00:00O Clube de Pesquisadores Mirins é uma iniciativa que existe desde 1997
00:04e tem o propósito de fazer a Iniciação Científica Jovem na Amazônia.
00:10Então, desde a sua implementação, nós cumprimos a missão social da instituição
00:18de promover formação científica sobre, principalmente, as áreas de pesquisa do museu.
00:25A nossa instituição, além de ser uma instituição museal, de trazer exposições,
00:30traz também no corpo dessas exposições o que é produzido pelos nossos pesquisadores.
00:35Então, é uma forma dessas crianças e jovens aprenderem um pouco mais sobre ciências,
00:40então, de fortalecer o letramento científico e a popularização das ciências.
00:45Olha, a faixa etária vai ali mais ou menos dos 10 anos,
00:49porque a gente tem turmas que pegam do 5º ano até o 9º ano ou do 8º ano até o
00:551º do Ensino Médio.
00:57Cada ano, as turmas são temáticas.
00:59Esse ano, um dos temas é o planeta animal, que é a turma que está acontecendo nas quartas-feiras,
01:04e o outro é o Jardim das Ciências, que está acontecendo nas terças-feiras.
01:08Dentro de cada uma dessas turmas, são abordados conhecimentos, saberes,
01:13as pesquisas que são produzidas no Guild.
01:15Então, por exemplo, dentro de Jardim das Ciências, a gente pode falar sobre botânica,
01:20sobre agrobotânica, sobre fungos, então, uma variedade de saberes.
01:24A mesma lógica se aplica ao reino animal.
01:27Essas crianças e jovens frequentam o clube durante um ano,
01:32eles vão tendo contato com as ciências nesse processo,
01:36e desse contato precisa emergir um produto de popularização.
01:39Então, eles constroem esse produto e a formatura deles,
01:42que é no final do ano, então, o ciclo inteiro,
01:45é apresentado para o público da instituição.
01:48O clube é uma iniciativa gratuita, mediada por meio de edital.
01:53Esse ano, nós já tivemos o edital de seleção.
01:56Esse edital de seleção contou com etapas individuais e coletivas,
02:01em que esses alunos puderam conhecer um pouco do que é a instituição,
02:05participar, debater sobre temas e serem avaliados nesse clube.
02:10Foram abertas 50 vagas, sendo que metade delas foram destinadas a alunos de escolas públicas,
02:17que ocuparam essas vagas, e estão todos aqui para cumprir essa carga de aulas,
02:23que vai contar, inclusive, com apadrinhamentos e amadrinhamentos de pesquisadoras e pesquisadores da instituição,
02:30que vão ampliar o rigor científico do que eles estudam,
02:34mas também ampliar as possibilidades de divulgação científica do que é apresentado.
02:39Nós temos uma agenda, um projeto político-pedagógico, que é pautado na estrutura freiriana de formação.
02:47Então, essa estrutura, ela prioriza, essencialmente, o desenvolvimento da curiosidade epistemológica,
02:53da criticidade e da autonomia do pensamento.
02:55Para que isso aconteça, eles são imersos em aulas expositivas,
03:01em visitas mediadas aqui pelo Parque Zoolotânico, visitas mediadas nas exposições,
03:07irão acontecer momentos em que pesquisadores que estão trabalhando no campo de pesquisa do museu
03:12vêm para cá para o Parque Zoolotânico fazer oficinas com eles,
03:16assim como eles vão até o campo de pesquisa para emergir nos laboratórios,
03:21como é o dia a dia de um pesquisador no seu laboratório, como é uma coleção científica.
03:26Então, eles vão ter uma diversidade de experiências que permitam que eles se apropriem
03:32de conhecimentos relacionados à turma em que eles estão inseridos
03:35e produzam um material de popularização que vai mostrar se de fato,
03:39ou o que de fato eles conseguiram aprender durante esse tempo.
03:42É um projeto que tem uma amplitude muito grande,
03:46então a gente já atendeu mais de 4.500 pessoas no decorrer do tempo.
