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NotíciasTranscrição
00:03Jovem Pan Saúde
00:06Olá, seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo, que bom ter a sua companhia em mais um Jovem Pan
00:13Saúde.
00:13Eu sou o Dano Bia Braga e eu quero começar te fazendo uma pergunta.
00:17Quando foi a última vez que você se desconectou de verdade?
00:20Hoje a gente vai falar sobre um assunto que parece coisa da vida moderna, mas é papo sério, o burnout.
00:26Só para você ter uma ideia, o Brasil é o segundo país com mais casos de burnout no mundo, perdendo
00:33apenas para o Japão.
00:34E não é só a impressão sua que o trabalho está sugando as suas energias, viu?
00:38Estudos mostram que o uso excessivo de telas e hiperconectividade são os grandes vilões dessa estafa mental.
00:46Então se você sente que a bateria acabou e o carregador não funciona mais, o programa de hoje é o
00:51seu momento de pausa e cuidado.
00:53Mas o cuidado aqui é completo, porque no nosso quadro check-up, o Dr. Cláudio Lutenberg recebe o urologista Oscar
01:01Kaufman para um papo direto e sem tabus sobre andropausa.
01:05Sim, os homens também passam por mudanças hormonais importantes e a gente vai te explicar como lidar com isso de
01:13forma saudável.
01:14E é claro que no final eu volto com aquele giro cheio de informações pelas notícias que movimentaram o mundo
01:19da saúde nas últimas horas.
01:21O Jovem Pan Saúde está no ar.
01:23Bom, trabalho no celular, estudo no tablet, descanso na TV, a conta dessa hiperconexão chega e chega caro.
01:31Isso porque o burnout não é preguiça, é colapso.
01:34Na reportagem de Misael Mainete a gente vai decifrar os sinais que o seu corpo está gritando e que você
01:40na correria pode estar ignorando.
01:43Primeiro vem o cansaço físico e mental, depois as dificuldades de concentração, uma sensação parecida com a preguiça e os
01:52pensamentos de incompetência, fracasso e insegurança.
01:55A síndrome de burnout ou síndrome do esgotamento profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e
02:04esgotamento físico,
02:06que por muitas vezes são resultados de situações num ambiente de trabalho que demandam muita competitividade ou responsabilidades.
02:15A rotina, o trabalho, os estudos ou até mesmo lidar com problemas pessoais e profissionais ao mesmo tempo podem sobrecarregar
02:24a mente e o corpo,
02:25resultando no avanço da ansiedade, depressão e até mesmo em sintomas físicos, como dor de cabeça constante, alterações no apetite
02:34e dores musculares.
02:35O CEO da empresa HealthTech, Erivelton Oliveira, conta como a sua trajetória de trabalho durante 16 anos em uma rede
02:44de farmácias exigiu 100% do seu potencial e da sua saúde física e emocional.
02:50Durante muito tempo eu tive aquela síndrome do super-herói, né?
02:56Poxa, era tudo sozinho, não falava não pra nada e fui sempre querendo acumular cada vez mais responsabilidade, talvez fosse
03:08melhor, né?
03:08Exatamente ali na pandemia houve uma mudança na gestão, eu passei a responder direto pro presidente da empresa
03:16e naquele momento começou a ficar muito claro de que a minha estrutura era muito pequena, nessa época eu não
03:21tinha, por exemplo, esses quatro diretores
03:23e aí ficou bastante evidente que precisava de um suporte maior.
03:28E foi muito interessante que eu fui contratando esses diretores e aí em 2021, em agosto de 2021, na semana
03:37que o último diretor entrou, eu caí.
03:40E eu exatamente, praticamente tive um colapso ali e entrei num burnout muito, muito profundo, pra você ter uma noção,
03:53eu nunca tinha tirado 30 dias de férias,
03:56no máximo eram duas semanas, assim, eu fiquei um mês de férias parado e foi no sentido de assim, eu
04:03cheguei no dia seguinte falando pro meu chefe,
04:05olha, não dá, eu preciso parar, estou saindo de férias.
04:09O burnout pode muitas vezes gerar a sensação de que houve uma pane no sistema do corpo humano.
04:16Erivelton conta como a síndrome atingiu sua saúde e a importância do tratamento com o especialista.
04:22Eu não cheguei a parar completamente, mas eu senti um peso e um cansaço tão grande que eu não conseguia
04:32mais praticamente ir pro trabalho, assim.
04:37Então foi algo mais nesse sentido mesmo de falar, puxa, eu tenho que parar, quase joguei tudo pro ar naquele
04:46momento ali.
04:47E falei, não, deixa eu parar, me reorganizar aqui, depois de um mês, e aí no meio desse um mês,
04:53foi que eu comecei a fazer terapia e isso que foi me ajudando.
04:57Falei, não, calma, antes de tomar qualquer decisão, vamos primeiro entender o que tá acontecendo, entender o porquê disso, né,
05:06porquê que chegou a esse ponto tão extremo, né.
05:09E aí foi o processo que eu entrei, né, eu vivia produzindo, produzindo, produzindo, produzindo.
05:17Mas no fim das contas eu praticamente não sentia.
05:21E aí foi exatamente esse processo de autoconhecimento que começou a trazer esses confrontos pra eu me questionar.
05:32O que que é viver?
05:34Viver na verdade é muito mais você sentir, e é isso que nos faz vivos, né.
05:39Um levantamento realizado pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho,
05:44revela um crescimento de afastamento por problemas de saúde mental.
05:48Entre as ausências analisadas, o burnout apresentou um crescimento percentual mais expressivo
05:54no período de janeiro de dois mil e vinte e três a novembro de dois mil e vinte e cinco.
05:59Os registros passaram de mil setecentos e sessenta em dois mil e vinte e três para seis mil novecentos e
06:07oitenta e cinco em dois mil e vinte e cinco.
06:09O Ministério da Saúde anunciou no mês de março de dois mil e vinte e seis o início da etapa
06:15nacional de coleta de dados
06:16da Pesquisa Nacional de Saúde Mental.
06:19O projeto é o primeiro grande estudo de base populacional dedicado a compreender a situação de saúde mental da população
06:27adulta brasileira,
06:28com objetivos de produzir evidências inéditas sobre ocorrências de transtornos mentais no país,
06:35além de investigar o acesso aos serviços de saúde e impactos na vida das pessoas.
06:41Bom, e diagnosticar o burnout não é uma tarefa fácil, mas entender os sinais pode salvar a sua carreira,
06:47a sua saúde, a sua vida. Por isso, hoje, o nosso convidado é o psicólogo Yuri Buzin,
06:53especialista em nos ajudar a lidar com essa pressão toda.
06:55Yuri, seja muito bem-vindo. Eu já vou direto ao ponto com você.
07:00Como saber se é sobrecarregado ou se o motor pifou de vez? Seja muito bem-vindo.
07:06Muito obrigado pelo convite e acho que é muito legal para todo mundo que está em casa,
07:09a gente começar a dividir e entender um pouco sobre nós mesmos.
07:12E por isso que eu acho que essa é uma pergunta clássica que a gente tem que começar a debater.
07:16entendendo o que é o burnout, por exemplo.
07:19É natural com que a gente confunda o que é cansaço físico com o que é cansaço mental.
07:23Uma forma bem simples de a gente diferenciar no dia a dia é no simples descanso mesmo.
07:28Então, eu descanso no período da noite, eu acordo como no meu dia seguinte?
07:31Eu acordo com o corpo descansado, mas com a mente já extremamente desgastada,
07:35com aquele mal-estar, com aquele sentimento de que nada vai dar certo,
07:39eu não quero ir para o trabalho, eu não quero fazer as coisas.
07:42Isso é um sinal que o nosso cérebro, apesar de estarmos dormindo,
07:45a gente está carregando toda a parte emocional para os próximos dias.
07:49Doce ilusão a nós, é uma brincadeira que eu faço, né?
07:52Que a gente dorme e as emoções passam.
07:54As emoções não passam, elas perpetuam mesmo que você descanse seu corpo.
07:58Então, é legal tu perceber se você está descansando seu corpo,
08:01se você está descansando sua mente.
08:02E qual deles precisa agora, desse atual momento,
08:05do desligamento, do reforço positivo, do autocuidado e assim por diante.
08:09Então, acho que nesse formato, você consegue diferenciar já,
08:12de uma forma bem simples, para todo mundo fazer em casa,
08:15se você está cansado fisicamente ou se você está cansado mentalmente.
08:18Doutora, às vezes a gente acha que também está hiperconectado,
08:22é sinônimo de produtividade.
08:23Então, a nossa vida às vezes exige isso,
08:26a gente colocou isso como aquele momento que eu vou dar uma descansada,
08:30não, mas eu poderia estar fazendo alguma coisa útil,
08:32eu estou perdendo tempo, às vezes, deitar de perna para cima ali no sofá,
08:36sem nada ao nosso redor, para conectar a gente.
08:39Aí, esse excesso de hiperconectividade,
08:42ele também contribui para esses momentos de burnout.
08:46Sem sombra de dúvida, o excesso de hiperconectividade
08:49e até uma desculpa que a gente usa o tempo todo,
08:51que é, ah, mas eu trabalho no celular.
08:53Aí, de noite, eu estou fazendo alguma coisa no celular,
08:55mas, ao mesmo tempo, eu estou trabalhando.
