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  • há 16 horas

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Diversão
Transcrição
00:14A CIDADE NO BRASIL
00:47A CIDADE NO BRASIL
01:07A CIDADE NO BRASIL
01:13A CIDADE NO BRASIL
01:17A CIDADE NO BRASIL
01:19A CIDADE NO BRASIL
01:47A CIDADE NO BRASIL
02:16A CIDADE NO BRASIL
02:19A CIDADE NO BRASIL
03:07A CIDADE NO BRASIL
03:10A CIDADE NO BRASIL
03:56A CIDADE NO BRASIL
04:01A CIDADE NO BRASIL
04:10A CIDADE NO BRASIL
04:21A CIDADE NO BRASIL
04:25A CIDADE NO BRASIL
04:38A CIDADE NO BRASIL
04:41A CIDADE NO BRASIL
04:45A CIDADE NO BRASIL
05:15
05:31CIDADE NO BRASIL
05:33A CIDADE NO BRASIL
05:52CIDADE NO BRASIL
05:54A CIDADE NO BRASIL
06:03O CIDADE NO BRASIL
06:31OUFRE
06:33Olha, eu vou falar com o Sandro.
06:38Se ele deixar, o senhor se incorpora ao nosso grupo.
06:43Tá bom?
06:46Tá ótimo.
06:49Marcos, eu compreendo o seu problema.
06:50Compreendo mesmo.
06:51Eu sei que a solução não é fácil, não.
06:54Ô, Sandro, eu quero que você saiba que...
06:58Essa é a primeira vez que eu tô falando com esse problema com alguém.
07:02Isso, pra mim, é um negócio muito humilhante.
07:05Não, humilhante, não, não, não.
07:06Pra mim, eu fico desse tamaninho.
07:07Eu acho até que precisa ter muita coragem pra admitir que errou.
07:10Você tá admitindo.
07:12Sabe o que eu digo sempre pra Karina?
07:15Parece frase feita e tudo, mas...
07:17Querer é poder.
07:19Se você quer uma coisa de verdade, deseja com toda a força,
07:22você consegue essa coisa.
07:23Isso é a força do pensamento.
07:24Não, rapaz, mas isso aí tá legal.
07:26Mas isso aí é pra gente jovem.
07:27Isso aí é...
07:28Pra gente com garra, a gente com...
07:31Sabe, gente jovem.
07:32E você, vem aí.
07:35Não, né, pô.
07:36Eu também, é pior.
07:37Eu acho que sou um pai fracassado.
07:40Pai fracassado.
07:42Mas todo mundo tem seu dia de baixo astral.
07:45Mas o cara cai, levanta e continua lutando.
07:48Isso aí é a vida, sabe?
07:50Não pode se entregar desse jeito.
07:53Depressão, desânimo, não.
07:54Mas, mas, escuta aqui, eu tentei, cara.
07:56Eu tentei.
07:56Palavra de rock, eu tentei.
07:58Não sei, você talvez não saiba não, mas eu tentei.
08:01Inclusive, por isso é que eu tô tentando essa coisa que você sabe do segundo casamento.
08:05E aí que tá seu erro.
08:06Como meu erro?
08:07Pô, você leu a carta do menino.
08:09Você leu o trabalho dele no filho.
08:10Mas o erro não tá no segundo casamento, Marcos.
08:12Tá na maneira que você encontrou de procurar uma noiva.
08:17Sabe, outra frase feita.
08:19Mas casamento é um passo muito importante mesmo.
08:22Ainda mais pra você, que já teve uma primeira experiência e tem um batalhão de filhos.
08:26Escuta, Sano.
08:26Pera aí, deixa eu te explicar uma coisa.
08:28Você só pode se casar por amor.
08:30Não, mas...
08:30E com uma pessoa que possa vir a amar seus filhos.
08:33Sim, mas isso a gente...
08:34Esse tipo de amor você não vai conseguir.
08:36Nas candidatas que pintam do seu hotel você leva pra sua casa.
08:39Pode crescer.
08:40Pode.
08:40Pera aí, sabe o que acontece?
