00:00E o coordenador de campanha de Lula e do presidente do partido, Edinho Silva,
00:05aposta em ligações regionais para o pleito desse ano.
00:08Entenda mais detalhes agora com a Beatriz Souza Bia.
00:12Como é que ele vai agir, então, admitindo essas antigas alianças?
00:19Oi, Márcia. Bom dia mais uma vez.
00:22Pois é, o Partido dos Trabalhadores vai adotar estratégias diferentes
00:26em relação a essas alianças para disputas eleitorais de âmbito nacional para âmbito estadual.
00:34O presidente do partido, Edinho Silva, anunciou que para essa disputa estadual,
00:40como, por exemplo, para o cargo de governador,
00:43o partido deve apostar em alianças com o MDB e com o PSD.
00:48Em relação à disputa nacional, o Partido dos Trabalhadores Nacional,
00:53então, deve se concentrar em alianças com o PDT Nacional,
00:57que já é uma aliança antiga do Partido dos Trabalhadores,
01:00que, inclusive, o Partido Democrático Trabalhista, que é o PSD,
01:05já havia confirmado apoio à candidatura à tentativa de reeleição do presidente Lula.
01:12Mas, em contrapartida, Márcia, o PDT pediu também apoio do PT
01:16para o nome de Juliana Brizola, que é ex-deputada,
01:21para o cargo de governadora do Rio Grande do Sul,
01:24o que entra em contradição com o que o PT do Rio Grande do Sul deseja,
01:30que é indicar o nome próprio do partido para disputar, então,
01:34esse cargo de governador do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026.
01:39Sobre isso, Márcia, o presidente do partido, Edinho Silva,
01:44disse que defende uma prioridade das propostas do Partido Nacional
01:50em relação aos desejos, às propostas do Partido Estadual, Regional.
01:57Isso porque, segundo ele, essas interferências, essas divergências,
02:04podem aí custar um alto preço para essa disputa eleitoral do presidente Lula, viu, Márcia?
02:12Então, a gente vai seguir acompanhando quais vão ser esses desdobramentos,
02:16essas possíveis ligações do Partido dos Trabalhadores
02:19nesse ano eleitoral de 2026.
02:22Márcia, volto com você.
02:23Obrigada, Bia, pelas suas informações.
02:26Vamos chamar, então, a Cássio Miranda para falar sobre essas alianças,
02:30alianças que não são tão antigas assim, né?
02:33Mas são alianças muito estratégicas.
02:36E como você falava de Haddad anteriormente, né?
02:39É tudo que convém nesse momento por conta também de uma crise
02:43que o governo vem passando.
02:45A popularidade do presidente Lula vem caindo nos últimos meses, né?
02:49Exato.
02:50Nós falamos ao longo do programa, Márcia,
02:53que os números hoje não são favoráveis ao presidente Lula.
02:58E nós sabemos que numa campanha eleitoral,
03:01quando os números não são bons,
03:04a margem para mudanças radicais passa a existir,
03:11passa a ser mais presente e, por vezes, passa a ser mais contundente.
03:16No que diz respeito a essas alianças regionais e pontuais,
03:21nós já estamos acostumados a elas,
03:25especialmente num país que tenha dimensões continentais,
03:29como o Brasil.
03:30A realidade do seu Pará, por exemplo,
03:34é diferente da realidade de São Paulo.
03:37A realidade do Paraná é diferente da realidade da Bahia.
03:41E isso acaba refletindo em termos eleitorais e também em termos partidários.
03:47Num país que tem tantos partidos contra o Brasil
03:52e os partidos não têm nenhuma, quase nenhuma afinidade ideológica
03:58ou nenhuma preocupação com os seus estatutos,
04:04esse tipo de aliança pontual fica ainda mais presente.
04:08O MDB do Pará, por exemplo, tem uma realidade
04:11diferente da do MDB aqui de São Paulo,
04:14que tem outra realidade.
04:15A família Barbalho estará com Lula.
04:19O MDB de São Paulo, hoje capitaneado por Ricardo Nunes,
04:24não estará com Lula.
04:25Quando a gente olha para o Paraná, por exemplo,
04:28quando a gente olha para o Rio Grande do Sul, por exemplo,
04:31e cita o mesmo MDB,
04:34a liderança e a realidade local é diferente do MDB da Bahia,
04:39do MDB do Sergipe, do MDB da Paraíba.
04:42Então, essas alianças acontecerão.
04:46independentemente de partido e não há nenhuma sanção para quem deixar de observar
04:54essas regras partidárias e o próprio presidente Lula e Flávio Bolsonaro também
05:00não terão nenhum problema, nenhuma timidez em realizar esse tipo de acordo.
05:07Diziz Brasil, é a nossa realidade, é o nosso país,
05:12não começou agora e, infelizmente, não acabará em 2026.
05:19Juntei o pênalti de um lugar,
05:20Vamos lá.
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