08:57Porque chega uma mensagem de alguém,
08:59chega ali uma notícia de sei lá o quê,
09:01então você acaba não se desconectando ali do celular.
09:03E as redes sociais, sem sombra de dúvida,
09:05te dão essa enxurrada de informação o tempo todo,
09:07é o tempo todo de alguma atividade que a gente tem que fazer,
09:11é o tempo todo alguém te chamando,
09:12e a gente tem que entender que o celular,
09:14por mais que trabalhemos o tempo todo com eles,
09:16ele é uma ótima ferramenta,
09:18mas não é ele que determina quando que a gente vai usar.
09:21Ele vai ser uma ferramenta da qual a gente vai interagir,
09:24vai ter muita tranquilidade e tudo mais.
09:26E aí, o pessoal que vai se hiperconectando
09:29tem muita dificuldade de entrar num momento de tédio, por exemplo.
09:33Num momento que eu estou aqui sem fazer nada,
09:36e está tudo bem eu não fazer nada.
09:38Esse é um momento de conexão com você mesmo,
09:40só que conectar consigo mesmo é igual a muitas pessoas sentirem
09:44que tem um vazio.
09:46E por isso que cada vez mais a gente evita essa conexão do tédio,
09:50porque N cobranças estão acontecendo ao mesmo tempo,
09:52então a gente entra no Instagram,
09:54está todo mundo lindo e maravilhoso,
09:56e cinco da manhã já correu uma maratona,
09:59já fez isso, já fez aquilo, já foi para tal lugar.
10:01E eu às sete da manhã ainda estou meio que levantando,
10:04por exemplo, né?
10:04Então começa a ter essa autocobrança
10:06que eu preciso produzir o tempo todo
10:09e seguir o modelo do que outras pessoas estão fazendo,
10:12porque eu acho que talvez aquilo seja o nome de felicidade.
10:16Porque aquele indivíduo parece ser feliz naquele modelo de vida.
10:20Então a gente acaba sendo comparado o tempo todo,
10:22se comparando o tempo todo, tendo isso aí,
10:24perconexão, não lidando com o tédio,
10:26o que faz a gente chegar em momentos de exaustão,
10:29porque a gente esquece de se cuidar.
10:31A gente acha que o cuidado está só ligado à performance o tempo todo.
10:35O que todo mundo confunde é que para ter uma alta performance,
10:38eu tenho que estar muito bem, e não o contrário.
10:42Quanto melhor eu estou, melhor vai ser minha performance,
10:44mais efetiva eu vou estar.
10:47quantos milhões de estudos existem nessa área
10:49mostrando exatamente isso.
10:52Quanto mais você se cuida,
10:53quanto mais você se folga, melhor a sua performance.
10:56Não é uma questão de horas,
10:58de você trabalhar 15 horas,
10:59ou trabalhar 8 horas,
11:00mas é você trabalhar bem o tempo que você está trabalhando.
11:03E para você trabalhar bem, você tem que estar bem.
11:06Você tem que estar com o seu emocional alinhado,
11:08você tem que estar com o seu físico alinhado,
11:10você tem que estar com o seu espiritual,
11:11muitas vezes alinhadas,
11:11são ali coisas que as pessoas têm
11:13e acabam ignorando o tempo todo.
11:15E aí chega um momento que o corpo e a mente não aguentam mais
11:18e chega no burnout, que é essa exaustão,
11:21que é um excesso de estresse por muito tempo
11:24em relação ao laboral.
11:26Então acaba tendo vários movimentos de esquiva,
11:28enfim, raivas,
11:31e estão trabalhando tão bem,
11:32e muitas vezes tem até que ser afastado do trabalho
11:34para se reconstruir,
11:35depois voltar ao trabalho.
11:37Então tudo aquilo que foi feito
11:38acaba virando uma coisa meio que,
11:40cara, toda confusa.
11:41E as pessoas precisam, tá, precisam
11:44entender que existem limites.
11:46Esses limites precisam ser seguidos.
11:49Limites existem porque eles dão segurança,
11:52margem e direção para a gente.
11:53Então cada um tem que entender os próprios limites
11:56e não se comparar com o limite do amiguinho.
11:58Eu trabalho oito horas por dia e eu estou bem.
12:01Eu trabalho doze horas por dia e eu estou bem,
12:03porque dentro da minha dinâmica
12:04eu consigo tirar momentos ali
12:06para eu fazer outras coisas,
12:07eu vou lá, me relaxo,
12:08eu faço uma academia, às vezes no meio da tarde,
12:10então eu começo nove da manhã,
12:11mas termino nove da noite,
12:12mas no meio do meu dia
12:13eu tenho vários intervalos.
12:15Sim.
12:15Então muitas vezes você consegue
12:17ter uma qualidade de vida muito boa,
12:18apesar de ter uma carga horária diferente.
12:20E às vezes a gente olha as redes sociais
12:22e como são só recortes,
12:23a gente cria essa comparação mesmo, né?
12:26E eu acho que todo mundo
12:27meio que já acostumou a comparar,
12:29mas eu vi, ele está rendendo,
12:31ele trabalha tanto e ainda faz isso.
12:34E como eu trabalho, sei lá,
12:35oito horas e não consigo fazer...
12:37Mas cada um, cada um, né?
12:39Cada um, cada um.
12:39E uma coisa é muito interessante,
12:41até estava numa outra palestra,
12:43eu lembro que eu estava comentando muito isso,
12:44que todo mundo, assim,
12:45acaba achando que a vida das pessoas
12:47é só trabalhar e ir na academia.
12:49Não, calma, tem muito mais.
12:51Você tem que ir no mercado,
12:52tu tem que cuidar dos seus filhos,
12:53tu tem que arrumar uma roupa,
12:55você tem que fazer isso,
12:55você tem que fazer aquilo.
12:56Você tem dezenas de outras tarefas
12:58do que só o trabalho ali
13:00e ir na academia.
13:01Tem dezenas de outras tarefas.
13:03A vida é muito mais complexa.
13:04Tem gente que cuida dos pais,
13:05tem gente que tem que viajar,
13:06tem gente que fazer isso,
13:07tem que fazer aquilo.
13:07Então, a vida, ela é complexa.
13:09Ela é cheia de tarefas.
13:11Sim.
13:11E ela vai sobrecarregando naturalmente.
13:13Eu queria entender
13:15a questão de se essa doença,
13:17ela pode também ser silenciosa.
13:19Ela vira ali como só um sinal de chateação
13:23e esse cansaço que eu não entendo muito bem,
13:26ou ela não vai dando tantos sinais,
13:28até que a pessoa realmente explode,
13:30pifa de vez.
13:32Não, como qualquer outro transtorno,
13:34ou seja, está transtornando a vida da pessoa,
13:37ele não vai do zero ao cem em um dia.
13:40Ele não acontece assim.
13:42Óbvio que tem algumas coisas que sim,
13:44mas vamos falar de burnout especificamente,
13:45mas ele vai sendo uma construção de estresse.
13:49O estresse, quando ele está bem adequado para nós,
13:53ele é essencial.
13:54Ele é importantíssimo para a gente,
13:56porque ele nos prepara para guerrear,
13:58ele nos prepara para lidar com coisas adversas,
14:01ele nos prepara para ter reações rápidas.
14:04Então, o estresse, em excesso, ele é ruim,
14:07mas nós precisamos do estresse para viver,
14:09porque a gente não vive na praia,
14:11relaxando, vendendo coco ali o tempo todo.
14:13A gente vive situações de estresse,
14:16a gente vive situações das quais
14:18podem gerar algum tipo de conflito para a gente,
14:20então a gente precisa desse nível basal do estresse.
14:23Quando ele está elevado,
14:25o que a gente começa a perceber?
14:27A pessoa começa a ficar irritadiça,
14:29a pessoa começa a esquivar de certas coisas,
14:32a brigar com mais frequência,
14:35não consegue dormir bem,
14:37está sempre ativo,
14:39começa dentro de uma reunião,
14:40não tem mais paciência nenhuma,
14:42tem o pavio muito curto sobre certas coisas.
14:45Então, a pessoa começa a ter outros sintomas ali,
14:48que muitas vezes pode parecer assim,
14:51ah, é um estresse diário,
14:52e esse é o ponto,
14:53porque pode ser um estresse diário ali,
14:55que aquele dia o mundo caiu na empresa,
14:58então realmente às vezes as pessoas ficam mais ativas,
15:01ficam mais editadas e etc.
15:02Porque naquele momento ali aconteceu uma coisa ruim,
15:05e a reação foi o estresse,
15:07mas o ponto é isso ser constante.
15:10Então, quando a gente vai falar que chega o burnout,
15:12que é o fim,
15:13o burnout é o fim,
15:14é esse pifar,
15:15a gente fala muito dele,
15:17ignora todos os outros pontos.
15:19Então, é perceber sobre si mesmo,
15:21ao longo do tempo,
15:22se você está tendo alterações,
15:24que é, putz,
15:25se eu não quero ir na reunião,
15:27cara, eu estou sempre esquivando,
15:29eu brigo muito no trabalho,
15:30toda hora.
15:30Isso já são alertas.
15:32São alertas, importantíssimos.
15:33O alerta chegou,
15:35e aí a gente precisa dar também uma boa notícia
15:37para a nossa audiência,
15:38que é,
15:38se eu já identifiquei aqui,
15:40que o meu motor está pifado,
15:42eu posso recomeçar.