08:43A gente não corre atrás do amor, Marcos.
08:46Ele aparece na frente da gente, né?
08:49Mas é...
08:50Tchuf!
08:51É, quando a gente menos espera...
08:54Tchuf!
08:57Mar, onde é que ela está?
09:01Mar, mas você deixou?
09:04É, mas a minha ocadinha você não deixou.
09:07Isso aí?
09:09Mar, não, nada, nada.
09:11Eu telefonei pro telefonar pra saber.
09:13Tá, tá certo.
09:14Até amanhã.
09:15Você sabe onde a Karina está?
09:18Dentro da cela.
09:19Mas o que é isso?
09:20O Joel não nos deixou entrar na cela.
09:21Pois é, mas a Karina ele deixou.
09:23Esse Joel é um salafrário.
09:26Além de incompetente, o Romeu tem razão.
09:28É, desgraçado.
09:30Ela lá na cela, com a frente.
09:31Assim, sai da frente, mulher.
09:33Por medo, seu Napoleão.
09:34Você não vê que eu tô nervoso?
09:35É muito bom que o seu Romeu tenha visita pra ele se distrair um pouco, né?
09:38Distrair o raio que o parta.
09:40Traidor.
09:43Que desgraçado, né?
09:44Ele não é desgraçado, não.
09:45Eu gosto muito do seu Romeu.
09:46Ele é muito bom.
09:47Vai lá, vai pra cozinha, vai.
09:49Defensora dos indefensáveis.
09:50Eu acho que isso não é certo, né?
09:53Nós estamos aqui.
09:54E os dois batendo papo lá dentro da cela.
09:56O que é isso?
09:57Mas é a última visita que ela faz lá na cela.
09:59Mas a última, e ela não volta lá.
10:01Se ela quiser ir.
10:02Bom, eu não deixo.
10:04Mas isso é bem coisa do Romeu, sabe?
10:06Aposto que foi ele que pediu pra ela entrar na cela, sabe?
10:09O Romeu com aquela cara de pateta, sabe?
10:11É um fingido de marca maior.
10:13É, ele banca o bonzinho.
10:14É esse o golpe dele.
10:15Se faz de vítima.
10:17E a Karina acredita, né?
10:21Cênico, cênico.
10:26Candinho, o que é isso, Candinho?
10:30Tanto que eles falam, o Marcos e o Sandro.
10:34Mas na sua conta, Candinho.
10:37O Marcos deve ter algum segredo pra contar.
10:40O Sandro, senão eu já vim pra cá.
10:41Estão de porta fechada.
10:43Você não tem nada a ver com isso, Candinho.
10:52Essa é boa.
10:53Eu vou contar pro Sandro quando chegar na fazenda.
10:55Já chega, né?
10:56Bom, pode.
10:57Mais cinco minutinhos, xerife.
10:59Você nem devia ter entrado, Karina.
11:01Cinco minutinhos só, xerife.
11:03Você já acabou nada.
11:04Não seja intolerante, é uma visita.
11:06Não pode, gente.
11:07Eu preciso...
11:10Então...
11:11Viu um cafezinho pra ela?
11:12É.
11:13Ela toma cafezinho comigo lá no gabinete.
11:16Tá bom?
11:17Então tá bem.
11:19Você faz o seguinte, tia, que você está aqui na cidade.
11:22Você aproveita pra ver o doutor Assunção.
11:23Pra ele dar uma olhadinha nessa sua anemia.
11:26Boa ideia, tio Romeu.
11:27Pelo menos o tio Candinho para de me encher de tanto remédio.
11:29Claro.
11:30Não é?
11:30É lógico.
11:31Então tá.
11:34Então...
11:34Até amanhã.
11:38Obrigado, minha filha.
11:44Como foi que o senhor disse?
11:48Fala de novo.
11:53Minha filha.
11:59Tchau, tchau.
12:41Tchau.
12:56Onde é essa estrela tão brilhante e vai essa hora do dia?
13:00Vou encontrar minha amiga e não preciso de se ser homem.
13:04Dá licença.
13:05É, mas eu quero.
13:06Eu tava querendo te encontrar mesmo.
