentares,
02:04não só as impositivas, mas todas.
02:06Ainda tem aquele problema envolvendo as emendas de comissão.
02:10A ministra aqui, Laysi Hoffman, diz que está encaminhando informações,
02:14inclusive ao Supremo Tribunal Federal, para não ter problema nessas liberações.
02:19E às vésperas de votação do pacotão aí de aumento de impostos do governo federal,
02:24o objetivo nesse momento aqui do Palácio do Planalto é liberar o maior número de recursos possíveis.
02:31Obrigado, Luciana Verdolinho. Um abraço para você.
02:34José Maria Trindade, essa estratégia de vou liberar aqui e abrir a carteira das emendas
02:39para que as coisas funcionem, isso rola ainda?
02:42Isso ainda captura os parlamentares e seus votos?
02:48São as emendas paralelas, né? Também estão sendo colocadas aí no jogo.
02:53São as liberações extra, orçamento.
02:57E essa aí é do poder, né?
02:59Presidente da Câmara, presidente do Senado,
03:02e eles é que redistribuem ali entre os líderes dos partidos políticos.
03:07Mas fica cada vez mais difícil.
03:09É muito complexo comprar o Congresso Nacional no varejão, né?
03:14Porque aí tem que negociar um a um.
03:17Sempre que houve alianças que deram certo,
03:20era no atacado.
03:21Ou seja, chamava o presidente do partido político e líder do partido político
03:25e definia ali ações do partido no governo e tal.
03:30E aí se comprava por atacado.
03:32E o líder e o presidente faziam a articulação.
03:36E no governo Lula, para você ter uma ideia,
03:39União Brasil tem ministério, mas não tem a maioria apoiando o governo.
03:45E aí fica lá, o presidente, ah, nós vamos entregar o presidente da União Brasil.
03:49Nós vamos entregar, não vamos entregar.
03:51O presidente do PP é a mesma coisa.
03:53Nós vamos entregar a cargo e nunca entrega.
03:55Então fica tudo dividido.
03:57Então, na verdade, na verdade, é aquela velha história.
04:01Comprar no varejo fica mais caro e mais difícil.
04:04No atacado fica mais barato.
04:06E o governo não está tendo forças para fazer essa negociação,
04:10partido político, presidente com presidente.
04:12O Felipe Monteiro, toda essa dificuldade está indicando que
04:18as vontades do governo relacionadas a essa MP não devem prosperar?
04:26Sim, o governo está numa situação complicada, sem sobra de dúvida.
04:29Mas aí vem uma situação, eu queria colocar aqui,
04:31como o nosso sistema político acaba encontrando um jeito
04:35de fazer com que a busca pelo consenso, se a busca pela maioria aconteça.
04:40Por exemplo, antigamente, qual era a forma de você ter maioria do Congresso Nacional?
04:45Dando cargo.
04:46Você dava o cargo para as pessoas, algum ministério,
04:49alguma secretaria executiva, algum cargo estatal,
04:52e o partido todo conseguia votar em bando em favor do partido.
04:57Atualmente, não há mais possibilidade disso.
05:00O partido político, não existe um cacique que consegue comandar o partido político inteiro,
05:04de forma uniforme, como era no passado, que facilitava você obter consenso,
05:10em maioria, por meio de disponibilização de cargos.
05:13Então, qual que é a forma que o sistema resolveu criar para abular esse sistema?
05:18Emenda parlamentar.
05:19Liberar a emenda parlamentar a conta gotas durante votação importante.
05:24É adequado ou não é adequado?
05:26Eu não vou nem entrar no aspecto moral.
05:29Eu estou entrando no aspecto pragmático.
05:32Foi a forma que o sistema encontrou para tentar criar uma consciência
05:36e a maioria dentro do Congresso para aprovar projetos importantes.
05:40Fala, Segreia.
05:41Imagine que você está no meio do deserto.
05:43Tá.
05:43Morrendo de sede.
05:46Tá?
05:46Muita sede.
05:47Pareia.
05:47Você pagaria qualquer coisa por uma garrafinha de água.
05:52Aí você continua andando.
05:54Volta a sede de novo.
05:55Te oferece outra garrafinha de água.
05:57Aí fala, mas eu já tomei.
05:59Não tenho tanta sede.