15:43Quais são os tratamentos?
15:45Sim, vamos lá.
15:46Percebi, né,
15:47que esse é o ponto.
15:48Percebi que as coisas não estão andando bem,
15:49não sei o que está acontecendo,
15:50estou exausto e assim por diante.
15:51Então, vamos entender o que eu posso fazer.
15:52Primeiro deles,
15:54busque a ajuda de um profissional,
15:55psicólogo ou psiquiatra,
15:57tá?
15:57Ah, vamos olhar no chat EPT e etc.
16:00Ele vai te dar milhões de diagnósticos e tal,
16:02e está tudo certo,
16:03mas busque um bom profissional.
16:05Bons profissionais,
16:06eles vão primeiro entender com você
16:08o que está acontecendo,
16:09se esse é um diagnóstico real,
16:11ou se é uma outra coisa que está acontecendo,
16:13e a gente está achando ali que só no trabalho
16:15está acontecendo alguma coisa ruim.
16:17Então, a gente vai ter todo esse entendimento.
16:18A psicoterapia,
16:19e aí é padrão ouro para esse tratamento,
16:22é psicoterapia cognitiva comportamental.
16:24TCC.
16:25Esse é o padrão ouro para esse tipo de tratamento,
16:27onde a pessoa vai entender tanto os pensamentos,
16:30quanto os comportamentos que ela está executando.
16:33Lá na minha clínica, por exemplo,
16:34a gente trabalha muito esse processo de burnout com as pessoas
16:38em 12 etapas.
16:39Então, a gente vai transformando cada uma dessas etapas,
16:43onde a pessoa vai entendendo, vai percebendo,
16:45até ela se reconstruir,
16:47até ela entender como lidar com essas adversidades,
16:50se ela quer estar naquele local,
16:52se ela tem que estar naquele local,
16:54e como que ela vai lidar com a própria vida
16:56de uma maneira diferente.
16:58Isso não quer dizer que ela vai mudar 100%,
17:00porque tem crenças e valores,
17:02que ela precisa ter.
17:03Mas, muitas vezes,
17:04essas crenças e valores e o local que ela trabalha
17:05são totalmente distintos.
17:07E aí, entra em conflito eterno.
17:09Então, a gente vai ter que entender
17:10como que a gente vai lidar com isso.
17:12Muitas vezes, a gente vai sair daquele local,
17:14porque você não vai mudar o local
17:15por causa das suas crenças.
17:16E nenhum local vai ter que te modelar
17:18por causa das suas crenças.
17:19É um respeito mútuo ali que vai ter que acontecer.
17:21Mas a gente vai ter todo esse trabalho.
17:24Parte medicamentosa.
17:24Tem que ir ao psiquiatra.
17:26O psiquiatra que vai dar a parte medicamentosa,
17:29se houver necessidade,
17:31para ter uma facilidade de controle,
17:34de melhora,
17:35de você ter um boost, mais ou menos,
17:37para que você consiga ter
17:38esse tipo de estabilidade.
17:40Em alguns casos de burnout mais grave,
17:42é obrigatório a inserção de medicamento.
17:45Porque tem gente que tem esse preconceito, né?
17:47Não significa que a gente vai ficar ali
17:48dependente a vida toda do remédio.
17:51É só por aquele momento.
17:52A gente precisa também, às vezes,
17:54aceitar se precisa de ajuda, né, doutor?
17:56Eu vou te dar um dado muito engraçado, tá?
17:58A gente vê muito essa questão do burnout.
18:01Ela é muito ligada ao masculino.
18:03Tem muito esse local.
18:04Mas o feminino também sofre burnout, tá?
18:07Você vê dezenas e centenas de mulheres ali
18:09também sofrendo burnout.
18:11E as pessoas têm muito essa idealização de
18:12ah, o homem não vai na terapia e tal.
18:14Não vai na terapia porque o homem é fraco, etc.
18:17Eu vou te dar um dado super legal.
18:18A minha clínica, por exemplo,
18:19que a gente atende milhares de pessoas,
18:2260% das pessoas que passam na clínica
18:25são do sexo masculino.
18:26Então, não é que o homem não procura terapia.
18:28O homem procura terapia.
18:30O homem vai à terapia.
18:31As pessoas vão buscar ali a terapia.
18:33Porém, muitas vezes, não é falado.
18:35É visto como fraqueza.
18:37E não é uma fraqueza.
18:38Você buscar ajuda, você buscar terapia
18:40é você ter um sinal de coragem na realidade
18:42de você conseguir investir em você mesmo
18:44e entender que, cara, eu não quero mais essa vida.
18:46Eu quero uma outra vida.
18:48E eu vou lidar de uma maneira diferente.
18:50A psicoterapia é o grande caminho disso.
18:52É você pagar um investimento em si mesmo.
18:55E é por isso que você vai fazer.
18:56E a parte medicamentosa, ela também não é eterna.
18:59Assim como a psicoterapia, ela não é eterna.
19:01É um processo.
19:02É um tratamento.
19:03Então, por isso que eu gosto muito da palavra transtorno.
19:06Porque transtorno é o quê?
19:07Transtorna a vida.
19:08Não quer dizer que seja eterno.
19:10Então, vai transtornar a tua vida.
19:12Mas a gente vai fazer todos os tratamentos
19:14para que não transtorne mais
19:15e que você tenha uma leveza e um bem-estar da vida.
19:18Perfeito, doutor.
19:19Muito obrigada pelas suas informações,
19:21pela sua contribuição no nosso Jovem Pan Saúde,
19:27trazendo essas dicas tão valiosas
19:29para esse momento da vida que ele é tão conturbado.
19:32E, às vezes, é difícil identificar e até aceitar.
19:35Sim, totalmente.
19:36Muito obrigado pelo convite.
19:37O que vocês precisarem também.
19:39Estou sempre aqui.
19:40A gente segue com notícia importante,
19:42porque pacientes em tratamento de câncer
19:44no Sistema Único de Saúde, no SUS,
19:46podem ter acesso mais rápido à imunoterapia.
19:49Isso é o que prevê o projeto de lei
19:50aprovado neste mês de março pelo Senado
19:53e que agora segue para a sanção presidencial.
19:56O texto altera a lei orgânica de saúde
19:59para estabelecer que a imunoterapia
20:01deve integrar ali os protocolos do SUS
20:04em situações que se mostram mais eficazes
20:07e seguras que os tratamentos tradicionais,
20:10como a rádio e a quimioterapia.
20:12Na área da oncologia,
20:14a imunoterapia é considerada
20:16qualquer forma de tratamento
20:17que busque recuperar a capacidade
20:19do sistema imunológico
20:21de reconhecer, controlar
20:23e destruir até a célula tumoral.
20:26Vacinas, por exemplo,
20:27são ali uma forma de imunoterapia
20:30que agem como tratamento
20:31para fortalecer o sistema imunológico
20:34contra doenças e infecções.
20:36O transplante de medula óssea
20:38é outro exemplo de imunoterapia
20:40onde ele é utilizado
20:41para substituir a medula doente
20:43por outra saudável.
20:45E a gente também tem notícia importante
20:47sobre epilepsia.
20:48Isso porque a farmacêutica Eurofarma
20:50anunciou que recebeu o registro
20:52da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
20:54para o medicamento X-COPRE,
20:56considerado uma das alternativas
20:58mais avançadas atualmente
21:00para o controle da epilepsia.
21:02De acordo com a Anvisa,
21:03estudos clínicos demonstraram
21:05uma redução significativa
21:07na frequência das crises.
21:09Para a gente ter uma ideia,
21:11quatro em cada dez pacientes
21:12que tomaram cem miligramas por dia
21:14tiveram uma diminuição
21:16de pelo menos cinquenta por cento
21:19nos episódios.
21:20Entre os que receberam
21:21quatrocentos miligramas diários,
21:23sessenta e quatro por cento
21:25apresentaram a mesma melhora.
21:27A epilepsia, ela é caracterizada
21:29por convulsões recorrentes,
21:31com perda temporária
21:33do controle de seus movimentos,
21:34em alguns casos,
21:36até da consciência.
21:37As pessoas que convivem
21:38com a doença
21:39também podem sofrer
21:40mais lesões físicas,
21:42como fraturas e contusões
21:44durante as crises.
21:45Além disso,
21:46elas são mais comuns
21:47em transtornos psicológicos,
21:49como ansiedade e depressão.
21:51Inclusive, o risco de morte prematura
21:53pode ser até três vezes maior
21:55do que na população geral.
21:57A epilepsia é uma das doenças
21:58neurológicas crônicas mais comuns
22:01e representa um importante desafio
22:03para a saúde pública.
22:04Para você ter uma ideia,
22:06segundo a Organização Mundial da Saúde,
22:08cerca de sessenta e cinco milhões
22:10de pessoas vivem com essa condição
22:12no mundo.
22:13Somente aqui no Brasil,
22:15são mais de dois milhões
22:16que convivem com esse problema.
22:18Então, com a aprovação,
22:20o próximo passo é a definição
22:21do preço máximo do medicamento
22:23pela Câmara de Regulação
22:24do Mercado de Medicamentos,
22:26que é responsável
22:27pela precificação aqui no país.
22:29Depois disso,
22:30o produto pode ser comercializado
22:31pela empresa,
22:32o que deve ocorrer ainda
22:34em dois mil e vinte e seis.