13:10Sabia que olhando assim de perto você é dez vezes mais bonita?
13:14Eu tava morrendo de vontade de ficar sozinho com você.
13:17Eu não gosto do teu jeito.
13:19Dá licença.
13:19É?
13:21De que jeito você quer que eu seja?
13:23É só você falar.
13:25Eu sou teu escravo.
13:28Deixa eu passar.
13:31Espera aí, garota.
13:33Espera.
13:36Deixa eu olhar o teu olho de perto.
13:39Tua boca.
13:41De onde você saiu, hein?
13:45Do mar?
13:46De uma nuvem?
13:48Ou é um presente dos deuses?
13:52Olha que você aplica esse golpe nas gatinhas da cidade, tá?
13:56Eu não nasci ontem.
13:58Não caio no teu chavão barato.
14:01Não é chavão barato, não.
14:03Tô falando a verdade.
14:04Hoje é um dia muito especial pra mim, sabia?
14:07Sabe por quê?
14:11Porque hoje eu cheguei perto de você.
14:15Eu senti o teu cheiro.
14:17Cary, vambora.
14:20Vem cá, pé.
14:22Vem cá.
14:24Como é que você chama a Karina?
14:27Cary.
14:28Cary.
14:29É.
14:30O pé tem bom gosto.
14:32Cary é muito mais bonito.
14:35Mais íntimo.
14:38Você é louco?
14:39A gente tá no meio da rua.
14:42É.
14:42Por quê?
14:43Se não tivesse no meio da rua, podia...
14:46Vem, pé.
14:47Vambora.
14:48É o seguinte, garota.
14:49Nós vamos nos encontrar outras vezes.
14:52Eu quero.
14:53Eu preciso.
14:57Pronto, pé.
14:58Pé.
14:59Dá um beijinho no raio, dá?
15:02Viu como ele é bonzinho?
15:04Ele dá.
15:05Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada.
15:09Yeah, yeah.
15:12Fidel com o mochete, num sarro de você que não faz nada.
15:16Yeah, yeah.
15:19E eu começo a achar normal com o boçal, atire bombas na empaixada.
15:23Yeah, yeah.
15:27Se tudo passa, talvez você passe por aqui.
15:34Geste.
15:34Poxa, cara, e mais até aqui?
15:37Ele me cercou, Renata.
15:38Juro que tá.
15:39A resposta é sempre a minha, mas você sempre dá essa desculpa.
15:43Tudo bem.
15:44E o seu Romeu, como é que ele tá?
15:46Tá mal.
15:48Tadinho, se você visse, Renata.
15:51É de partir o coração, sabia?
15:52Tá.
15:56Sabe o que ele falou pra mim?
15:57Ah.
15:57Ele falou pra eu aproveitar que eu tô aqui na cidade e ir lá no doutor Assunção,
16:01pra ver o negócio da anemia.
16:02Pois eu acho uma boa ideia, sabia?
16:04Acha mesmo?
16:04Claro, assim você vai ficar sabendo.
16:06Tu vai comigo?
16:06Claro, vamos nessa.
16:07Não, vamos.
16:08Vamos lá, Pé.
16:11Vai assustar sua avó.
16:13Mas o que você tá fazendo?
16:14Eu quero escutar.
16:15Mas você tá louca, eles abrem a porta, te pegam aqui.
16:17Eu quero saber o que é que o Marcos veio encontrar pro santo.
16:20Mas você não tem nada com isso.
16:22Vamos embora, Cadi.
16:23Que coisa, meu Deus.
16:25Agora, Marcos, eu tô dizendo tudo isso.
16:27Eu acho que você deveria se aconselhar com uma pessoa mais esclarecida que eu, com um amigo seu.
16:32Não, não sei, não é mais esclarecido.
16:34Eu tentei, inclusive, eu pensei até em me aconselhar com o Victor.
16:38Não sei se você conhece o médico.
16:39Doutor Assunção.
16:40Doutor Assunção, exatamente.
16:41Ele, ele, o, você sabe que o casamento dele é um casamento que não foi pra diante.