06:00Aí vai na terceira e fala, não, já tomei agora, não preciso.
06:03Até você acabei de beber um chope.
06:04Tô chegando, não preciso.
06:06Essa leva do Congresso, e eu sim entro na questão moral,
06:11tem muito deputado que venderia mais.
06:13Mas tem muito deputado que venderia mais e não entrega.
06:16Ele pega o dinheiro e fica com a mãe também.
06:18Isso que está acontecendo.
06:19O governo entrou nesse jogo.
06:21E agora não sabe como sair.
06:23E não adianta você extorquir o Poder Executivo pedindo emendas
06:28e o Poder Executivo aceitar essa extorsão
06:31quando chega uma hora que você já tomou a garrafinha.
06:34Então não tem mais valor agregado.
06:36Não tem um valor marginal.
06:38A primeira garrafa de água no meio do deserto é valiosíssima.
06:41Você paga qualquer coisa.
06:43A segunda ou a terceira tem um valor menor.
06:45A gente chama a contribuição marginal.
06:47Exatamente.
06:48A contribuição marginal do deputado cada vez está menor.
06:51Ô Gani, antigamente esse toma lá da cá funcionava melhor
06:56porque havia interesses dos dois lados e, de certa forma,
07:00um com mais poder que precisaria fazer uma concessão
07:03para que se chegasse a um meio termo.
07:05A impressão que se tem agora é que esse poder
07:07não está mais na mão do Executivo,
07:09do Presidente da República, de seus ministérios.
07:11O Estado já está na mão do Congresso.
07:13Ou seja, para o Congresso vender algo,
07:16já tendo o poder, ele acaba cobrando muito mais caro.
07:20Exatamente.
07:21Porque no passado, quando não tinha o orçamento impositivo,
07:25que vem a partir da gestão da presidência da Câmara com o Eduardo Cunha,
07:29você, a arma de negociação que se tinha, qual que era?
07:33Era justamente o tal do toma lá da cá com a distribuição de cargos.
07:37A partir do momento que o orçamento se torna gigantesco para o Parlamento,
07:43e não só gigantesco, mas impositivo,
07:46opa, o parlamentar, ele sabe que ele vai receber a emenda.
07:50Então, para que ele precisa de um cargo?
07:52Para que ele precisa de um cargo no segundo escalão?
07:55Então, essa negociação, ela vai se tornando muito mais difícil,
07:59à medida que cada parlamentar agora tem muito mais recursos.
08:04Além do que, Evandro, agora o governo está numa situação absolutamente fragilizada,
08:10por conta aí de todas essas medidas do lado fiscal,
08:14com foco na arrecadação, uma impopularidade com a opinião pública,
08:18e evidentemente que o Congresso espertamente cheira,
08:22tubarão cheira o sangue, e aí ataca.
08:27E, além do que, há também uma insatisfação,
08:30porque o próprio governo acionou o Supremo no caso das emendas,
08:35trazendo ali um problema para o Congresso Nacional.
08:40O Supremo está certo em pedir mais transparências,
08:43mas evidentemente que o Congresso não gostou da ideia.
08:46E aí, juntando tudo isso,
08:48essa retaliação lá de trás por terem acionado o Supremo,
08:52governo enfraquecido,
08:53emendas que, por si só, já empoderam o Congresso Nacional,
08:58evidentemente que eles têm muito mais poder de negociação,
09:02e aí não precisa ficar refém da aprovação de determinado projeto, não.
09:08É perfeitamente possível, como eu acho que vai acontecer,
09:11vai derrubar a medida provisória e vai ter o recurso garantido.
09:14Agora mesmo com esse enfraquecimento,
09:15o presidente da República, durante um discurso em Mariana, Minas Gerais,
09:18voltou a afirmar que, sim, pode disputar a reeleição em 2026.
09:22Acompanhe.
09:23Filho da dona Lindu, com diploma primário e um curso técnico,
09:29virar presidente da República só pode ser milagre,
09:33só pode ser coisa de Deus,
09:35não tem outra coisa para explicar.
09:37E não é virar presidente, não.
09:40É virar presidente uma, duas e três vezes.
09:45E se brincar, vai ter a quarta vez.
09:47Se preparem, se preparem, porque é o seguinte,
09:52esse país não vai cair na mão da extrema-direita, não vai cair.
