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A risada já é o melhor remédio! Se juntar com uma especialista então, aí é solução para qualquer enfermidade que vocês possam ter! A Dra. Maria Ignez é a convidada do Pânico nesta quarta (25) para falar tudo sobre os perigos dos ultraprocessados, listar os sintomas do câncer de intestino e provar que colonoscopia não é um exame para você deixar para trás! Ainda deu tempo dela mostrar que o Março Azul vem forte e a conscientização pode ser inconsciente. É melhor assistir à entrevista na íntegra agora mesmo, ou vai ter que tomar o preparo de laxante da colonoscopia no gargalo! #Pânico

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#JovemPan
#Pânico

Categoria

😹
Diversão
Transcrição
00:01O programa de hoje, uma das maiores médicas dessa nação, especialista em Oncologia, que sabe tudo e mais um pouco
00:09sobre o nosso aparelho digestivo.
00:13O presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais.
00:20O câncer do intestino certamente vem logo após e figura entre o segundo e o terceiro tumor mais frequente na
00:25população.
00:26Palmas para a doutora Maria Inês Braguiroli.
00:34Doutora Maria Inês.
00:36Ela falou, meu nome é Inês.
00:38Não é, doutora?
00:39Eu estou emocionado aqui.
00:41É a minha médica.
00:42A médica que cuida de mim.
00:44Obrigado por cuidar do nosso veinho.
00:47Aliás, as pessoas da minha vida nesse momento, que é um momento difícil, né?
00:51Você está acostumado a isso.
00:53Mas a gente não está, que é o Carlos Davi, o doutor Carlos Davi, o cirurgião, que fez por gente
00:58finíssima também.
01:00O Paulo Hoff.
01:01E a doutora, e a Nátaly, que é a que cuida de mim.
01:05A equipe.
01:06A equipe, a equipe.
01:07O time que cuida de mim, que são os anjos que aparecem na tua vida.
01:11Porque quando você está lá no...
01:13É isso aí.
01:14Quando você está na UTI...
01:16Na pendura.
01:17Quando você está na UTI ali, você só...
01:19Reza.
01:20Você pede para Deus e para que apareçam essas pessoas.
01:23Mas graças a Deus, Deus coloca na minha vida gente muito bacana.
01:28Obrigada, Emílio.
01:29Obrigada.
01:29Eu fico emocionado.
01:32E a doutora está aqui.
01:34Porque eu acho que o homem que trabalha aqui, ele não tem muito isso, né?
01:37A gente não pode trazer a nossa vida.
01:40A gente tem que levar informação, entretenimento, alegria para as pessoas.
01:44A gente tem que dividir um pouquinho.
01:46Eu tenho esse pensamento.
01:48Mas é muito importante isso que você vai falar.
01:51E eu acho muito importante também dividir aqui com a nossa audiência em todo o Brasil, né doutora?
01:56Perfeito.
01:56Eu queria agradecer da boa tarde a todo mundo.
01:58Eu acho que é muito louvável você trazer esse espaço.
02:01Porque eu falo aqui não no meu nome, mas em nome certamente de muitos colegas meus.
02:05Você já mencionou alguns deles, mas são inúmeros.
02:08Inclusive quem entrar no site do JTG vai ver que eu não faço nada sozinho.
02:10A gente tem um grupo.
02:12E não só, né?
02:14Pessoas que se tratam, familiares, amigos que passam por isso.
02:17Que certamente gostariam de ter mais informação, né?
02:21E essa doença especificamente que a gente vai falar hoje, o câncer de intestino.
02:24A gente tem formas de rastreamento e prevenção.
02:27Então por isso que eu julgo como muito louvável o espaço que eles estão dando aqui pra isso.
02:32Boa doutora.
02:32Por que você virou médica, doutora?
02:34Agora eu vou entrevistá-la.
02:36Agora mudou o jogo.
02:39Ela que entrevistava, né?
02:40Agora mudou totalmente o jogo.
02:43Hein doutora?
02:44Por que você foi pra medicina?
02:46O que leva uma pessoa ser um médico?
02:49Nossa Emília, é tão difícil essa resposta.
02:51Mas eu tive excelentes exemplos na minha casa.
02:53Você sabe, na minha casa, nós somos uma família de médicos.
02:56Meus pais são médicos.
02:57São pessoas extremamente dedicadas à medicina.
03:00Foram meus professores na faculdade.
03:02Eu acho que isso naturalmente é um exemplo, é um estímulo.
03:05Talvez seja a área onde eu me sentia mais confortável.
03:07Se eu não fizesse medicina, acho que eu iria pra arquitetura.
03:09Foi o que eu ponderei fazer.
03:10Mas não pensei em outras profissões.
03:15Felizmente, passei no vestibular e eu acho que na faculdade eu me entendi como confortável naquele meio.
03:22Logo no começo eu já imaginei que a oncologia poderia ser uma área que me agradasse.
03:26Eu também tive excelentes exemplos.
03:29Fui buscar por essa área.
03:30Nem todas as faculdades, não sei se você sabe disso, tem a matéria, tem a cadeira de oncologia.
03:35Então na minha, naquele momento a gente não tinha oncologia, eu fui buscar por informação com o auxílio do meu
03:40pai.
03:41E conheci a doutora Clarissa, ela é de Salvador, é uma oncologista também extremamente conhecida lá.
03:45E que me abriu as portas e eu comecei a trabalhar com oncologia logo no começo da minha faculdade.
03:49E você é baiana?
03:50Eu sou baiana.
03:52É baiana.
03:52Eu estudei na Universidade Federal da Bahia, é a primeira faculdade de medicina do Brasil, que fez agora 218 anos.
04:01Muito legal.
04:02Caramba, eu não sabia.
04:03A primeira faculdade de medicina é a Bahia.
04:07Tem uma questão contra se foi a Universidade Federal da Bahia, o FRJ, se eu não me engano.
04:14Mas certamente é uma faculdade extremamente antiga, tem um prédio maravilhoso lá no terreiro de Jesus, próximo ao Pelourinho.
04:21Então é uma faculdade da qual eu me orgulho muito.
04:24Boa.
04:24E agora você é presidente, o que que é esse, o grupo, como é que chama?