16:46Não é um fracassado, é um negócio fracassado.
16:47Ele vive metendo pau na mulher dele, vive metendo pau no casamento.
16:50Ele, ele, ele, ele diz, pô, diz pra todo mundo, não casa, não casa, que é uma besteira.
16:54Agora, o cara não tem filhos, quer dizer, ele não tem a menor experiência.
16:57Como é que eu vou conversar com um cara que não tem...
16:59Eu também não tenho filhos.
17:00Sim, mas você tem o pé de meia como se fosse teu filho.
17:02Depois você é um cara sensível, você é um artista, pô, né?
17:05Sabe, eu acho que se você tentar fazer como eu sugeri, pode ser que dê certo.
17:11Isso não der, eu tenho medo de fracassar.
17:16Marcos, deixa eu tentar explicar o que eu acho.
17:21Tudo começou quando você ficou viúvo e resolveu preencher o papel da sua mulher com as crianças.
17:27Você quis ser pai e mãe ao mesmo tempo?
17:29Não pode, pai é pai, mãe é mãe, o resultado foi esse, né?
17:32As crianças tomaram conta de você, sua casa é uma bagunça.
17:35Minha culpa.
17:37Eu acho que você vai precisar de ajuda, mas eu tô falando por mim.
17:40Eu tenho que conversar com a Renata antes, eu nem sei se ela vai aceitar.
17:43Não, não, inclusive eu gostaria que você falasse com ela.
17:46Eu dobro o salário dela.
17:48Certo, mas mesmo assim seria uma solução provisória.
17:50A gente vai ficar muito pouco tempo aqui.
17:52Não, tudo bem, olha aqui, você explica tudinho pra ela.
17:56E até lá eu arranjo uma outra governanta, quer dizer, não tem que explicar.
18:00Explica nada.
18:01Ela já entendeu tudo que tá se passando lá.
18:03Já?
18:04Tudo, tudo.
18:05Então, agora, peraí, Marcos, você vai ter que me dar a sua palavra de honra que você
18:10vai tentar fazer como eu sugeri.
18:15Sem nenhuma recaída, tá?
18:18Sem nenhuma recaída.
18:19E lembra só uma coisa, é em benefício dos seus filhos.
18:49Oi, Chico.
18:50Oh, Filho, Karina, boa tarde.
18:53Como é que tá, migulô?
18:55Oi, Chico, tudo bem?
18:57Tudo bom, Renata.
18:58Chico, te deram o cavalo?
19:02Andando?
19:03Não.
19:04Eu vou falar com o tio Napoleão.
19:06Pode deixar.
19:07Karina, moça boa.
19:10Você que é bom, Chico.
19:12Você gosta das crianças, todo mundo gosta de você.
19:14E eu gosto também.
19:16Eu também.
19:17Vai vir visitar.
19:19É casa pobrinha, mas gente boa cabe lá.
19:22Boa ideia.
19:24Sabe o que eu vou fazer?
19:25Eu vou te levar o cavalo pra sua casa, tá bom?
19:28Tá bom, eu vou esperar.
19:31É, migulô.
19:33Vamos, então?
19:34Vamos.
19:35Tchau, Chico.
19:36Tchau.
19:36Tchau, Chico.
19:37Tchau, migulô.
19:38Tchau, Chico.
19:39Tchau, Renata.
19:40Tchau.
19:44Pois é, mas na próxima reunião a gente vai.
19:46Isso.
19:47A reunião foi muito boa.
19:49Minhas pessoas se conscientizaram das obras que devem ser feitas na igreja.
19:53Bom, enfim.
19:53Bom, pode contar comigo.
19:55Karina.
19:56Oi.
19:56O Vitor tá chamando, pode entrar, vai lá.
19:58Tá.
19:59Obrigada.
19:59Dá licença.
20:00Pé.
20:01Já volto, tá?
20:01Me espera aqui.
20:02Vamos sentar, gente, vai.
20:04Fica à vontade.
20:05Você vai, Pé.
20:06Olha a janela.
20:07Não bota o pé na parede, né?
20:10Mas, dona Renata, vocês acabaram não podendo ir embora, né?