09:59Esse país aprendeu a gostar de democracia e nós vamos fazer.
10:05Interessante, né, o quanto que o presidente Lula tem se colocado como enviado por Deus
10:10para resolver várias questões.
10:11colocou a seca no Nordeste porque enviaria Lula para resolver.
10:15Agora ele é um enviado para poder governar o país, talvez pela quarta vez.
10:20Como é que se avalia, hein, Felipe Monteiro?
10:24Assim, eu não gosto desses lampejos aí do Lula, né,
10:28achando que é Deus, achando que é um enviado de Deus.
10:31Graças a Deus que colocou ele na presidência da República que se resolveu a seca no Nordeste.
10:36Ou seja, o Deus colocou os nordestinos sem água durante séculos
10:41para depois colocar por alguns anos o presidente da República para resolver o problema.
10:45Deus não faz esse tipo de coisa, né?
10:47E aí você vê agora ele também tendo outro lampejo de arrogância mesmo, né?
10:53Querendo falar que vai ser candidato à reeleição mais uma vez.
10:57Estava falando aqui mais cedo, né, no tema anterior,
11:01exatamente como que o Poder Executivo está fraco em relação ao Poder Legislativo.
11:05E está fraco não só porque o Poder Legislativo cresceu institucionalmente.
11:10Está fraco porque o Poder Executivo não tem projeto de governo.
11:13Se tivesse um projeto de governo forte, um projeto de desenvolvimento forte,
11:18que colocasse para a população com toda certeza,
11:22ao invés do Poder Legislativo ficar pedindo emendinha para cá, emendinha para lá,
11:26cargos para cá, cargos para lá, estariam divididos discutindo projetos de país.
11:32Isso faria com que o Poder Executivo tivesse mais força.
11:35E foi assim que o Brasil teve o sistema político muito mais organizado e mais forte
11:40na década de 40 e 50, quando tinha um projeto de país forte.
11:44Quer você gostar desse projeto apresentado ou não?
11:47Então, se o Lula, ao invés de gastar tempo falando esse tipo de coisa,
11:52gastar esse tempo formulando um projeto de país, com toda a certeza, ele teria mais a ganhar.
11:57E outro ponto para terminar, Cine.
11:58É um absurdo ele querer ainda usar a tática do nós contra eles.
12:03Ah, a extrema-direita não vai nunca subir no poder enquanto eu estiver vivo.
12:09Então, vou disputar mais uma vez as eleições.
12:12Isso está errado.
12:13Isso está errado.
12:14Está na hora de pacificar o país.
12:16Não continuar essa divisão, essa polarização maldita que, infelizmente, o Brasil passa.
12:22É, fala, Segre.
12:23É um bom ponto.
12:24Essa questão da divergência, da polarização entre a extrema-direita e a suprema-esquerda
12:28é complicado, porque não estamos pacificando, não estamos chamando e dizer o país é um só.
12:34Não podemos dividir norte e sur, direita e esquerda.
12:38Isso não ajuda em nada, porque já tem uma inclusão de briga em famílias.
12:44Com certeza, a nossa audiência tem alguém que não se fala contra alguém por uma questão política.
12:49Famílias que têm sido divididas por causa dessa situação.
12:52Na época, eu falei que, para mim, a candidatura da direita deve ser do Tarcísio de Freitas
12:58com Michel e Bolsonaro, Flávio e Bolsonaro.
13:01E eu vou arriscar aqui mais um palpite.
13:03Vai ser Lula, porque não tem outro, não tem outro.
13:08Mas provavelmente seja Lula para alavancar votos com o vice-presidente que ficará depois
13:12por alguma situação que o Lula se demite, renuncia, enfim, não sei.
13:16Mas não me parece, e isso foi dito, inclusive, por uma pessoa que não lembra o nome,
13:21peço desculpa por isso, na rede social acompanhando o 3C1.
13:24Então, obrigado aí por participar e está aqui a menção.
13:28Não lembro o nome, mas foi a nossa audiência que falou
13:30e se o presidente Lula for candidato e depois se demite e deixa o vice?
13:34E é possível pela idade do presidente.
13:37O que foi, Pepe? Você queria acrescentar?
13:38Só dois pontos.