04:30GTG.
04:31GTG.
04:31Arroba GTG Brasil.
04:35Arroba GTG.
04:36O que que é o GTG Brasil?
04:37É, certo.
04:38Na oncologia existem diversas áreas.
04:41Então, colegas que se dedicam mais a uma área ou outra.
04:44A gente tem a Sociedade Brasileira de Oncologia, mas além delas, grupos voltados para grupos de doenças específicas.
04:50E o GTG é voltado para o estudo e estímulo de pesquisa e disseminação de conhecimento de tumores do trato
04:57digestivo.
04:57Hoje eu estou nesse posto, mas certamente já ocupado por pessoas extremamente capacitadas e certamente outras que virão.
05:04Como eu disse, não é um cargo que eu ocupo sozinha.
05:07Eu tenho uma diretoria, como eu disse no site, vocês podem acessar.
05:10Mas de colegas muito bem formados, muito bem intencionados, sérios.
05:14E que estamos todos voltados para o conhecimento e no que a gente puder contribuir em termos de pesquisa e
05:21envolvimento no tratamento de doenças do trato digestivo.
05:25Você é especialista nisso, então?
05:27Olha...
05:28A sua especialidade é essa?
05:30Quando a gente forma...
05:31O que é trato digestivo?
05:33É o que?
05:33A gente está falando de tumores do esôfago, do estômago, do fígado, do pâncreas, das vias biliares, do intestino e
05:42do canal anal.
05:43Isso é tudo esse GTG aí?
05:47Tudo isso você manja?
05:48De toda essa...
05:50Caramba, hein, doutora?
05:51Quando a gente se forma em Oncologia, especialmente aqui, a gente tem que fazer Oncologia Geral.
05:56Então, eu fiz a minha formação depois da faculdade, que eu fiz a Federal da Bahia, eu vim para aqui,
06:02para a USP, eu fiz Clínica Geral, a gente faz Oncologia.
06:05Então, são cinco anos de formação e eu sou formada em Oncologia Geral.
06:09Não é específico.
06:10Mas, eventualmente, a gente termina direcionando baseado nos estudos clínicos, que a gente termina se alinhando.
06:18Então, é a parte que eu mais faço.
06:20E você também faz esses estudos?
06:23Você também faz isso na...
06:24Tanto aqui no ICESP, o ICESP é um instituto do câncer do estado de São Paulo, que é ligado à
06:29USP, quanto eu trabalho na parte privada também, na Rede DOR.
06:33Temos centros de pesquisa clínica e é uma área que me interessa muito, é como a gente gera o conhecimento.
06:41Então, nos dois locais a gente tem, como uma parte dos serviços aqui no Brasil, a gente também tende a
06:48buscar pela pesquisa clínica.
06:49Acho que a maior parte dos oncologistas tem esse interesse também.
06:52Como é que é o Brasil em pesquisa, doutora?
06:54O Brasil está avançado em pesquisa ou aqui não tem muito esse...
07:00Olha, comparado a Estados Unidos e Europa, a gente não tem o mesmo número de estudos clínicos.
07:07Porque tem um caminho, para cada medicação que se usa hoje, ela passou por um percurso.
07:12De estudos muito iniciais, buscando dose, buscando talvez onde ela tenha mais efeito e depois começa a se testar em
07:18um número um pouco maior de pessoas.
07:19Para então se chegar no estudo de fase 3, que é o estudo onde essa medicação pode ser utilizada de
07:25forma rotineira.
07:29Então, nós trazemos muitos estudos de fora, tem diversas instituições aqui que buscam por isso, mas certamente comparado a outros
07:39locais, a gente ainda poderia melhorar muito.
07:43Investimento, né?
07:45Investimento?
07:46É, acho que tem...
07:48O investimento certamente ajuda bastante.
07:50Fontes de fomento.
07:52Entendo.
07:53Eu queria saber, a senhora falou que formado em Oncologia, de modo geral, como que você se interessou por essa
07:59área específica?
08:00Foi tratando e vendo que talvez pudesse ter outros caminhos de tratamento e se interessou por falta de demanda?
08:11Como que se interessou justamente por essa área aí?
08:14Olha, Margado, eu gosto de Oncologia como um todo e como eu disse, eu fico num centro acadêmico e lá
08:20a gente tem que ter um...
08:21Tem aulas todas as semanas e a gente tem que monitorar os residentes, né?
08:27Pra que eles também sigam a carreira deles.
08:29Mas quando eu acabei a minha residência, eu tinha a oportunidade de fazer o doutorado nessa área e a pessoa
08:36que é o Dr. Paulo, com quem eu trabalhava, também seguia nessa área.
08:39E posteriormente eu fui pra fora, fui pros Estados Unidos fazer um ano a mais de residência também na parte
08:46do trato digestivo.
08:47E naturalmente segui, mas eu ainda vejo pessoas que têm outros tumores e a gente tem que estar atualizado de
08:53forma geral em tudo, mas é onde eu concentro a parte de pesquisa.
08:56Boa.
08:56Doutora, tudo o que você...
08:57Tem que estudar muito, né, doutora?
08:59Tem que não.
09:00Olha lá, Samir.
09:01Tem que estudar a vida inteira.
09:03O médico, ele fala que inteligência artificial é só colocar lá que ele explica tudo, viu, doutor?
09:08O médico entra na universidade, depois ele tem que fazer uma residência, mais 50, então o resto da vida, como
09:13você falou, você tem que se atualizar.
09:15Saem muitas pesquisas, notícias e recente eu vi assim, a gente tava mostrando o Mercadão e tava falando assim,
09:21os embutidos, presunto, é tão nocivo quanto um cigarro para um câncer.
09:26Quando a gente vê a manchete, a gente fica muito assustado.
09:28Mas o que de fato pode prejudicar e gerar isso, uma doença?
09:33Olha, falar sobre fatores de risco ou ter essa relação é muito difícil, né?
09:39Porque você imagina, você tá fazendo alguma coisa hoje que talvez reflita daqui a 10 anos, né?
09:44Então, só de antemão, até você estabelecer, por exemplo, que o cigarro era um fator de risco para câncer de
09:48pulmão, foi muito tempo, né?