20:13Pois é, não deu.
20:14Por causa do garotinho?
20:15Foi, mas vai dar tudo certo.
20:17Ih, olha aqui, olha.
20:19Essa história de adoção é uma confusão, é uma encrencalhada.
20:23Eu não tô querendo lhe desanimar, não.
20:24Mas eu só tô dizendo isso porque eu tô nem até um exemplo.
20:27Ela é como se fosse minha irmã de verdade.
20:28Mas acontece que na época a minha mãe não foi lá no cartório fazer o negócio como
20:33é que tinha que ser feito legalmente.
20:34Deu a maior confusão.
20:36Não foi, Antonieta?
20:37Pois é, porque o que aconteceu foi o seguinte.
20:39A Antonieta era empregada, era filha de uma empregada nossa lá de casa, né?
20:43A mãe morreu quando ela tinha nove anos de idade.
20:46A minha mãe ficou com pena, coração mole.
20:49A senhora sabe com essas coisas, né?
20:51Pegou a Antonieta pra criar.
20:52Só que não tinha registro, não tinha papel, não tinha nada.
20:55Deu a maior confusão.
20:56Tô lhe falando, não foi, Antonieta?
20:57Pois é, eu não sabia.
20:59Não é.
21:00Agora, tá difícil lá dentro, né?
21:03Tá demorando, não achando?
21:05Afinal de contas, a Karina tá doente mesmo?
21:07Tá, quer dizer, ela tava com um problema de anemia.
21:10Ela veio aqui pra ver como é que tá uma coisa.
21:14Ah, anemia, eu sei.
21:23Pronto, tia, eu já escrevi.
21:24Ele vai receber hoje mesmo, eu vou botar na carta.
21:26Não, não, não, você não, manda o Laerte.
21:28Será?
21:29É, tá dando sopa mesmo?
21:31É.
21:32Mas antes, vamos conversar direito sobre essa besteira de você mandar a Karola no seu lugar?
21:36É só no começo, tia.
21:37Você tá fazendo uma besteira do tamanho de um bonde.
21:40Ah, tia.
21:42Como é que eu posso querer que ele queira alguma coisa comigo se eu sou assim?
21:48Mas é por isso mesmo, querida.
21:51Pensa bem.
21:53Ele tá apaixonado pela esperança.
21:55Aí, vai a Karola, ele pensa que ele vai gamar na Karola, minha filha.
22:00É a mesma coisa que acender um palito de fósforo perto de um barril de gasolina.
22:06Não, não, tia.
22:09A Karola vai e aos poucos ela começa a falar de mim pra ele e ela começa a explicar até
22:17que...
22:18Até que ela diz que a esperança sou eu e não ela.
22:23E se for tarde demais?
22:26Não fala isso, tia.
22:28Mas, pombas, puxa vida!
22:30Minha nossa senhora, mas você parece um burro e quando empaca no certo lugar, vai você!
22:35Eu não quero, eu quero que vá a Karola, acabou.
22:37Tá bom, tá bom, o chapeuzinho vermelho.
22:40Não está mais aqui quem falou, olha, eu lavo as mãos.
22:42Então vai, vai a Karola, tudo bem.
22:44Mas depois não diga que eu não avisei, hein?
22:48Eu não posso aparecer pra ele, tia.
22:51Pelo menos por enquanto eu não posso.
22:53Tá bom, não precisa chorar, querida.
22:55Não precisa chorar.
22:57O Laerte leva.
23:00Ah, meu Deus.
23:01E eu ainda acho que você devia levar.
23:26Vai sair?
23:27Vou falar com o Laerte.
23:29Falar o que com o Laerte?
23:30Ah, não, violão.
23:30Comigo não.
23:31Vai tomar conta da minha vida agora?
23:33Me esquece.
23:34Ah, comigo não.
23:36Ah, ô, Ana!
23:38Que é?
23:39Vai ver se eu tô na esquina.
23:58O Laerte foi na caixa da rádio.
24:05Ah, quer dizer que esse aqui é o Dito Cujo?
24:08Mas que falta de respeito é essa?