22:35Agora, a inclusão do medicamento
22:37no SUS,
22:38aí vai depender da avaliação
22:39da Comissão Nacional
22:40de Incorporação de Tecnologias
22:42no Sistema Único de Saúde
22:43e também a decisão final
22:45do Ministério da Saúde.
22:47A gente conversou com o neurocirurgião
22:49Fernando Gomes,
22:50que vai explicar o uso do efeito
22:52desse medicamento.
22:53O senobamato é um medicamento
22:56antiepilético que atua
22:57reduzindo a atividade elétrica
22:59anormal do cérebro,
23:00o que ajuda a diminuir
23:01a ocorrência de novas crises
23:03de epilepsia.
23:04Estudos clínicos mostraram
23:06a redução significativa
23:07na frequência das crises
23:08entre os pacientes
23:10que utilizaram esse medicamento.
23:12Entre os pacientes
23:13que receberam 100mg por dia,
23:1540% tiveram redução
23:17de pelo menos 50% nas crises.
23:20Já entre aqueles que tomaram
23:22400mg por dia,
23:24esse percentual chegou a 64%.
23:26No grupo que recebeu placebo,
23:28a melhora foi observada
23:29em 26% de todos os participantes.
23:33O medicamento não deve ser utilizado
23:36por pessoas com síndrome
23:37do QT curto familiar,
23:39uma condição genética rara
23:40que pode causar arritmias cardíacas.
23:43Mas vale a pena lembrar
23:45que apesar da aprovação
23:47do registro sanitário pela Anvisa,
23:49essa medicação só poderá
23:51ser comercializada no Brasil
23:52depois da definição
23:53do preço máximo
23:54pela Câmara de Regulação
23:56do Mercado de Medicamentos.
23:58Já a oferta do medicamento
23:59no Sistema Único de Saúde,
24:01no SUS,
24:01dependerá da avaliação
24:03da Comissão Nacional
24:04de Incorporação de Tecnologias
24:06no Sistema Único de Saúde
24:08e da decisão
24:09do Ministério da Saúde.
24:10O papo agora é com eles,
24:12mas interessa
24:13todo mundo que vive junto.
24:15No nosso quadro Check-Up,
24:16o doutor Cláudio Lutenberg
24:17abre o jogo sobre o tema cercado
24:19de tabus,
24:20a andropausa.
24:21Ele recebe o urologista
24:23Oscar Kaufman
24:23para explicar como as mudanças
24:25hormonais impactam o humor,
24:27a energia e a saúde do homem.
24:30E claro,
24:30como lidar com tudo isso
24:32de forma moderna.
24:37Check-Up Jovem Pan
24:39com o doutor Cláudio Lutenberg.
24:43Tempos de longevidade.
24:45Nós falamos muito
24:46sobre menopausa,
24:47mas o tema de hoje
24:48não é menos importante.
24:50Talvez ele seja
24:51menos discutido.
24:52Nós vamos conversar
24:53sobre andropausa.
24:55E para falar sobre esse assunto,
24:57Check-Up traz o doutor
24:58Oscar Kaufman.
24:59Ele que é médico urologista,
25:01doutor em cirurgia
25:03pela Universidade de São Paulo
25:05e atuante
25:06dentro do corpo clínico
25:08do Hospital Israelito Albert Einstein.
25:09Seja muito bem-vindo,
25:11querido Oscar Kaufman.
25:12Muito obrigado,
25:13muito obrigado pelo convite.
25:14Vai ser um prazer poder ajudar.
25:15Me diga uma coisinha.
25:16O que é andropausa?
25:18Essa é uma boa pergunta.
25:20Diferentemente
25:20quando a gente pode fazer
25:21um paralelo com a menopausa,
25:23a menopausa
25:23são sintomas femininos
25:25que eles acontecem
25:26de uma forma abrupta.
25:27De uma hora para a outra
25:28a mulher começa a entrar
25:29na menopausa.
25:29A andropausa
25:31seria um nome mais genérico.
25:33Hoje o nome científico adequado
25:34a gente chamaria
25:34ou de distúrbio androgênico
25:36do envelhecimento masculino
25:37ou a gente pode chamar
25:38de Leiton-set hipogonadismo,
25:40quer dizer,
25:40o hipogonadismo de início tardio.
25:42O que acaba acontecendo?
25:44Hoje em dia os homens
25:44a partir dos 45
25:45até os 60 anos
25:46vão começar
25:47a ter os seus sintomas.
25:49E isso é devido
25:51à redução da testosterona sérica.
25:53O que vai acontecer
25:54a partir dos 30 anos
25:55a gente pode começar
25:56a ter 1% de diminuição
25:58nos níveis de testosterona
25:59a cada ano.
26:00E quais são os sintomas
26:01para alguém
26:02que está começando
26:03a apresentar a andropausa
26:04e quando a andropausa
26:05já está estabelecida?
26:07Essa pergunta
26:07é bem interessante
26:09porque hoje em dia
26:09o que acaba acontecendo?
26:11Com o tipo de vida
26:12que a maioria das pessoas levam,
26:14correria, estresse,
26:16eles acabam se confundindo
26:17com os sintomas
26:17do estresse do dia a dia.
26:19Então muitas vezes
26:20os homens acabam procurando
26:203, 4, 5,
26:2210 anos depois
26:23do início dos sintomas
26:24eles acabam procurando
26:25porque eles achavam
26:25que isso tinha a ver
26:26com o tipo de vida
26:27que eles tinham.
26:28Principalmente cansaço,
26:29fogue cerebral,
26:31diminuição de libido,
26:33piora da qualidade sexual,
26:35diminuição da massa muscular,
26:37aumento de gordura abdominal,
26:38quer dizer,
26:38esses são os principais sintomas,
26:40mas geralmente
26:40o homem vai começar
26:41com um cansaço,
26:42com uma dificuldade,
26:43um fogue cerebral
26:44e ele vai acarretando isso,
26:45dificuldade para dormir,
26:46quer dizer,
26:47e ele vai juntando isso
26:48como se fossem os problemas
26:49que acontecem na vida corrida
26:51que ele leva hoje em dia
26:52e as coisas acabam
26:53se confundindo.
26:54Por isso a demora
26:55para começar.
26:56Você descreveu
26:57uma série de achados
26:58que falam muito
26:59da saúde física,
27:01mas na tua experiência
27:02como urologista
27:03você hoje
27:04é procurado
27:05por pacientes
27:06que trazem
27:07essa queixa
27:08e certamente
27:09com um efeito
27:11na área emocional.
27:13Como é que você
27:15encara isso
27:16dentro de uma perspectiva
27:17na qual nós temos
27:18o aumento
27:19da expectativa de vida?
27:20Isso é muito interessante
27:21que a gente avaliando
27:22a parte emocional
27:23a gente pode acabar
27:23avaliando em duas partes.
27:25Primeiro,
27:25numa quebra,
27:26numa diminuição
27:27da confiança do homem
27:27em relação principalmente
27:29à sua masculinidade,
27:29é uma coisa muito importante
27:31que isso acaba acontecendo.
27:32Inclusive,
27:32a gente tem um trabalho
27:33do nosso grupo lá
27:34do Einstein mesmo
27:34que a gente avaliou
27:35todos os pacientes
27:36do check-up,
27:36a gente levantou
27:37os casos do check-up,
27:38mais de 50 mil casos
27:39em que a gente mostrou
27:40que a diminuição
27:41de testosterona
27:42estava intimamente relacionada
27:44aos níveis de depressão
27:44desses homens.
27:45Então,
27:45homens que tinham
27:46níveis de testosterona melhores
27:47tinham menos,
27:48níveis mais baixos
27:49de depressão
27:50em relação aos que não tinham.
27:51Quer dizer,
27:52uma queda importante
27:53no nível de testosterona
27:54em que gera sintomas
27:55importantes nesse homem
27:56não é só sintomas físicos,
27:58não são só sintomas fisiológicos,
27:59mas exatamente
28:00em todos os sintomas emocionais
28:02que vão levar junto
28:04com a saúde desse homem.
28:06A gente fala
28:06de uma dosagem
28:07de um hormônio
28:08e eu perguntaria a você,
28:10existem hábitos
28:12saudáveis
28:13que podem postergar
28:14ou ter um impacto positivo
28:16para que isso não aconteça?
28:17Alguma coisa relacionada
28:18à alimentação
28:19e à própria atividade física,
28:20como é que a gente
28:21correlaciona isso
28:22para que a pessoa
28:23tenha uma chance
28:25de não entrar
28:25no processo da endropausa
28:28ou ter isso
28:30de uma forma
28:30talvez menos expressiva?
28:32Claudio,
28:32isso é perfeito,
28:34isso é muito inteligente,
28:35isso é basicamente
28:36o que a gente
28:37conversa tanto
28:38com os pacientes
28:38do consultório,
28:39o que a gente luta
28:39tanto por isso.
28:40A gente tem diversos trabalhos
28:42na literatura
28:42que mostram
28:43que homens que são,
28:44vamos definir,
28:45não existe saudável,
28:46mas vamos definir
28:47que levam uma vida,
28:48um pouco mais saudável.