13:39Primeiro, está tendo burburinho no Palácio do Planalto
13:43dizendo que o Lula não deve sair candidato à presidência da República,
13:46o Zé talvez tenha essa informação, ele é melhor do que eu,
13:49e a tendência é colocar alguém fora do eixo São Paulo,
13:52tipo o Camilo, para perder as eleições e colocar a culpa
13:55numa figura fora do eixo São Paulo, do PT, que é o eixo que comanda o PT atualmente.
14:01E tem um ponto que você colocou aqui que as pessoas esquecem,
14:03é que, infelizmente, se o Bolsonaro usar a tática do Lula
14:06de se colocar como candidato à presidência da República até o final,
14:10ele viabilizaria o Tarcísio, porque o Tarcísio,
14:13para ser candidato a presidente, tem que se desincompatibilizar do cargo
14:16em abril.
14:16Então, provavelmente, ele não vai se descompatibilizar do cargo
14:20em abril, para perder a possibilidade de disputar a reeleição por São Paulo.
14:26Até porque se ele se descompatibilizar, ele já vai estar dando o recado
14:29de que ele vai esperar o sim do Bolsonaro para entrar na campanha,
14:33ou deveria haver uma negociação nos bastidores para isso,
14:36mas isso já ficaria claro, caso ele não tente a reeleição
14:40aqui no governo de São Paulo.
14:41Fala, Zé.
14:43Olha, esse messianismo do presidente Lula,
14:46ele tem um tom ali de brincadeira, né?
14:48Um tom de... o que me dizem isso?
14:50Não, é um modo do presidente, ele se dá esse direito.
14:54E, realmente, é um tom de humor.
14:57Mas se não deve brincar e levar em humor palavras tão graves assim, né?
15:02Ele está se julgando o Antônio Conselheiro, lá da Guerra dos Canudos,
15:08aquele líder religioso.
15:10Seria o Lula?
15:11O Antônio... o Beato Antônio Conselheiro, né?
15:14Está aparecendo isso aí.
15:16Agora, sobre a candidatura Lula,
15:18eu já... já me falaram que Lula não seria candidato,
15:21mas isso lá atrás, e eu até falei aqui,
15:25e aí fui chamado a atenção, me disseram assim,
15:27Zé, o presidente Lula realmente não está querendo ser candidato, não.
15:32Mas a dama não quer sair de primeira dama, não.
15:34Então, muda essa ideia aí, que ele vai ser candidato.
15:37E depois das últimas pesquisas, eu tive certeza
15:40de que o PT e a esquerda precisam desesperadamente da candidatura Lula.
15:46Não tem outra opção.
15:47Zé, arremate, Gani.
15:48Olha só, eu não gosto muito desse tipo de discurso messiânico,
15:52e eu acho que também não cola mais, né?
15:54Se você chegar para a população, Evandro, e falar o seguinte,
15:57olha, vamos ter que votar aqui em fulano para salvar a democracia,
16:03a maioria da população vai dizer,
16:04mas peraí, a democracia esteve ameaçada em algum momento?
16:08Eu não senti isso, a maioria da população, né?
16:11Aliás, seria até uma pergunta interessante
16:13que os institutos de pesquisa pudessem fazer.
16:16Quer dizer, você votaria no Lula para salvar a democracia
16:20ou para preservar a democracia?
16:22A população não está muito preocupada com isso?
16:24A população está preocupada com a segurança pública,
16:27com o alto custo de vida, com a inflação, com a perda de renda.
16:31São problemas reais da população.
16:33Portanto, essa polarização o tempo inteiro, ela não cola mais.
16:38O que a população precisa é de respostas concretas.
16:42Práticas.
16:43Práticas, exatamente.
16:44E um discurso que toque o coração da população.
16:48Esse discurso talvez no passado tenha funcionado.
16:51Agora, não cola mais, tanto é que a popularidade do governo está embaixo.
16:54Rapidinho, o segredo.
16:55Muito rápido.
16:56Doeu somente em mim que três vezes,
17:00ou seja, uma vez,
17:02o plural é vezes,
17:04o presidente usou vez, três vezes.
17:07Me doeu, me doeu, me doeu.
17:08E eu sou estrangeiro, não é?
17:09Imagina você.
17:10Isso aí é o psicosismo, você vê.
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