24:10Que isso, garoto?
24:11Se enxerga?
24:12Vai, põe lá e esqueça o que viu.
24:15Tem que ser a sua rapa?
24:17É.
24:18Boca de sirina.
24:19Vai, vai.
24:20Rápido.
24:27Tumbo Toledo Programa As Mais Belas Cartas de Amor.
24:40Tão demorando, né?
24:41Você não devia ter deixado a Karine sozinha no charrete.
24:44Lová, calma.
24:45Gente, ela sabe dirigir.
24:46Não tem problema, não.
24:47Vai.
24:53Mas até que o Max tanto falava com você, hein?
24:57Nada.
24:58Feio bater papo.
24:59Sim, sei que era papo.
25:00Mas qual era o assunto?
25:01Ô, Candinho, não seja curioso.
25:04Pronto.
25:05É, chegaram.
25:06Pronto.
25:06Estão entrando lá pelo forno.
25:08Acabou.
25:08Ainda bem.
25:09Ai, pê.
25:11Gente, pê.
25:12Tô me enforcando.
25:13Pê, não tá doendo muito.
25:14Obrigado, sabia, até.
25:15Você tá muito focada.
25:17Como demorava.
25:19Oi.
25:20A gente passou lá no doutor Assumpção.
25:23Eu fui lá para me estar tudo bem.
25:25Sabe o que ele disse?
25:26Não.
25:27Que eu tô nove em folha.
25:28Zero quilômetro.
25:29Ô, Carine, que bom.
25:32Renata, vem cá um pouquinho.
25:35O que é?
25:36Não, não.
25:36Eu queria falar uma coisa com você.
25:38Vem, Carine.
25:39Não, é um particular.
25:41Não, não pode.
25:42Vem cá.
25:44Pegou a maninha deles, né?
25:46É.
25:50Ah, você chegou.
25:51E a Carine?
25:52A Carine está ali fora, na varanda.
25:54Ah, sim.
25:55O que é?
25:57Oi.
25:58Oi.
26:00Ué, chegou bem.
26:01Cheguei.
26:02Como é que achou o Romeu?
26:04Muito triste.
26:05Muito mesmo.
26:07É, isso é bom que ele aprende, né?
26:09Ele é muito ingênuo.
26:10Igual a você, Carine.
26:11Não, eu sou mais esperto, né?
26:13Hum, sei.
26:15O Joel falou que ele vai continuar preso.
26:19Mas eu prometi que eu vou lá amanhã passar umas horas com ele.
26:23Não pode.
26:24Claro.
26:25Uma moça na cadeia?
26:26O que é isso?
26:28Ah, vocês precisam escutar uma coisa.
26:31Presta atenção.
26:31O que é isso?
26:35Nunca fui contrabandista.
26:38O Joel é incompetente.
26:40Por isso que essa cidade nunca vai mesmo pra frente.
26:44Estou aqui nessa prisão, mas que triste é a minha sina.
26:49E sofro na solidão a saudade de Carina.
26:54Que o Romeu fez pra mim.
26:57Porcaria diversa.
26:59É, o Castro Alves de Rio Belo.
27:01Eu acho lindo.
27:23Chamou, Madri?
27:25Sabiá, você sabe onde se fiou o Casagrande?
27:28Outra vez, Madri?
27:29Ai, meu filho, o seu Napoleão tá muito nervoso.
27:32O seu candinho, então, nem se fala.
27:33Já pensou quando o seu Romeu voltar?
27:35Mas eu não sei.
27:38Quando foi a última vez que você viu esse pato?
27:41Faz uns dois dias.
27:43Então esse bicho tem que aparecer.
27:46Mas não foi eu, Madri.
27:49Você jura por Deus, meu filho?
27:51Eu juro por tudo quanto é mais sagrado que eu não pus a mão no Casagrande.
27:55A senhora não acredita mais em mim, né?
27:58Acredito sim, meu filho.
28:01Ah...
28:03O que foi?
28:04Nada, não, nada, não.
28:06Você não disse, Madri?
28:10É um ótimo sujeito.
28:12Ótimo.