09:50E aqui é a mesma coisa, mas é muito bem documentado que pessoas que ingerem mais embutidos e mais ultraprocessados
09:58têm um risco maior de desenvolver certas doenças oncológicas, incluindo câncer do intestino.
10:04Então, é por isso que esse é um fator, considerado um fator de risco conhecido, né?
10:10Talvez pela quantidade de gordura, talvez pelos aditivos, né?
10:14Sódio, sei lá.
10:15Mas isso parece muito claro, né?
10:18Que a dieta tem um papel.
10:21Doutora, qual que seria um sintoma que a pessoa poderia já ir para o exame?
10:28Ou qual é a periodicidade para a pessoa fazer esse exame para ter uma prevenção?
10:33Porque eu tenho doença de Crohn, depois eu também quero fazer uma consulta de graça.
10:36Puta, lá vem, ó.
10:37Eu e o Emílio, a gente troca a figurinha do exame.
10:41Doutora, a gente não queria falar, mas é isso, todo mundo vai se consultar.
10:44José, ressonância e por aí vai.
10:46Mas qual que é a prevenção que a pessoa pode fazer, mesmo não sentindo nada?
10:52Porque precisa ter um acompanhamento, né?
10:54Então, assim, quando a gente fala de rastreamento, a gente está falando de pessoas que não sentem nada,
10:59onde a gente está buscando algum exame que possa...
11:01Uma das duas coisas.
11:02Ou fazer um diagnóstico precoce, você, por exemplo, descobriu que tem um tumor do intestino.
11:06Quanto mais cedo, mais fácil de tratá-lo, menos necessidade, por exemplo, de fazer quimioterapia.
11:13E maior a chance de ficar curado.
11:15Então, um tumor muito no início, provavelmente ele vai ser tratado com a cirurgia e pronto.
11:19Agora, quando a gente está falando de alguém que já tem sintomas, eventualmente a doença já existe.
11:23De toda maneira, quanto antes a gente fizer o diagnóstico, melhor.
11:27Então, quais são os sintomas mais frequentes?
11:29Por exemplo, alternou o ritmo do intestino.
11:31Alguém que o intestino funcionava ali todo dia e, de repente, o intestino está preso.
11:35Ou alguém que já tinha o intestino preso e, de repente, o intestino começa a funcionar todo dia ou várias
11:40vezes ao dia.
11:41Alguém que vê sangue nas fezes, nem sempre dá para ver sangue nas fezes.
11:44Fala, Morgana.
11:45Não, não. Estou falando que loucura isso daí.
11:47Nem sempre dá para ver sangue nas fezes.
11:49Mas uma outra causa que a gente eventualmente tem que pesquisar o intestino é, por exemplo,
11:53uma pessoa que tem anemia por falta de ferro e não tem uma causa tão explicada para isso.
11:59Então, são todos possíveis sinais de que possa ver.
12:02Essa única causa? Não.
12:03Podem ter outras causas.
12:04Mas, certamente, é uma das questões que devem ser investigadas.
12:09E tem pessoas que já têm algum fator de risco e que merecem ter uma atenção a mais.
12:14Então, por exemplo, alguém que tem um parente de primeiro grau que teve um câncer no intestino.
12:18Ou alguém que tem, conhecidamente, uma alteração genética que predispõe a isso.
12:23Ou alguém que tem alguma inflamação do intestino.
12:25Certamente você faz colonoscopias.
12:27Imagino que já tenha feito.
12:29Com uma periocidade maior, com uma atenção maior.
12:31Porque a gente sabe que esses também são fatores de risco.
12:33E agora esse março azul escuro, azul marinho.
12:39Março o quê?
12:40Março azul.
12:40Olha, inicialmente era azul marinho.
12:42Hoje, até o Ministério adota azul para ficar mais fácil.
12:44Março azul.
12:45É o quê?
12:45É o cara fazer a colonoscopia?
12:47Que é, porra, um exame.
12:49Pelo amor de Deus.
12:50A gente vai...
12:50Delícia.
12:51É, delícia.
12:52Você tem que fazer o preparo.
12:53Os caras falam, né?
12:54Você fica falando aí e tal.
12:56Vou fazer o quê?
12:57O exame não é.
12:59É isso aí.
12:59Não é uma alegria.
12:59Pergunta para o Almeta lá.
13:00O Almeta está toda séria.
13:02O preparo, né?
13:03Você tem que fazer todo o preparo.
13:04O problema é justamente o preparo, né?
13:07O que faz com que as pessoas tenham um preconceito maior, uma resistência maior à colonoscopia
13:11é justamente o preparo.
13:12Então, mas o que a gente tem que explicar para os caras que estão ouvindo a gente, não
13:18é?
13:18E para as mulheres também, é que esse exame, o exame não é um exame gostoso.
13:23Que o cara...
13:24E nem rápido.
13:25Não, é até a preparação.
13:27Mas, Emílio, ninguém está vendo isso.
13:28A pessoa está sedada.
13:29Eu sei, eu sei.
13:30Mas é chato.
13:31Você tem que ir lá.
13:32Você precisa tomar um negócio.
13:33A preparação é chata.
13:34Tudo bem.
13:35Só que, se você fizer esse exame, você tem muita possibilidade de não ter esse câncer.
13:41E cada vez mais gente tem esse câncer.
13:43E mais jovem.
13:44E mais jovem.
13:44Então, por isso é a importância da corrida que você vai fazer e dessa...
13:52Colonoscopia.
13:53E a colonoscopia.
13:54É isso, né?
13:54É, exatamente.
13:55Então, vamos lá.
13:56O maço azul tem o mesmo intuito, por exemplo, do outubro rosa, do novembro azul, que é falar
14:01sobre esse assunto, conscientizar as pessoas, fazer com que as pessoas entendam, olha,
14:04essa doença existe, ela é frequente, ela é o segundo câncer mais frequente em homens
14:08e mulheres, depois do câncer de mama e depois do câncer de próstata nos homens.
14:12Então, vale a pena ter um olhar, ter um conhecimento, buscar informação sobre isso, tá?
14:18E a corrida, não sou só eu, é o nosso grupo que traz justamente com esse intuito, né?
14:23O intuito de correr.