03:51Temos feito um trabalho de sistematizar agora em termos de pesquisas científicas
03:55como que esse projeto contribui com a alfabetização científica dessas pessoas que passaram por aqui,
04:00mas a gente percebe no mapeamento, nos contatos cotidianos,
04:05que algumas dessas pessoas que passaram pelo clube ocupam hoje cargos públicos,
04:12passaram já pelos níveis de graduação, mestrado, doutorado, mas não só.
04:17Tem uma coisa que é muito importante, é a ciência,
04:19de que não necessariamente todo mundo que está aqui vai ser cientista,
04:23mas o que a gente quer é instrumentar as pessoas a saberem pensar e debater sobre ciências,
04:28porque são temas que permeiam o nosso cotidiano em qualquer lugar.
04:33Eu comecei aqui, eu estava na sétima série já faz dois anos,
04:37e eu gosto bastante, porque é um dia da semana que eu venho,
04:42fico num lugar que eu gosto, que é o parque, gosto de animais,
04:45e isso me deixa bastante feliz, porque eu aprendo coisas que eu gosto,
04:49eu gosto de fazer isso, porque desde pequena eu gosto muito de animais, natureza, e é isso.
04:54Foi a minha mãe que viu no Instagram, e aí ela perguntou se eu queria fazer,
04:59e aí eu fui lá, falei que queria fazer, e estou aqui desde então.
05:02A área que eu quero seguir é medicina veterinária, que eu quero ajudar os animais,
05:07e quero trabalhar aqui também como médico veterinário.
05:10Aqui eu gosto bastante dos passeios, quando a gente vai conhecer os parques,
05:15e eu gosto também quando a gente vai falar sobre algumas espécies, por exemplo, insetos,
05:19aí a gente vai pelo parque, vai caçando os insetos, vai catalogando,
05:23ou também quando a gente vai para um recinto, por exemplo,
05:26a gente já foi para o recinto da Arara, e lá a gente ficou vendo o comportamento,
05:29que ela come, e estudando os espécimes, e o que eu mais gosto é quando a gente vai na área
05:35dos répteis,
05:36que é quando a gente vai ver os jacarés, quando a gente foi no veterinário,
05:39ver as cobras, as cobras, é isso.
05:42Antes de eu vir trabalhar no museu, o meu sonho era ser arqueólogo,
05:46só que arqueologia para mim estava muito distante naquela época, por quê?
05:51Porque a referência que eu tinha era o Egito, eram os filmes, os documentários sobre os faraós,
05:58sobre as pirâmides, e a referência que eu tinha era o Egito, as pirâmides.
06:05Então, eu achava que jamais eu poderia ser arqueólogo,
06:08porque arqueologia para mim só investia no Egito.
06:12Então, eu tinha que aprender árabe e tinha que ir para lá,
06:15tinha que estudar para arqueologia nesse local.
06:20Então, eu fiquei meio que frustrado.
06:23Quando eu descobri o Museu Gilde, que eu passei a visitar o museu,
06:28que eu passei a ver fazer trabalhos aqui, e conhecer um pouco,
06:33eu fui descobrindo que existiam essas áreas aqui.
06:37Mas aí, eu tendi para o lado da biologia.
06:42Então, eu fiz biologia, e logo no início da minha vida acadêmica,
06:50houve a oportunidade de eu vir fazer um estágio aqui.
06:53E aí, eu queria criar alguma coisa referente ao que tinha na minha infância,
06:58que eram essas frustrações de tentar falar isso para as crianças,
07:03de mostrar o que a instituição tinha.
07:05Então, eu vim trabalhar no serviço de educação, mas pensando em ir para a pesquisa.
07:11Aí, quando eu cheguei aqui, eu me identifiquei com o setor de educação,
07:14e eu fiquei aqui no setor 41 anos, trabalhando no serviço de educação,
07:19e criando projetos, criando atividades,
07:23para justamente possibilitar essas atividades com relação a incentivar as crianças
07:31no interesse pela iniciação científica.
07:33E o clube foi uma delas.
07:35Então, o clube foi criado para justamente isso,
07:39incentivar o interesse das crianças pela iniciação científica.
07:43Então, em 1997, nós formamos a primeira turma do clube.
07:47E aí, eu vou começar o clube.
07:52E aí, eu vou te fazer isso.
07:54E aí, eu vou te fazer isso aqui.
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