28:12Mas tá inteiramente perdido.
28:15Ele perdeu o controle do barco.
28:18O barco tá adernando pra um lado, adernando pro outro.
28:20Tá fazendo água, tá a deriva, porque o Marcos é um péssimo capitão.
28:25Sandro, e eu entendo alguma coisa de barco?
28:27Ah, Renata, você sabe exatamente o que eu tô querendo dizer.
28:31Nada de barco.
28:32Enfim, é isso.
28:33O Marcos chegou aqui pedindo ajuda.
28:38E eu disse a ele, não, que eu ia conversar com você.
28:41Ia tentar convencer você.
28:44Aquela filha dele é intragável, Sandro.
28:47Encontrei com ela agora, me deu uma hora esnobada, sabe?
28:50Ela é sem educação, mal criada, chata.
28:53E vai continuar sendo assim se você não ajudar o pai dela.
28:57Que pai dela, Sandro?
28:59Olha, aquelas crianças deram graças a Deus a hora que eu saí daquela casa.
29:02As crianças, as crianças também precisam e muito de você.
29:08Bom, Renata, posso telefonar pro Marcos?
29:24Sandro, eu não vou ter a menor autoridade.
29:26Vai, senhora, vai, porque ele prometeu que vai.
29:28Prometeu, eu faço, ele desfaz.
29:31Dessa vez vai ser diferente, Renata.
29:35Renata, posso telefonar pro Marcos?
29:37É por pouco tempo.
29:38Logo, logo a gente vai viajar, você vai com a gente.
29:42Posso telefonar?
29:46O que foi?
29:51O que foi, Renata? Fala.
29:56Fernanda Carina tem toda razão.
29:57Você é tão misteriosa.
29:59Você não confia na gente.
30:03Abre seu coração, Renata.
30:05Fala.
30:12O que eu digo pro Marcos?
30:16Você diz pra ele que eu faço o que você quiser.
30:21Oi, gracinha.
30:24Gracinha, eu vou telefonar pra ele, tá?
30:26Eu vou ficar feliz.
30:40Aí eu fui lá no doutor Assunção
30:42e ele falou que eu tô nova em folha.
30:45Não precisa mais tomar remédio.
30:46Tô boa.
30:47Graças a Deus.
30:48Que bom.
30:49Aí de repente apareceu aquela Fifi,
30:51aquela mulherzinha horrorosa.
30:53Ela fez uma cena de ciúme, tio Cantinho.
30:55no meio do consultório, uma bacharia.
30:58Ela é muito grossa.
30:59Ela pega no pé daquele coitado.
31:03Eu também vi o Chico lá na praça.
31:05Ah, o Chico.
31:06Já voltou, é.
31:09Eu falei pra ele
31:11que eu ia falar com o senhor
31:12pra dar um cavalo pra ele.
31:15Ótimo.
31:16Mas ele já tem um jumentinho, né?
31:19O jumentinho não aguenta ele não, tio Napoleão.
31:21Você não viu?
31:22Muito pequenininho, né, tio Cantinho?
31:24Ele quer mesmo um cavalo.
31:25Ah, ótimo.
31:27O senhor vai dar, não vai?
31:33Tá bom, tá bom.
31:37Obrigada.
31:40Obrigado digo eu.
31:51Eu gostei tanto de ser chamado de...
31:56Minha filha.
32:07Chegou da rua muito esquisito, vocês são.
32:11Eu reparei.
32:13Olha, mal olhou na minha cara.
32:17Ah, que isso?
32:18Não fica assim, não.
32:19Isso passa.
32:21É jeito dele.
32:22Seu pai não guarda raiva de ninguém.
32:24É, isso é, né?
32:28Ah, o Romeu está abusando, né?
32:32Ah, é, aproveitando da situação.
32:34Uma covardia.
32:36Eu também vou fazer um verso pra Carina.
32:38Não seja idiota, Cantinho.
32:41É, escreveu.
32:42Por que eu não posso também fazer verso?
32:44Chama ele de minha filha.
32:45Pois é, traidor.
32:48Mas ela está toda derretida, né?
32:50Que você viu que ela...