14:24Vários colegas falaram, ah, eu vou para o simpósio, a gente vai ter um evento médico
14:27nesse período e aí, por ser no mês de março, por ser, né?
14:31O mês justamente voltado para a conscientização sobre câncer do intestino, nós idealizamos
14:36fazer essa corrida.
14:37Mas com esse intuito, né?
14:38Muitos colegas falaram para mim, ah, eu não corro.
14:40Eu também, né, Mília?
14:41Eu perei o joelho, você sabe disso, mas o intuito não é esse.
14:44É sexta-feira.
14:45Dia 13 de março.
14:46Dia 13 de março em Brasília.
14:48Você que está ouvindo a Jovem Pan em Brasília, vai ter oportunidade, olha, dia 13 no Parque
14:53Sara Kubitschek, em Brasília, vai ser essa corrida espetacular.
14:57Se a Paulinha me liberar, eu irei.
14:59E é sexta-feira, né?
15:00Dia 13 é uma sexta-feira?
15:02É uma sexta-feira de manhã cedo.
15:03É uma sexta-feira.
15:04Todo mundo convidado, mas com esse intuito.
15:06Não é um intuito de correr, é um intuito de trazer informação para as pessoas e levantar
15:11justamente esse ponto que você trouxe.
15:13Ô, doutora, e o que é esse simpósio internacional?
15:16O que que fala no simpósio?
15:18Bom, nós nos reunimos e como maior parte dos eventos médicos, a gente discute tratamentos,
15:25casos clínicos.
15:26Vamos trazer convidados de fora, pessoas extremamente renomadas nas suas áreas.
15:30Então, teremos convidados da Europa, dos Estados Unidos, da América Latina e diversos
15:35colegas aqui do Brasil também para discutirmos.
15:37É muito importante que a gente faça esse debate de, por exemplo, foi publicado uma pesquisa
15:43com a droga X, para a gente deve usar para todo mundo, vamos usar para uma população
15:46específica, qual o benefício que a gente enxerga, né?
15:50Então, como manejar efeitos colaterais?
15:53Quando a gente faz esses encontros médicos, a gente tem esse intuito.
15:56E hoje em dia, a pessoa, hoje em dia se cura muito de como é que é esse, porque a
16:04gente
16:04tem essas dúvidas, né?
16:05A palavra câncer é um negócio que assusta muito quando você tem câncer, parece que
16:10é um negócio que você fala assim, ah, você vai morrer.
16:13Reta final.
16:15Ah, você vai morrer.
16:16Eu me lembro, no hospital você fica meio assim, mas aí eu não sei, Deus dá uma
16:21força para a gente e quando você encontra, né?
16:24Que nem eu encontrei, porra, pessoas iguais de você, que puta, estavam lá, né?
16:28Você se sente acolhido, olha o pessoal do hospital, né?
16:31Porra, rapaz.
16:32Uma força, né?
16:33Uma força.
16:33É um negócio assim e você sente força, você...
16:36Eu acredito que todo mundo que passou por isso também tem essa fase, né?
16:40Quando você tem uma família também.
16:42Um diagnóstico.
16:43E uma doutora que está lá junto com você e tal, você se sente mais, você se sente
16:48mais poder de passar por essa fase, né?
16:52Mas é um negócio que assusta muito, né?
16:54Então as pessoas têm até medo de fazer exame para não detectar.
16:58Total.
16:58E nesse caso, é um negócio que você deve fazer porque...
17:02Pode te salvar.
17:03Que você pode não ter o câncer de intestino.
17:07Não desenvolver, né?
17:08Sem sombras de dúvidas.
17:09Eu escuto muitas pessoas falarem, ah, eu prefiro não fazer para não saber.
17:12Mas certamente, sabendo, e eu falo muito isso para as pessoas, ele dá poder, ele
17:16dá poder de tratamento, de curabilidade e mudou muito, sabe?
17:21Eu contado o tempo que eu era residente para hoje, tem muita coisa que a gente faz diferente,
17:23tem várias medicações que a gente usa hoje que não usava até então e certamente
17:27será assim para frente, a gente vai evoluir, vão ter drogas novas, a gente consegue tratar
17:33várias situações que previamente não tratávamos, então são perspectivas diferentes.
17:37Claro que é sempre melhor que a gente faça um diagnóstico precoce, que a gente faça
17:40o tratamento com intuito curativo, mas tem muitas pessoas que conseguem conviver com
17:44essa doença e vivem bem, né?
17:45E como eu disse, medicamentos que talvez previamente a gente não tivesse, então as
17:49perspectivas são boas.
17:50A gente começa a tratar muito as doenças, não só por onde elas apareceram, mas que
17:54alterações elas têm.
17:56E isso certamente traz resultados melhores.
17:59E eu tenho alguns pacientes, Emílio, como você pode testemunhar aqui, que falam nas
18:05redes e que podem trazer justamente esse testemunho de que vivem bem, de que conseguem
18:10conviver e que são gratos pelos tratamentos que conseguem receber e que mantêm a sua doença
18:14sob controle.
18:15E outros que fizeram seus rastreamentos e conseguiram fazer um diagnóstico precoce e, portanto,
18:20têm uma altíssima chance de estarem curados.
18:22Boa.
18:22Quando você fala em prevenção, qual que é a idade?
18:25Quer fazer um break?
18:25Vou ver um break.
18:26Um breakzinho?
18:27Um break.
18:27Opa.
18:28O papo tá muito bom aqui com a doutora, hein?
18:30Doutora é brava, hein?
18:31Não, doutora é uma simpatia.
18:32É, você fala, você não sabe.
18:34É brava.
18:35É amiga da Hebraica.
18:36Amiga da Hebraica.
18:36Filho de Jogar Bola.
18:37O Samy também, eu já vi jogar.
18:37A gente vai jogar picobol.
18:38O Samy não cumprimenta.
18:40É.
18:41O Samy é do picobol.
18:43Ele joga uma raquete.
18:44Picobol.
18:44Doutora é brava.
18:45Eu vou passar aqui, ó.
18:47Tem um Instagram, né, doutora?
18:49Ignez, é esse Instagram.
18:51Hã?
18:52É.
18:52É meu Instagram.
18:53Eu sou muito mais ativa no meu consultório, como vocês dizem, do que no Instagram.