28:49Por exemplo,
28:50dormir bem
28:50é um fato importantíssimo
28:52porque a gente
28:52mantém uma testosterona
28:53adequada,
28:54exercícios físicos
28:55de rotina,
28:56não só exercícios aeróbicos,
28:58mas exercícios de força
28:59também,
29:00ter uma alimentação
29:01correta e adequada,
29:02evitar o sobrepeso,
29:04álcool,
29:04tabagismo,
29:06tudo isso leva
29:06a uma síndrome
29:07que leva a uma diminuição
29:09nos nossos níveis
29:10de testosterona.
29:11A gente tem vários trabalhos
29:12que mostram que
29:13homens que têm obesidade,
29:14principalmente a obesidade
29:15abdominal,
29:16que é aquela gordura
29:17mais brava,
29:18que leva a aumento
29:19do risco cardiovascular,
29:20eles podem ter até
29:2130% menos testosterona
29:23que homens que não têm
29:24essa gordura abdominal.
29:25A testosterona começa
29:26a cair naturalmente,
29:27você falou de uma faixa etária,
29:29e eu perguntaria a você,
29:31existe um momento
29:32que você tem que interferir
29:34repondo testosterona?
29:35Bom,
29:36como que a gente define
29:37o tratamento dos homens
29:39com um déficit hormonal?
29:41A gente define,
29:42isso é um binômio,
29:42Cláudio,
29:43a gente precisa dosar
29:44o hormônio sanguíneo,
29:45a testosterona,
29:47que pela grande maioria
29:47das sociedades,
29:49quando ela está abaixo
29:50de 300 nanogramas
29:51por decilitro,
29:51ela é considerada baixa,
29:53só que o binômio não é
29:54ou,
29:54é erro,
29:55você tem que ter
29:56um déficit fisiológico
29:57de testosterona
29:58e você tem que ter
29:59uma alteração
29:59dos seus sintomas.
30:00Então a gente não vai tratar
30:02uma pessoa com sintomas,
30:04eventualmente você tem
30:04um nível normal
30:05de testosterona
30:06e você tem os sintomas,
30:07vamos procurar outras causas.
30:09Você tem uma testosterona baixa,
30:11mas você não tem
30:11nenhum sintoma,
30:12não tem nenhum motivo
30:13para você fazer
30:14reposição de testosterona
30:15nesse momento.
30:16É, porque tem muita gente
30:17que tem utilizado testosterona
30:18como se fosse um reforço
30:21para ganho de massa muscular,
30:23até por uma questão
30:24de cultura física,
30:26fisiculturismo,
30:27então essa é uma orientação
30:28que você diz que não é
30:30para seguir.
30:31Você tem que ter um impacto
30:34no ânimo,
30:34na atividade,
30:36provavelmente uma certa
30:36depressão,
30:37quer dizer,
30:37tem que ter uma correlação
30:39clínica,
30:39não é só...
30:40Uma sintomatologia
30:40e uma alteração laboratorial,
30:41esse binômio,
30:42esse combo.
30:42E é bom que você tocou
30:43nesse assunto,
30:44Cláudio,
30:44porque a gente precisa
30:44deixar bem claro,
30:45existe uma diferença
30:46muito grande em fazer
30:48uma reposição fisiológica
30:49de testosterona
30:50para um homem já
30:51na sua meia-idade,
30:52para frente,
30:53em que ele tenha
30:54sintomas relacionados
30:55a isso,
30:55do que uma população
30:56muito mais jovem
30:57que usa tudo isso
30:58para fins estéticos,
31:00onde eles vão viver
31:01com níveis de testosterona
31:02suprafisiológicos.
31:03Isso aí é uma roleta russa,
31:06quer dizer,
31:06todos os riscos
31:08cardiológicos,
31:09embolia,
31:10infarto,
31:11AVC,
31:12hipertensão,
31:12estão associados
31:13a esses riscos
31:14quando a gente tem
31:14um uso suprafisiológico
31:16e vai,
31:16vamos dizer,
31:17recreativo da testosterona.
31:19A Sociedade Brasileira
31:20de Urologia
31:20diz que 57%
31:22das pessoas
31:24desconhecem
31:24o que é a antropausa.
31:26Você poderia explicar
31:28o porquê
31:29desse conhecimento
31:30ou se isso tem
31:31uma tendência
31:31a mudar?
31:32Eu acho...
31:33Não só porque as pessoas
31:34nos assistem e escutam,
31:36mas porque estão
31:37ficando mais velhas?
31:38Eu acho que tem
31:38alguns pontos aí.
31:39Você,
31:40você como
31:41um grande médico,
31:42você sabe que
31:43quando a gente
31:44compara os nossos pacientes
31:45homens com as nossas
31:45pacientes mulheres,
31:46as nossas pacientes mulheres
31:47elas são muito mais
31:49ligadas na saúde,
31:50elas já têm
31:50aquela rotina
31:51de se cuidar,
31:52de ir para qualquer dos...
31:53Você indica,
31:53por exemplo,
31:54um procedimento
31:54num paciente homem seu,
31:55ele fala,
31:55vou pensar,
31:57volta dali três meses, né?
31:58Uma paciente mulher
31:59fala,
31:59doutor Cláudio,
32:00pode marcar a minha cirurgia
32:01para a semana que vem,
32:02vamos resolver.
32:02Quer dizer,
32:03os homens eles têm
32:04esse preconceito ainda
32:06de procurar ajuda,
32:07de procurar tratamento médico,
32:09de conversar com alguém
32:10e acho que talvez
32:11mais difícil, Cláudio,
32:12assumir para alguém,
32:13principalmente para um outro homem,
32:15os problemas que ele vem tendo
32:17decorrentes dessa queda
32:18dessa testosterona
32:19ou dessa queda hormonal
32:21ou sintomas que muitas vezes
32:22estão afetando
32:22a própria masculinidade dele
32:24e que também se confundem
32:25com o próprio envelhecimento
32:26e ele acaba achando
32:28que é culpa do envelhecimento,
32:29que isso não tem correção,
32:30que não tem tratamento,
32:31quer dizer,
32:31é uma mistura
32:32de um pouquinho de tudo isso, né?
32:34Mas a gente vê que graças
32:35à informação,
32:36hoje em dia,
32:36isso está melhorando.
32:38Muitos homens já chegam
32:39no consultório e dizem
32:39doutor,
32:39eu preciso que você dose
32:40a minha testosterona.
32:42Há cinco, dez anos atrás,
32:43ninguém pedia isso.
32:44Eu vejo que existe
32:45uma mudança na leitura
32:46do papel do urologista.
32:48Muitos homens até
32:49têm preconceito,
32:50não querem guir.
32:52Contrapõe-se quanto
32:53o papel do ginecologista,
32:55que naturalmente é procurado,
32:57tanto que as pessoas falam
32:58médico de mulheres,
33:00médico de senhoras.
33:02O urologista,
33:03o pessoal não usa isso.
33:04A gente percebe
33:05que muita coisa tem mudado.
33:06A conscientização do câncer
33:08de próstata
33:09é o primeiro,
33:10talvez,
33:10desses elementos.
33:12Na questão da andropausa,
33:14você acha que
33:15isso vai trazer
33:16uma repercussão
33:16na percepção
33:17da importância
33:18do médico urologista?
33:19Eu acho que sim.
33:20Eu acho que isso vai trazer
33:21uma consequência
33:22muito importante,
33:23porque uma vez que
33:23tanto a andropausa
33:25quanto o câncer de próstata
33:26estão ligados
33:27a estigmas masculinos
33:28muito importantes,
33:29principalmente relacionados
33:30à parte sexual,
33:31e como qualquer patologia
33:32ou como qualquer doença
33:33que a gente acaba vendo,
33:34quanto antes
33:35a gente conseguir tratar,
33:36quanto antes a gente conseguir
33:38entrar com o dedo
33:39ali no problema,
33:40mais fácil o tratamento
33:41e mais chance
33:42da pessoa ficar melhor.
33:43Então, eu acho que
33:43está intimamente relacionado
33:45ao homem entender
33:46que a masculinidade dele
33:48não vai deixar de existir
33:50ou existir do fato
33:51dele ir em um urologista,
33:52dele ir em um cardiologista,
33:53dele ir em um clínico,
33:53dele fazer o exame.
33:54Eu acho que quando você
33:55fala de urologista
33:56e a ginecologista,
33:58você tem um aspecto sexual,
34:00né?
34:01E o apetite sexual nos homens
34:03perdura para um período
34:04maior do que para as mulheres.
34:07Então, muitas vezes,
34:08a questão da virilidade
34:09também entra nesse cenário,
34:11né?
34:11E interfere para um padrão
34:13de cultura que talvez
34:14com o tempo irá mudar.
34:16Independentemente disso, Oscar,
34:18todos os homens
34:19terão andropausa?
34:20Claro que não.
34:21Não são todos os homens.
34:23A gente vai ter,
34:23até os seus 45, 60 anos,
34:25de 10 a 30% dos homens
34:27podem ter o binômio
34:28que eu te falei.
34:29Alteração e sintomas.
34:30Quer dizer,
34:30então, não é todo mundo
34:31que vai ter,
34:32mas até 30, 35% de nós,
34:34vamos simplificar,
34:35um terço de nós,
34:36ao longo da nossa meia-idade,
34:38vai apresentar alterações
34:39que justifiquem tratamento.
34:41E quais são os fatores
34:42que podem acelerar
34:43a queda da testosterona no homem?
34:45Bom, isso é uma coisa
34:47que a gente tem visto
34:47muito no consultório.