32:51Diz que vai visitar ele lá na cadeia.
32:53Vai visitar coisa nenhuma que eu não deixo.
32:55Nós temos que impedir de qualquer maneira.
32:57Ah, já sei.
32:58Eu vou quebrar charrete.
33:00Quebrar charrete.
33:01Você está tão fraco que não consegue quebrar nenhum ovo?
33:04Mas não adianta.
33:05Ela vai de jipe, vai de caminhão, vai de qualquer jeito.
33:07Não adianta, meu Deus.
33:09Ela não vai.
33:10Nós temos que impedir que ela visite o Romeu amanhã.
33:13Olha, me ajuda a pensar.
33:15Estou fraco.
33:16Como é que eu posso pensar?
33:17Estou pensando.
33:19Está vindo?
33:20Vai chamar a Conceição lá dentro, vai?
33:24Não.
33:26Bom, e aí?
33:27Pode você saber qual é o assunto da mesa redonda?
33:30Deixa a Conceição chegar.
33:33Ô, Marcos, eu estou cheio dessas reuniões.
33:35Você fala feito um papagaio.
33:37Dá conselhos, faz discurso e não acontece nada.
33:40Hoje é diferente.
33:43Ah, que mistério, meu Deus.
33:50Senta aí, Conceição.
33:53Fala de uma vez, seu Marco.
33:54Eu tenho muito o que fazer na cozinha.
33:55Essa reunião é muito importante.
33:57O senhor sempre diz a mesma coisa.
33:59Pois é, mas hoje é diferente.
34:02Marcos, o único assunto importante aqui
34:04seria você anunciar
34:06que vai pôr os seus filhos num colégio interno, ouviu?
34:09Ah, avô, eu tenho a dó.
34:10Colégio interno, eu não vou.
34:12Nem eu.
34:13Nem eu.
34:14Fecha!
34:19Não é a primeira vez que a gente reúne aqui
34:21o Conselho de Família.
34:21Agora, dessa vez,
34:23é porque eu quero dizer uma coisa
34:24muito importante pra vocês.
34:26É uma decisão que eu tomei.
34:27É uma decisão importantíssima.
34:30Cala a boca, Nini!
34:33A minha decisão
34:35é uma decisão
34:36que não volto mais atrás.
34:41E gostem vocês
34:42ou não gostem vocês,
34:45essa é a decisão que eu tomei.
35:06O que é isso, Cândido?
35:08Você se diz muito inteligente,
35:10mas não descobriu um jeito
35:11de segurar a Karina aqui na fazenda
35:12pra não visitar o Romeu.
35:15Que tal?
35:16Tá bom, Cândido.
35:17O que é isso?
35:20Ela nunca mais vai visitar o Romeu.
35:22Ótimo!
35:22Mas o que é isso, Cândido?
35:27Cândido!
35:28Eu já dei pra ela.
35:29Não!
35:39Eu vou sair depois do jantar.
35:41Ah, eu também vou.
35:42Eu vou à casa do Chico, Jocó.
35:45Eu quero saber
35:46o que aquele índio
35:47quer comigo, senhor.
35:48Aquele índio
35:49é um cara legal a beça,
35:50mas se a senhora soubesse...
35:52Ai, pelo amor de Deus.
35:54Eu já falei mil vezes pra você.
35:56Você está enganado com esse índio.
35:57Ele é um charlatão.
35:58E eu vou te provar isso.
35:59Sobe lá fora, faz tanto frio, me dá vontade de saber, aonde está você, me telefona, me chama, me chama,
36:19me chama.
36:23Nem sempre se vê lágrima no escuro, lágrima no escuro, lágrima no escuro, lágrima no escuro.
36:46Tomara que a cidade possa ter, a cara leve e o gosto do prazer.
36:58Toque de bola, nossa escola radical.
37:05Boca, viola, carnaval.
37:11Bate o pandeiro
37:14Nosso cheiro de vendeiro
37:18Vale um bocado de dinheiro
37:26Tomara que a cidade possa ter
37:33Apera é que eu vou fazer
37:36Apera é que eu vou fazer
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