18:55Mas é legal pra divulgar pra turma.
18:57Tem um Instagram.
18:58O Instagram é difícil.
18:58Todas as informações da corrida.
19:04Braguiroli.
19:05Braguiroli, com GH e italiane.
19:09Italiane.
19:09É o nome do meu bisavô.
19:11É italiane de Bahia.
19:13E Ignez Braguiroli, pra você seguir.
19:16E tem também a corrida.
19:17Opa.
19:17Você tá convidado aí pra ir na sexta-feira.
19:21Sexta-feira é que vem.
19:23É sexta-feira?
19:23Não, não.
19:24Dia 13.
19:24Dia 13 de março.
19:26Dia 13 de março.
19:28Vou mandar a Paulinha lá.
19:29Entra no Instagram.
19:29Manda o Nicolas.
19:30Dia 13 de março.
19:31Tá andando?
19:32Dia 13 de março vai ter o simpósio e também essa corrida no parque...
19:38É...
19:39O cara tirou na hora.
19:40No parque da Sara Rubichek.
19:43Lá em Brasília.
19:44Boa.
19:44Doutor Inês conversando com a gente.
19:46Vai lá, Reginaldinho.
19:47Não, eu tenho uma...
19:48Só pra complementar.
19:49Desculpa, Sérgio.
19:50Eu queria saber o seguinte.
19:51Qual é a idade que você deve fazer a colonoscopia?
19:56Porque como vocês tocaram no assunto, muitos jovens estão tendo esse tipo de câncer,
19:59que acho que é uma coisa mais nova, né?
20:00Eu acho que esse tema é extremamente relevante.
20:03Porque há uma década, mais ou menos, se observou que a curva de casos novos, a gente chama de incidência,
20:09ela é ascendente em jovens, abaixo de 50 anos.
20:13Ao passo que em pessoas acima dos 50 anos é uma curva descendente.
20:16Ou seja, proporcionalmente, mais casos em jovens do que acima de 50 anos.
20:21De forma global, claro, a maior parte das pessoas tem mais de 50 anos.
20:25Mas isso é preocupante e por isso várias sociedades mudaram essa recomendação.
20:29Se antes a gente recomendava começar o rastreamento em torno de 50 anos,
20:33hoje se recomenda em torno dos 45.
20:35Claro que respeitando aqueles fatores de risco.
20:37Quem tem história na família, quem tem alguma predisposição por algum motivo.
20:41Talvez essas pessoas façam ainda antes.
20:42Mas pra alguém que é assintomático, que tem o risco habitual, 45 anos.
20:46Então, só mais uma pergunta em relação a isso.
20:47Você faz uma vez por ano, a cada seis meses?
20:51Depende do achado.
20:53Se tiver pólipos, olha, 90% dos tumores de intestino vem de pólipos.
20:56Todo mundo entende o que é pólipo?
20:58Pronto, vem dos pólipos.
20:59O que é o pólipo?
21:00É como se fosse uma pequena verruga que nasce na parede do intestino.
21:04E eles são removidos na colonoscopia.
21:06E a gente pode falar até dos outros exames que podem ser utilizados para arrastramento.
21:10Mas a colono é a única que tem a capacidade de retirar esse pólipo.
21:13Então, nem todo pólipo tem o risco de evoluir para câncer do intestino.
21:16Então, quem tem o risco para evoluir para câncer do intestino é o pólipo, principalmente o adenomatoso.
21:21Então, a depender do achado da colono, a gente faz uma recomendação de repetir ela mais próxima ou mais adiante.
21:28Mas aí o cara está garantido.
21:30É o melhor que a gente tem hoje para evitar...
21:33Esse é o único exame de rastreamento, comparado com a...
21:36Não desmerecendo de forma alguma, mas a mamografia, por exemplo.
21:39A colonoscopia tem a possibilidade de evitar o desenvolvimento do câncer do intestino.
21:44Porque na retirada do pólipo, a maior parte dos tumores derivam do pólipo.
21:48A gente evita que essa doença se desenvolva.
21:50Você faz esse exame, doutora?
21:52Você faz?
21:53É?
21:54Você faz?
21:55Quanto você faz?
21:55Vamos marcar.
21:56Quero saber também.
21:58Vamos marcar todo mundo.
21:59Vamos fazer a vida.
22:01E transmitir live.
22:02Vamos mandar o fuzil lá.
22:03Dá para fazer live?
22:04Hã?
22:05Vamos fazer a doutora.
22:06Dá para fazer a colonoscopia, obviamente que ninguém vai transmitir o exame, mas...
22:09A live do botão.
22:10É, do morgado, o câmera vem, vai entrar junto.
22:13Não é, porque é o seguinte, é aquela coisa que você fala, né?
22:17Pô, você tem uma possibilidade, principalmente quem teve na família, né?
22:21Certo.
22:21Que a gente fala, né, de 40 anos só, mas principalmente quem teve,
22:24quem está, assim, mais próximo disso, fazer realmente esse exame que é importante, né?
22:29É bem o tabuzão, né?
22:31Essa é a ideia, Doutora.
22:32Não, mas olha, é um exame que tem que ser levado a SNA de milho, porque não é um exame
22:34simples, desculpa.
22:36Não é um exame simples.
22:37O preparo que é mais desafiador, né?
22:39A pessoa tem que tomar aquele líquido, né, que é bem doce, que é o manitol, para que limpe o
22:43intestino.
22:43Se o intestino não estiver limpo, né, o endoscopista não é capaz de olhar o intestino claramente e, portanto, achar
22:49os pólipos.
22:50Então, esse preparo que ele é mais desafiador por isso.
22:53A pessoa tem que ter o intestino bem limpo.
22:55Mas é importante que isso aconteça para que o exame seja bem feito.
22:58Talvez, no futuro, a gente possa passar a fazer rastreamento por exames de sangue.
23:01Isso já é estudado, né?
23:04Por outro lado, há essa limitação, né?
23:06Você não consegue tirar o pólipo.
23:07Então, a colonoscopia tem o seu papel.
23:09E para aquelas pessoas que têm o tumor do intestino, é ela que permite o diagnóstico.
