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Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma reunião de emergência com o seu assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim. O encontro de alto escalão no governo brasileiro teve como objetivo central avaliar os desdobramentos da recente escalada militar no Oriente Médio e os reflexos econômicos para o país.

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Transcrição
00:00Interrogação quando a gente fala sobre o Brasil, o que isso impacta na nossa vida de todo dia, quais são
00:05as consequências desse confronto.
00:08Tô dizendo isso porque o assessor especial para assuntos internacionais, o Celso Amorim, o embaixador Celso Amorim,
00:15ele afirmou que o mundo precisa se preparar para o pior.
00:19Foi uma afirmação muito forte e ele se reuniu com o presidente Lula,
00:24então a gente vai saber mais sobre isso com o nosso repórter Igor Damasceno, direto de Brasília com as informações.
00:31Bom dia Igor, bem-vindo ao Morning Show.
00:33Que afirmação forte é essa do embaixador Igor?
00:43Oi Fernando, bom dia a você, bom dia também a todos que nos acompanham aqui na nossa programação da Jovem
00:48Pan.
00:49Pois é, o assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, teve ontem uma conversa por telefone com o presidente Lula
00:56e o principal assunto foi justamente essa escalada do conflito ali no Oriente Médio, principalmente envolvendo Irã, Israel e Estados
01:05Unidos.
01:05Ao dizer que o Brasil precisa se preparar para o pior, ele quis falar sobre esse conflito que não tem
01:12data para acabar
01:13e pode ainda envolver mais países.
01:16A gente sabe que quando um conflito armado ou mesmo uma guerra começa em outras localidades,
01:22isso pode gerar impactos econômicos também no nosso país.
01:27Tanto é que o preço do combustível já começou a aumentar depois da escalada desse conflito,
01:33então dizer que precisa se preparar para o pior é saber que esse conflito está longe de ser resolvido
01:39e ainda que isso pode gerar alguns impactos econômicos no nosso país.
01:45É basicamente esse o contexto da fala do assessor especial Celso Amorim.
01:51Na ligação telefônica, o presidente Lula ainda disse que quer se colocar como um mediador desse conflito.
01:57O presidente Lula, ele não tem defendido um lado, não tem escolhido uma bandeira.
02:02Inicialmente, ele condenou os ataques de Israel e Estados Unidos.
02:06Depois, ele acabou prestando solidariedade aos países que acabaram sendo impactados pela retaliação iraniana.
02:14E nas duas notas divulgadas pelo Palácio do Itamaraty, o Brasil tem afirmado que defende o diálogo
02:21e que isso pode acarretar na paz e que não é vantajoso para nenhum país deflagrar, então, a escalada desse
02:29conflito a cada dia.
02:31Essa é a posição do Brasil e é sobre isso que o presidente Lula conversou com Celso Amorim.
02:36Se colocar como um líder, como autoridade de um país que defende o fim desse conflito
02:43e a resolução por meio do diálogo, acionando, inclusive, o Conselho de Segurança da ONU.
02:50Celso Amorim, ele, inclusive, tem trazido algumas orientações ao presidente Lula sobre falas oficiais.
02:57Então, por meio ao pronunciamento do Planalto, o pronunciamento do governo federal,
03:04tem funcionado somente por meio de notas divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores.
03:09O presidente Lula não tem falado sobre esse assunto em público, justamente porque tem sido orientado
03:15a analisar quais serão os próximos passos desse conflito e depois se pronunciar sobre isso.
03:22A ideia é que, por enquanto, o pronunciamento esteja concentrado somente no Itamaraty.
03:27E à medida em que esse tema vai ganhando novas proporções, aí sim o presidente Lula poderá falar sobre esse
03:35assunto.
03:35Mas o Brasil acompanha com preocupação grave, atenção para essa palavra,
03:41preocupação grave à escalada desse conflito e tem monitorado a situação de perto.
03:47Obrigado, Fernando.
03:48Obrigado, Igor.
03:49É exatamente, né?
03:51Um funcionário, um conselheiro com muita experiência internacional.
03:57É importante ouvir o que ele diz.
03:58Muito obrigado.
03:59Bom trabalho para você aí em Brasília.
04:02Então, por outro lado, na visão aqui dentro do nosso país, o que acontece?
04:08O ministro da Fazenda, ou então o ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
04:11também se posicionou, também se pronunciou sobre o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos.
04:19Ele diz que isso não deve afetar diretamente o Brasil, já que a nossa economia vive um momento sólido.
04:26Vamos falar de novo com a professora Bárbara, Bárbara Regina.
04:31Então, professora, a gente viu aí, né?
04:34Um chanceler de carreira, um diplomata experiente, dizendo que a gente precisa esperar pelo pior.
04:40E o nosso ministro da Economia, dizendo que não vai afetar.
04:43Estamos em um ano político, eleitoral.
04:46Como é que a senhora analisa essas duas declarações?
04:52É o timing, né?
04:53Como foi falado pelos convidados, é o timing.
04:55Ano eleitoral muda muita coisa.
04:58Diferentemente da Europa, que está dividida.
05:00Alguns países apoiam os Estados Unidos e Israel.
05:03Outros países querem uma posição mais de direitos humanos.
05:05O Brasil segue uma tradição pacifista, como sempre.
05:09O Brasil quer negociar.
05:11O Brasil quer uma posição pacifista nessa rodada de negociações que poderia ser iniciada hoje,
05:17se não houvesse esse conflito.
05:18Muito bem.
05:19Ano eleitoral, 2026, interessa que não haja um aumento da inflação.
05:24Como muito bem lembrado pelos jornalistas e pela bancada, o barril aumentou.
05:29Foi de 70 dólares.
05:31No final da casa dos 80 vai chegar a 90 dólares o barril.
05:34Você tem o gás na Europa, que aumentou em 50%.
05:37E você tem nada mais, nada menos do que impactos no petróleo, preço, na malha aérea,
05:44no transporte marítimo.
05:46Isso vai impactar o preço dos alimentos, o preço do ouro, o preço das moedas nacionais,
05:50o preço do dólar.
05:51Ou seja, vai impactar a economia, vai impactar o bolso do cidadão,
05:57seja ele de qualquer lugar do mundo.
05:59Em ano eleitoral, isso atrapalha o plano do incumbente que tenta a reeleição.
06:05Atrapalha e também pode gerar mobilização da oposição.
06:09O ministro da Economia, que está de saída, ele já está dizendo,
06:13tentando acalmar os mercados, os eleitores e também a classe política
06:19nessa busca por uma reeleição, o partido que ele faz parte.
06:23Então, o que nós estamos vendo é que o ano eleitoral vai mexer muito com as narrativas.
06:28Uma coisa é a narrativa, outra coisa é a prática.
06:31A gente tem que ficar atento a isso.
06:33Muito bem, professora.
06:34Mas existe também a possibilidade do Irã, como uma medida de guerra,
06:40uma manobra de guerra, estrangular aquele estreito por onde passam.
06:4420% do petróleo do mundo.
06:47Aí o estreito de Hormuz entra definitivamente nesse plano de guerra.
06:53Eu quero ver aqui a nossa bancada para discutir com a senhora também.
06:59Antes eu vou fazer um rápido break na rádio, na nossa rede de rádio.
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