34:49Eu tenho pacientes,
34:50por exemplo,
34:51de 80 anos,
34:53magrinhos,
34:53que fazem exercício,
34:55que têm uma testosterona
34:56super boa,
34:57enquanto eu tenho meninos
34:58de 40 anos,
35:00estressados,
35:01obesos,
35:02fumam,
35:03dormem mal,
35:04bebem um monte,
35:05vivem aquela vida
35:07estressada do dia a dia,
35:08quer dizer,
35:08que já apresentam
35:09déficit de testosterona
35:11e sintomas importantes.
35:12Então, assim,
35:12a qualidade de vida,
35:13você levar uma vida
35:15equilibrada,
35:15uma vida adequada,
35:16é super importante
35:17para que a gente
35:18tente preservar
35:20a melhor manutenção
35:22dos níveis
35:23de testosterona.
35:24Você falou dos jovens,
35:25né?
35:25E eu perguntaria,
35:27jovens que usam
35:28testosterona
35:29antes da fase
35:31necessária
35:32ou mesmo
35:33por uma questão
35:34de cultura física?
35:36Sim.
35:36Jovens que
35:37têm muito
35:39estresse,
35:40atividade física
35:41exagerada
35:41e que têm
35:42baixa testosterona.
35:43Esses padrões
35:44são fixos
35:45ou a gente consegue
35:45reverter?
35:46Essa pergunta
35:47é muito interessante.
35:49Uma vez que a gente
35:49usa a testosterona
35:51exógena,
35:51seja por qualquer
35:52meio,
35:52injeção,
35:53gel ou qualquer
35:54tipo de testosterona
35:55exógena que a gente
35:56use,
35:56o nosso eixo
35:57do hipotálamo,
35:58hipófise do testículo,
35:59ele acaba desligando.
36:00Por quê?
36:01A gente percebe
36:01que não precisa mais
36:02mandar estímulo
36:03para o testículo
36:03produzir testosterona.
36:05Hoje o testículo
36:05produz 90,
36:0695%
36:07da testosterona
36:08do corpo,
36:08o resto é produzido
36:09pela adrenal.
36:10Uma vez que esse eixo
36:11é desligado,
36:12é muito difícil
36:14em alguns casos
36:14responder.
36:15E o problema
36:16não é só o eixo.
36:17O problema
36:17dos jovens
36:18usarem testosterona
36:19é o fato de,
36:20eventualmente,
36:21esse eixo
36:21poder ficar desligado
36:22para o resto da vida,
36:23ele tem que precisar
36:24disso para o resto da vida.
36:25Dois,
36:25o risco cardiovascular,
36:27embólico,
36:27que esse paciente vai ter.
36:29E uma coisa
36:29que a gente não está falando,
36:30que é muito importante
36:31nos pacientes jovens,
36:32o excesso de testosterona,
36:34o uso de testosterona,
36:35vamos colocar entre parênteses,
36:36recreativa,
36:37pode levar à infertilidade.
36:39Então,
36:39são fatores
36:40super importantes
36:41que essa população
36:42jovem não leva
36:42isso em conta.
36:43Como você trata
36:44a andropausa?
36:45No sentido clássico,
36:46a pessoa que diminui
36:47a testosterona.
36:48Você repõe necessariamente,
36:49você não repõe?
36:50Qual é a sua conduta?
36:51Quando o paciente
36:52procura a gente
36:53que ele tem
36:53um déficit importante
36:54de testosterona
36:55e tem esses sintomas,
36:57basicamente,
36:57que a gente conversou agora,
36:59a gente tem vários jeitos
37:00de a gente fazer reposição.
37:01Os principais
37:02é o uso de um gel
37:03de testosterona
37:03que o paciente
37:04pode usar diariamente
37:05ou tem algumas injeções
37:07que a gente pode usar
37:08uma vez por mês,
37:08uma vez a cada dois meses,
37:10dependendo do tipo
37:11de testosterona.
37:12O homem deve procurar
37:13o médico
37:14por conta da andropausa
37:16quando ele passa
37:17a sentir o quê?
37:18Cansaço,
37:20quando ele começa
37:21a ter dificuldade de foco,
37:22não consegue dormir direito,
37:25começa a ter perda
37:26da massa muscular
37:27e principalmente
37:28diminuição da libido,
37:30alteração da função sexual,
37:33aumento de gordura
37:34abdominal importante.
37:36São sintomas importantes
37:37para a gente começar
37:38a procurar um logista
37:39para ver se é por acaso
37:40e eventualmente
37:40as causas disso
37:41estão ligadas
37:42ao déficit
37:43de testosterona.
37:47Perguntas
37:47e respostas
37:50Nossos telespectadores,
37:51eles mandaram
37:52algumas perguntas
37:54que nós vamos agora
37:55responder.
37:55Vamos responder todas.
37:56A partir de que idade
37:57o homem passa a sentir
37:59os primeiros sinais
38:00de andropausa
38:01chamando de andropausa
38:02de verdade?
38:03Ótimo.
38:04Então, como a gente falou,
38:05a partir dos 30 anos
38:06a gente pode começar
38:06a ter uma queda
38:07de 1% a cada ano
38:08de testosterona,
38:09mas geralmente
38:10os primeiros sintomas
38:11os mais clássicos,
38:12todos esses que a gente
38:13conversou,
38:13eles começam a acontecer
38:14entre os 45 e 60 anos.
38:16Existe andropausa precoce?
38:19Existe andropausa precoce,
38:20sim.
38:22Principalmente
38:22naqueles casos
38:23que a gente acaba
38:24conversando, né?
38:25Imagina um menino
38:26de 30 anos,
38:27obeso, fumante,
38:28tabagista,
38:29leva uma vida estressada,
38:31não faz um exercício
38:32e ainda tiver
38:33uma genética ruim
38:34para isso?
38:34Muito provavelmente
38:35ele poderia começar
38:37a sua andropausa
38:38com 55, 60,
38:39pode ser que ele comece
38:40com 35,
38:41por conta
38:42do nível de vida
38:44que ele leva.
38:44O que muda
38:45na vida do paciente
38:46que tem andropausa
38:47e o fato de ele
38:48colocar e repor
38:49testosterona,
38:50ele volta ao normal?
38:52Ele volta
38:52na medida em que
38:54ele vai começar
38:55a ter melhora
38:55do apetite sexual,
38:57melhora da função sexual,
38:59vai começar
38:59a dormir melhor,
39:01tem vários trabalhos
39:01hoje que mostram
39:02uma relação importante
39:03entre testes e testosterona
39:04e apneia e ronco.
39:06Então, assim,
39:06com isso a gente consegue
39:07entrar numa seara
39:08em que esse paciente
39:09vai ter mais ânimo
39:10para fazer exercício,
39:12ele vai perder
39:12aquele fogo cerebral
39:13que ele tem,
39:14ele vai conseguir
39:14ter mais foco,
39:15vai enxergar as coisas
39:16de uma outra maneira
39:17mais viva,
39:18quer dizer, sim,
39:19ele melhora e melhora muito
39:20e os pacientes sentem
39:21muito essa melhora.
39:22Vejo que o doutor Oscar
39:22falou algo importante
39:23a respeito da questão
39:25do sono,
39:26a questão de dormir melhor
39:27e não ter ronco,
39:29são questões que,
39:30na verdade,
39:31elas têm sido recorrentes
39:33aqui no nosso programa
39:34e falam sobre
39:35expectativa de vida
39:36e longevidade.
39:36Definitivamente ligados
39:37com obesidade,
39:38com síndrome metabólica,
39:39tudo isso anda junto
39:41com a testosterona.
39:42Andropausa,
39:43tema importante,
39:45hoje bastante discutido,
39:47com aumento
39:48da expectativa de vida.
39:49E vamos para o nosso
39:50Papo de Saúde de hoje
39:52com as últimas notícias
39:53da semana.
39:55Papo de Saúde
39:59E no Papo de Saúde
40:00de hoje nós recebemos
40:02o cardiologista Bruno
40:03Stephan para explicar
40:04sobre as notícias
40:05da semana que estão
40:06disponíveis no nosso
40:07site da Jovem Pan.
40:08Já convido você
40:09a acessar
40:10jovempan.com.br
40:12A gente começa
40:13com uma notícia
40:14bem interessante
40:15sobre uma proibição
40:16da Anvisa,
40:17porque a Anvisa
40:17mandou recolher esmaltes
40:19da Impala
40:20com uma substância
40:20proibida.
40:21Isso porque
40:22a própria Agência Nacional
40:23de Vigilância Sanitária
40:25determinou esse recolhimento
40:26do esmalte gel
40:27da marca Impala
40:28por conter ali
40:29uma substância
40:30proibida em cosméticos,
40:31produtos de higiene pessoal
40:32e também perfumes
40:33aqui no Brasil.
40:35Doutor Bruno,
40:35eu queria começar
40:36conversando com o senhor
40:38e entender
40:38qual mal
40:40que pode fazer
40:40esse tipo de substância
40:42que vai ali
40:43nesse esmalte em gel
40:44que foi inclusive
40:45recolhido
40:46com essa determinação
40:47da Anvisa.
40:48Seja muito bem-vindo.
40:50Muito obrigado.
40:52Bom dia, Danúbia.
40:53É um alerta da Anvisa
40:55importante que fique claro
40:56não há motivo
40:56pra desespero
40:58nem pânico.