23:12Porque o diagnóstico não é tão somente visualizar, mas sim tirar uma amostra e confirmar que aquilo, né, de fato,
23:17é um tumor do intestino mais comum.
23:19Se chama adenocacinoma.
23:20Entendi.
23:21Então, a colonoscopia tem um papel muito grande.
23:24Talvez, futuramente, a gente mude, né?
23:26Quem tentar, a gente tentar identificar pelo exame de sangue, hoje, ainda não é uma realidade.
23:30Então, a colonoscopia segue sendo o exame extremamente importante para isso.
23:33É, pode pegar o exemplo da próstata.
23:34O exame de próstata aqui foi uma coisa tão divulgada que acho que salvou muita gente, né?
23:39Só que o exame de próstata...
23:40É gostoso.
23:41Doutor Dedão é uma delícia.
23:43Doutor Dedão é no mesmo lugar.
23:44Eu faço quatro vezes, sem precisar.
23:47O príncipe Charles.
23:48O rei Charles.
23:49Doutor Dedão é no mesmo lugar, né, doutor Dedão?
23:50A gente vai para a Inglaterra.
23:51Claro.
23:52Para fazer com o rei Charles.
23:53Eu faço quatro...
23:54Mas é um exame preventivo.
23:55Na primavera, no verão, no outono e no inverno, né, doutora?
23:59Mas tem que...
24:00O doutor é bravo.
24:00Está no mesmo lugar, né?
24:01Ela não gosta desse tipo de brincadeira também, né?
24:03Desculpa, doutora.
24:04Você está com a mesma pessoa?
24:05Desculpa, doutor.
24:06É, se a pessoa notou alguma...
24:07Sempre que você vai fazer um exame e você tiver um segmento com a mesma pessoa, tem uma vantagem.
24:11Porque a pessoa já tem, né, noção do que ela tinha que estar mais atento, do que ela achou que
24:15talvez pudesse estar alterado, que vale a pena ter uma atenção.
24:17Mas isso vale para tudo, né?
24:19Por exemplo, quando eu olho exames de imagem, né?
24:22É muito importante que eu olhe os prévios e veja o que já existia e faça, né, essa comparação com
24:26antes aqui.
24:27Eu acho que segue essa mesma linha.
24:29Boa.
24:29Boa, doutora.
24:30Estamos de volta aqui na programação da Jovem Pan.
24:32Doutora Maria Inês, no Instagram é Ignez, Braguiroli, Braguiroli, arroba Ignez, com G mudo e Z, B-R-A-G
24:47-H-I-R-O-L-I.
24:50Boa.
24:50Dia 13 vai ter uma corrida em Brasília, comemorando...
24:55É comemorando, né?
24:56Não é comemorando.
24:57Conscientizando.
24:57Conscientizando.
24:59Despertando.
25:00Despertando o Março Azul.
25:01Pra você fazer o...
25:05Tem um site, eu tô vendo aqui, né, doutora?
25:07Tem, a gente tem um site do simpósio, tem um site do grupo.
25:09Qual que é o site?
25:11Pode colocar a foto lá de novo.
25:13Simpósio GTG.com.br.
25:16E dia 13, no Parque da Cidade, na Saracubixec, em Brasília.
25:20Show.
25:20O Instagram é GTG Brasil.
25:23Entra lá, porque você...
25:24Fazer uma questão.
25:26Várias sociedades, Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, de Gastroenterologia,
25:30também fazem, né, movimentos nesse sentido.
25:32Inclusive, o doutor Eduardo Moura, que é endoscopista, trabalha conosco, tem, né,
25:38tá à frente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, deve fazer uma...
25:41Um mutirão de colonoscopias.
25:44Então, são várias entidades que fazem, né, movimentos nesse sentido também.
25:49Doutora, a gente tava falando aqui que não existe uma fórmula, né, não dá pra saber
25:54o porquê acontece, só que a gente vê muitas pessoas falando assim, pô, mas eu tenho vida
25:59saudável, me alimento direito.
26:00Isso aí é a questão o quê?
26:01Mais genética?
26:03Como que funciona isso daí?
26:05Vem de parentes?
26:07Como funciona?
26:07Olha, não necessariamente.
26:09Sim.
26:09Quem tem um parente de primeiro grau, como a gente falou, tem um risco um pouco maior
26:13do que o risco da população.
26:14Tem pessoas que tem predisposição genética e essas, claro, a gente tem que ter uma atenção
26:19diferenciada, né, mas nem todos.
26:21Muitas vezes acontece por uma conjuntura de fatores, né, não necessariamente com os fatores
26:25de risco.
26:25Por exemplo, nem todo mundo que tem câncer de pulmão fumava, mas certamente no grupo,
26:30né, que tinha exposição ao tabaco, o risco é maior.
26:33E aqui é a mesma ideia, né, existem fatores de risco modificáveis que são esses da dieta,
26:38da atividade física, do próprio tabaco, do uso do álcool, né, mas nem todo mundo
26:42vai se encaixar nesse grupo e aí a gente entende como situações que vêm junto ao
26:48acaso, junto, né, possivelmente ao organismo daquela pessoa naquele momento.
26:52Genética, né, como você falou.
26:54E certamente a genética.
26:55Mais ou menos 10 a 15% das pessoas que têm um câncer do intestino e na oncologia como
27:00um todo, a gente consegue identificar alguma predisposição genética.
27:03Os outros todos a gente não identifica, talvez porque não o conheçamos ainda ou porque
27:08de fato não tem uma predisposição genética mesmo.
27:10Muito bem.
27:11O nosso querido Mauricião Trindade lá tem uma pergunta.
27:14O que você quer saber, Mauricião?
27:15Olá, doutora, tudo bem?
27:16Ó que voz que ele...
27:17Você viu?
27:18Ó, doutor de Manaus.
27:19Cabeça.
27:20Obrigado.
27:21Doutora, eu tive um irmão, eu tive porque infelizmente ele já faleceu, que quando criança
27:26teve um câncer de estômago, né, foi diagnosticado lá com os 8 anos de idade, mais ou menos,
27:32fez todo o tratamento necessário na época e com 16 anos ele teve uma recaída também.
