00:00A história de uma celebridade que volta aos palcos, né?
00:04Selene Dion anunciou o retorno aos palcos depois de um período que estava afastada por questões de saúde.
00:08Ela tem uma doença neurológica muito rara e complicada.
00:13O que que acontece com a Selene Dion?
00:15É isso aí, Fernando. Bom dia pra você.
00:17Bom dia, quase boa tarde.
00:18Estão aqui, né? Quase boa tarde. Já quase meio dia que eu não almocei ainda, então é bom dia.
00:23Pois é, a gente tá falando da Selene Dion, ela tá há quatro anos afastada dos palcos.
00:27A última aparição dela foi na abertura das Olimpíadas de Paris, lembra?
00:31Que foi um grande sucesso.
00:32Uma surpresa, né?
00:33Pois é, ninguém se esperava, né?
00:34E ela deixou os fãs com muita vontade desse bis, desse quero mais, desse retorno.
00:40E agora ela acabou de anunciar uma nova turnê por Paris.
00:43Ela vai fazer dez shows em Paris e os fãs estão enlouquecidos.
00:46Já tem gente, inclusive, comprando passagem, vendo estadia.
00:51Bastou ela anunciar.
00:53Ela tem uma doença que é chamada síndrome da pessoa rígida, né?
00:57Eu acho que a doutora pode falar um pouco mais sobre isso.
01:00É uma doença neurológica, né?
01:02Mas eu só queria pontuar também que ela fazia shows em Las Vegas.
01:06Quem já foi em Las Vegas sabe que aqueles shows de residentes, né?
01:10Ela share também.
01:11O show, gente, gera uma receita pro artista de um milhão.
01:16Um milhão de dólares por show.
01:18Pra apresentação.
01:19Pra apresentação, ela faz cerca de 70 shows por ano em Las Vegas.
01:23Ela deixa de fazer, mas os shows, como você disse, acabam que se tornam mais raros ainda.
01:28E ela ganha até mais dinheiro ainda.
01:30Exatamente.
01:31A receita é muito grande, né?
01:32Essas turnês...
01:33Uma turnê dessa, acho que ela vai faturar em torno de 100 milhões de reais.
01:37Porque nas turnês, eles faturam ainda mais do que os shows.
01:41Juliana, o trabalho acaba funcionando como cura também, em casos assim?
01:45No caso dela, ela precisou se recolher.
01:48Então, isso é muito importante.
01:49Porque ela teve um momento de ressignificação de todo o processo dela.
01:54Quando a gente tem uma doença incapacitante, isso é muito traumático.
01:58Então, quando você se recolhe, isso faz com que você consiga ressignificar, principalmente, esse retorno.
02:04Então, você volta muito mais seguro.
02:06É.
02:07Vale lembrar que ela fez até um documentário, né?
02:09Pra mostrar os bastidores do tratamento dela.
02:11Porque é realmente uma doença...
02:13Ela chega a ser incapacitante, né?
02:15É neurológica, rara.
02:17Sim, sim.
02:17A Celine, ela é tão relevante no cenário global, né, Fernando?
02:20Que, quando você vai pra Broadway, tem um dos maiores espetáculos do Titanic.
02:26Na verdade, ele conta as músicas da Celine Dion.
02:29Então, ele recentemente foi adaptado pro Brasil.
02:31Então, a gente vê a relevância, né?
02:33Quantos artistas tiveram as suas músicas, a sua história contadas na Broadway, né?
02:37Então, a gente tá falando de uma artista que ela é incontestável.
02:41É um ícone, né?
02:42É um ícone.
02:42Sobre essa pergunta, Fernando, ela acabou comentando.
02:45Sobre isso.
02:45Falando que essa volta ao trabalho tá fazendo muito bem pra recuperação dela, né?
02:50Ela se afastou durante aquele tempo que ela precisava ficar afastada.
02:54Mas agora, isso tá...
02:55Essa aproximação com o público tá trazendo ela de volta, né?
03:00Ali ao cenário musical.
03:02Isso tá fazendo muito bem.
03:03E ela disse que não vai mais abrir mão disso enquanto ela tiver forças.
03:07Ela se fortalece também, porque ela se sente amada, se sente reconhecida.
03:12E tudo que uma pessoa que passa por uma situação traumática, ela busca muito esse reconhecimento.
03:18Isso é muito importante.
03:19Que interessante.
03:20A gente vê uma celebridade literalmente inatingível, milionária, fazendo do trabalho algo completamente necessário pra vida de todo dia.
03:31A gente pode pegar esse exemplo e levar pra nossa vida aqui, os nossos, nós, simples mortais,
03:37podemos também ter no trabalho esse impulso pra vida e pra um renascimento, entre aspas?
03:43Com certeza.
03:44Quando você tem ali um momento de recolhimento, você se recolhe, você ressignifica.
03:50E aí, a partir daí, você consegue retornar de um outro lugar.
03:54De um lugar muito mais potente.
03:56Então, essa potência é que vai também te posicionar de uma forma diferente.
04:01É, e eu acho que vale até perguntar pra doutora e também pra você, sobre essa postura do artista, né?
04:07Tem artista que não sabe fazer o que ela fez de se retirar, se cuidar, pra depois voltar melhor.
04:12A gente vê, às vezes, alguns passando por esse caminho.
04:15O que acontece com o artista, às vezes, quando ele se perde nisso e, de repente, ele, poxa, acaba tendo
04:21uma carreira tão frustrada, tão mal acabada?
04:24É, eu sinto sempre como alguns exemplos das pessoas mais velhas que estão trabalhando a todo vapor e não querem
04:30se aposentar nunca, né?
04:32Eu acho que essa questão do artístico, da televisão e da música, principalmente, traz essa vontade de você estar em
04:39contato com o teu público.
04:40Isso aqui é muito fascinante.
04:42As luzes, né, cara?
04:44O estúdio, o cheiro do estúdio.
04:46A gente que faz televisão, a gente quer o tempo todo.
04:48Por exemplo, Faustão trabalhou até não aguentar mais, sem precisar, né?
04:52Silvio Santos.
04:54Silvio Santos, Carlos Alberto de Nóbrega, Jô Soares.
04:57As pessoas que trabalham na vida artística normalmente não querem se aposentar.
05:01Mas não precisa ser vida artística, não.
05:03O que a Juliana Sato está confirmando aqui é que você pode ter esse amor pelo que você faz.
05:10Pode ser a barraca de feira ali, pode ser a padaria de todo dia.
05:15É que você vive também um processo de luto, né?
05:17Então, você ali deixar um papel, um lugar, ele é um processo de luto.
05:23E aí, muitas pessoas não conseguem vivenciar esse processo, né?
05:26É, e às vezes você enfrenta desafios assim que você não está esperando.
05:30Eu estou falando isso porque eu queria colocar aqui o ator Henrique Castelli.
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