40:59Então a Anvisa
40:59atua exatamente
41:00pra prevenir
41:01que danos
41:03possam ocorrer
41:04do uso
41:04de substâncias.
41:05Então a substância
41:07que é utilizada
41:08pra secar
41:09o esmalte
41:10ela foi associada
41:12em alguns estudos
41:13com alteração
41:15da fertilidade
41:16e o risco maior
41:17de desenvolver
41:18alguns tipos
41:18de câncer.
41:20E que fique claro
41:21que não é
41:22o uso eventual
41:23que vai gerar
41:24esse aumento.
41:25Geralmente
41:26está relacionado
41:27a um uso
41:27mais crônico
41:29e um tempo
41:29maior de exposição
41:30a esses elementos.
41:31O risco maior
41:33está principalmente
41:34pras manicures
41:35que ficam mais
41:35expostas
41:36a esses ativos.
41:37Então a orientação
41:39realmente é de evitar
41:40produtos
41:41que usem
41:42esse elemento
41:43que é o TPO
41:43utilizado
41:44como efeito
41:46secante
41:46espessamento
41:47do esmalte
41:48pra efeito
41:49de secar
41:49mais rápido
41:50e secagem
41:50mais rápida
41:51e esse elemento
41:52ele pode a médio
41:53e longo prazo
41:54trazer esse risco
41:55à saúde.
41:56Doutor
41:56tem algumas
41:57questões
41:58que envolvem
41:59o gel
42:00e principalmente
42:01aquela cabine
42:02pra secagem
42:03muito se fala
42:05sobre o risco
42:05talvez o potencial
42:06por conta dos raios
42:08de câncer
42:08câncer de pele
42:09eu queria que o senhor
42:10falasse um pouco
42:11a respeito disso
42:12qual o risco
42:13pra quem faz
42:13o uso
42:14desse tipo
42:14de procedimento?
42:17O risco
42:18está associado
42:19ao tempo
42:20de exposição
42:21então
42:22geralmente
42:23quando esse tempo
42:24ele extrapola
42:2520 minutos
42:26por sessão
42:26esse risco
42:27aumenta
42:27então
42:28é
42:29moderar
42:30ponderar
42:31a exposição
42:32o uso
42:32e o tempo
42:33ao raio
42:33ultravioleta
42:34que é utilizado
42:35nesse processo
42:36de manejo
42:37de secagem
42:38no caso
42:39aí das unhas
42:40então
42:40se você não tem
42:42uma exposição
42:42muito acentuada
42:43esse risco
42:44aí é tranquilo
42:45ele é
42:46ele é considerado
42:47seguro
42:48evitar
42:48maiores exposições
42:50assim como o sol
42:51também
42:51em maiores exposições
42:53ele pode
42:54aumentar o risco
42:55de câncer de pele
42:56Doutor
42:56talvez
42:57se a pessoa
42:58estiver ainda assim
42:58na dúvida
42:59quiser usar
42:59por exemplo
43:00um protetor solar
43:01na mão
43:02é uma forma
43:03ou não resolve?
43:05o ideal
43:06é evitar
43:06o tempo
43:07de exposição
43:08porque
43:08usar o protetor
43:10solar na mão
43:10vai impedir
43:11também a ação
43:12do qual
43:13o produto
43:14ele se
43:14dispõe
43:15a fazer
43:16que é ajudar
43:17no processo
43:17de secagem
43:18também
43:18então
43:19o ideal
43:19é evitar
43:20a exposição
43:21e de forma
43:22mais controlada
43:23em menos tempo
43:24então
43:25o que se mostrou
43:26foi que
43:26tempos prolongados
43:27aumentam esse risco
43:28igual também
43:29a exposição prolongada
43:30aos raios
43:31ultravioletas
43:31do sol
43:32perfeito
43:33doutor
43:33a gente segue
43:33acompanhando
43:34nosso site
43:35jovempan.com.br
43:36e trazendo
43:37uma notícia
43:38também importante
43:38sobre morte
43:40súbita
43:41no esporte
43:42você se preocupa
43:43com seu rendimento
43:44durante um esporte
43:45de alta intensidade
43:47seja uma corrida
43:48uma pedalada
43:48natação
43:49mas o que muita gente
43:50acaba não sabendo
43:51é que o esforço
43:52extremo pode sim
43:53expor doenças cardíacas
43:54e até levar
43:56a morte súbita
43:57em casos graves
43:58então doutor
43:59com o senhor
44:00eu queria entender
44:00quais são os sinais
44:01que o corpo
44:02pode dar
44:03sobre esse
44:04cansaço
44:04extremo
44:06a orientação
44:07é que se a pessoa
44:08faz atividade física
44:09de alta intensidade
44:11tem mais de 40 anos
44:12é que ela passe
44:13por um rigoroso
44:14acompanhamento
44:15e uma avaliação
44:17cardiológica
44:17para poder submeter
44:18o organismo dele
44:19a esse estresse
44:20para evitar
44:21esse risco
44:21o risco
44:22ele não é
44:22muito elevado
44:23mas claro
44:24que sendo fatal
44:26ele acaba impactando
44:27muito nesse cenário
44:28então a forma
44:29de prevenção
44:30é a melhor
44:31se você tem
44:31mais de 40 anos
44:32e faz atividade
44:34de alta intensidade
44:35o ideal
44:35é que você procure
44:37um médico
44:37ou se você
44:38apresenta
44:39alguns sintomas
44:40que aí entrariam
44:40como sinais
44:42de alerta
44:42fadiga precoce
44:44palpitação
44:44falta de ar
44:46dores no peito
44:48então
44:48todos esses sinais
44:49eles podem estar
44:50mascarando
44:51uma doença cardíaca
44:52então o ideal
44:53é que se você tem sintoma
44:54tem mais de 40
44:55e faz atividade
44:57de alta intensidade
44:58que faça uma avaliação
44:59cardiovascular
45:00para evitar
45:01esse evento
45:02que pode ser fatal
45:03e pode ser o primeiro
45:04sinal inclusive
45:05de sintoma
45:05de uma doença
45:06cardiovascular
45:07a morte súbita
45:08pegando inclusive
45:09esse gancho
45:10sobre doença
45:11cardiovascular
45:11quem já é cardíaco
45:13já sabe
45:14dessa condição
45:16tem um risco
45:18maior
45:18então precisa
45:19de um cuidado
45:19e também
45:20se esses usos
45:22de suplementos
45:23que ajudam
45:23ali por exemplo
45:24acelerar o metabolismo
45:26a questão cardíaca
45:27a frequência cardíaca
45:28isso também é um risco
45:30é um risco
45:31e é uma atualidade
45:33que a gente observa
45:34principalmente
45:34em pessoas jovens
45:35que estão se expondo
45:37a esses ergogênicos
45:38para melhorar
45:39a performance
45:39então
45:40não é para fazer
45:41esse tipo de
45:43abordagem
45:44sem um acompanhamento
45:45principalmente
45:46se existe
45:47a suspeita
45:48de alguma doença
45:49cardíaca
45:50então precisa realmente
45:51fazer com controle
45:52alguns desses energéticos
45:53eles podem acelerar
45:55o coração
45:55e na vigência
45:56de uma doença
45:57de base
45:57essa maior demanda
45:59cardíaca
46:00pode predispor
46:01pode gerar
46:02um evento
46:03que pode ser
46:04arritmia
46:04e fatalmente
46:06um mal súbito
46:08uma morte súbita
46:09então
46:09não se aventurem
46:11a fazer uso
46:11desses ergogênicos
46:12sem passar
46:13numa devida avaliação
46:14com médico do esporte
46:15ou cardiologista
46:17perfeito doutor
46:18a gente também tem
46:19uma outra notícia
46:20a respeito
46:21daquele
46:22seu corpo sofre
46:23com barulho
46:24sem você perceber
46:25ou seja
46:26aquele zumbido
46:27no ouvido
46:27que às vezes
46:28começa por exemplo
46:28a te incomodar
46:30e você não entende
46:31muito bem
46:31o que está acontecendo
46:32isso porque
46:32o ouvido
46:33é um dos órgãos
46:34mais complexos
46:35e sensíveis
46:35do corpo humano
46:36e aí o excesso
46:38de ruído
46:38mexe com o cérebro
46:40inclusive
46:41e pode afetar
46:42o corpo
46:43como um todo
46:44doutor
46:45quais são ali
46:45os principais
46:46problemas
46:47que podem se desenvolver
46:48a partir desse ruído
46:50ali no ouvido
46:52o nosso cérebro
46:54ele é uma máquina
46:55que capta
46:56várias informações
46:57de forma simultânea
46:58e os padrões
47:00de ruído
47:00também
47:01eles podem
47:02causar
47:03um padrão
47:04de estresse
47:05na hora
47:05da captação
47:06desse ruído
47:07principalmente
47:07pela desarmonia
47:09e esse aumento
47:10desse ruído
47:11gerar um excesso
47:12de informação
47:13de processamento
47:14no nosso cérebro
47:15e causar
47:16um aumento
47:16do hormônio
47:17que é o cortisol
47:18o hormônio do estresse
47:19isso a médio
47:21longo prazo
47:21vai levar
47:22a alterações
47:23endócrinas
47:24que podem predispor
47:25a doenças
47:26como ganho de peso
47:28como pré-diabetes
47:30e sem o fato
47:31também
47:32de alterar
47:33o teu padrão
47:33de pensamento
47:34causar ansiedade
47:35perda de foco
47:37irritabilidade
47:38então organizar