27:38E infelizmente aos 24 ele veio a falecer, não sei se por causa disso, porque com os 24
27:45anos ele estava íntegro, bem de saúde e infelizmente veio a falecer por algum outro
27:51motivo que infelizmente não sabemos qual foi.
27:54A pergunta é, por eu ser mais novo do que ele, eu tenho que fazer alguns exames com mais
28:00frequência?
28:01Olha, Mauricião, obrigada pela pergunta.
28:03Eu sinto muito, não posso imaginar a dor que seja perder um irmão tão jovem.
28:09Mas o que a gente primeiro tem que entender é que tipo de tumor foi esse, porque o câncer
28:12de estômago do adulto, né, provavelmente não é o que ele teve lá atrás.
28:17Geralmente as doenças da infância são diferentes das doenças da idade adulta e assim como na
28:22oncologia.
28:22Então os tumores infantis, felizmente com altas taxas de cura, de forma geral, eles
28:29não são os mesmos que acontecem na idade adulta.
28:30Então se a gente for pensar num adulto que tem um câncer de estômago, provavelmente
28:34não é o que ele teve.
28:36Mas certamente vale a pena ir atrás e saber o que foi, até entender se a gente deve ter
28:39uma atenção maior ou se havia alguma predisposição para que ele tivesse tido isso, olhar para
28:43sua história familiar, né.
28:45E saber se a gente deve pesquisar, existem testes no sangue ou na saliva que podem olhar se
28:49naquela pessoa tinha alguma predisposição genética ou se naquele familiar também existe
28:54isso.
28:56Obrigado.
28:57É isso aí.
28:58Seguinte, doutora.
28:59Professor, professor estava fazendo um negócio com...
29:01Eu estava fazendo calorimetria para...
29:04Para que isso?
29:06O doutor Lindo falou que é importante.
29:08Mas para beleza?
29:09Não, não, não.
29:09Para beleza não precisa de mais nada.
29:12Para beleza não precisa de mais nada, está excelente.
29:14Mas para burrice também não tem.
29:17Diga lá, Samito.
29:18Então é o seguinte, doutor, tem um exame que eu fiz há muitos anos, era meio experimental,
29:23de DNA, ele se chamava 23andMe e que eles falam de várias predisposições que você
29:29tem.
29:30Eu queria saber se isso, de fato, assim, tem algum acompanhamento que fala, olha, faz
29:34esse exame que dá para... que tem uma coerência ou ainda é muito distante da realidade?
29:41Não, Samito, existem vários testes genéticos voltados para doenças como um todo, né.
29:44Então existem esses mesmos testes genéticos olhando para a predisposição a câncer.
29:49Então testes voltados para genes conhecidos, sabidamente relacionados à predisposição
29:54a câncer.
29:55Eles podem ser feitos, como eu disse, na saliva, no sangue e para outras áreas da medicina
29:59também.
30:00Então ele pode ser feito.
30:02Geralmente, a gente prefere testar quem teve o diagnóstico.
30:05A gente entende que naquele indivíduo a chance é maior, né, de se houver alguma predisposição
30:10que a gente encontre essa predisposição.
30:12Se a gente testa no familiar de início, por exemplo, a gente não sabe se realmente não
30:16tinha predisposição ou se essa pessoa não herdou.
30:18Mas existe, sim.
30:20Tem que fazer check-up.
30:21Não fala um check-up que você faz...
30:22O check-up.
30:23Não, você fala um quarentão, vai fazer um check-up.
30:25Além da colonoscopia, quais exames você deve procurar e consultar com o médico?
30:29Pelo menos dá uma geralzona.
30:31A maior parte dos serviços médicos que tem um serviço de check-up, justamente olhando
30:36para aquele indivíduo e entendendo quais são os fatores de risco.
30:39Desde olhar a pele, né, para câncer de pele, quanto doenças cardiovasculares e alterações,
30:46por exemplo, endócrina, você tem diabetes, você tem pressão alta, você tem o colesterol
30:48alto, assim como alguns exames oncológicos.
30:52Então a colonoscopia é um deles, a mamografia, eventualmente o PSA depender da idade do homem
30:58e assim por diante.
30:59Às vezes a pessoa que teve uma história muito longa de tabagismo, então ela tem recomendação
31:02de fazer rastreamento para câncer de pulmão também.
31:05Boa.
31:05Ô doutora, eu li outro dia na internet que uma menina com 17 anos teve câncer no seio
31:11já com metástase.
31:12Cássia.
31:1317 anos.
31:15Isso também é uma coisa muito rara, né?
31:17Não é também para a gente se assustar dessa maneira?
31:21Porque você começa...
31:22Eu não sei se é algoritmo, o que que é, né?
31:25Você vê um assunto, você vai pesquisar o negócio e você vai rastreamento.
31:28Aí eu falei, pô, eu também acho que também não precisa...
31:32Certamente não é a idade mais comum que se espera disso, claro que podem acontecer os
31:36casos e geralmente esses casos terminam tendo muita repercussão, né?
31:40Porque estimou a atenção de todos nós.
31:42Eventualmente pode ser que ela tivesse alguma predisposição, né?
31:44E aí faria um pouco mais de sentido isso ter acontecido.
31:47Entender que tipo de tumor de mama ela teve, porque não necessariamente é o câncer de
31:52mama habitual do adulto.
31:53Boa.
31:54Posso fazer mais uma questão aqui?
31:56Vai lá, gordão.
31:57Eu sempre ouvi...
31:57Todo mundo se consulta, né?
31:58É que eu sempre ouvi, falando assim...
32:01Você vai morrendo.
32:02Deve ser um inferno ser médico.
32:03Porra.
32:04Você pede...
32:05Você chega e pede uma reunião.
32:07O cara mostra a verruga.
32:09O cara mostra, eu tô com a verruga.
32:10É, eu tô com uma mancha aqui.
32:12Primeiro, depois a pergunta certa.
32:13Vai que ele vai rolar na corrida.
32:14Pode comer pizza à vontade.
32:16Pronto.
32:17Ele vai rolando.
32:17O pessoal fala muito sobre doenças psicosomáticas e fala que a galera que guarda muito
32:23rancor, essas coisas, que isso acaba transformando num belo de um câncer.
32:29Você acredita nisso?
32:30É verdade ou não?
32:32Meu Deus, interrogação.
32:33A gente ouve muito isso.
32:34O Alonso.
32:34O Alonso, pra gente dizer que é verdade, você imagina que a gente tem que estudar e observar.
32:39E é muito difícil de medir isso, né?
32:41Talvez o que deixe uma pessoa muito nervosa não deixe a outra, né?
32:45Então, talvez seja muito difícil de medir isso.
32:47Certamente não é bom pra ninguém, né?
32:48Ter alguma ansiedade, ter mais irritação.
32:51Acho que isso não traz bem a ninguém.
32:53Mas até dizer que isso é a única causa de desenvolver uma doença oncológica, a gente
32:56não tem embasamento ainda científico pra fazer essa afirmação.
33:00Entendi.
33:01Quer saber tudo.
33:01Boa, Morgadão.
33:02Álcool.
33:03Álcool também.
33:03Pode falar.
33:04Álcool falou com o Gabriel.
33:05Não, álcool também.
33:06Cada hora.
33:07Por isso que você fala, você vê notícia, dá medo, né?
33:09Você fala, pô, tem uma menina.
33:10Uma hora fala que é o presunto.
33:12Outra hora você fala que você não pode tomar mais uísque.
33:14Tem alguma relação também com o uso?
33:16Não, moderados.
33:17Toma uma cervejola, pegar uma vodiquinha.
33:19Ninguém sabe exatamente qual é a quantidade de álcool segura, né?
33:22E talvez pra uma pessoa não seja igual pra outra, né?
33:24Tem gente que bebe uma quantidade maior e eventualmente não tem nenhuma consequência disso.
33:30E outras pessoas que talvez não ingiram tanto álcool e tenham consequências do...
33:33Então é muito difícil fazer uma recomendação.
33:36Mas posso trazer um outro tema?
33:38Pode.
33:38É a atividade física.
33:40E aí isso casa muito com a questão da corrida, né?
33:43A gente teve a apresentação de um trabalho ano passado num dos principais encontros médicos,
33:49que é o Congresso americano.
33:51Justamente trazendo um segmento de pessoas que tiveram câncer do intestino, fizeram cirurgia,
33:56fizeram químio e foram divididas em grupos de atividade física estruturada.
34:01Ou seja, não tinham uma estrutura de pessoas que mantinham essa atividade ou de outras que receberam recomendação.
34:08E a chance da doença reaparecer foi menor em quem fazia essa atividade física estruturada.
34:14Olha que legal.
34:15É por isso que eu sou conhecido como Forrest Gump.
34:19Agora, imagina por quê.
34:20O vovô e o velocista.
34:22Mas se antes a gente já falava, olha, fazer atividade física é bom, melhora, por exemplo, a tolerância ao tratamento,
34:27melhora a recuperação cirúrgica, melhora até a parte, né, morgado psicológica.
34:31Hoje a gente tem uma...
34:33Eu daqui vou para a Nation.
34:35Não, daqui você vai para Brasília, vai correr lá.
34:37A gente tem um embasamento maior para dizer, olha, fazer atividade física é útil.
34:43Boa, doutora.
34:44Boa.
34:44Sim, mas.
34:45Pô, eu fiquei...
34:45A doutora é muito legal, mas é brava.
34:47Eu vim para a Ana.
34:48Eu achei uma queridora.
34:49Ela é a chefe agora do...
34:52Ela que manda em tudo.
34:54A Paulinha, ó.
34:55A Paulinha vai correr lá.
34:56Ela veio correr.
34:57A Paulinha tá uma beleza.
34:58Tá correndo até Brasília.
34:59Ela vai fazer igual o Nicolas.
35:01Ela vai daqui a Brasília.
35:03Caminhando.
35:04Correndo.
35:04Doutora, vamos convidar então todo mundo para participar desse evento que vai acontecer
35:10em Brasília, dia 13 no Parque Saracubixec, em Brasília.
35:15E você também pode acompanhar aqui pelo simpósio gtg.com.br, dia 13 de março de 2026.
35:25Que horas vai ser, doutora?
35:27Seis.
35:28Seis da manhã.
35:28Seis da manhã.
35:29Olha lá.
35:30Olha lá, tem que se preparar.
35:31Vai lá, morgadão.
35:32Seis, seis horas aí você me ajuda, doutora, também.
35:34Só de ir.
35:35Vai ter café da manhã.
35:36Pode ir às sete também dar tchau.
35:37Mas só o importante é estar lá.
35:38Doutora, obrigado.
35:39Posso agradecer?
35:40Oi?
35:40Claro.
35:41Pode falar o que você quiser.
35:42Ai, Emílio, eu queria te agradecer muito.
35:44Muito mesmo.
35:44Não, eu que tenho que agradecer.
35:45A gente que agradece.
35:46Cuidado do nosso bem.
35:47É verdade.
35:48Ela vai agradecer.
35:50Não, porque quando você se coloca aqui, você mostra justamente isso, né?
35:52Que as pessoas podem se ver em você e ver que não é possível estar
35:57muito bem e certamente, como eu disse, eu falo aqui em nome de muitas pessoas, não
36:01só colegas médicos meus, mas em nome dos meus pacientes, que inclusive recebi várias
36:04mensagens pedindo para dar um abraço muito carinhoso em todos vocês.
36:07Show.
36:07E agradeço demais pela oportunidade de falar aqui.
36:11Eu espero que a gente possa justamente modificar a vida dos outros com informação.
36:15Boa.
36:16E você é muito legal.
36:17Aliás, toda a equipe lá, né?
36:19O Carlos Davi, o cirurgião, o Paulo Hoff, a Nathalie, toda...
36:25Time.
36:26E principalmente a doutora, que quando eu estava lá, quando eu estava lá, não.
36:30É isso que eu falo para você, jamais a inteligência artificial vai segurar em
36:36você e falar, não, fica tranquilo, vamos lá, vai dar certo.
36:39É, isso aí.
36:40Obrigado por você ter vindo.
36:41E aí, para vocês aí, vamos fazer o exame, tem que fazer tudo que é chato.
36:47Prevenção.
36:48É chato pra caramba, mas tem que fazer.
36:50Salva tua vida.
36:51A anestesia é boa.
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