47:40o padrão
47:42de som
47:42do ambiente
47:43é muito importante
47:44para a tua saúde
47:45como um todo
47:45uma outra questão
47:47é o fone
47:48de ouvido
47:49ele pode
47:50causar
47:51esse tipo
47:51de problema
47:52aquele zumbido
47:53no ouvido
47:54isso pode
47:54contribuir
47:56o fone
47:57de ouvido
47:58ele pode
47:58tanto ser
47:59uma ferramenta
48:00no tratamento
48:01do ruído
48:01se ele tiver
48:02a função
48:03de abafador
48:04como também
48:05ele pode ser
48:06um causador
48:07de dano
48:08no sistema
48:09auditivo
48:09se ele for
48:10utilizado
48:11em decibéis
48:11em intensidade
48:12sonora
48:13inadequada
48:15então dependendo
48:16de como
48:16você usa
48:17esses fones
48:17de ouvido
48:18você pode
48:19causar
48:19conforto
48:20ou desconforto
48:21e lesão
48:22às vezes
48:22a pessoa
48:23para mascarar
48:24o ruído
48:25ela usa
48:26um fone
48:26de ouvido
48:27com uma
48:27intensidade
48:28muito alta
48:28levando a
48:29uma lesão
48:30auditiva
48:30e essa
48:31lesão auditiva
48:32ela é manifestada
48:33através do zumbido
48:34então se a pessoa
48:35começou a perceber
48:36zumbido
48:37preste atenção
48:38que pode ser
48:39a manifestação
48:40de um início
48:41de um processo
48:41de perda auditiva
48:43tá certo
48:44doutor
48:44muito obrigada
48:45pelas suas
48:46informações
48:46dia 21 de março
48:48é o dia internacional
48:49da síndrome de Down
48:50uma data
48:51para lembrar
48:52que cada pessoa
48:53tem uma história
48:54sonhos
48:55e desafios
48:56a Júlia Firmino
48:57traz mais detalhes
48:58sobre essa data
48:58tão importante
48:59a síndrome de Down
49:01é uma condição
49:02genética
49:02presente
49:03desde o nascimento
49:04que influencia
49:05o desenvolvimento físico
49:06e também
49:07a aprendizagem
49:08no Brasil
49:09pessoas com síndrome de Down
49:10podem apresentar
49:11algumas questões
49:12de saúde
49:12como doenças
49:13cardíacas
49:14atraso na fala
49:16e alterações
49:17nos sistemas
49:18imunológico
49:19e neurológico
49:20essas condições
49:21não impedem
49:22uma vida
49:22ativa e plena
49:24embora não tenha cura
49:25a síndrome de Down
49:27conta com tratamentos
49:28e estímulos
49:29que contribuem
49:30para o desenvolvimento
49:31e a qualidade
49:31de vida
49:32Fernanda Pulfer
49:34é autônoma
49:35e mãe de Enrico
49:36de quatro anos
49:37que tem síndrome de Down
49:38ela reforça
49:40que a condição
49:40não é uma doença
49:41e conta que precisou
49:43flexibilizar a rotina
49:44para cuidar do filho
49:46por isso
49:46que a pessoa
49:47com síndrome de Down
49:48precisa fazer
49:49algumas terapias
49:50algumas estimulações
49:51o mais cedo possível
49:52o Enrico hoje
49:53faz oito sessões
49:55de terapia por semana
49:56é uma rotina
49:56super puxada
49:57aqui em casa
49:58a gente organizou
49:59de uma forma
50:00que eu consiga levá-lo
50:01mas isso infelizmente
50:02não é realidade
50:03na maioria das famílias
50:04na maioria das casas
50:05uma das partes
50:06normalmente a mãe
50:07acaba tendo que abrir mão
50:09da sua carreira
50:09da sua profissão
50:10para conseguir levar
50:11os filhos
50:12nos compromissos
50:13que são necessários
50:14essa é a realidade
50:15de muitas famílias
50:17que precisam
50:18se reorganizar
50:19segundo levantamentos
50:21quase metade
50:21das mães
50:22de crianças
50:23com deficiência
50:24deixa o trabalho
50:25para garantir
50:26o acompanhamento
50:26necessário
50:27Paulo Bonavides
50:28ator e influenciador
50:30e dentista
50:30tem chamado
50:31a atenção de pais
50:33e conquistado
50:34carinho de crianças
50:35com síndrome de Down
50:36com um atendimento
50:37diferenciado
50:38de forma descontraída
50:40e acolhedora
50:40o tio Paulo
50:41como é conhecido
50:42explica como consegue
50:44se conectar
50:45com os pacientes
50:46de um jeito
50:46tão especial
50:47e aí brinca daqui
50:49brinca de lá
50:49e a cadeira sobe
50:50porque minha cadeira
50:51não tem botão
50:52ela sobe com mágica
50:53o dente não sai pela boca
50:54sai pelo ouvido
50:55meu trabalho é mais ou menos assim
50:57entrar no mundo da criança mesmo
50:58então eu trabalho
50:59com o tênis
51:00eu trabalho
51:01sem ser de branco
51:03para ficar igual o papai
51:04a minha luva
51:05eu coloco
51:06porque a minha mão
51:06está sempre fedida
51:07e eu falo que a minha torneira
51:08quebrou
51:09então tudo que eu puder
51:11trazer essa criança
51:12para o meu lado
51:13e tirar essa doutorite
51:15de biossegurança
51:16eu estou fazendo
51:17a biossegurança
51:18mas disfarçada
51:19eu não preciso fazer isso
51:21de uma forma
51:21onde eu preciso mostrar
51:23agulha para a criança
51:24eu posso dizer que eu
51:25esqueci de dar manicure
51:27e a minha unha está grande
51:29ai minha unha beliscou
51:30e quando a criança está vendo
51:31ela já está sendo anestesiada
51:32ela não passou por aquele trauma
51:34que muitos de nós passamos
51:35quando éramos criança
51:36é no consultório
51:38que acontece essa conexão
51:39um espaço
51:40onde o cuidado
51:41se transforma
51:42em confiança
51:43como lembra a Fernanda
51:45a informação ainda
51:46é uma das principais
51:48ferramentas
51:48para combater o preconceito
51:50e ampliar a inclusão
51:52é por meio dela
51:53que muitas barreiras
51:54começam a ser quebradas
51:55e é justamente
51:56sobre esse olhar
51:57para si
51:58que Paulo faz um alerta
52:00em meio a dedicação
52:01aos filhos
52:02muitas mães
52:03acabam se colocando
52:04em segundo plano
52:05e isso precisa mudar
52:08mas eu também
52:09daria um recado
52:10dessas mães
52:11não se limitarem
52:12a serem mães
52:14de pacientes
52:14com síndrome de Down
52:15porque eu acho
52:16que o síndrome de Down
52:17ele tem tudo
52:18para um dia
52:19caminhar sozinho
52:20tem síndrome de Down
52:21que é casado
52:22tem síndrome de Down
52:23que é empregado
52:24tem síndrome de Down
52:25que trabalha
52:25tem síndrome de Down
52:26que estuda
52:27eu acho que o síndrome de Down
52:28ele é muito mais
52:29do que só
52:30a síndrome de Down
52:31a síndrome de Down
52:32é só um detalhe
52:33que veio ali com ele
52:34por algum motivo
52:35mas eu acho
52:36que tem muito mais coisa
52:37para ser aproveitado
52:38na vida dessa mãe
52:39dessa criança
52:40desse pai
52:41de quem está ali
52:41convivendo com esse paciente
52:42o dia internacional
52:44da síndrome de Down
52:45celebrado no dia 21 de março
52:47deixa uma reflexão
52:48a condição
52:49não define uma pessoa
52:51é apenas uma parte
52:52da sua história
52:53cada indivíduo
52:54é o único
52:55com suas dificuldades
52:56conquistas
52:57sonhos e objetivos
52:58trata-se de garantir
53:00respeito
53:00compreensão
53:01e inclusão
53:02e que todos
53:03possam ter isso
53:04e assim a gente
53:05fecha o nosso
53:06encontro de hoje
53:07espero que as dicas
53:08do psicólogo
53:09Yuri Buzin
53:10e o doutor
53:10Cláudio Lutenberg
53:11com o doutor Oscar
53:12ajudem você
53:13a começar a semana
53:14com mais leveza
53:15ficou com alguma dúvida
53:16ou tem algum tema
53:17que você quer ver aqui
53:18o nosso canal direto
53:19é o saúde
53:20arroba jovempan
53:21ponto com ponto br
53:23eu leio tudo
53:23e ó
53:24se perder algum detalhe
53:25ou quer rever aquele papo
53:26sobre burnout
53:27é só correr pro youtube
53:28da jovem pan
53:29ou no panflix
53:31me conta o que você achou
53:32lá no meu instagram
53:33arroba danubeabraga
53:34e no nosso instagram
53:35também da jovem pan
53:36arroba jovempan news
53:38a gente se encontra
53:39na semana que vem
53:40até lá
53:40priorize você
53:42e tenha uma semana
53:43com muita saúde
53:51a opinião dos nossos comentaristas
53:54não reflete necessariamente
53:56a opinião do grupo
53:57jovem pan de comunicação
54:03realização jovem pan
54:05realização jovem pan
54:05e aí
54:06e aí
54:06e aí
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